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És a nossa Fé!

2020 em balanço (10)

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FRASE DO ANO: "PARA ONDE VAI UM VÃO TODOS"

Rúben Amorim não tem demonstrado só mérito enquanto cérebro táctico da equipa principal de futebol do Sporting: revela qualidades também como comunicador. Num discurso claro, conciso e compreensível, com palavras que todos entendem, sem gaguejar nem deixar frases a meio. Consegue ser inspirador e mobilizador, transformando cada conferência de imprensa numa sessão de robustez anímica - tanto para jogadores como para adeptos.

Aconteceu naquele dia 5 de Dezembro, após o empate (2-2) em Famalicão, num jogo que merecíamos ter vencido, quando o árbitro Luís Godinho anulou um golo limpo a Coates e expulsou o nosso treinador pela segunda vez. Reagindo com sangue-frio após essa partida em que fomos espoliados, Amorim soltou a frase que funciona como novo lema leonino: «Para onde vai um vão todos».

Não tardou a pegar como palavra de ordem. Três dias depois já encontrava eco nas redes sociais. tornando-se no mais recente elo de ligação entre a massa adepta. E até treinadores de outros clubes passaram a usá-la também, com a devida vénia ao jovem técnico que reconduziu o Sporting ao primeiro lugar do futebol português.

«O nosso clube, os adeptos, o plantel, tal como o Sporting, nós também: onde vai um vão todos», declarou a 19 de Dezembro o treinador do Farense, Sérgio Vieira. Comprovando assim o sucesso da fórmula, patenteada por Rúben Amorim.

Tudo terá acontecido de forma espontânea. «Não foi nada pensado», esclareceu o técnico leonino, ainda em Dezembro, quando a sua frase já circulava de boca em boca. Veio para ficar. E promete servir-nos de aperitivo para novos triunfos. 

 

Frase do ano em 2013: «O Sporting é nosso outra vez»

Frase do ano em 2014: «Estamos em casa»

Frase do ano em 2015: «Temos de acordar o Leão adormecido»

Frase do ano em 2016: «Pelo teu amor eu sou doente»

Frase do ano em 2017«Feito de Sporting»

Frase do ano em 2018: «Foi chato»

Frase do ano em 2019: «Um clube de malucos»

2020 em balanço (9)

 

GOLO DO ANO

Foi um ano atípico no Sporting. Um ano em que estivemos impedidos de comparecer no nosso estádio desde a primeira quinzena de Março. Um ano em que passámos da depressão à quase-euforia com poucos meses de intervalo. Um ano em que a nossa equipa principal de futebol começou a ser reconstruída com alicerces da formação, somando boas exibições e acumulando pontos - de tal maneira que lideramos agora o campeonato há seis jornadas consecutivas e somos o único onze da Liga ainda invicto à 12.ª jornada.

Foi um ano em que não faltaram belos golos. Nada fácil escolher, portanto, o melhor do ano - o que é sempre um excelente dilema. Acabei por seleccionar o golo de Nuno Mendes ao Portimonense, a 4 de Outubro. Pelo seu virtuosismo técnico e pelo seu impacto visual: o jogador dribla três adversários antes de levar a melhor frente ao guarda-redes, atirando-a lá para dentro, estavam decorridos 4'. Mas também pelo seu significado que transcende o desafio do Algarve, que vencemos por 2-0: o belo golo do jovem ala leonino é um símbolo perfeito deste renovado Sporting orientado por Rúben Amorim. 

 

Como referi, a escolha não foi fácil. Daí destacar aqui quatro menções honrosas, todas dignas de rasgado elogio:

- O golo de Acuña no Sporting-FC Porto, a 5 de Janeiro (perdemos 1-2);

- O golo de Jovane no Sporting-Paços de Ferreira, a 12 de Junho (ganhámos 1-0);

- O golo de Porro no Famalicão-Sporting, a 5 de Dezembro (empatámos 2-2);

- O golo de Tabata no Sporting-Paços de Ferreira, a 11 de Dezembro, para a Taça de Portugal (vencemos 3-0).

 

Por vezes não é necessário irmos à ópera para assistir a bons espectáculos: no futebol também há disso. Pena continuarmos impedidos de ver golos como estes ao vivo. E que os nossos jogadores não oiçam as ovações que bem merecem.

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Golo do ano em 2018: Jovane, contra o Rio Ave

Golo do ano em 2019: Bruno Fernandes, contra o Benfica

2020 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: CONQUISTA DA TAÇA DE PORTUGAL EM BASQUETEBOL

Esperámos 40 anos por este triunfo. Mas valeu a pena esperar: assim soube ainda melhor. A 8 de Outubro, enfim, o Sporting voltou a conquistar a Taça de Portugal em basquetebol. A nossa anterior vitória tinha ocorrido na época 1979/1980. 

Mais saboroso ainda por termos vencido na final aquela que vários especialistas consideram geralmente a melhor equipa portuguesa da modalidade: o FC Porto, anterior detentor da Taça. Cumpre referir que este título respeita à temporada 2019/2020: a final a quatro devia ter decorrido em Março, mas foi adiada por cinco meses devido às interdições sanitárias decorrentes da pandemia.

Foi uma final emocionante, no pavilhão multiusos de Odivelas, com o Sporting a virar o resultado na segunda parte. Ao intervalo a turma portista vencia 44-42, mas ao soar o apito final os números eram bem diferentes: 87-78 a nosso favor. Num jogo sempre muito disputado em que revelámos garra leonina. Tal como já sucedera na meia-final frente ao V. Guimarães - partida que vencemos por 85-71. Notável desempenho, no conjunto desta campanha, de jogadores como Diogo Ventura, James Ellisor, John Fields, Travante Williams, João Fernandes, Pedro Catarino e Francisco Amiel.

Confirma-se assim a boa decisão de Frederico Varandas, anunciada na campanha eleitoral de 2018 para a presidência, de reintroduzir no clube o basquetebol sénior masculino, inexistente desde 1995. E também o acerto na contratação de Luís Magalhães, o melhor técnico português de básquete, há dois anos ao serviço do Sporting. Trazer para Alvalade um treinador com 17 títulos nacionais no currículo foi aposta coroada de sucesso.

«É importante trabalhar todos os dias com afinco para atingir o que queremos. Como costumo dizer, eu sonho de noite e trabalho de dia.» Frase embemática de Magalhães, dita no momento da chegada.

O sonho começa a ser cumprido. Para alegria de todos nós.

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Vitória do ano em 2018: goleada ao Qarabag (29 de Novembro)

Vitória do ano em 2019: conquista da Taça de Portugal (25 de Maio)

2020 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: 1-4 CONTRA O LASK LINZ EM CASA

Os profetas da desgraça, que nunca escasseiam por Alvalade, já tinham avisado: tudo iria começar da pior maneira. E começou mesmo, com uma derrota em casa frente ao Lask Linz, actual terceiro classificado do campeonato austríaco. Derrota amarga, frustrante, inaceitável, que nos colocou fora da Liga Europa ainda na fase das pré-eliminatórias.

Aconteceu a 1 de Outubro, com o nosso estádio despido de público: quase sete meses antes fora emitida pelas autoridades sanitárias a ordem geral de evacuação de recintos desportivos. Que ainda hoje vigora, em contramão com o que sucede na quase generalidade de todos os outros espectáculos, configurando uma inaceitável discriminação do futebol.

Conhecíamos bem a equipa adversária, que havíamos vencido um ano também antes em casa, na fase de grupos da Liga Europa, por tangencial 2-1 (golos de Luiz Phellype e Bruno Fernandes). Num jogo pautado pela mediocridade da nossa exibição, muito inferior ao resultado, e pelos contínuos assobios dos adeptos aos jogadores - o que viria a ser uma das mais lamentáveis características do público presente nas partidas em Alvalade.

 

Naquele frustrante Outubro de 2020 não houve assobios. Mas eles teriam sido merecidos, no final do jogo: perdemos por 1-4 numa partida em que apenas Tiago Tomás - marcador do golo solitário, após assistência de Nuno Santos - mereceu nota positiva. Com naufrágio colectivo na segunda parte, quando ao intervalo se registava 1-1.

«Adán orientou uma barreira como se estivesse num interturmas. Neto viu o clássico cartão amarelo que o condiciona para o resto do jogo. Sporar, apesar de ter entrado tarde, ainda conseguiu falhar dois golos fáceis», reclamou o José Cruz num texto deste blogue intitulado Imaturidade total.

«A equipa tentava sair a jogar, perdia a bola e levava com os contra-ataques do adversário. O individualismo veio ao de cima, e Wendel fazia piscinas até perder a bola num choque qualquer e deixar a equipa descompensada atrás. O segundo golo do Lask surgiu assim, o desarme de risco de Coates que levou ao terceiro também, o quarto a mesma coisa, e o quinto e o sexto não apareceram porque não calhou», desabafou o Luís Lisboa, sob o título Uma derrota humilhante.

 

Naquela quinta-feira de má memória falhávamos o acesso à Liga Europa. Os profetas da desgraça exultaram, as nossas caixas de comentários encheram-se de anónimos a rasgar as vestes, Rúben Amorim foi insultado de "lampião" para baixo, choveram pedidos de destituição imediata dos órgãos sociais leoninos.

E  a equipa? Passou a concentrar-se em exclusivo nas competições internas. Acabou por ser um daqueles males que vêm por bem: no final do ano comandávamos isolados o campeonato nacional de futebol, algo que não acontecia desde a época 2001/2002.

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Derrota do ano em 2017: 1-3 contra o Belenenses em casa (7 de Maio)

Derrota do ano em 2018: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2019: Supertaça (4 de Agosto) 

2020 em balanço (6)

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 DECEPÇÃO DO ANO: VIETTO

Há jogadores assim. Costumo chamar-lhes os jogadores do quase. Porque quase conseguem ser influentes, quase conseguem ser decisivos, quase conseguem protagonizar grandes exibições, quase conseguem empolgar a massa adepta.

Luciano Vietto é um desses jogadores. Chegou contratado por bom preço (7,5 milhões de euros ao Atlético de Madrid), bom currículo e até uma fugaz passagem pela selecção argentina. Na época passada teve papel determinante em jogos contra o V. Guimarães, o Belenenses SAD e o Basaksehir (Liga Europa), por exemplo. Após o primeiro daqueles encontros, em que o médio criativo fez a assistência para dois golos, cheguei a questionar aqui se estaria encontrado o eventual substituto de Bruno Fernandes no onze titular leonino. 

Pura ilusão: Vietto prometeu muito e ofereceu pouco. Em momentos decisivos dos jogos, apagava-se: parecia não estar ali. Como ao minuto 26 do Sporting-Lask Linz (1 de Outubro), quando falhou excelente ocasião para marcar, num frente-a-frente com o guardião austríaco.

Dava a sensação de se pôr demasiadas vezes fora de posição. Fugia do choque. Lesionava-se com frequência. Pior que tudo: denotava fragilidades de ordem física e uma certa intranquilidade emocional que por vezes pareciam perturbá-lo perto da linha de golo. Mesmo assim, em 2019/2020 marcou oito. O melhor dessa triste época foi dele, em nossa casa, aos de Belém. Já esta temporada, marcou ao FC Porto, em partida que terminou empatada (2-2) mas que merecíamos ter vencido. 

Soube-nos sempre a pouco. Rúben Amorim deve ter sentido o mesmo quando chegou ao Sporting. Daí ter dado luz verde à transferência do argentino, por 7 milhões de euros (divididos a meias entre o nosso clube e os madrilenos), em 24 de Outubro, para o Al-Hilal. Onde o seu desempenho, sem surpresa, está a ser decepcionante.

Ficará para sempre a sensação de que podia ter sido craque entre nós. Mas não foi. Limitou-se a ser um jogador quase. Mais um, entre tantos que passaram por Alvalade.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier

Decepção do ano em 2015: Carrillo

Decepção do ano em 2016: Elias

  Decepção do ano em 2017: Alan Ruiz

Decepção do ano em 2018: Rafael Leão

Decepção do ano em 2019: Miguel Luís

2020 em balanço (5)

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DESPEDIDA DO ANO: BRUNO FERNANDES

Foi a mais elevada transferência de sempre de um jogador do Sporting. Aconteceu vai fazer um ano, a 29 de Janeiro: Bruno Fernandes, o melhor elemento do plantel leonino, abandonava Alvalade no mercado de Inverno rumo a Inglaterra, onde estava destinado a brilhar ao serviço do Manchester United. Para desgosto de muitos de nós, trocava a camisola verde e branca por um equipamento vermelho.

Saía tarde de mais, na opinião de alguns - aqueles que o foram insultando, vezes sem conta, nas redes sociais desde que Sousa Cintra o trouxe de volta, ainda mal refeito do susto que uns letais encapuzados lhe provocaram na Academia de Alcochete. Saía cedo de mais, na opinião de outros, que anteviam o final da temporada 2019/2020 como o melhor momento para a transferência pois essa época deveria culminar com o Campeonato da Europa. Que afinal não se realizou, como sabemos.

A saída ocorreu portanto no melhor momento. Para os depauperados cofres leoninos, que viam assim entrar 55 milhões de euros acrescidos de outros 15 milhões em objectivos - parte dos quais já concretizados. Um mês depois declarava-se a pandemia em território europeu, o futebol parava, os recintos desportivos ficavam interditos ao público. No meio do azar, neste aspecto, a sorte sorriu-nos.

O United beneficiou - e de que maneira - deste reforço. Transferido aos 25 anos, Bruno não tardou a brilhar em Old Trafford assim que as competições foram retomadas. Tornou-se titular indiscutível, ascendeu a capitão da equipa, e em Dezembro foi eleito pela terceira vez no ano melhor jogador da Premier League, algo que não sucedia a nenhum outro desde 2017. Nesta temporada leva 16 jogos cumpridos, com onze golos e sete assistências. Já facturou tanto como Son, do Tottenham.

A esta distância, continuamos a desejar-lhe o melhor. E até aqueles que antes o insultavam fingem agora ser seus admiradores, queixando-se de que voou de Lisboa a Manchester por preço demasiado baixo. A verdade é que o seu valor actual de mercado já ronda os 90 milhões, com tendência para continuar a subir.

Só é pena que Rúben Amorim não tenha contado com ele. Quando um chegou, o outro acabara de sair. Algum dia se encontrarão no mesmo clube?

 

Despedida do ano em 2012: Polga

 Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva

Despedida do ano em 2016: Slimani

Despedida do ano em 2017: Adrien

Despedida do ano em 2018: Jorge Jesus

Despedida do ano em 2019: Bas Dost

2020 em balanço (4)

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: PALHINHA

Em boa hora ele se fixou em Alvalade, o que até esteve para não acontecer: ia a preparação da nova época muito adiantada e nós, adeptos, víamos com indignação o melhor médio defensivo que actua no futebol português a treinar à parte, longe dos companheiros. Dizia-se que a SAD queria ganhar uns cobres com ele, despachando-o para a Rússia ou transferindo-o para Inglaterra.

Caso um destes cenários se confirmasse, seria um acto de péssima gestão e de lesa-Sporting. Porque João Maria Lobo Alves Palhinha Gonçalves é fundamental nesta equipa leonina da época 2020/2021. E estaria certamente nos planos do treinador Rúben Amorim, que já trabalhara com ele no Braga entre Dezembro e Março - com proveito para ambos e sucesso para a equipa minhota, vencedora de uma Taça da Liga.

 

Nesse contexto, à medida que se avolumavam os rumores sobre a sua iminente saída, escrevi aqui a 28 de Julho: «Palhinha - que fez duas épocas de alto nível no Braga, como emprestado - preenche uma das mais gritantes lacunas do actual onze titular: a de médio defensivo posicional. Despachá-lo já constitui um duplo risco: prescindimos de mais um profissional formado na Academia de Alcochete e continuamos a precisar com urgência de alguém para aquela posição, que pode vir a ser preenchida por outro perna-de-pau importado (lembremos os maus precedentes de Idrissa e Eduardo).» 

E voltei ao tema a 2 de Setembro, perplexo perante a opção que continuava a desenhar-se, com ecos diários na comunicação social: «Para quê dispensar um jogador que mantém ligação contratual com o Sporting até 2023 se logo a seguir, para compensar esta saída, teremos de ir a correr arranjar alguém para o mesmo lugar? Tudo isto até pode ter lógica, mas eu não a descortino. Agradeço desde já a quem souber esclarecer-me.»

 

Felizmente as críticas foram ouvidas. Felizmente Amorim fez prevalecer a sua posição, reivindicando para o onze titular este médio de 25 anos formado em Alcochete e que andou demasido tempo a exibir talento longe do Sporting, de empréstimo em empréstimo, ao serviço do Moreirense, do Belenenses e da turma bracarense. Como era fácil prever, ele agarrou a posição e já não a largou. Tem sido peça fundamental na dinâmica leonina, preenchendo um lugar que permanecia sem titular à altura desde a saída de William Carvalho.

Se o Sporting segue em primeiro no campeonato, com 29 pontos conquistados em 11 jornadas, muito a ele se deve. Porque Palhinha assegura consistência defensiva, acrescenta robustez física ao meio-campo e protagoniza o transporte ofensivo com critério e classe. É o rei das recuperações, é o campeão dos desarmes. Um elemento nuclear.

Em boa hora o filho pródigo regressou à casa que o formou. Em boa hora a SAD reconsiderou na decisão de o dispensar. Agora espero que já não tarde o ansiado regresso do público aos estádios. Para podermos enfim ovacionar João Palhinha ao vivo, como ele tanto merece. Já vai sendo tempo de escutar os nossos aplausos.

 

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

Confirmação do ano em 2017: Podence

Confirmação do ano em 2018: Bruno Fernandes

Confirmação do ano em 2019: Luís Maximiano

2020 em balanço (3)

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PROMESSA DO ANO: TIAGO TOMÁS

Tem apenas 18 anos mas joga como gente grande. E é hoje o segundo melhor artilheiro da nossa equipa principal. Já marcou em desafios de três competições diferentes: Liga Europa (Aberdeen e Lask Linz), campeonato nacional (Gil Vicente e B SAD) e Taça de Portugal (Paços de Ferreira). Cumprindo sempre a principal missão que lhe é confiada pelo técnico: visar sem temor a baliza adversária.

É algo que Tiago Barreiros de Melo Tomás - nascido em Cascais sob o signo Gémeos em Junho de 2002 - assegura sem angústias existenciais. Vendo as redes mais como aliadas do que adversárias. Já era assim nos escalões juniores, quando começou a distinguir-se entre os talentos forjados na Academia de Alcochete. Marcou sete golos pelos sub-15, 28 pelos sub-17 e 13 pelos sub-19. Agitou a chamada Liga Revelação, no melhor dos sentidos. Havia forçosamente de dar nas vistas.

Também teve sorte ao encontrar Rúben Amorim, treinador sem medo de trabalhar com jogadores jovens e dar-lhes a projecção que merecem. Daí à estreia de Tiago Tomás na equipa principal foi um curto passo: aconteceu em dia de aniversário do Sporting, a 1 de Julho. Uma data de bom augúrio.

Entrou com o pé direito, na vitória leonina contra o Gil Vicente, num estádio José Alvalade então já sem público devido à pandemia. A estreia a marcar ocorreu também em casa, na qualificação para a Liga Europa, a 24 de Setembro. E foi de tal maneira bem-sucedida que lhe valeu menção quase unânime na imprensa desportiva, como melhor em campo. Poucos podem gabar-se do mesmo.

Se há valor seguro, entre os jovens que despontaram para o primeiro plano do futebol profissional neste ano em que as autoridades sanitárias mantiveram os espectadores à distância, é precisamente o jovem Tiago. Promessa já tornada realidade. Irá muito longe? Tudo depende dele, mas não custa vaticinar que sim.

 

 

Promessa do ano em 2012: Eric Dier

Promessa do ano em 2013: William Carvalho

Promessa do ano em 2014: Carlos Mané

Promessa do ano em 2015: Gelson Martins

Promessa do ano em 2016: Francisco Geraldes

Promessa do ano em 2017: Rafael Leão

Promessa do ano em 2018: Jovane

Promessa do ano em 2019: Rafael Camacho

2020 em balanço (2)

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TREINADOR DO ANO: RÚBEN AMORIM

Não têm faltado, felizmente, bons treinadores ao Sporting nas mais diversas modalidades. Basta mencionar Luís Magalhães, com excelente folha de serviço no basquetebol, ou Nuno Dias, que segue imparável à frente do futsal, já para não mencionar Paulo Freitas, intocável no comando do nosso hóquei em patins.

Mas este ano o destaque tem mesmo de ser para o técnico que lidera o futebol leonino. Rúben Amorim, que se estreou no Sporting no início de Março, substituindo o decepcionante Silas, confirma que os valores individuais contam - e de que maneira - neste desporto colectivo. Um homem pode fazer a diferença.

No caso dele, fez. Como logo se viu naquele desafio inicial, o último em que estivemos no nosso estádio enquanto espectadores antes de sermos remetidos a "prisão domiciliária" devido ao novo coronavírus. Mesmo com início titubeante, e com o primeiro golo marcado já quando ia decorrida mais de uma hora de jogo, o Sporting venceu o Aves - que 22 meses antes nos derrotara na final de uma tristíssima Taça de Portugal. A equipa fez tudo para sacudir o marasmo. A vitória foi difícil mas foi nossa.

Esse era ainda um tempo em que o Sporting estava inundado de pinos chegados sem critério a Alvalade: Bruno Gaspar, Ilori, Rosier, Borja, Lumor, Eduardo Henrique, Doumbia, Mattheus Oliveira, Diaby... 

Com Amorim, a política de contratações mudou muito. E para melhor. Vieram Pedro Gonçalves, Pedro Porro, Nuno Santos, Bruno Tabata, Antonio Adán, Feddal - todos titulares ou em vias disso. Mais importante ainda: passou a haver um aproveitamento real dos talentos da nossa formação. Com a ascensão à equipa principal de Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Daniel Bragança e Tiago Tomás. Além do regresso de Palhinha, que se comprovou ser decisivo.

 

Amorim foi contratado ao Braga, e por preço exorbitante, o que causou natural polémica. Mas acabou por ser uma aposta decisiva da SAD leonina, apesar do quarto lugar alcançado nesse campeonato, com plantel desequilibrado e deficiente do qual só Coates e Neto sobreviveriam como titulares. O jovem técnico de 35 anos promoveu uma profunda alteração ao nível dos métodos de trabalho, do sistema táctico, dos índices de motivação e do próprio discurso, com resultados hoje à vista, dez meses depois: com ele no comando, só perdemos dois dos 21 jogos disputados e ascendemos à sétima jornada à liderança do campeonato, que mantemos na ronda 11. Dobrámos o Natal em primeiro, o que não sucedia desde a época 2001/2002, última em que fomos campeões.

Rúben Amorim devolveu aos sportinguistas a capacidade de sonhar com a conquista de títulos verdadeiros, não com vitórias morais. E começa a pagar um preço bem elevado por isso: ele, que nunca antes vira o cartão vermelho em toda a carreira, enquanto jogador e treinador, já foi expulso duas vezes como técnico do Sporting. Experimenta na pele como o campo se inclina, no futebol, contra quem traz o Leão ao peito.

Mas, mesmo com um sorriso nos lábios, ele é um osso muito duro de roer. O que produz um efeito contagioso: agora para onde vai um, vão todos. E nós com eles.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

Treinador do ano em 2017: Jorge Jesus

Treinador do ano em 2018: Nuno Dias

Treinador do ano em 2019: Paulo Freitas

2020

Que melhor maneira de terminar o ano do que com a conquista de um título? O Sporting venceu ontem a sua oitava Taça de Portugal em futsal, a terceira consecutiva.

Sim, foi um ano complicado a todos os níveis. Desde a perda de receita à contestação, passando pelos estádios vazios. Mas, acima de tudo, foi um ano onde o Sporting mostrou que está vivo. O primeiro lugar no campeonato de futebol, os primeiros lugares na maior parte das modalidades e o discurso afirmativo #OndeVaiUmVãoTodos só nos pode encher o coração. Uma espécie de combustível para o provavelmente ainda mais duro 2021.

Jogo a jogo lá chegaremos, onde quer que o "lá" seja. Uma coisa é certa, pelo menos chegaremos de cabeça levantada. Sem dirigentes a serem chamados a Comissões de Inquérito no Parlamento, sem adeptos a serem julgados por assassinato e sem a sombra do Café com Leite e Chocolatinhos a cada jogo. Sabemos que as nossas vitórias são honestas como nós. Nem todos podem sequer pensar o mesmo, quanto mais dizê-lo...

Boas entradas e um grande 2021, Sportinguistas. Para os outros, um ano assim-assim que também não vos quero mal.

2020 em balanço (1)

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JOGADOR DO ANO: PEDRO GONÇALVES

Quando Bruno Fernandes saiu rumo ao Manchester United, em Janeiro de 2020, instalou-se um vazio no plantel verde-e-branco. E compreende-se porquê: era não apenas o melhor jogador do Sporting, mas o melhor do futebol português. Não faltou quem dissesse, com aparente razão, que essa lacuna seria muito difícil de preencher. 

Felizmente a realidade encarregou-se de contrariar os piores vaticínios, sempre férteis no universo leonino. Devido à contratação de Pedro Gonçalves, médio-centro natural de Chaves que se destacara em 2019/2020 ao serviço do Famalicão - equipa que nos derrotou duas vezes nessa temporada. Não por acaso, o jovem transmontano foi considerado o melhor jogador sub-21 desse campeonato.

Pedro Gonçalves - a quem o jornal Record insiste em chamar sempre "Pote", tratando-o por uma alcunha de infância, como se o jogador não merecesse nome próprio - não tardou a distinguir-se de Leão ao peito. Fundamental no nosso jogo ofensivo, actuando entre linhas com grande mobilidade e uma destreza técnica muito acima da média, o jovem flaviense cedo se tornou ídolo da massa adepta. 

Os números confirmam: marcou dez golos em dez jogos do campeonato, além de fazer uma assistência, liderando a lista de artilheiros da Liga 2020/2021. Ninguém como ele tem sido tão decisivo para que o Sporting comande há cinco jornadas consecutivas, desde a ronda n.º 7, a prova máxima do futebol português.

Com apenas 22 anos, Pedro já foi chamado à selecção sub-21, tendo apontado dois golos frente a Gibraltar. É notória, aliás, a sua capacidade de bisar quando tem as redes por alvo: marcou dois golos também nas partidas do campeonato contra Moreirense, V. Guimarães, Tondela e Santa Clara. Na memória de todos está o magnífico golo com a sua assinatura, já em Dezembro, no desafio contra o Famalicão, fuzilando a baliza minhota num remate colocadíssimo após tirar três adversários do caminho. Numa partida em que foi injustamente expulso pelo árbitro Luís Godinho.

É fácil vaticinar um percurso brilhante a este médio criativo com faro de golo e que não pede licença para rematar à baliza. Não fará esquecer Bruno Fernandes. Mas é, desde já, um seu digno sucessor neste Sporting que volta a sonhar com o título de campeão.

 

Jogador do ano em 2013: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Jogador do ano em 2018: Bas Dost

Jogador do ano em 2019: Bruno Fernandes

Qual o melhor golo do ano?

Já é tradição: elejo sempre aqui o melhor golo de cada ano que vai passando. 

Por exemplo, o de 2019 foi este de Bruno Fernandes, marcado em Abril, na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, contra o Benfica. E o de 2018 foi este de Jovane, marcado em Dezembro, num confronto com o Rio Ave no estádio dos Arcos.

Desta vez, com vista a uma pré-selecção, venho perguntar-vos que golo (ou golos) do Sporting elegem como melhor do ano que está prestes a terminar. Todas as respostas não anónimas serão bem-vindas.

Sporting 2020

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O nosso Sporting chegou ao final de 2019 um pouco como começou, numa instabilidade permanente decorrente das sequelas do assalto a Alcochete, algumas das quais estão ainda longe de terminar, mas, apesar de tudo, com um conjunto de títulos importantes, no futebol e nas modalidades, que muito nos alegraram e valorizaram o museu do clube.

A vitória na Taça de Portugal, derrotando no caminho os rivais Benfica e Porto, foi a maior dessas conquistas no que ao futebol diz respeito. Teríamos de andar muito para trás no tempo para encontrar maiores conquistas, o último campeonato ganho data de 2002 com Lazlo Boloni como treinador e Dias da Cunha como presidente, e a última taça europeia de 1964 (estivemos quase quase em 2005, com Peseiro e Dias da Cunha, de ganhar ambas...).

O Sporting arranca para este novo ano numa posição excelente ao nível das modalidades,  com as quatro grandes modalidades de pavilhão a bater-se pelos títulos internos e bons desempenhos nas competições europeias, e alguns treinadores, capitães e atletas de eleição, do melhor que alguma vez tivemos.

Mas no que respeita ao futebol estamos naquela situação que não é carne nem é peixe, num 3.º lugar quase igualmente afastado dos dois primeiros que lutam pelo título e pela Champions, e dos outros dois que lutam pela Liga Europa, no fundo o lugar que reflecte os orçamentos em presença e a estabilidade directiva e técnica dos respectivos clubes. Suspeito que, com mais ou menos dificuldades e mais ou menos pontos, será assim que terminaremos a época, quanto a títulos talvez a Taça da Liga, ou se calhar nem isso. E mais uma vez fora da Champions.

Estamos nesta situação porque não houve capacidade financeira nem competência na gestão para reforçar a equipa que levantou a Taça no Jamor, simplesmente se deixou o treinador vencedor entregue à sua sorte, retirando-lhe peças que julgava importantes, e se foi tomando à sua revelia decisões estranhas e aparentemente divorciadas dos técnicos contratados para terem uma opinião na matéria.

Vamos então ter um início de 2020 bem complicado. Defrontamos quase de seguida Porto, Benfica, Braga, Porto (talvez) e outra vez Braga. E vamos defrontar também um mercado de Inverno do qual pouco de bom se pode esperar. Com este treinador e este plantel, não vale a pena agora "bater mais no ceguinho".

Vamos esperar que todos honrem o lema do Sporting, façam das fraquezas forças e consigam as vitórias de que muito precisamos.

E no domingo todos a Alvalade !!!

SL

Para 2020!

Aproxima-se a passos largos mais um ano para ser estreado.

Entretanto este que agora termina trouxe ao Sporting muitas alegrias, mas ao mesmo tempo muitas tristezas, dúvidas, guerras intestinas em que ninguém, rigorosamente ninguém, ficou a ganhar (quiçá somente alguns jornais!!!).

Gostaria, por isso, de ver em 2020 um Sporting diferente não só com mais sucessos desportivos, mas acima de tudo com uma novel postura dos actuais dirigentes leoninos.

O Sporting necessita de paz. Primeiro interna para que esta seja depois alastrada aos adeptos. O clube precisa de estabilidade e mais que tudo esta instituição requer… verdade!

Verdade nas contas, nas atitudes, nos desejos e nas perspectivas para o futuro. Os sportinguistas, já se sabe, são gente paciente, mas digam a verdade aos adeptos… seja ela qual for.

Num ano em que pouco escrevi sobre o clube, este é um mero desabafo que muito gostaria de ver plasmado no próximo ano.

Feliz 2020!

Saudações leoninas!

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