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És a nossa Fé!

«Se quiseres, levo mais para vender»

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«Um e-mail enviado por uma funcionária do Sporting a dois dirigentes da então direcção de Bruno de Carvalho dava o sinal de alerta: "Pelas claques passam milhões e passam muitos criminosos do mundo da noite. Tráfico de droga, prostituição..."

O documento, enviado três dias depois da invasão de elementos da Juventude Leonina à academia leonina, está a ser investigado pelo Ministério Público e faz parte do extenso processo de Alcochete, que se encontra nas mãos da juíza Sílvia Rosa Pires, a que o Expresso teve acesso.

A referência ao tráfico e consumo de cocaína por elementos da principal claque do Sporting está longe de se resumir aos 15 gramas confiscados no sótão da sede da Juve Leo no Estádio José Alvalade, atribuídos ao líder da claque, Nuno "Mustafá" Mendes, e no apartamento de dois dos acusados, em rusgas realizadas pela GNR em Novembro do ano passado.

As trocas de mensagens através do WhatsApp entre arguidos do caso, todos eles ligados à Juventude Leonina, permitiu à GNR perceber os preparativos do ataque realizado contra jogadores e equipa técnica na tarde de 15 de Maio de 2018, mas também como funcionava o circuito de compra e venda de cocaína e haxixe entre os suspeitos.

Na semana que antecedeu a final entre o Sporting e o Desportivo das Aves, no Estádio Nacional, em Maio desse ano, as combinações multiplicaram-se. "Quero quatro gramas para mim. Se quiseres, levo mais para vender. Vou fazer a encomenda hoje, para o Jamor", escreveu um elemento da claque.

Outro adepto lamentava: "Só me sai sangue das narinas. Já bebi três minis e dois traços. Estou com vontade de dar, mas o fornecedor foi dentro."

Antes do jogo contra o Atlético de Madrid na capital espanhola, em Abril desse ano, um outro arguido dava directrizes: "Confirma as encomendas, Mano, quando puderes, 58 euros, 35 capeta, NIB 002..."

Juntamente com a frase foi enviada uma fotografia com um saco de cocaína e um ficheiro de áudio onde se ouve alguém a snifar algo. "Capeta" é um nome de código, muito repetido durante as conversas, sempre que alguém se refere à cocaína. Mas também há quem refira a mesma droga como "falupa".

O envio de números de identificação bancária via WhatsApp era recorrente entre os diversos grupos que contactavam entre si por telemóvel.

"Mandas-me o NIB para te transferir o dinheiro ou preferes que te dê em mão em Madrid?", pergunta outro membro da claque. (...)

A leitura das centenas de mensagens revela que o consumo e tráfico de cocaína parece uma banalidade entre estes adeptos. Um deles, que se encontrava numa festa de aniversário da afilhada, mostrou surpresa por nenhum dos 50 jovens convidados de 18 anos "dar na falupa".

No final da conversa, um sugere: "Temos de passar para o cavalo [heroína]", logo corroborado por outro: "Temos de passar de nível." (...)

Um dos apensos do processo [de Alcochete] é dedicado a elencar o número de crimes de que o grupo de arguidos foi já acusado ou condenado. Quase metade dos acusados tem historial com a polícia, os outros são primários e podem, por isso, ser beneficiados pela juíza, que irá ter em conta a idade precoce de alguns deles. Os crimes de que já foram indiciados são sobretudo de ameaça agravada, furto qualificado e tráfico de droga.»

 

Excerto de notícia do semanário Expresso de hoje

A importância de falar claro

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«O plantel do Sporting fica muito longe do plantel do Benfica e do Porto. Muito longe. Tem alguns bons jogadores, mas não tem muitos bons jogadores. Tudo aquilo que aconteceu na Academia vai demorar dois, três anos a recompor-se. Foi muito grave o que aconteceu na Academia. Com poucos resultados, esta situação ainda se agrava mais. Mas devemos constatar que este plantel do Sporting não é tão bom (ou perto disso sequer) como o do Benfica e o do Porto. Daí a diferença pontual que já existe relativamente a essas duas equipas e esta irregularidade que o Sporting vem demonstrando. Jogadores de top, o Sporting tem muito poucos. O Sporting, para ter melhores resultados, precisa de melhores jogadores. Pode andar a mudar de treinador, a mudar de presidente, mas aquilo de que precisa é de um plantel mais reforçado.»

 

Vítor Oliveira, na conferência de imprensa após o Gil Vicente-Sporting

Alcochete: o que diz Bruno

 

«Se a Polícia não me parasse à saída da Academia, eu tinha-me ido embora e não tinha voltado mais, nem sequer tinha jogado a final da Taça de Portugal.»

 

«O que eu lhe disse [a Bruno de Carvalho] foi que, se era para aquilo, preferia não jogar à bola e que ia fazer outra coisa qualquer. Disse-lhe que tinha uma filha, uma família, e que não estava disposto a correr aquele tipo de riscos.»

 

«O que você [Carvalho] conseguiu foi que o grupo se unisse, mas contra si [após o Atlético de Madrid-Sporting.»

 

Nós e os outros

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O contrato entre Bas Dost e o Sporting foi assinado livremente pelas duas partes.

Não há a menor hipótese de qualquer das partes recusar cumpri-lo alegando reponderação de prioridades, estado de necessidade, contingências financeiras ou outro motivo respeitável mas irrelevante neste contexto.

Para o ponta-de-lança leonino deixar Alvalade dois anos antes do fim do vínculo que o liga ao Sporting tem de haver convergência inequívoca entre os signatários do contrato, seguindo as normas do Estado de Direito em que felizmente vivemos.

São estas regras que nos servem de bússola. A nós, que desde o primeiro minuto nos insurgimos sem reservas mentais nem meias palavras contra o assalto dos jagunços a Alcochete. Em que Dost foi a principal vítima.

Tenham paciência, mais há mais autoridade moral do nosso lado do que em qualquer outro. E muito menos da parte daqueles que, chorando agora lágrimas de crocodilo, foram cúmplices morais daquele assalto e brindaram o holandês com epítetos como "traidor" e "mercenário" quando souberam do seu regresso.

Autoridade moral, desde logo, para dizermos que Dost não está a ser tratado como merece pelo clube que há um ano lhe implorou que voltasse e lhe pôs à frente, para o efeito, o contrato que ele de boa fé e bom grado assinou.

Alcochete blues

Enquanto o Sporting Clube de Portugal se tenta recompor das consequências do assalto terrorista a Alcochete, resolvendo todo um conjunto de questões dali decorrentes e encerrando o processo de expulsão do ex-presidente na AG do próximo sábado, decorre no Campus da Justiça o debate instrutório do processo judicial respectivo.

Pelo que se vai sabendo, parece que não nos podemos queixar da forma como as nossas AGs funcionam, os horários não são respeitados, alguns intervenientes enganaram-se na morada e tardaram em chegar, a procuradora já foi mais vergastada do que o Rogério Alves, o juiz já foi repetidamente contestado e objecto de processos disciplinares. Só faltaram mesmo os Letais ao Sporting na sala de audiências, nem sei porque não estiveram presentes a berrar, insultar e aplaudir. Letal mesmo para o próprio Bruno de Carvalho parece ser o seu novo advogado. Gasolina na caldeira.

E no Campus da Justiça o nosso ex-presidente vai deixando frases para a história, bem mais interessantes do que aquela frase pindérica na base da estátua do leão que teima em não ser apagada:

1. Tenho o direito de ser livre e não sou por sua causa.

Um pensamento deveras profundo. Se calhar mesmo Socrático. Ser ou não ser,  e ter um (...) ou uma  (...)  que não deixa ser, eis a questão.

2. O funcionário Jorge Jesus não cumpria a sua postura de zelo.

Também muito profundo. No fundo um treinador pode ser o lider da estrutura, ser o melhor do mundo, ganhar o que o clube não pode pagar, ser uma loucura do presidente, ir ao casamento, fazer parte da comissão de honra, mas não deixa de ser um funcionário. Pelo menos quando desafina com o presidente.

3. Ninguém me comunicou absolutamente nada sobre o que se tinha passado no aeroporto.

Nada. Zero. Era dia de episódio novo da Guerra dos Tronos. E havia as modalidades. E o tabaco tinha acabado. Tudo tem o seu tempo. Do not disturb.

4. Nunca houve proximidade entre mim e a Juve Leo.

Obviamente que não. Nem reuniões na casinha, nem conta corrente de (1 ou 2 ?) milhões de euros em dívida, nem telefonemas altas horas da noite, nem corridinhas no estádio para o sector da claque antes do bombardeio das tochas. Nada. Zero. Nem houve nenhum elemento da Juve Leo que logo no dia dissesse às TVs que o responsável por tudo aquilo se chamava Bruno de Carvalho.

5. Os posts foram por querer melhorar a performance da equipa de futebol e de todas as modalidades: Só houve um capitão que não percebeu isso: Rui Patrício.

O homem tem uma estátua lá na terra dele, pode ser campeão da europa, mas é mesmo burro. Não percebe que gerir uma equipa de 75M€/ano e uma equipa de 2M€/Ano é a mesma coisa. Chicote e cenoura. Liderança 2.0.

E é assim...

SL

A história não se reescreve

A história não se reescreve. Só há uma verdade histórica, independentemente das versões que se possam ir publicando ao sabor de interesses de países, de grupos económicos, de organizações ou até de pessoas.

A história recente da nossa organização conta-nos sobre um episódio violento, traumático, de consequências ainda imprevisíveis, perpretado por um grupo de pessoas onde, sabe-se, estavam alguns dos dirigentes, ex-dirigentes e elementos da claque JuveLeo.

A nossa história recente conta-nos do desvario de um presidente que tinha tudo para ser, de longe, o melhor presidente que a organização alguma vez teve, mas que desbaratou um apoio incondicional quase absoluto, com claro prejuízo para a mesma organização e para os resultados obtidos e provavelmente a obter.

Esta é uma versão da história que nos oferece, à maioria, muito poucas reticências. Há até quem seja mais severo e queira escrever uma versão em que o referido presidente foi o mandante da acção criminosa daquele violento episódio.

Soube-se agora que o responsável pela segurança de Alcochete foi avisado com 14 minutos de antecedência (um quarto de hora) que iria haver uma invasão. Divulga o insuspeito "Expresso" que o oficial de ligação com os GOA, Bruno Jacinto, avisou o responsável pela segurança da academia, Ricardo Gonçalves, 14 minutos antes da invasão. Consta dos autos da GNR, diz aquele semanário. Deixo apenas uma simples pergunta para, perdoem a imodéstia, ajudar a contribuir para encontrar a versão correcta da história: 14 minutos não foram suficientes para encerrar os portões e para pôr em prática o plano de segurança?

Peça a peça, pedaço a pedaço, detalhe a detalhe, responsável a responsável, espero que a verdadeira história deste episódio seja revelada a todos, que a investigação policial revele a verdade dos factos e os responsáveis por eles e que estes, sejam quem sejam e estejam a que nível estiverem, ou estiveram, na organização, sejam por eles devidamente condenados.

Como nota de rodapé, pergunto apenas a quem interessa a morosidade do apuramento das responsabilidades. Posso até dizer-vos quem é prejudicado diariamente e até ao final do processo ou quiçá até para além dele, como bónus: O Sporting!

 

Nota post publicação: Alguém me chamou a atenção para a data de publicação desta notícia (já tem um ano, é de 24/MAI/18). Estando ela desactualizada, não belisca em nada o conteúdo deste post.

Como devem ter-se apercebido, não foram libertados comentários. Por minha exclusiva vontade.

 

Criar uma política de formação

Durante anos o Sporting vangloriou-se de ter a melhor escola portuguesa de formação de jogadores, frequentemente comparada ao Ajax. Paulo Futre, Luís Figo, Dani, Simão Sabrosa, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, João Moutinho, Luís Nani, Rui Patrício ou William Carvalho entre vários outros que me dispenso de enumerar, sob pena de tornar a lista demasiado extensa, projectaram internacionalmente o jogador português e com eles, a selecção nacional cresceu exponencialmente, passando de esporádicas presenças nos grandes eventos a cliente habitual e até potencial favorito à conquista dos troféus.

Outros clubes, os rivais não andam propriamente a dormir, apostaram de forma séria na formação, ao passo que nós a descurámos, o resultado está à vista, nenhum jogador formado em Alcochete abaixo dos 23 anos tem hoje a mínima hipótese de aspirar a envergar a camisola da selecção nacional portuguesa. É um facto e se quisermos perceber como chegámos aqui, há que ser sérios, enquanto o principal rival prescindiu do treinador que não conseguiu ver em Bernardo Silva, João Cancelo ou Gonçalo Guedes, talento suficiente para evoluir na equipa principal, substituindo-o por treinadores que lançaram Renato Sanches, Ruben Dias ou João Félix entre outros, nem todos com igual sucesso, o que seria obviamente impossível, mas a aposta está lá, só não vê ou desdenha quem não quer ver ou estiver de má-fé. E nós que fizemos? Fomos buscar o iluminado mestre da táctica de que o rival em boa hora, para eles, se livrou e com ele um camião de entulho. Gelson Martins e também Ruben Semedo foram excepções, direi que as últimas apostas sérias da formação, ambos já com idade superior a 23 anos. Abaixo desse patamar havia Rafael Leão, que saiu do clube nas circunstâncias que conhecemos, em rota de colisão com o alienado que dirigia o clube de forma errática, do qual em boa hora nos livrámos.

Não adianta exigir a Marcel Keizer que coloque em campo jogadores da formação sem qualidade para ombrear com os rivais e exigirmos simultaneamente vitórias e títulos. Existe novamente talento na formação, mas abaixo dos 18 anos, pelo que será expectável que dentro de 1 a 2 anos possamos novamente ver a evoluir no relvado jogadores formados em Alcochete. Um clube como o Sporting precisa receitas, o que implica vender jogadores. Não é possível esperar que um jogador acabe de se formar aos 24 ou 25 anos, para depois valorizar 2 ou 3 anos na equipa principal e vendê-lo aos 28 anos. É tarde! O mercado não funciona assim.

Os melhores jogadores aos 20 anos já têm que merecer uma oportunidade na equipa principal. Outros, com elevado potencial, mas sem lugar na equipa, precisam rodar emprestados ou na equipa B, que foi extinta por uma má decisão do ogre. Eventualmente alguns poderão despontar de forma tardia, também acontece, pelo que deveria ser política do clube incluir cláusulas de recompra na cedência de jogadores, que por regra não serão accionadas, mas por vezes acontecem surpresas e não gostamos de ver os rivais abonados pelas pérolas que formámos. Confio na actual direcção, uma estratégia pode ser rapidamente delineada, mas coloca-la em prática requer sempre tempo, por isso defendo que as avaliações devem ser feitas no final dos mandatos. Para já, os sinais são positivos, a restruturação em Alcochete, o scouting, vamos confiar que a médio prazo estaremos de novo no lugar que nos pertence, mas até lá, não basta engrossar a voz, teclar, berrar ou insultar, é mesmo preciso trabalhar...

Andámos para trás vários anos

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«Fez esta semana um ano sobre o momento mais negro da gloriosa história do Sporting Clube de Portugal. Um ataque ignóbil às próprias instalações e jogadores do clube, com a complacência dos então órgãos sociais, seguindo-se uma inenarrável sequência de actos que puseram em causa as mais elementares regras de funcionamento de uma instituição. Dividiu-se o clube, os adeptos, foram causados incalculáveis danos patrimonais, na imagem e reputação do clube. Andámos para trás vários anos e vimos os nosos rivais distanciarem-se de novo em termos financeiros e desportivos, depois de um investimento significativo (e incomportável) na equipa de futebol profissional. Um clube mais pobre, fragilizado e dividido foi a herança recebida por estes órgãos sociais. A memória colectiva sabe-se que é efémera, mas a minha não é.»

 

Samuel Almeida, na edição de ontem do jornal O Jogo

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