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És a nossa Fé!

O que faz falta?

Temos o melhor guarda-redes da Liga portuguesa, Renan Ribeiro.

Temos o melhor defesa central do nosso campeonato, Jérémy Mathieu.

Temos um ala esquerdo que é titular da selecção da Argentina, Marcos Acuña.

Temos aquele que é o mais eficaz ponta-de-lança do futebol nacional, Bas Dost.

Temos um capitão de equipa, médio criativo, que é de longe o melhor profissional a actuar nos relvados portugueses, Bruno Fernandes.

Com todos estes atributos individuais, continua a faltar-nos uma equipa que empolgue os adeptos e atemorize os adversários.

Se não é por falta de qualidade dos jogadores, qual será o problema?

Balanço (18)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre ACUÑA:

 

Pedro Azevedo: «Cresceu muito no segundo tempo. Com o argentino em campo, o Rei Leão entoou "Acuña" (no original, Hakuna) Matata, que em dialecto suaíle significa "sem problemas".» (5 de Novembro)

Luís Lisboa: «Este plantel são seis magníficos (Mathieu, Coates, Acuña, Nani, Bas Dost e Bruno Fernandes), mais uns entre o bom e o razoável e uns tantos tremendamente insuficientes para as necessidades do Sporting.» (3 de Fevereiro)

Francisco Vasconcelos: «Nas alas, havendo Acuña é menos um problema; não havendo, é preciso encontrar alguém.» (8 de Março)

- Filipe Arede Nunes: «Bendita a hora em que alguém não quis pagar o valor que o clube pediu pela sua saída, porque, pese embora os excessos, Acuña é o género de jogador que mais gosto de ver envergar a camisola verde e branca. Para ele, mais vale quebrar do que torcer. E, dentro de campo, dá sempre tudo o que tem.» (14 de Abril)

Eu: «O melhor em campo. Mesmo amarelado logo aos 7', não se deixou condicionar, comandando todas as operações ofensivas do nosso flanco esquerdo apesar de ter alinhado desta vez como lateral. Revelou-se incansável durante toda a partida, criando constantes desequilíbrios. E dos pés dele saíram sucessivos cruzamentos perigosos, infelizmente desaproveitados. Chegou ao fim da partida certamente orgulhoso por ter feito outra assistência para golo e pelo bom desempenho uma vez mais evidenciado.» (19 de Abril)

Leonardo Ralha: «Bem o tentam posicionar a extremo, mas o destino empurra-o para lateral, mesmo que para isso seja preciso que o Sporting fique a jogar com dez. Seja como for, o argentino sem medo voltou a dar mostras que é ele e mais nove, sabendo gerir a impetuosidade – ainda que não tenha acabado o jogo sem ver um amarelo numa jogada em que foi agredido... – e tratando a bola por alcunhas belas e secretas, como no passe com que assistiu Luiz Phellype para o golo que permitiu sonhar com um triunfo que desafiaria as estatísticas. Deus livre Alvalade de o ver partir.» (19 de Maio)

Armas e viscondes assinalados: O futebol é um jogo de onze contra dez e no final perde o Sporting

FC Porto 2 - Sporting 1

Liga NOS - 34.ª Jornada

18 de Maio de 2019

 

Renan Ribeiro (3,5)

Fez por garantir os três pontos, depois tentou salvar um ponto, e no final só conseguiu juntar-se à fila interminável de pessoas que co-protagonizam incidentes com Sérgio Conceição. Foi um desfecho pesado para o guarda-redes brasileiro, deixado indefeso pelos colegas de ocasião que formavam a linha defensiva nos lances dos dois golos. Começou no primeiro tempo a defender um livre perigoso de Herrera e na segunda parte, com o Sporting cada vez mais empurrado para as cordas pela inferioridade numérica, sofreu uma agressão de Marega encarada com benevolência no Dragão e na Cidade do Futebol, viu a sua equipa adiantar-se no marcador no único lance de perigo de que dispôs e adiou o que ia parecendo cada vez mais inevitável. Na retina ficaram grandes defesas, sobretudo o desvio de um cabeceamento de Danilo num dos muitos pontapés de canto em que os verdes e brancos pouco fizeram por afastar o esférico da zona de perigo, e uma saída perfeita quando Aboubakar aparecia isolado. Espera-se que daqui a uma semana repita tudo menos a parte dos confrontos com o treinador do FC Porto e a retirada de bolas dentro da baliza.

 

Bruno Gaspar (2,5)

Forçado a ser titular devido ao olho de abutre que discerniu a sanguinária pisadela de Ristovski, entrou no relvado com as cautelas de quem conhece os seus limites – ao contrário do mais optimista Bruno Fernandes, que lhe ofereceu uma daquelas aberturas a que talvez só o saudoso Puccini chegasse a tempo – e esforçou-se por fazer esquecer que entregar a direita a Bruno Gaspar e Diaby ultrapassava as piores sondagens que o PSD e CDS-PP têm registado. Ficou ligado ao lance que destruiu qualquer hipótese de gestão científica de esforço no jogo-que-nada-contava-antes-da-final-da-Taça-de-Portugal ao fazer um atraso de bola singelo e honesto que provocou um erro sistémico a Borja. Desde que o Sporting ficou com menos um em campo, como tantas vezes sucede, fez das tripas coração por não fazer com a subida do seu peso, de nove para dez por cento, no conjunto da equipa tivesse um impacto muito negativo. Conseguiu-o, no limiar mais baixo do intervalo de competência, até que Marcel Keizer resolveu testar novas oportunidades que não surtiram o efeito desejado.

 

André Pinto (2,5)

Foi uma das surpresas no onze titular, fazendo dupla com o central francês a quem costuma substituir aquando das lesões decorrentes da idade avançada do homem que parece ser o gémeo louro de Francis Obikwelu. Começou por distinguir-se pela precisão com que atrasava a bola para Renan, gabando-se-lhe a sabedoria de nunca ter destinado tais passes a Borja. Na hora do aperto fez por tapar os caminhos para a baliza, mas nada pôde para obstar ao descalabro defensivo dos minutos finais. É provável que tenha sido a sua despedida, e não se pode dizer que não tenha dado o que estava ao seu alcance.

 

Mathieu (3,0)

Foi o único titular ideal no quarteto defensivo e marcou a diferença que torna essencial que, por entre negócios maravilhosos que valorizam excedentários crónicos do Atlético de Madrid em 15 milhões de euros, os responsáveis leoninos gastem uns minutos a acciomar o direito de opção do francês. Tentou salvar a equipa de si própria, roubando um golo ao FC Porto com um desvio de cabeça providencial, mas não chegou. Cabe-lhe melhorar o palmarés pessoal com algo mais substancial do que um par de vitórias na Taça da Liga.

 

Borja (0,0)

Desta vez não conseguiu oferecer uma ocasião de golo a um adversário logo no primeiro minuto de jogo. Limitou-se a perder a bola pela linha lateral, permitindo aos adeptos um alívio que mostoru ser exagerado. Andou pelo relvado a manietar jogadas prometedoras, a atrapalhar Acuña e a demonstrar aos mais novos como não se cabeceia. Assim foi até que, numa jogada inócua, vendo a bola a vir na sua direcção, resolveu fugir dela e desacelerar, acordando para a realidade quando viu Coroña a encaminhar-se para a grande área. Agarrou-o uma primeira vez, sem derrubar o portista, e numa segunda tentativa fez um corte limpo. Viu o amarelo primeiro, mas o videoárbitro fez notar a Fábio Veríssimo que o colombiano fez falta sobre um atacante que se iria isolar. E foi assim que deixou os colegas em inferioridade numérica com mais de 70 minutos para jogar, sendo a única boa notícia decorrente disto a garantia de que não poderá repetir esta, e outras proezas,  no Jamor.

 

Petrovic (2,5)

De todos os elementos sem qualidade suficiente para integrar o plantel do Sporting foi sempre o que demonstrou ter maior coração, fosse ao ficar em campo com o nariz partido ou ao fingir não reparar quando desempenha funções muito acima das suas reais capacidades. Encarregue de conter o meio-campo portista, e de assegurar repouso a Wendel, o sérvio ter-se-á despedido com mais uma exibição esforçada, alguns bons cortes e uma intervenção assaz balcânica no sururu ocorrido perto do final do jogo. Mas não poderá chegar para um Sporting que queira ser campeão mesmo ficando muitas vezes com menos um no relvado.

 

Gudelj (2,5)

A maior mancha na sua exibição foi o posicionamento que deixou Danilo em posição legal no lance do golo do empate. Até então distinguiu-se na difícil tarefa de tapar o acesso à baliza do Sporting, sem abusar demasiado das faltas que o poderiam afastar do clássico que tinha verdadeira importância para os leões – e também para os dragões, à medida que a goleada doa Benfica sobre o Santa Clara se avolumava na Luz.

 

Bruno Fernandes (2,5)

Melhor forma de anular o melhor futebolista desta edição da Liga NOS? Expulsar um dos seus colegas, o que leva invariavelmente a que o treinador lhe peça para descair para o flanco, afastando-o da zona do campo em que é decisivo. Muito castigado pelas chuteiras adversarias, com o beneplácito da equipa de arbitragem, fez um passe longo que pedia a presença do ausente Raphinha e sofreu uma falta junto à grande área portista que não teve a oportunidade de cobrar, pois estava a receber assistência fora das quatro linhas. Só provocou perigo logo no início do jogo, na cobrança de um livre que Marega desviou de forma arriscada. Sendo provável que tenha feito o último jogo na Liga NOS por muitos e bons anos, sonharia decerto com melhor desfecho para a época de todos os recordes pessoais. Felizmente ainda tem a final da Taça, da qual poderia ter sido afastado devido a encontros imediatos do segundo grau com elementos do banco de suplentes do FC Porto.

 

Diaby (2,0)

Teve participação no golo do Sporting e é bem possível que tenha sofrido pénalti num lance em que foi projectado por Felipe contra os painéis publicitários, deixando a equipa com nove durante uns minutos. Isto poderia fazer esquecer profundas debilidades intrínsecas caso os adeptos sofressem de amnésia e tivessem ido à casa de banho em momentos como aquele em que o maliano tentou driblar dois adversários na grande área do FC Porto e acabou por fintar-se a si próprio. Dizer que esteve ao seu nível é uma constatação pouco lisonjeira.

 

Acuña (3,0)

Bem o tentam posicionar a extremo, mas o destino empurra-o para lateral, mesmo que para isso seja preciso que o Sporting fique a jogar com dez. Seja como for, o argentino sem medo voltou a dar mostras que é ele e mais nove, sabendo gerir a impetuosidade – ainda que não tenha acabado o jogo sem ver um amarelo numa jogada em que foi agredido... – e tratando a bola por alcunhas belas e secretas, como no passe com que assistiu Luiz Phellype para o golo que permitiu sonhar com um triunfo que desafiaria as estatísticas. Deus livre Alvalade de o ver partir no próximo sábado.

 

Luiz Phellype (3,0)

Pôs fim à interminável seca de um jogo inteiro sem marcar na única verdadeira oportunidade de que dispôs, primando pela calma e colocação na hora de enfrentar Vaná. Antes disso fora o homem da luta, não raras vezes ensanduichado pelos centrais portistas, valendo-se do físico para reter a bola o máximo de tempo possível. Saiu para recuperar forças para o Jamor, com maus resultados para a equipa.

 

Tiago Ilori (2,0)

Entrou a meio da segunda parte, tendo tempo suficiente para contemplar o remate acrobático com que Herrera, literalmente nas suas costas, fuzilou a baliza do Sporting e fez o resultado final. Resta-lhe a compensação de que Borja elevou muito a fasquia na competição para pior reforço de Inverno desta temporada.

 

Bas Dost (2,0)

Menos de meia hora esteve o holandês em campo. Aproveitou para tentar ganhar duelos aéreos e chegou a fazer um bom passe a lançar um contra-ataque diligentemente desperdiçado por um colega. Pode ser que recupere influência, mas dificilmente a tempo de fazer a diferença no derradeiro compromisso da temporada.

 

Wendel (-)

Entrou já com o tempo regulamentar esgotado e o resultado final definido.

 

Marcel Keizer (2,5)

Só ele saberá os motivos para fazer descansar Wendel e Raphinha, após ficar sem Ristovski e Coates, mas qualquer gestão lógica do esforço caiu por terra quando Borja fez um dos maiores inconseguimentos da época. Também infeliz na forma como refrescou a equipa na segunda parte, há que admirar a coerência do holandês. Toda a gente devia ter alguém na sua vida que visse em si aquilo que Keizer vê em Diaby, provável titular na final da Taça de Portugal a não ser que Acuña possa ficar mais à frente, promovendo a titularidade de Jefferson na esperança de que no seu presumível último jogo de verde e branco possa soltar o Rodrigo Tiuí que há em si.

Armas e viscondes assinalados: Luiz Phellype evitou o calvário

Nacional da Madeira 0 - Sporting 1

Liga NOS - 30.ª Jornada

19 de Abril de 2019

 

Salin (3,0)

Arriscou-se a passar por turista, tão poucas foram as jogadas de ataque da equipa da casa, mas quando foi preciso mostrar serviço conseguiu estar à altura dos acontecimentos. Seja antecipando-se a quem procurava isolar-se, seja defendendo com os punhos os melhores de entre os raros cruzamentos.

 

Ristovski (3,0)

Teria sido uma viagem ainda melhor à Madeira caso controlasse melhor a bola ao ser desmarcado na grande área por Bruno Fernandes. Ainda que bastante recuado em relação a Acuña, integrou-se bem nas jogadas de ataque sem deixar de tapar os caminhos para a equipa da casa. Um seu corte “in extremis” travou o que seria a melhor jogada do Nacional da Madeira.

 

Coates (3,0)

Uma ou duas perdas de bola comprometedoras foram compensadas com a habitual dose de cortes providenciais. Como aquele em que travou sem falta um adversário que procurava acercar-se da baliza de Salin após um disparate de Jovane Cabral.

 

Mathieu (3,5)

Além do contributo para a inexpugnabilidade da baliza leonina, fenómeno raro nas deslocações, o central francês voltou a desbloquear marcações e tibiezas alheias com incursões pelo meio-campo contrário – tanto pelo corredor esquerdo como pelo centro do terreno – das quais resultou muito perigo. Ficou perto de voltar a marcar em duas ocasiões, sendo a segunda um remate cruzado, na ressaca de um canto, mesmo ao lado do poste. Há decerto quem pondere oferecer-lhe um contrato vitalício.

 

Acuña (3,5)

Um amarelo aos sete minutos condicionaria alguém menos competitivo do que o argentino. Não foi o caso do lateral-esquerdo que muitas vezes subiu até à linha para realizar os seus famosos cruzamentos. Viu todos desperdiçados até que a meio da segunda parte surgiu a emenda de Luiz Phellype a um livre que cobrou à entrada da área. Mais uma assistência para juntar à colecção de um dos mais incansáveis futebolistas da história do Sporting.

 

Gudelj (3,5)

Mesmo o amarelo que o afasta do próximo jogo foi uma demonstração de inteligência, na medida em que evitou o mal maior de um contra-ataque perigoso após perda de bola de Coates (outro dos muitos titulares leoninos à beira do jogo de castigo). O sérvio fez de longe a sua melhor exibição, com enorme influência na tranquilidade que fez de Salin mero espectador quase até ao fim. Implacável nos cortes, desarmes e antecipações, mesmo na saída com bola esteve muito melhor do que a sua (baixa) fasquia habitual.

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Titular devido à excursão de Wendel a Turim, não rendilhou o futebol leonino como o jovem brasileiro costuma. Certo é que se fez valer da rapidez e da capacidade de choque para ajudar a manietar a equipa da casa e integrou-se em algumas jogadas de ataque, mantendo-se em campo até ao fim.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Rematou pela primeira vez ao segundo minuto de jogo e pouco depois isolou Ristovski  na grande área. Parecia que voltaria a ser decisivo para o triunfo do Sporting, mas o golo que baterá todos os recordes ficou guardado para o próximo jogo, em Alvalade, contra a Vitória de Guimarães. Sempre empenhado em dar instruções aos colegas, combinou bem com Acuña, esbanjou passes com Diaby e até desperdiçou uma boa assistência de Luiz Phellype, mesmo no final do jogo, faltando-lhe pernas para avançar para a baliza.

 

Diaby (2,0)

Cinco remates fez o maliano, sendo o melhor de todos, forçando o guarda-redes a esticar-se todo para evitar o golo, aquele que de mais difícil execução parecia ser. Adepto de estar no sítio certo à hora certa, pena é que tenha feito sempre a coisa errada, rematando contra defesas ao receber cruzamentos de frente para a baliza, ou permitindo a mancha do guarda-redes. Se dependesse de Diaby o Sporting teria saído da Madeira com um ponto tão mísero quanto o seu acerto.

 

Jovane Cabral (2,0)

Um remate em arco que permitiu a melhor defesa do atarefado Daniel Guimarães, uma arrancada pela direita culminada com um remate à figura e um passe de rotura para Diaby foram o lado A de uma exibição em que o extremo terá batido recordes de passes errados e decisões erráticas. A arma secreta de José Peseiro terá de recalibrar-se para sobreviver ao possível regresso ao plantel de Mama Baldé (que voltou a marcar pelo Aves) e Matheus Pereira, bem como a total integração de Gonzalo Plata.

 

Luiz Phellype (3,5)

Ficou perto de se candidatar ao Prémio Puskas, correspondendo com um toque de calcanhar acrobático a um cruzamento de Acuña, mas a bola saiu ao lado do poste. Em vez disso, já na segunda parte, acorreu a novo cruzamento do argentino, na cobrança de um livre, e evitou o calvário dos sportinguistas ao garantir três pontos com o seu quinto golo em quatro jogos. À parte isso, primou pela luta com os defesas – dificultado pela carta branca que os centrais do Nacional receberam de Carlos Xistra para o carregarem pelas costas – e ainda fez uma assistência para o que poderia ter sido um golo histórico de Bruno Fernandes. Há dias felizes.

 

Jefferson (2,0)

Resgatado da lei do esquecimento pela lesão de Borja, e lançado para o jogo devido à progressiva inépcia de Jovane Cabral, entrou com ordens para ficar à frente de Acuña. A sua interpretação daquilo que é suposto um extremo fazer ainda chegou para um belo cruzamento que acrescentou mais um capítulo ao manual de desperdícios de Diaby.

 

Miguel Luís (2,0)

Dez minutos de jogo que serviram de prova de vida, ainda que parte desse tempo tenha servido para entender a sua posição em campo.

 

Francisco Geraldes (2,0)

Cinco minutos à Sporting concedidos pelo treinador permitiram-lhe fazer uma boa combinação com aquele senhor que se chama Bruno Fernandes e o ofusca com a sua omnipresença, omnisciência e omnipotência. E algumas demonstrações de domínio de bola junto à linha lateral que serviram de aperitivo para melhores dias que vão tardando.

 

Marcel Keizer (3,0)

Conquistou mais três pontos num autêntico festival de desperdício que se traduz numa taxa de sucesso abaixo dos cinco por cento, tendo mérito na forma como dispôs uma equipa sem os castigados Renan e Raphinha, o castigado interno Wendel e os lesionados Battaglia e Bas Dost. Pronto a perdoar as ofensas dos seus jogadores aos adeptos, adiou as substituições ao limite, guardando-as para quando já tinha vantagem no marcador. Saiu feliz, mas ficou credor de uma goleada que os seus jogadores não souberam fazer.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De amealhar mais três pontos. Já levamos 67 - mais três do que os somados na época de 2016/2017, na mesma fase do campeonato, quando tínhamos o milionário Jorge Jesus como treinador. Saímos hoje da Madeira com uma vitória: 1-0, na Choupana, frente ao Nacional. Acentuamos a pressão sobre o Braga, consolidando o terceiro posto.

 

De ter dominado a partida do princípio ao fim. Supremacia absoluta do Sporting nesta partida em que dispusemos de várias oportunidades de golo enquanto a equipa adversária nunca chegou verdadeiramente a incomodar o nosso guarda-redes. Revelámos dinâmica ofensiva e boa reacção à perda de bola, pecando apenas no capítulo da finalização dada a discrepância entre as oportunidades criadas (20 remates) e o único golo conseguido.

 

De Luiz Phellype. Soma e segue: leva cinco golos marcados em quatro jogos consecutivos da Liga. Hoje valeu-nos três pontos, ao carimbar a nossa vitória, que saiu do pé direito dele, sem deixar cair a bola, correspondendo da melhor maneira a um livre muito bem marcado por Acuña, aos 62'. Podia ter marcado antes: dispôs de uma boa oportunidade aos 35', junto ao primeiro poste. Boas movimentações na área, disponibilidade para o jogo colectivo, pressão constante na primeira fase de construção dos adversários. Temos goleador. 

 

De Acuña. O melhor em campo. Mesmo amarelado logo aos 7', não se deixou condicionar, comandando todas as operações ofensivas do nosso flanco esquerdo apesar de ter alinhado desta vez como lateral. Revelou-se incansável durante toda a partida, criando constantes desequilíbrios. E dos pés dele saíram sucessivos cruzamentos perigosos, infelizmente desaproveitados. Chegou ao fim da partida certamente orgulhoso por ter feito outra assistência para golo e pelo bom desempenho uma vez mais evidenciado.

 

De Gudelj. Talvez a melhor exibição do médio defensivo sérvio vestido de verde e branco. Fazendo desta vez parceria inicial com Idrissa Doumbia, devido ao castigo interno aplicado a Wendel, anulou todas as incursões ofensivas da equipa madeirense e recuperou várias bolas, sendo um elemento vital desta vitória. Muito melhor também no capítulo do passe. Viu o amarelo aos 55', na sequência de uma falta cirúrgica que pôs fim a um lance perigoso do Nacional: este cartão coloca-o fora da próxima partida, em Alvalade, contra o V. Guimarães. Falta acrescentar que já fala muito bem português, como ficou bem evidente na zona de entrevistas rápidas. Merece elogio também por isso.

 

De ver jogadores da formação a jogar. Jovane foi aposta inicial do técnico, alinhando como extremo: foi dele a melhor oportunidade de golo na primeira parte, com um remate em arco muito bem colocado, aos 27', proporcionando ao guardião Daniel Guimarães a defesa da noite. Miguel Luís entrou aos 85' para o lugar de Gudelj. E até Francisco Geraldes pôde actuar durante cinco minutos, no tempo extra, rendendo Diaby. No banco, estavam Maximiano, Ilori e Pedro Marques. O caminho faz-se caminhando.

 

De voltar a ver a nossa baliza intacta. Segundo jogo disputado fora de casa em que não sofremos golos. Merece registo.

 

De vencer mesmo sem vários titulares em campo. De fora desta partida - convém lembrar - ficaram Renan, Raphinha e Wendel (por castigo), Bas Dost, Battaglia e Borja (por lesão). Todos com lugar no onze titular leonino.

 

De somar oito vitórias seguidas. O Sporting não perde há onze jogos: dez triunfos e um empate. Atravessamos o melhor momento desde a chegada de Marcel Keizer. 

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver tantas oportunidades desperdiçadas. Sobretudo por Diaby, hoje de longe o mais perdulário entre os nossos jogadores. O maliano podia ter marcado pelo menos em três ocasiões, aos 31', aos 52' e aos 83'. Continua a faltar-lhe um suplemento de classe.

 

Do empate a zero ao intervalo. Face ao futebol jogado e à diferença de valor entre as duas equipas, este empate era altamente lisonjeiro para a equipa madeirense, que nada fez para justificar o nulo só desfeito após mais de uma hora decorrida desde o apito inicial.

 

Do NacionalEsta derrota poderá ter confirmado o regresso dos madeirenses à II Liga. Tem um futebol medíocre e deixou-se golear por dez a zero na Luz - o que devia bastar para a despromoção automática de qualquer equipa em idênticas circunstâncias. Não deixa saudades.

Para além de Bruno

Bruno Fernandes tem sido, indiscutivelmente, o melhor jogador do Sporting e do campeonato, mas hoje quero apenas fazer o elogio do homem que, quando defende, quase morde os calcanhares aos adversários: Marcos Acuña.

Na minha opinião, logo a seguir ao capitão leonino, Acuña tem sido o principal responsável pelos melhores resultados do nosso clube. Bendita a hora em que alguém não quis pagar o valor que o clube pediu pela sua saída, porque pese embora os excessos, Acuña é o género de jogador que mais gosto de ver envergar a camisola verde e branca. Para ele, mais vale quebrar do que torcer. E dentro de campo, dá sempre tudo o que tem. 

Armas e viscondes assinalados: O nome dele é lenda

Sporting 1 - Benfica 0

Taça de Portugal - 2.ª Mão da Meia-Final

3 de Abril de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Raras são as tardes e noites em que não recolhe uma bola do fundo da baliza. Mas assim sucedeu ao encontrar o poderoso ataque de um Benfica incapaz de fazer um remate em condições ao longo de todo o jogo. E ainda teve a bondade de afastar para canto, logo na primeira parte, o mais próximo de uma ocasião de perigo que a equipa visitante conseguiu arranjar.

 

Bruno Gaspar (3,0)

É provável que na hora dos festejos tenha conseguido que Rafa perdesse a cabeça ao ponto de ser expulso por dizer “para dar conta de vocês basto eu”. Elevado à categoria de “disco pedido”, por entre a sucessão de oligofrenias que resultou na expulsão e castigo a Ristovski, o lateral-direito de recurso até começou o jogo a assustar o facilmente assustável Svilar com um remate de longe que saiu ao lado. Com o passar dos minutos perdeu fulgor, enfrentou adversários mais versados na arte de chutar bolas do que ele, mas cumpriu até ao momento em que Marcel Keizer abdicou do seu contributo para apostar ainda mais no único resultado que interessava.

 

Coates (3,0)

Cumpriu sem deslumbrar, mas também sem dar os sinais de erro sistémico observados no jogo anterior. E convém admitir que os artistas vestidos de encarnado ajudaram ao final feliz.

 

Mathieu (3,5)

Limpou o que tinha a limpar, subiu no terreno quando foi preciso, e terminou um jogo com a satisfação que os adeptos teriam caso resolvesse anunciar que adia a reforma por mais uma temporada.

 

Borja (3,0)

Ficou muito bem na capa dos jornais desportivos agarrado às costas de Bruno Fernandes. Também nada fez de mal enquanto esteve em campo.

 

Gudelj (3,5)

Não só começa a orientar os remates para a baliza adversária, dando por terminada a guerra contra os apanha-bolas, como controlou de forma bastante eficaz as veleidades contrárias. 

 

Wendel (3,0)

Mais uma exibição plena de esforço, dedicação e devoção, desta vez coroada com glória, que pôde ser testemunhado “in loco” por Jorge Jesus, o treinador que o viu chegar a Alvalade, em troca de um punhado de milhões de euros, e preferia pôr Misic a jogar.

 

Raphinha (3,0)

A recuperação de bola no lance do golo do Sporting foi uma demonstração de capacidade de luta de quem se arrisca a assumir a responsabilidade de fazer o Sporting grande outra vez na próxima temporada. Mas para que tal suceda é bom que vá melhorando a pontaria nos remates.

 

Acuña (3,5)

Ainda não é muito clara a sua motivação no final do jogo, quando teve de ser agarrado pelos colegas para não cometer algo de que decerto nem se arrependeria. Sendo debatível que tenha os maiores tomates do Mundo, como divulgou a sua legítima esposa, ninguém duvida que se trata do jogador mais combativo do plantel leonino. E um dos dois ou três mais capazes de ficarem a dormir com a bola quando vão jantar a casa dos seus pais.

 

Bruno Fernandes (4,0)

O nome dele é lenda, preparando-se para bater recordes que tornam menos agridoce a perspectiva de que só vá fazer, na ausência de lesões ou castigos, mais oito jogos com o leão ao peito. Depois de ter deixado o Sporting com a porta do Jamor entreaberta, mercê de um livre directo memorável na primeira mão, carimbou o acesso à final da Taça de Portugal com um remate forte e colocado que nem um guarda-redes de elevada qualidade defenderia. Antes disso já fustigara a barra da mesma baliza com um livre directo a punir uma falta em que Pizzi o rasteirou por trás e sem amarelo quando se preparava para rematar. 

 

Luiz Phellype (3,0)

Desta vez não marcou, ainda que o tivesse tentado com intenção e técnica. Mas esteve particularmente bem de costas para a baliza, complicando a vida aos centrais encarnados.

 

Tiago Ilori (3,0)

Não ganhava ao Benfica desde a adolescência. Espera-se que retome esse bom hábito.

 

Diaby (3,0)

É tecnicamente correcto dizer que fez a assistência para o golo de Bruno Fernandes, e esse passe rápido e eficiente para quem sabe fazer melhor do que ele compensa todas as diabyices cometidas no relvado.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Entrou para segurar o resultado e descansar Wendel sem que fosse preciso utilizar algum produto da Academia de Alcochete.

 

Marcel Keizer (3,5)

Escolheu a noite certa para acertar nas substituições, nas adaptações tácticas no decorrer do jogo e sabe-se lá no que mais. Só Bruno “Lenda” Fernandes tem mais responsabilidade do que ele na hora e meia feliz que permite ao Sporting pós-invasão a Alcochete ter a possibilidade de fazer melhor nesta temporada do que naquela em que Rui Patrício, William Carvalho e Gelson Martins ainda estavam no plantel, Battaglia não era um lesionado de longa duração e Bas Dost mantinha o estatuto de máquina de fazer golos.

Armas e viscondes assinalados: Para lá do Marão, à beira de um ataque de coração

Desp. Chaves 1 - Sporting 3

Liga NOS - 27.ª Jornada

30 de Março de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Quase tão inevitável quanto a morte, os impostos e a nomeação de competentíssimos familiares de governantes para gabinetes ministeriais, o golo dos adversários chegou quando o Sporting tinha mais um jogador em campo. O brasileiro bem tentou fazer a mancha quando o avançado do Chaves lhe apareceu isolado pela frente, mas não resultou, ao contrário do que sucedera minutos antes, quando os centrais também deixaram que alguém cabeceasse ao segundo poste. Há dias assim - quase todos os dias em que a rapaziada de verde e branco pisa o relvado. 

 

Ristovski (2,5)

As expulsões descabeladas do macedónio em véspera de jogos com o Benfica são o new black do futebol português. Teve que ser o videoárbitro com nome de personagem e de actor de clássico da comédia portuguesa portuguesa a descortinar jogo perigoso num corte, permitindo ao árbitro Manuel Mota cobrir-se mais uma vez de vergonha, ao mesmo tempo que conseguia desfazer a decisão igualmente errada de expulsar um defesa flaviense que derrubou Raphinha sem que este se estivesse a dirigir para a baliza adversária. Antes deste infecto episódio Ristovski fez a assistência para o primeiro golo, ajudando a quebrar um encanto digno de conto infantil, esteve atento às movimentações de todos os adversários (menos daquele que marcou o golo do empate) e integrou-se mais ou menos bem na manobra ofensiva. Uma parte dele terá de ficar lisonjeada por o quererem assim tanto afastar da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal.

 

Coates (2,0)

Começou ao seu melhor estilo, arriscando o autogolo para cortar um cruzamento que daria golo quase de certeza. Depois foi o dilúvio: incontáveis passes errados, faltas de concentração na cobertura, aquele lance em que deixa escapar nas suas costas o autor do golo do Chaves... Que melhores dias e noites venham depressa. De preferência já nesta quarta-feira.

 

Mathieu (3,0)

Esteve ao nível que é o seu, destoando pelo desnível no resto da linha defensiva. Além de desfazer problemas com a competência que lhe é reconhecida, tirou partido da vontade de criar soluções para empurrar a equipa na direcção da baliza adversária. Num desses lances entrou na grande área do Chaves e tentou servir um colega, mas a bola desviou num adversário e acabou por ser encaixada pelo guarda-redes.

 

Borja (2,0)

Também não leva grandes recordações daquilo que está para lá do Marão. Incerto nos cruzamentos e pouco dinâmico a construir jogadas, distinguiu-se sobretudo ao sair para a entrada de Jovane Cabral quando chegou a hora do aperto.

 

Gudelj (2,5)

Recuperou a titularidade, como era expectável, mesmo sem dar provas de conseguir ser o motor de arranque do meio-campo leonino. Mas há que reconhecer que fez o seu melhor remate de longa distância - no sentido de que saiu enquadrado com a baliza e forçou uma defesa de dificuldade média-alta - e que contribuiu para um enganador sossego da equipa ao sofrer a entrada que levou à expulsão de um adversário. Pouco depois saiu de campo, talvez por Marcel Keizer temer que seria ele o próximo a ver um segundo amarelo.

 

Wendel (3,0)

Faltou-lhe o golo, apesar de uma tentativa mais prometedora do que bem conseguida, num jogo em que teceu jogadas como as aranhas tecem teias. E em que não esmoreceu na hora em que a deslocação a Chaves parecia destinada a correr mesmo muito mal.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Para o jogo 100 com a camisola do Sporting nada melhor do que um golo de longa distância, igualando o lesionado Bas Dost como melhor marcador da equipa na Liga. Poderiam ter sido dois, mas o guarda-redes António Filipe roubou-lhe esse prazer antes de sair lesionado. Mas logo no primeiro tempo fora vítima do capitão dos leões, que desmarcou Ristovski para o cruzamento que deu origem ao primeiro golo. Graças a um daqueles passes magníficos que, na bitola de Bruno Fernandes, são apenas mais um dia no escritório.

 

Raphinha (3,0)

Todo ele é técnica no domínio de bola, aliada a uma das velocidades mais perigosas da Liga NOS. Mas desta vez não tinha as chuteiras calibradas no momento do remate e ainda viu a jogada de maior perigo apagada pelo árbitro Manuel Mota depois de um “think tank” na Cidade do Futebol discernir falta anterior e cartão vermelho para o sanguinário Ristovski.

 

Acuña (3,0)

Tem o seu quê de irónico que o argentino se torne mais perigoso quando recua de extremo para lateral-esquerdo. Assim voltou a suceder, com uma assistência primorosa para o golo de Bruno Fernandes e boas combinações com Jovane. Mas bem poderia ter evitado uma carga de ombro dentro da sua grande área que poderia ter resultado num pénalti a favor do Desportivo de Chaves.

 

Luiz Phellype (3,5)

Desatou a chorar quando marcou o primeiro golo desde que foi contratado ao Paços de Ferreira no mercado de Inverno. Talvez tenha sido de alívio, talvez tenha sido de emoção ou talvez tenha sido de dor, pois o seu gesto técnico a empurrar a bola cruzada por Ristovski envolveu lançar o corpo para a frente como se estivesse numa final de salto em comprimento. No resto do jogo tirou sobretudo partido do poderio físico, regressando aos holofotes ao minuto 100, quando foi desmarcado por Jovane Cabral, aguentou a pressão de um defesa, e rematou de forma descomplicada para o 1-3 que sossegou milhões de corações que viam a conquista do terceiro lugar em risco.

 

Idrissa Doumbia (2,0)

Entrou para o lugar de Gudelj e, ao contrário do que é seu bom hábito, pouco ou nada melhorou na circulação de bola do Sporting. Pareceu preso de movimentos e pouco confiante.

 

Jovane Cabral (3,0)

Logo no primeiro lance depois de entrar em campo rematou um pouco ao lado do poste. Empenhado em readquirir o estatuto de resolvedor, mesmo que os minutos a que teve direito se devessem à lesão do prodigioso Diaby, integrou-se nas acções ofensivas do Sporting com mais afã do que critério. Até fazer a assistência extraordinária para Luiz Phellype bisar, bem entendido.

 

Bruno Gaspar (2,5)

Chamado para recompor a linha defensiva após a expulsão de Ristovski, o lateral-direito comprado por mais milhões de euros do que cabe aqui dizer procurou não desmerecer a confiança nele depositada. Neste caso a confiança do treinador e não a confiança das pessoas que tanto apreciam expulsar o seu colega na véspera de jogos com o Benfica.

 

Marcel Keizer (3,0)

Cumpriu o objectivo de somar os três pontos que permitiram a subida ao pódio da Liga NOS (em igualdade pontual com o Braga) sem lograr que a equipa jogasse bem. Sem Bas Dost e Diaby disponíveis caçou com Luiz Phellype e não se deu mal com o método, até porque Bruno Fernandes recuperou a tempo da lesão que o impediu de salvar a Selecção de Portugal de si própria. Continua é a procurar-se a alegria dos primeiros tempos do keizerbol e a aposta na formação que não há maneira de aparecer.

Armas e viscondes assinalados: Três pontos em depressão frontal

Sporting 1 - Santa Clara 0

Liga NOS - 26.ª Jornada

15 de Março de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Esteve sempre no sítio certo nos raros remates do Santa Clara, segurando tudo menos o mais perigoso, ainda com o marcador a zeros, que foi desviado para canto pelas costas de Ristovski. Menos solicitado a fazer lançamentos longos que tende a ser habitual, visto que o adversário não é dado a pressões, tentou não fazer asneiras com a bola nos pés.

 

Ristovski (3,0)

Além de ter impedido o golo do Santa Clara com as suas costas largas, mesmo sem combinar às mil maravilhas com Raphinha, claramente influenciado pelo individualismo reaganiano dos pais, o lateral-direito macedónio foi um dos aceleradores da equipa, executou cruzamentos que poderiam ter surtido melhor efeito se alguém tivesse ido resgatar o Bas Dost do passado recente e vigiou quase sempre de forma muito competente alguns dos elementos mais competentes do plantel açoriano.

 

Coates (3,0)

Teve uma noite mais normal do que tem sido comum, concentrando-se na missão de cortar lances de perigo do Santa Clara. Assim fez, com o zelo que lhe é habitual, tendo o golo de Raphinha evitava aquele registo em que começa por construir jogadas de contra-ataque e quando se dá por isso passou a ser o segundo ponta de lança leonino.

 

Mathieu (2,5)

Uma perda de bola à entrada da grande área poderia ter estragado de vez uma exibição menos bem conseguido do central francês, ainda que também tenha ficado perto de marcar num livre directo em posição frontal.

 

Borja (2,0)

Durante a primeira parte foi o pior jogador do Sporting, parecendo diversas vezes perdido no relvado e sem saber o que fazer com a bola. Quando parecia fixar-se como terceiro central, prometendo mais do que o lateral-esquerdo, Keizer abdicou da sua permanência.

 

Idrissa Doumbia (3,5)

Recebeu a titularidade apenas devido à suspensão de Gudelj, e desde o apito inicial vincou as diferenças em relação ao sérvio. Nomeadamente naqueles detalhes de ganhar a posse aos adversários, acelerar o meio-campo e avançar para a grande área do adversário com a bola controlada. Capaz de melhorar a equipa do Sporting com a sua presença, Idrissa Doumbia viu-se mesmo assim substituído a meio da segunda parte, fazendo adivinhar que na deslocação a Chaves poderá voltar a ficar sentado no banco.

 

Wendel (2,5)

Muito rendilhou no meio-campo, suprindo incapacidades alheias (sobretudo as de Borja) e procurando posicionar-se para o que desse e viesse. Numa dessas ocasiões, servido por Raphinha em posição frontal, fez um remate fraco à baliza. Na segunda parte continuou a trabalhar muito, sem conseguir disfarçar o cansaço para todos os presentes no estádio tirando Marcel Keizer, que preferiu tirar Idrissa Doumbia na hora de refrescar a equipa.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Tal como os romanos nada fizeram pelos judeus de “A Vida de Brian” tirando o aqueduto, as estradas, a numeração ou os tribunais, também o jovem capitão nada fez pelo Sporting tirando a assistência para o golo de Raphinha ou outra assistência com que o brasileiro ficara perto de inaugurar o marcador. Numa noite menos bem conseguida, na qual os remates de longe saíram sempre à figura, quando não para as bancadas, Bruno Fernandes viu-se muitas vezes manietado pelas pernas dos adversários. Aqueles que, no apurado critério do árbitro Manuel Oliveira, terminaram o jogo com metade dos cartões amarelos exibidos aos futebolistas da casa.

 

Raphinha (3,5)

Marcou o golo que valeu três pontos praticamente caídos do céu, impedindo o guarda-redes Marco de lhe voltar a roubar os festejos, num dos remates com que procurou concretizar a sua missão de agitador do ataque do Sporting. Logo na primeira parte ficou na retina de todos uma jogada em que entrou na grande área do Santa Clara, rodeado de adversários, servindo Wendel para o que poderia ter sido mais do que uma ocasião de golo.

 

Acuña (3,5)

Facto: o Sporting conseguiu a vitória miserável que lhe valeu três pontos indistintos de outros eventuais três pontos conquistados através de uma ainda mais eventual grande exibição porque o argentino executou um lançamento de linha lateral, no limite da força dos braços e aproveitando o posicionamento de Bruno Fernandes, muito adiantado em relação à defesa do Santa Clara. Por essa altura do cronómetro já voltara a ser lateral-esquerdo, sem abrandar minimamente o ritmo e o ímpeto, pois aparentar ser algo que lhe está no sangue. Talvez pudesse fazer umas quantas transfusões aos colegas...

 

Bas Dost (1,5)

Começou trapalhão e desinspirado, travando jogadas de contra-ataque e fazendo remates inofensivos, mas com o passar do tempo deixou cair os braços até ao ponto de fazer figura de corpo presente no relvado. Mas ainda assim continuou até ao apito final, numa demonstração de solidariedade do compatriota que é pago para escolher os melhores jogadores do Sporting. 

 

Diaby (1,5)

Entrou para trazer velocidade ao ataque, à medida que o nulo no marcador começava a eternizar-se, mas nada de bom trouxe à equipa. Nem as arrancadas nem o toque de bola justificaram a sua presença no relvado. Quiçá mesmo no estádio.

 

Miguel Luís (2,0)

Voltou a ser aposta, muito tempo após marcar um belíssimo golo e emocionar o avô, mas também não conseguiu melhorar o desempenho do Sporting.

 

Marcel Keizer (2,5)

É impossível que não tenha visto que Idrissa Doumbia é melhor solução do que Gudelj? Veremos no próximo jogo, mas ninguém deverá apostar muito dinheiro na presença do sérvio no banco. Também o regresso de Bas Dost ao onze titular só não merece maiores reparos devido à horrível exibição de Luiz Phellype no jogo com o Boavista, tornando claro que se o Sporting conseguir melhor do que o quarto lugar praticamente assegurado será apenas graças a uma conjugação feliz dos astros e ao valor de algumas das suas peças, com Bruno Fernandes, Acuña, Raphinha e Coates à cabeça. Muito pouco para o orçamento e, sobretudo, para a dimensão da equipa treinada por um homem que, semana após semana, reconhece ser necessário jogar melhor. Mas demora a consegui-lo, tal como voltou a nem sequer conseguir fazer a terceira substituição (Jovane Cabral chegou a tirar o fato de treino...) antes do apito final.

Armas e viscondes assinalados: Três pontos certos por linhas tortas

Boavista - Sporting

Liga NOS - 25.ª Jornada

9 de Março de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Sofrer o golo do costume logo ao terceiro minuto, da primeira vez em que o Boavista se acercou da sua baliza e sem responsabilidade no funesto acontecimento, retirou ao guarda-redes brasileiro a habitual pressão da inevitabilidade dessa ocorrência. Mais solto e mais seguro, fez frente aos adversários no resto do jogo, concedendo-lhes escassas veleidades, ao ponto de na segunda parte pouco mais fazer além de umas saídas a cruzamentos.

 

Ristovski (2,5)

Responsável moral em primeiro grau da desvantagem madrugadora, sendo tragicamente incapaz de afastar a bola semeada pelo abominável Luiz Phellype, nunca mais teve influência preponderante no relvado. Até porque Raphinha tende a ser um “one man show” na ala direita.

 

Coates (3,5)

Começou a celebrar o jogo 150 de verde e branco na Liga NOS, meta que dificilmente tão cedo será atingida por um futebolista do Sporting, da pior forma: uma escorregadela impediu-o de chegar a tempo à bola oferecida por Luiz Phellype ao jogador do Boavista que assistiu o colega para o 1-0. Em vez de correr atrás do prejuízo, o uruguaio fez com que outros corressem, apostando em passes longos tão bem calibrados quanto desaproveitados. Também mostrou ser o melhor cabeceador do actual Sporting, fazendo a bola passar a centímetros do poste direito - na segunda parte, para desenjoar, fez a bola passar a centímetros do poste esquerdo -, antes de perceber que teria de ser ele a salvar a equipa. Tantas e tão boas foram as incursões pelo meio-campo adversário que Coates liderou o ranking de dribles (seis), sucedendo-se slalons como aquele em que serviu Raphinha para um remate contra um adversário que permitiu a Bruno Fernandes tentar marcar de bicicleta. Ninguém mais do que Coates, um capitão sem braçadeira que já voltou a ser o ponta de lança de recurso em que se tornara no ocaso de Jorge Jesus, merecia os três pontos literalmente caídos do céu.

 

Mathieu (3,0)

É muito possível que esteja de saída, regressando à terra natal para terminar a carreira, mas enquanto não chega essa funesto dia o francês tratou de recordar os sportinguistas que ainda ali está. Tanto a cortar o pouco perigo que o Boavista causou depois do golo como a lançar colegas no ataque.

 

Borja (2,5)

Muitas vezes cruzou para a grande área do Boavista, sem particulares consequências, pois Luiz Phellype foi quase tão ausente quanto Bas Dost, demonstrando uma capacidade de desmarcação ainda assim menos impressionante do que as suas deficiências no jogo de cabeça, pelo que qualquer tentativa de alívio tanto pode ir parar à linha lateral como aos pés de um adversário. Saiu de campo quando Marcel Keizer acordou e percebeu que os três pontos nunca mais apareciam.

 

Gudelj (2,5)

Os adeptos mais cínicos esfregaram as mãos quando o sérvio chocou de cabeça com um adversário, mas o rápido regresso ao relvado só permitiu um suspiro quando João Pinheiro foi buscar ao bolso o cartão amarelo muitas vezes esquecido nas “entradas viris” dos jogadores do Boavista, afastando Gudelj da recepção ao Santa Clara. Ao longo de noventa e tal minutos pouco fez de muito grave, ainda que uma rara tentativa de acelerar o jogo o tenha motivado a executar uma trivela directa para a linha lateral.

 

Wendel (2,5)

Ninguém consegue convencer o treinador de que o jovem brasileiro está cansado e necessita de alguma gestão de esforço. Mas não se pode culpar Wendel disso, pois não disfarçou as dificuldades em manter um ritmo elevado, para alegria dos boavisteiros que tão cedo se viram em vantagem. Não por acaso, o meio-campo leonino ficou a carburar melhor após a sua saída.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Começou por dar menos nas vistas do que é habitual, vendo-se obrigado a compensar a falta de fulgor dos colegas de meio-campo. Mesmo assim fez alguns passes longos extraordinários e mostrou-se disposto a ajudar tanto a defesa quanto o ataque. Depois do intervalo assumiu a responsabilidade que lhe pesa nos ombros, rematando sempre que teve oportunidades e preparando o guarda-redes do Boavista para o que lhe estava reservado. Bem tentou Bracalli evitar que o Sporting saísse dali com três pontos, defendendo mesmo o notável pontapé de bicicleta com que Bruno Fernandes quase fez o 13.° golo nesta edição da Liga NOS. Para o capitão dos leões, cujo rosto inquieto espelha o momento da equipa, coube a responsabilidade de cobrar o pénalti assaz duvidoso que valeu a vitória, três pontos e a manutenção da luta pelo terceiro lugar.

 

Raphinha (3,0)

Melhor jogador leonino no um contra um, o extremo brasileiro fez o que quis dos adversários no lance do 1-1, terminado com um cruzamento que Edu Machado desviou para o fundo das redes. Velocidade e capacidade de drible para dar e vender poderiam ser compensadas com maior frieza na hora de alvejar a baliza e critério nos cruzamentos. Mas o certo é que, por motivos que só João Pinheiro e o VAR podem explicar, foi-lhe concedida a grande penalidade fora do tempo regulamentar que permitiu ao Sporting conquistar três pontos merecidos.

 

Acuña (3,5)

Edu Machado roubou-lhe o “golo de m...” com que se aprestava a empatar o jogo, aparecendo à ponta de lança na pequena área. Seria um prémio adequado para o argentino, desta vez posicionado como extremo-esquerdo, mais uma vez um oásis de engenho e empenho entre a rapaziada ouçam lá o que eu vos digo. Não só urdiu inúmeras jogadas na esquerda, mesmo depois de recuar para lateral, na sequência da saída de Borja, como demonstrou várias vezes que é quase impossível tirar-lhe a posse de bola sem recurso a falta. E nesses casos provou que mudou o “chip”, sofrendo múltiplos atentados à sua integridade física sem responder na mesma letra aos perpetradores ou invectivar o árbitro que a tudo dizia “siga”.

 

Luiz Phellype (1,5)

O festival começou bem cedo, com um desvio de cabeça destrambelhado que só é menos responsável pelo golo do Boavista do que o seu posicionamento ainda mais destrambelhado no interior da pequena área, permitindo que o autor do tento ficasse em posição legal. Pior do que isso só mesmo a prestação ofensiva do substituto de Bas Dost, oscilando entre o alheamento e o escandaloso. Assim foi o cabeceamento ao poste, a dois metros da baliza e com Bracalli batido, acorrendo ao desvio de Raphinha. Na segunda parte esteve mais discreto, sendo sobretudo autor de faltas atacantes que só João Pinheiro conseguiu percepcionar, recorrendo ao mesmo sexto sentido que lhe permitiu marcar aquela grande penalidade. Se Luiz Phellype não consegue fazer melhor do que isto quando substitui Bas Dost será melhor o Sporting começar a entrar em campo com dez jogadores.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Entrou para acelerar o meio-campo e só não cumpriu melhor o objectivo porque Diaby se recusou terminantemente a combinar com ele. Na sexta-feira receberá a titularidade, a não ser que Keizer leve a sua predilecção por Gudelj ao extremo e prefira perder na secretaria a prescindir do seu fetiche balcânico.

 

Diaby (1,5)

Conseguiu ser tão trapalhão em 15 minutos quanto Luiz Phellype no jogo inteiro. Mas ainda poderia ser sido o herói do jogo num universo em que a sua execução não fosse lenta o suficiente para que dois - atente-se no detalhe de ter sido mais do que um - adversários desviassem para canto uma oportunidade de golo.

 

Marcel Keizer (2,5)

Fez um “mind game” a si próprio, convocando quatro centrais sem aparente intenção de adoptar o sistema de três centrais. Cometida a surpresa do 4-3-3, desfeita pela desvantagem logo aos três minutos, tendo apenas um português no onze inicial e nenhum da formação que supostamente chegou para estimular, o holandês observou placidamente como os seus jogadores ganharam natural ascendente e desperdiçaram uma quantidade de oportunidades que também começa a ser natural. Deixando as substituições para o último quarto de hora, apesar de Gudelj e Wendel parecerem substituíveis desde o início do jogo, Keizer recebeu o brinde de uma grande penalidade para lá de questionável, mantendo-se a três pontos do terceiro lugar e ampliando para dez a vantagem para o quinto. Quase desfez a mancha de não ter nenhum “made in Alcochete” em campo, mas João Pinheiro apitou para os balneários antes de Jovane Cabral poder tirar proveito do meio minuto que lhe estava reservado.

ADN de Campeão

Já dizia Jorge Jesus que esta coisa do ADN de Campeão não surge do nada, constrói-se, é preciso muito tempo e muito esforço para ele surgir e demostrar o que vale. Já dizia também alguém que construir demora muito, destruir quase nada, e o destituido encarregou-se do assunto no que ao futebol diz respeito a partir do sofá.

Vem isto a propósito de ter ido ao Pavilhão João Rocha ver a nossa brilhante equipa de andebol estar quase todo o tempo a perder e acabar a ganhar ao concorrente directo ao título, o Porto, e chegar a casa e ver o mesmo Porto a ganhar a 3 minutos do fim ao Roma e ganhar quase tantos milhões quantos nós vamos ter com um fundo qualquer, é a triste situação em que nos deixou o dito cujo. E nessa magnífica jornada de andebol até estava um jogador de futebol na bancada, o Acuña, lá com o seu chazinho de mate e acompanhado daquela senhora que indispôs a mana do tal destituído, suspenso e em breve expulso.

E fiquei a pensar se haveria algum ponto comum ou semelhança entre esta nossa brilhante/fantástica, o que quiserem, equipa de andebol, a equipa do Porto que conseguiu a passagem à eliminatória seguinte no prolongamento e a nossa actual tristonha e deprimente equipa de futebol profissional. 

Se calhar existe. Renan, Coates, Mathieu, Acuña, Bruno Fernandes, Bas Dost e o lesionado Battaglia têm aquela coisa que falta para dar "a extra mile" e conquistar. Já o demonstraram. Outros havia, mas o destituído correu com eles. Adrien e Patrício à cabeça. 

Por muito que aposte na formação, olho para todas as promessas actuais e parece que lhes falta muita coisa. Um tal Mama Baldé é a excepção.

Não será possível manter estes, pagando o que for preciso, ir buscar mais uns iguais a estes, já temos outros que não são estes mas que fazem umas flores de vez em quando, e ter um treinador que consiga extrair o melhor de todos eles, e fazer do todo uma coisa maior do que a soma das partes, como consegue um tal Canela no andebol ?

E mandar embora os emplastros que abundam no plantel? E não trazer mais porque sim?

Ou é pedir muito?

E ainda há quem fique incomodado com 1,6M€ para o Bruno Fernandes ficar? Ou o que custou a permanência de Acuña e Battaglia? Comparado com o que custaram Viviano e B. Gaspar, dois emplastros de todo o tamanho?

SL

Armas e viscondes assinalados: Novas oportunidades mesmo no final do jogo

Benfica 2 - Sporting 1

Taça de Portugal - 1.ª mão da Meia-Final

6 de Fevereiro de 2019

 

Renan Ribeiro (2,5)

Voltou a quase defender um golo do Benfica, pois ainda tocou na bola rematada por Gabriel, mas não evitou ser vítima de fogo amigo, sofrendo um segundo tento por inteira culpa de Tiago Ilori. Curiosamente, depois da tempestade que o assolou em Alvalade, teve um jogo de (relativa) bonança na Luz, pois as suas principais defesas foram facilitadas pela pontaria dos adversários e uma saída da baliza assaz disparatada, logo após o 1-0, não teve consequências graves.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Desta vez não foi o pior em campo, algo que já é digno de nota. Denotando as limitações técnicas que lhe servem de marca de água, concentrou-se o bastante para não afundar a equipa. Mesmo ajudando pouco ou nada no ataque, tem mais razões de queixa de Jovane Cabral do que o jovem extremo terá razões de queixa dele.

 

Coates (3,0)

A inteligência do uruguaio salvou a equipa de um pénalti ao cair do pano, quando agarrou um adversário que escapava para a baliza mesmo antes de este chegar à grande área. Numa noite de muito trabalho, com mais um novo colega de eixo defensivo ao lado, evitou um 2-0 madrugador ao substituir-se ao despassarado Renan Ribeiro. E mais uma vez não lhe faltou força e vontade para pegar na bola e avançar pelo terreno quando mais ninguém o fazia. Resta saber quem o fará no domingo, em Santa Maria da Feira, pois estará a cumprir um jogo de castigo.

 

Tiago Ilori (1,5)

Foi quem teve de pagar pelas incendiárias palavras proferidas pelo comentador Jorge Andrade na RTP3, vendo um cartão amarelo ao segundo minuto por fazer uma falta sobre João Félix em que a nova coqueluche do Benfica demonstrou que se isto do futebol não correr assim tão bem pode matricular-se na Escola Superior de Teatro e Cinema. Tão mau arranque não desanimou o central regressado ao Sporting, e Ilori até fez um ou outro corte assinalável, mas na segunda parte foi o descalabro. Pouco depois de permitir um cabeceamento de Ruben Dias no coração da área, ao melhor estilo de André Pinto, aproveitou a assistência de João Félix para fazer um autogolo que lhe fez cair o queixo e poderia ter sido o início de uma goleada não fosse o esforço final dos colegas.

 

Borja (2,5)

Estreou-se em circunstâncias difíceis, e durante longos e penosos minutos parecia um violinista talentoso contratado para a orquestra do Titanic. O colombiano demonstrou possuir técnica e velocidade, mas o verdadeiro teste será nos jogos vindouros, sobretudo se um dos melhores jogadores do plantel tiver mesmo de roer a rolha da garrafa do rei da Rússia.

 

Gudelj (2,0)

É difícil aceitar que não tenha confiança e rasgo para sequer fingir que sabe sair com a bola. Na vigilância aos adversários esteve ligeiramente melhor, mas parece cada vez mais o principal (ainda que não único) responsável pelo baixo desempenho do meio-campo do Sporting.

 

Wendel (2,0)

Não deixa de ser estranho, mas é a mais pura verdade: tivesse o jovem brasileiro demonstrado o mesmo discernimento a rematar que teve nas movimentações e o Sporting teria saído do Estádio da Luz com um empate ou mesmo uma vitória mais contra a corrente do jogo do que a desova dos salmões. Desaparecido numa primeira parte de intenso domínio encarnado, Wendel correspondeu a um passe brilhante de Acuña, tendo pela frente apenas Svilar, mas nem na baliza logrou acertar, tal como alguns minutos mais tarde rematou ao lado do poste, servido por Luiz Phellype em posição frontal. Acabou por sair mais cedo, numa altura em que Marcel Keizer optou pelo 4-4-2.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Forçado a jogar mais recuado, não só para conter o adversário mas porque alguém tem de sair com a bola e a ausência de Mathieu torna gritante a falta de apetência de Gudelj para tais afazeres, foi dos menos maus na primeira parte, rematando forte mas à figura de Svilar. Quando o Sporting começou a procurar dar a volta ao jogo, já com dois golos de desvantagem, contribuiu de forma decisiva para que o regresso dos leões ao Jamor seja mais do que uma miragem. Nem o facto de Svilar ser um dos exemplos acabados da fábrica de fazer sobrevalorizados que existe no Benfica desvaloriza a magia de um livre directo que só está ao alcance dos enormes jogadores. Sobretudo dos enormes jogadores que são mesmo enormes e não caem ao chão, exigindo faltas e amarelos, de cada vez que uma rajada de vento sopra por perto.

 

Jovane Cabral (2,0)

Recuperou a titularidade e pouco fez com ela. Muito lento a reagir no lance do primeiro golo, deixou Bruno Gaspar sozinho na direita e estendeu a passadeira para que Gabriel rematasse. Incapaz de ultrapassar os adversários em drible, nomeadamente Grimaldo, não conseguiu fazer melhor do que um passe atrasado para Bruno Fernandes encher o pé. Mantido no relvado mais tempo do que merecia, saiu sem glória nem proveito.

 

Acuña (3,5)

É um dos grandes jogadores do plantel, seja em que posição for. Após lutar contra o marasmo generalizado da primeira parte leonina, na qual não se esqueceu de sublinhar em altos decibéis a dualidade de critérios do árbitro (que, por uma vez, se esqueceu do argentino ao distribuir cartões), fez uma bela segunda parte. Na retina ficou o passe assombroso a que Wendel se encarregou de retirar o valor acrescentado de um 1-1 ou um lance em que apareceu junto à baliza contrária, como se tivesse sido adaptado a ponta de lança, e terá sido carregado por um adversário quando se preparava para cabecear - ou pelo menos assim foi numa realidade paralela em que um lance desses pode dar direito a pénalti contra o Benfica em pleno Estádio da Luz. Se este tiver sido o seu último jogo deixará (muitas) saudades.

 

Luiz Phellype (2,5)

Esteve a um passo de roubar a bola a Svilar num lance em que a encarnação de uma célebre personagem da televisão nos anos 70 - só que com luvas e um género diferente nos documentos de identificação  – teve mais um daqueles excessos de confiança que animam os adversários do Benfica. Sempre muito sozinho, fez o que pôde e a forma como ofereceu posição de remate a Wendel merecia melhor aproveitamento. Tal como a breve aposta no 4-4-2 merece ser testada noutro tipo de jogo.

 

Diaby (2,5)

Entrou com a missão de agitar o ataque leonino e, sem ser minimamente brilhante, conseguiu fazê-lo bem melhor do que o mais lento Jovane Cabral.

 

Bas Dost (2,0)

Ainda meteu a bola no fundo das redes, mas o árbitro assinalara antes uma daquelas faltas ofensivas fora da pequena área que constam da apólice de seguros da equipa da casa.

 

Raphinha (-)

Sem tempo para mostrar nada.

 

Marcel Keizer (2,5)

Arriscou nos reforços de Inverno, acabando por ser traído pela confiança em Ilori, e depois de um período inicial de domínio sufocante viu os seus jogadores equilibrarem minimamente o jogo. Ainda que não raras vezes aparente estar desnorteado no banco de suplentes acertou nas substituições, como sempre tardias, e fica a dever a Bruno Fernandes mais meia garrafa de oxigénio, essencial para preparar a visita de um grupo descrente e pouco organizado de jogadores ao Feirense e a recepção a um Villarreal que ainda está em piores lençóis do que o Sporting. Para Abril fica a segunda mão que lhe pode dar acesso à segunda final de uma taça.

Reforços ou nem tanto (parte 3)

A poucos dias de fecho do mercado, e com a grande dúvida ou não de Acuña (passou muito ao lado da festa, os colegas bem puxaram por ele, mas parece estar mesmo de saida), vai-se conhecendo a esperada arrumação de casa no plantel do Sporting:

Saem: Viviano (GR), Marcelo (DC), Lumor (DE), Misic (M), Bruno César (M), Mané (E),  possivelmente Castaignos (PL) e (que pena) Acuña (DE/E).

Entram: Ilori (DC), Borja (DE), Doumbia (M), Francisco Geraldes (M), Luiz Phellype (PL)

Plantel emagrecido, mais jovem, menos despesa, mais peso da formação, tudo coisas boas, mas... plantel reforçado?  Tenho dúvidas...

Entretanto os milhões das rescisões continuam em parte incerta, Patrício e William ajudaram o presidente na resolução do problema no que respeita a cada um deles, mas os restantes continuam bem complicados. A falta de rendimento do Gelson Martins no Atlético Madrid tambem em nada ajudou.

Vamos ver o que acontece ainda até ao fecho do mercado.

SL

Pódio: Acuña, Bruno, Coates, Mathieu

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Moreirense pelos três diários desportivos:

 

Acuña: 17

Bruno Fernandes: 16

Coates: 16

Mathieu: 16

Nani: 15

Ristovski: 15

Gudelj: 13

Renan: 13

Raphinha: 12

Wendel: 12

Diaby: 11

Bas Dost: 10

Petrovic: 6

 

O Jogo e A Bola elegeram  Acuña  como melhor em campo. O Record optou por  Bruno Fernandes.

Armas e viscondes assinalados: Provavelmente a pior vitória da temporada

Sporting 2 - Moreirense 1

Liga NOS - 18.ª Jornada

19 de Janeiro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

O desvio atabalhoado para canto de um cruzamento-remate, quando o jogo caminhava para o seu triste fim, foi a principal intervenção do brasileiro, quase sempre limitado a reposições de bola. Também sofreu um golo, sem grande culpa, restando-lhe a compensação de que os três jogadores leoninos que estiveram melhor (Coates, Mathieu e Acuña) do que os marcadores dos dois golos que valeram esta tristonha vitória tiveram maiores responsabilidades nesse lance.

 

Ristovski (3,0)

Atrapalhou-se com a bola duas vezes quando poderia ter entrado com perigo na grande área do Moreirense, mas deve-se-lhe o remate que ajudou Bruno Fernandes a fazer o 2-0, bem como um excelente cruzamento que demonstrou a presente propensão de Bas Dost para encaminhar para fora da baliza qualquer bola que receba frente à baliza.

 

Coates (3,0)

Fez uma assistência de longa distância para o golo de Raphinha no universo alternativo em que Rui Costa e João Capela não foram escolhidos para serem o árbitro e videoaárbitro de um jogo em que o Sporting se arriscou a perder pontos para os três primeiros classificados. Também fez os cortes do costume, ainda que por vezes assaz aquém de perfeitos nas bolas altas, e contribuiu para que o desnorte da segunda parte não tivesse piores consequências.

 

Mathieu (3,5)

Desta vez não alvejou a baliza adversária, até porque Rui Costa só marcou (e ainda assim raramente) faltas contra Moreirense a uma distância segura da baliza dos visitantes. Dedicou-se a desarmes arriscados na grande área e a tentar suprir as insuficiências de colegas do meio-campo na construção de jogadas.

 

Acuña (4,0)

Teve um ataque de fúria quando o colega Petrovic o desarmou no instante em que se preparava para fazer o 3-1, mesmo na última jogada, e esse momento insólito serve de metáfora perfeita para um jogo em que o argentino pareceu estar num plano diferente do que a esmagadora maioria dos colegas. Além de marcar o canto que resultou no primeiro golo e de fazer o cruzamento para Diaby cabecear, o guarda-redes defender para a barra e o 2-0 aparecer dentro de momentos, manteve um ritmo alucinante ao longo de noventa e tal minutos, mostrando-se impecável na abordagem a todos os lances à excepção de um corte na grande área que só não deu pénalti porque João Capela deveria estar a ver o que se dizia na CMTV acerca do destino do “hacker do Benfica”. Se o Zenit contratar o internacional argentino no fecho do mercado de Inverno será a pior afronta que russos fazem ao Sporting desde que o CSKA Moscovo venceu a final da Taça UEFA em Alvalade.

 

Gudelj (1,5)

O melhor momento da sua exibição foi o amarelo que o exclui da visita a Setúbal, próximo compromisso após o jogo ou jogos para a ‘final four’ da Taça da Liga. Desfasado do jogo, incapaz de colaborar na construção de jogadas e com frequentes atrasos nas movimentações, pecou pelo tipo de falta de agressividade na disputa de bolas que certamente será motivo para perda de nacionalidade se a constituição da Sérvia for como deverá ser. Voltou a subir no terreno quando Petrovic voltou a saltar do banco de suplentes, sem bons resultados.

 

Wendel (2,0)

Falhou na missão de acelerar o meio-campo leonino e limitou-se a lutar, raramente com muito critério, não obstante uma ou outra arrancada para contra-ataques que não resultavam em nada. Saiu muito cansado e talvez seja melhor alguém recordar ao treinador que Miguel Luís e Francisco Geraldes podem ser utilizados ao longo do ciclo infernal de jogos que vem a caminho.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Marcou um golo que deverá ser mostrado a Bas Dost e outros colegas para que aprendam como se faz uma recarga quando o guarda-redes teve que se atirar ao relvado. E fez por servir os colegas em diversas ocasiões, sem que os passes lhe saíssem tão bem quanto é costume. Embora a má forma de alguns desses colegas também possa explicar o baixo aproveitamento.

 

Nani (2,5)

Começou com um prenúncio de exibição de gala, inaugurando o marcador aos três minutos, num raro golo de cabeça. Pena que tenha começado a perder gás minutos mais tarde, abusando da lentidão responsável pela morte de mais jogadas do que os japoneses matam baleias. Foi substituído a meio da primeira parte e o melhor elogio que se lhe pode fazer é que não estava a ser o pior do Sporting.

 

Diaby (2,0)

Um cabeceamento para defesa incompleta que deu origem ao 2-0 foi o melhor que o maliano fez num jogo em que a sua titularidade em detrimento de Raphinha é um mistério comparável ao que seria a sua presença no banco em detrimento de Jovane Cabral. As insuficiências técnicas voltaram a ser gritantes - o melhor exemplo foi o modo como (des)controlou a bola ao receber uma abertura extraordinária do recém-entrado Raphinha -, e a quantidade de dinheiro paga pelo seu passe só não é o pior acto da gestão de Sousa Cintra porque se lembrou de incluir uma cláusula de venda escandalosa no empréstimo do jovem central turco Demiral, afastado do plantel principal para que Marcelo pudesse ficar.

 

Bas Dost (2,0)

Mais uma demonstração de que o melhor avançado de Dezembro ainda não entrou em 2019. A única ocasião de golo que teve foi transformada num desvio para longe da baliza, na melhor triangulação que fez estava (mesmo) em fora de jogo, e foi numerosas vezes displicente nas disputas aéreas, as quais têm sido o seu título de Miss Simpatia quando não cumpre nos desfiles de finalização. Ficou muito irritado quando os irmãos Arbitralha ignoraram o empurrão nas costas que sofreu à entrada da grande área no instante em que ia receber isolado o cruzamento de Diaby, mas seria mais pedagógico e construtivo ficar irritado com o cidadão holandês que lhe aparece no espelho.

 

Raphinha (3,0)

Poderia ter esmorecido ao ver-se relegado para o banco, o que não se verificou. Procurou dinamizar a ala direita, fez uma abertura notável para Diaby desperdiçar e até marcou um golo extraordinário, recebendo um passe longo de Coates e desviando-se do guarda-redes antes de rematar de ângulo complicado para o fundo das redes. A divulgação pública das comunicações entre Rui Costa e João Capela, discernindo o seu “tronco adiantado” em relação à linha de fora de jogo, poderá resultar num Prémio Gazeta. Quiçá um Pulitzer.

 

Petrovic (1,5)

Entrou nos últimos minutos, como entra sempre que o treinador enterra um pouco mais fundo a sua filosofia de futebol-espectáculo para garantir o resultado possível. Tentou impor a presença física para afastar o fantasma do empate, mas a segundos do apito final optou por roubar a bola a Acuña, evitando o 3-1 de uma forma tão eficaz que, havendo justiça, o sérvio deveria ser integrado na folha de vencimentos da equipa de arbitragem.

 

Marcel Keizer (2,0)

Manteve a distância de oito, três e dois pontos em relação a FC Porto, Benfica e Braga. Termina aqui a parte positiva do desempenho do holandês num jogo em que insistiu em Diaby, ignorou a má forma de Gudelj e Bas Dost, nem sequer esgotou as três substituições (esclarecendo Francisco Geraldes e Luiz Phellype quanto às expectativas que neles deposita) e demonstrou uma clareza de análise quanto à fraca qualidade do Sporting na segunda parte só comparável com a incapacidade de melhorar a dita qualidade. Seguem-se embates com Braga, Benfica, talvez com FC Porto, e ainda Villarreal, pelo que se alguém encontrar o Marcel Keizer que chegou a Portugal é favor devolvê-lo a Alvalade.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da vitória. Esta tarde, em casa, frente ao Moreirense. Triunfo difícil, por 2-1, contra uma equipa muito bem orientada e que tem mantido um bom desempenho na Liga 2018/2019, onde figura no sexto posto.

 

Dos golos marcados cedo. Aproveitamento em larga percentagem das escassas oportunidades que tivemos: aos 26', tinham sido três, duas das quais concretizadas em golo - por Nani, logo aos 3', na sequência de um canto apontado por Acuña, e por Bruno Fernandes, aos 26', na recarga após um remate fortíssimo de Ristovski com defesa incompleta do guarda-redes Jhonatan. Na terceira oportunidade, também aos 26', Diaby cabeceou à trave.

 

De Mathieu. Outra exibição de grande nível do central francês, comandante indiscutível da sua zona. Num lance muito difícil, em que ameaçava ser batido em velocidade, fez um corte impecável, com noção exacta do seu tempo de intervenção, no minuto 40. Outros cortes oportuníssimos aos 41', 54' e 86'. Sempre muito concentrado, com inegável capacidade de intervenção e notável leitura de jogo.

 

De Acuña. Grande exibição do internacional argentino, para mim o melhor em campo. Foi dele a assistência para o nosso golo inicial, ao cobrar muito bem um canto. Grandes cruzamentos aos 26' e 47'. Lutou sempre muito, disputou bolas, causou desequilíbrios na sua ala, nunca desistiu de um lance.

 

De Bruno Fernandes. Foi um dos nossos jogadores com exibição mais positiva - e dos raros que fizeram questão de não baixar os braços até ao fim. Valeu dois pontos à equipa ao apontar o golo da vitória tangencial. Leva já 16 marcados nesta temporada - sete dos quais no campeonato. Tantos como conseguiu ao longo de toda a época anterior.

 

Do balanço do Sporting em casa. Continuamos invictos em Alvalade nesta Liga 2018/2019. Com nove vitórias e um empate (com o FC Porto, na jornada anterior).

 

 

 

Não gostei

 

 

Da medíocre exibição da nossa equipa no segundo tempo. Neste período complementar, estivemos sempre dependentes de um rasgo esporádico de um dos nossos jogadores com maior qualidade - algo que raras vezes sucedeu. Regressando do intervalo a vencer por 2-1, abdicámos do ataque continuado, passando a defender a magra vantagem até ao fim, com inócuas trocas de bola muito longe da zona de tiro. A troca de Wendel por Petrovic aos 85' coroou esta ideia de jogo, própria de equipa pequena: Marcel Keizer reeditou a táctica do detestado José Peseiro, trancando o meio-campo com duplo pivô (Gudelj+Petrovic).

 

Da falta de energia anímica. A partir da meia hora de jogo, a equipa já pareceu jogar cansada. Movimentos desenvolvidos com extrema lentidão, sem acelerar nem criar situações de perigo, revelando automatismos muito previsíveis, com posse de bola passiva. O golo sofrido aos 34' castigou esta displicência, nada adequada aos pergaminhos leoninos - ainda por cima actuando em Alvalade. O treinador não ajudou, ao manter demasiado tempo a equipa inalterada: a primeira substituição, trocando Nani por Raphinha, ocorreu só aos 68'.

 

Da anulação de um golo limpo a Raphinha. Iam decorridos 80' quando o extremo entrado 12 minutos antes, aproveitando muito bem um passe longo de Coates, se isolou na grande área do Moreirense e introduziu a bola na baliza. A equipa de arbitragem dirigida por Rui Costa, mesmo alertada pelo vídeo-árbitro, manteve a decisão errada. Na sequência de outro erro grave, ainda na primeira parte, quando pouparam um cartão vermelho e um livre directo ao Moreirense por derrube de Bas Dost quase em cima da linha da grande área.

 

De Diaby. Marcel Keizer continua a apostar nele para o onze titular sem que o maliano justifique esta aposta. Hoje voltou a passar quase ao lado do jogo. Nos momentos de decisão, falhou: aos 5', cabeceou por cima, aos 26' acertou na barra. Revela dificuldades técnicas na recepção de bola e falta de entrosamento com a equipa. Inexplicável, a decisão de mantê-lo em campo durante os 90 minutos.

 

De Bas Dost. O que se passa com o internacional holandês, que não marca há quatro jogos? Hoje voltou a ter uma exibição apagadíssima, totalmente ineficaz na linha de tiro. Aos 17', muito bem servido por Bruno Fernandes, não conseguiu melhor do que um remate frouxo. Aos 31', protagonizou um inacreditável falhanço à boca da baliza. Apanhado em sucessivas situações de fora-de-jogo, nada acrescentou à equipa. Apetece perguntar se Luiz Phellype não merecia ter entrado, ao menos para acumular mais uns minutos.

 

Do afastamento de Jovane e Miguel Luís. Nenhum dos dois voltou a ser convocado - e, tanto quanto se sabe, em ambos os casos não terá sido por lesão. É assim que se aposta nos valores da formação neste Sporting 2018/2019?

 

Da ausência do "reforço" Francisco Geraldes. Desta vez foi convocado, mas não calçou. O treinador mandou-o aquecer durante cerca de 40 minutos, na segunda parte. Em vão: o nosso médio criativo formado na Academia de Alcochete continua sem merecer a confiança do técnico holandês - apesar de termos acabado com diversos jogadores à beira da exaustão e Keizer não ter sequer esgotado as substituições. Pelos vistos Geraldes só serve para fazer publicidade às gameboxes.

 

Dos assobios no estádio. Iam decorridos 22 minutos quando começaram a ser escutadas as primeiras vaias. Dirigidas, sobretudo, à nossa linha defensiva - precisamente a que menos mereceu escutá-las. Não consigo entender por que motivo os sócios e simpatizantes do Sporting se deslocam a Alvalade, numa tarde invernosa de chuva, para protestarem com os jogadores que deviam merecer incentivos da massa adepta. A própria visão das bancadas já era desoladora: só 30 mil adeptos no estádio - muito abaixo dos 45 mil que compareceram ao Sporting-FC Porto.

 

De continuarmos em quarto lugar no campeonato. Com 38 pontos, seguimos a oito do FCP, a três do Benfica e a dois do Braga. Treze, no total. Pontuação pouco animadora para atacarmos o principal objectivo da época: o segundo lugar na Liga, que pode garantir o acesso à milionária Liga dos Campeões.

Armas e viscondes assinalados: Nem com um a menos se repetiu o Jamor

Sporting 4 - Desportivo das Aves 1

Liga NOS - 12.ª Jornada

9 de Dezembro de 2018

 

Renan Ribeiro (3,5)

Sabia que o último guarda-redes do Sporting a sofrer dois golos do Desportivo das Aves num só jogo é agora titular de um clube da Premier League, mas nem assim o brasileiro consentiu que a bola voltasse a transpor a linha de golo após o tento que abriu o marcador em Alvalade. Sem nada poder fazer para desviar o cabeceamento de Defendi, Renan Ribeiro cobriu bem o ângulo para evitar que Amilton fizesse o 0-2 num contra-ataque muito rápido, e voltou a dificultar a missão de Elhouini, servido por um péssimo atraso de Coates, mesmo antes de o intervalo chegar e de Nani selar a reviravolta. Manteve-se atento na segunda parte, encaixando remates perigosos e controlando o tráfego aéreo na sua grande área de jurisdição.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Ficou a dever o 5-1 a Bas Dost, sendo incompreensível como conseguiu cruzar mal ao ponto de os metros de avanço do holandês em relação à linha defensiva de nada servirem. Por essa altura já era evidente que o lateral-direito assumira o papel de coveiro de jogadas prometedoras, tão manifesta a sua incapacidade de conseguir desequilíbrios ou de sequer fazer chegar a bola aos colegas de equipa. Melhor defensivamente, distinguiu-se por um alívio milagroso que evitou um segundo golo capaz de levar a que também Renan Ribeiro fosse para o Wolverhampton. Muito pouco, ainda assim, para justificar titularidade (até a presença) numa equipa que luta para ser campeã.

 

Coates (2,5)

Dizer que não foi a melhor noite da carreira do central uruguaio é pouco. O golo do Desportivo das Aves teve o seu aval, tamanha a liberdade que permitiu a Defendi, mas também abusou da sorte em contactos com adversários na grande área e fez um passe disparatado a Renan que poderia ter levado a um pesadelo semelhante àquele que viveu na final da Taça de Portugal. Claro que a isto pode contrapor uma sucessão de cortes providenciais e de outras resoluções de problemas, bem como uma incursão pelo meio-campo adversário (em trocas de bola com Bas Dost) menos  fútil do que é habitual, ainda que tão pouco frutífera quanto as anteriores. Mas a ele exige-se sempre mais. 

 

Mathieu (3,0)

Forçado a trabalhar muito na fase inicial de construção de jogadas, devido à apertada vigilância que os adversários impuseram ao meio-campo leonino, o francês deu o que tinha. E ainda lhe sobrou muito para fazer cortes e antecipações que evitaram maiores dissabores ao Sporting.

 

Acuña (2,0)

Viu dois amarelos, o segundo dos quais por derrubar um adversário que se iria isolar, e deixou os colegas com menos um em campo durante quase 40 minutos. Já não seria grande cartão de visitas, mas a parte pior é que a sua exibição ficou mais marcada pelos conflitos com a equipa de arbitragem (sobretudo o fiscal de linha a quem terá declamado alguns dos mais belos versos da poesia em língua castelhana), e pelas picardias que lhe valeram o primeiro amarelo, do que pelo futebol praticado. Tendo recolhido mais cedo ao balneário, talvez tenha podido assistir ao prolongamento da final da Taça Libertadores da América.

 

Gudelj (3,0)

Começou o jogo totalmente manietado pela táctica do Desportivo das Aves, demorando a ganhar espaço. Conseguiu-o sobretudo na segunda parte e revelou-se útil na missão de não se reparar tanto na inferioridade numérica dos jogadores verdes e brancos.

 

Wendel (3,0)

Vítima de uma entrada a puxar para o assassino, mesmo que nem sequer sancionada com falta, o jovem brasileiro regressou ao relvado com uma ligadura e com prioridade na ordem de substituições, sendo descansado por Marcel Keizer quando se tornou evidente que estaria tocado. Até então fizera o possível para assegurar circulação de bola no meio-campo. Mas não tão bem quanto nos jogos anteriores.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Chamar assistência ao passe que fez para Nani antes do 2-1 poderá ser uma tecnicalidade, mas o cruzamento perfeito, tirado da cartola mesmo junto à bandeirola de canto para Bas Dost cabecear para o 3-1, tal como o passe rápido e cheio de efeito que serviu Diaby no 4-1, são obras de arte só ao alcance de um grande jogador. Tão eficaz a construir como solidário a defender, voltou a provar que o melhor jogador da última temporada não se encontra num retiro espiritual tendo deixado um sósia no seu lugar.

 

Nani (3,0)

Marcou um golo magnífico, num remate de fora da área que não perde mérito por ter beneficiado do toque num adversário, daqueles golos que dá valor ao preço que se paga para ver um jogo. Foi o ponto mais alto de uma noite em que andou muitas vezes desaparecido, foi pouco influente na equipa e poderia ter saído mais cedo para permitir a entrada de Jovane Cabral.

 

Diaby (4,0)

Podia ter entrado na história do jogo mais cedo, pois dominou bem a bola dentro da grande área do Aves e rematou com muita força, só que a bola tentou furar as redes pela parte de fora. Precisou de esperar pelo lance em que foi abalroado quando procurava servir Bas Dost de cabeça, valendo o pénalti que permitiu o empate. E mais tarde selou o resultado final, pouco depois da expulsão de Acuña reavivar fantasmas de jogos passados, controlando muito bem a bola oferecida por Bruno Fernandes, flectindo rapidamente em direcção à baliza e fazendo um remate indefensável. Saiu do relvado com a sensação do dever cumprido.

 

Bas Dost (4,0)

O grau de confiança de Bas Dost ficou patente na firmeza com que agarrou a bola quando o árbitro ainda se dirigia para os monitores nos quais reviu várias vezes a falta sobre Diaby. A mesma confiança que lhe permitiu cobrar a grande penalidade de forma simples e eficaz, ou que serviu para cabecear como mandam as regras o cruzamento inesperado que Bruno Fernandes lhe endereçou. Sendo certo que talvez abuse do tempo que passa longe da baliza, nomeadamente em combinações com os colegas, não ficou longe de somar uma assistência para golo à contabilidade, descobrindo o recém-entrado Bruno César em boa posição para marcar.

 

Jefferson (2,5)

Foi chamado ao jogo na sequência da expulsão de Acuña, e foi útil sem deslumbrar, numa eficácia desprovida de brilhantismo que ajudou a assegurar tranquilidade à noite dos mais de 35 mil que foram a Alvalade. Chegou para ser o melhor lateral da equipa.

 

Bruno César (2,5)

Entrou para o lugar de Diaby, mas com a verdadeira missão de substituir Wendel, por sua vez sacrificado para a entrada de Jefferson. Devolveu critério na posse de bola e ficou a centímetros de fazer o 5-1, num remate à entrada da grande área, após uma assistência de Bas Dost.

 

Marcel Keizer (3,5)

Estreou-se no Estádio de Alvalade com uma exibição que não foi isenta dos sustos a que os sportinguistas se devem ir habituando. Desta vez não obteve resultados tão positivos do meio-campo, mas os violinos da orquestra estiveram afinados quanto baste para assegurar bons momentos de futebol e um caudal de golos que coloca o Sporting à beira de ter o melhor ataque da Liga. Bem a reagir à expulsão de Acuña, ainda que a dois tempos, só pecou por não refrescar a equipa com a terceira substituição. Tanto Jovane Cabral como Montero poderiam aproveitar o balanceamento dos adversários para o ataque nos últimos minutos de jogo.

Armas e viscondes assinalados: Chaves para as portas da vice-liderança

Sporting 2 - Desp. Chaves 1

Liga NOS - 10.ª Jornada

11 de Novembro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Muito pouco teve para fazer ao longo de quase todo o jogo e muito pouco fez nas raras ocasiões em que era preciso. Além do lance do golo do Chaves, no qual foi impotente perante o arco do triunfo de Niltinho, o guarda-redes brasileiro distinguiu-se por algumas reposições de bola muito abaixo dos mínimos.

 

Bruno Gaspar (3,0)

Despertou para alguns dos melhores e mais intensos minutos que os sportinguistas lhe viram (não muitos ao vivo, pois pouco mais de 20 mil foram ao estádio) na segunda parte, depois de ficar estendido na grande área adversária ao fazer aquilo que se pede a um lateral de um clube grande: diagonais que aumentem as hipóteses de golo. Já na primeira parte tivera uma ocasião para marcar, permitindo o desvio para canto, mas na maioria parte do tempo parecera tão detido nas movimentações quanto o homónimo que o foi contratar à Fiorentina.

 

Coates (3,5)

Nem o golo do Chaves, longe da sua área de influência, retira brilho a mais uma grande exibição do uruguaio, impondo extremas restrições ao espaço aéreo como só ele sabe. No que toca às tradicionais incursões ofensivas destaca-se uma tentativa de triangulação prejudicada pela interpretação de Bruno Gaspar do que representa ser um vértice.

 

Mathieu (3,5)

Começou o jogo com um susto, pois um atraso levou a bola a deslizar demasiado na relva molhada. Teve muito tempo para se redimir e assim fez, não só nos cortes e na pressão sobre os adversários, mas também na capacidade de esticar o jogo ofensivo dos leões.

 

Acuña (3,5)

Foi o último a tocar na bola antes do apito final, o que constituiu uma certa justiça cósmica para o argentino, novamente posicionado como lateral-esquerdo de grande vocação atacante. Deve-se-lhe o cruzamento perfeito que permitiu a Bas Dost inaugurar o marcador, outros centros que ficaram por aproveitar, uma atitude de carraça que deve causar calafrios aos adversários e a disponibilidade para disputar a bola mesmo que lhe estejam a agarrar a camisola ou a fazerem entradas de sola que são punidas com vermelho directo. A destoar em mais uma grande exibição só mesmo a liberdade que concedeu a Niltinho no lance do golo do Chaves.

 

Gudelj (3,0)

Viu um cartão amarelo por uma obstrução que provavelmente seria considerada um cumprimento cordial na Sérvia. Novamente colocado na posição mais recuada do meio-campo leonino, onde parece ter encontrado o seu nicho, voltou a servir-se do físico e da experiência acumulada para levar a água ao seu moinho.

 

Miguel Luís (3,0)

Manteve a titularidade que lhe fora entregue perante o Arsenal pelo seu antigo treinador dos tempos de júnior. Distinguiu-se pelo muito que lutou no miolo do terreno, ainda que sem nunca deslumbrar tanto quanto deverá precisar para continuar a ser aposta do novo treinador.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Teve em omnipresença o que lhe faltou em omnipotência e omnisciência, pois o seu mapa de acção cobre todo o relvado. O pior foram os resultados práticos, pois a sua tentativa de míssil teleguiado saiu directa para as bancadas esvaziadas pelo boicote da Juve Leo, uma desmarcação feita por Jovane Cabral foi desperdiçada e um passe longo que isolaria Nani não chegou ao destino. Pode ser que a pausa na Liga e a mudança de treinador ilumine o melhor futebolista da última edição da Liga NOS.

 

Nani (3,0)

Passou o tempo a construir jogadas e à procura de oportunidades para se reaproximar da liderança da lista de melhores marcadores. Valeu a pena? Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena... Teve direito a aplausos das bancadas ao ser substituído, já em tempo de descontos.

 

Jovane Cabral (3,0)

Desta vez foi titular, o que não costuma combinar assim tão bem com ele. Mesmo assim, um cruzamento para Bas Dost cabecear à figura e um remate rasteiro desviado pelo guarda-redes compensam um pontapé sem qualquer nexo junto da linha de fundo.

 

Bas Dost (3,5)

Passou dois minutos com a bola nas mãos, enquanto à sua volta os jogadores do Chaves protestavam, o videoárbitro revia as imagens e o guarda-redes era assistido. Foi autorizado a marcar o pénalti, fez o resultado final. Logo no início da primeira parte inaugurara o marcador com um cabeceamento irrepreensível, demonstrando que quem sabe nunca esquece.

 

Montero (2,0)

Preparava-se para entrar com o jogo empatado, entrou com o 2-1 e a missão de agitar o ataque, mas ficou demasiado só e lutou mais do que conseguiu obter.

 

Diaby (2,0)

Entrou para o lugar de Jovane e também oscilou de ala, logrando um bom cruzamento da direita para Bas Dost, que não andou longe de ser a única coisa digna de registo que o maliano tem para oferecer.

 

Misic (-)

Voltou a pisar o relvado em tempo de descontos. Pode ser que o Keiser engrace com ele.

 

Tiago Fernandes (3,0)

Deixa o Sporting na segunda posição, a apenas dois pontos do FC Porto, e bem posicionado para a qualificação na Liga Europa. Não só isso como aqui e acolá surgem uns vislumbres do que é construir jogadas com pés e cabeça. O interino emocionou-se no final do jogo, mas não se deve esquecer que os leões voltaram a terminar um jogo com vontade de queimar tempo para assegurar os três pontos. Estando a jogar contra dez. 

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Notas do Professor Marcel

Mal o jogo se iniciou, ambas as equipas mostrarem tendências suicidas: um flaviense confundiu um colega com uma bola de futebol e Mathieu atrasou uma bola venenosa para o seu guarda-redes. O Sporting apresentou-se com 3 médios de perfil, em bloco médio-alto, procurando o "campo pequeno", a fim de chegar mais facilmente em defensores de Chaves. 

 

A meio da primeira parte, quando se sucediam os passes falhados, na intersecção entre a linhas lateral e divisória do meio-campo Bruno Fernandes encontrou Acuña isolado pela esquerda. O argentino fez uma recepção orientada, centrou com régua e esquadro para a cabeça de Bas Dost e o holandês voador não perdoou. O Sporting poderia ter resolvido o jogo ainda no primeiro tempo mas, tal como a bola, o último passe nunca entrou.

 

O segundo tempo seguia numa toada morna até que Daniel Ramos lançou Niltinho na partida. Com a entrada do brasileiro, os flavienses encontraram as Chaves do Areeiro que lhes permitiram arrombar a trave (fechadura) da baliza leonina. O jogo aproximava-se do fim, não sem que antes o árbitro marcasse um penalty favorável ao Sporting. Na conversão, o suspeito do costume dostou, garantindo assim uma vitória e a ultrapassagem ao Braga para o segundo lugar do campeonato nacional.

 

No Sporting, Bas Dost e Acuña foram os melhores. Miguel Luís voltou a ser titular e mostrou consistência no passe, embora não tenha arriscado passes de ruptura. Gudelj continua a crescer defensivamente, mas dá pouco ao jogo a nível ofensivo. Nani e Bruno Fernandes alternaram boas cantorias com momentos dignos de ópera bufa e Jovane mostrou bons pormenores, no que terá sido um dos seus melhores jogos partindo de títular. Diaby, entrado em "modo morto de sono" a substituir o cabo-verdiano, foi a nulidade a que já nos habituou.

 

Marcel Keizer assistiu de camarote a esta partida cinzenta e algumas notas terá tirado. Em noite de Tiagos, um despediu-se a chorar e o outro deve estar a chorar a esta hora para não ser despedido. É que, sem que o (Bruno) Gallo já pudesse cantar, Tiago Martins (e o VAR), hoje muito infeliz nas decisões, renegou a (boa) arbitragem por duas vezes. Mais uma e o homem do apito ainda teria de mudar o nome para Pedro... Enfim, alguma vez haveria de "tocar" a nós...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost (lapidar no fim do jogo: "agora mais futebol, depois o título")

 

P.S. Diálogo mantido com um amigo benfiquista que me telefonou após o jogo:

- "Então o que `passou-se`?" -, perguntou-me ele como quem não quer a coisa, esboçando umas lágrimas de crocodilo.

- "Não sei, vocês é que estão (mal) habituados a isto..." -, retorqui-lhe eu, sem ponta de emoção (já chegava de choradeira por uma noite...).

 

bas dost chaves.jpg

 

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