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És a nossa Fé!

O emblema da Académica e... o Sporting

Porque ontem foi a apresentação oficial da Briosa, outra paixão, falo-vos do seu emblema.

 

«No losango quadrado do emblema da Académica, ergue-se, destacadamente, a Torre da Universidade, que se tornou o símbolo da Universidade de Coimbra.

Este emblema tem uma história, como conta Fernando Ferreira Pimentel, que o desenhou.

 

“Essas três letras e silhueta negras da Torre da Universidade, encaixilhadas num losango, esse conjunto tão singelo que nas lapelas, em bandeiras, alfinetes, automóveis, almofadas, azulejos e mil objectos variados se mostram por esse mundo além, representa a nossa Associação Académica, esse distintivo tão conhecido tem, afinal, uma história bem simples...

Até ao ano de 1926, o emblema que representava a Associação Académica nas festas ou cometimentos desportivos era uma capa de estudante erguida num pau ou num mastro de bandeira. Recordo-me, contudo, de ter existido, por essa época, um emblema de forma rectangular, encimado pela legenda “MENS SANA” e tendo como desenho um conjunto de figuras geométricas pretas e brancas, sem sentido, que alguns estudantes usavam na lapela, mas cujo significado, em relação à Associação Académica, nenhuma afinidade representava.

Na época de 1926/1927 - contou o Dr. Armando Sampaio - a ida do emblema começou a despontar e, num célebre desafio com o Sporting (...) o grupo da Briosa apresentou-se com emblemas na camisola “bordados por delicadas mãos de senhora”, emblemas esses em que figuravam apenas as letras AAC, mais ou menos, com a disposição e configuração aqui reproduzidas.

Como, porém, o resultado da pugna nos foi manifestamente desfavorável (só perdemos por 9 a 1) as culpas não caíram sobre o Armando Sampaio, o guarda-redes, mas sim sobre os estreados emblemas que, no regresso amaldiçoados, foram arrancados e votados ao ostracismo. (...)

Por essa altura eu desenhava, ou antes, rabiscava alguns bonecos e Armando Sampaio, conhecedor da minha mania do lápis, lembrou-se da minha pessoa para desenhar um emblema para a Associação Académica.

Animado pelo furor académico que sempre entusiasmava a rapaziada do meu tempo pus mão à obra e, com aquela inspiração que pelo menos uma vez na vida nos bate à porta e nos transforma em “génios”..., o distintivo surgiu num ápice. (...)

Depois, dando azar ou sorte, o emblema criou raízes, oficializou-se e ficou, com muita alegria minha (...)”»

 In: A Académica. 1ª ed : Lisboa, Edições Asa, 1995, p. 25

(excepto imagens)

É um cósmico

A caminho de levar a criança à escola, ouço no carro a justificação de Cosme para o "erro" do segundo golo da Académica em Alvalade. É uma cosmédia. Ou um inacreditável exercício de sacudir a água do capote. Diz Cosme que viu o auxiliar assinalar o fora-de-jogo e respondeu logo pelo intercomunicador que tinha dúvidas sobre a decisão. Diz Cosme que foi chamado pelo auxiliar (chamado, repete) e que insistiu nas dúvidas. Diz que, perante as ditas dúvidas, o auxiliar lhe disse então para validar o golo. Portanto, ele, que era o chefe da equipa, colocou o peso da chefia sobre o subordinado, mas depois só fez o que o subordinado lhe disse para fazer, subordinado esse que já tinha decidido de outra maneira e tinha decidido bem. Eu, se fosse ao auxiliar, nunca mais queria semelhante criatura para chefe, incapaz de assumir as culpas e atirando tudo para cima de quem faz bem o seu trabalho.

 

Note-se que este exercício lamentável resulta de uma autorização especial do Conselho de Arbitragem para deixar o cósmico falar. Uma decisão que, se não é inédita, muito longe não deve andar. Mas que só apareceu porque, desta vez, o escândalo foi tão grande que não foi possível ignorá-lo. É que não houve um jornal nem um comentador que não visse o que se passou. Se não tivesse havido barulho, Cosme teria constatado o erro e seguido para bingo. A ver quantos cosmes aparecem mais daqui até ao fim.

"Merecia bolinha vermelha"

Tribunal do jornal o Jogo unânime: Carlos Mané sofreu penálti aos 13' e o segundo "golo" da Académica foi irregular.

A palavra aos três especialistas em arbitragem.

 

Sobre a grande penalidade que ficou por assinalar:

Jorge Coroado: «Hugo Seco empurrou Mané pelas costas com ambas as mãos. Grande penalidade inequívoca e incompreensivelmente não assinalada.»

Pedro Henriques: «Hugo Seco, com as mãos e de forma negligente, empurra Mané pelas costas e este desequilibra-se. Infracção passível de grande penalidade.»

José Leirós: «Muita confusão, muita proximidade, muitos protestos e uma grande penalidade por assinalar. Hugo seco empurrou Mané pelas costas, derrubando-o.»

 

Sobre o golo que nunca devia ter sido validado:

Jorge Coroado: «Golo irregular. João Real estava fora de jogo, participou e influenciou a acção de um adversário. Devia ter sido sinalizado.»

Pedro Henriques: «Mesmo não tocando na bola, ao tentar disputar a mesma e aproximando-se do seu adversário a menos de metro e meio - neste caso estava junto -, [Real] toma parte activa no jogo, influenciando a acção do adversário.»

José Leirós: «Que irregularidade! No momento do passe, João Real já estava em posição de fora de jogo - só tinha um adversário entre si e a linha de baliza. Depois, teve intenção de jogar a bola, disputando-a em fora de jogo de acção e interferindo na acção de Ewerton.»

 

Conclusões:

Jorge Coroado: «Arbitragem calva de critério, de conhecimentos e atitude. Merecia bolinha vermelha no canto superior direito. Está há muito tempo na primeira categoria.»

Pedro Henriques: «Uma arbitragem irregular com decisões técnicas e disciplinares menos assertivas e correctas que acabaram por ter influência no desenrolar do jogo.»

José Leirós: «Esta arbitragem prejudicou o Sporting, o futebol luso e a classe da arbitragem. Espera-se que os árbitros mais novos não tenham visto, não serve de incentivo.»

Unânimes

A Bola: «Escândalo - Inacreditável que o segundo golo da Académica tenha sido validado» (texto da manchete de hoje)

 

Record: «Jogo com graves erros de arbitragem - penálti por assinalar e golo mal validado» (texto da manchete de hoje).

 

António Tadeia (RTP 3): «Sem dúvida irregular, o segundo golo da Académica.»

 

Joaquim Rita (SIC Notícias): «Um erro grave do árbitro. Foi demasiado óbvio que João Leal estorva a acção de Ewerton.»

 

José Nunes (RTP 3): «Há, de facto, um fora de jogo posicional. A posição do jogador da Académica perturba a acção do jogador do Sporting.»

 

Luís Vilar (SIC Notícias): «[João Leal] está claramente fora de jogo. Não só se fez ao lance como até tocou em Ewerton. O Sporting acaba por ser prejudicado neste lance.»

 

Nuno Dias (RTP 3): «O Sporting tem claras razões de queixa de Cosme Machado, um árbitro que se equivoca muitas vezes e hoje voltou a estar mal. Há claramente uma grande penalidade sobre Carlos Mané e há clara irregularidade no segundo golo da Académica.»

 

Pedro Sousa (TVI 24): «A Académica fez um remate e marcou dois golos, sendo que o segundo é irregular. (...) Duas decisões absolutamente erradas de Cosme Machado. Carlos Mané foi derrubado pelas costas: era não só grande penalidade como expulsão do jogador da Académica. Um ror de erros no capítulo disciplinar.»

 

Rui Pedro Brás (TVI 24): «Independentemente de o jogador da Académica ter ou não tocado na bola, é sempre fora de jogo. É um lance fácil de ajuizar. Um erro grosseiro, mas não foi o único: Cosme Machado, desde o início, mostrou uma tendência de inclinar o campo. (...) Aquele penálti sobre Carlos Mané era penálti em qualquer parte do mundo.»

Os nossos jogadores, um a um

Esta noite o Sporting enfrentou duas equipas: a Académica, que se colocou a vencer com um lance de bola parada logo nos minutos iniciais, e a equipa de arbitragem liderada por Cosme Machado na pior actuação de um "juiz" de partida neste campeonato que já vai na 20ª jornada. Vergonhosa é a expressão correcta para definir a péssima exibição deste árbitro que perdoou uma grande penalidade cometida logo aos 13' sobre Carlos Mané e na segunda parte viria a validar um "golo" da Académica marcado em posição irregular, como o País inteiro viu.

Jorge Jesus foi expulso por alegadas palavras de protesto junto do quarto árbitro na sequência de um cartão amarelo exibido a Adrien por se ter precipitado na marcação de um livre. Este cartão foi mais uma prova evidente de que o árbitro estava ali não para valorizar o futebol mas para assassinar o espectáculo perante um estádio que contou com a presença de mais de 40 mil espectadores.

Eu estava lá e vi. Uma Académica frágil, que nem a perder por 2-3 saiu do seu último reduto defensivo. Uma Académica medrosa e caceteira que só pode merecer elogio pelo tal lance de bola parada que lhe valeu o único golo legal e resultou de uma clara falta de marcação da defensiva leonina, que hoje jogou desfalcada devido às ausências de Jefferson e Paulo Oliveira.

Felizmente a vitória sorriu ao Sporting graças a um golo de Montero aos 84'. Caso contrário o escândalo seria ainda maior.

A figura do jogo foi Adrien, autor do mais belo golo do Sporting até agora neste campeonato. O primeiro dos três que aqueceram esta noite fria.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Saiu mal dos postes no lance que viria a gerar o segundo "golo" da Académica. O golo foi irregular, mas o guarda-redes ficou mal na fotografia.

JOÃO PEREIRA (7). Incansável no apoio ao ataque, ganhou sucessivos lances individuais. Foi uma constante dor de cabeça para a Académica. Assistência soberba para o segundo golo.

NALDO (3). Lesionou-se muito cedo, acabando por ser substituído por Ewerton. Já antes se tinha percebido que estava com problemas físicos.

RUBEN SEMEDO (5). A sua inclusão no onze titular foi a maior surpresa de Jesus para este jogo. Teve apontamentos positivos - no passe e na presença na grande área. Faltaram automatismos com os colegas, o que se compreende.

MARVIN (5). Correu muito mas nem sempre bem. Embrulhou algumas jogadas por falta de objectividade e vontade de fazer tudo sozinho. Tem de melhorar muito para destronar o titular Jefferson, ausente por lesão.

WILLIAM CARVALHO (4). Alternou boas recuperações de bola com alguma passividade. Percebe-se que está longe da melhor forma física. Foi substituído ao intervalo.

ADRIEN (9). Outra exibição superlativa do nosso capitão. A jogada do nosso golo aos 30', toda construída por ele, merece figurar em qualquer antologia. Incansável a trabalhar para a equipa.

JOÃO MÁRIO (8). Complementou da melhor maneira a actuação de Adrien, dando-lhe a melhor sequência. Deixou a cabeça em água e os rins doridos a diversos jogadores adversários.

BRYAN RUIZ (6). Um pouco mais apagado do que nos tem habituado, só a espaços demonstrou a sua indesmentível categoria. O seu maior mérito foi ter marcado o nosso segundo golo, aos 43', numa jogada construída por Carlos Mané.

CARLOS MANÉ (7). Voltou ao onze titular e teve desempenho claramente positivo. Aos 13' foi carregado em falta num lance que devia ter valido um penálti e expulsão do adversário. Construiu o segundo golo, que ofereceu a Ruiz.

SLIMANI (4). Muito apagado ao longo de todo o jogo, desta vez não conseguiu libertar-se das marcações. Mal tocava na bola, era rodeado por dois ou três adversários numa espécie de colete-de-forças.

EWERTON (4). Substituiu Naldo aos 33' mas nunca transmitiu verdadeira confiança ao nosso eixo defensivo, como ficou evidente no lance do segundo "golo" da Académica, embora com um adversário em posição irregular.

GELSON MARTINS (6). Não chegou a ter a influência revelada noutros desafios, mas sacudiu algum torpor da equipa quando foi lançado, aos 46', a substituir William. Boas movimentações. Falta-lhe maior poder de fogo na grande área.

MONTERO (7). Por vezes parece alheado do jogo: é sobretudo uma questão de estilo porque em momentos-chave não falha. Hoje funcionou como saca-rolhas ao marcar o terceiro e decisivo golo do Sporting, iam decorridos 84'.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

Da vitória. Mais um jogo, mais uma vitória. Esta claramente mais difícil pois jogámos contra duas equipas: a da Académica e a de arbitragem, liderada por Cosme Machado.

 

De Adrien. Mais uma exibição de cinco estrelas do nosso capitão, que marcou o golo inaugural do Sporting à meia hora de jogo. Um golo que fez levantar o estádio e vai figurar certamente entre os melhores deste campeonato. O luso-francês voltou a ser o melhor em campo, jogando à campeão.

 

De João Mário. Outra enorme exibição do jovem ala formado na nossa academia. Foi essencial para ligar o meio-campo ao ataque com a sua visão de jogo. Deixou diversas vezes a defesa adversária desposicionada, abrindo linhas de passe aos colegas. É um prazer vê-lo actuar.

 

De Montero. O internacional colombiano entrou aos 66', com a missão de desfazer o nó provocado pelo empate da Académica através de um golo irregular. Missão cumprida: aos 84' marcou o nosso terceiro - e decisivo - golo, garantindo os três pontos de que necessitávamos para continuar na liderança do campeonato. Um lance de execução perfeita, com grande domínio técnico do nosso avançado.

 

De João Pereira. Grande partida do lateral direito, num constante vaivém na sua ala. Aos 28' fez um cruzamento soberbo para Bryan Ruiz rematar na grande área, possibilitando ao guardião de Coimbra a melhor defesa do encontro. Aos 84' foi dele o cruzamento letal que funcionou como assistência para o golo de Montero.

 

Do lance individual de Carlos Mané aos 43'. Jogada de insistência do jovem extremo, que pôs dois defesas fora do caminho e serviu de forma perfeita Bryan Ruiz: o costarriquenho só teve de encostar o pé para marcar o segundo golo. Sem deslumbrar, foi a melhor exibição de Mané nesta temporada.

 

Do apoio intensivo da claque leonina. Hoje voltámos a ser mais de 40 mil no estádio. Apesar do frio, apesar do horário tardio, apesar dos atentados à verdade desportiva cometidos por uma arbitragem manifestamente incompetente.

 

Da nossa supremacia na classificação. Vamos com 51 pontos, continuando a liderar a Liga 2015/16.

 

 

Não gostei

 

De Cosme Machado. O apitador de serviço cometeu erros grosseiros - o maior de todos foi validar o segundo golo da Académica quando todo o estádio viu que o jogador João Real estava em fora de jogo, assinalado pelo próprio árbitro auxiliar. Já aos 13' o "juiz" da partida tinha feito vista grossa a uma grande penalidade cometida sobre Carlos Mané - lance em que devia ter sancionado o jogador da Académica com cartão vermelho. As expulsões de Jorge Jesus e do nosso treinador de guarda-redes, Nelson Pereira, desfizeram as últimas dúvidas: o senhor Machado compareceu em Alvalade com a missão de prejudicar o Sporting, inclinando o campo totalmente contra nós. Uma vergonha.

 

De consentirmos um golo nos minutos iniciais. Pelo terceiro desafio consecutivo, começámos a perder. E voltámos a sofrer dois golos - embora um deles escandalosamente irregular.

 

Que Slimani desta vez não tivesse marcado. O argelino bem tentou, mas não conseguiu libertar-se das marcações.

 

Da lesão de Naldo. O brasileiro teve de sair aos 33', dando lugar a Ewerton, que voltou a transmitir uma sensação de intranquilidade.

 

Das ausências de Paulo Oliveira e Jefferson. Fizeram ambos falta num quarteto defensivo oscilante onde João Pereira é o único a merecer nota francamente positiva.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade

A picareta falante

A cabeça mais brilhante do comentário futebolístico português - brilhante apenas por ser a que mais esbanja brilhantina no couro cabeludo - dedicou há dias meia hora da tribuna sem contraditório de que dispõe na pantalha a pôr em causa o profissionalismo de Tonel.

Aguardo com alguma expectativa o que dirá esta picareta falante sobre o virtuosismo andebolístico daquele rapaz de negro que ofereceu um brinde pré-natalício aos lampiões. Meterá a viola no saco?

Oiçam

Oiça, Pedro Correia, só tenho duas palavras: Trigueira e Ofori.

Aliás, oiça, também lhe digo, oiça, que se eu fosse presidente da Académica, estes jogadores nunca mais jogavam na Académica. Aliás, oiça, se eu mandasse no futebol português, estes dois jogadores nunca mais jogavam no futebol português.

Os melhores prognósticos

À terceira foi de vez. Nas duas primeiras jornadas, ninguém por cá acertou nos resultados do Sporting. Mas o desfecho da partida realizada em Coimbra foi antecipado aqui por três leitores: Francisco, João Galhardo e Grande Artista Goleador.

Aplicado o critério de desempate, a vitória desta semana vai para o Grande Artista Goleador, que acertou também no marcador de um dos três golos leoninos, Slimani (os outros foram apontados por Carlos Mané e Aquilani).

Parabéns a todos eles pela pontaria.

Os nossos jogadores, um a um

Terceira jornada, primeira vitória nossa por três golos. Contra a Académica, em Coimbra, perante mais um trio de arbitragem que tudo fez para estragar o espectáculo e prejudicar o Sporting. Ao oferecer de bandeja um penálti inexistente à equipa anfitriã enquanto lhe perdoava uma clara grande penalidade cometida contra Slimani quase a terminar a primeira parte.

Durante toda a partida o Sporting foi superior. A tal ponto que a turma de Coimbra nunca fez um remate digno desse nome à nossa baliza.

O melhor em campo, para mim, desta vez foi Slimani - autor do mais belo golo leonino desta temporada oficial até ao momento.

 

..........................................................................

 

RUI PATRÍCIO (5). Sereno. Não teve trabalho esta noite: nem sequer me lembro de uma defesa sua nesta partida contra a Académica. Valeu-lhe o facto de estar uma noite bem quente: não deu para arrefecer.

ESGAIO (6). Promissor. Rendeu João Pereira, que cumpre castigo. E correspondeu à aposta que o treinador fez nele. Subiu muito, no apoio ao ataque. E quase sempre bem. Um bom remate aos 36' e um cruzamento digno de elogio para Teo aos 61'.

PAULO OLIVEIRA (5). Tranquilo. Esteve atento e correcto, sem comprometer, numa noite sem sobressaltos. Cumpria-lhe assegurar o entendimento com o seu parceiro no eixo central, o que aconteceu.

NALDO (6). Seguro. Antecipou-se sistematicamente aos avançados da Académica, com indiscutível autoridade. E soube entregar a bola bem colocada para as linhas mais avançadas.

JEFFERSON (7). Acutilante. Fez um grande remate rasteiro a meia distância, muito bem colocado, aos 15', para defesa apertada do guarda-redes coimbrão. Jogou quase como um extremo. Travado sucessivas vezes em falta, sacou dois cartões amarelos aos adversários.

ADRIEN (6). Buliçoso. Foi a pedra angular do meio-campo a que já nos habituou. Recuperou bolas, distribuiu jogo, fez excelente assistência para o primeiro golo. Castigado por um penálti que não cometeu. Desperdiçou uma grande penalidade, atirando ao poste.

JOÃO MÁRIO (7). Incansável. Falhou por pouco um remate disparado fora da área aos 60', atirando a bola quase a rasar o poste. Grandes passes para Slimani (17') e Teo Gutiérrez (58'). Muito influente na construção do nosso jogo ofensivo, para não variar.

CARRILLO (6). Irregular. Foi irreverente nuns lances e perdulário noutros. Melhor momento: a assistência para o segundo golo, aos 24'. Oscilou muito em campo, tornando-se cada vez menos influente à medida que o tempo decorria. Substituído aos 70'.

CARLOS MANÉ (7). Acutilante. Foi pela primeira vez titular neste campeonato, entrando para o lugar de Bryan Ruiz, e justificou a chamada. Logo aos 6' abriu o marcador, fazendo a diferença com o seu futebol alegre e dinâmico. Quebrou fisicamente no segundo tempo.

TEO GUTIÉRREZ (6). Dinâmico. Grande passe aos 15' para João Mário, que desperdiçou. O lance do segundo golo começa a ser construído por ele. Esteve quase a marcar numa recarga aos 36'. Bom remate aos 61', três minutos antes de dar lugar a Bryan Ruiz.

SLIMANI (7). Matador. Marcou o segundo golo - primor de execução técnica - com um excelente chapéu. Derrubado na grande área aos 45': o árbitro não assinalou penálti. Outra vez carregado aos 82': aí o árbitro já apitou. Mereceu a vitória: foi o melhor em campo.

BRYAN RUIZ (4). Oscilante. Desta vez começou no banco: Jorge Jesus só o mandou entrar aos 64'. Continua a parecer em má condição física: apático e frágil, está longe de ser o elemento influente que se esperava. Não trouxe velocidade à equipa, longe disso.

AQUILANI (6). Eficaz. Entrou aos 70', rendendo Carrillo. Ajudou a dar serenidade e consistência ao nosso meio-campo. Chamado a marcar um penálti aos 83', após Adrien ter falhado um anterior, converteu-o de modo irrepreensível.

JONATHAN SILVA (-). Discreto. Substituiu Jefferson como lateral-esquerdo aos 87'. Mal teve tempo para se distinguir em campo, mas ajudou a poupar alguns minutos de desgaste físico do seu colega, titular da posição.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De ganhar em Coimbra.  Derrotámos a Académica por marca categórica: 3-1. Ou seja: vencemos e convencemos.

 

Que tivéssemos marcado muito cedo. Carlos Mané abriu o marcador logo aos 6´ nesta partida em que se estreou como titular na Liga 2015/16. Dando assim a nota para o encontro, em que o Sporting dominou por completo do princípio ao fim.

 

De Slimani. Marcou o segundo golo leonino. Um grande golo, que fez levantar o estádio. E nunca deu descanso à defensiva da Académica. Arrancou um penálti aos 82' ao ser carregado em falta na grande área. Foi o melhor jogador desta partida.

 

De Jefferson. Regressou à titularidade após ter falhado a partida na Rússia por queixas musculares. Voltou a ser o elemento influente do costume, com incursões agressivas pelo seu flanco e cruzamentos perigosos. É daqueles jogadores que nunca baixam os braços.

 

De Esgaio. Estreou-se no campeonato - e logo como titular, rendendo João Pereira, castigado. Mostrou-se à altura do desafio, confirmando que tem capacidade para agarrar o posto de lateral direito da equipa. Está em excelente forma física.

 

De Teo Gutiérrez. Vai progredindo de jogo para jogo. Fez hoje a melhor partida de verde e branco, movimentando-se muito bem nas linhas avançadas e trabalhando com eficácia para o colectivo.

 

De João Mário. É um pilar do nosso meio-campo, indispensável na construção do jogo leonino. Voltou a estar em grande forma neste desafio em Coimbra.

 

Que tenhamos marcado três golos. Uma proeza inédita à terceira jornada do campeonato. E foi a nossa segunda vitória fora de casa.

 

Que não tenhamos acusado a derrota na Rússia. A equipa entrou bem, dominou, demonstrou superioridade e não acusou desgaste psicológico na sequência do nosso injusto afastamento da eliminatória de acesso à Liga dos Campeões.

 

Que tenhamos conseguido em Coimbra um resultado muito melhor do que há um ano. No campeonato anterior, recorde-se, empatámos 1-1 em casa da Académica.

 

De ver mais de dez mil adeptos leoninos a apoiar a equipa. A onda verde está imparável, seja em que estádio for.

 

 

Não gostei

 

Da péssima arbitragem de Bruno Esteves. O apitador de turno inventou uma grande penalidade favorável à Académica quando iam decorridos 32 minutos. E aos 45' não assinalou um penálti claro sobre Slimani, que ainda por cima recebeu cartão amarelo.

 

Da expulsão de Jorge Jesus. O nosso treinador foi brindado com um cartão vermelho, tendo visto a segunda parte na bancada. À terceira jornada como técnico do Sporting já foi expulso tantas vezes como durante os seis anos em que comandou o Benfica.

 

Do penálti falhado por Adrien. É raro, mas acontece. O nosso maior especialista em grandes penalidades desta vez não acertou no alvo: mandou a bola ao poste quando iam decorridos 69'.

 

Da Académica. Uma equipa apática e medrosa. Não fez um só remate minimamente perigoso à baliza e ficou à espera dos brindes do árbitro para tentar equilibrar o jogo. Tiveram azar: a equipa liderada por Bruno Esteves só lhes ofereceu um penálti.

Esgaio, Ricardo coração de leão e signo touro

No livro B.A.-BA des symboles, David Gattegno diz-nos que as principais características do Touro são a força e a sabedoria, já sobre o Leão, entre outras coisas, diz-nos: "vencedor de demónios, o leão simboliza a glória".

Mais logo, apesar da campanha do colinho estar no auge, talvez possamos ver em campo o "nosso" Leão, a jogar com força, com sabedoria, com esforço, com dedicação, com devoção e quiçá conseguir a glória; ele e a equipa da Académica, que um jogador de futebol não joga só, que façam um bom jogo, que acabem com onze jogadores dentro do campo e que regressem a Coimbra sem pulseira eletrónica.

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