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És a nossa Fé!

Balanço (17)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre ANDRÉ MARTINS:

 

- Edmundo Gonçalves: «É dele o único passe de ruptura de todo o jogo do Sporting. Diz bem da qualidade do futebol praticado. Durante o pouco tempo que esteve em jogo esteve bem, demonstrando que até poderia ter entrado no lugar de Aquilani (não posicional, mas a oito, deixando a tarefa defensiva a Adrien, a seis).» (18 de Setembro)

- Duarte Fonseca: «Foi preciso entrarem Martins, Mané e (principalmente) Montero para que o Sporting tivesse algumas variações ao jogo que fazia desde início da segunda parte, que consistia em lateralizar e cruzar ao calhas em busca de um cabeceador(mento) perdido.» (22 de Setembro)

- Eu: «Estavam já decorridos 79 minutos quando o treinador lhe deu ordem de entrada em campo, substituindo João Mário. Pedia-se-lhe contenção e retenção da bola. E ele assim fez.» (26 de Novembro)

Avulsas do jogo com o Nacional

1) A inteligência colectiva e o jogo entre linhas será sempre a melhor forma de entrar numa defesa povoada. Foi preciso entrarem Martins, Mané e (principalmente) Montero para que o Sporting tivesse algumas variações ao jogo que fazia desde início da 2a parte, que consistia em lateralizar e cruzar ao calhas em busca de um cabeceador(mento) perdido. Verdade seja dita que Bryan Ruiz e Gelson também tentaram variar as opções, mas no caso deste último o que pensa ainda não é acompanhado pela forma como executa;

 

2) Como é possível alguém dizer-se profissional de futebol se não tem a mínima afinidade com a bola de...futebol? Sim, estou a falar de Slimani. Que além de ser dos jogadores menos inteligentes que vi jogar, adiciona uma odiosa relação com a bola que chega a ser chocante. É impressionante a quantidade de jogadas de ataque com potencial que são interrompidas por este homem;

 

3) Já estava na hora de Jefferson acordar para esta época. Bem sei que assimilar princípios defensivos aos 27 anos não é fácil, sobretudo para quem tinha muito pouca noção de posicionamento, mas a verdade é que tem que render muito mais;

 

4) O Patrício entre a 5a feira passada (jogo com o Lokomotiv) e o jogo de ontem aprendeu que pode sair da baliza para recolher uma bola metida em profundidade pelos adversários. Um dia destes ainda vai aprender a controlar a profundidade e a sair dos postes;

 

5) Continuo a achar piada ao facto da maioria das pessoas não perceberem Esgaio. Sim, é verdade que errou 3 ou 4 passes curtos e de fácil execução, mas na primeira parte foi um dos melhores em campo, raramente comete erros posicionais, tem capacidade de jogo interior e tecnica e cognitivamente é muito superior a João Pereira. Neste momento é, sem dúvida, a melhor opção.

Balanço (16)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre ANDRÉ MARTINS:

 

- Eu: «Demasiado discreto, é capaz de render muito mais do que mostrou. Continua a revelar algum défice de capacidade física que exige treino específico durante a semana.» (31 de Agosto)

- Adelino Cunha: «A simpatia de André Martins e a qualidade não chegam: falta consistência e regularidade.» (1 de Setembro)

- Duarte Fonseca: «Um André Martins de nível superior durante toda a primeira parte. Foi de longe o melhor jogador da equipa nos primeiros 45 minutos. A quantidade de bolas que roubou, as aberturas que fez, os passes que não errou, as decisões acertadas que tomou. Muita qualidade.» (1 de Setembro)

- Alexandre Poço: «André Martins em afirmação constante.» (9 de Setembro)

- Edmundo Gonçalves: «É interessante, à falta de outro adjectivo, a forma como se esconde do jogo. É minha opinião, e vale o que vale, obviamente, que com ele jogamos com um a menos, ou até mais.» (18 de Setembro)

- Luciano Amaral: «Foi uma despaulo-fonsequização: deixar o André Martins de fora deve ter custado, até porque é daqueles que sempre esteve lá nos momentos difíceis e parece mesmo, também ele, um gajo porreiro.» (22 de Setembro)

A influência individual no colectivo

Não gosto de individualizar no futebol, gosto, sim, de analisar o jogo colectivo. De preferência quando esse colectivo é muito mais que a soma das individualidades. O que equivale a dizer que as individualidades contribuem positivamente para a melhoria colectiva, que os comportamentos das individualidades beneficiam o e do colectivo. Neste sentido, defenderei sempre os jogadores que mais e melhor contribuam para o colectivo e que por consequência o tornem mais forte, aproximando-o da vitória.

 

Jogadores como William, Nani, Montero e Martins serão sempre defendidos na minha forma de analisar o jogo, não só porque são os melhores jogadores do plantel, mas principalmente porque são aqueles cujas acções e comportamentos individuais mais aproximam a equipa do sucesso. Todos os processos da equipa melhoram com eles em campo.

 

Pelo que se ouviu e leu no início da época, parece que nem William é consensual no universo leonino, tais foram as loas de lentidão e displicência que lhe rogaram. Nani, idem, a julgar pelos constantes assobios ouvidos em Alvalade, principalmente quando temporiza para procurar a melhor opção para a equipa, quando a maioria dos adeptos preferiria uma correria para a linha e um cruzamento em que nem era preciso olhar para a área ou passar a bola para alguém que no momento seguinte ficaria numa situação difícil.

 

Montero e Martins não reúnem de todo consenso, aliás, no limite, reúnem no sentido de que não servem para o Sporting. Os argumentos são, normalmente, subjectivos e/ou perceptivos, por vezes até estatísticos (como se isso, por si só, dissesse alguma coisa) do que fundamentados naquilo que é o jogo jogado e a forma como as acções deles contribuem para aproximar a equipa do sucesso. Na realidade, jogadores com as características deles são mal interpretados pelo comum adepto, principalmente por estes últimos terem pouco conhecimento do jogo e da forma como um colectivo deve abordar os principais momentos do jogo de forma a estar mais próximo de ganhar.

 

Já o escrevi várias vezes neste espaço: a probabilidade de ganhar é tanto maior quanto melhor forem o conhecimento e os princípios de jogo. Consequentemente, a equipa terá melhor conhecimento e princípios de jogo quanto melhor for o seu treinador (é aqui que se ele tem maior influência na equipa) e quando mais os seus intérpretes os conseguirem aplicar em prol do colectivo.

 

É isto que tenho vindo a defender e tenho a consciência que não é propriamente o mais unânime. Até há quem apelide opiniões como a minha de “freitas-lobismo”. Seja lá isso o que for. Mas se o objectivo for adjectivar por comparação, devo dizer que é um perfeito disparate, porque Freitas Lobo é um fã de jogadores como Adrien, Slimani ou Paulo Oliveira. Nunca o será de jogadores como Martins, Montero ou Tobias, porque não percebe o que eles dão ao jogo. No fundo, o Freitas Lobo é apenas um comum adepto, mas mais bem-falante e com muitas horas de Football Manager, o que lhe permite conhecer o nome de mais jogadores que a maioria.

 

Não se trata de comparar Montero com Slimani, Martins com Adrien, Tobias com Oliveira individualmente. Até porque todos eles têm características individuais e colectivas importantes para estarem no plantel. Trata-se, isso sim, de comparar a qualidade do colectivo quando alguns destes jogadores estão em campo e quando não estão. A forma como as acções individuais contribuem para a melhoria do colectivo, ou como, no limite, fazem com que a equipa esteja mais perto da vitória é que determina os melhores jogadores. Messi é o melhor do mundo não só pelas fantásticas qualidades técnicas e físicas individuais, mas porque percebe como nenhum outro todos os momentos do jogo e coloca toda a sua qualidade ao serviço do colectivo. Com as acções dele a equipa estará sempre mais perto da vitória.

 

O futebol que admiro e que defendo para o Sporting não é o de Jardim nem o da maioria desta época (com excepção do início), baseado numa forma de construção de jogo demasiado lateralizada e cheia de cruzamentos sem nexo para a área (muito a darem golo, é certo), com princípios defensivos de fraca qualidade e com muito dificuldade nos momentos de transição, defensiva e ofensiva. Mesmo assim, cada vez que Marco Silva aposta nos melhores jogadores, o Sporting, como colectivo, aproxima-se mais daquilo que defendo. Não porque os princípios se alterem, mas porque os intérpretes contribuem mais para o colectivo.

 

P.s. Miguel Leal é um excelente treinador e a Liga portuguesa ficaria muito mais interessante com equipas orientadas como este Moreirense. Deve estar no Top 5 das equipas com melhores princípios de jogo do campeonato.

Fim da linha para estes 2?

andre_martins_freddy_montero_sporting_2013_533.jpgAlgumas opiniões mais freitas-lobistas de colegas cá da casa, assim como de outros blogues sportinguistas, que acompanho com interesse, têm insistido no desperdício que é Fredy Montero e André Martins jogarem em posições que não correspondem à sua vocação. Por outras palavras, estes jogadores poderiam fazer a diferença caso jogassem nos lugares para onde estão mais talhados, ou num esquema táctico que favorecesse mais as suas qualidades.

A verdade é que ao cabo destas últimas duas épocas, coloca-se um enorme ponto de interrogação sobre a continuidade de Montero e André Martins no Sporting para a próxima temporada. 

Pessoalmente, vi suficientes pormenores de qualidade em ambos que despoletam aquela fezada de que se o treinador souber aproveitar tacticamente os jogadores, a equipa dará um grande salto competitivo. Por outro lado, vi, igualmente, prestações em campo que me fazem achar que não darão mais do que aquilo que têm mostrado (e que não entusiasma por aí além).

Confesso que estou num dilema. Em Montero e André Martins vejo um elevado profissionalismo no serviço ao Clube, que este não pode trocar por duas batatas. Estilisticamente, são jogadores sem tiques de vedeta, e que geram a simpatia geral. Mas, no final do dia, no que toca às bolas que entram e fazem ganhar os jogos, conseguirão acrescentar valor à equipa 2015/2016 rumo à tão ambicionada conquista do título?

Não consigo ter uma resposta peremptória. E vocês? 

O jogo e o mercado

O jogo

 

Podíamos ter ganho ontem.

 

Após os primeiros 15 minutos, domínio total sobre o campeão e pelo menos 3 oportunidades claras de golo aproveitando a instabilidade emocional da defesa dos de Carnide. Capacidade impressionante de pressionar deste Sporting, um Slimani incansável nesta tarefa e um André Martins de nível superior durante toda a primeira parte. Foi de longe o melhor jogador da equipa nos primeiros 45 minutos. A quantidade de bolas que roubou, as aberturas que fez, os passes que não errou, as decisões acertadas que tomou. Muita qualidade.

 

Na segunda parte, sofremos imenso durante os primeiros 20 minutos, muito por culpa da intranquilidade (um eufemismo) de Maurício que fez com que a equipa tivesse receio de pressionar tão à frente e do desgaste físico de Slimani, Martins e Adrien. Após essa fase de maior aperto, Nani assumiu a liderança da equipa e foi ele quem conseguiu serenar a equipa, levando-a a equilibrar o jogo. Pelo meio um enorme Rui Patrício entre os postes, calando todos aqueles que querem fazer dele um guarda-redes medíocre. No final, a cereja não foi parar ao bolo, porque Artur se redimiu com uma grande defesa, em resposta a um lance de ataque rápido exemplarmente executado.

 

Nota ainda para o incansável apoio dos sportinguistas. Éramos 3.000 mil e durante a maioria do jogo abafámos por completo os adeptos da equipa adversária. Incrível demonstração de apoio e crença.

 

 

O mercado

 

Tenho dois desejos:

- que apenas saia o Capel, nesta fase pouco mais há fazer que não seja proteger os melhores elementos do plantel e dispensar alguns dos piores;

- que venha um central, Maurício era um soldado que até cumpria, mas não tem estofo para general (já dizia o Peter).

O golo

 

O Benfica perde a bola a meio-campo. O Sporting avança com toda a rapidez rumo à área encarnada, com Montero a servir Carrillo - concentrado como nunca - na ponta direita. Tudo em bola corrida, sem parar: o SLB, batido em velocidade, não dispõe de tempo para reconstituir a sua defesa, que tinha avançado as linhas.

O peruano galga terreno. Tem todo o espaço à sua frente: o Benfica abriu-lhe uma avenida com via verde. André Martins acompanha-o no eixo do ataque, também em passo de corrida. Já só tem o guarda-redes defronte de si quando Carrilo o serve com um passe muito bem colocado. Livre de marcação (onde andariam os centrais?), o nosso nº 8 só tem de empurrar a bola para a baliza. Marcando o segundo golo em 48 horas. Um golo que levou o Sporting a conquistar a Taça de Honra.

 

Iam decorridos 43 minutos da final, em que derrotámos o Benfica. Ouviu-se um grito colectivo de euforia no estádio do Restelo, onde a claque leonina era largamente maioritária. Este Sporting 2014/15, sob o comando de Marco Silva, promete chegar longe - ainda mais do que na época passada.

Todos nós queremos isso.

Os golos

 

1. Grande jogada colectiva, superiormente concretizada. Construindo um lance de ataque no meio-campo com a precisão de passe que o caracteriza, Adrien toca a bola para a sua esquerda, onde Carrillo a recebe de costas. O peruano faz uma rotação e pica a bola com técnica irrepreensível para Jefferson, que já acelera junto à linha. Muito rápido, batendo o lateral do Belenenses, o brasileiro cruza para a área. Palmeira corta para canto.

Jefferson marca o canto. A bola sobe para a área e é aliviada pela defesa azul. Wilson Eduardo, em corrida da ala direita para o centro, recebe-a sem a deixar cair na relva e dispara um pontapé fortíssimo: a bola entra a uma velocidade impresssionante. O guardião adversário, aturdido, nem se mexeu.

Foi o primeiro, aos 30 minutos: Wilson Eduardo, homem-golo.

 

2. A bola ressalta da grande área do Belenenses. Wilson Eduardo, jogando desta vez do lado esquerdo, toma posse dela com uma excelente recepção. Supera um adversário e prepara-se para ultrapassar outro, flectindo para o centro, até ser derrubado erm falta a quatro metros da entrada da grande área. O árbitro, como lhe competia, assinala livre directo. André Martins encarrega-se da marcação. Cinco adversários formam barreira. Muito concentrado, quase sem tomar balanço, André marca-o de forma exemplar fazendo a bola voar por cima da barreira, ligeiramente em arco, com a força suficiente e uma técnica insuperável. O guarda-redes voa mas não chega lá.

Foi o segundo, aos 33 minutos: o pequeno André Martins agiganta-se a cada golo.

 

É um prazer voltar a ver golos do Sporting. Um prazer redobrado quando esses golos surgem a par, como ontem aconteceu.

Faz hoje um ano

 

O José Manuel Barroso mostrava-se preocupado. E parecia ter bons motivos para isso: «Um empresário (Pini Zahavi) que tem 27 jogadores nossos em carteira (vinte e sete!, quase tudo o que é bom da formação) pode - e estou certo que vai - causar muitos danos. A sua presença no casamento de um dos mais importantes dirigentes do FCP (Antero Henriques) não augura nada de bom. Mais do que um ato de amizade, foi um aviso. Ou bem me engano ou haverá mais cenas de "maçã podre"... Preparados para tudo? Tem de ser.»

A preocupação era perfeitamente compreensível. Como escreveu este nosso colega noutro texto, aqui também publicado a 10 de Junho de 2013, «ter um empresário a mandar em quase todos os valores da formação é inaceitável. Termos gasto 12 milhões em comissões (os "custo zero" são caros, muito caros) é demasiado, mesmo sabendo que "a zero" jogadores e empresários embolsam sempre dinheiro. (...) O Sporting não pode ser o balde do lixo de empresários e de agentes».

Ainda nesse dia, escrevi aqui contra a bipolarização em curso no futebol português e a suposta política de alianças a ela associada - um tema sempre actual. Eis a minha tese: «Não acompanho - de forma alguma - os sportinguistas, incluindo alguns colegas de blogue, que defendem uma aproximação preferencial do Sporting ao Porto. Não esqueço que das Antas veio alguma da pior contaminação do futebol português - e que esse período correspondeu ao início de um prolongado período de insucesso em Alvalade, condimentado pelas mais escandalosas arbitragens desde sempre registadas em Portugal.»

 

Esse Dia de Portugal ficou certamente na memória de André Martins: o talentoso médio, um dos melhores médios criativos formados na escola do Sporting, estreou-se enfim no escalão principal da selecção portuguesa de futebol. Substituindo João Moutinho num jogo particular contra a Croácia, disputado na Suíça, que vencemos por 1-0.

«Foi um momento de enorme felicidade», declarou André Martins. Uma alegria que todos os adeptos sportinguistas partilharam com ele.

Balanço (9)

 

O que dissemos aqui, durante a temporada, sobre ANDRÉ MARTINS:

 

- Duarte Fonseca: «Não há nele uma acção que seja displicente (ao contrário do que muitas vezes se quer fazer crer), uma movimentação que seja inconsequente, um passe que não tenha uma intenção clara (normalmente até leva logo uma segunda intenção, muitas vezes não percepcionada pelos colegas).» (16 de Novembro)

- Paulo Gorjão: «Bruma não tem feito falta, ao contrário de André Martins que tanta falta faz quando tem um jogo, ou momentos num jogo, de menor inspiração.» (4 de Dezembro)

- Eu: «Sempre inconformado, sempre em movimento, sempre a tentar abrir linhas de passe. Foi o jogador mais clarividente do Sporting.» (11 de Maio)

Ontem, hoje e amanhã em Alvalade

 

Jogou a melhor dupla de centrais do plantel e consequentemente o melhor quarteto defensivo do plantel. Sem qualquer tentativa de depreciação do trabalho de Maurício, mas Dier é melhor em tudo e espero que Jardim mantenha esta dupla até final do campeonato. Dier merece-o e precisa.

Jogou o melhor meio campo do plantel (e do campeonato), com um impressionante William (só para ver aquele lance em que rodeado por 4 ou 5 jogadores do Porto saiu do meio deles com a bola controlada, valeu o preço do bilhete), com um incansável Adrien e com um brilhante André Martins. Continuo a dizer que a maioria dos adeptos não percebem a sua qualidade e o que dá ao jogo. Felizmente Leonardo Jardim percebe isso e de cada vez que ensaia algum modelo sem ele em campo arrepende-se e muda no jogo seguinte. Haverá algum médio em Portugal com a capacidade e qualidade de pressão de André Martins? Ontem foi simplesmente brilhante. Ainda conseguiu fazer o que nenhum dos nossos extremos consegue, um cruzamento impecável.

Jogou o ponta de lança em melhor forma, jogou o extremo em melhor forma e jogou Capel. O espanhol luta muito, ajuda a defender, faz umas correrias com a bola mas não passa disso. Se jogar futebol fosse só isso...

Jogou ainda Carrillo, demonstrando uma vez mais que a partir do banco é melhor opção que de início.

Leonardo Jardim fez tudo bem.

 

Diria que, apesar do golo ser precedido de fora de jogo, a vitória não oferece contestação, tal foi a superioridade leonina.

 

P.s. Não percebi nem sequer concordo com os assobios ao Quaresma desde o início do jogo. Eu cá por mim sinto orgulho por o Sporting ter formado um jogador com aquela qualidade.

O passe da despedida?

Estava eu a levar com um consócio ao meu lado, a quem hoje saiu na rifa o Cédric (que não perdeu o duelo com um grande jogador que é Quaresma) e a pensar com os meus botões que o André Martins estava já a mais no jogo, quando William Carvalho tirou do bolso um passe teleguiado para o mesmo André Martins, que correu uma dúzia de metros e fez uma assistência milimétrica para Slimani fazer o golo que nos daria uma vitória que matou um borrego já "carneiro". O André Martins fez-me "meter a viola no saco", mas o parceiro do lado lá continuou a sua cruzada anti-Cédric.

Mas o que quero dizer, é que, ou estou muito enganado, ou este passe inventado por Carvalho "sentenciou" a sua saída do Sporting.

É que o rapaz até "mete nojo" a jogar à bola!

Sabes tanto

 

Sabes, André, acho que a maioria das pessoas não te percebe.

Não sei de quem é o problema, se teu, se dessas pessoas. De qualquer forma, isso, agora, não interessa.

Tu és aquilo que és e que sempre foste. Na essência, és o mesmo miúdo que vejo jogar desde os juniores e por quem, futebolisticamente, me encantei. E assim continuo.

Podes ter mudado fisicamente, até intelectualmente, mas o elixir mantém-se dentro de ti.

No sábado, enquanto via o jogo no estádio mais bonito do mundo, tinha, na fila atrás de mim, duas pessoas que, ainda não haviam decorrido 20 minutos de jogo, já diziam que estávamos a jogar com um jogador a menos e que o Leonardo Jardim devia substituir-te o quanto antes.

Olhei para trás. Aguentei-me e não lhes respondi. Afinal somos todos do Sporting, e como escrevi no início, tenho a impressão de que a maioria das pessoas não te percebe.

Mas acredita que os fulminei com o olhar. E no meu inconsciente tive pena dessas duas pessoas. Tenho, aliás, pena (no sentido lastimoso e não de inferioridade) das pessoas que não te entendem e que, consequentemente, não têm o prazer de desfrutar do teu futebol.

Dizem que não corres quando és, certamente, um dos que mais correm no jogo.

Dizem que falhas passes quando és, certamente, um dos que menos passes falham num jogo.

Dizem que és lento a executar quando és, certamente, um dos jogadores que pensam mais rapidamente.

Dizem até, e veja-se o grau de desconhecimento, que não percebes nada de futebol quando és, certamente, um dos (na verdade, sabes o que penso) que melhor entendem o jogo.

Não quero ser egoísta, muito menos parecer lunático, mas se todas as pessoas percebessem aquilo que tu jogas, te garanto que eu próprio teria menos prazer em ver-te jogar. É como ter aquele restaurante meio escondido que pouca gente conhece, sossegado e onde se come maravilhosamente bem a preços simpáticos.

Voltando ao jogo de sábado.

Gritei o teu golo com todas as forças que tinha, mas o que me encheu mesmo de orgulho foi o passe que fizeste para o Wilson Eduardo. E, creio, fizeste-o tão bem por duas razões: porque está no teu adn querer fazer tudo bem e porque sabias que aquele toque de cabeça do Slimani merecia uma conclusão em golo.

Prometi a mim próprio (e disse-o a quem estava ao meu lado) que compraria a tua camisola este ano. Assim espero fazê-lo. Não o vou fazer de imediato porque sou um bocado supersticioso e se as coisas, por algum motivo, te começassem a correr menos bem, logo haveria de me penitenciar e atribuir à compra da camisola o agouro. Vou esperar mais um pouco e sei que haverá um momento certo para o fazer. Serás tu a ditá-lo.

Sei que tens uma excelente relação com Leonardo Jardim, nota-se. Ele percebe-te.

Podes fazer-me um favor? Pede-lhe para que nos jogos em casa ele te coloque na mesma posição que nos jogos fora, desde início. É que em casa ele tem-te pedido para jogares um pouco mais à frente. O que melhora consideravelmente a capacidade de pressão da equipa, mas por outro lado, faz com que fiques mais dependente da equipa fazer chegar a bola a terrenos mais avançados. Acredita que a equipa precisa de ti uns metros mais atrás para conseguir fazer-se chegar, toda ela, mais à frente. Até porque não há um André Martins no meio campo a colocar bolas na desmarcação para o André Martins das roturas ofensivas.

Jardim fê-lo na segunda parte do jogo de sábado e foi o que se viu. É ali o teu lugar. É ali que rendes mais. É contigo ali que alguns dos teus colegas (não é, Carrillo?) rendem mais. É quando estás ali que a equipa rende mais. Assim Jardim te mantenha.

E agora até já marcas…

Os nossos jogadores (8): André Martins

 

André Martins, d’ ”Os nossos jogadores”, é o meu jogador.

Continuaria a sê-lo mesmo que outro colega de blogue se antecipasse a escrever sobre ele, mas duvido, perdoem-se a falta de modéstia, que algum deles descrevesse André Martins com a mesma eloquência.

 

Não há paixão que não seja alimentada por sonhos, desejos, idealismos, utopias e crenças. É próprio desse sentimento. O futebol é uma paixão, e é um jogo de paixões. Poder-se-á desta forma justificar, por exemplo, a fidelidade clubística, ou as preferências por jogadores.

 

Quanto mais alimentada for a paixão, maior tenderá a ser. O contrário também se verifica. Quando maior for a paixão, maior tenderá a ser a procura de alimentação para ela. Será sempre uma fórmula circular.

 

André Martins é um dos jogadores que me alimentam a paixão pelo jogo. Estou sempre à espera que me realize um sonho (um daqueles passes, um daqueles cortes, uma daquelas movimentações, aquele posicionamento perfeito). O idealismo é permanente cada vez que o vejo em campo, simplesmente porque tenho a certeza que a qualquer momento posso ter um momento de felicidade.

 

Para mim, e já o tenho dito várias vezes, um jogador de futebol é tanto melhor quanto mais inteligente for, porque percebe melhor o que pede o jogo. Não desleixo características como a garra e a capacidade física, mas não tenho dúvidas que numa série longa a inteligência terá muito mais impacto como factor decisivo. Não é possível equilibrar uma equipa sem jogadores que percebam o jogo tacticamente, que interpretem as necessidades do jogo e que tomem as melhores decisões colectivas e individuais. Estas acções, realizadas em conjunto e de forma sistemática, só estão ao alcance de jogadores com um nível intelectual elevado.

 

André Martins é um desses jogadores. Não há nele uma acção que seja displicente (ao contrário do que muitas vezes se quer fazer crer), uma movimentação que seja inconsequente, um passe que não tenha uma intenção clara (normalmente até leva logo uma segunda intenção, muitas vezes não percepcionada pelos colegas).

 

É ele (e Wilson Eduardo) quem equilibra esta equipa do Sporting. A capacidade de pressão que este Sporting consegue ter, está em grande parte assente na forma inteligente como André Martins se entrega a essa missão.

 

Tudo em André Martins tem a inteligência como essência. Por isso é, e será sempre, em parte, um incompreendido. Mas, convenhamos, não é assim com a maioria das pessoas que têm uma inteligência muito acima da média? Se nalguns casos esta incompreensão é completamente inconsequente (comentadores, jornalistas, bloggers), noutros casos pode tornar-se prejudicial (companheiros de equipa, treinadores, dirigentes) para o próprio e para a equipa em que está inserido. Sinto-me tantas vezes desiludido com as análises “pela rama” que são feitas sobre André Martins por gente que percebe tão pouco de futebol.

 

Acredito que, neste momento, André Martins, terá encontrado, finalmente, um treinador capaz de o entender (não obstante a forma errada como o retirou da equipa após o jogo do Dragão, não percebendo que foi a sua saída que desequilibrou a equipa). Facto a que não será alheio a própria capacidade intelectual de Leonardo Jardim.

 

O futebol para mim é uma paixão, o André também. É o jogador português que mais aprecio e é-o também no seio do meu (nosso) Sporting. É bom saber que continuamos a formar jogadores de futebol e não apenas atletas. Espero continuar a vê-lo crescer como titular e elemento fundamental na evolução deste Sporting, porque, não tenho dúvidas, a equipa é muito melhor quando ele está em campo.

Dúvidas para o Clássico (1)

 

Vìtor no lugar de André Martins?
O ex-Paços de Ferreira não acusou a pressão de jogar num Grande. Enturmou bem na equipa do Sporting, e parece querer aproveitar ao máximo a oportunidade que, na opinião de muitos, já merecia há mais tempo na sua carreira.
André Martins começou bem a época, mas ainda não atingiu o "ponto" que, por exemplo, Adrien Silva demonstra. Fica, aliás, a impressão de que Vítor, com mais jogos no 11, poderá mesmo vir a tirar o lugar a André Martins.
A questão para este Domingo é: sendo a partida do Dragão um jogo com muito nervo, deverá Leonardo Jardim manter Vítor no 11?

"Com o Bruma ou sem o Bruma vamos jogar com onze jogadores".

 

Todos vemos que Bruma é um jogador com muita qualidade. É novo e tem muita coisa para a aprender. Por vezes, quando somos novos, se calhar podemos ser mal aconselhados. Não sei qual é a vontade dele mas tenho a certeza de que quando começar o campeonato, com o Bruma ou sem o Bruma vamos jogar com onze jogadores. Se é vontade dele não continuar aqui, jogadores sem vontade só vão prejudicar o clube. Temos aqui jogadores também com muita qualidade e vontade de aparecer, de treinar e de jogar pelo Sporting. Só os jogadores que cá estão é que fazem falta.

 

 

Enquanto tanto se discute sobre o Bruma, eu destaco as palavras do André Martins sobre isto tudo. Um bom jogador que respeita o clube e tem esta motivação, tem todo o nosso respeito e admiração. Outros escolhem não o ter.

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