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És a nossa Fé!

O russo afinal é holandês

O jornal A Bola garantia hoje, às 12.14, em tom peremptório e sem gaguejar: «O russo Leonid Slutsky é o treinador escolhido por Frederico Varandas para suceder a José Peseiro.»

Uma certeza inabalável que durou apenas oito horas. Às 20.19, outra versão no mesmíssimo jornal, nada condizente com a anterior: «O holandês Marcel Keizer «é uma forte hipótese para suceder a José Peseiro no comando técnico do Sporting.»

 

Assim se faz jornalismo, hoje em dia: às apalpadelas e aos tropeções. Um dia ainda acabam por acertar.

 

Perder a bola é "acção decisiva"

Há coisas que não compreendo. Uma delas é a devoção do jornal A Bola por Bruno Fernandes. Na edição de hoje, ao apreciar a actuação individual dos nossos jogadores no desafio frente ao Vorskla, o jornalista de turno escreve assim, naquele estilo tão característico do diário da Travessa da Queimada, que decidiu abolir os artigos definidos e indefinidos, talvez para economizar caracteres:

«Aos 40', assina [um] pormenor delicioso, mas [o] remate sai por cima, e aos 65' volta a tentar de longe, desta feita à figura do guarda-redes.» 

 

Tudo isto para tentarem incensar um jogador que se encontra claramente muito abaixo da forma revelada na época que passou. O tal "pormenor delicioso" foi uma charutada bem acima do travessão e a "tentativa" de marcar concretizou-se num passe inofensivo e açucarado ao guardião ucraniano.

Mas o melhor, na edição de hoje, foi verificar que A Bola tenta atribuir ao n.º 8 do Sporting a co-autoria do golo que ontem nos valeu três pontos em Poltava. Reparem só na prosa empolgada: «Tem acção decisiva no golo da vitória.»

 

Alguém que viu o jogo achará isto correcto?

Os sonsos

É um exemplo: são 17.30, visito o sítio do "A Bola" para ver como tratam ali esta actualidade. Tem um friso de dez destaques, encabeçado pela notícia de que "a UEFA deu nega ao Sporting no assunto dos vales" (na linguagem javarda do jornal e daquele tipo de gente diz-se "vouchers") do Benfica. Nos outros nove destaques vários se referem ao Sporting (presumíveis rescisões, as brunices). Nem uma palavra sobre o acontecido hoje nas investigações sobre o vieirismo. 

 

Sobre o "A Bola" está tudo dito, já sabemos do que aquilo gasta. Mas o que me irrita mesmo são os outros sonsos, no meio desta demência toda. Os que acham tudo bem, que BdC está todo bem, e ele que ocupe o espaço a esbracejar porque tem razão (alguém que candidata um homem a presidente da AG por duas vezes, pode dele dizer o que disse, hoje?). Que esta capacidade de queimar tudo  em sua volta, e de capear a extrema dificuldade porque passa o polvo no futebol e no clubismo, seja esquecida.  Com a enorme sonsice do "coitado, que foi apanhado em Faro...". 

E que tem razão formal, dizem - não a tem, mas ainda que a tivesse. A sonsice é asquerosa, um vício de atitude. Quando se diz uma verdade destas há sempre gente que leu mal alguns livros e que nada pensou sobre eles, que vem grasnar o que julga que aprendeu, que temos que respeitar as opiniões alheias. Grasnam desafinados: o que nós temos, os que não são holigões de claque, é de respeitar o direito a exprimir livremente as opiniões. Não temos de respeitar as opiniões. Por isso todo este meu desprezo pelos sonsos. Igualzinho ao que tenho pelos subordinados do Vitor Serpa, a aldrabarem o real para protegerem o vieirismo.

Pior que mau... Bonzinho

bonzinho

Começo por me penitenciar pelas reticências do título, podia estar ali um ponto em cima duma vírgula ou um ponto em cima doutro, achei que assim ficava melhor... três pontos.

Para recordar a Bonzinho e a todos os "bonzinhos" deste mundo que o Sporting Clube de Portugal (Jesus) marcou três, três golos e que esses três golos lhe garantiram um lugar nos quartos de final da Liga Europa, já o Manchester United (Mourinho) marcou um, um golo e esse golo não é um ponto em três reticências é um ponto final, mesmo.

Escreve o artista, que na primeira imagem está fardado a preceito, com camisa e peúga branca e "pulóver" encarnado: «Jorge Jesus quase viveu na República Checa o que José Mourinho, infelizmente, sofreu em Manchester: uma surpreendente eliminação europeia».

Como?

Bonzinho é um "expert" em futebol, eu, quanto muito, serei um "desperto", desperto, acordado, para a realidade. O que a realidade me diz é que o Manchester United jogou com o Sevilha e não esteve um único minuto em vantagem na eliminatória, aliás esteve a perder dois a zero em casa; no caso do Sporting não estivemos um único minuto em desvantagem, estivemos sempre a vencer ou empatados.

Para Bonzinho a culpa de Mourinho ter sido eliminado (e a culpa de Jesus [na cabeça dele] estar quase eliminado) foi dos jogadores, vejamos:

«Claro que Jesus e Mourinho, ainda por cima dois mestres da estratégia, não são infalíveis. Mas pode um treinador resistir a tanto erro dos jogadores?»

Pode, Bonzinho.

Pode, pá; no caso do jogo do Sporting os erros que tiveram maior influência no resultado não foram nem do treinador, nem dos jogadores.

Erro nº 1 - Validação do golo dos checos em fora-de-jogo nítido.

Erro nº 2 - Não repetição da marcação do penalty (mais um bocadinho e o guarda-redes chegava à bola antes de Bas Dost). As regras dizem que o guarda-redes tem de estar com os dois pés em cima da linha de golo. Não está e o penalty não é convertido, repete-se.

Para terminar, Bonzinho, para o ano há mais, o Benfica voltará, pelo menos à Taça de Portugal e à Taça da Liga.

 

Só visto, contado ninguém acredita

Passa da uma da manhã e percorro os jornais desportivos online. A Bola consegue não ter uma única, repito, uma única referência ao caso do anteriormente designado por braço direito de Luís Filipe Vieira, depois assessor jurídico do Benfica e agora já mero colaborador do clube ( já faltou mais para não ser de cá, só ter mesmo vindo ver a bola...). Surreal, a tal cabeça na areia ou o estado de negação. Nem nos tempos da ditadura chegamos a tal silêncio ensurdecedor. Até porque nesse tempo a maioria dos jornalistas tinha honra e lutava por, em cada edição, poder relatar fragmentos da realidade então vivida. Agora, nos jornais desportivos, ou têm amos ou têm medo e calam-se. Que vergonha. Só visto, contado ninguém acredita.

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 Entretanto o Record, para que não se diga que faz fora do penico e para não ficar atrás, na versão online apenas publica uma pequena notícia para chamar à história a figura da juíza, referenciando-a como tendo tido entre mãos dois casos que, como este, nada tiveram a ver com o Benfica, o do túnel da luz e da morte de Ficini...

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 Em suma, mau jornalismo, ardiloso e mentiroso, que não merece o desperdício de um único cêntimo na sua compra. 

Revista de imprensa

Às 15 horas de hoje

 

Manchete do jornal digital Observador:

«Luís Filipe Vieira constituído arguido.»

Manchete da edição diária on line do Expresso:

«Luís Filipe Vieira constituído arguido no caso que envolve Rui Rangel.»

Manchete da edição digital do diário Público:

«Cinco detidos no processo que envolve o juiz Rui Rangel. Luís Filipe Vieira é arguido.»

Manchete da edição digital do Correio da Manhã:

«Luís Filipe Vieira suspeito de tráfico de influências.»

Manchete da edição digital do Record:

«Luís Filipe Vieira constituído arguido.»

Manchete da edição digital do jornal O Jogo:

«Luís Filipe Vieira terá sido constituído arguido por tráfico de influências.»

Manchete da edição digital do jornal A Bola:

«Benfica nega que Vieira tenha sido constituído arguido.»

A Bola

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Resultados em Directo

Portugal - Primeira Liga

26 novembro

16:00 Maritimo Estoril

18:00 Pacos Ferreira Sporting Lisbon

 

O sítio do jornal "A Bola" tem uma secção "Resultados em Directo". O Sporting é identificado assim. A mediocridade de Vítor Serpa e da sua equipa é repugnante. Não vale a pena dizer mais ...

Reis das Faltas

A Bola de hoje lembrou-se de puxar o Sporting para a sua capa e o verde fica bem no jornal. Para além do alegado e reaquecido interesse nos caríssimos extremos argentinos Pavon e Pity, o diário destaca que "Leões são os reis das faltas na Champions". Esta informação tem relevância para estar na capa? Não peço qu´A Bola seja o jornal do meu clube mas recordo que o Sporting, num grupo com Barcelona, Juventus e Olympiacos, soma 4 pontos e tem hipóteses de se apurar para os oitavos da Liga dos Campeões. Teve duas vitórias morais mas 4 pontos não me parece mau negócio, neste contexto. Já parece o outro dia, quando nos oráculos da SIC Notícias se podia ler que "Benfica ainda tem hipóteses de se apurar" enquanto que Sporting, com um empate, "punha em causa o apuramento". É de mais. 

Tudo muda em cinco dias

Viva o árbitro! (8 de Setembro):

«Apesar de estarem carregados de razão, os árbitros dificilmente encontrarão o respaldo que merecem, porque o poder público só sabe andar de joelhos perante os clubes e porque o clubes, que se vêem com a faca e o queijo na mão, não querem que nada mude, vivendo, ao que parece, quase todos confortáveis no lodaçal em que está transformado o futebol português.»

José Manuel Delgado, no editorial do jornal A Bola

 

Fora o árbitro! (13 de Setembro):

«É verdade que os encarnados têm razões de queixa de Undlano Mallenco, o desastrado árbitro espanhol.»

José Manuel Delgado, no editorial do jornal A Bola

 

Crónica de uma morte desanunciada

2017-08-24 (2)

Comecei por um título inspirado em Gabriel García Márquez e é por esse caminho que vou.

Há um episódio delicioso na vida de "Gabo", contado por Carlos Fuentes; Dezembro de 1968, dirigem-se os dois, de comboio, de Paris para Praga, onde os espera Kundera: «chegámos de madrugada a Praga, esperava-nos na estação Kundera, que nos levou, a Gabo e a mim, a uma sauna, quando pedimos um duche para tirarmos o calor, Milan conduziu-nos ao rio Ultava e empurrou-nos, nus como minhocas, para a água congelada. Recordo o comentário de Gabo quando saímos roxos do rio: "Por um instante Carlos, julguei que íamos morrer juntos na terra de Kafka"».

O que tem isto a ver com o jogo de ontem?

Tudo.

Por muito que hoje ufanemos, houve um momento, ontem, que nos sentimos como minhocas em água congelada.

Nada. com o Nacional da Madeira.

Nada a ver, ontem, desceu em mim um espírito (uma fé) e comecei a rever um jogo acontecido há dez anos e uns meses na Madeira com o Nacional da Madeira.

Houve um gajo qualquer do Nacional que marcou um golo, vamos para o intervalo a perder.

Penalty a favor do Sporting, Liedson falha.

Nus, minhocas, água congelada.

Qual quê; troca de Carlos, sai Martins, entra Bueno e o improvável goleador aponta quatro golos, Liedson redime-se do penalty falhado e o Sporting vence o Nacional na da Madeira com o mesmo resultado que ontem venceu em Bucareste.

Há pesadelos que se transformam em sonhos.

(à atenção de Barcelona, Juventus e Olimpiakos).

Para terminar, não fui só eu, não fomos só nós, sportinguistas, a recear, o pior, ontem, a Bola, até já nos tinha embrulhado em papel negro, estavam preparados para anunciar a nossa morte, tiveram que a "desanunciar".

 

Ética - Porque hoje (não) é Sábado

Cresci com o jornal A Bola. Vivi aventuras extraordinárias, transportado para o imaginário da Volta a França a bicicleta - como não recordar as célebres entrevistas a Joaquim Agostinho? - pelo grande Carlos Miranda. Aprendi o bom uso da palavra com o "professor" Carlos Pinhão, vibrei com as colunas de opinião de Vitor Santos, experienciei múltiplas emoções através da objectiva de Nuno Ferrari. Outros nomes, como Aurélio Márcio, Alfredo Farinha ou Homero Serpa também fazem parte do meu espólio desses tempos esplendorosos do jornal.

Hoje, é com pesar que não reconheço a mesma qualidade, credibilidade e, sobretudo, independência a A Bola. É certo que ainda existem bons jornalistas como António Simões, Rogério Azevedo ou André Pipa (para mim, o melhor), mas o jornal claramente perdeu fulgor e deixou de ser a referência.

Vem este arrozoado a propósito da crónica que Vitor Serpa vem assinando denominada "Porque hoje é Sábado". Esta rubrica tem apensas duas pequenas colunas denominadas "Dentro da Área" e "Fora da Área".

Começando pela fim (!?), nesta última, Serpa decidiu comparar a ameaça de uma guerra nuclear (!) com o tipo de discurso "desabrido", habitual no futebol português. Ora, por muito que percebamos quem o Director do jornal pretenda atingir e transformar no "monstro que come pequeninos"- até porque quem ganha, geralmente, está calado - a comparação que estabeleceu enferma de leveza e constitui uma estultice e uma ignomínia para todos os que viveram, ou continuam a viver devido às consequências da radioactividade, o pesadelo de Hiroshima ou Nagazaki. Já passaram três dias, aguardo que Vitor Serpa, após serena reflexão, apresente um pedido de desculpas a todos os que envolveu no supracitado texto. Em nome da razoabilidade.

Já na crónica "Dentro da Área", o Director define a principal competição velocipédica nacional como "Volta azul a Portugal", considerando-a um tédio e dotada de um "colossal desequilibrio competitivo". Deseja ainda que, no futuro, consiga "recuperar a paixão" que já teve em Portugal, ignorando assim os magotes de gente que vemos, pelas imagens da RTP, diariamente acompanhar a Volta. Será que todo o equilibrio, toda a expectativa, todo o entusiasmo e toda a paixão só serão recuperados quando houver Benfica na estrada? Há ainda duas questões que importa reter: por um lado, ao resumir a prova desta forma, está a retirar mérito ao(s) provável(eis) vencedor(es), a W52 FC Porto, o que não me parece correcto; por outro lado, e escrevo por honestidade intelectual antes da etapa decisiva da Torre, há ainda um ciclista do Sporting-Tavira (e outro do Hospital de Loulé, em segundo, actualmente) em condições de ganhar a Volta (está em terceiro lugar, a apenas 19 segundos do líder), o que a concretizar-se retiraria qualquer credibilidade a tão definitiva quão prematura peça jornalistica.

Enfim, para terminar, queria deixar o meu desejo de que A Bola, um dia, venha de novo a ser merecedora do seu grandioso legado.

In destino Delgado, uma questão de género

Todos nós temos o destino traçado na palma da mão, excepto Corto Maltese que o traçou ele próprio, com uma navalha.

Uns nascem com talento para escrever e trabalham-no, outros herdam-no, outros nem uma coisa nem outra mas inventam, inventam muito.

Continuo a ler jornais em papel.

Eu sei, estou a dar cabo da minha saúde.

Podia colocar um desafio aos leitores deste "blog", escrever um pequeno texto onde a propósito do resultado histórico de ontem, o triunfo de Portugal sobre a Escócia por 2-1 em futebol feminino, conseguissem:

1. Referir o nome do treinador de futebol masculino do Benfica.

2. Referir o Benfica.

3. Referir o FC Porto.

4. Não referir o campeão nacional de futebol feminino.

5. Não referir o vencedor da taça de Portugal de futebol feminino.

6. Não referir o clube que mais jogadoras "dá" para a selecção.

7. Não referir o nome da melhor jogadora em campo.

Estão desanimados?

É impossível, dir-me-ão.

Não é.

José Manuel Delgado num texto com 110 palavras (contando com os "a" os "as" os "se" e assim) conseguiu-o (p. 37 d' A Bola de 2017.07.24).

Enfim, as atitudes ficam para quem as toma.

Na pág. 4 do jornal referido, Filipa Reis, escreve a crónica do jogo considerando a sportinguista Diana Silva a melhor em campo, nota oito.

As outras atletas com contrato com o Sporting, tiveram as seguintes notas:

Patrícia Morais - sete

Ana Borges - sete

Carole Costa - seis

Tatiana Pinto - sete

Ana Leite - sete

Irrelevante para JM Delgado, uma questão de género, género lampião, cotevelite.

Felicidades para todas as jogadoras da nossa selecção de futebol feminino que continuem a fazer-nos sonhar.

 

Elogio a um benfiquista

«Continuarei a escrever, convictamente, com a ortografia antes do chamado novo Acordo Ortográfico, que empobrece a língua portuguesa sobretudo pela estúpida prevalência do critério fonético em detrimento da raiz etimológica e, modestamente, procurarei não alimentar a indigência gramatical que se vai tornando norma no nosso país.»

Palavras de António Bagão Félix no artigo inaugural do seu novo espaço de opinião do jornal A Bola, onde substitui o amigo do bruxo, um fanático anti-Sporting em boa hora corrido daquele periódico.

«Não tenho cartilhas», garante Bagão Félix neste texto de abertura. Terá em mim um leitor atento. Por ser benfiquista em vez de lampião. Por cuidar da gramática. E por militar contra o acordês, tal como eu milito.

Jornalismo às avessas

Toda a imprensa desportiva traz hoje na primeira página - mesmo em letras pequeninas - a notícia da detenção de Hermínio Loureiro, ex-presidente da Liga, ex-secretário de Estado do Desporto e actual vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Por suspeitas de corrupção.

Toda? Toda não. O inefável jornal A Bola omite o assunto na sua capa. Nada: nem uma linhinha.

Uma autêntica lição de jornalismo, mas às avessas.

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