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És a nossa Fé!

Os melhores golos do Sporting (42)

Golo de ANTÓNIO OLIVEIRA

Sporting-Dínamo Zagreb, 3-0

Estádio José Alvalade, 29 de Setembro de 1982

 

Na primeira ronda do ciclo, já tinha mencionado um golo para além daquele que escolhi: o segundo do hat-trick de António Oliveira ao Dínamo Zagreb, a 29 de Setembro de 1982. Soube agora que outro companheiro de blog também o escolheu para esta segunda ronda. Não faz mal. Cada um dos golos de Oliveira nesse jogo é sensacional. Por isso, reformulo e fico-me pelo primeiro (mas até podia ser o terceiro). Oliveira era um génio dentro de campo (fora de campo é outra história) e jogou no Sporting no auge das suas capacidades, que também logo a seguir se desvaneceram. Quando digo génio, penso mesmo num jogador de classe mundial, prejudicado pelo facto de, naquele tempo, o futebol não ser a mesma indústria que é hoje.

 

Como também já disse, a equipa de 1981-82 foi a melhor que vi vestindo a camisola do Sporting. Ainda sou do tempo do Yazalde, mas era uma criança. No princípio dos anos 80, era um adolescente, ainda suficientemente ingénuo para continuar a ter uma relação quase infantil com o jogo mas já suficientemente adulto para apreciar subtilezas técnicas e tácticas. É nessa medida que digo que esta foi a melhor equipa do Sporting que vi jogar: Mezsaros, Inácio, Eurico, José Eduardo, Carlos Xavier, Mário Jorge, Oliveira, Jordão, Manuel Fernandes e outros. Treinados por Malcom Allison, tinham sido campeões em 1981-82. Desfalcados, sem Allison e com Oliveira no papel de treinador-jogador, desfizeram-se em 1982-1983. Mesmo assim, ainda foi possível ver um último recital, justamente esta vitória em Alvalade por 3-0 para a Taça dos Campeões Europeus.

 

Oliveira arrancou uma exibição inacreditável, de que resultaram três golos, todos espectaculares. Diz-se que, no fim, Oliveira proferiu a famosa sentença: "quem viu, viu, quem não viu, tivesse visto".

 

Os melhores golos do Sporting (39)

 

Golo de ANTÓNIO OLIVEIRA

Sporting-Dínamo de Zagreb, Taça dos Campeões Europeus (3-0)

29 de Setembro de 1982, Estádio José Alvalade

 

No dia 29 de setembro de 1982 eu já tinha doze anos e vi o jogador que mais gostei de ver com a nossa camisola a marcar três golos ao Dínamo de Zagreb, numa das mais memoráveis noites europeias da história do Sporting.
No dia em que o seu pai morreu, António Oliveira, nosso jogador e também treinador (!) mete três na baliza do Dínamo. Na baliza estava o nosso futuro guarda-redes Ivcovic, mas essa é a parte que menos importa nesta minha história.
Nós íamos pouco ao futebol, porque era caro e longe e dava pouco jeito, mas a este jogo fomos. As equipas da Cortina de Ferro metiam medo, porque os julgávamos fortes como super homens e era sempre duvidoso que a nossa habilidade latina fosse suficiente. Eram tempos em que o jogador português de 1,80 era considerado um gigante e em que as equipas portuguesas tinham uma preparação física baseada em corridas no pinhal que durava metade de meia época.
O meu pai era da Beira Alta e por alguma razão dizia Uliveira. Nós aqui em Lisboa dizemos Óliveira, mas o meu pai dizia Uliveira, e fazia-o de forma que me divertia, recordo agora.
E gostávamos todos dele, do nosso Oliveira, que vimos a estrear a nossa camisola le Coq Sportif contra o Belenenses de Artur Jorge numa primeira jornada cheia de nevoeiro e frio, naquela época de 81/82, em que fomos campeões. A partir daí, o Uliveira (com Manuel Fernandes e Jordão) passou a ser o nosso jogador favorito.
Um golo do Sporting é uma explosão no coração. Três golos a uma equipa destas, pelo mesmo jogador e esse jogador ser o Uliveira/Oliveira foi inesquecível. Tanto que o escrevo aqui e até me surpreendo que ninguém o tenha feito ainda.
António Oliveira foi um jogador brilhante, um Figo-melhor-que-o-Figo, com feitio complicado e carácter marcado. Estes três golos são todos bons, embora o segundo seja o melhor. Ele avança pelo meio, faz uma tabela, tira um central da frente e remata mesmo antes do guarda-redes chegar a ele. Foi neste jogo que a frase “por cada leão que cair, outro se levantará” nasceu e este texto do Rui Tovar júnior explica isso melhor http://ionline.pt/413551?source=social.

Por falar nisso, há pouco tempo também descobri que é Rui Tuvar e não Rui Tóvar como creio que toda a gente diz. E aproveito para perguntar, afinal será Oliveira ou Uliveira?


Não sei, sei que o pai de António Oliveira morreu naquele dia e o meu morreria menos de dez anos depois. E que o pai do Rui, um grande sportinguista que aqui homenageio, também já se foi. Fica a nota e fica o golo, porque a vida só faz sentido com gratidão. Gratidão ao meu pai por ter feito sportinguista e, claro, aos grandes golos que me levou a ver com a camisola do Sporting, como estes três. E ao Oliveira - já agora, um nome que os meus filhos têm porque a mãe não lhes deu só a teimosia e o cabelo forte.

 

p.s. a placa com a frase que está no nosso estádio é de Maio (e reporta-se a algo que Oliveira disse a propósito de estar lesionado) e este jogo, lembro, foi em Setembro. Há muito poucas ocasiões em que a ficção faz mais sentido que a realidade. Esta é uma delas.

Obrigado pá, mas foste um imbecil

Eu tenho uma dívida de gratidão para com António Oliveira. Como sportinguista, não esqueço os seus golos nas noites europeias no velhinho José de Alvalade e não esqueço o seu sportinguismo quando rugiu qualquer coisa como por cada leão que cair, outro se levantará. É gratidão eterna por este grito que muitos sportinguistas nunca foram capazes de dar. É por isso que estou irritado com isto que ele escreveu hoje no Record: "Ao longo da época, Bruno de Carvalho 'serviu' os interesses do Benfica". É uma frase triplamente imbecil. Primeiro: pela habilidade das aspas no "serviu". Segundo: por ser ressabiada pelo terceiro lugar do Porto com um orçamento pornograficamente superior. Terceiro: pela raiva de terem sido incapazes de contratar Leonardo Jardim para levarem um incompetente que os enterrou até ao pescoço. António Oliveira anda à caça de um lugar pela sucessão de Pinto da Costa e atacar o Sporting só pode querer dizer uma coisa: é do Sporting que eles têm medo. É evidente que a frase é mentirosa, mas uma mentira dita por uma pessoa inteligente pode ser perigosa. Como António Oliveira não é perigoso, só pode ter sido imbecil.

No bom caminho

"O Sporting lidera a Liga portuguesa com todo o mérito."

 

"Leonardo Jardim mostrou que foi a escolha certa para tirar o Sporting do marasmo que foi a época anterior."

 

"O trabalho do treinador do Sporting, até ao momento, merece todos os elogios."

 

"Em termos tácticos, o Sporting apareceu mais compacto, com cabeça, tronco e membros."

 

"William Carvalho, Adrien e Montero, por exemplo, têm tido grande evolução."

 

"O Sporting é claramente a equipa mais jovem. Os 23,5 anos de idade média, em comparação com FC Porto (26) e Benfica (27,7), indicam que o potencial de crescimento do futebol leonino é imenso."

 

"Em termos desportivos, o Leão está no bom caminho. Financeiramente, existe igualmente um trabalho de recuperação que está em marcha e já começa a dar frutos."

 

António Oliveira (Record, 6 de Dezembro)

A percepção do "fenómeno"...

 

Rui Santos, comentador da SIC-N e homem da "pressão alta", publicamente conhecido pelo seu ódio figadal ao nosso clube, e na falta de melhor assunto, gasta hoje uma-página-uma, em publicidade não paga, no Record, na apologia daquele que diz dever ser o novo Presidente do...SPORTING: António Oliveira, de seu nome. Gaba-lhe as habilitações académicas, a experiência, o conhecimento da "realidade futebol" e dos bastidores, a "percepção do fenómeno"... Rui Santos apenas se esqueceu de referir uma coisa: a necessidade de em Alvalade haver verba bastante (e alta!) para pagar as publicamente conhecidas, diversificadas e inusitadas "bruxarias" sem as quais Oliveira não permite sequer que se jogue. Galinhas, muito sal atrás das balizas e outras coisas que tais. Na volta contratava para assessor da Direcção um qualquer professor Karamba desta vida. Ou, quiçá, o conhecido "Professor Alexandrino". Arre que já chega!

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