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És a nossa Fé!

Ainda estou para perceber...

... que aquipa foi aquela que esteve em campo este fim de tarde, em Alvalade.

Há uma velhíssima máxima no futebol que diz simplesmente isto: em equipa que ganha não se mexe!

Sei que alguns atletas já cá não estão. Portante bastava substituí-los por outros de igual valia... e provavelmente estaríamos aqui e agora a falar de outro jogo.

Até aceito que o treinador, se tem que fazer experiências o faça agora, mas pelo menos mostre alguma qualidade. É que cinco minutos não foram suficientes.

Um jogo mau de mais para ser do Sporting. Se descontarmos Thierry e talvez Mathieu, diria que o resto da equipa ainda estava no aeroporto à espera das malas.

Será bom que Marcel Kaiser acorde para a dura realidade que é começar a época contra um rival.

Gostei. Não gostei

Gostei de ver a bola rolar de novo em Alvalade.

Gostei da apresentação.

Gostei dos aplausos aos regressados. Bas Dost merecia-os, mesmo tendo-se ficado pela rescisão. Há que sarar as feridas.

Gostei do jogo, apesar de tudo, contra um adversário daqueles que não é carne nem peixe (nem é bom, nem é mau, antes pelo contrário).

 

Não gostei de não ter visto Xico Geraldes integrado na equipa.

Não gostei que não fossem dispensados os mesmos aplausos aos que ficaram, que aos que rescindiram e voltaram.

Não gostei de ver a braçadeira de capitão em Bruno Fernandes.

Não gostei do frango do Viviano, quase ao nível do frango de Patrício na última jornada da época anterior.

Não gostei da feira de vaidades no camarote presidencial, exalava um cheiro característico.

 

Por fim, fiquei intrigado com a passividade da curva sul, apesar de algumas mensagens, que até pareceram encomendadas, não fosse alguém reparar na falta de crítica.

 

Que role a bola, mas parece-me que até 8 de Setembro vai saltitar muito...

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Colar os cacos

O Sporting defrontou em Alvalade os gauleses do Marselha, clube para onde um dia se transferiu a nossa antiga e saudosa glória Hector Yazalde, num jogo marcado pela reapresentação de Bruno Fernandes, Bas Dost e Rodrigo Battaglia aos adeptos leoninos.

 

A precisar de paz para se reencontrar e futuramente poder enfrentar a pressão competitiva, a equipa recebeu um bom estímulo por parte dos adeptos que a receberam com aplausos. Na primeira parte, puderam observar-se alguns pormenores ofensivos interessantes e boas movimentações a meio campo por parte de Bruno Fernandes e Wendel (bem sei que joga no Sporting - e até há o precedente de Mattheus -, mas ainda assim o seu nome não se escreve com 2 "l"). Um remate ao lado de Nani (hoje capitão), após boa movimentação e passe de Montero, e um corte providencial de Amadi, a impedir que Bruno Fernandes finalizasse uma excelente assistência de Jefferson, não marcaram tanto este período como a desatenção fatal de recepção de bola do nosso guarda-redes que permitiu a Germain adiantar os marselheses no marcador. Proveniente de uma cidade de marinheiros, esperemos que Viviano não cause no futuro mais rombos destes na nau leonina. 

 

No segundo tempo, Wendel foi menos fluente em mandarim e preencheu uma zona mais pequena, mais marcada pelo cantonês e Petrovic continuou a evidenciar a sua pouca utilidade. Com isso a equipa viria a quebrar um pouco, pelo menos até à entrada em campo do outro "ic" (Misic), o qual se constituiu como uma agradável surpresa, arriscando com sucesso dois bons passes de ruptura. Assim, no "duelo" dos balcãs, o croata suplantou largamente o sérvio. Entre os substitutos, Jovane Cabral ofereceu mais audácia atacante que Matheus Pereira e Bruno Gaspar e Raphinha deram mais profundidade nas alas do que Ristovski e Nani, respectivamente, haviam dado no primeiro tempo. Mas, o melhor jogador voltou a ser Bruno Fernandes (recebeu de Nani a braçadeira de capitão). Dos seus pés sairia a jogada do golo do empate, com um cruzamento perfeito para um André Pinto que marcaria à segunda tentativa. 

 

Os últimos minutos ficaram marcados pelo regresso de Bas Dost aos relvados. Um raro momento de união nuns últimos tempos bem conturbados, com o holandês, ainda sem capacidade física para muito mais, a poder sentir a ovação proveniente das bancadas. Destaque ainda para o aparecimento dos mundialistas Coates e Acuña, ambos ainda a desempoeirar pós férias.

 

Nota-se algum défice de jogadores que possam fazer a diferença, que desequilibrem. Talvez Lumor - hoje teve poucos minutos - tenha mais capacidade no jogo ofensivo e outra velocidade de recuperação do que Jefferson, apesar de uma ou outra excitação - passe em profundidade sem sentido - que a verdura dos seus 20 anos justifica; pode ser que Wendel consiga ser intenso os 90 minutos e que Battaglia traga o músculo que parece faltar ao meio campo do Sporting e que geralmente as equipas grandes têm, principalmente naquela zona cercana da sua área onde é importante não deixar crescer a relva. Tenho muita pena que Geraldes tenha saído pois poderia conjugar-se com Bruno Fernandes (este recuaria para "8"), dando outro tipo de soluções e aumentando assim a eficácia dos passes de ruptura da equipa. Enfim, muitos "se" e "talvez", mas, fundamentalmente, a chave da época poderá estar na integração de Nani na equipa e na sua actual ambição e motivação. Se conseguir estar ao seu melhor nível, então teremos candidato ao título. Juntemos-lhe o sarar das feridas e a simbiose perfeita entre adeptos e jogadores e o sonho será possível. José Peseiro que creia, também. Isto é o Sporting, há que acreditar. Sempre!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

 

#samuelfraguito (*)

Brunofernandesmarselha.JPG

 (*) A propósito de este jogo simbólico entre duas equipas onde jogou o grande Yazalde, voltei a lembrar-me de um seu antigo colega de equipa, o Samuel Fraguito. Este foi um dos 10 melhores jogadores que tive o prazer de ver jogar de verde-e-branco, nos 44 anos que tenho de observar futebol ao vivo. Numa galeria de notáveis onde também constam Yazalde (obviamente), Manuel Fernandes, Rui Jordão, António Oliveira, Paulo Sousa, Balakov, Luis Figo, Cristiano Ronaldo e Mário Jardel. E para onde se encaminha, a passos largos, Bruno Fernandes. Fraguito jogou 9 temporadas de leão, tendo marcado todos aqueles que o viram jogar, dado o seu virtuosismo técnico e a sua qualidade de passe, muitas vezes efectuado de trivela (ainda Quaresma não era nascido). Afectado por inúmeras lesões - foi operado 7 (!) vezes aos joelhos - num tempo em que a medicina desportiva não era o que é hoje, o que obrigava a intervenções muito invasivas, ainda assim, dada a sua resiliência, foi providencial nas conquistas dos títulos nacionais de 74 e 80, a que juntou duas Taças de Portugal . Abandonou em 81. Passaram-se 37 anos, muitas gerações provavelmente nunca ouviram falar dele - ao contrário dos outros nomes por mim aqui apresentados - e seria da mais elementar justiça que o clube pudesse mostrar aos mais jovens quem foi este magnífico jogador. Porque vivemos um tempo em que a reafirmação da cultura do clube é de superior importância, que também passa pelo reconhecimento em vida das suas maiores figuras, e porque um talento como o de Fraguito não pode continuar escondido do conhecimento de uns e esquecido da memória de outros, faço aqui um apelo à actual SAD, na pessoa do seu líder, José de Sousa Cintra, para que homenageie o vilarealense - homem discreto e que nunca se pôs em bicos de pés - e, com isso, homenageie também a história do Sporting Clube de Portugal. O meu antecipado agradecimento.

 

Jogo de apresentação aos sócios (adeptos, pois, adeptos é que está certo)

O chamado jogo de apresentação aos sócios (adeptos, eu sei que o que está certo é adeptos, o jogo é para quem gosta do Sporting) vive no meu imaginário há muitos anos. Não conta, bem sei, para nenhuma competição, é cada vez mais uma formalidade, já que com o mercado escancarado até fim de Agosto, nada nos garante que os que ali, no jogo de apresentação, nos são apresentados, fiquem até Maio (ou mesmo Janeiro) no Sporting. 

Pelos anos 90 houve, entre outros, jogos de apresentação com PSV (o meu primeiro como sócia) e Ajax. Lembro-me que neste segundo fiquei até bem depois da hora para pedir um autógrafo ao Rijkaard, e no momento em que me apareceu à frente, teve de ser o meu irmão a avançar de bilhete e caneta, porque petrifiquei. Não sei porquê, nessa idade recolhia autógrafos em Alvalade sem qualquer problema, talvez fosse diferente a aura internacional na altura - era, claro que era. E Rijkaard habitava a parede do meu quarto, num poster do plantel do Milan de 1992/93, que por sua vez vivia no meu coração. Estava perante um semi-deus, portanto.

Nesse tempo, ir ao jogo de apresentação era uma saída à noite para mim. Tinha nervoso miudinho o dia todo, e no estádio sentia que aquele jogo era para mim. Eu, sócia do Sporting, tinha o direito de me ser apresentado o plantel do futebol sénior. E, sorte minha, era o que mais me interessava. Era uma noite diferente, havia a ansiedade de nova época e ao mesmo tempo, a tranquilidade de ver como jogava quem, sem pensar muito no resultado daquele jogo.
Vejo o jogo de apresentação - e não falo de espectáculos de luz e cor, falo do jogo só - como um restinho do futebol que já quase não existe. E cada vez mais quero voltar a esse tempo, em que me conseguia isolar da avalanche de críticas, discussões e lavagens de roupa suja. Em que só o Sporting importava. Há uma solenidade em "jogo de apresentação aos adeptos" que resiste a tanto circo e lixo dos dias que correm. E eu gosto que assim seja. 
Sábado fui lá estar, pois.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sporting x Mónaco 2-1

O Sporting venceu e convenceu uma equipa semifinalista da Champions. Podence foi titular, Bruno Fernandes marcou na estreia em Alvalade, voltámos ao esquema de dois centrais e este modesto escriba adivinhou (!) a equipa que Jesus escalou. Meu Deus, eu não quero acordar deste sonho!

 

Rui Patrício - Reflexo da fama granjeada aquando do Euro2016, um gaulês foi visto, durante o jogo, a tirar uma "selfie" com ele. Revelada a fotografia, o negativo para o jogador francês foi a anulação do golo. Fora de jogo! No resto, teve um momento altruísta em que permitiu a Coates reencontrar-se com... Coates e, finalmente, destacou-se por impedir que um argentino com nome de Djaló peruano (olá Pedro Correia) marcasse em Alvalade (mais tarde,Tobias emendaria a sua mão).

Nota: Sol

 

Piccini - No seu flanco, por vezes, apareceu um francês (Mbappé) que faz um Ferrari parecer um Anglia com mais de 50 anos de uso, mas deu conta do recado, aqui e ali com a preciosa ajuda de... Coates. No ataque, destacou-se por cruzamentos que não foram parar à bancada, algo a que os sócios não estavam habituados.

 Nota: Fá

 

Coates - O Ministro da Defesa voltou de prolongadas férias e, enquanto esteve em campo, não permitiu quaisquer devaneios aos avançados monegascos.

Nota: Lá

 

Mathieu - Mais apagado que o seu colega central, destacou-se pelos bons pés, em situações de aperto provocadas pela pressão do Mónaco. Parece comprometido com o projecto e isso é meio caminho andado para que apareça o jogador que já "secou" um atacante razoavelmente desconhecido, chamado... Cristiano Ronaldo.

Nota: Sol

 

Coentrão - Ou não fosse de Caxinas, pressentindo o mar encrespado, tomou as devidas precauções. Em primeiro lugar, não colocar a hipótese de chegar à Tapobrana, quando o motor actual do barco são... uns remos; em segundo lugar, usar todas as extensões do corpo, cabelo incluído, para não permitir avanços aos franceses. Objectivos superados!

 

Battaglia - O homem quase atingiu o sagrado, tal foi a sua omnipresença. Atacou, defendeu, como se fosse um guerreiro indomável, pela bravura candidato a um título nobiliárquico, o de cavaleiro de Alvalade.

Nota: Lá

 

Bruno Fernandes - Um golo e uma fonte de energia alternativa a Battaglia, com quem construiu uma Muralha da China, inacessível aos pobres gauleses.

Nota: Lá

 

Gelson - Não sabe jogar mal. Fica para o seu repertório mais um lençol a um adversário na grande área, tarefa em que começa a dar sinais de ser operário especializado. No mais, diversos truques de capoeira a fazer os franceses arrependerem-se bastante da ancestral tradição de lançar o galo em campo.

 Nota: Sol

 

Acuña - Começou o jogo a todo o gás, como se a relva de Alvalade fosse para si tão natural quanto as Pampas natais. Assistiu, com precisão cirúrgica, Bas Dost, em jogada que terminou em golo.

Nota: Sol

 

Podence - A sua definição assemelha-se a uma renda de bilros reproduzida por uma artesã chinesa. A sua velocidade, finta e troca de direcção produz nos adversários o efeito combinado do gás pimenta... e da sarna. Nesta contradição, o pequeno Daniel vai, pouco a pouco, conquistando o seu lugar.

Nota: Fá

 

Bas Dost - O Bombardeiro está de volta. Desta vez, enviou um obus directamente para o ângulo superior do desamparado guardião monegasco, o qual ficou imóvel, extasiado perante a beleza do gesto.

Nota: Lá

 

Ia agora falar dos suplentes utilizados, mas, por um lado, não quis reviver a história do TOBIAS ou NÃO TOBIAS, por outro, teria de mencionar aquele rapaz do rabo-de-cavalo, "My Little Pony(tale)", e finalmente, numa terceira dimensão desta "sólida" apreciação, seria inevitável mencionar aquelas opções técnicas de fazer entrar e sair o(s) mesmo(s) jogador(es), pelo que decidi, visto que saímos vitoriosos, não manchar esta crónica com apreciações menos "melodiosas".

 

Termina aqui a pré-época de "Tudo ao molho e FÉ em Deus", que voltará para a apreciação da primeira jornada do campeonato. A todos os que nos seguem, o desejo de umas BOAS FÉRIAS!

Parece-me bem

Manuel Fernandes e Octávio Machado.

O regresso de Manuel Fernandes como reconhecimento ao seu sportinguismo, independentemente de outras interpretações que também serão válidas.

O regresso de Octávio Machado para terminar, agora noutra função, aquilo que deixou a meio na anterior passagem pelo Sporting.

Parece-me um belo tridente: BdC, MF e OM, com uma vantagem acrescida, livrar o presidente das balas; Há outras lutas para travar onde ele é mais útil.

 

Também me parecem bem os "uniformes", mas como sabem eu sigo a máxima de BdC, conquistem lá o caneco, que a cor da roupa pouco importa!

Falta o patrocínio, aguardemos, mas se não fosse o encaixe financeiro, aquela camisola listada ficava linda assim!

 

Confio que virá algum reforço, até porque não sabemos quem fica, mas estou em crer que só após Jesus os observar bem, se avançará para a contratação de alguém que já estará devidamente referenciado.

 

Gostei das palavras de Jesus na apresentação. Vi que vieram de dentro, o que me deixa imensamente tranquilo!

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