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És a nossa Fé!

A Vida (não) é Bela

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É minha convicção que apoiar é uma das grandes responsabilidade dos adeptos (supporters). Mas não podemos ignorar a responsabilidade da direção em dar aos adeptos algo para acreditar e apoiar.

A gestão de um clube deve ser altamente racional mas o futebol é extremamente emocional, os adeptos precisam que a chama da sua paixão esteja constantemente a ser regada com a dose certa de gasolina. Bruno de Carvalho percebeu bem metade desta premissa, infelizmente levou o lado emocional para a gestão do clube e emolou-se nele.

Para se ser adepto do Sporting, hoje em dia, é quase preciso ter um mestrado em Alta Finança. Temos que saber o que são VMOCs, discutir os benefícios de uma venda da SAD, entender que não temos liquidez apesar das vendas pornográficas que foram feitas, etc. Isto tudo é errado, é claro que podemos entender tudo isto mas, no fundo, o único número que importa para a paixão é o número de vezes que a bola bateu no fundo das redes adversárias.

O Presidente do Sporting tem que ser uma espécie de Roberto Benigni em "A Vida é Bela". Ter ambição e criatividade para conseguir uma miúda "impossível", ser humilde para trabalhar diariamente e, acima de tudo, ter a capacidade de manter o filho (os adeptos?) feliz e motivado durante a maior tragédia de que há memória na História da Humanidade. Sim, no fim "o seu mandato" acabou. Todos acabam inevitavelmente, não é? Mas é o que se faz durante "o mandato" que faz valer a pena. A vida, de para quem o Guido trabalhou, continuou.

Desce da Torre de Marfim, Frederico. Trabalha para os adeptos e sócios do Sporting Clube de Portugal. Ainda vais a tempo de tornar a tornar a nossa vida bela.

Não estarei lá

Hoje não estarei em Alvalade, na manifestação de protesto contra Frederico Varandas que conta com a entusiástica adesão da Juventude Leonina. Faço-o por uma questão de princípio. Exerço o meu direito ao protesto, enquanto sportinguista, de duas formas: escrevendo neste blogue (que já vai no nono ano de existência e tem cada vez mais leitores) e votando. 

Nas últimas semanas publiquei aqui duras críticas a Varandas e estou firmemente convencido de que o presidente leonino não irá completar o seu mandato, tantos e tão graves têm sido os erros cometidos na gestão do futebol. Nos momentos próprios, quando assim o entendi, fiz o mesmo em relação a Godinho Lopes e Bruno de Carvalho. Mas há duas atitudes que nunca tomei nem tomarei: assobiar quem preside ao clube enquanto estou na bancada do Estádio José Alvalade e integrar protestos públicos em dias de jogo. Desde logo porque uma coisa e outra desestabilizam a equipa e dão alento aos nossos adversários. E eu apoio sempre a equipa - seja quem for o presidente, seja quem for o treinador.

Respeito quem se manifestar mas considero um erro que este protesto público ocorra imediatamente antes do Sporting-Aves - tratando-se ainda por cima do jogo em que se estreia o sucessor de Silas, que a partir de hoje é o timoneiro do plantel leonino, gostemos ou não do tempo e do modo como foi contratado.

Sou coerente com o comportamento assumido no passado. Critiquei aqui o expressivo coro de assobios e injúrias a Bruno de Carvalho, num célebre Sporting-Paços de Ferreira, e recusei participar na manifestação que se realizou contra o ex-presidente, apesar de ter ocorrido após o encerramento da época desportiva. Julgo não ter havido outra a visá-lo. Varandas enfrenta agora a segunda em pouco tempo. Nada mais legítimo: serei sempre o último a contestar o direito à manifestação. Mas estarei sempre entre os primeiros que advogam uma separação clara entre dia de protesto e dia de jogo.

É quanto basta para não aparecer lá.

Força equipa (domingo lá estarei)

Tenho sido muito crítico desta presidência. Noto-lhe incompetência e errância na gestão do futebol. Amadorismo exasperante em tantas decisões. Insegurança, noutras. E arrogância em muitas das tomadas de posição, umas públicas, outras silenciosas, num ruidoso cala consente feito de  soberba. Mas não será com isso em mente que vou estar na bancada no próximo domingo. Rumarei ao nosso estádio apostado (como sempre) em apoiar a nossa equipa e (como sempre, sempre!) com a esperança de que vamos ganhar. A vitória vou festejá-la intensamente. Ai vou, vou.

A par das críticas e ataques que posso e devo fazer à liderança do nosso clube, posso e deve dar o benefício da dúvida ao novo treinador e equipa técnica.

Gostei da postura de Rúben Amorim na apresentação do mesmo como novo timoneiro do nosso principal grupo de atletas: Directo. Sem floreados. Franco. Seguro. Sensato. Moderado. Consciente do trabalho hercúleo que tem pela frente porque acompanhado da enorme grandeza do clube que, a partir de hoje, passará a defender com o único objectivo, disse-o ele, de ganhar a todos os nossos adversários. Categoria, aliás, à qual Rúben Amorim pertenceu. Pertenceu. Passado. A tantos treinadores aconteceu isto mesmo, já. Leonardo Jardim,  Marco Silva e Jorge Jesus são os exemplos mais recentes (nomes escolhidos pela bitola de bom futebol que jogámos com eles líderes).

"Toda a gente diz: 'E se correr mal? A isto digo: E se correr bem?" Perguntou-nos Rúben Amorim esta tarde sobre as reservas que muitos de nós têm sobre a sua contratação.

Talvez imbuído da fezada que há sempre nisto de se ser sportinguista ou de outra cor qualquer; talvez por ser um optimista sem fim;  não sei, - embora desconfie que por causa das duas -, mas assisti à apresentação de RA e acreditei que podemos melhorar o nosso futebol e que esta pode ser uma solução de futuro.

Sei que Varandas deixa cair treinadores, fazendo deles escudos humanos que o protegem dos estilhaços provocados pela destruição levada a cabo por ele próprio, no entanto, espero sinceramente ter-me enganado sobre a crítica que a seu tempo fiz sobre a noticiada contratação do antigo treinador do Braga.

Haverá eleições, poderemos de novo escolher uma liderança, e por isso, para já, darei o benefício da dúvida. "E se correr bem?", perguntou-nos o novo técnico. Espero que sim, que corra bem. Muito bem, mesmo. Quero muito mais isso do que confirmar as críticas faço. Quero muito ter-me enganado. Quero acreditar que desta vez Varandas emendou a mão e aposta finalmente num projecto para o futuro, que ele tenha sido 100% verdadeiro quando nos anunciou que a preparação da época 2020/2021 começa agora. 

Não me acenem, por isso, com outras presidências que nada ganharam de relevante, a começar pela anterior, que gastou milhões e milhões e foi incapaz de nos devolver o título de campeão. Mais. Apesar de tudo, Varandas terá de fazer muito pior para chegar sequer perto da lastimosa e deplorável presidência de Bruno de Carvalho.

Uma série de vitórias e de bom futebol mudam tudo. É isso que espero que comece no próximo domingo. Viva o Sporting.

  

O primeiro dia do resto da tua época

A 28 de fevereiro de 2020, o Sporting já só tem doze jogos pela frente. Jogará apenas uma vez por semana, para o campeonato, onde ambiciona chegar ao terceiro lugar, hoje, pertença do Sporting de Braga. A humilhante goleada sofrida na Turquia, ante de um clube sem identidade, de nome impronunciável, só confirma aquilo que já sabíamos há demasiado tempo: a época falhou redondamente.

E agora? O que vai ser o resto da época? O primeiro nome que salta à vista hoje é o de Silas. Não chegará ao verão, mas parece-me que não há grande vantagem em que não chegue ao fim do dia. Parte da culpa é sua, claro, mas ter uma solução de recurso até fim da época, não parece vantajoso. Além disso, numa só frente, é de esperar que pare de inventar e que aposte num onze titular, de forma contínua.

O que se espera agora de Silas é uma aposta continuada em homens como Plata, Jovane, Camacho ou Geraldes. E que outros, como Mendes e Rodrigo, possam ter mais minutos. E ainda que outros, como Nunes, Echedey, João Silva, Bruno Paz, Nuno Moreira ou Tiago Silva possam espreitar a equipa A. Não tenho qualquer curiosidade de voltar a ver homens como Bolasie, Doumbia, Eduardo ou Ilori em campo…

Mas o resto da época não se jogará apenas no relvado. Partindo do princípio que a administração continua (se tivesse caído cada presidente que nos desilude, teríamos tido tantos presidentes como treinadores nos últimos trinta anos), espero que faça o trabalho que não fez a preparar esta época.

Que se escolha imediatamente novo timoneiro, mais experimentado e que este comece já a observar os jovens e os outros homens com os quais terá que trabalhar. Que se escolha imediatamente um homem mais experiente que ajude e guie Viana. Que o scouting identifique já os jogadores a contratar, que efetivamente tragam valor. Que se olhe para os homens que jogando pouco noutros contextos, possam renascer no Sporting (Rony Lopes) e para aqueles que em fim de contrato, possam ser bons negócios. No fundo, que se emende a mão e se faça o trabalho básico (nada do que aqui aponto é inovador) que se espera que um clube como o Sporting faça.

Do lado de cá, continuaremos a pagar a mensalidade de associado; comprar camisolas (das quatro deste ano, ainda me faltam duas) e ocupar os lugares comprados no verão apenas para ver espetáculos tristes na relva e em algumas bancadas. No fundo, nós, como sempre, fazemos a nossa parte. Façam o favor de fazer a vossa.

Serenidade agora... mais do que nunca

Penso que vamos entrar numa fase decisiva do campeonato e da Liga Europa. Agora, mais do que nunca precisamos de serenidade a todos os níveis e dar oportunidade a Leonel Pontes para organizar a equipa e que possa trabalhar, sem ter uma espada sobre a cabeça, sujeita a cair à mais pequena falha. Começa a cansar, digo mesmo a saturar, todo um discurso pela negativa, sempre com o intuito de deitar abaixo, não valorizando os aspetos bons (porque também os temos), que podemos tomar, como exemplo, para "chamar" mais jovens para o nosso clube.

A camisola

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Não vamos facilitar nem baixar a guarda.
Somos totalmente insuspeitos, pois da nossa parte nunca faltou a esta Direcção o apoio nos momentos mais difíceis.
E - permitam-me sublinhar isto, sem falsas modéstias - não é um apoio qualquer: este é um dos blogues com mais seguidores no universo leonino. Sem sombra de dúvida.

Não nos peçam é aplausos quando somos derrotados por um conjunto do terceiro escalão suíço, não-profissional. 
Há limites que não devem ser transpostos, mesmo num jogo de preparação inserido na pré-temporada. Quem enverga a camisola do Sporting deve ter consciência plena de que está a defender o bom nome do clube a nível internacional, até muito para além das fronteiras do futebol.

Sportinguistas ou javardos ?

Vendo o que vi em diversos estádios deste país e lendo o que disse Miguel Albuquerque depois da vitória na final da Taça de Futsal, importa saber quem é que vai estar em Alvalade amanhã como Sportinguista a sofrer pelo clube, a apoiar o clube, a cantar "O mundo sabe que", a suportar os profissionais, a ajudar a transportar a equipa à vitória e ao acesso ao Jamor, e quem vai lá estar para descarregar as suas frustações, fazer o seu número de circo foleiro e, se as condições se proporcionarem, ajarvardar o ambiente, ofender os profissionais e revoltar-se contra quem não embarca na javardice. 

Para javardos (ver dicionário) já bastam os lampiões, não precisamos dessa gente no nosso Sporting Clube de Portugal. 

SL

Seguimos adiante

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Ao pensar na história ainda breve de Marcel Keizer no Sporting (ou de Frederico Varandas com Marcel Keizer, dá igual) lembrei-me desta curva. Primeiro veio a desconfiança e ansiedade dos sócios com um treinador sem curriculum e dum futebol bem diferente do nosso, depois a felicidade com as "cabazadas" iniciais que terminou em Guimarães, depois um período sempre a descer até Tondela, onde entrámos em depressão profunda.

Veio uma semana depois o jogo contra o Porto em casa onde tivemos que aceitar exibição e resultado, os possíveis nas circunstâncias de então. Keizer não mudou as peças mas mudou a montagem das mesmas em campo, mais controlo do jogo, menos risco.

Tivemos agora uma dupla jornada vitoriosa com as duas melhores equipas da Liga, ao que dizem, e com esse novo modelo de jogo mais realista e eficaz tornou-se possível uma primeira parte superior ao Porto e uma ponta final que garantiu os penaltis e a conquista da taça.

Os problemas estruturais estão lá e não desapareceram. Uma condição física deficiente, um plantel limitado, uma enorme falta de dinheiro para o reforçar, uma ingenuidade nos lances divididos que se traduzem em montes de cartões e castigos. Mas temos agora uma estrutura de futebol profissional substancialmente reforçada, com presidente, treinadores e jogadores empenhados e solidários, todos a puxar para o mesmo lado, sem vedetismos nem primas-donas malcriadas.

Cabe aos sócios estarem à altura do que se passou em campo, mostrarem eles a tal "atitude" que dalgum modo tem faltado em Alvalade e fora dele esta época, a atitude de Sportinguistas de "O mundo sabe que" e não de exigentes ressabiados, apoiando incondicionalmente a equipa nos bons e maus momentos, porque eles de facto merecem e precisam desse apoio.

Seguimos adiante.

Viva o Sporting Clube de Portugal !!!

SL

O pudor, o decoro, a vergonha

«A equipa não jogou bem, é um facto. Peseiro ainda não encontrou forma de colocar o Sporting a jogar bom futebol, outro facto. Mas não merecerá uma equipa remendada mais algum apoio? Mais, não há ali naquela bancada pelo menos um grupo organizado de adeptos que esta época devia ter o pudor, para não dizer a vergonha, de não assobiar a equipa? É que há quatro meses estavam a atacar o plantel e o treinador em Alcochete, na que foi a maior vergonha de sempre do clube em mais de 100 anos de história. Não fazia mal ter um pingo de decoro e pensar no que andam a fazer os grupos de... apoio. É grande a desunião e poucos os que realmente pensam no que dizem amar.»

 

Bernardo Ribeiro, hoje, no Record

"Só eu sei porque não fico em casa"

Esperança renovada, crença reforçada, a certeza da permanente revivescência, afinal, a cada nova época o sportinguismo fortalece-se.

Quando forem 20h30 lá estaremos nos nossos lugares a acreditar nos nossos e a apoiá-los. Confiança e orgulho no emblema de tal forma grandes que reduzem à mais reduzida insignificância o incessante ruído carvalhista, esse lixo tóxico que insiste em poluir o clube para mero benefício próprio. É também por causa dessa desmesurada nódoa (inapagável) na história do Sporting que hoje sairei de casa para voltar a casa, à minha casa, aquela casa de onde despejámos o inquilino com pretensões a ser seu proprietário.

Fosse eu a decidir e tratava de expulsar Bruno de Carvalho de sócio. Cortava o mal pela raiz. É o que se faz às ervas daninhas, não é?

Nova época, o nosso Sporting de sempre. Acreditamos de novo. E temos ainda mais razões para isso. Estamos muito melhor dirigidos e assim continuaremos após 8 de Setembro. Resistimos ao pior dos ataques porque lançado de dentro.

Estamos vivos e com muita esperança. Este ano é que é!     

Um apelo

Mais logo, o que está em jogo é demasiado importante para que percamos tempo a olhar para o umbigo. 

Em campo só entra o Sporting. Espero que nos concentremos num massivo apoio aos jogadores, do primeiro ao último minuto, e não nos distraiamos com minudências nem com terceiros alheios ao relvado.

Nos cantos, atrás das balizas, nas centrais somos todos feitos de Sporting. Sublimemos o que e quem nos une, ignoremos o que e quem nos divide.

Todo o estádio a cantar, força Sporting allez 🎶

 

{ Blog fundado em 2012. }

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