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És a nossa Fé!

Os melhores golos do Sporting (43)

Golo de ANDRÉ CRUZ

Beira-Mar, 1 - Sporting, 2

5 de Janeiro de 2002

 

A minha segunda escolha recaiu em André Cruz, um dos melhores defesas que passaram no nosso clube.

Um jogador como não temos e que tanta falta nos fazia esta época. O André resolvia o que estava complicado com o seu pé esquerdo e que nos fazia pensar que qualquer livre do meio do meio campo para a frente era como um elementar penalty. Como aconteceu neste jogo em Aveiro em que marcou dois golos, recordados aqui.

 

Os melhores golos do Sporting (4)

Golo de ANDRÉ CRUZ

Salgueiros-Sporting

14 de Maio de 2000, Estádio Eng. Vidal Pinheiro

 

Nasci em 1983, uma época após Malcolm Allison ter guiado o Sporting à conquista do campeonato e precisamente na época que marcou o início de um jejum de 18 anos de campeonatos nacionais.

 

Um acérrimo benfiquista, o meu avô, tentou convencer-me, desde que me lembro, a ser do Benfica. Não o conseguiu. A emoção que via no meu pai enquanto acompanhava os relatos dos jogos do Sporting fez-me sempre pensar que o Sporting era diferente. O acesso à informação era completamente diferente e provavelmente o meu pai até gritava, para mim, os golos sofridos pelo Sporting como se fossem a favor. Quaisquer que tenham sido os motivos, o resultado foi definitivo e já não havia hipótese de reversão. Sporting sempre!

 

Como sempre acompanhei muito com o meu avô e os seus amigos, quase todos benfiquistas, está bom de ver que passei a infância a ser massacrado com perguntas como: “Então, conta lá quantas vezes viste o Sporting ser campeão?”, “Sabes o que é comemorar um campeonato?”, “Diz lá ao teu pai para te deixar ser do Benfica.”. Como se ser do Sporting fosse uma imposição, ou como se o amor a um clube dependesse apenas dos títulos conquistados. Ser do Sporting não é nada disso, ser do Sporting é ser diferente, é ser de um clube que nos ensina a amar sem esperar retorno, que nos ensina a viver ilusões que não acontecem. Um clube real, por vezes cruel.

 

Claro que os títulos são importantes e por isso, aos 17 anos, a época desportiva de 1999/2000 foi marcante. Foi o “meu” primeiro campeonato. O plantel estava recheado de jogadores que eu adorava e que ainda hoje considero dos melhores que vi jogar em Alvalade: Schmeichel, Quiroga, Rui Jorge, César Prates, André Cruz, Duscher, Barbosa, Iordanov e Acosta. Além de um tal de De Franceschi que foi absolutamente decisivo nessa temporada.

 

Como é natural, nessa época existiram imensos jogos e golos marcantes. Desde o golo do Vidigal ao Campomaiorense que foi sem dúvida o jogo em que a equipa embalou, passando pelos golos de André Cruz e Acosta ao Porto, pelo golo de Di Francheschi ao Rio Ave e pelas grandes defesas de Schmeichel.

 

Mas o jogo que consagrou o regresso do Sporting aos títulos nacionais tem que ter lugar de destaque. Ao intervalo, e após uma primeira parte muito disputada, o Salgueiros, que lutava para não descer, conseguiu manter invioladas as suas redes. Mas ao intervalo, Augusto Inácio espevitou a equipa e ao minuto 47 o Sporting beneficia de um livre à entrada da área. Quem mais o poderia marcar de forma tão perfeita?

 

Estava desimpedido o caminho para um imensamente festejado campeonato nacional. André Cruz voltaria a marcar nesse jogo, já depois de Ayew e Duscher terem deixado a sua marca no jogo. O Sporting ganhou por 0-4 mas ainda com o resultado em 0-2, Peter Schmeichel faz uma defesa assombrosa que terá valido tanto quanto um golo.

 

Dos Mundiais para o Sporting (IV) – André Cruz

André Alves da Cruz é um daqueles jogadores que não veio directamente de um qualquer Mundial para o Sporting, mas somente no ano de 1999, reforçando com qualidade a defesa leonina.

 

Já com 31 anos, deu a sensação de ser um daqueles jogadores que vinha para Alvalade para acabar a carreira de uma forma serena. Todavia este jogador fez parte das últimas equipas leoninas a sagrarem-se campeãs em Portugal. Foi um verdadeiro leão!

 

Ganhou dois títulos nacionais, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Senhor de forte pontapé, coleccionou golos muito importantes, enquanto evoluiu nos relvados portugueses. Em 78 jogos realizados marcou 9 golos.

 

Jogador de uma qualidade técnica muito acima da média, foi 47 vezes internacional pela selecção do Brasil participando no Mundial de 1998, em França, onde perdeu a final para a equipa anfitriã.

 

Após três fantásticos anos de Sporting, regressou ao Brasil para ingressar no Goiás, equipa onde viria, em 2004, a terminar a sua carreira.

André Cruz foi um defesa central que honrou – e de que maneira – a bela camisola do Sporting.

 

Os nossos ídolos (25): André Cruz

Uma questão como “qual atleta do Sporting é o nosso ídolo” não tem uma resposta única ou óbvia, pelo menos para mim. Muitos dos atletas já abordados nesta série, e outros que porventura nem serão nela incluídos, merecem que os classifique como “ídolos”, e não só no futebol. O nosso clube tem uma grande tradição em diversas modalidades, nas quais teve diversas importantes vitórias que deram origem a muitos títulos que ajudavam a compensar o jejum no futebol nas décadas de 80 e 90.

Se me perguntarem, porém, qual foi o futebolista mais decisivo, não o mais importante – todos foram importantes: essa era uma equipa equilibrada -, mas o mais decisivo, para pôr fim a esse jejum, aí responderei sem hesitação: foi o André Cruz (logo seguido pelo Acosta, é certo – mas para mim foi o André). Como para mim esse foi o mais belo e emocionante título do nosso clube, foi sobre o André que decidi escrever. Contratado cirurgicamente como reforço de inverno em 2000, o André, internacional brasileiro, era um central experiente e de invulgar categoria, distinguindo-se por uma característica que sempre admirei num jogador: uma extraordinária precisão de passe e de remate. Fazia lembrar outro grande leão com semelhante precisão, o Carlos Xavier, que bem merecia pertencer a esta lista de ídolos. Os livres do Carlos renderam muitos pontos na década de 90, mas infelizmente nenhum título (embora o Carlos até tenha sido campeão em 82, na sua primeira época). Já com o André o Sporting conquistou dois títulos de campeão nacional, uma taça e uma supertaça. Mas toda a gente o associa sobretudo aos dois momentos cruciais da época de 1999/2000: a vitória em Alvalade com o FC Porto, em que o Sporting assumiu a liderança no campeonato a meio da segunda volta pela primeira vez em 18 anos, e a consagração, contra o Salgueiros, em Vidal Pinheiro. Em ambos o André “faturou” golos importantes. Recordo ainda outro golo de livre, na época seguinte, no empate com sabor a vitória contra o Real Madrid do Figo, em Alvalade, na estreia na Liga dos Campeões nessa época, que comemorei em casa. Na altura não vivia em Portugal, e foi esse o único jogo do Sporting a que assisti em direto em minha casa.

Por essa mesma razão, nunca tinha assistido ao vivo a um jogo com o André, até aqui há dois anos, quando se realizou em Alvalade um amigável de homenagem ao grande Iordanov, com a presença de jogadores seus contemporâneos, como o André e o também grande, enorme Acosta (felizmente o Iordanov e o Acosta fazem parte desta lista de ídolos, e seria imperdoável que não fizessem!). Ao intervalo, havia um passatempo em que, com um único remate à distância de um penálti, se tentava enfiar a bola, não numa baliza, mas num buraco de dimensões pouco superiores às da bola. Um teste dificílimo, que exigia uma precisão de remate superior. Vários jogadores e espetadores tentaram, com um remate, enfiar a bola no referido buraco. O único que o conseguiu, à primeira tentativa, foi o André Cruz, aos quarenta e tal anos.

A referida precisão de passe do André não era útil somente a marcar livres, embora fosse essa a faceta mais visível e mais recordada. O André não se limitava a despachar bolas para a frente sem nexo, de qualquer maneira, como tantas vezes se vê centrais fazerem. O André colocava sempre a bola na posse de um companheiro de equipa, a longa distância, por vezes do outro lado do campo. Uma bola ganha pelo André era uma bola efetivamente ganha: era um ataque que começava.

Nunca mais tivemos um central como o André.

{ Blog fundado em 2012. }

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