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És a nossa Fé!

Bons princípios

E boas práticas em campo daquilo que delineou o treinador para este jogo.

Melhor não poderia ter começado, com aquele golaço de Trincão aos 50''. E logo a seguir com outra oportunidade flagrante falhada infantilmente por Pedro Gonçalves.

Depois aconteceu aquilo que todos os que vamos ao estádio principalmente, porque é ali ao pé, irrita mais, andamos a temer há muito tempo: Aquela troca de bola ali mesmo em cima da baliza um dia tinha que dar cagada. Hoje deu! E aquele que nos tem dado algumas vitórias hoje enterrou e em dez minutos deu cabo da equipa, fazendo-se inclusive expulsar como nem um puto dos infantis. Acontece aos melhores, foi pena, porque a estratégia gizada pelo treinador estava a funcionar na perfeição.

Não foi apenas Adán a estar mal, infelizmente. Ugarte perdeu a maior parte das disputas, inclusive a que deu o segundo golo do Marselha e apenas Morita deu conta do recado naquela zona do terreno. Lamento bater no ceguinho, mas mais uma vez Esgaio demonstrou que anda completamente fora dela e parece-me que só o treinador é que não vê. Mistério...

De amanhã a oito dias há outro jogo com o mesmo adversário. Não tenho a menor dúvida de que Amorim, se calhar já com Porro e com Coates, haverá de encontrar forma de vencer o encontro, para continuarmos na frente do grupo.

E nesse jogo veremos o que vale Israel.

O dia seguinte

Com um aperitivo de luxo com os 6-0 no jogo da Youth League e com o belo golo de Trincão logo no primeiro minuto, parecia que íamos ter um jantar de gala com Edwards como mordomo, o "soneca" fazia o que queria no centro do terreno, o Marselha era incapaz de contrariar e que por muito pouco não veio o segundo golo por Pedro Gonçalves. Muito mal falhado aquele remate que tinha tudo para dar certo.

Depois veio o minuto 12, Adán demorou uma eternidade a colocar a bola na frente e acertou na perna dum Alexis Sanchez em pré-reforma. E com o mesmo Adán como protagonista vieram 20 minutos de total descalabro, a expulsão do próprio por uns inúteis centímetros, a saída daquele que estava a ser o melhor do Sporting, a entrada a frio de Israel, e o jogo perdido com 3-1 ao intervalo e três jogadores amarelados.

 

Amorim seguiu o sábio princípio do Tiririca, "Pior que isto não fica", e fez aquilo que devia ser feito ao intervalo. Tirou os amarelados e St.Juste e meteu os putos para fazer pela vida, com Paulinho para dar alguma capacidade de reter a bola lá na frente. A coisa funcionou durante um bom bocado da segunda parte, mas o Marselha foi sempre ajustando-se e pressionando.

No final a fadiga falou mais alto e surgiu o quarto golo. De qualquer forma, Marsà, Nazinho e Sotiris aproveitaram a oportunidade e Sotiris ia marcando um golaço num tiro de longe.

 

O que fica deste jogo?

1) Um ataque móvel do Sporting com Edwards como pivot ofensivo muito adequado aos jogos da Champions, que enquanto existiu em campo conseguiu desestabilizar completamente a defensiva do Marselha.

2) Um Sporting penalizado pela actuação super-infeliz do seu habitual baluarte, Adán. Também Esgaio, na sequência de jogos anteriores, esteve péssimo em todos os capítulos do jogo, se calhar precisa de parar um pouco para voltar em força. Este não é o verdadeiro Esgaio, se calha a mudar um pneu, explode o automóvel.

3) Uma retaguarda de jovens que está a fazer o seu percurso e que tem de ser protegida neste curto e desequilibrado plantel. Israel entrou a frio e logo falhou o corte, mas se não tivesse saído se calhar era golo na mesma como foi o segundo golo do Marselha. 

4) Um Marselha que parece uma colecção de cromos da bola, e que vale por isso mesmo. Mesmo sem grande jogo colectivo consegue marcar, foram três golos de bela execução.

 

E agora?

Ganhar ao Marselha em Alvalade na próxima semana. Eu vou ter de fazer quase 300 kms em cima do acontecimento, mas vou lá estar.

Amorim, Amorim, Amorim!

SL

Dois golos na Amoreira para espantar a crise

Estoril, 0 - Sporting, 2

Voltámos às vitórias, após dois jogos de jejum. Voltámos a marcar, bisando. Voltámos a concluir uma partida sem sofrer golos. Tudo isto no Estoril-Sporting, disputado na noite de sexta-feira.

O resultado (0-2) foi construído ainda no primeiro tempo, com entrada dominadora, cheia de ímpeto ofensivo e muito confiante dos nossos jogadores. St. Juste, em estreia como artilheiro verde e branco aos 13', e Edwards', aos 21, construíram o resultado.

Ambos com assistências de Pedro Gonçalves, que regressou à posição em que mais rende, do lado esquerdo do tridente atacante. Desfazendo qualquer dúvida que Rúben Amorim pudesse manter em colocá-lo mais recuado, como acontecera na anterior jornada, com derrota frente ao Chaves.

 

Merece elogio o nosso futebol praticado nesta primeira parte. O trio móvel, lá na frente, fez realmente a cabeça em água à defesa adversária. Dinâmica permanente ao longo desse período. Resultou no par de golos e ainda numa bola à barra.

O meio-campo da equipa visitada foi estancado. Francisco Geraldes, cérebro da construção ofensiva estorilista, viu-se manietado pela dupla Ugarte-Morita - parceria muito recente mas que parece funcionar. O uruguaio e o japonês completaram-se bem, actuando em linha no corredor central, enquanto o Sporting atacava pelos flancos.

 

A segunda parte, estragada pelo árbitro Manuel Oliveira com um alucinante carrossel de 12 cartões amarelos exibidos, já foi de contenção pela nossa parte. A pensar no jogo europeu de quarta-feira em Frankfurt.

Mas o domínio, no bom relvado da Amoreira, permaneceu quase sempre nosso. O que ficou demonstrado no facto de o Estoril não ter feito um só remate enquadrado em todo o jogo.

O Sporting garantiu sem grande esforço os três pontos no mesmo estádio onde em 2021 vencemos com imensa dificuldade (1-0) e em 2018 fomos derrotados (0-2), nos gloriosos tempos do fabuloso "mestre da táctica".

Desta forma, demos um pontapé na mini-crise que se vinha esboçando. Aliás, demos um pontapé (Edwards) e uma cabeçada (St. Juste).

 

Seguem-se seis semanas alucinantes até à longa pausa de meados de Novembro para o Mundial do Catar. Com desafios em várias frentes.

Entretanto, esta péssima exibição do apitador no estádio do Estoril serviu para explicar, ao vivo e a cores, por que motivo os árbitros portugueseses ficaram excluídos do Campeonato do Mundo. Como aconteceu no Euro-21, como aconteceu no Mundial anterior.

Simplesmente porque não têm categoria para isso. Vão ficando só por cá, a estragar mais espectáculos de futebol. E talvez a ver qual deles consegue conquistar o Prémio Calabote de 2022.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Outra actuação a provocar alguns calafrios. Saiu duas vezes mal da baliza, originando perigo para as nossas redes, felizmente sem aproveitamento pelo Estoril.

St. Juste - Estreia absoluta como titular no Sporting. Passou no teste. Pelo golo que marcou, pela precisão no passe e pela segurança evidenciada. Melhor em campo.

Coates - Oscilou entre passes mal medidos, sobretudo na saída em construção, com a habitual eficácia no nosso reduto defensivo. Alguns cortes oportunos.

Matheus Reis - Amorim apostou nele, deixando Gonçalo Inácio no banco. O ex-Rio Ave cumpriu. Desequilibrou em lances ofensivos e até cabeceou à trave (11').

Porro - Regressou após castigo, incutindo acutilância e velocidade ao nosso corredor direito. Ia marcando de livre directo (70'). É, pelo terceiro ano, titular indiscutível.

Ugarte - Fez parceria bem articulada com Morita no miolo do terreno. Cabendo-lhe o pelouro das recuperações na divisão de tarefas. Quase ninguém passou por ele.

Morita - Complementa o trabalho do uruguaio atacando com destemor o portador da bola e passando-a com critério e segurança. Vai crescendo de jogo para jogo.

Nuno Santos - Pouco influente neste desafio. Os centros saíram-lhe mal medidos, quase sempre de bola levantada, sendo facilmente anulados pelo adversário.

Trincão - Ainda à procura do registo adequado no Sporting. Bom no drible, mas falta-lhe confiança no último passe. Parece dar sempre um toque a mais na bola.

Pedro Gonçalves - Saiu com queixas físicas num jogo em que teve enorme utilidade. Duas assistências para golo, pormenores de classe, bem entrosado com os colegas.

Edwards - Fixou o resultado num lance em que marcou com enorme frieza depois de sentar o guarda-redes. Tem apetência pelo golo e não se inibe perante as redes.

Rochinha - Entrou aos 57', rendendo Edwards - poupado já a pensar na Champions. Desta vez sem nenhuma intervenção digna de registo. Passou ao lado do jogo.

Neto - Substituiu St. Juste aos 77'. Vinha com a missão de reforçar a solidez defensiva, ajudando a reter a bola. Foi bem-sucedido.

Esgaio - Entrou só aos 89', no lugar de Porro. Sobretudo para dar alguns minutos de descanso ao espanhol. Tempo para fazer dois cortes.

Sotiris. Em campo desde o minuto 89, rendendo Ugarte. Estreia absoluta do reforço grego de verde e branco. Entrou com atitude, o que é desde já um ponto a seu favor.

Fatawu. O jovem ganês substituiu Pedro Gonçalves aos 89'. Mal tocou na bola, mas não escapou ao amarelo do árbitro que adora interromper o jogo e exibir cartões.

Muitas dúvidas, algumas perguntas e poucas respostas

Ontem à noite saí de Alvalade irritado, aziado com uma derrota que nos deixa a 8 pontos da liderança, com muitas perguntas e poucas respostas, a escassos dias do encerramento da presente janela de transferências, não sei se ainda vamos a tempo de salvar algo, mas aqui vou partilhar com os leitores o meu estado de espírito:

-Por razões de contabilidade, o SCP não poderia deixar de vender Matheus Nunes por 45+5 milhões de euros, mesmo que a oportunidade tenha surgido em vésperas de clássico. Alguém já contabilizou quanto se irá perder, em caso de não presença na fase de grupos da UCL na próxima época?

-Por que razão não havia um plano B? A saída de Matheus Nunes não deveria implicar uma substituição imediata? Para mais, sabendo que o substituto natural, Daniel Bragança, está desde há várias semanas afastado dos relvados por um longo período.

-A saída de I. Slimani do plantel, não vou aqui alimentar polémicas ou teorias conspirativas, estou completamente ao lado do treinador nesta matéria, mas sabendo que se perdeu um dos dois avançados mais importantes do plantel, não teria sido avisado, atempadamente, substitui-lo? Para cúmulo do azar, goste-se ou não de Paulinho, o único avançado lesiona-se, ficando a equipa privada de jogar num dos dois sistemas tácticos que treinou, passando a frente móvel no ataque a ser plano único, sem alternativa.

-A não ser que algo de muito extraordinário aconteça, como por exemplo a chegada de D. Sebastião de Manchester, só poderemos tirar a conclusão que houve má gestão na construção do plantel. E mesmo que tal acontecesse, não apagaria a má-gestão do dossier meio-campo. Por muitas culpas que possam ser atribuídas a Rúben Amorim, que não está isento, a verdade é que o nosso treinador está longe de ter os poderes dos treinadores da Premier League.

-Quanto ao jogo de ontem, para além do factor sorte e azar, que não nos favoreceu na primeira parte, poderíamos ter chegado ao intervalo com o jogo resolvido, foi um daqueles jogos que pedia mesmo uma referência na área. Que falta fez ontem Paulinho. Mas a falta de alternativas levou a jogarmos com vários jogadores móveis na frente de ataque, que desequilibraram, mas não finalizaram. E como alguém sempre diz, quem não marca, arrisca-se a sofrer.

-Não compreendi algumas mexidas na equipa. Para começar, o recuo de Pedro Gonçalves, para a entrada de Rochinha, implicando a saída de Morita. O meio campo perdeu clarividência. Depois a substituição de Luís Neto no início da segunda-parte, que quanto a mim decidiu o jogo, porque intranquilizou a defesa, que até aí chegava e sobrava para as investidas dos flavienses. Refiro-me à entrada de Matheus Reis e passagem de G. Inácio da esquerda para a direita, quando para substituir L. Neto estava no banco, em condições de jogar, tanto assim é que acabou por entrar mais tarde, St. Juste. O futebol também é simples, tirar um central de pé direito e colocar outro com as mesmas características, teria sido preferível.

-Após os golos do D. Chaves, foram dois seguidos, o segundo resulta de erro dos nossos defesas, antes de marcarem o primeiro, já A. Adán havia feito uma enorme defesa, o SCP deixou de existir. Tivéssemos tido um agitador no banco, poderia ter sido Rochinha se não tivesse sido aposta inicial, talvez hoje estivéssemos a criticar algumas opções, a falar da necessária abordagem ao mercado, mas não a lamentarmos a perda de pontos em Alvalade.

A época 2019/2020 ainda está relativamente perto, não foi uma época para esquecer, bem pelo contrário, convém sempre revisitá-la, para que não se repita. Desde logo agora com o mercado a encerrar, precisamos reforços, mas não como então, quando vimos chegar, Fernando, Jesé e Bolasie.

Também não faz sentido algum pedirmos a cabeça do treinador. Já percebemos que também erra, a estrelinha nem sempre o acompanha, mas colocou-nos num patamar que há muito não alcançávamos. Precisamos estabilidade. E que os responsáveis se sentem à mesa, analisem o que está a faltar e corrijam.

 

P.S. – Os comentários estão moderados, não publicarei comentários insultuosos, sejam para quem forem, nem irei tolerar linguagem inapropriada. Para explanar uma ideia ou criticar, não é necessário ofender seja quem for.

Adán e Porro em noite para esquecer

FC Porto, 3 - Sporting, 0

 

Primeiro clássico da temporada. Correu-nos mal. Viemos do Porto com uma derrota pesada - e que podia ter sido maior ainda se o árbitro não tivesse anulado um golo limpo à turma da casa, quase ao cair do pano. Numa partida em que as oportunidades de golo até se equivaleram. Mas a diferença fundamental esteve entre os postes: Adán fez talvez a pior exibição desde que está no Sporting enquanto o jovem Diogo Costa, novo titular da selecção nacional, brilhou na baliza portista, negando por três vezes o golo aos nossos.

Morita - para mim o melhor Leão em campo - pôs os anfitriões em sentido com um remate de pé esquerdo que levou a bola a embater no poste logo ao minuto 11. Ainda na primeira parte, o guardião azul e branco impediu que Trincão e Gonçalo Inácio marcassem. Já no declinar da partida, aos 83', travou um tiro de Fatawu que também levava selo de golo. 

 

Este foi o primeiro jogo do Sporting sem Matheus Nunes, que entretanto já se estreou pelo Wolverhampton (derrota por 1-0 frente ao Tottenham). Mas o grande problema da equipa não esteve na ausência do luso-brasileiro, que rendeu de imediato 45 milhões de euros aos cofres leoninos. Voltámos a pecar por lapsos defensivos, na linha do que já havia ocorrido nos desafios da pré-temporada. Em três jogos oficiais do campeonato, sofremos seis - dois em média por partida, números impensáveis para uma equipa que sonha com o título.

Neste aspecto, nota muito negativa para Porro. Que anteontem fez tudo mal no Dragão: perdeu a bola, errou atrás de passes, desperdiçou um golo de bandeja que Trincão lhe ofereceu e - cereja em cima do bolo - cometeu um penálti absolutamente disparatado ao desviar a bola com a mão em cima da baliza, com Adán fora dos postes. Fazendo-se expulsar pelo árbitro Nuno Almeida. Nessa altura, aos 75', o jogo estava 1-0. Foi penálti, que o FCP converteu. A partir daí, com menos um, o Sporting resvalou de mal a pior.

Desta vez nem as substituições saíram bem ao treinador, batido em termos tácticos pelo sólido losango que Sérgio Conceição instalou no meio-campo, pautando o ritmo da equipa: os da casa aceleraram quando era preciso e concederam a iniciativa ao Sporting quando lhes interessavam. Sem nunca perderem a supremacia. 

 

Confirma-se: este Sporting de início de temporada - privado de Palhinha, Tabata e agora Matheus Nunes - tem um plantel curto para as frentes em que está envolvido. O que vai notar-se sobretudo quando começarem as nossas partidas da Liga dos Campeões. Falta um central, falta um médio defensivo, falta um ponta-de-lança. E talvez falte também um bom guarda-redes suplente, como há muito venho alertando.

Algumas destas lacunas ficarão colmatadas com a promoção de jovens da formação? É duvidoso. Outras serão resolvidas até ao fecho do mercado ainda em curso? É bem provável.

Agora há que digerir esta derrota no grupo de trabalho. E pensar já no próximo desafio, contra o Chaves. Jogo a jogo, como Amorim dantes dizia. É assim que devemos pensar - e não de outra forma. Lembrando que no fim de Agosto do ano passado quem liderava o campeonato era o Benfica, com mais quatro pontos do que o Sporting e o FC Porto.

Sabemos como tudo terminou.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Lento a reagir, intranquilo entre os postes, provocou um penálti desnecessário. Parece mal recupeado da lesão sofrida no fim da pré-temporada.

Neto - Teve noite difícil por ter acorrido várias vezes a dobrar Porro, que parecia perdido em campo. Batido por Taremi no lance do primeiro golo portista.

Coates - Desta vez, ao contrário do que é costume, não se impôs nos lances aéreos. Corte precioso aos 55', mostrando bons reflexos.

Gonçalo Inácio - O mais regular dos nossos defesas - e também aquele que revelou mais precisão no passe. Ia marcando de cabeça, aos 45'+4. 

Porro - Noite de pesadelo. Entregou a bola aos 13', 23', 24', 27', 31' e 55'. Aos 57', falha o golo que Trincão lhe ofereceu. Expulso aos 75' por confundir futebol com andebol.

Ugarte - Jogou condicionado por ter visto o amarelo logo aos 16' sem qualquer necessidade. Quando era preciso, já não podia pôr o pé. Demasiado nervoso.

Morita - Precisão de passe, boa condução de bola. Capacidade de jogar entre linhas. Recebeu um amarelo injusto. Depois de sair, aos 70', aconteceu o descalabro.

Matheus Reis - Outro jogador muito intranquilo: chegou a pegar-se com um apanha-bolas, algo inaceitável. Podia ter feito melhor em dois dos golos. 

Trincão - Exibiu classe num remate em arco que levava selo de golo (45'+3) e num passe de calcanhar para Porro dentro da área que merecia melhor desfecho (57').

Pedro Gonçalves - Combinou bem com Morita no lance em que a bola vai ao poste. Ao recuar no terreno, na segunda parte, tornou-se menos influente.

Edwards - Falso 9: não é avançado-centro. Muito marcado, foi incapaz de fazer as movimentações de que tanto gosta, da direita para o meio.

Nuno Santos - Substituiu Morita aos 70'. Tentou cruzamentos mas não havia ninguém para receber a bola. E andou algo perdido nos apoios defensivos.

Rochinha - Em campo desde os 70', substituindo Neto. Tentou penetrar na área, recorrendo à finta, mas esbarrou na muralha defensiva portista.

St. Juste - Rendeu Matheus Reis aos 79', passando Gonçalo para central à esquerda. Entrou para estabilizar a defesa, mas ainda não parece em grande forma.

Fatawu. Deu mais nas vistas desde que entrou, aos 79', do que Edwards até então. Podia ter marcado, aos 83', mas permitiu a defesa na cara do guarda-redes.

Esgaio. Entrou aos 90'+1, aparentemente só para evitar que Ugarte recebesse um segundo amarelo que o impedisse de alinhar no próximo jogo. Mal tocou na bola.

5... pontos de atraso

Quando queremos arranjar desculpas para os erros é muito fácil. E então no futebol é demasiado fácil. As coisas não correram bem no Dragão, claro que não. Agora, não culpem Adán por aquilo que aconteceu. Continuo a defender a ideia que transmiti a alguns companheiros destas lides, logo na altura da jogada, que o primeiro golo é precedido de uma falta de Taremi sobre Adán. Vi e revi por diversas vezes as imagens e Adán toca primeiro na bola e depois Taremi proporciona o contacto. Falta clara do avançado. O golo devia ser anulado e marcada falta contra o FC Porto. No lance do terceiro golo, Galeno foi mais rápido e Adán, aí, comete penalty. Agora, não culpem o nosso guarda redes dizendo, como alguns órgãos de comunicação já o fizeram, que a diferença entre as duas equipas esteve nos guarda redes.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Dos três golos sofridos no Dragão. Derrota no confronto da noite passada frente ao campeão em título num estádio com 49.430 espectadores. Dois golos sofridos de penálti em noite desastrosa para a nossa organização defensiva, guarda-redes incluído. 

 

De Adán. Noite péssima para o guardião espanhol que tantas alegrias nos tem dado. Preso de movimentos, sai tarde em duas ocasiões - primeiro aos 42', acorrendo ao choque com Taremi sem evitar o golo em lance corrido, depois aos 85', ao cometer grande penalidade - totalmente escusada, quando Galeno está já sem ângulo propício ao remate. Para esquecer.

 

De Porro. Também ele com exibição desastrosa. Na primeira parte entregou a bola cinco vezes aos adversários. Voltou a fazê-lo uma sexta vez, na etapa complementar. E faz-se expulsar de forma infantil aos 75', quando meteu a mão à bola na linha da baliza, com Adán fora do lance, como se fosse guarda-redes. Alegadamente para evitar um golo. Que acabou por acontecer de qualquer modo logo a seguir (78'), num penálti convertido por Uribe, passando o Sporting a jogar só com dez por expulsão do lateral espanhol. Iniciou-se aí o descalabro.

 

Do cartão exibido a Ugarte. O médio uruguaio viu o amarelo muito cedo, logo aos 15', por entrar de sola em riste numa bola disputada sem qualquer necessidade. Passou a jogar o resto da partida condicionado, com receio de ver um segundo que o fizesse sair de campo. Tem responsabilidade, por isso, no início da construção do lance de que resultará o 3-0: não podia meter o pé.

 

Das oportunidades falhadas. Tivemos quatro ocasiões flagrantes para marcar. Na primeira, aos 11', Morita atirou ao poste. Nas outras, Diogo Costa - a figura deste clássico, comprovando ser o melhor guarda-redes português da actualidade - evitou golos de Trincão (45'+3), Gonçalo Inácio (45'+4) e Fatawu (83'). Cumprindo-se um dos princípios básicos do futebol: quem não marca, arrisca-se a sofrer. E a perder jogos - e até campeonatos.

 

Do nosso descalabro defensivo. Seis golos sofridos nos três primeiros desafios da Liga 2022/2023 - à média de dois por jogo. Nunca tinha acontecido na era Amorim, com lances imperdoáveis, como o do golo de Evanilson, aos 42', em que o brasileiro se movimenta sem a menor oposição na nossa área. É caso para soarem todas as campainhas de alarme. Algo insólito porque a única baixa da defesa entretanto ocorrida foi a saída de Feddal, que não participou na maioria dos desafios do campeonato anterior. Isto significa que é necessário rever processos também ao nível do meio-campo. E reforçá-lo com urgência máxima.

 

Das substituições. Desta vez creio que Rúben Amorim mexeu mal na equipa, ao fazer uma enorme alteração na linha defensa aos 70'. Saíram Neto e Morita, entraram Rochinha e Nuno Santos. Voltou-se à confusão gerada noutras partidas: Gonçalo passou de central à esquerda para central à direita e Matheus transitou de lateral para central, com a instabilidade daí decorrente. Por coincidência ou talvez não, a partida deixou de estar equilibrada e sofremos o segundo golo escassos minutos depois.

 

Das ausências. Está a ser um início de temporada muito complicado para o Sporting - aliás na linha do que já havia sido detectado nos desafios da pré-época. Perdemos três titulares da época passada (Sarabia, Palhinha e agora Matheus Nunes), além de Tabata, que tinha golo e dava mais uma opção ao treinador para o corredor central. Estranho seria que sem estas baixas tudo ficasse como se nada tivesse acontecido. Mas a verdade é que o FCP perdeu três jogadores nucleares da época passada (Vitinha, Mbemba e Fábio Vieira, além de Luis Díaz, que havia saído em Janeiro) sem ter sofrido qualquer abalo.

 

De uma espécie de regresso ao passado. Desde 2015 que não sofríamos três golos do FC Porto, na condição de visitantes, para o campeonato. Derrota pesada, que pode ter consequências no estado anímico da equipa.

 

De termos ficado em branco tendo um goleador sob contrato. Slimani ainda está no Sporting, mas proscrito. Dava-nos jeito? Claro que sim. Ontem disputámos o clássico sem um avançado centro no onze. Cenário absurdo numa equipa que sonha ser campeã.

 

Da distância face ao FC Porto. Em nove pontos disputados, já perdemos cinco. Isto significa que deixámos de depender só de nós para lutarmos pelo título de campeão nacional. Quando ainda faltam 31 jornadas. Isto pode ter algo de positivo? Só o facto de acontecer tão cedo: há tempo de sobra para darmos a volta. Mas precisamos de aguardar erros dos nossos principais adversários nesta corrida de longo curso.

 

 

Gostei

 

De Morita. Não é Matheus Nunes, claro: tem características muito diferentes. Mas não foi por ele que saímos derrotados do Dragão. Pelo contrário, o primeiro sinal de perigo neste clássico saiu dos pés do japonês, num lance de infiltração na grande área portista culminado num potente pontapé que embateu no poste direito da baliza. Mais uns centímetros ao lado e toda a história deste jogo teria sido diferente. Talvez mereça ser considerado o melhor Leão em campo.

 

De Fatawu. Entrou bem, embora só aos 79', quando Rúben Amorim decidiu retirar Edwards. O jovem internacional ganês anda com vontade de mostrar serviço como profissional do Sporting e percebe-se que sente atracção pela baliza. Quatro minutos depois de saltar do banco esteve quase a marcar, isolando-se perante o guarda-redes, num lance que Diogo Costa abortou com excelente defesa.

 

Do tempo extra na primeira parte. Duas oportunidades de golo nesta fase, em que o FCP esteve em contínuo sobressalto. Só faltou concretizá-las.

 

Do início do segundo tempo. Domínio claro do Sporting nos 20 minutos iniciais deste período, procurando desfazer o 1-0 que se registava ao intervalo, com o FCP a conceder-nos iniciativa de jogo. Boas subidas pelos flancos, sobretudo no esquerdo, em que Matheus Reis ganhou consecutivos confrontos individuais. Só faltou traduzir este domínio em golos.

 

Que desta vez não houvesse chavascal no Dragão. Certas tradições começam a perder-se. Se forem péssimas, como esta, é um excelente sinal.

Crónica de uma derrota anunciada

Em vésperas de clássico, a preparação do SCP iniciou-se com a inenarrável venda de Matheus Nunes. Mandaria a prudência e bom senso que os dirigentes recusassem qualquer negociação e remetessem para a cláusula até ao final do jogo no Dragão, mas há décadas que somos crónicos campeões no tiro nos pés.

Com ou sem Matheus Nunes, seria sempre difícil vencer o campeão no seu estádio, até criámos oportunidades para marcar, mas a diferença esteve nas balizas, de um lado, Diogo Costa, com excelentes intervenções, do outro, Adán, clamorosamente batido em duas saídas, que resultaram em golo e grande penalidade, respectivamente.

Bora lá culpar Paulinho, Esgaio e exigir a cabeça de Rúben Amorim...

Max

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Saber esperar é uma virtude.

Tivesse Luís Maximiano sabido esperar e a baliza do Sporting estaria hoje à sua guarda, numa fase absolutamente decisiva da carreira dele.

Preferiu rumar a um clube espanhol do fundo da tabela, que até acabou por descer à Liga 2, quando podia ser guardião titular do Sporting neste início da temporada oficial 2022/2023. Com 23 anos, idade apropriada.

Max devia ter aguardado.

Recordo que várias vezes alertei aqui para a necessidade de termos sempre a postos um bom guarda-redes suplente pois o que acaba de acontecer a Adán podia suceder a qualquer altura - e até há mais tempo.

A baliza leonina fica agora entregue a alguém ainda mais jovem que Max: Franco Israel, de 22 anos. Uma enorme e arriscada incógnita.

Balanço (1)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre ADÁN:

 

- Eu: «Gigante entre as redes, foi crucial para nos garantir os três pontos em Braga. Evitou golos aos 38', aos 45'+3, aos 84' e aos 87'. Para desespero de jogadores adversários como Fábio Martins e Iuri Medeiros.» (14 de Agosto)

- José Navarro de Andrade: «Toda a equipa, de Adán a Paulinho, joga em função dessa diferente expectativa do que um ou o outro irão fazer. E isto é prodigioso, quer dizer, é treino, muito treino.» (22 de Agosto)

- Pedro Oliveira: «É o melhor guarda-redes do campeonato português.» (14 de Dezembro)

- António F: «Uma defesa com valor de golo (a de Adán).» (2 de Fevereiro)

- Marta Spínola: «Quando Adán defendeu o penalty de Banza, o estádio celebrou como se de um golo se tratasse. Momentos de tensão e indignação, uma sensação de injustiça, um alívio gritado em uníssono. Foi bonito. Foi quase o 2-0 antecipado. Bom golo, Adán.» (7 de Fevereiro)

- Luís Lisboa: «Foi preciso um grande Sporting e um grande Adán para manter o empate.» (11 de Fevereiro)

Quente & frio

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Coates começou a central e terminou a ponta-de-lança: mudança inútil

 

Gostei muito de Adán. O nosso melhor em campo, ontem no Dragão. Sem culpa no golo sofrido, protagonizou duas grandes defesas (negando o golo a Fábio Vieira aos 57' e a Vitinha aos 72') e fez muito bem a mancha, fechando o ângulo a Zaidu, que esteve a centímetros de marcar aos 38'. Se algum dos nossos pode orgulhar-se do desempenho nesta segunda mão com o FCP que nos afasta da final da Taça de Portugal (derrota por 0-1 após perdermos em Alvalade por 1-2 no desafio da primeira mão) é o guarda-redes espanhol. Valor seguro da baliza leonina. 

 

Gostei de Matheus Reis. Exibição quase irrepreensível do lateral esquerdo, recuperando a titularidade no Porto após um jogo de castigo que o afastou da derrota anterior, para o campeonato, frente ao Benfica. Batalhador, seguro a defender e acutilante a atacar numa partida que decorreu sob chuva forte do princípio ao fim. Talvez o futebolista do Sporting que mais se valorizou nesta época.

 

Gostei pouco da primeira parte, única em que demos luta à equipa da casa. Criámos desequilíbrios e bons lances ofensivos, mas falhámos sempre no momento decisivo, lá na zona em que se resolvem os jogos. Apenas um remate enquadrado nesses 45' iniciais, sem qualquer oportunidade de golo. Mas pelo menos conseguimos manter a turma portista quase sempre afastada da nossa baliza. Uma coisa e outra explicam o empate a zero que se registava ao intervalo.

 

Não gostei dos desempenhos de vários futebolistas, que pareciam alheados do jogo ou nem sequer estar em campo. Paulinho mal tocou na bola, chegou ao fim desta partida sem fazer um só remate. Pedro Gonçalves voltou a ser um corpo estranho na equipa: não está em forma, tanto do ponto de vista físico como psicológico, e não merece tanta insistência do treinador em integrá-lo no onze inicial. Gonçalo Inácio é comido no solitário golo portista, marcado aos 82' por Toni Martínez, que tinha entrado no minuto anterior. Também não gostei da lentidão do treinador em reagir ao mau desempenho colectivo à medida que se mantinha o empate a zero e o tempo se escoava. A primeira alteração que Rúben Amorim fez, num jogo em que precisávamos de marcar pelo menos dois golos, foi uma troca de defesas ao minuto 56: saiu Neto, entrou Esgaio. Incompreensível.

 

Não gostei nada da falta de golos: pelo segundo jogo consecutivo, ficamos em branco. Nem de ver novamente o técnico mandar Coates avançar para ponta-de-lança, em desespero final, por ausência de soluções alternativas: Tiago Tomás foi emprestado, Slimani parece ter sido excluído do plantel. Nem daquela falta injustificada de Porro, que o levou a ser expulso aos 89', quando a nossa equipa já aliava o desequilíbrio defensivo à inoperância atacante. Nem de termos cedido cerca de 60 metros de terreno ao adversário durante quase toda a segunda parte: até parecia que estávamos a defender o resultado. Mas aquele resultado só interessava ao FCP, não tínhamos nada para defender assim acantonados no nosso reduto lá atrás. 

O dia seguinte

A cara de Rúben Amorim na conferência de imprensa não escondia o que sentia, as palavras dele não podiam ser mais honestas, foi realmente um dos piores jogos do Sporting debaixo da sua liderança. Praticamente nada correu bem nem a sorte ajudou.

Nem o Benfica fez um grande jogo, limitou-se a fechar bem atrás e lançar os dois galgos da frente (Darwin e Everton), nem a arbitragem inclinou o relvado para o adversário. 

O Sporting perdeu completamente por culpa própria, a começar pela entrada dum Palhinha longe da rotação doutros momentos em vez dum Ugarte que está num momento extraordinário para fazer companhia a um sobre-utilizado Matheus Nunes, pela entrada também dum Pedro Gonçalves completamente fora daquilo (passou do 80 para o 8), pela completa ausência de jogo rotinado pelas alas, e pela desinspiração de quase todos nos gestos técnicos, últimos passes, centros, bolas paradas.

O golo sofrido aos 14 minutos é demonstrativo desse 80 e 8. Numa das muitas arrancadas de Porro pela direita, o passe sai disparatado, Sarabia só com asas lá chegaria, ainda faz por se esticar e tocar na canela do Vertonghen mais por frustração do que por outra coisa. O belga fica ali na ronha a cavar o amarelo, Sarabia a protestar e a equipa a dormir no pedaço. Do livre sai um lançamento de laboratório para o actual abono de família do Benfica, Neto fica a olhar para a atmosfera em vez de se preocupar com esse mesmo Darwin, Coates quando lá chega ele já passou, quando chega Adán a bola já lá mora. Há uns tempos era Coates a lançar e Pedro Gonçalves a facturar, agora é assim...

Depois há que dizer que na melhor jogada do Sporting de todo o encontro, na segunda parte, centro dum lado, centro do outro, cabeça de Sarabia ao poste, faltou a ponta de sorte que podia ter mudado o jogo. 

Vamos à razão de fundo. Perante adversários bem fechados atrás o Sporting sofre. Porque não tem rotinas de jogo bem consolidadas pelas alas (Inácio-Nuno Santos-Pedro Gonçalves, Neto-Porro-Sarabia), se calhar pelas muitas mudanças de posição duns e doutros, porque Paulinho tem dificuldades de desmarcação dentro da área. Isso normalmente é compensado pela chegada rápida em transições que abrem espaço para os criativos Sarabia e Pedro Gonçalves. Quando o adversário não se expõe no ataque, não há transições. Fica apenas um jogo posicional previsível e fácil de anular quando não existe a tal inspiração dum ou doutro. Essa inspiração não existiu. Que o diga Matheus Nunes, que se limitou a passear a bola pelo relvado.

 

Interessante também é notar que anarquia táctica dos finais de jogo que tantos pontos deu na época passada este ano está a penalizar-nos fortemente. Sai Neto fica Palhinha e depois Esgaio à direita, adianta-se Coates fica Ugarte no meio com Inácio à esquerda, e o Benfica sentencia o jogo numa arrancada pela direita, que atrai os três defesas da altura (Ugarte tinha abandonado a posição para tentar o corte e Bragança compensou com os olhos) para esse lado deixando na zona central dois (!) jogadores do Benfica completamente desmarcados frente ao pobre Adán.

Já tinha acontecido frente ao Santa Clara e ao Sporting Braga algo de parecido, e lá voaram dois pontos. E atenção que se o Benfica marca um terceiro golo perdíamos a vantagem numa hipotética igualdade pontual no final do campeonato que apesar de tudo mantivemos. Se calhar é melhor pensar que é melhor empatar que perder, e é melhor perder por um do que por dois ou três. 

Melhor em campo? Adán, o único que esteve ao seu nível.

Tudo o resto, do onze inicial e de todos os que entraram depois e que pouco ou nada adiantaram, muito abaixo do desejável.

 

Não vale a pena "bater mais no ceguinho". Quinta-feira é outro dia para chegarmos à final do Jamor e segunda-feira também para mantermos os 6 pontos de vantagem na luta pelo segundo lugar do campeonato. Rever o que correu mal e entrar com tudo para voltarmos ao nosso melhor nível.

Eu cá começava por colocar alguns, como Porro e Nuno Santos, a fazer 100 centros por dia, mas isso sou eu que não percebo nada do assunto.

 

PS: Veríssimo deu um banho táctico a Amorim? Bom, então Amorim está farto de tomar banho. Do treinador do Tondela, do treinador do B-SAD, do treinador do Moreirense, do... O Darwin é que ficava muito bem ao pé de Coates e Ugarte, lá isso era.

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Uma autêntica vergonha o que se passou no Dragão, um Sporting que se preocupou em jogar futebol, marcou dois golos e foi superior ao Porto em 11 contra 11, um Porto que misturou futebol com cenas canalhas, jogadores e banco, sempre a tentar cavar faltas e amarelos, e um árbitro comprometido que teve uma actuação incompetente e cobarde e que inclinou o campo a favor da equipa da casa.

Tudo começou no amarelo mal mostrado a Matheus Reis apenas pela berraria do banco do Porto ali ao lado, continuou pelo amarelo a Coates num lance em que o Taremi se atira para cima dele, como se atirou para cima de Feddal no segundo golo.

Ao intervalo o Sporting estava justamente a ganhar por 2-1 (duas grandes jogadas do lado do Sporting, um grande pontapé do lado do Porto) mas adivinhava-se o que aconteceu logo a seguir. Num lance duvidoso em que o avançado do Porto desiste da jogada e deixa-se cair, o árbitro mostra o segundo amarelo e expulsa Coates. Completamente cobarde a actuação de João Pinheiro, que pelos vistos andou a pedir desculpa ao intervalo pelo primeiro amarelo (lance em que o VAR não pode intervir) e expulsa Coates por segundo amarelo (em que o VAR também não pode intervir).

Em 11 contra 10, enfim, o Porto foi superior ao Sporting, empurrando a nossa equipa para trás e criando confusões sucessivas junto à nossa área. Dum grande centro do melhor jogador do Porto nasceu o segundo golo do Porto (já anularam um golo a Coates por muito menos do que fez o Taremi), no pressing final foi preciso um grande Sporting e um grande Adán para manter o empate.

Depois foi a canalhice final. Escumalha credenciada pelo Porto dentro do campo a tentar e mesmo a agredir jogadores do Sporting. Com um árbitro completamente perdido, um alheamento completo das forças policiais, e jogadores do Porto como Otávio, Pepe e Marchesin completamente descontrolados.

 

O nosso presidente Frederico Varandas fez muitíssimo bem em dizer o que disse, e só pecou por defeito. Parece que depois disso, de acordo com a CMTV, foi emboscado por Vítor Baía e Rui Cerqueira, viu o telemóvel a voar das mãos e teve de sair escoltado do Dragão. 

Não sei que onze vamos poder fazer alinhar no próximo jogo da Liga, mas sei que Porto e árbitro fizeram de tudo e não conseguiram derrotar-nos. Seguimos com 6 pontos a menos, mas seguimos bem mais fortes. 

Grande jogo de todos mas muito em particular de Adán e Ugarte.  

 

#JogoAJogo

SL

 

... E dizem que é o melhor árbitro português...

O golo de Adán

Quando Adán defendeu o penalty de Banza, o estádio celebrou como se de um golo se tratasse. Momentos de tensão e indignação, uma sensação de injustiça, um alívio gritado em uníssono. Foi bonito. Foi quase o 2-0 antecipado.

 Bom golo, Adán.

Pódio: Adán, Matheus Reis, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Famalicão pelos três diários desportivos:

 

Adán 18

Matheus Reis: 17

Coates: 17

Palhinha: 16

Sarabia: 16

Matheus Nunes: 16

Paulinho: 16

Ugarte: 15

Esgaio: 14

Gonçalo Inácio: 14

Feddal: 13

Porro: 13

Slimani: 12

Nuno Santos: 12

Pedro Gonçalves: 12

Tabata: 11

 

A Bola elegeu Matheus Nunes como melhor em campo. O Record optou por Matheus ReisO Jogo escolheu Adán.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De termos quebrado o enguiço contra o Famalicão. Vencemos enfim a equipa minhota após cinco jogos na Liga em que fomos incapazes de a derrotar. Aliás os nossos dois primeiros pontos perdidos neste campeonato ocorreram precisamente em Famalicão. Hoje, em Alvalade, fomos superiores sem sermos dominadores. Mas deu para conseguir os três pontos: vitória por 2-0. Fundamental antes da próxima ronda, em que iremos ao Dragão.

 

Do penálti a nosso favor logo aos 4'. Derrube claro de Paulinho em zona proibida que o árbitro André Narciso prontamente assinalou. O jogo começava para nós da melhor maneira. Infelizmente não soubemos gerir essa vantagem tão prematura e permitimos em diversas ocasiões que a equipa adversária condicionasse a nossa saída de bola e a ligação entre a defesa e o ataque. 

 

Da segunda parte. Só nos últimos 45 minutos fomos claramente superiores ao Famalicão. E marcámos o segundo golo, que fixou o resultado e nos trouxe a tão necessária tranquilidade. Bem precisávamos dela.

 

De Adán. O homem do jogo. Foi crucial para devolver equilíbrio e estabilidade à equipa no quarto de hora final da primeira parte, quando o Famalicão nos caiu em cima com mais intensidade. Momento alto: defendeu um penálti assinalado após o minuto 45, já no tempo extra. É um grande guarda-redes, ninguém duvida. Foi ainda crucial aos 90'+3, ao desviar com a ponta dos dedos uma bola que levava selo de golo.

 

De Sarabia. Quarto jogo seguido a marcar. Desta vez foi de penálti, aos 6', convertendo de forma impecável o castigo máximo. Está a assumir-se de jogo para jogo como o comandante do nosso ataque. Os passes com maior precisão, lá na frente, são dele. Serviu muito bem os colegas aos 28', 62' e 72' em lances que mereciam outro desfecho. Confirma-se como um dos melhores jogadores a actuar no campeonato português.

 

De Matheus Reis. Estreou-se a marcar de verde e branco. Bem mereceu este golo, aproveitando da melhor maneira uma bola que sobrou à entrada da área e à qual ele deu o melhor caminho com um disparo fortíssimo com o seu pé canhoto. Um golaço, aos 63', festejado com euforia por quase todos os 25.640 adeptos presentes no estádio. O ex-Rio Ave voltou a fazer duas posições: começou como lateral esquerdo, terminou como central. Rende em qualquer delas.

 

Do regresso de Slimani. Cinco anos e meio depois, o craque argelino voltou a pisar o relvado de Alvalade. Saudado em clima de festa pelos adeptos, entrou aos 74', rendendo Porro, e passou a actuar no centro do ataque, com Paulinho descaído para a ponta direita. Está nitidamente à procura de entrosamento com a equipa, mal conhece ainda a ideia de jogo de Rúben Amorim, mas nota-se intensidade em campo e vontade de mostrar muito em breve aos adeptos aquilo que ele melhor sabe fazer: golos.

 

De termos superado o Famalicão sem sofrer golos. Há cinco jogos que não mantínhamos a baliza a zero: desta vez foi possível conservá-la intacta. Para isso muito contribuiu o regresso de Coates, após convocatória para a selecção do Uruguai. Com ele em campo a equipa melhora em concentração competitiva, na pressão aos atacantes adversários e no controlo da profundidade. Já fazia falta.

 

Desta nossa quarta vitória consecutiva. Vencemos Santa Clara e Benfica (ambos por 2-1) para a Taça da Liga, que conquistámos, o B-SAD no Jamor (por 4-1) e agora o Famalicão. Dez golos marcados e três sofridos nestas quatro partidas que antecedem o clássico do Dragão.

 

Que quatro dos nossos cinco jogadores em risco de exclusão tenham saído incólumes. Palhinha, Sarabia e Pedro Gonçalves, que foram titulares, e Esgaio, que substituiu Feddal no segundo tempo, ficariam de fora do próximo desafio se vissem amarelo. Mas não viram.

 

 

Não gostei

 

Do amarelo a Porro. O lateral direito teve uma primeira parte apagada, talvez por se saber quase tapado por cartões, o que o deixou condicionado. Podia ter sido castigado ao fazer falta punida com o penálti que Adán viria a defender, mas o árbitro deixou passar. No entanto, acabaria mesmo por ver o amarelo aos 56', num lance perfeitamente escusado em que tentava disputar a bola junto à linha, longe da zona de perigo. Amorim mandou-o sair demasiado tarde, aos 74'. Vai falhar o jogo contra o FC Porto: será a nossa maior baixa nesse clássico.

 

De Pedro Gonçalves. Nova exibição muito abaixo do nível que demonstrou na época passada, em que foi um dos principais obreiros do título de campeão. Umas vezes parece intranquilo, ansioso, agarra-se demasiado à bola; outras vezes mostra-se algo apático, chegando tarde aos lances. Anda a atravessar a sua pior fase desde que chegou ao Sporting. Substituído por Tabata aos 64', aparentou sair com queixas físicas.

 

Da nossa primeira parte. A equipa partiu-se com frequência, desorganizou-se em períodos vários, pareceu conformada em excesso com a magra vantagem conseguida muito cedo no golo de penálti por um brinde infantil de Marín, do Famalicão. Perdeu-se dinâmica colectiva que alguns jogadores tentaram compensar com excesso de individualismo. Felizmente quase tudo foi corrigido na segunda parte, que nos correu francamente melhor.

 

Do excesso de queixinhas. Os nossos jogadores passam demasiado tempo a cair para o chão, esperando ouvir o apito a indicar falta por tudo e por nada, e em protestos dirigidos aos adversários e às próprias equipas de arbitragem. Eu gostaria de ouvir menos queixas em campo e de ver reforçados os índices de concentração naquilo que realmente interessa.

Jogo a jogo

 

B-Sad (que raio de nome), 1 - Sporting, 4

 

Uma estupenda vitória, dois grandes golos (de Pedro Porro e o que sofremos – mas esse não conta) e uma defesa com valor de golo (a de Adán).

Que seja sempre assim!

Pódio: Adán, Porro, Palhinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Famalicão-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Adán: 20

Porro: 16

Palhinha: 16

Coates: 15

Daniel Bragança: 14

Nuno Santos: 14

Gonçalo Inácio: 14

Tiago Tomás: 13

Feddal: 13

Nuno Mendes: 13

Paulinho: 13

Pedro Gonçalves: 13

Esgaio: 12

Jovane: 12

Matheus Nunes: 10

Tabata: 1

 

Os três jornais elegeram Adán como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Dos primeiros pontos perdidos no campeonato. Desde que o Famalicão subiu novamente ao primeiro escalão do futebol português ainda não vencemos esta equipa. A tradição recente cumpriu-se: ontem fomos lá empatar 1-1. E estivemos a perder a partir dos 68'. Conseguimos anular a desvantagem, aos 82'. Mas foi um ponto arrancado a ferros. Numa partida em que o onze leonino teve uma exibição decepcionante. 

 

Do festival de passes falhados. Há muito que a nossa equipa não claudicava tanto no capítulo do passe - sobretudo na transição do meio-campo para o ataque. Quase nenhum titular está isento de culpas neste domínio.

 

De Jovane. Rúben Amorim apostou nele para o onze titular, mas o luso-caboverdiano não correspondeu a mais esta prova de confiança. Logo aos 2', teve o golo nos pés, isolado perante o guarda-redes, mas recebeu a bola com displicência e nem conseguiu dominá-la. Este lance marcou-o: foi incapaz de dar um contributo positivo à equipa. Saiu tarde, estavam já decorridos 56'.

 

De Matheus Nunes. Perdeu-se demasiado tempo, na semana que agora termina, a discutir se o luso-brasileiro merecia integrar a selecção nacional ou a "canarinha". Esta é daquelas discussões inúteis que volta e meia despontam no futebol português. Com a péssima exibição nesta partida em Famalicão, onde foi um dos piores em campo, o debate entre os adeptos deve ser outro: Matheus merece ou não ser titular no Sporting?

 

Do autogolo de Nuno Mendes. O jovem lateral esteve muito longe das melhores exibições a que nos habituou de verde e branco. Foi infeliz ao introduzir a bola na baliza, culminando uma série de intervenções atabalhoadas nesse lance iniciadas com uma perda de bola a meio-campo e consequente abertura de uma avenida para a cavalgada do Famalicão. Outros jogadores do Sporting tiveram responsabilidade neste golo sofrido, nomeadamente Gonçalo Inácio: é ele quem remata contra a perna de Nuno, que sem querer introduz a bola na baliza. 

 

Da posição de Gonçalo Inácio. Terceiro golo sofrido pelo Sporting esta época, terceira vez em que o jovem central tem alguma responsabilidade nesses lances. Gostaria muito de voltar a vê-lo actuar na sua posição natural, como central à esquerda, e não nesta adaptação de pés trocados que começou por ser provisória e se vai tornando definitiva. 

 

De Paulinho. Outra exibição de fraco nível do nosso "ponta-de-lança" que parece jogar cada vez mais longe da baliza. Uma vez mais, não pode queixar-se de ter sido mal servido pelos colegas. Aos 53', recebeu muito mal a bola que lhe fora endossada por Nuno Mendes. Aos 84', a passe de Porro, cabeceou à figura. No último minuto, aos 90'+7, atirou muito por cima em posição frontal, desaproveitando uma assistência de Pedro Gonçalves. Com prestações destas, não admira que em cinco jogos oficiais o ex-Braga leve apenas um golo marcado na temporada em curso.

 

Da primeira parte. Nem uma oportunidade de golo para o Sporting durante os 45 minutos iniciais. Actuámos neste período como se nos pesasse a condição de sermos campeões em título. Irreconhecíveis. A primeira oportunidade surgiu apenas aos 58', quando já estavam em campo dois jogadores que saltaram do banco: Porro (em vez de Esgaio) e Nuno Santos (em vez de Jovane). O primeiro cruzou, o segundo atirou ao poste.

 

Do árbitro. Não teve influência no resultado nem faz qualquer sentido atribuirmos a perda dos dois pontos a este senhor, um dos mais fracos apitadores que se pavoneiam nos estádios nacionais. Mas Fábio Veríssimo voltou a cometer um delito de lesa-futebol ao exibir três cartões amarelos antes de haver decorrido o primeiro quarto de hora. Por lances casuais, sem qualquer justificação para este absurdo critério que estraga o espectáculo e contradiz em absoluto as orientações dadas aos árbitros na sequência do recente Campeonato da Europa, em que houve poucas interrupções de jogo e foram exibidos escassos cartões. Alguns árbitros portugueses não parecem ser deste continente. É o caso de Veríssimo, que exibiu oito amarelos, incluindo cinco a jogadores nossos: Esgaio (5'), Palhinha (14'), Nuno Mendes (41'), Pedro Gonçalves (75') e Tabata (90'+5).

 

 

Gostei

 

De Adán. Pela segunda jornada consecutiva, o melhor Leão em campo. Salvou a equipa de sofrer três golos com intervenções decisivas aos 27', 39' e 90'+5. Começa a merecer a inclusão no lote dos melhores guarda-redes de sempre do Sporting. A ele devemos ter saído de Famalicão com um empate em vez de uma derrota.

 

De Porro. Amorim preferiu manter Esgaio como titular na ala direita, mas o reforço leonino - talvez por ter sido amarelado muito cedo, de forma injusta - esteve demasiado retraído, contribuindo pouco para a dinâmica ofensiva da equipa. Com o espanhol em campo, a partir do minuto 56, o nosso jogo acelerou muito naquele corredor, de onde surgiram sucessivos lances de perigo, fazendo o Famalicão encostar enfim às cordas. Aos 58', já servia Nuno Santos, que atirou ao ferro. Aos 60', tentou marcar de chapéu a mais de 40 metros de distância ao ver adiantado o guarda-redes, que defendeu in extremis: teria sido o golo mais espectacular deste campeonato. Aos 84', outro grande cruzamento, que Paulinho desperdiçou. Todas as dúvidas ficaram desfeitas: Porro merece regressar ao onze titular.

 

De Palhinha. Esteve longe do seu melhor, nomeadamente no capítulo do passe, mas foi um dos raros sportinguistas que se destacaram da mediania ou até da mediocridade. Mesmo com amarelo a partir do minuto 14, não virou a cara à luta, batalhando sempre pela bola. Devemos-lhe o golo do empate, aos 82', dando a melhor sequência a um pontapé de canto ao colocar-se junto ao segundo poste. E leva dois já marcados neste início de temporada.

 

De Daniel Bragança. Também ele entrou bem, mostrando-se muito mais em jogo do que Matheus Nunes, que rendeu aos 73'. Bom passe longo aos 90'+2. Passe teleguiado para Pedro Gonçalves aos 90'+7: foi a nossa última oportunidade real de golo.

 

Do Famalicão. Boa exibição global da equipa dirigida por Ivo Vieira - um dos melhores treinadores da Liga portuguesa. Destaco os desempenhos de Iván Jaime, Marcos Paulo e Ivo Rodrigues. 

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