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És a nossa Fé!

De todos os sportinguistas, há 114 anos - maior que qualquer jogador, para além de qualquer presidente

Eis como alguns dos jovens da formação, com muitos anos de leão ao peito, viveram este aniversário do Sporting Clube de Portugal, através das redes sociais

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Anotação 2020-07-01 162345.png(Geraldes)

WhatsApp Image 2020-07-01 at 15.26.24 (2).jpeg(Tiago Tomás)

WhatsApp Image 2020-07-01 at 15.28.49.jpeg(João Goulart)

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Anotação 2020-07-01 163125.png(Daniel Bragança)

Temos talento, temos futuro. 

Queremos mais ouro. Mais Sporting. 

114 anos de sportinguismo

Sou do Sporting desde que me conheço por gente, portanto praí desde os cinco, seis anos, já o Sporting era um "senhor" quase com a minha idade actual, sessenta anos.

Esta coisa do tempo e do passar dele é tão simples como complexa. Aos sessenta anos de idade o Sporting era uma instituição já com enormes pergaminhos e havia conquistado adeptos por todo o Mundo, não lhe vindo estes cinquenta e quatro acrescentar grande coisa, pois o cimento de que foi construído estava já consolidado e os alicerces, de tão fortes e bem assentes em fundações sólidas, foram e são o garante de que, apesar de ventos, tempestades e alguns terramotos, o Sporting continua um edifício sólido e, pela capacidade da sua massa adepta anónima, pronto para mais cento e catorze vezes cento e catorze, pelo menos.

Eu sou Sporting mas não pelo futebol, curiosamente. Nasci, nas palavras de Aquilino, no interior esquecido e ostracizado, num lugar a 5km de Tomar (tão perto e tão longe) que em 1960 não tinha nem electricidade, nem água canalizada, tão pouco recolha de resíduos e que ainda hoje, ano da (des)graça de 2020, não tem saneamento. Uma curiosidade: Sabem onde a minha avó, que era uma mulher extraordinária nascida em 1915 e que fez a quarta classe (coisa raríssima até nos homens - o meu avô era praticamente analfabeto) e era uma leitora compulsiva, guardava o peixe (chicharro e chaputa, a dois vinte e cinco tostões e um quarteirão de sardinhas, às vezes) que se ia comprar "à Vila" ao sábado? Dentro da caruma, na casa da lenha, que era um lugar fresco e as moscas não conseguiam lá chegar e o sal ajudava a conservar.

Mas adiante... Eu sou Sporting por culpa do ciclismo, do Joaquim Agostinho, do João Roque e das transmissões da então Emissora Nacional das etapas da Volta a Portugal em Bicicleta, que se realizava no período de férias. Havia lá em casa, e eu guardo-o religiosamente, um rádio Philips com Onda Média e Onda Curta (que o meu pai comprou para ouvir as notícias da Guerra Colonial e também a Rádio Moscovo, não necessariamente por esta ordem e que só é pena ser vermelho, raios!) onde a miudagem ouvia todos os dias o desenrolar das etapas, descritas quase como se de um relato de "bola" se tratasse e entusiasmavam verdadeiramente. Nesses anos o Sporting era rei na estrada e, salvo uma ou outra excepção, rara, todos somos hoje sportinguistas, os que nos colávamos àquelas transmissões que nos faziam também viajar e que fazemos questão de recordar nas muitas sessões de copos na adega de um ou outro, acompanhadas sempre da discussão da vida do clube.

Não há tradição de sportinguismo "militante" na minha família. O meu pai é sportinguista ferrenho, é certo: eu para o irritar digo-lhe que ele é um sportinguista lampião, porque quando as coisas começam a correr mal para o nosso lado, quase que passa a torcer pelos outros (hoje já não, que os quase 84 já lhe retiraram as preocupações com o futebol); a minha mãe é sportinguista porque eu sou e assim aprendeu a gostar do clube e esta prosa lembrou-me que a promessa de a levar a Alvalade (por seu desejo) ainda está por cumprir...

Quando digo que não há tradição de sportinguismo, comparo-me com outros que tinham o estádio ali à mão e desde pequenos, por influência de pais ou avós, frequentaram o espaço sagrado do clube, tendo outra vivência que a distância enorme, de cento e poucos quilómetros e más estradas e muito poucos transportes, não permitia.

Depois foi a mudança de residência para a cidade, aos sete anos, que coincidiram com o crescimento do União de Tomar, a sua subida à Primeira Divisão e, aí sim, o amor pelo Sporting tornou-se uma realidade palpável e não perdi um jogo do Sporting no Municipal, acompanhado do meu pai (a minha mãe apenas assistiu a um jogo, não gostou do que ouviu: "Enquanto estavam a ganhar era só vivas, quando passaram a jogar mal já não prestavam p'ra nada, é tudo maluco!" Neste capítulo mudámos pouco, direi.

Aos catorze já jogava futebol (bom... vocês sabem, jogar, jogar...) e já ia a Lisboa ver um ou outro jogo "em casa", com o Benfica não falhava e até ir morar na capital, aos vinte, com a idade a avançar e alguma independência, as visitas a Alvalade eram regulares e incluiam jogos europeus.

A partir dos vinte, pode dizer-se, começou a minha verdadeira ligação ao clube. Passado pouco tempo adquiri um lugar cativo, depois veio a bancada nova e comprei uma cadeira de que não me esquecerei nunca, me custou quatro contos e quinhentos e quarenta anos de sofrimento por uma camisola linda e que me faz vibrar e me comove cada vez que a vejo envergada por um qualquer atleta e também muitas ocasiões de alegria, que são obviamente as que sabem melhor e as que se recordam com prazer.

Hoje é o aniversário não só de um clube desportivo. É um dia de festa para aqueles que entendem o desporto como isso mesmo, uma festa, para aqueles que se revêem num lema de honestidade e que entendem que o desporto não é sinónimo de ganhar a qualquer preço. O Sporting tem tido ao longo destes seus 114 anos de vida muitas convulsões internas, algumas bem duras, mas honra seja feita a todos os que o dirigiram, nunca enveredaram pelo caminho da mentira, da trafulhice, da vigarice, da antítese do que deve ser o desporto. É por isso que tenho orgulho em fazer parte desta família!

De pedra e cal - Chirola, por Carmen Yazalde

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Imagem: Jornal Sporting - edição 3777

Faria hoje 74 anos. Nasceu a 29 de maio de 1946, em Buenos Aires, e ocupa um lugar de destaque na galeria da 'Glória' do Sporting Clube de Portugal. 

Héctor Casimiro Yazalde, jogador que dispensa apresentações, aqui retratado pela sua mulher em entrevista a Rui Miguel Tovar:

Isso é amor.
Pois é, jajajaja. Eu sentia isso constantemente, era um homem arrebatador, muito sensível, muito humano. Quando acabava os treinos do Sporting, havia sempre uns meninos pobres à porta do campo e ele tinha sempre moedas boas, não daquelas de 5 escudos, para lhes dar. O Chirola sempre foi um homem atento aos pormenores e isso fazia a diferença nas relações humanas. Antes dos jogos, era costume haver um carro como prémio para o autor do primeiro golo. Como o Chirola era quase sempre o vencedor e já tinha um BMW bordeaux que adorava, ele fazia papelinhos e sorteava o carro pelos companheiros durante o treino do dia seguinte. Quando não era um carro, era um almoço do Gambrinus. Íamos lá muito com o Di Stéfano, antes e depois de ele ser o treinador do Sporting. Ainda está aberto?

E o Chirola acompanhava-te na bebida?
Antes de me conhecer, saía muito à noite com Damas e Laranjeira. [silêncio] [Carmen começa a fungar]. O Damas era sensacional e já sei que morreu. 

Dizia que o Chirola andava na noite com o Damas e o Laranjeira.
Jajajajaja, não deixas escapar nada. Antes de me conhecer, o Chirola não podia jogar no Sporting, porque chegou a meio a época, em fevereiro, e porque as duas vagas de estrangeiros já estavam ocupadas. Ele então saía com frequência. A partir do momento em que começámos a namorar, ele passou a fazer uma vida caseira que coincidiu com o início da época em que ele já jogava.

Ai jogava, jogava.
Ele era um íman, todos gostavam dele. E não digo só os adeptos do Sporting, os do Benfica também. Notava-se na rua, o carinho dos adeptos. Ele retribuía com golos, golos e mais golos. Quando foi receber a Bota de Ouro como melhor marcador da Europa, a organização fechou o Lido e o Beckenbauer disse-lhe ‘tens a mulher mais linda de todos os jogadores do mundo’. A mulher do Beckenbauer, a segunda, não a primeira que se parecia com um homem, jajajajaja, também lhe disse o mesmo.

O Chirola sempre se deu bem com o Eusébio, por exemplo. Às vezes, jogavam o dérbi de Lisboa e depois jantávamos juntos num restaurante em Lisboa. Eles e nós, as mulheres.

O Chirola ia visitá-lo a casa quando ele não estava bem e o Eusébio retribuía as visitas durante as lesões do Chirola. Era uma amizade boa. Mas há mais do Sporting, como o Marinho.

O Chirola morreu lá em casa, em 1997.

Ainda vivia o Sporting?
Claaaaaaro, foi a melhor experiência da vida dele.

Entrevista completa, aqui.

Peça Jornal Sporting, páginas 3 e 4 da edição n.º 3777 (gratuita). [Detectados problemas no servidor que poderão impedir a consulta do jornal] 

De pedra e cal - Pedro Gil Gómez

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Desde o dia em que cheguei que tento, sempre, ser um profissional o mais responsável possível para que estejam orgulhosos de me ter cá. Tenho de dar retorno com esforço, dedicação e devoção, tendo conseguido a glória.

O nome é-lhe, certamente, familiar. O rosto não será excepção e às suas palavras - extraídas de uma entrevista concedida ao Jornal Sporting a 18 de Outubro de 2018 - associará, provavelmente, entrega, garra e uma combatividade dentro do rinque que fazem de Pedro Gil Gómez uma referência incontornável para os adeptos leoninos. O que talvez não saiba é que este mesmo Pedro Gil Gómez, todo ele bravura reconhecida e temida no terreno de jogo, é também disponível e afável comunicador, no um para um, fora do rinque. Sem a presença de câmaras, vem à superfície uma faceta bem disposta que (muito) me surpreendeu. De tal forma surpreendida que, ao vê-lo sair do Pavilhão Arena (antes de a equipa rumar a Lisboa), braços esforçados na contenção de inúmeras garrafas de água e maçãs arrebanhadas da área reservada do pavilhão que distribuiu pelos pequeninos a quem não negou conversa, não fui capaz de reagir a tempo de imortalizar o momento. Na fotografia que se segue, avista-se apenas uma maçã (ombro esquerdo da criança de camisola branca) e a atenção que o exigente público lhe devotava. Sim, Pedro Gil regressou ao local do saque para averiguar a possibilidade de desviar algo mais que servisse de memorabilia. Parece que a ideia de sair de Portimão em pelota, não o agradou muito. Para vosso descanso, informo que nenhum sofá, mesa ou cadeira passaram à frente dos meus olhos.

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Assisti à distância, fiz o registo físico possível - à traição, glup! - longe de imaginar que um dia estaria a partilhá-lo com uma audiência alargada. Sportinguistas? Com Pedro Gil Gómez confirmei que a verdadeira beleza não é ditada pela onomástica, não se esgota na rigidez da simetria e perdura no tempo muito para além do que é visível aos olhos. A beleza dos gestos de Pedro Gil Gómez perdurará - acredito eu - na memória da pequenada desfocada. Segundo o pai do guarda-redes da equipa infantil local - camisola e meias brancas, calção preto - o filho, é do Benfica no futebol mas é do Sporting no hóquei. Tenho as minhas protecções autografadas pelo Girão e pelo Zé Diogo!  - dizia-me, orgulhosa, a jovem esperança. Ai sim? Então agora, estás obrigado a ser o próximo guarda-redes da selecção nacional (nivelar por baixo, eu!?). Arregala os olhos, sorri em transe momentâneo, abre a boca: Woooow!Woooow passou por mim, sem dar pela minha presença, acompanhado pelas meninas e antes de mordiscar o pitéu (maçã verde) que lhe calhou em sorte, sentenciou: O Pedro Gil, é mesmo fixe!

Concordo, Woooow, o Pedro Gil, é mesmo fixe. Talvez não saibas, Woooow, mas o Pedro Gil, faz hoje 40 anos, e, desconfio eu, continuará na tua memória daqui a outros tantos. 

São estes pequenos apontamentos que aqui e ali, deixam marca de quem e como somos, e que me fazem crer que o Sporting jamais desaparecerá. São estes pequenos apontamentos que raramente chegam a grandes audiências, invisíveis aos sentidos da larga maioria de nós, que sedimentam e projectam o Sporting para o futuro.

Muito obrigada, Pedro Gil. Saiba que fiquei e estou genuinamente muito orgulhosa por tê-lo cá. Feliz aniversário e... até Setembro (espero eu). 

 

Caso queira saber mais sobre Pedro Gil Gómez:

Takeover Perfil Instagram do Sporting Clube de Portugal, 15 de Abril de 2020.

 

Excertos de entrevista concedida ao Jornal Sporting a 18 de Outubro de 2018

Seis vezes campeão do mundo e considerado um dos melhores hoquistas da actualidade, que fase representa o Sporting na sua carreira?

Aos 36, quando vim para cá, percebi que chegava a um Clube que me dava condições a nível desportivo e de tudo o resto. Como digo desde o início, fiquei impressionado com a sua grandeza. Surpreendeu-me muito. Temos tantas modalidades, tantos atletas… é o melhor, tantos atletas… é o melhor Clube em que estive. Com esta idade, sentir isso, é importante, porque tento estar sempre num sítio que me motive e estou no melhor por onde passei. Estou agradecido por poder vestir esta camisola, que tem muito peso. Desde o dia em que cheguei que tento, sempre, ser um profissional o mais responsável possível para que estejam orgulhosos de me ter cá. Tenho de dar retorno com esforço, dedicação e devoção, tendo conseguido a glória.

Tendo já passado por diversos campeonatos e clubes, o que é que difere este dos outros?

Cada clube tem a sua mística, a sua forma de viver, mas o Sporting tem um sentimento muito especial, com o qual me identifico. Gosto de viver as coisas muito intensamente, tal como fazem os nossos adeptos. Essa, é a melhor parte. Quando estás num sítio onde sentes que vivem ao máximo o Clube, em que vêm aos jogos e te apoiam tanto no Pavilhão como na rua, faz valer a pena.

 

Entrevista concedida ao site maisfutebol a 27 de Maio de 2019

Pedro Gil, o jogador de hóquei em patins, dispensa apresentações. E o homem, como é?

(envergonhado) Não há muito para dizer, sou uma pessoa muito simples e muito reservada, que gosta de estar com os seus - família, animais e amigos - em casa e que basicamente leva a vida de casa-treino e treino-casa. Não tenho grandes hobbies, sou muito focado no hóquei em patins e nas pessoas que me são próximas.

Não tem grandes hobbies, mas tem um grande vício...

Sim, as tatuagens são um vício (risos).

Quantas tem... sabe ou já perdeu a conta?

Já perdi a conta, devem ser umas 50.

Têm todas significado?

Não, nem todas. Algumas têm a ver com a minha família e com a minha carreira, outras são animais fortes com os quais me identifico - leão, tigre, dragão -, e outras foram feitas para encher ou porque o tatuador quis fazer.

E ainda há espaço para mais?

Há, claro, arranja-se sempre (risos).

E para si, no hóquei em patins? Tem 39 anos e joga há mais de 20....

Não sei dizer com que idade acabarei ou dizer o momento exato, a única certeza que tenho é que quero acabar em boa forma. Não me quero arrastar. De há algum tempo para cá, penso ano a ano porque não sei o que o corpo me vai deixar fazer.

Mas, e ao fim de tanto tempo, continua motivado?

Claro! Continuo super-motivado e acordo todos os dias com vontade de treinar e de ser melhor, porque sei que posso melhorar sempre alguma coisa.

E se terminasse agora a carreira, estava mais do que satisfeito com tudo aquilo que fez e conquistou?

Sim, mais pelo que fiz, e faço, do que pelos títulos. Os títulos, ainda que obviamente goste muito de os ganhar, dizem-me pouco. Interessa-me mais o meu trabalho diário, o querer ser melhor todos os dias e mostrar-me a mim mesmo que sou o melhor ou dos melhores nos treinos e nos jogos.

E quando terminar a carreira pensa ser treinador ou imagina-se a fazer outra coisa?

Já tenho o curso e fiz estágio nos juniores do FC Porto e nos sub-20 do Marmi. Gostei muito disso e gosto muito de ensinar os miúdos, mas para já não quero pensar nisso e sim em jogar que é algo de que gosto muito. O que eu gosto mesmo é de jogar e andar lá dentro a divertir-me. Sei que aquilo que fizer a seguir não vai ser tão bom, que não vou gostar tanto. Por isso, de há um ano para cá, tento desfrutar de todos os treinos e jogos porque sei que é menos um dia que tenho.

Fotografias: da minha autoria, tiradas a 22 de Setembro de 2019 em Portimão - Torneio Elite Cup

De pedra e cal - Capitão Matos

Aproxima-se pela esquerda, todo ele simpatia e sorrisos para miúdos e graúdos. Ponho a minha melhor cara de má, afino a voz e disparo:


- Capitão, tenho uma pergunta para fazer-lhe...

JM: (sorridente, ignora por completo o tom sério e grave da malfadada adepta) Diga, diga...!

- Não se ria, Capitão, olhe que o assunto é sério...

JM: (sem desarmar, todo ele simpatia, para meu agudo desespero!) Diiiga...! 

- (mas não haverá nada que lhe desfaça o sorriso? que ameace a boa disposição?) Oh Capitão, tenho estado aqui a pensar... (interrompo o discurso, fito o chão, olho-o cabeça ainda reclinada em sentido descendente) é uma espécie de preocupação, sabe? Sente falta do carrapito!? 

JM: (contém a gargalhada in extremis, cabeça a abanar para os lados qual boneca havaina colada no tablier de um Cadillac) Hum, hum, hum, errr, não, sim, er, mais ou menos. 

Gargalha, enfim! Acompanho-o, claro.

- E então Capitão, super original, a pergunta, não?

JM: Ainda hoje ninguém ma tinha feito!

Ahahahahah

Completa hoje 33 anos, é nosso atleta desde 2002 e um símbolo maior do Sporting Clube de Portugal. É Sportinguista, dos pés à cabeça (incluindo ex-carrapito) e uma ajuda preciosa na hora de sedimentar a relação entre adeptos e Clube. Que a genuinidade do sorriso nunca se perca - especialmente para aqueles que estão longe do Pavilhão João Rocha -, que a alegria de jogar de Leão ao peito não se dissipe e que a dúvida nunca se instale: é também graças a si que estamos certos de que... o Sporting? Está de pedra e cal.

 

Feliz aniversário, Capitão Matos! Muitos parabéns - e obrigada -, capitão João Matos...!

Edição: correcção de 2005 para 2002 (em 2005, integrou a equipa sénior)

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Fotografia de minha autoria, tirada a 24 de Agosto de 2019 - Torneio Masters, Portimão 

Oito anos a defender o Sporting

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Faz hoje oito anos, nascia o És a Nossa Fé. Adoptando como nome um saudável lema leonino que desde então se tem generalizado entre a massa adepta - aquela que, como nós, frequenta o estádio e gosta de ver os desafios da bancada, que nunca trocaria por tribuna ou camarote.

Somos exigentes: só nos contentamos com o melhor para o nosso clube. E o melhor é vencer, em todas as frentes, em todas as competições, em todos os escalões etários. Estamos vocacionados para a vitória, seguindo os passos dos nossos maiores - um Fernando Peyroteo, um Jesus Correia, um José Travassos, um Joaquim Agostinho, um António Livramento, um Carlos Lopes, um Vítor Damas, um Manuel Fernandes. Ou - hoje - de um Jorge Fonseca, um Miguel Maia, um João Matos, um Nelson Évora, uma Patrícia Mamona, uma Sara Moreira, uma Naide Gomes, um Carlos Ruesga, um Ângelo Girão.

Orgulhosos da nossa história, não vivemos a contemplar as glórias do passado. As partidas que mais nos interessam são as do futuro, inspiradas pela excelência da nossa formação. Não por acaso, de Alvalade partiram grandes estrelas do futebol europeu e mundial, como Paulo Futre, Luís Figo e Cristiano Ronaldo.

 

Queremos que o Sporting mantenha as virtudes que o tornaram campeão da formação e do ecletismo.

Queremos também que corrija alguns erros estruturais, com a rapidez que se impõe, para retomar sem falhas o rumo do êxito na mais emblemática das modalidades, o futebol.

Queremos sobretudo que se desperdicem cada vez menos energias em refregas contra adversários internos, imaginários ou reais. Para que possamos gastá-las no combate leal aos nossos históricos rivais, estejam mais a norte ou mais a sul.

Somos hoje 39, neste plantel que se tornou uma referência da blogosfera leonina. Pensamos de maneira diferente uns dos outros, como é público e notório: nada mais salutar. Mas todos somos sportinguistas. E todos partilhamos a convicção de que não existem sportinguistas de primeira e de segunda.

 

Ao longo destes oito anos, vimos nascer e crescer algumas vedetas, assistimos à partida ou ao irremediável ocaso de outras. Enquanto adeptos apaixonados, tivemos alguns sonhos, muitos dissabores, uns quantos pesadelos.

Vamos seguir em frente, continuando a defender as nossas cores com ímpeto leonino. Nunca confundindo o aplauso ou a crítica a responsáveis ocasionais com a defesa dos interesses permanentes do Sporting.

Para essa mobilização estaremos cá sempre. Com esperança e fé.

De verde e branco.

Parabéns à Torcida Verde

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Não é segredo que a minha claque favorita no Sporting é, de há muito, a Torcida Verde. Daqui vão, portanto, as minhas felicitações aos membros da Torcida. Porque estão de parabéns: faz hoje 35 anos que esta claque foi fundada. Para servir o Sporting e não para se servir dele.

Razão acrescida para merecerem o caloroso abraço que aqui lhes deixo.

Este ano fico com o 7!

Foi num dia de calendário como o de hoje que em 2012, e pela primeira vez, fiz a minha estreia nesta equipa de gente de “Fé”.

Sete anos são já passados e parece que foi só ontem.

Durante este tempo o Sporting, que foi sempre o meu maior foco, sofreu muitas mudanças. Demasiadas!

Os casos no clube sucederam-se, alguns a uma velocidade quase vertiginosa, e quase nunca com bons resultados. Mas enfim é o clube que temos… sempre em convulsão!

Fomos muitas vezes campeões em muita modalidades, mas nunca na nossa equipa principal de futebol. E é pena.

Durante todo este tempo fui escrevendo conforme me mandou o coração mais que a razão. Decididamente nestas coisas de adepto a razão nunca manda. E ainda bem, acrescento!

Obrigado a quem em mim confiou e principalmente aos leitores e comentadores que de forma (quase) sempre civilizada foram mostrando porque, quando queremos, somos diferentes dos demais.

Saudações leoninas e a gente lê-se por aí!

Gato por lebre

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Os sócios do Sporting Clube de Portugal receberam hoje um e-mail sobre a venda de um TAG Heuer comemorativo do “113º Aniversário” da nossa instituição. A intenção é boa, até porque parte do valor obtido nas vendas reverte a favor da Fundação Sporting, “para aquisição de equipamento destinado ao IPO de Lisboa”, mas convenhamos que 2.200 euros por um relógio a pilhas é um pouco demais, não? Ao menos, há uns anos, durante o consulado de Filipe Soares Franco, o movimento do relógio da mesma marca era automático. E mais barato...

Parabéns, Hilário

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Um enorme Leão, figura marcante na história do Sporting e na história do futebol português. Tricampeão nacional, três vezes vencedor da Taça de Portugal, participante na brilhante campanha europeia que se saldou na conquista da Taça dos Vencedores das Taças, em 1964, ao serviço do nosso clube.

Envergou 39 vezes a camisola nacional, incluindo nas seis partidas da fase final do Campeonato do Mundo de 1966 em que subimos ao pódio e ele foi eleito para o onze ideal da competição. Oriundo do Sporting de Lourenço Marques, vestiu de Leão ao peito entre as épocas 1958/1959 e 1972/1973: nunca conheceu outro emblema em Portugal.

Recordista absoluto de jogos disputados pela equipa sénior do Sporting (627 no total), Hilário Rosário da Conceição celebra hoje 80 anos. E nós celebramos com ele.

Daqui vai o meu caloroso e grato aplauso.

Sete anos, 2557 dias

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Faz agora sete anos, era dado o pontapé de saída. Coube-me essa honra a mim, simbolicamente, com um postal de apenas uma linha mas que pretendia ir direito ao essencial: «Só nós sabemos porque não ficamos em casa.»

E não ficámos. Permanecemos por cá, ao longo de todo este tempo. Daí podermos afirmar hoje que este blogue, não por acaso chamado És a Nossa Fé, funciona como um registo diário da história leonina destes 2557 dias. Nenhum tema foi ignorado, nenhuma crítica foi silenciada, não passámos ao lado de nada que fosse relevante na vida do nosso clube. Incluindo a pior época de sempre e o dia mais negro neste Sporting do século XXI.

 

Houve alegrias, claro, também aqui registadas. Escassas no futebol: uma vitória na Taça de Portugal, com Marco Silva, uma Supertaça já com Jorge Jesus ao comando da equipa e a primeira Taça da Liga do historial leonino - ainda com Jesus ao leme. Mas muitas nas modalidades, em que deixamos bem vincado o nosso estatuto de maior potência desportiva portuguesa. Somos tricampeões nacionais de futsal, bicampeões nacionais de andebol, bicampeões nacionais no futebol feminino. Há meses, sagrámo-nos campeões nacionais de hóquei em patins, modalidade em boa hora recuperada pelo clube. Somos igualmente campeões nacionais de voleibol, tricampeões em ténis de mesa, bicampeões em râguebi feminino, tricampeões em judo masculino. Dominamos na natação, no atletismo feminino, no triatlo feminino e no corta-mato masculino. Temos campeões nacionais de marcha, salto com vara, salto em comprimento, boxe, tiro e padel.

Foram sete anos de alegrias também a nível internacional. Pelo reforço dos nossos títulos europeus em várias modalidades. Vimos o Sporting vencer a Taça CERS em hóquei em patins (2015), a Taça Challenge em andebol (2017), a Taça dos Campeões Europeus de atletismo feminino em pista (2016 e 2018), duas Taças dos Campeões Europeus em corta-mato, feminino e masculino (ambas em 2018). Somos campeões europeus em judo e vice-campeões europeus em futsal.

Sem esquecer a magnifica campanha da selecção nacional de futebol em França, onde nos sagrámos pela primeira vez campeões nacionais da modalidade. Com dez jogadores formados no Sporting inseridos neste elenco de luxo: Adrien Silva, Cédric Soares, Cristiano Ronaldo, João Mário, João Moutinho, José Fonte, Nani, Ricardo Quaresma, Rui Patrício, William Carvalho.

 

Revisito os textos desses primeiros dias e encontro já neles, bem expressiva, a matriz mais genuína deste blogue. Com traços dominantes, que incluem o pluralismo, o companheirismo, a camaradagem, o amor incondicional ao clube que nos serve de fio condutor.

Somos pessoas de origens muito diversas, com as mais variadas profissões, com pensamentos diferentes em questões políticas, religiosas, sociais. Mas aqui estamos irmanados na devoção aos valores do nosso clube e na procura incessante da glória que vai sendo transmitida de geração em geração. Tendo sempre presente que o desporto é antónimo de guerra e que o adversário está muito longe de ser inimigo. Nunca esquecendo que a vitória só é justa quando acontece sem batota.

 

Continuaremos. Quatro presidentes depois (Godinho Lopes, Bruno de Carvalho, Torres Pereira e Sousa Cintra), dez treinadores da equipa principal de futebol depois (Domingos Paciência, Sá Pinto, Oceano, Vercauteren, Jesualdo Ferreira, Leonardo Jardim, Marco Silva, Jorge Jesus, José Peseiro e Tiago Fernandes). Agora com Frederico Varandas como nosso presidente, tenha sido esta ou não a opção de voto de cada um na histórica eleição de 8 de Setembro. Agora com Marcel Keizer como líder do futebol leonino.

Apoiamos um e outro. Sem seguidismos, sem espírito acrítico, mas com a noção exacta de que o Sporting precisa de cerrar fileiras para atingir os objectivos que temos em vista. E convictos de que não há vitórias nos estádios, nas pistas ou nos pavilhões sem o incentivo dos adeptos nas bancadas.

 

Não exigimos títulos: exigimos esforço e dedicação.

Estamos aqui para retribuir sempre que for preciso a quem merecer o nosso aplauso. Outro ano, mais sete anos, os 2557 dias que vão seguir-se.

Classificação

Crise no Sporting provocada pelo Presidente do clube: zero pontos. Derrotas da equipa principal de futebol leonino: 2.

Demagógico? Sim, está mais perto de o ser que o contrário. Embora, sendo eu dos leões, prefira a versão do bode que se agarra para expiar delitos nossos. E tendo eu abraçado o slogan Feito de Sporting, alguém tem de levar com a minha frustração. 

É inevitável virar-me para o Presidente, o que é diferente de virar-me contra o Presidente.

Já aqui escrevi que não consigo defender Bruno de Carvalho, posição que poderá ser entendida como absoluta, pedindo, por isso, um esclarecimento. Um situar em campo.

Como defender o vencedor das eleições de Março passado com impressionantes 86% dos votos, quando, nem um ano depois, ele tenta marcar golos a seu favor vociferando de um púlpito contra quem lhe deu a vitória esmagadora, robustíssima. Praticamente indestrutível perante as maiores tormentas que o timoneiro possa enfrentar ao longo de quatro anos de mandato. Esse Presidente, não, não consigo defendê-lo. Nem devo. Menos ainda quando quer ganhar de goleada contra uma "oposição" que não existe. Além de a massa invisível de opositores que o dark side do Presidente inventou, não há uma oposição organizada no Sporting. Apostada em derrubar a actual direcção. Boicotando-lhe os sucessos. Fazendo-lhe a vida negra. 

No Sporting, que verdadeiramente se conheça, não há oposição, mas se houvesse seria a circunstância mais natural do mundo.

O nosso clube é gigantesco porque é feito da imensa pluralidade social, profissional, geracional. E é na pluralidade da opinião, da vontade de a expressar e convicção para o fazer que a grandeza se afirma. E não é preciso ter dotes divinatórios para saber que assim continuará a ser. Assim seremos sempre.

Bruno de Carvalho continua a ter créditos. Muitos. E esse Presidente defendê-lo-ei. Faz hoje anos, dou-lhe os parabéns, na esperança que a idade some maturidade e temperança.  

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