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És a nossa Fé!

Que plantel vamos ter para o resto da época?

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Estamos já na segunda metade da época 2021/2022. Ganhámos a Supertaça, ultrapassámos a fase de grupos da Champions, da Youth League também, vamos disputar a continuidade nessas provas com grandes equipas europeias, vamos para a fase final da Taça da Liga com Santa Clara e provavelmente Benfica, a Taça de Portugal com Porto e logo se verá o outro finalista, e no campeonato seguimos em segundo lugar, entre Porto e Benfica. 

É tempo de olharmos para o plantel existente, pontos fortes e fracos, na perspectiva dos objectivos a alcançar esta época, sem deixar de olhar para o médio prazo.

A primeira constatação é que existe uma equipa titular bem definida, com Adán, Porro, Inácio, Coates, Feddal, Matheus Reis, Palhinha, Matheus Nunes, Sarabia, Paulinho e Pedro Gonçalves. Depois os outros, que sabem bem o papel que têm de desempenhar quando são chamados, e que são tão importantes como os titulares. Isto é primeiro caminho andado para um balneário saudável.

A segunda é que com Frederico Varandas mudámos completamente de paradigma de gestão de activos no que ao futebol diz respeito. Não existem plantéis fixos em nenhum escalão competitivo, tudo funciona em função da evolução dos jogadores e dos interesses da equipa principal. Assim, não é possível dizer se Catamo ou Essugo fazem ou não parte do plantel principal. Fazem quando são precisos, quando não são jogam na B, nos sub23 ou na Youth League. Conforme se justificar.

A terceira é que se passou a preferir manter do que comprar, os contratos são sistematicamente renovados de acordo com o sucesso desportivo, as saídas acontecem apenas pelo peso dos milhões ou por questões da carreira dos atletas, tudo de acordo com a vontade do Sporting e dos jogadores. Por isso, para este mercado de Inverno, a ideia é ninguém sair mas também ninguem vir para titular, virá apenas para ajudar pontualmente no imediato ou numa perspectiva de médio prazo.

Repetindo o que desde há muito tenho vindo a dizer, Rúben Amorim instituiu no Sporting um balneário muito coeso, uma disciplina de trabalho muito forte e um modelo de jogo muito próprio alicerçado num sistema táctico 3-4-3 do qual não abdica.  Com o sistema táctico definido, podemos então reavaliar o plantel, havendo jogadores que poderão ocupar diferentes posições do mesmo.

Para cada jogador coloquei a idade, altura e valor no Transfermarkt.

 

Guarda-Redes - Antonio Adán (34, 1,90m, 3M€), João Virgínia (22, 1,92m, 1M€)  e André Paulo (25, 1,88m, 0,1M€)

Adán continua a estar a um altíssimo nível, nada deixando a dever a grandes guarda-redes estrangeiros que  tivemos no passado e que chegaram ao Sporting também na parte final das suas carreiras, como Meszaros e Schmeichel.

Mas João Virgínia não faz esquecer Luis Maximiano. E André Paulo, um guarda-redes sóbrio e tranquilo, ainda não foi testado a grande nível. Se Adán tiver algum azar, podemos ter aqui um problema, ou até um grande problema. Concluindo, valha-nos o Santo Adán.

 

Ala Direito - Pedro Porro (22 anos, 1,76m, 25M€), Ricardo Esgaio (28, 1,73m, 6M€) e Gonçalo Esteves (17, 1,71m, 3M€)

Claro que Esgaio não esteve bem na única derrota do Sporting na primeira volta, e que Porro denota alguma fragilidade física, mas entre aqueles três temos a melhor ala direita de sempre. Porro está na calha para a titularidade da selecção A espanhola, Esgaio tem escola de avançado e é habitualmente fiável, e o Gonçalo é simplesmente um portento. Não me parece que seja por aqui que não chegaremos aos objectivos da época. 

 

Defesa  - Sebastián Coates (31, 1,96m, 14M€), Luís Neto (33, 1,85m, 2M€), Gonçalo Inácio (20, 1,86m, 16M€), Zouhair Feddal (32, 1,92m, 5M€) e Matheus Reis (26, 1,83m, 4M€)

Desde logo salta à vista que falta aqui alguém, porque são cinco jogadores para três posições num sector muito marcado por castigos e lesões. Esgaio desempenhou pontualmente estas funções mas para mim francamente mal. Depois, a condição física de Feddal e Coates tem de ser gerida com pinças, Neto continua a sofrer dos nervos, o que francamente já chateia, Matheus Reis tem deficiências de posicionamento naturais, ficando apenas um Gonçalo fiel escudeiro de Coates.

Faltaria outro Gonçalo de pé direito, coisa que Quaresma não conseguiu ser e continua no banco do Tondela. Depois olhamos para a equipa B - Goulart, Chico Lamba, Marsà - e não vemos ninguém que se destaque. Nem nos sub23, não sei onde pára o Gilberto Baptista. Concluindo: temos aqui o mesmo cenário do que na baliza. Uma coisa é o trio Inácio-Coates-Feddal, outra coisa é outra coisa.

 

Ala Esquerdo - Matheus Reis (26, 1,83m, 4M€), Rúben Vinagre (22, 1,74m, 5M€) e Flávio Nazinho (17, 1,80m, 0,5M€), Nuno Santos (26, 1,76m, 7M€) e... Marsà (22, 1,85m, 0,2M€)?

Parece muita gente para um lugar, mas a verdade é que nenhum deles nem de perto nem de longe se compara a Nuno Mendes. Para mim o melhor ala que temos é Matheus Reis: empenhado, fisicamente resistente, duro a defender, versátil a atacar. Vinagre tem sido uma desilusão, sem intensidade defensiva e monocórdico a atacar. Nazinho estã muito verde, Nuno Santos tem a cabeça no ataque e descura as tarefas defensivas, e Marsà fez uma excelente exibição a defesa esquerdo pela B e algumas bem medíocres a defesa central. O futuro será Matheus Reis e Marsà?

 

Médios Centro - João Palhinha (26, 1,90m, 26M€), Matheus Nunes (23, 1,83m, 22M€), Daniel Bragança (22, 1,69m, 8M€) e Ugarte (20, 1,82m, 8,5M€)

Aqui não resisto a copiar o que escrevi em Setembro: "O Sporting está a todo o custo a tentar assegurar a continuidade de João Mário. Ele é o maestro da equipa e, depois duma época de recuperação a todos os níveis, a próxima poderá ser melhor. Palhinha e João Mário formam uma dupla eficaz e que se complementa muito bem, um mais na destruição, outro na construção. Matheus Nunes e Bragança são alternativas de qualidade, um mais "box-to-box", o outro mais "play maker". Saindo João Mário, Ryan Gauld seria muito bem-vindo, jogo mais directo e intenso. Ficando João Mário, seria melhor o Sporting apostar num jogador diferente, tipo Oceano, para servir de alternativa a Palhinha. Na equipa B, e pelo que vi, Rodrigo Fernandes - que sem dúvida muito evoluiu esta época - ainda não tem a intensidade necessária. Já Bruno Paz ainda muito "a gasóleo", precisaria dum empréstimo na 1.ª Liga para conseguir outro andamento competitivo. Concluindo, aqui tudo depende de conseguirmos manter ou não a dupla titular."

E lá saiu João Mário, lá veio um "Oceano" chamado Ugarte, um excelente jogador também na calha para titular da sua selecção, lá foram à sua vida Rodrigo Fernandes e Bruno Paz, mas a verdade é que ninguém esperaria a explosão tremenda de Matheus Nunes. Que veio resolver muita coisa.

Assim ficámos com uma linha média duma enorme qualidade, quatro belos jogadores para duas posições, aos quais em caso de necessidade se podem juntar Tabata ou Pedro Gonçalves. Um dos pontos mais fortes deste plantel.

 

Interiores - Pedro Gonçalves (23, 1,73m, 38M€), Tabata (24, 1,78m, 4M€), Jovane (23, 1,76m,7M€),  Nuno Santos (26, 1,76m, 7M€), Sarabia (29, 1,74m, 25M€),  Catamo (20, 1,74m, -) ... Marcus Edwards (23, 1,68m, 13M€)?

Esta é a posição Balakov, sempre ocupada por baixinhos com remate ao golo e uma grande capacidade quer para jogar entrelinhas quer para ir à linha de fundo. Jovane é o tal o joker que pode decidir títulos e troféus vindo do banco, não lhe peçam mais do que isso. Pedro Gonçalves e Sarabia assumem a titularidade. Nuno Santos e Tabata são suplentes fiáveis. A vinda de Marcus Edwards só se justifica em termos de prevenir a saída de Sarabia no final da temporada, porque de resto a posição está bem fornecida. Qualidade não falta a qualquer um, só precisam de estar em dia sim quando entrarem em campo.

Pontas de lança - Paulinho (29, 1,87m, 13M€), Tiago Tomás (19, 1,80m, 5M€) e ... ???

Sobre Paulinho pouco mais haverá a dizer, o muito de bom que traz à equipa e os seus pontos fracos. Tiago Tomás encontra-se numa fase de transformação física que faz com que se perca em campo e talvez justificasse o empréstimo. Faz mesmo falta um outro avançado-centro, forte a jogar de cabeça, faz mesmo falta um... Coates lá na frente, porque quando ele para lá vai o Sporting cria mesmo perigo.

Olhando para os emprestados, Sporar deve ficar por Inglaterra, os dois Pedros não estão a justificar, fica o Luiz Phellype, que pouco joga no Santa Clara e que se estiver mais parecido no físico com Matheus Reis do que quando foi para os Açores, poderá ajudar. Na B e nos sub23, temos um Chermiti ainda muito verde, um Paulo Agostinho alto e trapalhão, o Sogklund não sei onde pára. Sobre o novo menino de Amorim, o Rodrigo, não tenho opinião.

Que avançado-centro a alinhar em Portugal seria interessante para o Sporting? Só vejo um que mora do outro lado da 2.ª circular e que foi o vice-artilheiro do campeonato no ano passado. Onde é que anda o Bas Dost?

 

Resumindo:

Tem sido uma época muito intensa. Já conseguimos dois grandes feitos, muito temos ainda para ganhar, as oscilações de forma são naturais, os castigos e as lesões vão fustigar-nos. Precisamos de ter engenho, arte e muita sorte do nosso lado.

O plantel é curto e está espremido ao máximo, Conviria assegurar dois ou três reforços nas zonas críticas da defesa e do ataque. Mas o mais importante é manter este plantel e que a sorte (ou o Antero, conforme quiserem) nos ajude... 

 

#JogoAJogo

SL

Os golos da vergonha

Um futebolista do Benfica com nome de naturalista inglês do século XIX lidera a lista dos goleadores do campeonato. É um número mentiroso: três desses golos caíram do céu naquele patético "amigável" do Jamor em que onze pupilos do mestre da Amadora se atreveram a defrontar nove, incluído o guarda-redes suplente do falso Belenenses.

Esta putativa "liderança" tem o condão de nos recordar uma das páginas mais vergonhosas do futebol português que manchará para sempre a Liga 2021/2022.

Sonho tornado realidade

Entrámos sem dois titulares absolutos na casa do velho rival. Apesar disso dominámos do princípio ao fim. A diferença exibicional das duas equipas foi imensa. Cereja em cima do bolo: ainda antes de terminar a partida já os adeptos lampiânicos assobiavam, insultavam e "despediam" o técnico.

Este é o Sporting que quase todos nós desejávamos há muitos anos. Um sonho enfim tornado realidade.

Ponto da situação

1

Seguimos em terceiro no campeonato, em igualdade pontual com FC Porto. A um escasso ponto do Benfica, ainda líder da prova.

2

Temos a defesa menos batida da Liga 2021/2022: apenas quatro golos sofridos em oito jornadas. Só o Portimonense exibe o mesmo registo.

3

Continuamos invictos, sem derrotas. Só o FC Porto pode gabar-se do mesmo.

4

Somos a única equipa com aspirações ao título que já defrontou dois dos quatro primeiros classificados da época passada: FC Porto (empate) e Braga (vitória).

5

Mais importante que tudo o resto: só dependemos de nós.

Dia de reflexão

À sétima jornada, estamos com mais dois pontos do que na época anterior, em jogos homólogos com equipas adversárias, e derrotámos duas entretanto promovidas: Vizela e Estoril.

Já fomos a Braga, já recebemos o FC Porto.

Preocupante é termos perdido entretanto o nosso goleador da época passada. Pedro Gonçalves pode ficar até dois meses parado, devido a lesão que aparenta ser grave: uma inflamação no pé esquerdo, que já o fez ficar de fora em quatro jogos, incluindo no clássico, e pode vir a necessitar de cirurgia.

Preocupante também é a nossa escassa produção de golos: temos de momento menos oito marcados do que o Benfica e menos cinco do que o FCP.

Escasso poder ofensivo. Muito escasso.

 

João Mário e Nuno Mendes, dois elementos fundamentais na conquista do título, saíram - e o primeiro, infelizmente para nós, é hoje titular absoluto no Benfica.

Gonçalo Inácio está parado, também devido a lesão.

Mas a diferença principal em relação à última temporada é que agora jogamos duas vezes por semana, devido à nossa presença na frente europeia. Veremos se isto não desequilibra o plantel, que é manifestamente curto. Dois jogadores que deviam integrá-lo jogaram ontem à noite, por empréstimo, no Tondela-Famalicão: Eduardo Quaresma e Pedro Marques. Cada qual com a sua camisola.

Por sinal foi um dos desafios que mais gostei de ver nas últimas semanas. Com golos, incerteza no resultado e emoção até ao fim.

Exigência

A nossa exigência aumentou muito em menos de um ano.

É um excelente sinal.

 

Prova? Aqui está: em Outubro do ano passado, empatámos 2-2 com o FC Porto para o campeonato em Alvalade.

Na análise do jogo, como costumo fazer, abri com o subtítulo "Gostei" . Num texto em que destaco os seguintes futebolistas: Porro (tal como agora), Nuno Santos (também marcador de um golo), Pedro Gonçalves (desta vez ausente), Adán e Palhinha. Sublinhando que vários jogadores se estreavam num clássico português: Adán, Feddal, Porro, Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Pela negativa, só Jovane.

 

Desta vez, nove meses depois, fiz ao contrário. Insatisfeito com o empate 1-1, começo a análise do jogo pelo subtítulo "Não gostei" . Destacando três pela negativa: Paulinho, Feddal e Matheus Reis.

Nem tinha reparado nisto, mas vale a pena comparar. Para percebermos como este Sporting campeão, comandado por Rúben Amorim, nos habituou à vitória como resultado-padrão. Joguemos em que campo jogarmos, seja quem for o adversário.

Ainda bem.

Morreu Agosto

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Antes Agosto era o mês de férias popular, nisso aquele que se sorvia devagar, que queríamos estender, prolongar, acariciando dia a dia, como se impedindo o seu escoar, no lazer avesso à angústia, ao "stress" como se diz agora a desadequação. Tudo isso terminou. Pois estamos agora condenados a pedir o rápido fim do mês, o encerramento do maldito "período de defeso", no temor que os clubes "tubarões" - financiados por empórios germinados em ditaduras e no predomínio da economia dita "paralela" - nos venham retirar os melhores jogadores, apoucar a diversão do futebol paixão de nós-povo, assim reduzindo o efeito placebo que ele tem sobre os males próprios e os do mundo.

Mas, e pois não há mal que dure para sempre, até que enfim que morreu Agosto. Regressámos à rotina, sabemos já com o que contaremos, o trabalho diário para os que têm a sorte de o ter, o saldo do cartão de crédito algo exaurido pelos excessos veraneantes, os que ainda os podem. E o plantel intocável até Janeiro, esse outro maldito "defeso" que nos acinzenta a disposição entre Natal e Dia de Reis. E assim, morto Agosto, deixo o meu sentimento sobre o que se passou:

Já por aqui o escrevi em tempos (em registo de desagravo): a qualidade da Academia do Sporting, a sua excelência em formar recursos humanos, mostra-se acima de tudo - e sem desfazer nenhum jogador, Nuno Mendes ou outros - na evolução de Varandas & Viana. Que gigantesca diferença, em termos de "maturidade técnica", "disponibilidade física", "concentração competitiva", "rigor táctico" nesta "época" (defeso) comparativamente ao que aconteceu há dois anos (o seu primeiro defeso a tempo inteiro), algo que vem na senda da excelente "prestação" do último início de época.

Quanto à transferência-espectáculo de Nuno Mendes julgo que a sair algum dos titulares da  equipa campeã - e alguém teria que sair, dados os encargos do clube com as dívidas que se foram acumulando ao longo das décadas - que fosse o nosso lateral-esquerdo, pois existem alternativas e os outros nomes falados do meio-campo seriam de mais difícil substituição. E decerto que alguém vingará, entre Vinagre, um Esgaio adaptado - ainda que um clube de topo não deva ter adaptações deste tipo -, o M. Reis, que não me parece ter a dimensão suficiente mas talvez se jogar regularmente se mostre diferente, o Nuno Santos em alguns jogos talvez, o Feddal. E fala-se num júnior da Academia e num outro miúdo oriundo do Porto, mas isto de crer num "novo Nuno Mendes" costuma correr mal, o excesso de expectativas prejudica sempre quem está a chegar. E é uma notável transferência, chegará aos 50 milhões, se se pensar nos tais 10% de futura transferência e se se perspectivar a usual taxa de empréstimo de um jogador como Saravia. 

Quanto ao resto: o plantel foi mesmo depurado dos que não contavam, não há a lista de "pendurados" que ficou no último ano. Não sei em que condições foram, se ainda se pagam salários, alguns chorudos, mas acredito que em alguns casos isso acontecerá: Camacho, no Belenenses, Ilori, no Boavista, talvez mais alguns dos emprestados a clubes nacionais, mas nesses casos com menores salários. Pena que Joelson e Plata não tenham "pegado de estaca" mas há sempre essa percentagem de "desperdícios", de jovens promessas que não se afirmam. E ficamos todos à espera que o Quaresma faça um bom tirocínio - lamento mas não espero grande coisa dos dois avançados que foram emprestados, Marques e Mendes. Que me lembre dos "excedentários" apenas ficou o Renan - que talvez tenha sido algo injustiçado, cumpriu sempre e perdeu o lugar por lesão. Ou então o seu afastamento radical também se deva a efeitos dessa entidade mágica, o "balneário". Ou seja, um bom saldo de empréstimos e rescisões com jogadores que já não contavam (a rescisão de Matheus Oliveira é uma boa notícia, foi uma contratação absurda - dinheiro deitado fora) e de empréstimos verdadeiramente para rodar (Quaresma, talvez Marques) e para valorizar (Plata, Sporar, mesmo Luiz Phellype - que talvez pudesse ter sido o 3º avançado-centro que tantos queriam -, e até Camacho se arribar). Lamento mas sobre Doumbia, apesar de ir para a suave Bélgica, já não tenho expectativas, tal como não as tenho sobre Eduardo Henrique, jogadores que decerto virão a rescindir em defeso próximo. Temos ainda o berbicacho Bruno Gaspar, outro disparate herdado, que não está resolvido - pura e simplesmente não acredito que haja quem pague milhão que seja para contratar esse lateral-direito.Terá sido bem despachado o Diaby (agradecemos a Keizer), foi bem o Rosier, Misic já era sabido.

Enfim, foi um belo defeso. E continuo na minha crença - o Virgínia terá sido uma aposta séria, ainda nos surpreenderá. É um palpite, pois nunca o vi jogar, mas a operação Max/Virgínia parece-me ser isso, a aposta numa "next big thing". No último dia li que houve troca de jogadores com o Porto - não sei se acordada, o que seria surpreendente. Positivamente surpreendente. Sobre os outros reforços pouco terei a dizer, os dois jovens do Porto, os jovens que vêm de Espanha e Itália, o jovem Ugarte? Decerto que entre eles alguém assomará na equipa, ainda para mais tendo um treinador com o perfil de Amorim. Retiro, acima de tudo, que muito terá sido reduzido o caderno de encargos, inflaccionado por décadas de contratações algo descuidadas e algumas outras pertinentes mas cujo momento actual tornam apenas onerosas (Battaglia é um caso típico disso).

Quanto ao que falta, os défices de plantel - principalmente em termos quantitativos - a que muitos aludem. Julgo que é necessária uma contratação - possível de ser feita em Setembro, dado que se trata de um "agente livre", jogador sem contrato actual. Trata-se do play-maker Calma Adepta. Pois as expectativas estão demasiado altas - e a resmunguice da massa campeã com o Paulinho já mostra isso. É normal que haja mais exigência este ano do que no anterior. Mas não é "natural" (não advém nem da genética, nem do meio ambiente nem da alimentação). Ou seja, a gente podia-se acalmar um bocadinho. E deixar correr, nisso apoiando conseguimentos e ocasionais falhanços. Este caminho, poupado, de promoção de jogadores da academia e de integração de um ou outro português ou experimentado na nossa Liga, jogo a jogo, ano a ano, é o melhor, e tanto foi desejado. E a vertigem crítica, opinativa, vai ser o principal antijogo, o penalti inexistente, o pior dos Luíses Godinhos.

O Sporting não era campeão há 20 anos. E foi. E não é bicampeão há 70. Tende calma. Ou, falando de outra forma, atinai.

Os jogadores sabem que a paz neste clube custou-nos muito

Ontem voltei a Alvalade, não para o meu lugar de Gamebox mas para outro não muito distante.

A última vez que lá tinha estado foi em 8/3/2020, no primeiro jogo do Rúben Amorim ao serviço do Sporting.

Um jogo marcado por uma manifestação contestatária à porta, um ambiente crispado nas bancadas, uma irritação geral a que nem a vitória fácil e facilitada contra o Desportivo das Aves pôs cobro.

Depois o futebol parou, voltou, uma época acabou com o Sporting em quarto lugar, outra começou com o Sporting eliminado das competições europeias e terminou com o Sporting campeão nacional e uma viagem triunfal pelas ruas de Lisboa.

Outra entretanto começou. Os sócios e adeptos voltaram às bancadas, e o ambiente agora é completamente diferente, uma comunhão perfeita entre equipa e sócios e adeptos, uns a puxar pelos outros, as bancadas funcionam como o 12.º jogador que devem sempre ser. Obviamente com algumas questões a resolver, mas há uma grande paz, apesar de tudo, naquelas bancadas.

Para que essa paz fosse possível muito devemos a Rúben Amorim, o autor destas palavras: «Os jogadores sabem que a paz neste clube custou-nos muito.» Não nos esqueçamos disso.

Muito obrigado a todos.

E vamos ao que interessa. Muitos objectivos para conquistar este ano. Vamos a eles!!!

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Quem vai ser a próxima revelação?

É um desafio que proponho aos leitores do És a Nossa Fé. Tal como Pedro Gonçalves foi quem mais se destacou no plantel leonino que se sagrou campeão nacional na época 2020/2021, venho pedir-vos opiniões sobre quem será a próxima grande revelação do Sporting nesta época recém-iniciada.

Com a promessa de que lá para Maio de 2022 virei fazer o balanço, enaltecendo aqueles que aqui tiveram maior capacidade de antever os factos antes de acontecerem.

Neste momento

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Neste momento o Sporting funciona como equipa coesa e compacta - todas as peças são importantes.

Até quem sai é importante, como se viu no vídeo da despedida de Antunes, com o jogador lavado em lágrimas dignas de verdadeiro Leão.

Até quem concorre para um lugar está unido aos colegas por laços de cumplicidade e camaradagem, como se viu naquele abraço fraterno entre Porro, Esgaio e Gonçalo Esteves documentado em directo na TVI.

 

Terminou o tempo em que se destacava este ou aquele para denegrir os restantes. Cada elemento da equipa conta.

Terminou o tempo em que havia quem gritasse "Zero ídolos" para diminuir os jogadores, separando-os da massa adepta, enquanto idolatrava chefes de claque.

 

Este Sporting campeão revê-se nos seus jogadores e atletas campeões. Os que conquistam campeonatos, títulos e troféus a sério, não na playstation. Ídolos com letra grande.

Amanhã à noite em Alvalade

É já amanhã em Alvalade que o Sporting entra em campo para renovar o título de campeão, recebendo uma equipa recentemente promovida, o Vizela. A nossa equipa vem duma pré-época muito bem conseguida que culminou na conquista da Supertaça, com uma exibição convincente a que só faltou uma vantagem mais alargada no resultado.

Parece que finalmente a novela Ugarte está a chegar ao fim, uma negociação tripartida complicada, mas ainda não podemos contar com ele para meter o pé na luta do meio-campo. Também não podemos contar com Porro e Nuno Mendes, a contas com lesões.

A equipa respira saúde, cresceu muito relativamente à ultima temporada, o futebol sai mais fluido porque o treino está a consolidar processos e o conhecimento entre os jogadores é muito superior. E como dizia antes, Jovane, Matheus Nunes e Tabata estão "com ganas", e existe a tal "espinha dorsal" do plantel, duma solidez incrível.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Inácio, Coates, Feddal e Matheus Reis.

Alas: Esgaio, Vinagre e Gonçalo Esteves.

Médios Centro: Palhinha, Tabata, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Plata.

Pontas de lança: Paulinho e TT.

 

Sendo assim, aposto no onze que iniciou a partida com o Braga com a ressalva da substituição de Nuno Mendes por Vinagre.

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes e Vinagre; Pedro Gonçalves, Paulinho e Jovane.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para tentar conquistar os primeiros 3 pontos da época para a Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: Ainda vamos no 2.º jogo oficial da época e quase ninguém (talvez André Paulo e Essugo) com condições de ir a jogo irá para a bancada. Isso demonstra que, mesmo que não existam saídas, o plantel é mesmo curto para as necessidades da época, e que uma ou outra lesão ou castigo podem fazer abanar o barco. O limão está bem espremido. 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Começamos a época com um troféu

Sporting, 2 - Braga, 1 (Supertaça)

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Pedro Gonçalves: golo em Aveiro com 7710 a vê-lo nas bancadas

 

Terminámos a época anterior a vencer, começamos esta também a ganhar. Terceiro troféu oficial do futebol leonino neste ano civil de 2021: primeiro a Taça da Liga, depois o campeonato, agora a Supertaça. Derrotando o suspeito do costume: o Braga. Em sete meses, os braguistas perdem connosco pela quarta vez. Desfazendo de vez qualquer dúvida que pudesse subsistir na comparação entre os dois emblemas.

Vitória justíssima, que só peca por escassez de golos. A nossa exibição foi superior ao que o resultado revela. Além das duas bolas que metemos lá dentro - Jovane aos 29', Pedro Gonçalves aos 43' - tivemos ainda três grandes oportunidades. Todas protagonizadas pelo nosso n.º 28, maior marcador da época passada e melhor em campo neste desafio, disputado no estádio municipal de Aveiro.

Foi um jogo perfeito para o reencontro entre o público e os jogadores. Esta Supertaça já contou com espectadores nas bancadas - 7710, no total. A maioria, como é lógico, puxando pela nossa equipa. Viram uma partida muito disputada na primeira parte e menos vistosa na segunda, com o resultado construído ao intervalo. Viram o Braga adiantar-se no marcador, com golo de Fransérgio aos 20', e uma excelente reacção do Sporting, que a partir daí mandou sempre no jogo.

Os homens comandados por Carlos Carvalhal não tiveram qualquer outra oportunidade até ao apito final. Devem começar a sentir tremores cada vez que enfrentam o onze leonino. Continuam em branco quanto a supertaças. Enquanto nós acabamos de conquistar a nona, ultrapassando o Benfica, que ganhou oito. Também no campeonato das estatísticas vamos marcando pontos.

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

ADÁN. Sem culpa no golo sofrido, demonstrou segurança entre os postes e transmitiu confiança aos colegas. Não fez uma só defesa difícil em todo o jogo.

GONÇALO INÁCIO. Foi ultrapassado por Fransérgio no lance do golo - único deslize em toda a partida. Sereno, concentrado, atento às dobras a Esgaio.

COATES. Competente leitura de jogo: controlou sempre o espaço que lhe estava confiado. Cortes oportunos, sem nunca vacilar. Bastião, outra vez.

FEDDAL. Complementou muito bem o capitão Coates, guardando o lado esquerdo do muro defensivo central. Saiu aos 80', com queixas físicas.

ESGAIO. Estreia-se em 2021/2022 como ala direito titular. Cumpriu com zelo frente à ex-equipa. Ganhou duelos importantes contra Galeno e Abel Ruiz.

PALHINHA. A qualidade de sempre no controlo do meio-campo defensivo. Amarelado aos 17', não esmoreceu. Inicia o segundo golo ao recuperar uma bola.

MATHEUS NUNES. Lutador, vai-se consolidando no onze titular. Boa parceria com Palhinha, distribuindo jogo. É dele a assistência no segundo golo.

NUNO MENDES. Excelente exibição, tanto a defender como a atacar. Assiste Jovane no primeiro golo com um passe magnífico. Grandes cruzamentos aos 32', 60' e 74'.

PEDRO GONÇALVES. Os principais lances de ruptura são dele. Excelente golo, de trivela. Viu Matheu negar-lhe outros dois, aos 32' e aos 52'. Falhou o terceiro, aos 81'. Saiu aos 83'.

JOVANE. Desempenho muito positivo do luso-caboverdiano, agarrando a titularidade. Voltou a fazer o gosto ao pé (esquerdo) com o golo marcado aos 29'. Esteve em campo até aos 80'.

PAULINHO. Muito marcado pelos ex-colegas de equipa, teve pouco espaço. Pedro Gonçalves serviu-o muito bem aos 50', mas o lance perdeu-se. Aos 69', deu lugar a Tiago Tomás.

TIAGO TOMÁS. Foi o primeiro a saltar do banco, rendendo Paulinho. Veloz, combativo, lutador. Protagonizou um bom lance aos 72', mas acabou por abusar das fintas.

NUNO SANTOS. Entrou aos 80', substituindo Jovane. Quando a equipa já apostava na contenção, segurando a bola. Tinha instruções para estar mais atento à manobra defensiva. Cumpriu.

MATHEUS REIS. Substituiu Feddal aos 80', sem criar qualquer desequilíbrio na muralha defensiva. Voltou a demonstrar precisão no passe.

TABATA. Rendeu Pedro Gonçalves aos 83'. Deu nas vistas aos 90'+5 com um bom disparo de meia-distância. Tem remate fácil, característica útil à equipa.

 

Notas finais:

- Alguém ainda ousa falar em estrelinha? Três títulos e troféus conquistados por Rúben Amorim à frente do futebol profissional do Sporting em escassos seis meses: Taça da Liga em Janeiro, campeonato em Maio, Supertaça no final de Julho. Merece este cognome: Conquistador.

- Esta é também a vitória da formação leonina. Uma vez mais. Dos que entraram de início, cinco foram formados em Alcochete: Gonçalo, Esgaio, Palhinha, Nuno Mendes e Jovane. Depois entrou um sexto, Tiago Tomás. E havia oito portugueses no nosso onze titular.

- A Supertaça era o troféu que há mais tempo nos fugia. Desde 2015, precisamente. Já é nosso outra vez. E há 13 anos que não marcávamos dois golos numa Supertaça - desde a vitória contra o FC Porto em 2008, com Paulo Bento a orientar a nossa equipa e Djaló a destacar-se com um bis.

- Há menos de um ano, muitos comentadores cantavam hossanas ao Braga, promovendo o clube minhoto a "quarto grande" e alguns imbecis até chegaram a pô-lo acima do Sporting. Hoje ninguém ousa repetir tal dislate. Motivo? Quatro embates, quatro derrotas em partidas disputadas connosco. Calaram-se de vez.

Amanhã à noite em Aveiro

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Chega amanhã em Aveiro o início da época oficial do Sporting com a disputa da Supertaça contra aquele que foi o justo vencedor da final da Taça de Portugal no Jamor. A nossa equipa vem duma pré-época muito bem conseguida, não apenas pelos resultados alcançados nos jogos de preparação, mas pelo trabalho de selecção das jovens promessas (dos "rookies") que conduziu cada um ao lugar mais adequado à sua evolução e permitiu a melhor definição do plantel principal de acordo com os objectivos da época.

A não-continuidade de João Mário libertou recursos para a aposta num trio de jogadores de mérito comprovado na nossa Liga: Esgaio, Vinagre e Ugarte (em princípio) ajudam a equilibrar o plantel e torná-lo bem mais resiliente tendo em conta uma época exigente e as lesões e castigos daí decorrentes. A vinda de Gonçalo Esteves foi de todo inesperada: mas então ainda há pouco os Romários Barós fugiam de Alcochete para o Porto e agora é o inverso? Tudo muito estranho...

Este último encontro com o Lyon já demonstrou as ideias de Rúben Amorim para esta época: tudo igual no essencial mas tudo melhor no pormenor numa linha de evolução constante com o treino e a confiança, e a aposta declarada em dois ou três com força para explodirem. Jovane, Matheus Nunes e Tabata estão "com ganas". E depois existe a tal "espinha dorsal" do plantel, duma solidez incrível.

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Inácio, Coates, Feddal e Matheus Reis.

Alas: Esgaio, Nuno Mendes e Vinagre

Médios Centro: Palhinha, Tabata, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Plata.

Pontas de lança: Paulinho e TT.

 

Sendo assim, aposto no onze que iniciou a partida com o Lyon:

 

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Jovane.

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Aveiro para tentar conquistar o segundo caneco (primeiro oficial) da época.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: Do que vejo quando passo na auto-estrada, o estádio de Aveiro tem mais aparência de sucata ferrugenta de cor sumida do que da imagem que aqui coloco, mas talvez lá dentro as coisas sejam diferentes. Com ferrugem ou sem ela, tenho pena de não estar presente, mas sairei de casa nesse dia para a direcção contrária. Estarei a torcer pelo meu Sporting frente à TV numa esplanada qualquer ao pé do mar...

 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Basta vencer!

Agora que terminou a pré-época e aproximando-se os jogos a doer, com a primeira final já dia 31, assumo aqui e agora que não quero saber se a aquipa liderada por Rúben Amorim joga olimpicamente bem... ou se joga de charuto para a frente.

Para mim basta que vença os jogos. Como venceu a época passada.

"Mai'nada"!

Os primeiros reforços

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Quatro anos depois, Ricardo Esgaio regressa ao Sporting onde fez quase toda a formação, actuou na equipa B e no onze principal entre as épocas 2006/2007 e 2016/2017. Já está integrado no grupo de trabalho. Pode actuar como ala, lateral ou até central. No corredor direito é hoje, aos 28 anos, um dos melhores profissionais do futebol português.

 

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Gonçalo Esteves, jogador oriundo do FC Porto, assinou contrato de formação com o Sporting, tendo já participado nos primeiros treinos em Alcochete Com apenas 17 anos, este talentoso lateral direito - com 11 internacionalizações pela selecção sub-16 - acredita que terá oportunidade de singrar sob a orientação de Rúben Amorim. 

 

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Está confirmado o regresso de Rúben Vinagre, que chega por empréstimo do Wolverhampton. Este lateral esquerdo, agora com 22 anos, cumpriu cinco épocas de formação no Sporting, desde os 12 anos. Foi campeão europeu sub-17 em 2016. Depois actuou no Mónaco, Wolverhampton e Olympiacos. Na época passada jogou no Famalicão, também emprestado.

Balanço (33)

Antes do início do campeonato nacional de futebol 2021/2022, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a terceira de quatro partes.

 

9 de Fevereiro (Gil Vicente, 1 -  Sporting, 2): COATES

«Vendo o Sporting perder ao intervalo, o treinador tentou tudo para virar o rumo da partida. E conseguiu: esgotou as substituições e, a cada mexida que fazia, o Sporting foi ficando melhor. Saíram jogadores mais fatigados ou desinspirados, entraram outros mais velozes e acutilantes. Foi assim logo no minuto inicial da segunda parte, quando Gonçalo Inácio e Tiago Tomás renderam Neto e Antunes.»

 

15 de Fevereiro (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): PALHINHA

«Quatro oportunidades de golo, duas concretizadas. Aos 20', na conversão de um penálti, por João Mário - que apontou muito bem o castigo máximo. E aos 48', por Palhinha, naquele que é desde já um dos melhores golos deste campeonato. Na sequência de um canto, o que merece ser assinalado: foi a primeira vez que aproveitámos da melhor maneira um pontapé de canto nesta Liga 2020/2021.»

 

20 de Fevereiro (Sporting, 2 - Portimonense, 0): PALHINHA

«Procurámos adiantar-nos no marcador tão cedo quanto possível. Alcançado o 2-0 antes do intervalo, soubemos gerir a vantagem durante todo o segundo tempo, defendendo em bloco compacto e garantindo com inegável competência a posse de bola, sem riscos desnecessários, até porque a chuva ia caindo com intensidade e o relvado de Alvalade foi-se tornando impraticável para a prática de um futebol artístico.»

 

27 de Fevereiro (FC Porto, 0 - Sporting, 0): COATES

«Dois objectivos nos serviam: a vitória ou o empate. Prevaleceu o segundo (0-0), confirmando que os portistas são incapazes de nos vencer esta época: em três confrontos, perderam um e empataram nos restantes. Ao contrário do que sucedeu na temporada anterior. Mantemos os dez pontos de vantagem em relação ao FCP, ainda segundo. Estamos a dez triunfos de nos sagrarmos campeões nacionais de futebol. Nota a reter: não empatávamos neste estádio desde 2008/2009.»

 

5 de Março (Sporting, 2 - Santa Clara, 1): COATES

«Triunfo começado a construir aos 22' e consumado já no tempo extra - uma vez mais - quando estava decorrido o penúltimo dos quatro minutos de compensação concedidos pelo árbitro. Desatando assim o empate que a equipa açoriana ameaçara impor aos 84'. Este Sporting soma e segue. Com estrelinha, sim. Mas não há campeões sem sorte, nunca houve.»

 

13 de Março (Tondela, 0 - Sporting, 1): NUNO MENDES

«Neste mesmo estádio, só Benfica e V. Guimarães tinham saído antes com três pontos na Liga 2020/2021. Nós próprios perdemos lá nos dois campeonatos anteriores: 1-2 em Janeiro de 2019 e 0-1 em Novembro de 2019. O que torna esta vitória ainda mais saborosa. Foi a décima nos últimos 11 jogos.»

 

20 de Março (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): PALHINHA

«Domínio total do jogo e conquista de mais três pontos nesta recepção à turma minhota, apanhada de surpresa pela mudança do sistema táctico intoduzida por Rúben Amorim na nossa equipa, que actuou sobretudo em 3-5-2, com Daniel Bragança como médio colocado logo atrás do duo de avançados (Pedro Gonçalves e Tiago Tomás). Desta forma o corredor central foi todo nosso. E os de Guimarães viram-se incapazes de desatar o nó.»

 

5 de Abril (Moreirense, 1 - Sporting, 1): JOÃO MÁRIO

«Nos 20 minutos finais, a equipa usou e abusou das trocas de bola entre os centrais e dos atrasos ao guarda-redes, atitude imprópria de um emblema que sonha ser campeão nacional. Tentar segurar 1-0 com tão estéril "posse de bola" conta apenas para as estatísticas. E basta um deslize para correr mal. Foi precisamente o que aconteceu.»

 

11 de Abril (Sporting, 1 - Famalicão, 1): PEDRO GONÇALVES

«Entre o golo marcado e os vinte minutos finais, em que acentuaram enfim a pressão sobre a baliza adversária, voltaram a abusar da "posse de bola" inconsequente, feita de saída a passo, sucessivas trocas entre os centrais, passes curtos no miolo do terreno, lateralizados e à retaguarda, sem variações de flanco, sem explorar as alas, sem arriscar no remate de meia-distância. Dando quase a sensação de que o empate já servia.»

 

(Conclui amanhã)

Fórmula Sporting - Todos a conhecem, difícil de travar

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Mais uma demonstração cabal da força da fórmula Sporting, que só consegui ver já pela madrugada: um grande treinador (Nuno Dias), um enorme capitão (João Matos), um plantel que não é mais do que uma mistura alicerçada muito bem trabalhada de Guittas com Zickys Tés (os Zidanes e Pavones doutros tempos do Real Madrid), cada uns com os seus sentimentos, valores e ambições, uma estrutura na retaguarda bem comandada por Miguel Afonso que resolve problemas no momento certo (como foi o caso da renovação de Guitta) e muita tranquilidade e confiança de todos para ultrapassar momentos menos bons (como foi o caso duma derrota muito por culpa própria no segundo jogo da série, onde soçobrámos no prolongamento depois de estar a ganhar por duas vezes por 2 golos de vantagem). 

Foi o pleno no futsal. Depois da competição máxima europeia, a Champions da modalidade, e da Taça de Portugal, agora foi a vez da Liga Placard. Derrotando o Benfica no play-off e com Porto a perder por falta de comparência, poupa aqui o que vai gastar no andebol e no basquetebol, o que ainda dá mais mérito ao desempenho global do Sporting esta época.  

Como o Pedro Correia documenta noutro post, não há dúvida que está a ser a melhor época desportiva do Sporting desde há muito. Infelizmente não pudemos estar no estádio e no pavilhão para desfrutar, mas quando lá pudermos voltar temos também nós de estar à altura destas brilhantes equipas e ajudá-las a atingir novas vitórias e sucessos. E vamos mesmo estar.

E agora só falta... 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Não anda por aí nenhum Zicky futeboleiro? Um ponta de lança / pivot indomável ? O rapaz é mesmo um craque da cabeça aos pés. Pois é, já temos o Nuno Mendes, mas... 

SL 

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