Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Chaves para as portas da vice-liderança

Sporting 2 - Desp. Chaves 1

Liga NOS - 10.ª Jornada

11 de Novembro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Muito pouco teve para fazer ao longo de quase todo o jogo e muito pouco fez nas raras ocasiões em que era preciso. Além do lance do golo do Chaves, no qual foi impotente perante o arco do triunfo de Niltinho, o guarda-redes brasileiro distinguiu-se por algumas reposições de bola muito abaixo dos mínimos.

 

Bruno Gaspar (3,0)

Despertou para alguns dos melhores e mais intensos minutos que os sportinguistas lhe viram (não muitos ao vivo, pois pouco mais de 20 mil foram ao estádio) na segunda parte, depois de ficar estendido na grande área adversária ao fazer aquilo que se pede a um lateral de um clube grande: diagonais que aumentem as hipóteses de golo. Já na primeira parte tivera uma ocasião para marcar, permitindo o desvio para canto, mas na maioria parte do tempo parecera tão detido nas movimentações quanto o homónimo que o foi contratar à Fiorentina.

 

Coates (3,5)

Nem o golo do Chaves, longe da sua área de influência, retira brilho a mais uma grande exibição do uruguaio, impondo extremas restrições ao espaço aéreo como só ele sabe. No que toca às tradicionais incursões ofensivas destaca-se uma tentativa de triangulação prejudicada pela interpretação de Bruno Gaspar do que representa ser um vértice.

 

Mathieu (3,5)

Começou o jogo com um susto, pois um atraso levou a bola a deslizar demasiado na relva molhada. Teve muito tempo para se redimir e assim fez, não só nos cortes e na pressão sobre os adversários, mas também na capacidade de esticar o jogo ofensivo dos leões.

 

Acuña (3,5)

Foi o último a tocar na bola antes do apito final, o que constituiu uma certa justiça cósmica para o argentino, novamente posicionado como lateral-esquerdo de grande vocação atacante. Deve-se-lhe o cruzamento perfeito que permitiu a Bas Dost inaugurar o marcador, outros centros que ficaram por aproveitar, uma atitude de carraça que deve causar calafrios aos adversários e a disponibilidade para disputar a bola mesmo que lhe estejam a agarrar a camisola ou a fazerem entradas de sola que são punidas com vermelho directo. A destoar em mais uma grande exibição só mesmo a liberdade que concedeu a Niltinho no lance do golo do Chaves.

 

Gudelj (3,0)

Viu um cartão amarelo por uma obstrução que provavelmente seria considerada um cumprimento cordial na Sérvia. Novamente colocado na posição mais recuada do meio-campo leonino, onde parece ter encontrado o seu nicho, voltou a servir-se do físico e da experiência acumulada para levar a água ao seu moinho.

 

Miguel Luís (3,0)

Manteve a titularidade que lhe fora entregue perante o Arsenal pelo seu antigo treinador dos tempos de júnior. Distinguiu-se pelo muito que lutou no miolo do terreno, ainda que sem nunca deslumbrar tanto quanto deverá precisar para continuar a ser aposta do novo treinador.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Teve em omnipresença o que lhe faltou em omnipotência e omnisciência, pois o seu mapa de acção cobre todo o relvado. O pior foram os resultados práticos, pois a sua tentativa de míssil teleguiado saiu directa para as bancadas esvaziadas pelo boicote da Juve Leo, uma desmarcação feita por Jovane Cabral foi desperdiçada e um passe longo que isolaria Nani não chegou ao destino. Pode ser que a pausa na Liga e a mudança de treinador ilumine o melhor futebolista da última edição da Liga NOS.

 

Nani (3,0)

Passou o tempo a construir jogadas e à procura de oportunidades para se reaproximar da liderança da lista de melhores marcadores. Valeu a pena? Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena... Teve direito a aplausos das bancadas ao ser substituído, já em tempo de descontos.

 

Jovane Cabral (3,0)

Desta vez foi titular, o que não costuma combinar assim tão bem com ele. Mesmo assim, um cruzamento para Bas Dost cabecear à figura e um remate rasteiro desviado pelo guarda-redes compensam um pontapé sem qualquer nexo junto da linha de fundo.

 

Bas Dost (3,5)

Passou dois minutos com a bola nas mãos, enquanto à sua volta os jogadores do Chaves protestavam, o videoárbitro revia as imagens e o guarda-redes era assistido. Foi autorizado a marcar o pénalti, fez o resultado final. Logo no início da primeira parte inaugurara o marcador com um cabeceamento irrepreensível, demonstrando que quem sabe nunca esquece.

 

Montero (2,0)

Preparava-se para entrar com o jogo empatado, entrou com o 2-1 e a missão de agitar o ataque, mas ficou demasiado só e lutou mais do que conseguiu obter.

 

Diaby (2,0)

Entrou para o lugar de Jovane e também oscilou de ala, logrando um bom cruzamento da direita para Bas Dost, que não andou longe de ser a única coisa digna de registo que o maliano tem para oferecer.

 

Misic (-)

Voltou a pisar o relvado em tempo de descontos. Pode ser que o Keiser engrace com ele.

 

Tiago Fernandes (3,0)

Deixa o Sporting na segunda posição, a apenas dois pontos do FC Porto, e bem posicionado para a qualificação na Liga Europa. Não só isso como aqui e acolá surgem uns vislumbres do que é construir jogadas com pés e cabeça. O interino emocionou-se no final do jogo, mas não se deve esquecer que os leões voltaram a terminar um jogo com vontade de queimar tempo para assegurar os três pontos. Estando a jogar contra dez. 

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Notas do Professor Marcel

Mal o jogo se iniciou, ambas as equipas mostrarem tendências suicidas: um flaviense confundiu um colega com uma bola de futebol e Mathieu atrasou uma bola venenosa para o seu guarda-redes. O Sporting apresentou-se com 3 médios de perfil, em bloco médio-alto, procurando o "campo pequeno", a fim de chegar mais facilmente em defensores de Chaves. 

 

A meio da primeira parte, quando se sucediam os passes falhados, na intersecção entre a linhas lateral e divisória do meio-campo Bruno Fernandes encontrou Acuña isolado pela esquerda. O argentino fez uma recepção orientada, centrou com régua e esquadro para a cabeça de Bas Dost e o holandês voador não perdoou. O Sporting poderia ter resolvido o jogo ainda no primeiro tempo mas, tal como a bola, o último passe nunca entrou.

 

O segundo tempo seguia numa toada morna até que Daniel Ramos lançou Niltinho na partida. Com a entrada do brasileiro, os flavienses encontraram as Chaves do Areeiro que lhes permitiram arrombar a trave (fechadura) da baliza leonina. O jogo aproximava-se do fim, não sem que antes o árbitro marcasse um penalty favorável ao Sporting. Na conversão, o suspeito do costume dostou, garantindo assim uma vitória e a ultrapassagem ao Braga para o segundo lugar do campeonato nacional.

 

No Sporting, Bas Dost e Acuña foram os melhores. Miguel Luís voltou a ser titular e mostrou consistência no passe, embora não tenha arriscado passes de ruptura. Gudelj continua a crescer defensivamente, mas dá pouco ao jogo a nível ofensivo. Nani e Bruno Fernandes alternaram boas cantorias com momentos dignos de ópera bufa e Jovane mostrou bons pormenores, no que terá sido um dos seus melhores jogos partindo de títular. Diaby, entrado em "modo morto de sono" a substituir o cabo-verdiano, foi a nulidade a que já nos habituou.

 

Marcel Keizer assistiu de camarote a esta partida cinzenta e algumas notas terá tirado. Em noite de Tiagos, um despediu-se a chorar e o outro deve estar a chorar a esta hora para não ser despedido. É que, sem que o (Bruno) Gallo já pudesse cantar, Tiago Martins (e o VAR), hoje muito infeliz nas decisões, renegou a (boa) arbitragem por duas vezes. Mais uma e o homem do apito ainda teria de mudar o nome para Pedro... Enfim, alguma vez haveria de "tocar" a nós...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost (lapidar no fim do jogo: "agora mais futebol, depois o título")

 

P.S. Diálogo mantido com um amigo benfiquista que me telefonou após o jogo:

- "Então o que `passou-se`?" -, perguntou-me ele como quem não quer a coisa, esboçando umas lágrimas de crocodilo.

- "Não sei, vocês é que estão (mal) habituados a isto..." -, retorqui-lhe eu, sem ponta de emoção (já chegava de choradeira por uma noite...).

 

bas dost chaves.jpg

 

Pódio: Acuña, Jovane, Nani

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Santa Clara-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Acuña: 18

Jovane: 17

Nani: 16

Gudelj: 15

Bas Dost: 15

Bruno Gaspar: 15

Mathieu: 15

Coates: 14

Renan: 14

Bruno Fernandes: 13

Lumor: 12

Battaglia: 11

Diaby: 10

Miguel Luís: 1

 

A Bola  e o Record elegeram Acuña como melhor em campo. O Jogo optou por Jovane.

Armas e viscondes assinalados: Penálti duplo derrotou ciclone dos Açores no adeus ao duplo pivot defensivo

Renan Ribeiro (2,5) 

Ainda foi o menos culpado de todos no lance do golo do Santa Clara. Nada pôde fazer, tal como nada pôde fazer noutras ocasiões que puseram em causa três pontos que tanto trabalho deram a amealhar. Sucede que a pontaria de um dos melhores ataques da Liga não esteve nada calibrada e a defesa mais vistosa do brasileiro terá sido encaixar um livre desviado pela cabeça de Nani.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Conseguiu ser o elo mais fraco de uma defesa leonina em que outro elemento fez o primeiro jogo do princípio ao fim nesta temporada. Capaz de fazer arrancadas em que nem ele acredita, e úteis sobretudo para apressar os pontapés de baliza do Santa Clara, só não esteve pior porque teve muito boa companhia na maior parte do jogo. Thierry Correia, que foi aos Açores e viu o jogo da bancada, perdeu uma oportunidade para se candidatar ao lugar.

 

Coates (3,0)

Viu o amarelo aos 14 minutos, na primeira falta que fez, perto da linha de meio-campo. Talvez por ter a espada de Damocles (nome que não destoaria no onze multinacional do Santa Clara) suspensa sobre a cabeça mostrou alguma contenção, patente na ausência de dois dos seus traços habituais - mais precisamente, a ofensiva inconsequente no meio-campo contrário e o remate de cabeça ligeiramente acima ou ao lado. Mas nem assim deixou de fazer cortes decisivos e zelar pela superioridade aérea.

 

Mathieu (3,0)

Divide responsabilidades pelo golo do Santa Clara com Lumor, pois Zé Manuel recebeu a desmarcação perfeita de Osama Rachid no meio dos dois. Tirando esse pequeno detalhe fez um jogo à sua imagem, juntando à segurança defensiva o critério no passe longo. Quase todas as jogadas do Sporting começaram nele na segunda parte, até porque os fortes ventos contrários que fazem daquele estádio um fenómeno meteorológico exigiam a potência das pernas do francês.

 

Lumor (3,5)

Só as culpas no golo da equipa da casa impedem que concorra com Acuña pelo título de homem do jogo. Aproveitou a oportunidade que lhe foi dada pelo interino Tiago Fernandes, que fez da sua titularidade uma espécie de ‘signature dish’, demonstrando ter um pulmão inesgotável e vontade de fazer a diferença. Poderia tê-la feito logo na primeira parte, ao desferir um remate poucos passos à frente da meia-lua, mas a bola saiu ligeiramente ao lado. Teve participação directa nos dois golos do Sporting, combinando bem com Jovane Cabral.

 

Battaglia (2,5)

Tinha a responsabilidade de protagonizar a morte do duplo pivot defensivo perante um dos melhores ataques da Liga e não se estava a dar nada mal. Mas saiu lesionado ainda na primeira parte e quando um duro como o argentino exibe a dor que deveras sente há que temer uma longa ausência.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Aproveitou o vento ciclónico que foi o 23.° jogador em campo (passou a 22.° quando o Santa Clara passou a jogar com dez) para lançar um dos seus mísseis de longa distância. Estava em posição frontal, conseguiu que a bola subisse e descesse no momento certo, mas o guarda-redes dos açorianos não lhe permitiu ser herói. Num jogo em que lhe foram pedidos maiores cuidados defensivos, sobretudo após a entrada de Gudelj para o lugar de Battaglia, nunca deixou de ser muito rematador e de procurar servir os colegas, embora uma das suas tentativas de marcar pudesse ser convertida com grande benefício em assistência para o desmarcado Bas Dost.

 

Nani (3,0)

Bem pode agradecer aos sportinguistas minhotos que costumam partir as montras dos talhos do árbitro Manuel Mota, pois a sua entrada às pernas de Candé, vingando-se de uma falta não assinalada do lateral, dificilmente mereceria menos do que aquela cor mais rubra do que laranja. Nani viu apenas o cartão amarelo e, mesmo assim, pareceu-lhe boa ideia empurrar um defesa do Santa Clara pelas costas minutos depois. Afastado para a ala esquerda, onde evitou encontros imediatos com o seu nemesis, muito correu, literalmente atrás do prejuízo, devendo-se-lhe o cruzamento para Bas Dost que esteve na origem da grande penalidade capaz de virar o Totobola de 1 para 2.

 

Acuña (4,0)

Poupado à catástrofe da Taça da Liga que foi o canto do cisne do homem dos touros, o lateral-esquerdo da selecção argentina foi o homem do jogo. E como extremo-direito, naquela posição 7 que em tempos foi de Luís Figo e de Cristiano Ronaldo. Antes de fazer o 1-2 - e de ca-be-ça, meus amigos - esteve sempre um passo à frente do resto da equipa e mereceu os aplausos que recebeu ao sair minutos antes do apito final. Tivesse mais pontaria nos vários remates de média e longa-distância e até receberia as chaves do estádio.

 

Diaby (1,5)

Quem acredita que o comunismo é um belíssimo modelo político, social e económico que foi mal executado vezes sem conta retirará conforto da ideia de que o 4-4-2 é um belíssimo modelo táctico que apenas teve o azar de ser executado por Diaby. O maliano repetiu as más indicações do jogo anterior, as quais contrariavam a exibição frente ao Boavista, mas desta vez esteve ainda mais perdido no relvado. Foi outro dos co-autores do golo do Santa Clara, preferindo cobrir Osama Rashid com os olhos enquanto o iraquiano fazia o passe de morte para Zé Manuel. Já não voltou após o intervalo e ficou a leve impressão de que tinha ido tarde.

 

Bas Dost (3,5)

Voltou aos golos, e fez balançar as redes duas vezes, mas na ficha de jogo só se encontra uma referência. Sucede que o holandês não esperou por Manuel Mota e marcou uma primeira vez o pénalti que castigava uma falta cometida sobre ele próprio. Repetiu, depois de ouvir o apito, e rematou para o mesmo lado, iniciando uma reviravolta facilitada pela expulsão de Patrick Vieira, o qual resolveu aplaudir o árbitro minhoto. Para trás ficou uma bola cabeceada ao lado, mesmo antes do intervalo, e uma assistência desaproveitada por Nani. E, claro está, a capacidade de atrair atenções de defesas que facilitou o golo de Acuña.

 

Gudelj (3,0)

Entrou no jogo a frio, devido à lesão de Battaglia, conseguindo uma exibição uns bons furos acima das anteriores. Manteve o adversário em sentido na sua zona de acção, valendo-se do físico e da técnica, mas não foi desta que aproveitou as segundas bolas para marcar.

 

Jovane Cabral (3,5)

Entrou ao intervalo com o mesmo fulgor de quem tem 10 ou 15 minutos para dar a volta aos acontecimentos. Forte no drible e nas combinações com Lumor, o jovem esqueceu-se dos dois jogos sem sair do banco que encerraram o consulado de José Peseiro e cruzou para o golo de Acuña, que minutos antes lhe oferecera igual oportunidade de marcar, desperdiçada pelos fracos dotes de cabeceador de Jovane. Ficou mais perto do golo num remate à entrada da área, ao qual só faltou uma rajada de vento que o desviasse das mãos do guarda-redes.

 

Miguel Luís (-)

Teve direito a uma segunda oportunidade envenenada de jogar pela equipa principal depois do minuto 90. Entrou quando o Santa Clara pressionava com garra e desespero, sendo-lhe impossível fazer seja o que for.

 

Tiago Fernandes (3,0)

O treinador interino enterrou o duplo pivot defensivo de José Peseiro e correu riscos ao apostar na titularidade de Lumor (bem) e de Diaby (mal, pois a qualidade de Montero teria sido melhor complemento a Bas Dost). Salvou Nani de si próprio ao desviá-la para a esquerda e fez bem ao não perder tempo a pôr Jovane Cabral no relvado. Viu os seus escolhidos darem a volta ao resultado e somarem três pontos preciosos, mas o sufoco dos últimos minutos é a prova cabal de que os problemas do Sporting não desaparecem à primeira chicotada psicológica, por muita ambição e talento que Tiago Fernandes tenha. Se ainda estiver à frente da equipa na difícil deslocação a Londres será interessante perceber o que aprendeu nos Açores e como o aplicará frente ao Arsenal.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sarilhos pequenos (os leões, um a um)

Renan Ribeiro - Vendo Santa Clara a debater-se com o vento, usou de caridade cristã e ofereceu uma esmola aos açorianos. Na etapa complementar, manteve-se recluso no seu Mosteiro, dada a pobreza franciscana das ofensivas insulares. 

Nota: Mi

 

Bruno Gaspar - Tem nome de Rei Mago (Gaspar, não Bruno), mas continua muito contido, meio envergonhado e ansioso, como um miúdo antes de um primeiro exame. E que exame! É que o peso da listada verde-e-branca não é para qualquer um, facto que é do "incenso" comum para Gaspar. 

Nota:

 

Coates - Cumpriu sem brilhantismo, mas teve uma preocupação com a segurança digna de um Ministro da Defesa, solenidade que o fez aventurar-se menos em terrenos inimigos.

Nota: Sol

 

Mathieu - No lance do golo açoriano, procurou o "pas de deux" com Coates e deixou entrar Zé Manuel nas suas costas. Inconformado, realizou algumas investidas ao último reduto adversário e distribuiu jogo essencialmente pela esquerda, fixando o ala insular e procurando a posição mais avançada de Lumor em relação à restante defesa leonina. 

Nota:

 

Lumor - Enganado pelo vento ou confiante de que Renan far-se-ia à bola, deixou Zé Manuel entrar pela sua frente no lance do golo do Santa Clara. Insuperável nos duelos individuais pelo chão (10 em 10), procurou sempre municiar o ataque. Mostrou velocidade e remate potente. Tem g(h)ana de vencer, o miúdo.

Nota:

 

Battaglia - "Gone with the wind". Uma lástima para a equipa. Que volte depressa e bem!

Nota:

 

Bruno Fernandes - Anda com a transmissão avariada. Patina, quando põe a mudança e as suas desmultiplicações não saem. Não está a ficar bem no retrato ou, no caso, no PASSE-partout...

Nota: Mi

 

Acuña - Cresceu muito no segundo tempo. Com o argentino em campo, o Rei Leão entoou "Acuña" (no original, Hakuna) Matata, que em dialecto suaíle significa "sem problemas".

Nota: Lá (Melhor em campo)

 

Nani - Procurou o espaço entrelinhas e deixou a sua marca no jogo (e não, não me refiro só às pernas de Mamadu). Foi um verdadeiro capitão e nunca se rendeu.

Nota:

 

Diaby - No "Convento" de Santa Clara não há lugar para o Diaby...

Nota: (u)

 

Bas Dost - Procurou a bola em toda a primeira parte e, quando ela finalmente lhe chegou, deslumbrou-se e falhou um golo fácil. Dostou exemplarmente de (re)paradinha, após "(re)falta" (foram dois insulares...) cometida sobre ele. 

Nota: Sol

 

Gudelj - Entrou ainda na primeira parte para render Batman e o mínimo que se pode dizer é que fez jus à condição de novo Vigilante dos de Alvalade. Necessita de maior tracção à frente.

Nota: Sol

 

Jovane - Já se sabia que Cabral era nome de navegador intrépido e Jovane não foge à regra. Mudou por completo o cariz do jogo, descobrindo novos caminhos para a nau leonina, entre ventos e marés adversos. 

Nota:

 

Miguel Luís - Tempo apenas para se estrear pelo Sporting em jogos a contar para o campeonato nacional.

Nota:

 

(notas de Dó Menor a Dó Maior)

 

acuña2 santa clara.jpg

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Contra o vento marcar, marcar!

Estreando Tiago Fernandes ao leme, o Sporting viu-se em sarilhos grandes para navegar com o vento pelas costas. O treinador interino leonino alterou o habitual sistema de 4-2-3-1, para um 4-4-2 que na realidade acabou por ser um 4-4-1, dado que Diaby foi uma unidade a menos durante toda a primeira parte, uma gentileza que o Santa Clara viria a retribuir na etapa complementar, com Patrick a fazer-se expulsar aos 64 minutos de jogo.

 

No primeiro tempo, o Sporting não soube aproveitar as condições atmosféricas, destacando-se apenas os tiros de canhão de Bruno Fernandes e de Lumor que causaram sensação de golo. Acrescente-se um desvio de Bas Dost, sozinho na pequena área, que quase dava à costa e pouco mais a equipa leonina fez nesse período. Em compensação, a Delegação do Benfica na Ilha de São Miguel marcou um golo, beneficiando de uma série de equívocos dos leões: Rashid colocou a bola por cima dos nossos defesas, Mathieu preocupou-se em marcar um ponta-de-lança que já estava controlado por Coates, Lumor não acompanhou a movimentação de Zé Manuel e Renan ficou, entre os postes, a filmar tudo para a posteridade. Diga-se desde já que Lumor - a grande surpresa no elenco de Tiago Fernandes - foi uma das figuras da partida, pese esse erro partilhado. Contabilizei um total de 10 duelos disputados com quem lhe apareceu pelo flanco e todos foram ganhos pelo ganês, que ainda teve ganas para ir lá à frente e provocar desequilíbrios como no lance do primeiro golo do Sporting, provando que de um ódiozinho de estimação (Jefferson) para um Lumor de Perdição basta um pequeno passo. Um pequeno passo para o homem (treinador interino), um grande passo para a Humanidade (leonina).

 

Tudo o vento levou na primeira parte, incluindo Battaglia, lesionado com gravidade num joelho, e Diaby que já não voltaria do balneário. Saiu o homem que joga mal(iano), pelo menos quando colocado como segundo avançado, e entrou o jovem Cabral, o qual teve um impacto imediato no jogo. Jogando inteligentemente contra o vento, de forma rasa (exceptuando Renan e, a espaços, Bruno Fernandes) mas sem "baixar a bolinha", e procurando trocá-la de pé para pé, os leões foram aproveitando a disponibilidade física de Lumor e de Jovane para ganharem metros dentro do meio-campo micaelense. Numa dessas jogadas, Lumor viu Nani desmarcado na face lateral esquerda da área açoriana e colocou-lhe lá a bola. O capitão olhou e procurou a entrada de rompante de Bas Dost, o qual viria a ser desequilibrado por dois adversários. Manuel Mota apitou para grande penalidade e Bas Dost marcou à primeira...e à segunda, esta finalmente sancionada pelo árbitro. Pouco tempo depois, mais uma incursão de Lumor e lançamento para o Sporting. O ganês deu a Jovane e este centrou maravilhosamente para o segundo poste, onde Marcus Acuña apareceu surpreendentemente a marcar de cabeça. 

 

O Sporting ainda poderia ter dilatado o marcador, mas para não variar ficou à mercê de um capricho da sorte ou do vento. Assim, num último estertor, o Santa Clara esteve à beira de marcar por duas vezes, com pontapés que fizeram a bola passar muito perto do poste direito da baliza à guarda de Renan Ribeiro.

 

Nos leões, destaques para Acuña, Lumor, Jovane e Nani, este último um capitão que sempre procurou lutar contra ventos e marés, devendo apenas refrear algumas abordagens mais próprias de piratas. Gostei da entrada de Gudelj, hoje mais intenso defensivamente, embora continue a faltar-lhe participação ofensiva. Vitória justa do Sporting e estreia auspiciosa de Tiago Fernandes, para quem a viagem aos Açores acabou por se revestir de sarilhos pequenos. Nada como ser fiél às origens, portanto.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Marcus Acuña 

acuña santa clara.jpg

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa vitória contra o Santa Clara, por 2-1. Triunfo indiscutível da nossa equipa num campo muito difícil e contra uma equipa que vinha de quatro vitórias consecutivas (três para a Liga). Ao intervalo, perdíamos 0-1 em Ponta Delgada. Mas soubemos dar a volta ao marcador, beneficiando também da expulsão de um jogador da turma açoriana, aos 62', logo após o nosso primeiro golo, de grande penalidade.

 

Do dispositivo táctico. Tiago Fernandes, treinador interino, arriscou colocar a equipa num 4-2-3-1 mais aberto e dinâmico, apenas com dois médios no corredor central e fazendo regressar Acuña às alas, entregando a lateral esquerda a Lumor, que só tinha 28' de jogo até agora nesta época. Os jogadores, naturalmente, estão pouco rodados neste sistema, o que facilitou algum predomínio inicial dos açorianos, mas sobretudo a partir da segunda parte - com clara supremacia leonina - foram-se adaptando e dando boa resposta.

 

De Acuña. É um desperdício ter o internacional argentino recuado na lateral. Quando surge à frente, com a sua dinâmica e a sua combatividade, rende muito mais à equipa. Hoje foi o melhor em campo, protagonista de bons cruzamentos e sobretudo do nosso golo da vitória, marcado de cabeça, a partir da ala direita. Estavam decorridos 75', consumava-se a reviravolta e ficavam garantidos os três pontos que trazemos hoje dos Açores.

 

De Jovane. A subida de rendimento do Sporting no segundo tempo deve-se em boa parte à acção do jovem extremo, que entrou após o intervalo, substituindo um apático e desconcentrado Diaby. O caboverdiano acelerou o jogo, deu-lhe acutilância e profundidade. E é dele a assistência para o golo da vitória, confirmando ser um dos elementos mais influentes de verde e branco nesta Liga 2018/2019.

 

De Bas Dost. Totalmente recuperado da lesão, ei-lo regressado à titularidade e também aos golos, confirmando a sua importância neste plantel leonino. Foi ele a marcar o nosso primeiro, de grande penalidade: chamado a convertê-la, não vacilou, abrindo o marcador aos 62'. Não se limitou a isto: trabalhou para a equipa, participou no processo defensivo e soube trabalhar sem bola, baralhando as marcações.

 

Da rotação na equipa. Entrámos hoje em campo com sete titulares diferentes daqueles que alinharam há dias, contra o Estoril, para a Taça da Liga. Subida evidente de rendimento global: este Sporting, naturalmente, tem pouco a ver com a turma composta quase só por "segundas linhas" naquele encontro que marcou a despedida de José Peseiro numa prova que serve sobretudo para isso: para rodar jogadores.

 

Da entrada de Miguel Luís. O jovem médio da nossa formação teve hoje mais uns minutos, entrando já no tempo extra, para o lugar de Acuña. Um prémio para o seu empenho nos treinos e para o seu talento muito promissor. Ele merece.

 

Da nossa recuperação na tabela classificativa. Beneficiámos da derrota caseira do Benfica frente ao Moreirense e levamos dois pontos de vantagem sobre a turma encarnada, que agora ultrapassámos. Por outro lado, mantemos dois pontos de distância em relação ao líder da Liga, FC Porto. Isto significa que continuamos a depender só de nós. Já era assim antes, continua a ser assim agora.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Battaglia. Estavam decorridos 27' quando o internacional argentino - hoje isolado na posição de médio defensivo - se lesionou com aparente gravidade, sendo forçado a abandonar o campo transportado de maca. Para o seu lugar entrou Gudelj, hoje inicialmente relegado para o banco. O sérvio, que parece mais 8 do que 6 no seu posicionamento natural, acabou por dar boa conta do recado. Mas é intrigante o elevado número de lesionados desta época no Sporting.

 

Da ausência de Montero. É um dos nossos melhores: gostaria que tivesse jogado.

 

De chegar ao intervalo a perder. Um contra-ataque rápido do Santa Clara, potenciado por uma falha de marcação de Lumor, permitiu a José Manuel rematar para o fundo das nossas redes. Esta desvantagem, registada aos 32', condicionou a nossa equipa até ao intervalo apesar de jogarmos a favor do vento. Felizmente as coisas mudaram no segundo tempo. A entrada de Jovane ajudou bastante. E a expulsão de Patrick, que nos pôs em vantagem numérica, também.

 

De mais um golo sofrido. Há 25 jogos consecutivos - 17 no campeonato - que vemos as nossas redes violadas em jogos disputados fora de casa. Números preocupantes para uma equipa que sonha com títulos e troféus. O último desafio em que evitámos sofrer pelo menos um golo remonta a 27 de Outubro de 2017.

 

Das más condições atmosféricas. Chuva, rajadas de vento e um terreno enlameado condicionaram a qualidade do espectáculo - quase deplorável, sobretudo na primeira parte. Faz parte das contingências de um desporto de Inverno, como dizem ser o futebol.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Arsenal do Alfeite

Desde que o Cova fez a Folha, sem Piedade, ao Super-Portimonense do nosso descontentamento que já não sei onde enterrar o meu desgosto. Nesse sentido, tinha a ideia fisgada de que o jogo de ontem oferecia-se como uma oportunidade de dar a volta por cima. Ao fim de uma série de jogos a tratar Davids como Golias, nada como medir forças com um verdadeiro gigante do futebol europeu. 

 

De um lado tínhamos o poderoso Arsenal de Londres, do outro o Arsenal do Alfeite, a nova identidade da equipa de futebol do nosso Sporting. Que até poderia ser coisa boa, caso tal reflectisse a reparação e reconstrução de uma grande equipa, mas afinal é tão só um estaleiro. De jogadores. Ontem, Ristovski foi a nova baixa, a juntar a Mathieu, Bas Dost, Wendel, Battaglia e Raphinha, tudo jogadores que já pararam por lesão desde que a época começou.

 

O Sporting iniciou o jogo com três tristes trincos(*), dispostos sob a forma de um triângulo de área mínima. Petrovic era o elemento mais recuado, Battaglia e Gudelj jogavam a par. Na frente, Montero no meio, Nani e o armador Bruno Fernandes, desterrado, a revezarem-se nas alas. A defesa foi a habitual, com Acuña no lado canhoto, e na baliza a novidade Renan. (É verdade, o futebol evoluiu muito desde os meus tempos de juventude. Nas "peladas", que fazia com os amigos, o gordo ia sempre à baliza(*), agora não deixam o Viviano jogar.) 

 

O Arsenal, que tinha tido um jogo na segunda-feira (Leicester) e terá outro no Domingo (West Ham) parecia disposto a cumprir os serviços mínimos, isto é, a jogar para o pontinho. Deste modo, a primeira parte arrastou-se sem grandes oportunidades de golo e com o Sporting a conseguir dar réplica e dividir a posse de bola. A melhor oportunidade até terá sido um remate muito bem executado por Nani, com força e colocação, que passou muito perto da barra da baliza defendida por Leno. O pior viria depois. Desde logo porque Gudelj, que já não estivera famoso, não voltou do balneário, fazendo-se substituir por um holograma, projecção de um jogador cheio de estilo mas com intensidade nula. Assim, a equipa partia-se constantemente em duas, com 3 elementos praticamente inofensivos no ataque e os restantes barricados uns bons 20 metros atrás. Exceptuando Montero, que conseguiu variadas vezes segurar a bola e (des)esperar por uma linha de passe, toda a equipa parecia amorfa. Mesmo a melhor unidade do primeiro tempo, o argentino Acuña, parecia reclamar por uma botija de oxigénio, tal o cansaço que começou a aparentar. Peseiro demorou, mas acabou por fazer o óbvio: retirou Gudelj e colocou Jovane em campo. A ideia parecia boa, mas a forma como o treinador mexeu na disposição da equipa no terreno estragou o resto: Petrovic, outra das melhores unidades, passou a jogar a par com Battaglia e Bruno Fernandes assumiu o meio, só que foi jogar muito perto de Montero, cavando um fosso ainda maior no meio campo. Assim, embora ganhando com a agitação que Jovane trouxe ao jogo, as perdas foram superiores, dado que deixou de haver qualquer tipo de ligação entre sectores. Aproveitando este desnorte táctico, o Arsenal, que entrou no segundo tempo a todo o gás e já vira Renan negar-lhe duas ou três ocasiões e o árbitro outra, acabou por marcar, num lance em que, primeiramente, Aubameyang beneficiou do duplo-pivot leonino para com um subtil toque de calcanhar colocar a bola entrelinhas e, seguidamente, aproveitou uma fífia de Coates (um clássico a este nível) para marcar, por Welbeck, ocasião não desperdiçada por Peseiro para dar os 5 minutos da praxe a Diaby, o tal jogador que Cintra escolheu com o "Dr Pedro Pires que é uma enciclopédia de futebol" e afirma que encanta o treinador, mas que cheira a "flop" por todos os poros.

 

No Sporting, Montero foi o melhor. Renan esteve bem, mas a sua colocação de pés, no lance do golo inglês, não pareceu pacífica (bola entre as pernas). Petrovic e Acuña desceram muito de produção no tempo complementar. Os piores terão sido mesmo a equipa - nenhuma desmultiplicação na transição ofensiva - e o árbitro, que deixou passar em claro, ainda na primeira parte, uma falta de um "gunner" sobre Montero, quando este corria isolado para a baliza, lance que, na minha opinião, mereceria a amostragem do cartão encarnado e poderia ter mudado o jogo.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Fredy Montero

 

(*) Agradecimento aos Leitores JG e Rute Rockabilly pela inspiração

arsenalsporting.jpg

 

Armas e viscondes assinalados: Só fez falta quem lá esteve

Sporting 2 - Marítimo 0

Liga NOS 6.ª Jornada

29 de Setembro de 2018

 

Salin (3,0)

Perdeu uma excelente oportunidade para reler clássicos da literatura gaulesa, ou para aliviar a caixa de correio electrónico, tão pouco foi o trabalho que o ataque do Marítimo lhe deu. Ainda assim poderia ter sofrido um golo mesmo antes do intervalo, mas teve a felicidade de um certo argentino ter sido adaptado a lateral-esquerdo.

 

Ristovski (2,5)

Diga-se, em sua justiça, que qualquer um se arrisca a parecer um Robin se tiver um Batman ao lado. Muito solicitado por Raphinha, que criou espaço à direita suficiente para mais três novos partidos como o de Santana Lopes, o macedónio executou todo o género de cruzamentos para a grande área adversária tirando os cruzamentos eficazes. A defender também esteve algo permeável, devendo-se-lhe a melhor ocasião do Marítimo em toda a noite, mas foi salvo pelo colega da esquerda. Na segunda parte, enquanto o colectivo colapsava, melhorou na travagem das ofensivas madeirenses e ainda  tentou o golo com um remate forte o suficiente para criar aflições.

 

Coates (3,0)

Voltou a perder a bola para um adversário na zona de perigo, tendo o mérito de resolver a sua malfeitoria com um corte arriscado. Mas no resto do jogo foi o muro que ajuda a manter a equipa na corrida, sendo que a habitual arrancada pelo meio-campo contrário teve desta vez consequências de somenos: um contra-ataque facilmente resolvido pelos colegas da linha defensiva menos obcecados em subir na vida.

 

André Pinto (3,0)

Tal como sucede com os árbitros, acaba por ser meritório que não se dê muito pela presença do substituto de Mathieu. Tanto assim foi que se fez notar pela primeira vez ao ser-lhe mostrado o cartão amarelo, pois agarrou um adversário que o deixara mal ao fazer passar a bola por cima de si. Desse momento em diante regressou para um estado de invisível eficiência que é a sua imagem de marca.

 

Acuña (3,5)

O corte providencial que impediu o Marítimo de reduzir para 2-1 foi a cereja no topo do bolo constituído por mais uma exibição repleta de raça nas bolas divididas (e nas bolas confiscadas), de clarividência no lançamento do contra-ataque e de brilho no posicionamento.    Talvez fosse boa ideia fazer um clone para precaver lesões ou castigos internos por insultar o treinador.

 

Petrovic (3,0)

Recebeu audíveis aplausos das bancadas ao fazer a versão adriática da roleta marselhesa para salvaguardar a posse de bola perante a cobiça de dois fulanos vindos da pérola do Atlântico. Titular devido à gripe de Battaglia, superou as baixas expectativas dos adeptos, sem nunca comprometer a segurança da baliza leonina. Ainda se aventurou em lances de ataque, mas a sua técnica muito particular de ganhar lances (avançar a bola e atirar-se para cima do adversário) ainda carece de ser aprimorada.

 

Gudelj (2,5)

Viu o cartão amarelo muito cedo, o que poderá muito bem explicar que tenha estado ligeiramente mais calmo. Na segunda parte foi parte integrante da perda gradual do meio-campo, chegando-se ao paradoxo de o Sporting ter menos posse de bola num jogo que pareceu controlar desde o início.

 

Raphinha (3,5)

Sofreu a falta para grande penalidade tirando partido da velocidade com que se desmarca e marcou o livre que permitiu a Montero fazer o resultado final. No resto do jogo combinou (bem) com Bruno Fernandes e (nem por isso) com Ristovski, quase conseguiu oferecer o 3-0 ao capitão e reforçou a ideia de que aqueles 6,5 milhões de euros irão multiplicar-se mais tarde ou mais cedo.

 

Jovane Cabral (3,0)

Eis os factos: o ainda apenas cabo-verdiano fez o passe de ruptura para Raphinha que originou o pénalti do 1-0 e sofreu a falta junto à linha lateral que abriu caminho para o 2-0. Mas tal como Narciso se deixou enfeitiçar pela sua imagem reflectida na água, também Jovane está demasiado apaixonado pela capacidade de driblar, sucedendo-se jogadas em que enfrentou um trio de adversários, perdendo invariavelmente a bola para o terceiro. Se o olhar de Acuña pudesse matar estariam os sportinguistas de luto pela funesta consequência da segunda tentativa de penetração na grande área que o habitual suplente culminou deixando sair o esférico pela linha de fundo...

 

Bruno Fernandes (3,5)

Capitão de equipa devido ao castigo imposto a Nani, poupou-se às discussões com homens do apito que lhe têm valido a maioria dos recorrentes cartões amarelos que recebe. Preferiu gastar energias na construção de jogadas e mesmo que os remates de longe insistam em não sair, o certo é que voltou a marcar, de pénalti, sem apelo nem agravo. Eleito homem do jogo, teve atitude de capitão e ofereceu o troféu ao regressado Carlos Mané.

 

Montero (3,5)

Pôs termo ao seu pequeno jejum (desde a aziaga final da Taça de Portugal) com um toque pleno de oportunidade, a mesma que demonstrou ao roubar uma bola logo no início do jogo, forçando o espoliado do esférico a agarrá-lo antes que fugisse para a baliza. Lutador incansável, rematou muito e só não teve grande taxa de sucesso nos duelos aéreos com os defesas.

 

Misic (2,0)

Entrou aos 77 minutos para o lugar de Jovane, numa substituição que colocou três médios defensivos oriundos de países balcânicos no relvado em simultâneo - e isto sem contar com o macedónio Ristovski ou com o argentino Acuña, que facilmente obteria cidadania honorária de um desses países. E o certo é que o Marítimo não marcou.

 

Diaby (=)

Mais cinco minutos em campo. Mas a acreditar nos jornais a culpa é da selecção do Mali, cuja convocatória atrasou a integração no grupo.

 

Carlos Mané (-)

Um dos raros representantes da Academia de Alcochete no actual plantel regressou a Alvalade e aos relvados após prolongada ausência por lesão e empréstimos decididos por Jorge Jesus. Merecia mais do que um mísero minuto.

 

José Peseiro (2,5)

Tinha tudo para ser uma noite relaxada. Mesmo com Nani na bancada, e apenas três titulares da época passada no onze titular, viu-se a vencer cedo, recebeu o golo da tranquilidade antes do intervalo e... deixou-se adormecer. O Marítimo ganhou espaço e bola, vários jogadores estavam esgotados (Jovane ficou a dever uns bons 20 minutos ao banco de suplentes) e mesmo assim esperou aos 77 minutos para mexer na equipa, acrescentando mais um médio defensivo aos dois já existentes. Será que o treinador do Sporting protelou as substituições com medo de que mais algum substituído o mandasse para um lugar desagradável?

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Cara baga?

O jogo iniciou-se à hora do jantar e o primeiro prato não deixou grandes recordações. O Sporting apresentou-se em campo com Gudelj a formar com Battaglia o tão odiado (não estão em causa os jogadores) duplo-pivô de meio campo - Bruno Fernandes adianta-se para pressionar a saída de bola e fica um buraco no centro do terreno, onde os adversários jogam à vontade - e Acuña no lugar habitualmente ocupado por Jefferson, este último facto saudado pelos adeptos presentes no estádio como se o referendo popular tivesse finalmente vencido. De regresso esteve Ristovski, o qual continua a entrecortar grande voluntarismo com uma recepção orientada de bola digna dos distritais. Apesar do controlo das operações por parte dos leões, os azeris foram conseguindo neutralizar o perigo junto da sua área, inclusivamente quase marcando após uma desatenção de Coates, o nosso Ministro da Defesa, que em cada edição da Liga Europa vai demonstrando propensão para o hara-kiri. Do nosso lado, de real perigo, apenas de destacar uma brilhante incursão de Mathieu, que investido de ala esquerdo picou a bola sobre um defesa e foi buscá-la à frente, concluída com um habilidoso toque de calcanhar de Montero que quase surpreendia o nosso velho conhecido Vagner (ex-Boavista e Estoril). Depois de muita parra e pouca uva, foi preciso esperar pela sobremesa para que a equipa leonina pudesse saborear uma primeira baga azeri. Um fruto pequeno para tanta lavoura, mas ainda assim suficiente para deixar um travo doce na boca de jogadores e espectadores: Bruno Fernandes caminhou frontalmente à baliza, abriu na direita para Nani e este tirou um centro rasteiro, com uma curva geométrica tão perfeita (para o segundo poste) que Gauss teria usado para enunciar o seu teorema da curvatura das superfícies. Raphinha empurrou para as redes. 

 

Com o golo, o Sporting tomou definitivamente o controlo das operações, algo só fugazmente colocado em causa quando Gudelj tentou imitar Coates e ofereceu um golo de bandeja aos azeris. Valeu, nesta e na outra ocasião, o guarda-redes Salin. À medida que o sérvio ia declinando fisicamente, mais aparecia Battaglia. Batman, o vigilante de Alvalade City, foi enorme nesta fase, recuperando inúmeras bolas e logo avançando para o ataque. Pena que o seu tempo de passe tenha um fuso horário diferente do resto da equipa... Começando na direita, Raphinha acabou por ser decisivo pela esquerda. Após ter marcado o primeiro golo, assistiu primorosamente o talismã Jovane para o segundo e último da noite. Destaque para a recuperação de bola e o túnel de calcanhar que Montero aplicou ao defesa azeri, no início da jogada. 

 

No Sporting, Raphinha - o seu "ph" causa tanta acidez nos adversários que se recomenda uma ida à pharmácia - e "Muttley" Acuña estiveram muito bem. O argentino foi imperial em terrenos mais recuados e mostrou a garra habitual que o fez subir amiúde no terreno. Além disso, variou muito mais do que Jefferson as acções pelo flanco esquerdo, nomeadamente procurando combinações e jogo interior, em detrimento de centros à toa para uma grande área habitualmente muito pouco povoada de jogadores leoninos. Bem, estiveram Battaglia (um Exterminador Implacável, mesmo com o tal "passe com jet lag"), Bruno Fernandes - aquele túnel que sofreu foi algo tão anti-natura que fez lembrar aquele antigo anúncio do Restaurador Olex - e Nani, embora este, esgotado fisicamente, devesse ter saído mais cedo, à semelhança de Gudelj (fez os 90 minutos). O sérvio impôs-se nos primeiros 15 minutos, mas depois foi caindo. Montero, pelas movimentações e participação no segundo golo, Jovane por ter protagonizado mais um momento decisivo (dois minutos após ter entrado em campo) - leva dois golos, uma assistência, dois penáltis sofridos e uma outra participação em golo em apenas 149 minutos jogados(!!) - e Mathieu também merecem realce. Pena que o gaulês tenha abandonado o terreno de jogo por lesão, o que presumivelmente o afastará do jogo em Braga. Saiu cara a baga extraída da equipa (Qarabag) que vinha do Azerbeijão...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Raphinha (sempre entre os melhores nos últimos 3 jogos)

 

sportingqarabag.jpg

 

Balanço (19)

img_757x498$2017_09_23_17_22_58_670330[1].jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre ACUÑA:

 

Eu: «O recém-chegado argentino Marcos Acuña, em estreia absoluta de verde e branco, merece elogio. As primeiras impressões contam muito - e neste caso foram muito positivas. Pela forma acutilante como entrou em jogo, na ala esquerda da nossa linha avançada.» (22 de Julho)

- Edmundo Gonçalves: «Parece-me que vai pegar de estaca.» (23 de Julho)

- Pedro Boucherie Mendes: «É reforço e finalmente temos um sul-americano que come a relva e não é obcecado por fintinhas e adornos.» (31 de Julho)

- Pedro Azevedo: «Faz lembrar aqueles bonecos com que brincávamos em pequenos, os sempre-em-pé. O homem cansa só de o ver jogar. (...) Parece ter uma mudança a mais, corre, centra, remata, desarma e faz diagonais para o meio do campo.» (6 de Agosto)

- João Távora: «Exibe uma generosidade excepcional a defender, umas ganas bestiais a atacar e um faro de golo raro.» (6 de Agosto)

- José da Xã: «Do que já vi, e de todos os jogadores que chegaram este ano, há três que se destacam de todos os outros: falo de Mathieu, Acuña e, como não podia deixar de ser, Bruno Fernandes.» (2 de Setembro)

- Francisco Melo: «Estou rendido a Marcos Acuña. Espalha classe pelo campo, enverga a camisola a 200% e pauta-se por uma grande disciplina e rigor durante os 90 minutos. Parece que já joga no nosso campeonato há uma boa série de anos, mas a verdade é que só chegou há pouco.» (24 de Outubro)

- JPT: «Grande jogo de Acuña, a desdizer-se cansado e precisado de férias, ontem o melhor em campo.» (1 de Fevereiro)

Tudo ao molho e FÉ em Deus - O (J)amor nos tempos de cólera

De um lado estava uma Altice equipa, do outro uma equipa a precisar de desatar alguns NOS, mas o destino do jogo teve dois momentos reveladores logo no seu início. Primeiro, Battaglia perseguiu uma bola ombro-a-ombro com Brahimi e abafou-o. De seguida, Acuña rodou como um discóbolo sobre Maxi Pereira, ganhou a bola e viu o seu adversário sair projectado uns bons 3 metros. Dois argentinos do Sporting, dois dos vários sul-americanos em evidência na equipa leonina. 

 

Presságios à parte, o primeiro tempo foi um joguinho. O Porto sufocou de pressão o coração (meio campo) da construção leonina. Com todas as artérias por onde se poderia escoar o futebol do Sporting bloqueadas, o cérebro (Bruno Fernandes) não teve oxigénio para pensar o jogo, o que afectou a motricidade colectiva. Ainda assim, coube aos leões a melhor oportunidade: mesmo com o ar rarefeito, Gelson conseguiu conjugar um pique com a ginga que tem naquele corpo de dançarino e deixou Alex Telles a pedir multa por excesso de velocidade; de seguida, o ala leonino decidiu bem, colocando a bola no sítio certo, na pequena área, mas o lance perder-se-ia perante a complacência de um insolitamente amorfo Dost.

 

A segunda parte já foi um jogo. O Sporting agarrou a partida pelos colarinhos e foi pressionando a equipa portista. Tal intensificar-se-ia após Jorge Jesus ter mexido na equipa, primeiro acidentalmente - fazendo entrar Ristovski por lesão de Piccini - , depois decisivamente, trocando Fábio Coentrão por Montero. Pressentindo a fraqueza do adversário, vendo a presa ali à mercê, o treinador leonino colocou novos desafios à defesa portista. Entretanto, o nosso Exterminador Implacável desparasitava os vírus e bactérias com que outrora a equipa do Dragão contaminara o nosso meio campo, arranjando ainda tempo para combinar com Gelson dentro da área portista ou subir mais alto, após um canto, possibilitando o remate vitorioso, com o pé direito, a Coates. E só não foi ainda mais longe, porque Jorge Sousa lembrou-se de vêr uma falta - após uma recuperação de bola no último terço portista - onde só houve o ímpeto de um homem empenhado em trazer justiça ao povo de Alvalade. Exterminador Implacável, Homem do Bombo ou, simplesmente, Batman, ele é nosso, ele é Rodrigo Battaglia.

 

A partida foi para prolongamento e este foi um jogão. Na primeira metade, o Sporting desperdiçou 3 boas oportunidades, por Gelson, Montero e Bruno Fernandes. Na segunda, Doumbia - acabado de ser lançado em campo, por troca com Dost - foi à procura da fortuna, mas o MÁXImo que conseguiu foi encontrar um mealheiro na cabeça do defesa uruguaio do FC Porto. Entrámos então na "lotaria" das grandes penalidades e os nossos jogadores mostraram uma concentração e pontaria fantásticas, qualificando-se assim para a final do Jamor.

 

No Sporting, destaque para as excelentes exibições de Sebastián Coates - decisivo no desarme sobre Soares, oportuno no golo que empatou a eliminatória e exemplar no penálti marcado (ai Jesus, que sofrimento quando o vi partir para a bola...) - , Marcus Acuña (incontáveis as vezes que percorreu, acima e abaixo o seu corredor) e Rodrigo Battaglia (o melhor que se pode dizer dele é que na sua área de acção a relva não cresce). Muito bem, também, Mathieu, o super intenso Ristovski (que pulmão!!) e Gelson. "Monteiro" (marcou o penálti decisivo com a frieza de um cirurgião, noutro lance, deixou Alex Telles nas urgências de nefrologia e ameaça tornar-se no maior carrasco de Sérgio Conceição em Taças de Portugal), Bryan Ruiz (bom jogo) e Bruno Fernandes (com o corpo a pedir cama e os pulmões uma máscara de oxigénio, foi melhorando durante a partida) também foram decisivos, marcando de forma irrepreensível os seus castigos máximos. Num jogo para homens de barba rija, a nossa equipa nunca se desorientou perante o ímpeto contrário e, tal como Cassius Clay, soube ir dançando com o adversário, desgastando-o até lhe aplicar a estocada fatal. Não deu para k.o., mas ganhámos na decisão por pontos. Está de parabéns, Jorge Jesus.

 

Num tempo de cólera no futebol português, esta vitória do Sporting é o triunfo do enorme amor que os seus adeptos têm pelo jogo e pelo clube, que vai passando de geração para geração, enchendo bancadas ao longo dos anos, independentemente da escassez de títulos e das razões que todos sabemos a justificam. Ontem, jogámos como SEMPRE e ganhámos como NUNCA. Uma força bem viva e indestrutível! Vivó SPORTING !!! 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Sebastián Coates, Rodrigo Battaglia e Marcus Acuña(*)

 

#savingprivateryan

 

(*) após muita ponderação, hesitação e sono, não consegui desatar o nó, pelo que excepcionalmente atribuí o título de melhor em campo a este trio de sul-americanos.

sportingportotaçaportugal.jpg

 

Quente & frio

Gostei muito da vitória desta noite em Alvalade frente ao Atlético de Madrid, um dos colossos do futebol europeu: o Sporting impôs à equipa adversária a primeira derrota na Liga Europa nesta temporada. Vencemos por 1-0, com golo de Montero logo aos 28' correspondendo muito bem a um cruzamento de Bruno Fernandes: o colombiano redimiu-se assim do falhanço à boca da baliza na capital espanhola, faz hoje oito dias. Também gostei muito de ver a dinâmica colectiva e o espírito solidário dos nossos jogadores, que dominaram toda a partida, condicionando e vulgarizando os colchoneros. Tudo isto na sequência de dias muito complicados para a agremiação leonina.

 

Gostei dos aplausos vibrantes aos nossos jogadores no final do encontro, realizado quase sempre sob chuva intensa. Aplausos mais que merecidos ao colectivo leonino, em que se destacaram as exibições de Acuña, Gelson, Bruno e o marcador do nosso golo solitário, com o argentino a evidenciar-se como o melhor Leão, num desempenho quase perfeito: foi dele o primeiro disparo com muito perigo, rasando o poste aos 4', fez os melhores cruzamentos e assegurou o controlo de todo o nosso corredor esquerdo, tanto na manobra defensiva como na construção ofensiva, ludibriando Juanfran à frente e neutralizando Torres atrás. Jorge Jesus montou muito bem a equipa, com uma linha de três centrais e dois falsos laterais adiantados no terreno em reforço da muralha do meio-campo, ganhando sucessivas segundas bolas em movimentações constantes. Os aplausos finais confirmam: os adeptos estão definitivamente reconciliados com os jogadores, que deram o máximo em campo e bem mereceram este tributo.

 

Gostei pouco que esta vitória tivesse sido insuficiente para nos fazer transportar às meias-finais da Liga Europa. Ficámos por aqui, mas fomos de longe a melhor equipa portuguesa nas competições europeias desta temporada, em que chegámos a defrontar Juventus e Real Madrid. Se Montero não tivesse falhado aquele golo mesmo ao terminar o desafio no estádio do Atlético, ganharíamos sem favor o passaporte para a fase seguinte. Também merece elogio o guarda-redes Oblak, que hoje fez duas monumentais defesas, travando os disparos para golo de Coates (aos 10') e Bryan Ruiz (aos 45').

 

Não gostei que o Sporting tivesse jogado tão desfalcado. Sem quatro titulares habituais, por castigo ou lesão: Bas Dost, Coentrão, Piccini e William Carvalho ficaram de fora. O holandês, que tem marcado cerca de metade dos golos leoninos, foi talvez o que mais fez falta no relvado de Alvalade. Como se isto não bastasse, também Mathieu viria a lesionar-se, abandonando o campo aos 25': felizmente o seu substituto, Petrovic, deu boa conta do recado. E desta vez o bloco defensivo comportou-se muito bem, cumprindo os 90 minutos de forma quase irrepreensível. Destaque negativo apenas para Rúben Ribeiro, lá mais à frente: entrou aos 70', substituindo Bryan Ruiz, e voltou a demonstrar que não tem categoria para integrar o plantel do Sporting. Daí ter sido o único jogador a ouvir assobios nas bancadas.

 

Não gostei nada que a primeira mão destes quartos-de-final tivesse suscitado tanta polémica - como se o Atlético de Madrid fosse um Videoton ou um Skënderbeu. Não havia necessidade, como esta segunda mão bem demonstrou. Agora há que olhar em frente e tentar recuperar os jogadores que estão lesionados ou acusam extrema fadiga física e mental, cumpridos que estão 53 jogos oficiais nesta época - uma das nossas mais desgastantes de sempre.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória arrancada a ferros. Batemos o Tondela esta noite, por 2-1, com o golo do triunfo a ser apontado por Coates quando já se iniciara o nono minuto do tempo extra, que em princípio deveria escoar-se apenas em quatro. Registou-se uma explosão de justa e compreensível alegria entre os adeptos leoninos que se deslocaram ao estádio daquela cidade da Beira Alta e certamente um pouco por todo o País e nas partes do mundo que acompanhavam a transmissão em directo do jogo pela rádio ou pela televisão.

 

De Bas Dost. Regressou à equipa após três semanas de ausência e voltou em forma: à primeira oportunidade, com notável sentido posicional, marcou logo um golo. O nosso primeiro, aos 26', cabeceando da melhor forma com notável tempo de salto. Participou ainda na construção do segundo, amortecendo a bola que havia sido bombeada a 40 metros de distância por William Carvalho e servindo-a, na prática, como assistência para o finalizador Coates.

 

De Acuña. Para mim, o argentino foi o melhor em campo nesta partida: dinâmico, veloz, esticando o jogo, desequilibrando as marcações adversárias. E assegurou duas posições diferentes no seu flanco. Fez a assistência para o primeiro golo com um cruzamento milimétrico para o holandês. Repetiu a proeza em duas outras ocasiões: aos 45', servindo Mathieu (que cabeceou por cima) e aos 87' para Doumbia (que desperdiçou). Com a saída de Bruno César - hoje lateral esquerdo titular na ausência de Coentrão por castigo - recuou para a ala defensiva, onde também cumpriu a missão, mas sem nunca descurar a manobra atacante, bem útil quando a nossa equipa já jogava apenas com dez.

 

De William Carvalho. Falso lento, está sempre em jogo. E voltou a funcionar como o dínamo do onze leonino, pautando tanto a manobra defensiva como a corrente ofensiva. Hoje não se limitou ao meio-campo: quando foi necessário, cumpriu aquilo que o treinador lhe pediu, funcionando como defesa central de emergência após o vermelho exibido a Mathieu. Mas na retina dos adeptos ficou, acima de tudo, o seu espectacular passe longo do último lance que viria a ser muito bem recolhido por Bas Dost, daí resultando os três pontos que o Sporting trouxe de Tondela. Jogadores como o nosso capitão fazem a diferença nestes pormenores. Que são pormaiores.

 

De Bruno Fernandes.  Boa partida do nosso médio criativo, que a partir da recomposição táctica imposta pela expulsão de Mathieu recuou para médio de contenção, ocupando a posição antes confiada a Willliam: deu boa conta do recado. Os melhores remates de meia distância, como é hábito, saíram dos pés dele: um aos 45', travado in extremis pelo guardião do Tondela, outro aos 78', noutro disparo muito bem colocado.

 

De Coates.  Começou por ser o vilão e acabou por tornar-se o herói leonino desta partida. Primeiro, aos 13', quando por lentidão de reflexos falhou uma intercepção de bola, permitindo a cavalgada do Tondela para o golo inaugural. Depois, ao marcar um golo em que quase ninguém já acreditava mesmo ao cair do pano desta partida. Neste último lance, o central uruguaio confirmou aquilo que sabíamos: tem raça e garra de Leão. Conscientes disto, perdoamos-lhe as falhas ocasionais: a desta noite já está esquecida.

 

Da "estrelinha". Há muito venho observando por aqui que o Sporting, nesta temporada, tem "estrelinha de campeão". Talvez em nenhum outro jogo da Liga 2017/2018 isso tenha sido tão flagrante como neste embate com o Tondela, que foi um digno vencido. É uma boa notícia para nós: não há jogo sem sorte e não há campeão sem estrelinha.

 

De Jorge Jesus. O treinador teve bons reflexos ao gerir os efeitos da inesperada e desagradável expulsão de Mathieu. Deixou no banco um central alternativo, limitando-se a fazer recuar William para jogar com Coates no eixo da defesa leonina e pedindo a Bruno uma missão táctica suplementar como médio mais recuado. Foi recompensado por esta ousadia: os jogadores corresponderam e a sorte sorriu-lhe.

 

De concluir que nos mantemos na corrida ao título. Continuamos a depender só de nós, igualando o Benfica na segunda posição e apenas a dois pontos do Porto, ainda comandante do campeonato. Tudo é possível.

 

 

 

Não gostei

 

 

De Mathieu. Partida para esquecer do central francês, amarelado ainda no primeiro tempo pelo árbitro João Capela. Aos 60', num gesto irreflectido, levou as mãos à cara de um adversário, como se implorasse um segundo cartão. Assim aconteceu: foi para a rua e deixou o Sporting com menos um jogador. O jogo permanecia empatado e tudo a partir daí se tornou um pouco mais difícil.

 

De Montero e Doumbia. O colombiano na primeira parte, o marfinense que o substituiu na segunda: nenhum deles cumpriu os mínimos para justificar ser titular numa equipa que aspira à conquista do campeonato. Apáticos, trapalhões, sem intensidade, sem instinto goleador, sem conseguirem combinar com Bas Dost. Duas grandes decepções.

 

De Rúben Ribeiro. Vai desperdiçando oportunidade atrás de oportunidade. Hoje, lançado em campo aos 59' após a saída de Bruno César (e o consequente recuo de Acuña), teve a seu cargo a ala esquerda ofensiva, mas foi de uma vulgaridade gritante, incapaz de fazer a diferença. Lento, previsível, preocupa-se mais em adornar os lances de costas para a baliza do que em criar desequilíbrios que possam servir a equipa e incutir-lhe a dinâmica que tantas vezes lhe falta.

 

Do desgaste da nossa equipa. Esta vitória soube muito bem, mas o jogo, tal como decorreu, trouxe um adicional de fadiga aos jogadores do Sporting nada recomendável para os desafios que vão seguir-se.

 

Do empate a uma bola que parecia interminável. Chegámos assim ao intervalo e já imaginávamos que não seria desfeito. Felizmente Coates estava lá para provar que nos tínhamos enganado. Com o beneplácito do árbitro João Capela, a quem a partir de hoje não voltarei a dirigir impropérios. Foi uma vitória limpinha, limpinha.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Um Acuña contra os Velhos do Restelo

Ser do Sporting é ter o privilégio de fazer parte de uma gesta magnífica, uma história de glória, integrar um conjunto de valores comportamentais que fazem parte da vida do clube. Mas é também a intranquilidade, o credo na boca, o fatalismo. Por isso, ou contra isso, se fez história: chegámos ao final do ano com as esperanças intactas em todas as competições nacionais e continuamos na Europa. 

O Rei Leão foi Acuña "Matata", o qual, agressivo, já após ter discutido amiúde com o árbitro e se ter pegado no calor da luta com Coentrão, recebeu uma bola perdida, contornou os médios adversários e mandou um pastel açucarado (sem canela, com o pé direito) que deixou o guarda-redes do Belenenses sem reacção. Não tivesse o nosso Ministro da Defesa, o uruguaio Coates, igualado o belga Svilar no topo dos melhores marcadores de autogolos da época 17/18 e certamente os Velhos do Restelo não teriam lançado os piores agouros sobre a nossa equipa.

O tédio da partida só foi desfeito pelos golos, pelos remates de Battaglia (primeira parte) e de Bruno Fernandes (segunda parte) e por um lançamento da linha lateral de Piccini para Rui Patrício, ao estilo "vintage" do italiano no início da época, que terá feito Jorge Jesus arrancar alguns pêlos da sua farta cabeleira. Viu-se muito pouco futebol e a culpa nem foi do nevoeiro que se fez sentir durante parte do jogo.

Para além de Acuña, Mathieu e Battaglia estiveram entre os melhores. Em sentido contrário, WC teve um jogo mau e continua longe do seu melhor (que é muito bom). Bruno Fernandes esteve vários furos abaixo do que já realizou e Podence foi quase inexistente. 

Acabou por ser um jogo "chato", que serviu essencialmente para desmoer o bacalhau com batata cozida e couve e o peru recheado com batata assada, as fatias douradas, as azevias e as filhozes. Os sonhos, não. Sonhos são para alimentar até ao fim da época. Depois, bebamos o champanhe.

belenenses sporting.jpg

Quente & frio

Gostei muito da qualificação do Sporting para as meias-finais da Taça da Liga - troféu que nunca conquistámos. A nossa equipa, que hoje empatou 1-1 no Restelo com o Belenenses, mantém-se em todas as frentes futebolísticas. O ano que vai começar promete...

 

Gostei do grande golo de Acuña, marcado de fora da área, em condições peculiares. Quando o jogador já tinha recuado no terreno, transitando de médio-ala para lateral esquerdo com a saída de Coentrão, e o disparo a sair-lhe do pé direito, o seu pior. Foi um golaço, aos 74', e decisivo para as aspirações leoninas. Já na primeira parte Acuña tinha feito três fortes remates: um deles, defendido in extremis pelo guardião de Belém aos 14', levava o selo de golo. O argentino merece, sem favor, ser designado o melhor em campo.

 

Gostei pouco da exibição da nossa equipa nesta partida, que funcionou como uma espécie de ensaio geral para o Benfica-Sporting do próximo dia 3. Exibição pálida e frouxa, sobretudo na primeira parte, em que o nevoeiro pairou sobre o estádio. Quanto mais as brumas se adensavam, mais a nossa prestação descoloria. Melhorou um pouco na segunda parte, mas sem nunca empolgar os adeptos leoninos - com excepção do momento em que Acuña marcou o nosso golo.

 

Não gostei de ver Doumbia sem oportunidade de mostrar o que vale. Após ter marcado dois golos na anterior partida desta prova, frente ao União da Madeira, o marfinense merecia ter entrado em jogo, até para permitir algum tempo de descanso a Bas Dost. Teria sido uma substituição certamente mais útil do que a inexplicável entrada de Bryan Ruiz para o lugar de Bruno Fernandes no último minuto do tempo extra concedido pelo árbitro.

 

Não gostei nada da zanga feia entre Coentrão e Acuña, prontamente separados por William Carvalho, que assim fez valer os seus galões de capitão da equipa - e muito bem. Pior só mesmo o autogolo de Coates, que permitiu o empate do Belenenses, aos 76', quando Rui Patrício tinha o lance todo controlado. Não foi a primeira vez que o uruguaio marcou na própria baliza. O que lhe terá passado pela cabeça?

Um caso à parte

Estou rendido a Marcos Acuña.

Espalha classe pelo campo, enverga a camisola a 200% e pauta-se por uma grande disciplina e rigor durante os 90 minutos. 

Parece que já joga no nosso campeonato há uma boa série de anos, mas a verdade é que só chegou há pouco.

Normalmente, quando chega um sul-americano ao nosso clube, demora tempo a engatar. Adaptação, nova cultura, etc., etc., as justificações são variadas. Veja-se o caso de Alan Ruiz...

Mas, como toda a regra tem a sua excepção, em Alvalade esta dá pelo nome de Marcos Acuña. Parabéns à Direcção por esta contratação. Como diria um antigo presidente nosso, o jogador custou muita pasta, mas, acrescento eu, mais do que justificada.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - O "campo grande" foi demais para os defensores de Chaves

O Sporting bateu facilmente uma equipa flaviense tão estendida no terreno que os avançados estavam no Campo Grande, os médios no Campo Pequeno e o resto da equipa na Defensores de Chaves. Nesse contexto, os espaços para jogar entrelinhas foram verdadeiros latifúndios e o eixo central, uma Avenida (da República).

Os nossos adeptos puderam assistir a um Domingo 100% vitorioso: depois de no Pavilhão João Rocha termos depenado umas Aves, no futsal (7-0), uma vitória concludente no nosso Estádio sobre a equipa proveniente do Alto Tâmega. Uma "alta" pândega!

A defesa do Chaves, fiel ao nome romano da sua cidade (Aquae Flaviae), meteu água por todos os lados - habitat favorito do nosso "Piscinas" (Cristiano Piccini), um dos melhores em campo -, não tendo cabeça para parar Bas Dost, nem velocidade para acompanhar Podence, acabando por sucumbir aos pés de Marcus Acuña.

O árbitro Rui Costa foi muito interveniente: primeiro, interferiu com o VAR, não marcando um penalti óbvio e "amarelando" Gelson Martins (dois erros que não repôs após dois visionamentos!!), depois, participou muito no próprio jogo, tabelando com diferentes jogadores.

E assim terminou uma contenda que dará matéria para Nuno Farinha ("Saída de campo", este Domingo) escrever no Record que o Sporting venceu apenas 1 jogo na única partida que disputou. É caso para dizer: não havia necessidade...

 

A música tocada pelos nossos jogadores, um-a-um (numa escala de Dó Menor a Dó Maior):

 

Rui Patrício - As ofensivas flavienses pararam quase sempre antes da entrada da grande área leonina, pelo que este espaço foi sempre um Jardim das Freiras para o guarda-redes. Ainda assim, mostrou sempre bastante atenção, destacando-se em duas saídas aos pés de avançados do Chaves. Sem hipóteses no lance do golo, o que à luz do que vimos durante a semana dever-lhe-á baixar a cotação: aparentemente o que dá curriculum é um frango ou, no caso concreto do jogo Benfica-Manchester, uma perdiz.

Nota:

 

Piccini - Está feito um senhor jogador! Defensivamente irrepreensível, esteve em 3 golos leoninos: no segundo golo, com um passe longo, lançou decisivamente Podence pela direita; no quarto, executou uma diagonal em drible que terminou num passe para Dost que permitiu a este assistir na perfeição Acuña; Finalmente, no quinto, assistiu primorosamente para uma cabeçada certeira do holandês, movimento que fez corar muitos alas deste campeonato.

Nota: Dó Maior

 

Coates - O Ministro da Defesa esteve a bom nível, não permitindo invasões ao seu paiol, emendando com autoridade algumas imprecisões na saída de bola por parte dos médios. 

Nota:

 

Mathieu - Controlou bem a sua zona de actuação, mas podia ter feito mais no lance de golo do Chaves, surgido ao caír do pano.

Nota: Sol

 

Fábio Coentrão - Embora qualquer ida sua à linha de fundo se possa comparar a um dos 12 trabalhos de Hércules, a verdade é que assegura tranquilidade ao sector recuado da equipa. A sua saída de campo voltou a coincidir com mais um golo do adversário. Neste estado de coisas, lanço aqui um repto a quem de direito: ou Coentrão passa a jogar os 90 minutos ou os jogos passam a terminar no momento que o vila-condense abandonar o terreno.

Nota: Sol

 

William - Alternou momentos em que parece alcançar o Olimpo - como naquele passe a isolar em simultâneo Gelson e Dost (que estava milimétricamente em fora-de-jogo) - com regressos a uma comum existência terrena, em que evidencia lentidão e desatenções perigosas à saída da sua área. Pareceu acusar algum cansaço e alguma dificuldade em aguentar um meio-campo a dois com Bruno Fernandes.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Dele espera-se sempre um golo à Carlos Manuel de Estugarda, um dos de Maniche contra a Holanda ou um passe de morte à Deco. Quando uma destas coisas triviais (para ele) não lhe sai fica sempre um amargo de boca no adepto. Ainda assim, deixou a sua marca no jogo, executando um canto de forma competente, donde resultou um golo de Bas Dost. Tabelou bem com diferentes companheiros e, por vezes, também com o árbitro Rui Costa.

Nota: Sol

 

Gelson Martins - Sempre envolvido no jogo, cumpriu de forma brilhante todas as tarefas defensivas que lhe foram atribuidas. Em termos atacantes, continua precipitado, nervoso, facto que o leva a desperdiçar inglóriamente uma série de lances promissores, recorrendo ainda, muitas vezes, ao algoritmo do caminho crítico para resolução de casos simples. Recomenda-se que não entre em campo sem pôr no bucho dois Lexotan.

Nota: Sol

 

Acuña - Ao contrário de Coentrão, Acuña é como o coelhinho da Duracel, e dura, dura...Incansável, o argentino nunca vira a cara à luta e é o tal Muro intransponível do qual Luis Castro se queixava na conferência de imprensa. Além disso, polivalente, fez 3 posições durante o jogo: ala esquerdo, lateral esquerdo, ala direito. Influente, voltou aos golos e em dose dupla, algo que não surpreende pois quando está bem fisicamente faz sempre mais qualquer coisa em campo do que a maioria dos outros jogadores.

Nota: Dó Maior

 

Daniel Podence - Que melhor elogio se pode fazer a Podence do que dizer que todo o jogo leonino, na primeira parte, foi carrilado para a sua zona de acção? No centro ou nas alas, Daniel foi sempre um Zip-zip para os desnorteados defensores flavienses, atraindo-os muitas vezes para fora de zonas de pressão, abrindo espaços para Bas Dost. Assistiu primorosamente o holandês para o segundo golo dos leões. Baixou um pouco de produção no segundo tempo.

Nota: Si

 

Bas Dost - O que dizer de um jogador que esteve "só" nos cinco golos do Sporting? Nesse transe, desmentiu várias teorias elaboradas recentemente: a de que tinha perdido o instinto matador, marcando por três vezes, todas de cabeça; a de que "só" finaliza, assistindo Acuña para o quarto golo; a de que é um jogador a menos no processo de construção, magicando o desequilibrio do qual resultou o terceiro golo leonino. O holandês é um jogador inteligente que precisa apenas de ser bem servido. O resto ele faz: no seu primeiro golo fez-se valer da antecipação, no segundo, da sua boa colocação no terreno, no terceiro, o seu tempo de salto aniquilou dois adversários. Qualidades ímpares e diversas que deveriam motivar a adopção de um verbo que fizesse jus a essas características: dostar. Ontem, para não destoar, "dostou" 3 vezes. Dizem que está em crise, coitado...

Nota: Dó Maior

 

Battaglia - Desta vez começou no banco. Entrou ainda a tempo de mostrar a sua superior qualidade de recuperação de bola, impondo-se em carrinhos de alta cilindrada aos avançados flavienses, mas também o seu maior defeito, falhando alguns passes de ruptura.

Nota: Sol

 

Doumbia - Num lance, mostrou pouca coordenação com Bas Dost, ocorrendo à mesma bola que o holandês. Quando finalmente se demarcou do colega e encontrou espaço para receber uma prodigiosa assistência deste, aconteceram três coisas: primeiro, da mesma forma canhestra já mostrada em Turim, trocou os pés, depois, a bola bateu-lhe no pé de apoio e encaminhou-se para golo, finalmente, o árbitro anulou o lance por fora-de-jogo de Dost na altura do passe. Fica assim eliminado da cabeça dos espectadores o seu momento embaraçante, de onde curiosamente teria resultado finalmente um golo do costa-marfinense para o campeonato, situação que provocou compreensíveis "mixed feelings".

Nota:

 

Bruno César - Entrou e foi logo humilhado após um passe de ruptura de William que o brasileiro no seu passo de tartaruga não conseguiu segurar dentro das 4 linhas. Desconfia-se que este esforço o tenho deixado ligado à máquina de oxigénio durante a noite.

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost

 

 

sportingchaves.jpg

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D