Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

De pedra e cal - Jordão marca o único golo na Luz

170852_108009382610913_2821823_o.jpg

Foi a 27 de Fevereiro de 1973 que Rui Jordão, na imagem ladeado por Carlos Espírito Santo e Laranjeira, marcou o único golo que bateu Botelho e deu a vitória... ao Benfica, frente ao Sporting (!), no que foi um jogo para o então Campeonato Distrital de Reservas.

Screenshot_20210423-145207~2.png

Legenda: Este remate de Jordão bateu Botelho sem apelo nem agravo. Estava marcado o primeiro

Screenshot_20210423-145245~2.png

Screenshot_20210423-144829~2.png

 

A ideia de ter Rui Jordão a marcar um golo contra o Sporting e logo pelo Benfica, inquieta-me. Não sei se arrepio na espinha, se moinha, se pálpebra a saltitar. Sei que não gosto da sensação.

Seria possível que hoje, mais de 48 anos depois, por exemplo, Nuno Santos que fez a sua formação pelos de encarnado, devolvesse a gracinha?

É o meu prognóstico para hoje. 0-1 marca Nuno Santos. 

 

Fonte: acervo do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao próprio e ao seu filho, Ricardo Espírito Santo. 

De pedra e cal - Lino separa o trigo do joio

Screenshot_20200814-190126.png

 

«Enquanto Ronnie Allen tenta afinar a equipa e ganhar escudos, na África, Lino orienta outro grupo de futebolistas do Sporting insistindo, sobretudo na preparação física de modo a tê-los em ordem quando o inglês voltar com os «craques» e requisitar os serviços de alguns deles. Paralelamente, os serviços administrativos do Sporting vão contratando uns e colocando outros na lista de transferências (definitivamente, ou a título de empréstimo), ultimando pormenores para a fixação de um bom quadro de vinte e poucos profissionais.

Em Alvalade, ao sol de Agosto, deparámos com Lino puxando a bom puxar por dez elementos a quem a diversos exercícios físicos e a uma sessão nas bancadas verdadeiramente puxada de sobe-e-desce escada até estoirar. Lá estavam Chico (que regressou de férias anteontem e se esforça para recuperar a forma), João Machado (irmão de Nando, que jogou no União de Coimbra e que Allen quer ver, pelo menos durante mais um ano, em Alvalade), Castanheira e Augusto (igualmente ex-juniores mas que vão ser cedidos ao União de Leiria) e Rui Paulino (que assinou contrato com o Farense e breve rumará ao Sul).

Damas apenas tem aparecido para tratar da lesão (está ainda de férias) e Fraguito aparece esporadicamente nos treinos devido ao serviço militar. Espírito Santo, do União de Leiria e recém contratado, goza as suas férias. Dinis, como se sabe, já está em África. Resta resolver o caso Peres, que entretanto goza férias no Algarve e de Alhinho, com a Académica a ver quanto receberá do negócio.» 3/8/72

Quarenta e oito anos e doze dias depois, os serviços administrativos do Sporting também se encontram numa azáfama e a ultimar pormenores para a fixação de um bom quadro de vinte e poucos profissionais.

Esperemos que, na época que se inicia em breve, consigamos o mesmo desempenho na Taça de Portugal e muito melhor desempenho no Campeonato Nacional (1ª Liga). A ver, também, se em Abril próximo não precisamos de mudar de treinador (https://www.wikisporting.com/index.php?title=1972/73). Já agora, que na Liga Europa da UEFA alcancemos muito bons resultados.

Fonte: acervo pessoal do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao seu filho, Ricardo Espírito Santo.

De pedra e cal - Chirola, por Carmen Yazalde

Screenshot_20200528-235117.png

Imagem: Jornal Sporting - edição 3777

Faria hoje 74 anos. Nasceu a 29 de maio de 1946, em Buenos Aires, e ocupa um lugar de destaque na galeria da 'Glória' do Sporting Clube de Portugal. 

Héctor Casimiro Yazalde, jogador que dispensa apresentações, aqui retratado pela sua mulher em entrevista a Rui Miguel Tovar:

Isso é amor.
Pois é, jajajaja. Eu sentia isso constantemente, era um homem arrebatador, muito sensível, muito humano. Quando acabava os treinos do Sporting, havia sempre uns meninos pobres à porta do campo e ele tinha sempre moedas boas, não daquelas de 5 escudos, para lhes dar. O Chirola sempre foi um homem atento aos pormenores e isso fazia a diferença nas relações humanas. Antes dos jogos, era costume haver um carro como prémio para o autor do primeiro golo. Como o Chirola era quase sempre o vencedor e já tinha um BMW bordeaux que adorava, ele fazia papelinhos e sorteava o carro pelos companheiros durante o treino do dia seguinte. Quando não era um carro, era um almoço do Gambrinus. Íamos lá muito com o Di Stéfano, antes e depois de ele ser o treinador do Sporting. Ainda está aberto?

E o Chirola acompanhava-te na bebida?
Antes de me conhecer, saía muito à noite com Damas e Laranjeira. [silêncio] [Carmen começa a fungar]. O Damas era sensacional e já sei que morreu. 

Dizia que o Chirola andava na noite com o Damas e o Laranjeira.
Jajajajaja, não deixas escapar nada. Antes de me conhecer, o Chirola não podia jogar no Sporting, porque chegou a meio a época, em fevereiro, e porque as duas vagas de estrangeiros já estavam ocupadas. Ele então saía com frequência. A partir do momento em que começámos a namorar, ele passou a fazer uma vida caseira que coincidiu com o início da época em que ele já jogava.

Ai jogava, jogava.
Ele era um íman, todos gostavam dele. E não digo só os adeptos do Sporting, os do Benfica também. Notava-se na rua, o carinho dos adeptos. Ele retribuía com golos, golos e mais golos. Quando foi receber a Bota de Ouro como melhor marcador da Europa, a organização fechou o Lido e o Beckenbauer disse-lhe ‘tens a mulher mais linda de todos os jogadores do mundo’. A mulher do Beckenbauer, a segunda, não a primeira que se parecia com um homem, jajajajaja, também lhe disse o mesmo.

O Chirola sempre se deu bem com o Eusébio, por exemplo. Às vezes, jogavam o dérbi de Lisboa e depois jantávamos juntos num restaurante em Lisboa. Eles e nós, as mulheres.

O Chirola ia visitá-lo a casa quando ele não estava bem e o Eusébio retribuía as visitas durante as lesões do Chirola. Era uma amizade boa. Mas há mais do Sporting, como o Marinho.

O Chirola morreu lá em casa, em 1997.

Ainda vivia o Sporting?
Claaaaaaro, foi a melhor experiência da vida dele.

Entrevista completa, aqui.

Peça Jornal Sporting, páginas 3 e 4 da edição n.º 3777 (gratuita). [Detectados problemas no servidor que poderão impedir a consulta do jornal] 

De pedra e cal - Pelado em frente à porta 10 A

167082_108009149277603_4362336_n.jpg

Na imagem: Baltazar, Carlos Pereira, Carlos Espírito Santo e Vagner

 

Se a porta 10 A dispensa apresentações, o pelado contíguo, outrora palco onde craques to be se mostravam pela primeira vez, não menos.

Foi neste espaço que muitos jogadores se revelaram e outros tantos se treinaram, para gáudio dos transeuntes.

Aqui fica o registo possível, com alguns protagonistas (de uma década) ainda hoje recordados como aquilo que constituem: parte importante no sedimentar do Sporting Clube de Portugal e do Sportinguismo.

Imagem: acervo pessoal do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao seu filho, Ricardo Espírito Santo.

De pedra e cal - A mais distinguida filial algarvia

180316_108009332610918_4012987_n.jpg

Legenda: No Jamor, o Sporting Clube de Portugal defronta o Sporting Farense. O bloco de comandados por Ronnie Allen: (na primeira fila: Carlos Pereira, Tomé e José Carlos) vai enfrentar os representantes da mais distinguida filial algarvia. Luta Familiar que não pode resultar em problema leonino.

 

O jogo aconteceu a 14 de Janeiro de 1973 e o Sporting ganhou por 4-0. Mesmo assim a equipa de Faro conseguiria ficar em 11º lugar no campeonato e chegar até às meias-finais da Taça de Portugal, troféu ganho pelo nosso Clube. A nossa equipa era comandada por Ronnie Allen que nos deixou no final da época.

No dia em que se confirma a subida do Sporting Clube Farense (1 de Abril de 1910), filial n.º 2 do Sporting Clube de Portugal, congratulo-me e partilho esta memória longínqua. 

As minhas memórias, são outras. A primeira vez que vi o Sporting Clube de Portugal em campo, foi no S. Luís, em Faro. A primeira vez que pus o pé num estádio de futebol, foi no S. Luís, em Faro. O meu Farense, é o de Paco Fortes e do temível Hassan. O meu Farense, é o que na época 94/95 garantiu acesso à Taça UEFA. O meu Farense, nossa filial n.º 2, está de volta ao palco principal do futebol nacional e eu sinto-me duplamente feliz.

O meu coração é, e será sempre, exclusivamente verde e branco, mas na próxima época, estará ainda mais palpitante.

Seja bem-vinda à Primeira Liga, cara filial n.º 2. Estou absolutamente certa de que as disputas familiares da próxima época, não vão resultar em problema, mas em grande festa leonina.

Muito obrigada, caro Leão da Amadora.

 

Imagem: acervo pessoal do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao seu filho, Ricardo Espírito Santo.

*Edição: distinguida por distinta (legenda e título).

{ Blogue fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D