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És a nossa Fé!

No (triste) reino do Leão

No universo leonino é mais ou menos consensual que em Portugal há uma espécie de organização com o intuito de retirar o Sporting do grupo dos clubes ditos grandes.

Percebe-se porquê… O dinheiro arrecadado pelo futebol em vez de ser dividido por três seria eventualmente distribuído por menos partes.

Bruno de Carvalho percebeu muito bem isso e depressa colocou um travão nas intenções originando ainda mais anti-corpos contra o Sporting. Todavia deitou tudo a perder com a sua postura recente.

Não consigo provar esta minha teoria, mas percebo, eu e todos os adeptos leoninos, que jornais, televisões e rádios tudo têm feito para menorizar o Sporting. Uma derrota do clube é uma desgraça, enquanto de outros são apenas acidentes de percurso.

Obviamente que este problema não é de hoje. Nem de ontem. Muito menos do tempo de Bruno de Carvalho. Será necessário esticar a memória até aos anos oitenta para se tentar perceber o que correu mal de forma a que chegássemos aqui neste lodo em que o Sporting está actualmente mergulhado.

As (más) contas do Sporting estão novamente na ordem do dia. As redacções editoriais devem banquetear-se com cada má notícia que envolva o emblema leonino. Imagino eu!

Do lado do clube continuam-se a dar constantes tiros nos pés. Ou são as contratações falhadas ou dispensas de jogadores provavelmente de melhor qualidade dos que estão, ou simplesmente a comunicação para o exterior que não funciona. Ou uma gestão, no mínimo, de vão de escada...

Diz o povo na sua imensa sabedoria: “em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”. Este é assim o ambiente em Alvalade. Truculento, zaragateiro e venenoso.

Basta ver as assistências nos jogos para percebermos que o futebol leonino vive momentos drásticos. Eu próprio já assumi que esta época dificilmente irei novamente ao Estádio.

Ao invés do que calculei, as últimas eleições não trouxeram nem paz nem aplacaram os espíritos mais revoltados e revoltosos. Calculo que atirar para o anterior Presidente as culpas do que se está a passar agora pode parecer fácil, mas não me parece totalmente justo.

Terá Bruno de Carvalho procedido mal? Certamente! Terá ajuizado incorrectamente algumas situações? Com toda a certeza. Falou quando não devia? Muitas vezes.

No entanto relembro o que escrevi acima. O problema do Sporting vem de longe… de muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito longe!

Isto não é sportinguismo, tenham vergonha...

 

Se eu posso ir livremente assistir um filme, peça de teatro ou concerto acompanhado por qualquer pessoa, porque razão há-de ser diferente num jogo de futebol? Tenho bons amigos que são benfiquistas e portistas, com os quais partilho momentos agradáveis, mas para muito boa gente não é possível convidar um adepto de outro clube para Alvalade. Ou então terá que permanecer mudo e nem pensar em identificar-se com símbolos do seu clube.

A Zélia já havia deixado link para estas imagens que me envergonham enquanto sportinguista e pessoa civilizada que me considero. No zoo é que os animais precisam ficar separados, precisamente porque são selvagens. Se algo me mete verdadeiramente nojo no futebol hoje em dia, é o comportamento tribal dos adeptos, não importa a cor, muitos deles só vão ao futebol com palas nos olhos e ofendem tudo e todos com cor diferente da sua. Há muita gente que leva uma vida miserável e vai aos estádios para descarregar frustrações, é lamentável. Nunca me irão ver enjaulado em caixas de segurança seja em que estádio for, antes não ir ao futebol a ser tratado como animal.

Infelizmente ontem em Alvalade um adepto do Benfica que assistia pacificamente ao jogo ao lado do familiar sportinguista, viu-se obrigado a despir a camisola.

Ficaria bem ao nosso clube pedir desculpa à pessoa em causa e convidá-lo para assistir na tribuna à segunda-mão da eliminatória da taça de Portugal, porque o futebol não é a selva que alguns selvagens gostariam, como demonstram as vergonhosas imagens. Apelo à direcção que o faça o quanto antes.

Afirmarmo-nos diferentes e depois praticarmos isto, tenham vergonha...

Estranha maneira de "apoiar" a equipa

Os adeptos, diz-se, são "o 12.º jogador". Às vezes penso: é melhor não irmos por aí. Porque, em muitos casos - demasiados - os adeptos estão na primeira linha não do apoio mas do apedrejamento aos jogadores da própria equipa. 

Até, por vezes, enquanto duram os jogos. Mesmo os jogos que podem decidir títulos.

 

Exemplos? Aqui vai um, muito recente, recolhido de um dos principais blogues sportinguistas. Foram publicados sábado passado, enquanto decorria a final da Taça da Liga, que viria a ser ganha pelo Sporting. 

Mantenho a linguagem original, pedindo desde já desculpa às almas mais sensíveis.

 

«Jefferson é uma nódoa!»

«Raphinha a dormir…»

«Ristovski a fazer merda. Passe curto e amarelo.»

«Isto são profissionais??? Todos rotos!!!»

«Já estamos todos perdidos em campo.»

«Risto é muito precipitado e burro. Entre ele e Gaspar venha o diabo e escolha.»

«Não temos jogo nenhum. Foi um azar tirar Acuña.»

«O Jefferson é mesmo mau.»

«O Brahimi pega na bola e parece que está a jogar contra uns putos dos iniciados.»

«Este jeff puta que pariu.»

«O Ristovski não joga um caracol.»

«Peruada... Ganda Renan. Das Bosta também…»

«Filho da puta de frangueiro de merda. Filho da puta meu! Frangueiro de merda.»

«Frangueiro de merda! Nem no Feirense jogava. 4 guarda-redes e meia época a jogar com este sem braços de merda. Obrigado Cintra, obrigado Fivelas!»

«Bas Dost uma nulidade neste jogo…»

«Bas Dost serve como pino.»

«Estamos completamente rotos. Este mês vai ser o descalabro anunciado.»

«Jogadores que tenho na play station como Verghuis Keseru Mansilla Balbuena o gr Ochoa dariam jeito amigos ai se dariam.»

«Ó Keizer… faz as malas.»

«Não valemos uma merda! Zerinho!!!! Banho de bola do Braga, banho do Porto… enfim. Rumo ao 4/5 lugar.»

 

Tudo isto, repito, durante a final.

Merda de apoiantes estes. Piores que lampiões.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Televisão e outras cenas

O futebol português é um negócio sui-generis, onde os estádios estão às moscas e os cafés, pastelarias, bares e tascas enchem à hora dos jogos. Neste ramo de actividade, e sem que a Liga ligue o suficiente ao que se passa, os consumidores de futebol não dão dinheiro aos clubes, mas sim ao sector de restauração e bebidas. (Às televisões também, embora mesmo assistindo do sofá contribuam indirectamente para os proveitos dos clubes via valor da venda dos direitos de transmissão televisiva.)

 

O público que aí se concentra funciona como caixa de ressonância do que se passa num campo por vezes distante em muitas centenas de quilómetros. De facto, há todo um mimetismo a acompanhar este fenómeno: uma grande penalidade a favor da nossa equipa é usualmente comemorada com um “penalty” numa taça de vinho branco - a sua concretização merece logo um golo num cálice de Brandymel (o Santo Graal do “merchandising da bola” no seu estado líquido) - e o seu grau de conformidade, que no estádio envolve a figura do VAR, pode ser atestado por uma visita de um perito da ASAE. E todo o adepto impersonifica o treinador sentado no banco e emite comentários mais ou menos doutos e elaborados sobre o que vê e o que é preciso fazer, como se o simples acto de escovar os dentes e neles passar fio dentário numa base diária lhe desse automaticamente qualificação como estomatologista. Isto não acontece por acaso: é que, de todas as ciências, o futebol é a mais intuitiva, aquela em que o conhecimento se democratizou e se estendeu ao homem comum. Por exemplo, no que concerne aos sportinguistas, toda a gente sabe que em cada um de nós há um treina-(a)-dor. Também “olheiro”, ou membro do Scouting como agora pomposamente se diz, aparentemente qualquer um pode ser. Proponho até que se passe a designar de “zarolho”, principalmente a partir do momento em que um clube do sul de Itália (Nápoles) ultrapassou os nossos e foi o primeiro a ver valor num tal de Carlos Vinícius que jogava no Real (Massamá) e agora anda por aí, emprestado ao Rio Ave, a levantar as redes adversárias, perante alguns defesas que mais valia se dedicarem à pesca, de tal maneira são infernizados em terra por esse dianteiro brasileiro.

 

Tal como nos filmes, é da ilusão de se estar lá dentro que se faz o sortilégio do futebol. Disso e de se fazer parte de algo grandioso, maior do que nós e do que as nossas vidas, razão pela qual em Portugal (Guimarães talvez seja a excepção) quase todos escolhem um “grande” como clube da sua paixão (razão?), mesmo que o estádio do clube da nossa cidade esteja ali ao virar da esquina.

Passada esta introdução, esta noite o Sporting desloca-se a Tondela, uma cidade do distrito de Viseu com cerca de 29000 habitantes e um clube na Primeira Liga. Ao contrário da época de 2016/17, em que após uma viagem acidentada de carro, que envolveu o rebentamento de um pneu a cerca de 200 km/h (os senhores da Brigada de Trânsito queiram fazer o favor de saltar esta parte) e a concomitante impossibilidade de degustação prévia de um leitãozinho, ainda assim observei os leões a vencerem ao vivo os tondelenses, em Aveiro, com um golo marcado nos últimos minutos por Adrien e, no fim, celebrei…a vida - e de uma noite longa (golo de Coates aos 98 minutos) na temporada passada em que acabei com um nó no estômago e quase agarrado ao desfibrilador - , desta vez o jogo disputar-se-á no estádio João Cardoso, em Tondela, e eu, com essas emoções fortes ainda bem presentes (e de novo sem leitão), irei optar pelo conforto do sofá cá de casa para acompanhar a partida através das imagens, que não os sons, que me chegarão por via da SportTV. Que venha a décima (vitória de Keizer)!

Cambada de imbecis

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Temos um plantel cheio de lacunas (um dos mais fracos laterais direitos da nossa última década, um lateral esquerdo adaptado à posição, só um ponta-de-lança digno desse nome, nenhum médio defensivo de raiz no onze titular). Na quinta-feira, em Alvalade, actuámos com dois jogadores vindos de lesão e sem o nosso melhor elemento, ausente por castigo.

Já jogámos esta época em três dos quatro estádios dos adversários mais fortes: falta-nos apenas ir ao Dragão.

Mesmo assim seguimos, isolados, no segundo lugar do campeonato, continuando a depender só de nós. Vencemos nove dos dez jogos disputados sob o comando do novo treinador.

 

Alegria entre os adeptos? Quase nenhuma.

Li o que se foi escrevendo por essa blogosfera leonina e pelos adeptos do Sporting nas redes sociais e fiquei com a sensação de ter visto um jogo diferente do que viram. Refiro-me ao que travámos na quinta-feira frente ao Belenenses SAD, que já venceu o Benfica, encostou o FC Porto às cordas e chegou a Alvalade com nove dos 11 jogadores titulares poupados pelo técnico no desafio anterior, para a Taça da Liga.

Renan? É frangueiro. Coates? Mais lento que William Carvalho (antigo alvo de estimação). Acuña? Tem paragens cerebrais. Gudelj? Só sabe jogar para trás. Miguel Luís? Demasiado inexperiente. Diaby? Nunca devia ter vindo.

Quem ouça ou leia estas carpideiras fica com a sensação de que o Sporting perdeu ou foi até goleado pela turma da SAD pasteleira treinada por Silas. Nada disso: vencemos, amealhámos mais três pontos, somamos 36 em 14 jornadas do campeonato.

 

Típica nota de masoquismo sportinguista: faz parte da nossa identidade, este péssimo costume de dizer mal de tudo quanto é nosso.

Mas o que eu acho mesmo imperdoável é verificar que - uma vez mais - centenas de alegados adeptos leoninos vaiaram neste jogo mais recente esse grande jogador que é o Nani. Filho da casa, formado entre nós, campeão europeu em título. Um dos mais inteligentes e experientes profissionais de futebol a actuar em Portugal.

Assobiam-no em vez de o aplaudirem por terem o privilégio de vê-lo actuar ao vivo - e ainda dizem ser do Sporting. Cambada de imbecis.

Os melhores adeptos do mundo?

Os assobios a Peseiro (e eram para ele) têm tanto de estúpido como de absurdo. Se calhar o clube que em meados de maio sofreu um trauma grave, cujo plantel sofreu uma hemorragia repentina, cuja época foi preparada por uma comissão de gestão sem grandes meios, habilidades ou connections no mundo da bola e que não ganha o campeonato há 16 anos, se calhar esse clube, dizia eu, não tem os melhores adeptos do mundo. Peseiro joga sem o ponta de lança referência (Bas Dost), sem o extremo referência (Gelson), sem o guarda-redes referência (Rui) e sem o pêndulo referência (William). Joga com um médio com pouco jogo nos últimos meses e quase nenhum jogo na equipa (Gudelj), um extremo sem experiência de jogar num grande (Raphinha) e com outro extremo sem maturidade tática ou as melhores skills defensivas (Jovane), além de um anão como ponta-de-lança (Montero). No jogo com o Marítimo, o Sporting viu-se a ganhar por dois a zero e no segundo tempo meteu-se na expectativa por duas mil razões, mas também porque os adversários são combativos, porque há jogo europeu dias a seguir, porque Bataglia não estava e porque… estava a ganhar por dois a zero. E a malta assobiou porque supostamente Peseiro não mexeu. Por exemplo, não meteu Diaby aos 70 minutos, que tem zero experiência de futebol português e portanto não sabe lidar com defesas, médios, manhas e arbitragens ou não metendo Mané, que não jogava à bola há mais de 400 dias. Vá lá que apesar dos assobios, lá se somaram três pontos, sem que o Marítimo tivesse tido uma oportunidade de golo.

Hoje giro eu - Nós não rescindimos

Quando em 1984, Paulo Futre saiu por falta de condições psicológicas, nós não rescindimos.

Quando João Rocha, cansado e só, abandonou a presidência, nós não rescindimos.

Quando os árbitros não permitiram que ganhassemos campeonatos, nós não rescindimos.

Quando o orçamento de construção do novo estádio deslizou, nós não rescindimos.

Quando colocaram um fosso entre adeptos e jogadores, nós não rescindimos.

Quando venderam o nosso património, nós não rescindimos.

Quando andámos pelo 12º lugar no campeonato, nós não rescindimos.

Quando um bando de terroristas invadiu e feriu o coração do nosso clube, nós não rescindimos.

Quando a AG destitutiva foi posta em causa, nós não rescindimos.

Quando alguém se lembrou de criar uma Comissão Transitória, nós não rescindimos.

Quando CD e MAG desataram a "brincar às casinhas", nós não rescindimos.

Quando os nossos melhores jogadores sairam alegando justa causa, nós não rescindimos.

 

Eu não rescindi, nós não rescindimos. Uma vasta maioria de sócios e adeptos do Sporting, permanentemente lesados na correspondência do amor que nutrem pelo clube, nunca rescindiram a sua ligação ao Sporting. Muitas vezes com esforço pessoal e financeiro. Estes sim são notáveis, dignos de aplauso, de admiração. Tirando os ciclos eleitorais, neles nunca ninguém pensa. São anónimos na sua dedicação, que ao longo dos anos dão tudo e recebem pouco em troca. Não pedem indemnizações a presidentes, a treinadores, a jogadores por gestão danosa das suas expectativas ou lucros cessantes. Antes pelo contrário, tendo toda a causa para virarem as costas ao clube, mantém-se firmes e leais na sua devoção. E lutam, com armas desiguais, ou não, porque nunca se pode subvalorizar o grandioso amor a um clube. Por tudo isto, merecem a glória. Eles são o Sporting! Viva o SPORTING !!!

 

P.S. caros consócios e adeptos do Sporting, acaba de ser anunciada a 9ª rescisão, de Rafael Leão. Vivemos o solstício leonino, o dia mais longo. Nunca mais é dia 15 de Junho...

 

Adeptos / Claques /Notáveis

Tenho andado a matutar em algo que o, ainda, presidente Bruno de Carvalho disse a propósito do “violino” do nosso plantel: Rui Patrício.

Não sei bem quais as palavras correctas mas foi mais ou menos isto:

O Rui Patrício provocou os adeptos que estavam no parque de estacionamento do Estádio de Alvalade quando a equipa chegou de Madrid. Que estavam lá a soldo de alguém.

Confesso que fico com um grande dúvida. Essa zona, que se quer reservada, é de acesso geral ao comum do adepto?

Eu, ou qualquer um de nós – o adepto comum -, poderia estaria estar naquela hora naquele local?

 

 

Adeptos / Claques /Notáveis

 

Adeptos

Creio que foi a Zélia que aqui escreveu que as suas idas a Alvalade na infância, fruto da distância em que viva, eram sempre um acontecimento de festa. Comigo passava-se algo semelhante. No antigo Estádio, estive uma vez no antigo peão e depois foi sempre a superior sul o meu lugar nos jogos a que assisti. Num desses jogos, não me recordo qual, fiquei maravilhado com o espectáculo que antecedeu o jogo. Um espectáculo da “Juve Leo” de luz e som e onde, creio eu, pela primeira vez em Portugal se viu uma “bandeira” subir pela bancada. Nunca esquecerei. Eram manifestações genuínas de apoio.

 

Claques

Depois, confesso que não sou particular entendido no fenómeno, como um pouco com todas as claques dos nossos clubes em Portugal, terão sido tomadas por outros interesses que não esse apoio, genuíno, aos clubes a que deveriam estar ligadas, impondo a estes, muitas vezes, a sua vontade.

Assim se passou no nosso clube com o episódio Mourinho: estaremos eternamente gratos por não elas terem querido esta pessoa a treinar o nosso clube (efectivamente revelou-se um fiasco); e o que se passa agora.

O clube, ao contrário das palavras de Bruno de Carvalho que o Pedro Correia lembrou, o clube deixou de ser dos sócios. O clube é, infelizmente, das claques.

 

Notáveis

Outros “abutres” que esvoaçam o universo sportinguista é a corja daqueles que são classificados como notáveis.

Infelizmente esta classificação tem-se aplicado ao grupo errado. Aplica-se a um conjunto de pessoas que, aparentemente, tem interesses dúbios na vida do nosso clube, ou então aqueles que são assalariados da comunicação social para “vociferarem” sobre o clube.

Está errada esta classificação em meu entender. Notáveis serão sempre, no universo sportinguista, os atletas, ou ex atletas, de todas as modalidades. Claro que uns mais que outros, sendo que o que distingue uns e outros serão sempre os feitos que conseguiram em prol do clube.

Constatação

Quando por aqui e por ali fui dizendo e escrevendo que não sou nem mais nem menos sportinguista que os outros adeptos leoninos, nem os outros são mais nem menos sportinguistas que eu, olvidei claramente o actual Presidente do Sporting.

E acabemos de uma vez por todas com essa história dos "melhores adeptos do mundo"

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O que sucedeu hoje em Alcochete esteve quase a suceder ao Luís Figo em 1995. Sim, eu lembro-me: quando o Figo saiu do Sporting foi quase agredido. Também esteve quase a suceder ao José Mourinho quando ia ser apresentado como treinador em 2000 (e graças a isso acabou por não ser). Não é do meu tempo, mas também o Vítor Damas saiu do Sporting em conflito com o clube.

A maioria dos sportinguistas não tem obviamente culpa destes episódios. Mas deveria refletir: eles não se passam nos nossos rivais, pelo menos com esta frequência. (Ainda há menos de um mês o Marcano enterrou completamente o FC Porto no nosso estádio, possibilitando que joguemos a final no domingo – será que a vamos mesmo jogar? Alguém criticou publicamente o Marcano?) Não deveria espantar ninguém por isso que os jogadores que o Sporting forma acabem a jogar nos principais rivais, nem que venham depois declarar guardarem melhores recordações de lá jogar (onde nada disto se passa) do que em Alvalade. Mas espanta: e aqui estou a falar da maioria dos sportinguistas, que considera estes jogadores simplesmente uns “ingratos”, sem fazer um esforço para tentar compreender tamanha “ingratidão”, da qual há vários exemplos. É das coisas que são mais prejudiciais ao Sporting: este convencimento, sempre repetido, de que temos “os melhores adeptos do mundo”. A maioria dos sportinguistas serão muito boas pessoas, haverá entre os sportinguistas muito bons adeptos (como noutros clubes), mas ficou hoje demonstrado, se dúvidas houvesse, que temos entre nós também alguns dos piores adeptos do mundo.

Hoje giro eu - O Circo de Alvalade

Este clube parece um circo. Tem trapezistas, com ou sem rede, que ainda dão uma "perninha" na corda bamba, tem contorcionistas, especialistas na arte de escaparem entre os "pingos da chuva", tem ilusionistas, mestres em esconder a realidade, e inúmeros actos de palhaçadas. Muitas e muitas palhaçadas. E, depois, também tem leões, a força viva de qualquer circo. Deixados sonolentos, de forma a poderem ser melhor amestrados/adestrados. 

 

Diferença Sócios / Equipa / Treinador

Depois de terminarem os jogos em Alvalade esta época, há  qualquer coisa de estranho entre aquilo que foram os sócios do Sporting e a sua equipa profissional de futebol liderada por Jorge Jesus.

Assisti a quase todos os jogos e pude verificar uma coisa: os simpatizantes e sócios deram tudo pelo seu clube, pelos seus jogadores, pelo seu clube. Foram presenças constantes nas bancadas, foi um apoio incondicional ao longo de todas as jornadas, foi um acreditar, foi um viver semana a semana sempre naquela forma muito própria de ser sportinguista. Foi um empurrar sempre a equipa para o golo, para a vitória. E do outro lado, havia a mesma correspondência? Não... definitivamente não. Tivemos um treinador cheio de complexos, não quero chamar-lhe medo, mas sem alma, sem garra, defensor de um futebol lateralizado e que pouco a pouco foi incutindo isso nos jogadores (... com pequenas exceções). Enquanto nas bancadas se ouvia aquele bruá... de tentar constantemente  empurrar a equipa para a frente, a bola era quase sempre tocada para o lado... e depois mais para o lado, depois voltava ao outro lado, sempre ao lado.

Não, não era este o futebol que os sócios e todos aqueles que estavam sentados naquelas bancadas queriam. Foi isto que senti, foi isto que vi ao longo desta época. Não sabemos como vai ser o jogo com o Marítimo, mas seja qual for o resultado, os sócios e simpatizantes do Sporting mereciam outra coisa, mereciam no campo e no banco alguém que percebesse e que soubesse o que é ser sócio do Sporting.

Ainda o Derby!

Se há coisa para que serviu o derby de ontem foi para mostrar que o futebol português (no qual se incluem os meios de comunicação social e adeptos) sofre de uma curiosa, algo "nojenta", falta de memória seletiva, vivendo na hipocrisia.

Até admito que há fora de jogo no início da jogada do nosso golo, agora tudo o resto, ao contrário do que querem fazer parecer, é choro sem razão. Até um ilustre benfiquista de seu nome Duarte Gomes já o veio confirmar. Pena é que o que se vê por aí são jornais a falar de 30 penalties quando o único que efetivamente o é, foi devidamente assinalado. Fico também com pena que ninguem fale da expulsão perdoada ao Fejsa.

O que eu gostava mesmo a sério era que os mesmos que hoje dizem que é uma vergonha e um escândalo ou que fazem insinuações acerca da seriedade da equipa de arbitragem e que estão curiosos para ver a evolução da sua carreira, se lembrem bem do que aconteceu da última vez que o Sporting jogou na luz para o campeonato.

Gostava também que quem fala em massacre e que merecia diferente sorte, dizendo que o Sporting não jogou nada (o que até é verdade), se lembrasse do que foram os outros derbies entre Jesus e Rui Pinho.

Jesus errou a mexer na equipa e fê-lo tarde. Battaglia foi provavelmente o pior jogador em campo e ainda foi fazer um penalty desnecessário quando Rui Patrício cobria a baliza e tudo indica que a bola ia por cima. Mas a verdade é que o Benfica já foi feliz no passado adotando esta postura, que na devida altura apelidei de equipa pequena, e nessa altura não se falou da superioridade do Sporting da mesma forma.

É pena é que existam pessoas com palas nos olhos e que a comunicação (altamente controlada e manipulada) contribua para que tudo assim continue, tentando fazer deste jogo algo pior que “O roubo de Jorge Sousa” ou o “Limpinho Limpinho de Capela”.

Eu dou é graças a Deus por termos o VAR, se não quer-me parecer que ontem tinha mesmo havido na Luz, 4 penalties a favor do Benfica.

Quanto ao fora de jogo, apesar de me ter parecido logo na altura, foi explicado ainda ontem pelo ilustre benfiquista Duarte Gomes que o vídeo-arbitro não tem acesso às linhas que a transmissão televisiva mostra (o que me parece errado) e que em qualquer lance duvidoso como o de ontem não deve mudar a decisão do árbitro.

Gostava ainda que Jesus tivesse adotado outra postura menos receosa, uma vez que me parece que temos equipa para bater os nossos rivais, e se era para jogar a defender e sair em contra-ataque, mais-valia ter na frente alguém mais rápido que o Bas Dost.

Além disso, parece-me que devia ter mexido mais cedo e melhor na equipa, procurando aproveitar o espaço deixado pelo Benfica para o contra-ataque, através da velocidade de Podence ou Doumbia em vez de colocar Bryan. Para ajudar a segurar a bola, já tinha colocado, e bem na minha opinião, Bruno César. Só devia era ter tirado Battaglia, que esteve perdido em campo, quem sabe por não ter uma referência para marcar como aconteceu nos jogos da Champions.

A Jesus e ao trabalho da sua equipa ontem, gostaria apenas de fazer mais uma ressalva: tendo em conta o jogo que foi o resultado é excelente, mas para o que precisávamos antes do jogo, e tendo em conta o que cada uma das equipas vinha jogando, foi horrível. Por esse motivo, parece-me que deviam evitar demonstrar satisfação.

Por último, apesar de este ser um blog do Sporting, como inexplicavelmente temos um número ainda considerável de leitores de outros clubes, (algo que já tive oportunidade de debater com colegas de blog e que temos dificuldade em compreender), não gostava de terminar sem antes deixar um conselho para algumas lamparinas excitadas ou aziadas que parece que descobriram que o seu clube tem uma equipa de futebol, quando curiosamente andaram desaparecidas durante a pior prestação europeia de uma equipa portuguesa e de uma equipa do pote 1. Se querem reclamar, façam o que sabem melhor, enviem um email!

Quente & frio

 

Gostei muito do aplauso tributado nas bancadas de Alvalade ao grande Iniesta - bicampeão mundial e um dos melhores futebolistas que vi jogar desde sempre - no momento em que foi substituído. São instantes como este, em que mesmo a perder somos capazes de prestar tributo ao talento alheio, que me enchem ainda mais de orgulho por ser sportinguista.

 

Não gostei nada da sonora vaia de vários adeptos ao hino da Liga dos Campeões. Esta reacção quase pavloviana aos acordes musicais que confirmam o estádio José Alvalade como um dos palcos da prova máxima do futebol mundial continua a ser para mim incompreensível. Assobiamos o hino, mas guardamos o cheque: não é atitude à Sporting.

Confesso...

... que não sou grande adepto fora do nosso estádio.

Sempre que estou a ver os jogos ao vivo vou comentando com os que me rodeiam, dizendo umas baboseiras, puxo pela equipa, mas sempre em tom sereno e calmo. Mesmo que o jogo não esteja a correr de feição, tenho sempre esperança.

Porém em casa... Bom... tenho perfeita consciência que sou irascível e tenho pouca paciência para a equipa. Barafusto, grito e até, pasme-se, sou capaz de chamar alguns impropérios a árbitros, jogadores, treinadores e até aos adeptos. Reconheço que sou impossível. Mas também grito quando marcamos, salto e cerro os punhos...

Hoje, mesmo em férias e após o golo do empate, voltei ao meu estado de stress futebolístico. De tal forma que, quando chegou o intervalo, desliguei a televisão e fui fazer um petisco para o jantar.

O problema é que o telemóvel tem uma aplicação que vai indicando a marcha do marcador e deste modo fui sabendo o resultado. Fiquei por isso preso entre deixar queimar o jantar e ir ver o resto do jogo ou esperar por vê-lo mais tarde.

Optei pela segunda hipótese porque assumo que não sou grande adepto fora de portas, isto é, Alvalade!

 

 

Também aqui

 

Jogo de apresentação aos sócios (adeptos, pois, adeptos é que está certo)

O chamado jogo de apresentação aos sócios (adeptos, eu sei que o que está certo é adeptos, o jogo é para quem gosta do Sporting) vive no meu imaginário há muitos anos. Não conta, bem sei, para nenhuma competição, é cada vez mais uma formalidade, já que com o mercado escancarado até fim de Agosto, nada nos garante que os que ali, no jogo de apresentação, nos são apresentados, fiquem até Maio (ou mesmo Janeiro) no Sporting. 

Pelos anos 90 houve, entre outros, jogos de apresentação com PSV (o meu primeiro como sócia) e Ajax. Lembro-me que neste segundo fiquei até bem depois da hora para pedir um autógrafo ao Rijkaard, e no momento em que me apareceu à frente, teve de ser o meu irmão a avançar de bilhete e caneta, porque petrifiquei. Não sei porquê, nessa idade recolhia autógrafos em Alvalade sem qualquer problema, talvez fosse diferente a aura internacional na altura - era, claro que era. E Rijkaard habitava a parede do meu quarto, num poster do plantel do Milan de 1992/93, que por sua vez vivia no meu coração. Estava perante um semi-deus, portanto.

Nesse tempo, ir ao jogo de apresentação era uma saída à noite para mim. Tinha nervoso miudinho o dia todo, e no estádio sentia que aquele jogo era para mim. Eu, sócia do Sporting, tinha o direito de me ser apresentado o plantel do futebol sénior. E, sorte minha, era o que mais me interessava. Era uma noite diferente, havia a ansiedade de nova época e ao mesmo tempo, a tranquilidade de ver como jogava quem, sem pensar muito no resultado daquele jogo.
Vejo o jogo de apresentação - e não falo de espectáculos de luz e cor, falo do jogo só - como um restinho do futebol que já quase não existe. E cada vez mais quero voltar a esse tempo, em que me conseguia isolar da avalanche de críticas, discussões e lavagens de roupa suja. Em que só o Sporting importava. Há uma solenidade em "jogo de apresentação aos adeptos" que resiste a tanto circo e lixo dos dias que correm. E eu gosto que assim seja. 
Sábado fui lá estar, pois.

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