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És a nossa Fé!

O melhor onze da Liga

Numa votação levada junto dos treinadores e capitães do campeonato, foi eleito o melhor onze da Liga e a maioria dos jogadores são do Sporting. Do Porto nenhum, porque o 12.º jogador não fazia parte da votação.

O onze é o seguinte:

Ricardo Velho (Farense); Costinha (Rio Ave), Coates, (Sporting), Diomande (Sporting) e Gonçalo Inácio (Sporting); João Neves (Benfica), Hjulmand (Sporting) e Pedro Gonçalves (Sporting); Mújica (Arouca), Gyokeres (Sporting) e Jota Silva (V. Guimarães).

As escolhas são lógicas e consensuais, e no caso do Sporting aqueles seis foram mesmo os jogadores mais importantes da temporada. Dos outros há ali dois que muito gostaria de ver de verde e branco.

SL

Mais vezes

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O Sporting tornou-se a equipa mais vezes campeã nesta década que ainda nem chegou a meio. 

Triunfámos tanto como FC Porto e Benfica juntos.

Rúben Amorim é claramente o treinador de referência nestes anos 20 do futebol português: duas vezes campeão. Roger Schmidt e Sérgio Conceição ocupam os restantes lugares do pódio, cada qual só com um título na Liga desde o início da década.

As coisas são o que são.

Brutal

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Dos outros clubes não sei nem quero saber. Interessa-me o Sporting apenas.

 

Fica o registo dos últimos 60 anos, não me apetece recuar mais no tempo:

1965/1966 - Fomos campeões com mais 9 pontos (1 SLB + 8 FCP)
1969/1970 - Fomos campeões com mais 18 pontos (8 SLB + 10 V. Setúbal)
1973/1974 - Fomos campeões com mais 6 pontos (2 SLB + 4 V. Setúbal)
1979/1980 - Fomos campeões com mais 7 pontos (2 SLB + 5 FCP)
1981/1982 - Fomos campeões com mais 5 pontos (2 SLB + 3 FCP)
1999/2000 - Fomos campeões com mais 12 pontos (4 FCP + 8 SLB)
2001/2002 - Fomos campeões com mais 12 pontos (5 Boavista + 7 FCP)
2020/2021 - Fomos campeões com mais 14 pontos (5 FCP + 9 SLB)                                          2023/2024 - Fomos campeões com mais 28 pontos (18 FCP + 10 SLB)

Faz grande diferença.

Foi brutal agora. 

 

Há quem não goste deste Sporting treinado por Rúben Amorim?

Paciência, vão afogar as mágoas à tasca mais próxima.

Tão grande como os melhores da Europa

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Pontuação das equipas vencedoras nos principais campeonatos da Europa na temporada 2023/2024:

 

PSV, 91 pontos (34 jornadas, pontuação por jogo: 2,67)

Sporting, 90 pontos (34 jornadas, pontuação por jogo: 2,65)

Bayer Leverkusen, 90 pontos (34 jornadas, pontuação por jogo: 2,65)

Real Madrid, 95 pontos (38 jornadas, pontuação por jogo: 2,5)

Inter, 94 pontos (38 jornadas, pontuação por jogo: 2,48)

Sparta de Praga, 87 pontos (35 jornadas, pontuação por jogo: 2,48)

Steaua Bucareste, 74 pontos (30 jornadas, pontuação por jogo: 2,46)

Ludogorets, 82 pontos (34 jornadas, pontuação por jogo: 2,43)

Manchester City, 91 pontos (38 jornadas, pontuação por jogo: 2,39)

Dínamo Zagrebe, 82 pontos (36 jornadas, pontuação por jogo: 2,28)

PSG, 76 pontos (34 jornadas, pontuação por jogo: 2,23)

PAOK, 80 pontos (36 jornadas, pontuação por jogo: 2,2)

Slovan Bratislava, 73 pontos (32 jornadas, pontuação por jogo: 2,2)

Ferencvaros, 65 pontos (29 jornadas, pontuação por jogo: 2,2)

Celtic, 78 pontos (38 jornadas: pontuação por jogo: 2,05)

Young Boys, 77 pontos (38 jornadas, pontuação por jogo: 2)

Midtjylland, 63 pontos (32 jornadas, pontuação por jogo: 1,96)

Jagiellonia, 63 pontos (34 jornadas, pontuação por jogo: 1,85)

Rumo ao futuro

A época de 2023/2024 não terminou da melhor forma, mas nem por isso deixou de ser uma das nossas melhores deste século:

- Campeão Nacional com record do clube de pontos

- Finalista vencido da Taça de Portugal

- Eliminado na meia-final da Taça da Liga

- Passagem da fase de grupos da Liga Europa, eliminado nos oitavos de final pela equipa que venceria a competição.

Assim sendo :

Em 11 anos de Frederico Varandas/Bruno de Carvalho, conquistámos 2 títulos nacionais, 2 taças de Portugal, 4 taças da Liga e 2 supertaças. 

Em 6 anos de Frederico Varandas, conquistámos 2 títulos nacionais, 1 taça de Portugal, 3 taças da Liga e 1 supertaça. 

Em 4 anos de Frederico Varandas / Rúben Amorim conquistámos 2 títulos nacionais, 2 taças da Liga e 1 supertaça.

 

Este padrão de crescimento desportivo está intimamente ligado com o crescimento financeiro e a conclusão da reestruturação financeira permite outro conforto de gestão e nível de investimento. 

Desportiva e financeiramente foi uma época de ultrapassagem do FC Porto no pódio, e não vai ser fácil ao novo presidente dar conta de todos os buracos e minas que herdou, as protecções políticas irão caindo à medida que a justiça for intervindo e os nomes aparecendo na comunicação social. 

Também na FPF é hora de mudança com a saída de cena do ex-vice-presidente do FC Porto. 

 

No que respeita à arbitragem, existem também ventos de mudança, com uma nova geração de árbitros a assumir protagonismo e os comprometidos anos a fio com as máfias dos rivais mais condicionados. Mas falta ainda muito para termos uma arbitragem isenta e uma promoção pelo mérito. Os árbitros mais corrompidos de ontem hoje estão no VAR, são dirigentes da arbitragem ou comentadores nos jornais e nas Tvs.

O Sporting continua a não ter o peso institucional correspondente à sua dimensão de segundo maior clube nacional. Governo, Secretaria de Estado do Desporto, FPF, Liga, arbitragem - dificilmente se encontra por ali um sportinguista confesso, muito menos alguém que tenha passado pelos órgãos sociais do nosso clube. A excepção é Rui Caeiro que chegou à direcção da Liga para pagar o apoio de Bruno de Carvalho a Pedro Proença.

Quer queiramos quer não, isto tem um preço. Que sentimos esta época de diferentes formas. Na nomeação do João Pinheiro para VAR no Jamor. Até na convocatória do seleccionador Martínez para o Europeu.

O futuro com sucesso passa muito por aqui. Juntar ao crescimento desportivo e financeiro o crescimento institucional, o que requer muito trabalho e saber fazer as coisas. Ser um clube honesto e de bem não quer dizer ignorar as máfias e não lutar para acabar com elas. Isto só se consegue tendo voz activa nas instituições.

SL

Festa verde: campeões como há três anos

Sporting, 3 - Chaves, 0

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Noite inesquecível em Alvalade, sábado passado: desta vez não houve limites à celebração

Foto: António Pedro Santos / Lusa

 

Fomos campeões, sim. Mas já não havia novidade nisto: o título estava garantido há duas semanas. Repetimos a proeza de há três anos, desta vez com maior brilhantismo. E uma diferença fundamental: com público no estádio, o que não aconteceu em 2021 devido às severas medidas sanitárias que vigoravam durante a pandemia, de tão má memória.

Este Sporting-Chaves da 34.ª e última jornada do campeonato era, portanto, um jogo para cumprir calendário. Mas também para servir de novo pretexto para acrescidos festejos, desta vez no José Alvalade. E ainda para reforçarmos outras estatísticas desta época tão bem-sucedida - a melhor deste século, a melhor do último meio século. 

Terminámos pela primeira vez o campeonato com 90 pontos - segunda melhor marca absoluta de sempre no futebol português, quatro pontos acima do nosso anterior recorde, fixado em 2016, com os 86 conquistados na primeira época de Jorge Jesus.

Chegámos ao fim com 96 golos marcados, tantos como os da gloriosa época 1973/1974, a do Título da Liberdade, faz agora 50 anos. Terceira melhor na história da nossa participação na principal prova de futebol a nível nacional, superada apenas pelos 123 golos de 1946/1947 e pelos 100 de 1948/1949, ambas alcançadas em plena era dos Cinco Violinos. 

E nunca antes tínhamos chegado ao fim com tanta diferença em relação aos nossos dois rivais históricos: mais 28 pontos que eles. Feitas as contas finais, temos mais 18 do que os portistas e mais dez do que os encarnados. Números que dizem tudo sobre a inequívoca superioridade leonina, sem concorrência possível em 2023/2024.

Outras marcas justificam registo. Pela primeira vez numa competição em 34 rondas, vencemos todos os jogos disputados em casa. Triunfámos em 29 das 34 partidas - outro máximo superado. Marcamos há 42 jornadas consecutivas - contabilidade iniciada ainda na época 2020/2023. E Rúben é o primeiro técnico leonino a sagrar-se campeão duas vezes com as nossas cores.

Outro registo: nunca a Liga teve oito campeões em oito anos. Alternância inédita, o que muito valoriza a competição. E o próprio futebol português.

 

O sinal mais foi dado, nesta recepção ao Chaves, logo ao minuto 4, quando Gonçalo Inácio, após cobrança de livre lateral por Pedro Gonçalves, cabeceou ao poste. Foi desafio quase de sentido único durante a primeira parte. Com o nulo inicial a ser desbloqueado quando Morita, em acção ofensiva dentro da área, levou um central adversário a desviar com o braço. Penálti. Convertido aos 23' pelo suspeito do costume: Viktor Gyökeres. Que só queria marcar o golo seguinte, percebia-se bem.

E assim fez. Aos 37', em rotação após receber a bola, libertando-se de qualquer marcação no termo de excelente lance colectivo do Sporting - o melhor do encontro, com participações de Trincão, Pedro Gonçalves e Esgaio. Não havia hipótese: o craque sueco perseguia a meta dos 30 golos no campeonato. Não lhe bastava o troféu como goleador supremo da competição: tinha também em vista aquele número redondo. Que não chegou a alcançar, mas andou lá muito perto. Conseguiu 29.

 

Ao intervalo, 2-0. No segundo tempo houve menos intensidade, notando-se já o desejo dos jogadores de abrandarem a velocidade. Com excepção de Gyökeres, que nunca tirou o pé do acelerador. A tal ponto que no fim foi protestar junto do árbitro por ter concedido apenas dois minutos de tempo extra. Melhor em campo? Ele, claro.

Neste período, houve um lance de magia absoluta, digno de ser visto e revisto. Aconteceu ao minuto 55, quando o incansável Nuno Santos correu para impedir a bola de ultrapassar a linha de fundo na meia-esquerda. Conseguiu dominá-la e logo a tocou para Paulinho, que num fantástico pontapé de vólei a meteu lá dentro, sem a menor hipótese para o guarda-redes Gonçalo Pinto, por sinal formado na Academia de Alcochete. 

O estádio aplaudiu, em ondas de alegria e emoção, com milhares de gargantas entoando o nome de Paulinho. Que chegou ao fim com 15 golos - quarto melhor artilheiro da Liga. Cumprindo assim a sua melhor época de sempre, orgulhosamente de leão ao peito.

 

Vencemos, convencemos. Faltava receber o troféu correspondente a esta nova conquista. Terceiro campeonato do Sporting no século XXI, Rúben Amorim conduziu a equipa em duas destas três épocas vitoriosas. Desde a década de 50 que não havia um treinador tão associado a triunfos no Sporting.

No estádio cheio, transbordando de entusiasmo, prestou-se justa homenagem a dois bicampeões que se preparam para deixar Alvalade: Adán e Luís Neto. Ambos capitães. O Clube deve-lhes muito.

Foi um sábado tingido de verde, este de há três dias. 

Foi bonita a festa. Ninguém queria arredar pé. Cheio de cenas memoráveis, com a do filho mais velho de Neto com lágrimas nos olhos. Como se quisesse que o pai ali permanecesse para sempre. Herói perpétuo da nação leonina.

 

Breve análise dos jogadores:

Diogo Pinto - Invicto no segundo jogo a titular. Agarrou pela primeira vez a bola aos 43'. Saiu aos 82' sem ter feito uma defesa digna desse nome.

Neto - Titular como capitão: mereceu a homenagem. Quase marcou de cabeça aos 33'. É ele a iniciar o terceiro golo, num passe longo. Ovacionado ao sair (58').

Coates - VAR descobriu uma falta que terá feito aos 45'+1 invalidando golo de Gyökeres. Despediu-se da Liga em boa forma: venceu todos os duelos aéreos.

Gonçalo Inácio - Esteve a centímetros de marcar logo aos 4', quando encaminhou de cabeça a bola contra o ferro. Pena: merecia aquele golo.

Esgaio - É dele a assistência para o segundo golo. Grande centro aos 45'+1: Pedro Gonçalves devia ter marcado. Saiu aos 73'.

Morten - Regressou ao onze em forma: excelentes recuperações aos 14' e 30'. Falta sobre ele (45'+6) deixou Chaves reduzido a dez.

Morita - Com o seu talento para se movimentar entre linhas, sacou penálti (20'). Grande passe para Trincão (41'). Saiu aos 73'.

Nuno Santos - Lançou Morita no lance do penálti. Assistiu no terceiro golo e quase repetiu a dose aos 81'. Termina Liga com 10 assistências.

Trincão - Soberbo lance individual (14'). Passe para quase-golo de Neto (33'). Inicia o segundo golo. Remate em arco, ligeiramente ao lado (41').

Pedro Gonçalves - Cruzou para Gonçalo (4'). Interveio no segundo golo, com pré-assistência. Falhou emenda aos 45'+1. Atirou à trave (83'). Rei das assistências na Liga (12).

Gyökeres - Mais dois golos. E outro, aos 45+1, invalidado. Quase outro, aos 60'. Total na Liga: 92. Desde Bas Dost (34 em 2018) ninguém no SCP marcava tanto.

Paulinho - Substituiu Morten na segunda parte. Golaço aos 55'. Ofereceu golo a Gyökeres aos 60'. Três jogos seguidos a facturar.

St. Juste - Entrou para o lugar de Neto aos 58'. Notável na precisão dos passes.

Daniel Bragança - Substituiu Morita aos 73', mantendo a solidez do nosso meio-campo.

Edwards - Rendeu Esgaio aos 73'. Tentou alguma coisa, conseguiu muito pouco. Apagadíssimo.

Francisco Silva - Substituiu Diogo Pinto aos 82'. Dez minutos em estreia na equipa A para se sagrar também campeão nacional de futebol.

Bicampeão

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Luís Neto, esta tarde, na comovente homenagem que lhe foi prestada por quase 50 mil adeptos no Estádio José Alvalade. Um pormenor, entre tantos outros, da inesquecível festa verde-e-branca de que ele foi um dos obreiros. 

Vai retirar-se após cinco épocas no Sporting e 107 jogos de leão ao peito - quinze dos quais nesta temporada. 

Retira-se em apogeu, como campeão. Um dos nossos 11 bicampeões sob o comando de Rúben Amorim. Convém lembrar os outros, por ordem alfabética: Adán, Coates, Daniel Bragança, Dário, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Matheus Reis, Nuno Santos, Paulinho e Pedro Gonçalves. 

Os 26 campeões leoninos

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Viktor Gyökeres: 31 jogos/2735 minutos

Pedro Gonçalves: 30 jogos/2411 minutos

Gonçalo Inácio: 30 jogos/2303 minutos

Morten Hjulmand: 29 jogos/2154 minutos

Sebastián Coates: 27 jogos/2100 minutos

Ousmane Diomande: 25 jogos/2027 minutos

Hidemasa Morita; 27 jogos/1981

Antonio Adán: 22 jogos/1980 minutos

Nuno Santos: 29 jogos/1950 minutos

Geny Catamo: 27 jogos/1680 minutos

Francisco Trincão: 29 jogos/1515 minutos

Matheus Reis: 26 jogos/1365 minutos

Ricardo Esgaio: 26 jogos/1342 minutos

Marcus Edwards: 25 jogos/1332 minutos

Paulinho: 29 jogos/1214 minutos/11 golos

Eduardo Quaresma: 20 jogos/957 minutos

Daniel Bragança: 26 jogos/947 minutos

Franco Israel:10 jogos/900 minutos

Jeremiah St Juste: 10 jogos/512 minutos

Luís Neto: 6 jogos/73 minutos

Iván Fresneda: 4 jogos/34 minutos

Dário Essugo, 4 jogos/29 minutos

Koba Koindredi: 3 jogos/29 minutos

Afonso Moreira: 1 jogo/26 minutos

Mateus Fernandes: 1 jogo/2 minutos

Rafael Pontelo: 1 jogo/1 minuto

Inesquecível

Campeões já o éramos. O Sporting é há décadas campeão. O que arrepia e sempre arrepiará é o reforço da certeza da grandeza do nosso clube que é fora de série, especial. Único. É de estirpe rara o Sporting.

A nossa grandeza não se mede pelos títulos conquistados. Pelas taças levantadas. A nossa grandeza é conferida pela militância, pela entrega, pela crença, pela nossa fé no Sporting e no sportinguismo, o de cada um e o de nós todos. Essa tantas vez cantada força brutal.

Extraordinário como o aparentemente redundante lema fundacional do clube inscreve toda a nossa genética: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

E que gloriosa noite a que vivemos, a que se viveu no Marquês. Iluminada pela claríssima evidência de que o gigante adormecido acordou. De infindável alegria e orgulho, a noite, a festa de campeão, a consagração do dono do trono, do rei do futebol nacional, foi arrebatadora, mas, ao mesmo tempo - é assim a beleza de tudo o que é complexo e profundo -, a noite glorificante nem por isso foi menos conciliadora, apaziguadora, serena. Natural. Afinal, campeões já o éramos. O Sporting é há décadas e décadas e décadas campeão. É um dos grandes de Portugal, dizem alguns, eu digo que é o maior. 

Só uma grande, imensa força identitária como a nossa resistiria a tantas frustrações, sonhos gorados, roubos e corrupção, atentados constantes à verdade desportiva. Só um gigante como nós sobrevive, poderia sobreviver, a anos e anos de quases. Quase vencedor. Quase campeão. Época atrás de época.

Só o Sporting Clube de Portugal era capaz de aguentar as imemoriais campanhas de apoucamento da nossa grandeza lançadas por históricos rivais e pretendentes a sê-lo, sem perder a noção de que o passado não é museu mas sim identidade, capital, património, herança, legado. E não nos apoucaram porque o Sporting somos nós! Fiéis depositários de glórias antigas. Temos sido nós os portadores dessa tocha. Nunca a apagámos e sempre a alimentámos. Um clube com adeptos como nós é eterno.          

E que festa tão bonita. Inesquecível. Que sintonia entre nós, guardiães do emblema, entre nós que nos abraçámos uns aos outros, com uns e outros cantámos e nos emocionámos, forças da mesma raiz, em plena harmonia com eles, leões ao serviço do Leão. 

Tenho 50 anos e nunca vi o nosso Sporting Clube de Portugal tão poderoso. Tão unido. Com um rumo tão claro. Gerido pelas pessoas certas. Nunca vi o Sporting tão bem presidido e dirigido. Com tanto amor-próprio, assertivo, sempre dando-se ao respeito. Tudo conquistando por direito e observando o seus deveres. Um Sporting verdadeiramente leonino.

Fã de Rúben Amorim, o artífice de uma equipa demolidora, temida, respeitada, elogiada, exemplar; o obreiro, afinal, de uma verdadeira equipa feita de entrega, na qual as peças sabem o que é a responsabilidade, o compromisso, a humildade, a capacidade de sacrifício e de trabalho; a Rúben Amorim serei para sempre grato, mas ao presidente Frederico Varandas também.

Sem o nosso presidente não teríamos aqui chegado. Foi este Varandas quem trouxe Amorim, contra quase tudo e contra quase todos. Estava certo. Certíssimo. Viu o que muito poucos viram. Vislumbrou o sucesso por chegar. E estava certo. Certíssimo. Líder de gestos medidos, liberto de humores ou vaidades vãs, a presidência tem-na exercido com determinação.

Também ele porta-estandarte da imensa importância, valor e responsabilidade que o clube tem para e com a sociedade nacional, a liderança de Varandas é também ela inspiradora. Exemplo disso foi-nos dado ontem quando, a desafio do nosso Paulinho, Varandas recusou discursar, optou por dar o palco aos heróis que marcam golos e evitam que os soframos. Que nos fazem vibrar. O presidente podia ter falado, eu gostaria que o tivesse feito, mas optou pelo silêncio. Liderou pelo exemplo. Sportinguista, militante, humilde, grato, rendido à grandeza do Sporting, festejou como nós. Que grande, grande clube.

O gigante adormecido acordou. Voltaremos ao Marquês muitas e muitas mais vezes. Muitas! Cimeiro. Rei. Já lá está, sempre esteve e estará o leão.    

CAMPEÕES

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O Sporting acaba de sagrar-se campeão nacional de futebol. Beneficiando da péssima exibição e da derrota do Benfica esta noite em Famalicão.

Vencemos quando faltam cumprir duas rondas. Com mais oito pontos do que a turma encarnada e mais 18 do que os portistas. E uma excelente média ofensiva: 2,9 golos marcados por jogo. Num total de 92 até agora.

Triunfo com todo o mérito. De Rúben Amorim e de toda esta inesquecível equipa - a melhor de Portugal, a melhor do Sporting que vi jogar em quatro décadas.

 

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Da ingratidão dos adeptos

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Acabamos de registar o 39.° jogo seguido a marcar.

Acabamos de registar o 18.° jogo seguido sem perder.

Acabamos de alcançar 81 pontos à jornada 31, o que nos coloca à beira da conquista do campeonato.

Acabamos de somar 4 pontos nos confrontos da época com o FC Porto (um apenas para eles).

Acabamos de somar 133 golos em toda a temporada actual - o sexto melhor registo de sempre na história leonina, o melhor desde a época 1946/1947.

Acabamos de nos consolidar como a quinta equipa com melhor média de golos em todos os campeonatos europeus: 89 já apontados, média de 2,87 por jogo.

Acabamos de arrancar elogios dos mais insuspeitos comentadores de futebol, não apenas portugueses.

 

E mesmo assim há quem seja absolutamente incapaz de elogiar Rúben Amorim, que se prepara para ser o primeiro treinador do Sporting em mais de 70 anos a conseguir duas vezes o título de campeão nacional.

Isto diz quase tudo sobre a ingratidão de certos adeptos. Os mesmos que depois gritam contra a suposta ingratidão de jogadores e treinadores.

Celebração

Nunca fui adepto da teoria de que «as contas só se fazem no fim». As contas vão-se fazendo o tempo todo. Contas comparativas com o desempenho dos outros e com o nosso desempenho noutras épocas e noutras décadas.

Por maioria de razão, jamais irei aderir à tese de que «a festa só se faz no fim». Cada vitória do Sporting, seja em que data for e seja em que modalidade for, é motivo de celebração. 

No rumo certo

A época desportiva no que ao futebol diz respeito encaminha-se a passos largos para a recta final. A 26 de Maio tudo estará resolvido e todos esperamos que seja com mais uma grande alegria.

A equipa chega ao jogo de domingo com o V. Guimarães com 36V, 7E e 5D e um registo impressionante em termos de golos marcados. Mas chega também com o reconhecimento do melhor futebol praticado em Portugal durante a época, e em termos do clube desde há muito tempo. 

Foram cinco as derrotas que o Sporting registou. Duas com o Atalanta que acabou de eliminar o Liverpool, uma com o Benfica na Luz nos segundos finais quando estava a jogar com menos um, uma com o Braga para a Taça da Liga num dia de muito pouca sorte, e outra exactamente com o próximo adversário, num jogo em que o Pinheiro inclinou o campo. Os jogos com a Atalanta foram aqueles em que a equipa abanou mais, mesmo tendo oportunidades para resultados diferentes, o que muito se deveu à superior envergadura física dos italianos.

Por tudo isto, treinador e jogadores merecem o maior respeito dos Sportinguistas. O desempenho desta equipa não tem comparação possível com as do passado mais próximo ou até mais afastado, e todos (mesmo os menos dotados) os jogadores têm sido importantes. Nem o treinador tem comparação possível com outros que o antecederam e ou ganharam e pouco ficaram, ou ficaram mais tempo e pouco ganharam.

Rúben Amorim recebeu um plantel desfeito pelas repercussões do assalto a Alcochete que soube reconstruir e potenciar, desportiva e financeiramente. Quando sair deixará o futebol do Sporting incomparavelmente mais forte do que o recebeu, e incluo aqui o talento espalhado pelas equipas B, sub23 e empréstimos.

 

O sucesso deste Sporting tem muito a ver com estabilidade e um balneário coeso liderado por um núcleo duro de homens como Coates, Neto e Adán que acomoda e suporta os jovens da formação e os craques contratados. Quando Slimani, por alguma razão, entendeu diferente não teve hipótese. 

Será muito por aqui que o Sporting terá de continuar: estabilidade em termos de liderança, estabilidade em termos de plantel, lançamento de dois ou três jovens por época e contratações cirúrgicas de jogadores diferenciados, técnica e fisicamente. 

Isso é tão mais importante quando sabemos que os últimos 50 anos do Sporting. Com João Rocha e os outros que lhe sucederam aconteceu tudo menos isso: rodízio de treinadores, plantéis ganhadores desfeitos, referências de balneário a sair pela porta dos fundos, "maçãs podres", "toupeiras" e "cromos da bola" no balneário, cheques e vassouras, autocarros de reforços,  etc, etc, etc. 

 

Quando olhamos para os dois rivais e para a sua desorientação actual, muito por culpa pela fraqueza por diferentes motivos das suas lideranças, sentimos que o Sporting tem no momento uma oportunidade de ouro para se destacar no futebol português, conquistando títulos e frequentando a Champions.

Para isso, o "Fica Amorim" é tremendamente importante, mesmo que não dependa dele a saída mas das propostas firmes que tiver, sabendo-se que algumas, a existirem, serão sempre irrecusáveis. E o Sporting nunca poderá ficar dependente dum treinador mas sim do rumo traçado, sempre enfrentando ondas e dificuldades e combatendo as almas penadas que por aí andam e que não suportam este Sporting que deixou de ser o deles.

Domingo, mais uma vez, Alvalade cheio para apoiar a equipa rumo à dobradinha. Depois, em todos os estádios onde formos jogar, também. Vamos conseguir!!!

SL

O melhor da festa é esperar por ela

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Para os sportinguistas, o momento actual não deve ser de angústia nem de ansiedade, mas de celebração. A cada jogo, a cada exibição, a cada vitória nossa. Já somamos 25 em 29 jornadas - números inéditos na história do futebol leonino.

A cinco jornadas do fim, garantimos presença na próxima edição da Liga dos Campeões - ou com entrada directa na fase de grupos ou com passagem pela pré-eliminatória. Estamos a um curto passo de vencer o campeonato nacional pela segunda vez nesta década que ainda nem vai a meio. E a dobradinha está ao nosso alcance - meta que não atingimos desde 2002.

Alguns adeptos vão dizendo: «Nem consigo ver os jogos por causa dos nervos.» Outros quase imploram: «Gostava que tudo já tivesse acabado.»

Mas acabado porquê se está a ser tão bom? Os prazeres devem ser prolongados, não abreviados.

E recusar ver os jogos porquê se esta é uma das nossas melhores equipas de sempre? Para um dia dizerem aos netos que nunca a viram?

Não esperem que eu seja assim. Estou na margem oposta. A acompanhar tudo, a vibrar com tudo. E a usufruir o mais possível da classe e da categoria destes jogadores em campo. Eles merecem o nosso apoio incondicional, o nosso aplauso caloroso. O melhor da festa, muitas vezes, é esperar por ela.

Qual fogo de artifício, qual quê?

Pimba. Toma. Pumba. Vai buscar! Jogo a jogo se constrói o campeão. E nós em 29 embates, vencemos 25. Ainda faltam cinco jornadas para o fim do campeonato e já marcámos 84 golos, o que dá mais 19 do que o Benfica e mais 31 do que o FC Porto (obrigado pelo levantamento, Pedro Correia). Tudo somado, estamos a três vitórias de voltarmos a ser os reis do futebol português. 

Qual fogo de artifício, qual quê? Sabemo-lo nós e todos aqueles que já atiram foguetes. Não há triunfalismo, há orgulho, há alegria, há felicidade de se ser do Sporting. É assim na mó de baixo, é claro que tem de ser assim quando se está na mó de cima, já com uma mão no mais desejado e sonhado título do futebol português. Temos argumentos atrás de argumentos que podemos invocar para sustentar a convicção de que levantaremos a taça de campeão.

Ah, caneco, que está quase!   

{ Blogue fundado em 2012. }

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