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És a nossa Fé!

Balanço dos prognósticos 2019/2020

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2020/2021, relembro os prognósticos sobre a prestação do Sporting em cada jornada da Liga anterior feitos no És a Nossa Fé.

É um passatempo que aqui recomeçará, pelo sétimo ano consecutivo, mal soe o apito de saída da próxima Liga.

 

11 de Agosto (Maritimo, 1 - Sporting, 1): Atitopoteu, Chakraindigo, Sam

18 de Agosto (Sporting, 2 - Braga, 1): 

CAL, Cristina Torrão, Joana Marques, Leão de Quiosque, Luís Barros, Verde Protector

25 de Agosto (Portimonense, 1 - Sporting, 3): António de Almeida

31 de Agosto (Sporting, 2 - Rio Ave, 3): Ninguém acertou

15 de Setembro (Boavista, 1 - Sporting, 1): António de Almeida

23 de Setembro (Sporting, 1 - Famalicão, 2):  Maria Inês, Sam

30 de Setembro (Aves, 0 - Sporting, 1): José Lima, José da Xã

27 de Outubro (Sporting, 3- V. Guimarães, 1):  Horst Neumann, Leão do Fundão

31 de Outubro (Paços de Ferreira, 1 - Sporting, 2): DGBR, Fernando Albuquerque, Luís Ferreira

3 de Novembro (Tondela, 1 - Sporting, 0): Ninguém acertou

10 de Novembro (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 0): Cristina Torrão, Orlando, José Vieira, Verde Protector

1 de Dezembro (Gil Vicente, 3 - Sporting, 1): Ninguém acertou

8 de Dezembro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): Ninguém acertou

16 de Dezembro (Santa Clara, 0 - Sporting, 4): Daniel Borges

5 de Janeiro (Sporting, 1 - FC Porto, 2): Leão de Quiosque

11 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 3): António de Almeida, Horst Neumann, Leão do Fundão, Luís Ferreira

17 de Janeiro (Sporting, 0 - Benfica, 2): Ninguém acertou

27 de Janeiro (Sporting, 1 - Marítimo, 0): Rui Franco

2 de Fevereiro (Braga, 1 - Sporting, 0) Ninguém acertou

9 de Fevereiro (Sporting, 2 - Portimonense, 1): Cristina Torrão

15 de Fevereiro (Rio Ave, 1 - Sporting, 1): Edmundo Gonçalves

23 de Fevereiro (Sporting, 2 - Boavista, 0): Edmundo Gonçalves, José Vieira, Leão de Queluz, Pedro Batista, Verde Protector

3 de Março (Famalicão, 3 - Sporting, 1): Hugo

8 de Março (Sporting, 2 - Aves, 0): Cristina Torrão

4 de Junho (V. Guimarães, 2 - Sporting, 2): Ninguém acertou

12 de Junho (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): Ninguém acertou

18 de Junho (Sporting, 2 - Tondela, 0): Áurea, Edmundo Gonçalves, Manuel Parreira, Ricardo Roque

26 de Junho (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 3): Anonimus, Carlos E. Alves, Leão do Fundão, Leonardo Ralha

1 de Julho (Sporting, 2 - Gil Vicente, 1): Ninguém acertou

6 de Julho (Moreirense, 0 - Sporting, 0): Ninguém acertou

10 de Julho (Sporting, 1 - Santa Clara, 0): António, Cunhado do Acutilante

15 de Julho (FC Porto, 2 - Sporting, 0): António

21 de Julho (Sporting, 0 - V. Setúbal, 0): Ninguém acertou

25 de Julho (Benfica, 2 - Sporting, 1): Ninguém acertou

 

CONCLUSÃO:

A vitória, desta vez, coube a uma senhora - o que acontece, isoladamente, pela primeira vez. A feliz contemplada é a nossa prezada colega de blogue CRISTINA TORRÃO, que revelou persistência ao longo da época, sem desfalecimentos e uma intuição digna de louvor. Com pontaria certeira no desfecho de quatro jogos: Sporting-Braga; Sporting-Belenenses SAD, Sporting-Portimonense e Sporting-Aves.

Na segunda posição ficou um quarteto de apostadores. Formado por dois homens cá da casa, o ANTÓNIO DE ALMEIDA e o EDMUNDO GONÇALVES, e os leitores LEÃO DO FUNDÃO e VERDE PROTECTOR, já veteranos nestas lides. O Edmundo foi co-vencedor em 2013/2014 e o caro Leão do Fundão, meu patrício, ganhou isolado na temporada seguinte.

 

Foi pena que ninguém tenha acertado em 12 dos 34 jogos. Incluindo em três partidas que o Sporting venceu, o que não deixa de ser estranho.

Esperemos que a pontaria se revele ainda mais afinada na Liga 2020/2021. Não apenas a nossa, mas sobretudo a dos nossos jogadores.

 

Aproveito para recordar que na Liga 2013/2014 houve por cá  sete vencedoresBruno Cardoso, Edmundo Gonçalves, João Paulo Palha, João Torres, José da Xã, Lina Martins e Octávio.

No campeonato 2014/2015, apenas umLeão do Fundão.

Em 2015/2016, triunfou o Grande Artista Goleador.

Em 2016/2017, o vencedor foi novamente o José da Xã.

Em 2017/2018, venceu o leitor J. Ramos.

Em 2018/2019, destacou-se o leitor Luís Ferreira.

 

Falta pouco mais de uma semana para começar a próxima ronda de palpites. Aberta, como as anteriores, a todos quantos fazem e lêem este blogue.

Pódio: Bruno Fernandes, Jovane, Vietto

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato, em resultado da soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada.

De salientar que Bruno Fernandes liderou as três classificações, pelo terceiro ano consecutivo, mesmo só tendo cumprido de verde-e-branco pouco mais de metade da Liga 2019/2020.

Jovane e Vietto compartilharam desta vez o pódio com o actual jogador do Manchester United, apesar de nenhum deles ter sido também titular absoluto ao longo do campeonato. Na época anterior o segundo e o terceiro posto haviam sido ocupados por Raphinha e Nani.

 

Quanto aos jogadores que já integravam o plantel do Sporting na temporada 2018/2019, verifica-se o seguinte: Jovane desta vez subiu muito (de 4 para 15 pontos), Wendel subiu ligeiramente (de 1 para 4) e Mathieu registou uma ligeira progressão (de 4 para 6).

Acuña e Luiz Phellype mantiveram a pontuação.

Coates, que ficara excluído há um ano, desta vez recebeu dois pontos.

 

Em relação aos reforços, e para além de Vietto, merece destaque a boa posição de Plata, sem esquecer que também Bolasie aqui figura, apesar da sua fugaz passagem por Alvalade, onde foi sempre mal-amado. Sporar, que só começou a jogar em Fevereiro, ultrapassa Luiz Phellype à tangente. Rafael Camacho (3 pontos) e Neto (2) não são esquecidos.

No confronto de guarda-redes, Max supera Renan por escassa margem.

Dos jovens da formação leonina lançados por Rúben Amorim na recta final do campeonato, o maior destaque vai para Nuno Mendes, que chegou a ser considerado melhor em campo pelos três diários desportivos. Com entrada directa nos dez mais.

 

Finalmente, pequenas curiosidades. A Bola entendeu mencionar Joelson, apesar de o extremo ainda júnior ter actuado menos de 45 minutos nesta Liga. Borja e Francisco Geraldes apenas surgem destacados no Record. E O Jogo tem aquela que é talvez a escolha mais polémica da temporada: conseguiu eleger Eduardo Henrique como melhor sportinguista em campo numa partida. Difícil entender porquê.

 

Bruno Fernandes: 19

Jovane: 15

Vietto: 12

Plata: 8

Acuña: 6

Mathieu: 6

Bolasie: 4

Max: 4

Wendel: 4

Nuno Mendes: 3

Sporar: 3

Rafael Camacho: 3

Renan: 3

Raphinha: 2

Luiz Phellype: 2

Coates: 2

Neto: 2

Joelson: 1

Francisco Geraldes: 1

Eduardo Henrique: 1

 

A Bola: Bruno Fernandes (7), Jovane (5), Vietto (4), Plata (3), Mathieu (2), Acuña (2), Bolasie, Coates, Renan, Luiz Phellype, Rafael Camacho, Max, Neto, Wendel, Sporar, Joelson, Nuno Mendes.

Record: Bruno Fernandes (7), Jovane (5), Vietto (3), Bolasie (2), Plata (2), Acuña (2), Wendel (2), Renan, Raphinha, Mathieu, Rafael Camacho, Borja, Max, Neto, Sporar, Coates, Francisco Geraldes, Nuno Mendes.

O Jogo: Bruno Fernandes (5), Jovane (5), Vietto (5), Plata (3), Mathieu (3), Max (2), Acuña (2), Renan, Raphinha, Bolasie, Eduardo Henrique, Luiz Phellype, Rafael Camacho, Wendel, Nuno Mendes, Sporar.

 

Nota:

Há um ano foi assim.

Há dois anos foi assim.

Há três anos foi assim. 

Há quatro anos foi assim.

Os melhores jogadores da época passada

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2019/2020:

 

Bruno Fernandes: 6 (Marítimo-Sporting; Sporting-Rio Ave; Paços de Ferreira-Sporting; Tondela-Sporting; Gil Vicente-Sporting; V. Setúbal-Sporting)

Jovane: 4 (Sporting-Paços de Ferreira; Sporting-Tondela; Belenenses SAD-Sporting; Sporting-Santa Clara)

Coates: 4 (Famalicão-Sporting; Moreirense-Sporting; FC Porto-Sporting; Sporting-V. Setúbal)

Bolasie: 3 (Boavista-Sporting; Aves-Sporting; Santa Clara-Sporting)

Mathieu: 3 (Sporting-V. Guimarães: Sporting-Moreirense; Sporting-Portimonense)

Vietto: 2 (Sporting-Famalicão; Sporting-Belenenses SAD)

Luís Maximiano: 2 (Braga-Sporting; Rio Ave-Sporting)

Plata: 2 (Sporting-Boavista; Sporting-Gil Vicente)

Acuña: 2 (Sporting-FC Porto: Sporting-Aves)

Raphinha: 1 (Portimonense-Sporting)

Tiago Tomás: 1 (Benfica-Sporting)

Rafael Camacho: 1 (Sporting-Benfica)

Sporar: 1 (V. Guimarães-Sporting)

Renan: 1 (Sporting-Braga)

Borja: 1 (Sporting-Marítimo)

 

Na época 2014/15, os melhores jogadores foram Nani, William Carvalho e Montero.

Na época 2015/16, os melhores jogadores foram Slimani, Adrien e João Mário.

Na época 2016/17, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bas Dost e Adrien.

Na época 2017/18, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bruno Fernandes e Rui Patrício.

Na época 2018/19, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Raphinha e Nani.

Balanço (38)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2018/2019, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

27 de Janeiro (Sporting, 1 - Marítimo, 0): BORJA

«O lateral colombiano regressou à titularidade, aproveitando a ausência de Acuña, afastado por acumulação de cartões. Cumpriu com distinção a incumbência, não apenas no plano defensivo, com boas acções de cobertura, mas sobretudo nas movimentações ofensivas que culminaram com a sua estreia a marcar esta época ao serviço do Sporting, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Jovane.»

 

2 de Fevereiro (Braga, 1 - Sporting, 0): LUÍS MAXIMIANO

«O jovem guarda-redes formado na Academia leonina foi o nosso melhor em campo. Seguro e atento, sem qualquer responsabilidade no golo sofrido, fez três grandes defesas - aos 55', 60' e 63' - retardando o mais possível os três pontos que o Braga acabaria por conquistar.»

 

9 de Fevereiro (Sporting, 2 - Portimonense, 1): MATHIEU

«É, aos 36 anos, o maior baluarte do onze leonino, como ontem voltou a confirmar-se em campo. Sobretudo pelo grande golo que marcou - de livre directo, com o seu potente pé esquerdo, num remate muito bem colocado e totalmente indefensável - e ajudou a desbloquear a partida, aos 32', recolocando o empate no marcador e abrindo caminho ao triunfo. Mas também pela forma como comandou o nosso reduto.»

 

15 de Fevereiro (Rio Ave, 1 - Sporting, 1): LUÍS MAXIMIANO

«Outra partida muito positiva do nosso guarda-redes. Sem culpa no golo, quase à queima-roupa, e com defesas dignas de registo aos 16' e aos 90'.»

 

23 de Fevereiro (Sporting, 2 - Boavista, 0): PLATA

«O jovem equatoriano respondeu da melhor maneira, destacando-se como figura do jogo. Foi dele a assistência para o primeiro golo, aos 13', na marcação irrepreensível de um livre directo, e encarregou-se ele próprio de marcar o segundo, aos 42', dando a melhor sequência a uma boa jogada colectiva iniciada por Jovane que tocou para Borja na ala esquerda e este cruzou para a área onde Plata apareceu, livre de marcação, rematando de primeira com o pé esquerdo.»

 

3 de Março (Famalicão, 3 - Sporting, 1): COATES

«Pareceu-me o menos mal dos sportinguistas. Por ter marcado o nosso golo solitário, aos 45'+1. E por ter feito preciosos cortes e desarmes aos 32', 60' e 63', evitando danos maiores.»

 

8 de Março (Sporting, 2 - Aves, 0): ACUÑA

«O primeiro grande cruzamento partiu dos pés dele, logo aos 7'. Aos 45'+3, constrói o lance que culmina no tiro de Vietto à trave. E é também o argentino que inicia a jogada que dá origem ao primeiro golo, colocando a bola em Wendel, que depois a centra para o esloveno.»

 

4 de Junho (V. Guimarães, 2 - Sporting, 2): SPORAR

«Temos artilheiro: já regista cinco golos. Ontem, mais dois. Aproveitando da melhor maneira duas das três oportunidades de que dispôs: a primeira aos 18', aproveitando uma fífia incrível do experiente guardião vitoriano Douglas; a segunda aos 52', dando a melhor sequência a um excelente passe de Jovane a rasgar a defesa adversária.»

 

12 de Junho (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): JOVANE

«Marcou um golão, de livre directo, aos 65': a bola embateu na barra, cheia de colocação e força, entrando de seguida. No último minuto do tempo extra (97') esteve quase a repetir a proeza, mas em lance corrido. No entanto a bola, caprichosamente, voltou a embater na trave, agora sem entrar. Ainda (48') ofereceu um golo a Sporar que o esloveno desperdiçou.»

 

18 de Junho (Sporting, 2 - Tondela, 0): JOVANE

«Segundo jogo consecutivo a marcar, segundo jogo a apontar o golo de livre directo, com uma bomba indefensável que contornou a barreira adversária e se foi anichar ao fundo das redes, deixando o guardião de pés no solo. Dos nossos quatro golos de livre registados neste campeonato, metade têm já a assinatura do jovem caboverdiano.»

 

26 de Junho (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 3): JOVANE

«Novamente o melhor, decisivo ao ponto de ter marcado dois golos - o segundo e o terceiro. E talvez não ficasse por aqui se tivesse permanecido em campo durante a segunda parte. Rúben Amorim mandou-o sair ao intervalo, por precaução, verificando que o jovem caboverdiano acusava um problema muscular. A missão dele estava cumprida, uma vez mais com.»

 

1 de Julho (Sporting, 2 - Gil Vicente, 1): PLATA

«Destacou-se nesta partida, em que teve o melhor desempenho desde a chegada do novo técnico. É dele a assistência para o primeiro golo, com um cruzamento atrasado para a grande área, e é ele quem consegue os três pontos ao apontar o segundo, aproveitando muito bem um atraso disparatado de um defesa adversário, batendo em velocidade os seus opositores.»

 

6 de Julho (Moreirense, 0 - Sporting, 0): COATES

«Foi o mais perigoso lá à frente, nas bolas paradas. Venceu um lance aéreo aos 37', cabeceando por cima, e viu-se impedido de disputar uma bola ao ser ostensivamente agarrado dentro da grande área, mesmo no fim da partida, num lance que o árbitro ignorou. Num jogo em que quase todos os seus colegas estiveram abaixo do nível que nos habituaram, foi dos raros que se mantiveram em bom estilo e grande classe.»

 

10 de Julho (Sporting, 1 - Santa Clara, 0): JOVANE

«Voltou a valer-nos três pontos ao metê-la lá dentro, dando a melhor sequência a um magnífico passe vertical de Wendel, empurrando a bola para a baliza com o pé esquerdo sem a deixar cair no chão. Estavam decorridos 67'. O jovem caboverdiano fez a diferença não apenas neste lance decisivo mas ao longo de todo o desafio, em que foi sempre o mais criativo e o maior desequilibrador.»

 

15 de Julho (FC Porto, 2 - Sporting, 0): COATES

«Fez impor a sua presença nos lances aéreos, não apenas no sector defensivo (bons cortes aos 16' e 22') mas também junto à baliza adversária, nas bolas paradas. Aos 19', anulou as marcações na trincheira portista, embora cabeceando por cima. Muito eficaz no controlo da profundidade excepto nos minutos finais, em que já estava mais à frente por indicação técnica, na fase do tudo-por-tudo.»

 

21 de Julho (Sporting, 0 - V. Setúbal, 0): COATES

«Não cometeu nenhum erro grave e pareceu sempre um dos raros jogadores incoformados com o empate a zero. Merece por isso ser destacado como o melhor Leão numa partida em que passou os últimos dez minutos a jogar sobretudo à frente, como reforço improvisado da nossa linha atacante.»

 

25 de Julho (Benfica, 2 - Sporting, 1): TIAGO TOMÁS

«Esteve nos dois melhores momentos da prestação leonina: aos 65', numa rápida incursão na grande área aproveitando um monumental lapso defensivo de Jardel, atirou a bola ao poste de um ângulo muito apertado; aos 69', fez um soberbo passe que funcionou como assistência para o golo de Sporar.»

 

(Conclusão do balanço iniciado ontem)

Balanço (37)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2019/2020, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

11 de Agosto (Marítimo, 1 - Sporting, 1): BRUNO FERNANDES

«Foi dele o primeiro grande passe em profundidade, isolando Raphinha logo aos 2'. Foi dele também o primeiro remate do Sporting que levava selo de golo: uma bomba disparada aos 28', travada pelo guardião adversário com a defesa da noite. Foi ainda ele que cruzou para o golo de Coates, parecendo com vontade de voltar a ser na nova época o rei das assistências da nossa equipa.»

 

18 de Agosto (Sporting, 2 - Braga, 1): RENAN

«Foi decisivo nesta conquista dos três pontos para o Sporting em várias defesas que confirmaram a sua classe e os seus reflexos. Destaque para um voo que impediu Pablo de marcar, aos 30', e o golo "cantado" que travou in extremis a Hassan, aos 40'.»

 

25 de Agosto (Portimonense, 1 - Sporting, 3): RAPHINHA

«Voto nele como o melhor em campo. Por ter bisado, desde logo, sendo a partir de agora o marcador mais destacado da nossa equipa. Mas sobretudo pela qualidade dos golos que marcou. Merece especial destaque o primeiro, com um remate muito forte desferido do bico da área, em arco, sem defesa possível para o guardião adversário. O segundo também justifica aplauso, pela impecável recepção a um passe longo de Bruno Fernandes, metendo-a lá dentro sem a deixar bater no chão - ainda por cima com o seu pior pé, que é o direito.»

 

31 de Agosto (Sporting, 2 - Rio Ave, 3): BRUNO FERNANDES

«Voltou a ser o melhor dos nossos jogadores em campo - atributo bem reflectido no nosso primeiro golo, aos 20', que começa a ser desenhado nos pés dele e é concluído também por ele, com um remate forte e bem colocado, a passe de Acuña, enquanto Luiz Phellype se movimentava bem sem bola, arrastando metade da defesa adversária. Foi o 50.º golo oficial de Bruno Fernandes com a camisola do Sporting. Desejamos que marque muitos mais.»

 

15 de Setembro (Boavista, 1 - Sporting, 1): BOLASIE

«Foi dele a única oportunidade do Sporting na primeira parte, aos 27', forçando o guarda-redes Bracali a uma defesa muito apertada. Desviado para a ala esquerda no segundo tempo, continuou a criar desequilíbrios. Aos 70', conduziu um rápido contra-ataque e disparou fortíssimo, em arco, fazendo a bola roçar a barra. Impressionante a imagem dele junto à linha final, incentivando o aplauso dos adeptos.»

 

23 de Setembro (Sporting, 1 - Famalicão, 2): VIETTO

«Melhor sportinguista em campo - um dos raros que merecem nota positiva. Na ausência de Bruno Fernandes, foi ele o único a causar desequilíbrios e a fazer passes de ruptura lá na frente. De um desses movimentos, em que recuperou a bola, nasce o nosso golo - o primeiro golo dele de verde e branco.»

 

30 de Setembro (Aves, 0 - Sporting, 1): BOLASIE

«Mesmo com ocasionais lapsos de ordem técnica, mostrou-se sempre muito activo. Podia ter marcado por três vezes (aos 53', 59' e 73'). E é ele quem conquista a grande penalidade que viríamos a transformar em golo, com uma oportuna desmarcação aos 81'.»

 

27 de Outubro (Sporting, 3 - V. Guimarães, 1): MATHIEU

«Um esteio na organização defensiva do Sporting, que conferiu equilíbrio e confiança ao conjunto. Teve uma exibição irrepreensível, cortando tudo quanto havia para cortar, impondo-se designadamente nos lances aéreos.»

 

31 de Outubro (Paços de Ferreira, 1 - Sporting, 2): BRUNO FERNANDES

«É dele a assistência para o golo de Luiz Phellype, com um remate cruzado de longa distância. Serviu também da melhor maneira o brasileiro aos 68', num lance que poderia ter terminado igualmente em golo, como já havia acontecido logo aos 3'. E foi ainda ele a apontar de modo impecável a grande penalidade que nos assegurou os três pontos, estavam decorridos 79'.»

 

3 de Novembro (Tondela, 1 - Sporting, 0): BRUNO FERNANDES

«O nosso jogador menos mau.»

 

10 de Novembro (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 0): VIETTO

«Aos 75', é ele quem inicia o lance mais decisivo, com um soberbo passe longo esticando o jogo para a ala direita. E é ele quem finaliza essa jogada com um pontapé acrobático, sem deixar a bola cair ao chão, na sequência de um ressalto dentro da grande área. Um golo que fez levantar o estádio e encheu de alegria os verdadeiros adeptos, que já desesperavam de ver futebol a sério nesta noite fria em Alvalade.»

 

1 de Dezembro (Gil Vicente, 3 - Sporting, 1): BRUNO FERNANDES

«Limitou-se a ser o menos mau neste primeiro jogo da Liga em que não fez qualquer remate à baliza nem ensaiou um só tiro de meia-distância.»

 

8 de Dezembro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): MATHIEU

«O mais maduro, o mais eficaz,  o mais acutilante: aos 36 anos, é um excelente exemplo para jogadores com metade da idade dele.»

 

16 de Dezembro (Santa Clara, 0 - Sporting, 4): BOLASIE

«Grande partida do ala franco-congolês, que revelou atitude, compromisso com a equipa e entrega ao jogo. Destacou-se logo aos 3', confundindo as marcações no corredor direito. Aos 22', foi ceifado em falta noutra ofensiva perigosa. Falhou o cabeceamento aos 35' e aos 50',  mas redimiu-se aos 54', apontando o melhor golo da noite, na sequência de um canto, ao saltar quase de costas, dirigindo a bola para o canto superior esquerdo da baliza.»

 

5 de Janeiro (Sporting, 1 - FC Porto, 2): ACUÑA

«Se alguém não merecia perder este jogo, foi ele. Autor do solitário golo do Sporting, aos 44', fuzilando Marchesin num remate indefensável, de um ângulo muito difícil, após assistência de Vietto. A recuperação de bola, neste lance, foi dele também. Tal como dos pés dele nasceram os cruzamentos mais perigosos da nossa equipa.»

 

11 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Não há volta a dar: é um jogador de excepção, um dos mais categorizados que vestiram desde sempre a camisola verde e branca. Os três pontos que trazemos de Setúbal devem-se essencialmente a ele: marcou o segundo golo, de grande penalidade, aos 34'; e fechou o resultado já no tempo extra, culminando a melhor jogada colectiva do Sporting nesta partida.»

 

17 de Janeiro (Sporting, 0 - Benfica, 2): RAFAEL CAMACHO

«Desta vez actuou como titular e fez jus à prova de confiança que o técnico nele manifestou. Imperou no corredor direito, sobretudo na primeira parte, destacando-se igualmente em tarefas defensivas. Foi protagonista das duas únicas ocasiões de golo do Sporting: aos 13', levou a melhor no duelo com Ferro e rematou com força, levando a bola a embater no poste; aos 33', cabecou como mandam as regras à boca da baliza, forçando Vlachodimos a uma grande defesa.»

 

(Conclui amanhã)

Mais uma oportunidade perdida

Um clube sem grandes hábitos de vitória, como é infelizmente o Sporting no futebol nas últimas décadas, não pode deixar de aproveitar as falhas dos seus rivais e os momentos em que estão menos bem.
Neste século, esta época foi a terceira em que isto aconteceu, depois das de 2001 e 2005. Esses foram os campeonatos mais mal perdidos pelo Sporting de que eu me lembro. Em ambos ficámos incrivelmente em terceiro, com os nossos principais rivais enfraquecidos. Com um pouco mais de paciência, estabilidade e bom planeamento, foram dois títulos que não deveriam ter fugido ao Sporting. E o mesmo se pode dizer nesta época. O FC Porto foi um justo campeão, mas foi o campeão mais fraco dos últimos anos. A campanha europeia não engana. Poucos discordarão que aquela equipa de 2018 que Bruno de Carvalho tanto destratou levando os jogadores a rescindir teria sido tranquilamente campeã este ano. Mesmo se, naturalmente, entretanto alguns jogadores tivessem saído, desde que se tivesse mantido a equipa técnica e o núcleo duro. Convém os sportinguistas terem isto presente. Agora a realidade não foi essa, e não podemos fingir que nada sucedeu. Os acontecimentos do verão de 2018 fragilizaram muito a equipa e o clube. Talvez fosse irrealista exigir um Sporting tão competitivo como aquele de 2018. Mesmo assim, estes foram o Benfica e o FC Porto mais fracos (simultaneamente) da década. Seria exigível que o Sporting estivesse, pelo menos, ao nível destes clubes. Ter tido um Sporting tão longe daqueles dois clubes este ano é inaceitável e só revela incompetência.

Uma época desastrosa

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O Sporting Clube de Portugal terminou esta época em 4.º lugar do Campeonato, atrás dum clube regional dirigido por um “trolha” mal educado, sem ganhar nenhum troféu, perdendo quase todos os desafios com os 3 primeiros, e o que se pode dizer de mais suave sobre esta época é que foi desastrosa.

Não foi a primeira e não vai ser a última do Sporting. E muitas vezes elas aconteceram depois de épocas de sucesso e de vitórias. Por exemplo, em 73/74 ganhámos Campeonato e Taça, e ficámos por muito pouco fora da final da Liga Europa de então, para logo João Rocha dar cabo daquilo tudo, despedir o grande Mário Lino e ficarmos em 3º lugar com vários treinadores pelo meio sem nada ganhar. Em 81/82 voltámos à dobradinha, para depois o mesmo presidente dar outra vez cabo daquilo tudo, despedir o grande Malcolm Allison, deixar ir Eurico e Inácio, e voltarmos ao 3º lugar. Em 01/02 voltámos à dobradinha com Dias da Cunha para acabar de novo em 3º lugar na época seguinte: dessa vez não foi preciso despedir o treinador, alguém se encarregou de destruir o Jardel. Terceiro lugar esse em que teríamos terminado esta época se o jovem e promissor Matheus Nunes se tivesse alinhado pelo Neto em vez de ter deixado a bota onde deixou, ou se o Uribe não tivesse torcido o joelho quando marcou o golo lá no Porto.

Mas se a última época não nos trouxe outra dobradinha pelo menos trouxe duas taças ganhas ao Porto, aquele mesmo clube que limpou o campeonato deste ano.

Então parece realmente que estamos num clube sem cultura de sucesso, que não sabe agradecer as vitórias e as conquistas quando acontecem, e encontrar nelas motivos para se superar e ir à procura de mais.

Acabámos a época passada a festejar no Jamor, a pôr de joelhos o Porto e reduzir o seu treinador a um imbecil mal-educado. O que fizemos a seguir? Desprezámos o treinador holandês que nos tinha levado lá, andámos a encontrar forma de vender tudo o que mexesse. a começar pela estrela da companhia, e com isso a desestabilizar um balneário que tinha mostrado união e competência. Mesmo com algumas boas ideias e boas intenções pelo meio, nomeadamente ter levado um grupo de jovens talentosos para estágio.

A factura começou na Supertaça, com uma derrota humilhante, e continuou no final do período de transferências, quando um desestabilizado Coates conseguiu cometer três penáltis. O treinador ganhador foi sumariamente despedido para vir o pobre treinador dos sub-23 fazer o seu triste número de losango, e depois vir outro pobre artista sonhador e dado ao improviso, sem unhas para o instrumento. Entretanto lá saiu a estrela da companhia, para logo fazer a diferença num dos grandes clubes do mundo. 

Finalmente o instinto de sobrevivência falou mais forte e veio enfim um treinador a sério, que logo fez a diferença em todos os aspectos - técnico/tácticos, evolução de jogadores, lançamento de jovens - mas que não chegou para limpar toda a porcaria que até então tinha sido feita. Com a ironia de ser a única razão para que o clube de Braga acabasse com os mesmos pontos e nos tivesse retirado o terceiro posto.

Chegados aqui, espera-se que a dupla Varandas-Viana consiga aprender com os erros cometidos e dar a volta ao texto. Falo numa dupla, porque ainda ninguém conseguiu perceber onde começa e acaba o protagonismo dum e doutro nas coisas boas e más que têm acontecido. E é isso mesmo que choca e preocupa. Ninguém é responsável, ninguém dá a cara. Amorim sai da Luz como eu saí de ver o jogo, completamente f...,  Beto nem vê-lo, Viana em parte incerta, Varandas por algum lado. Ficou Coates a dizer o que tinha de ser dito.

E ouvimos e lemos dum Feddal, dum Adan, dum Porro. Bom podemos dizer que serão três Netos, "carregadores de piano", importantes num plantel. Mas então onde estão os novos pianistas? Os novos Mathieus, Coates, Acuñas, Brunos Fernandes, Nanis e Bas Dosts? Estavam lá quando entraram, não estavam? Dois ainda estão, espero que não se lembrem de os despachar.

Apesar disso, a solução não está em destituir quem lá está para entrar outro palerma (ou o que lhe quisermos chamar) qualquer. Também não está com certeza na venda da SAD a algum investidor russo ou chinês, ou no regresso do alucinado ex-presidente para tentar fazer o que nunca conseguiu.

O problema está em encontrar os meios e as condições para recuperarmos o lugar que é nosso, um dos três grandes clubes de Portugal, lutarmos pelo título e voltarmos à Champions.

Soluções, precisam-se.

SL

Crepúsculo da época

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1. Em termos futebolísticos a época 2019/2020 acabou por não correr assim tão mal. Tendo-se conseguido obter mais 6 pontos do que o surpreendente Famalicão (e 5 do que o já veterano Rio Ave), conseguiu-se um até inesperado quarto lugar. Este possibilita mesmo a hipótese de um apuramento para as competições europeias do próximo ano, o que, a concretizar-se, terá efeitos económicos positivos directos (subsídios, bilheteiras, publicidades) e indirectos (hipotéticas valorizações das licenças profissionais dos jogadores). E alegrará a massa adepta, bem como animará o plantel.

2. Em termos de preparação do próximo ano também me parece que as coisas acabaram por correr bem, qual serendipidade. Nos últimos cinco jogos deste tão estranho campeonato, com jogos sem público, o clube empatou dois - com o forte Moreirense e com o aflito mas tão simpático Vitória de Setúbal (meu segundo clube, que muito espero que se safe hoje da descida de divisão) -, e  perdeu os dois "clássicos". Esta inesperada constatação de que o treinador Ruben Amorim afinal não é divino é muito bem-vinda. Pois talvez permita acalmar as hostes sportinguistas, esfriando cabeças e amornando teclas. Assim impedindo que desbragadas expectativas envenenem a próxima época.

O Sporting foi o 4º classificado, com esforço, e para o ano será candidato às competições europeias. Partimos com vantagem para isso: o Rio Ave deixará de ser treinado pelo excelente Carlos Carvalhal, o Braga e o Vitória de Guimarães também mudarão de treinador. E as peculiares características do futebol do Famalicão, plataforma giratória ao serviço de uma empresa de comercialização de licenças desportivas, deixa presumir alguma irregularidade qualitativa na constituição dos seus plantéis futebolísticos. Ou seja, a priori, o Sporting parte com alguma vantagem sobre os mais directos concorrentes, pois mantém a sua equipa técnica. Se houver competência nos sempre necessários ajustes do plantel isso será ainda  mais real.

3. Por outras razões também saúdo esta classificação final. Mesmo que em última análise ela tenha resultado de uma derrota com o sempiterno rival Benfica, como soube nesta madrugada, algo sempre resmungável. É certo que me afiançam ter o clube sido muito esbulhado, pois, há atrasado, li que em Moreira dos Cónegos houve uma grande penalidade favorável que não foi marcada (outros observadores constataram até duas, li relatos de uma violentíssima agressão a Coates dentro da grande área mesmo no final do jogo, para além do infracção sofrida no início por Jovane). E leio também que ontem, no estádio da Luz, logo no início do jogo houve um canto mal assinalado, desfavorecendo o clube. Ainda assim, mesmo com essas inacreditáveis decisões que mostram a sórdida campanha avessa aos interesses do Sporting, decerto que instaurada pelo conluio entre Vieira, Pinto da Costa, Proença e Fernando Gomes, não deixo de saudar este nosso 4º lugar, atrás do Braga. Pois, como escrevi a 4 de Março, poucos dias antes de nos confinarmos: "não há pinga de ética (do tal "sportinguismo" de que tantos fala[va]m) quando a um terço do final do campeonato se vai contratar o técnico do clube rival, com o qual se ombreia na luta pelo terceiro lugar. Esta manobra de Varandas (da qual o arguto Salvador se rirá, de bolsa cheia e sabedor da estrutura que tem em casa, que decerto entende suficiente para alcançar os objectivos que delineou) é uma vergonha, e será uma mácula indelével no historial moral do Sporting Clube de Portugal. Aliás, este tipo de manobras deveria ser proibida pelos organismos que gerem o futebol, tal como o são as contratações a destempo de jogadores."

O Sporting é sempre prejudicado pela malvadez alheia ? Talvez. Mas colocar os túbaros de molho é capaz de ser mais útil. Para que se pense o 2020/2021. E para que nos deixemos - ou seja, que se deixe o clube - de artimanhas. 

A batida ao leão

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"Pedro, um leão nunca dispara contra outro leão".

Foi no dia 19 de Janeiro de 1973, eu tinha quatro anos e tal e perguntei ao meu avô Jacinto: "amanhã vai caçar o leão para Rio Maior" (na altura as crianças não tuteavam os avós, outro século).

O meu avô, só muito mais tarde o soube, nunca foi caçador, tinha uma "flóber" [anos mais tarde a professora Ivone que me apoiava/ensinava nas aulas da telescola (da outra, a preto e branco) disse-me que era uma palavra francesa que se escrevia flaubert] pois sim, para mim será será sempre a "flóber" do meu avô Jacinto, nisto sou dogmático, sou como aquelas pessoas que se opõem ao acordo ortográfico, "no meu tempo não havia gloco".

Ora bem, o meu avô que tinha uma "flóber" para espantar a passarada que tentava abicar o sustento de quatro filhos e duas filhas, não foi para Rio Maior disparar contra o leão, no entanto, amanhã serão muitos a fazê-lo.

Dum lado da barricada os conservadores, os legitimistas, aqueles que acham que um presidente é eleito e enquanto não violar os estatutos, enquanto não tiver indícios de demência, continua a ser o presidente até às próximas eleições, são os Sportinguistas; do outro lado, amanhã, estarão todos os outros, os benfiquistas, pretendem derrotar o adversário em campo, os portistas, nada têm a perder, podem ganhar algo, a notícia da contratação de Bruno Wilson não apareceu por acaso, os braguistas, legitimamente, pretendem chegar ao terceiro lugar, vão jogar tudo dentro e fora do campo (já falei do Bruno Wilson?) e todas as outras falanges, claques, cliques e assim que se dizem "sportinguistas" mas que na verdade são anti-presidente do Sporting; "há presidente, sou contra", como diria Marx.

Amanhã, temos de ser todos Sportinguistas sem aspas, todos juntos a levarmos o Sporting à vitória, à conquista do terceiro lugar, pode parecer pouco, infelizmente, é o que alguns de nós queremos alcançar (outros nem por isso).

O desastre era inevitável

Texto de Luís Ferreira

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Devia existir alguma coisa positiva que se pudesse destacar nesta época que acaba amanhã.

Mas não encontro nada de significativo: o prazer de ainda ter visto Bruno Fernandes com a nossa camisola vestida, alguns bons jogos (com o Portimonense para a Taça da Liga e com o PSV e Basaksehir - que se sagrou campeão turco - para a Liga Europa) e o recente aparecimento de novos jogadores na equipa principal, dos quais destaco Nuno Mendes.

Os maiores erros foram cometidos no final de Agosto e início de Setembro, no fecho do mercado, com a incapacidade de encontrar um substituto para Bas Dost, a vinda de Jesé e de Fernando e a dispensa de Keizer. Recordando que a 31 de Agosto, a cinco minutos do fim do jogo com o Rio Ave em casa, éramos líderes do campeonato.

Mas a seguir à dispensa de Keizer, a cereja no topo do bolo foi a entrega do leme da equipa principal durante quase um mês a Leonel Pontes, que na época anterior tinha descido o Jumilla na 2.ª divisão B espanhola - na prática uma 3.ª divisão. No final de Setembro estávamos de rastos e, viesse quem viesse, o desastre era inevitável.

Em típicos exageros, o início de Rúben Amorim fez com que alguns começassem a pensar em lutar pelo título na próxima época e os últimos dois jogos levaram outros (ou os mesmos) a duvidar se conseguiremos sequer ficar em lugares europeus. Eu, que não sou crente, rezo para que Frederico Varandas e Hugo Viana tenham aprendido com os erros e que a próxima época seja mais bem preparada do que esta. Não é difícil.

A época acaba com o mesmo adversário com que começou. Também não será difícil fazer melhor do que no primeiro jogo. E que ao menos possamos garantir a entrada directa na Liga Europa.

 

Texto do leitor Luís Ferreira, publicado originalmente aqui.

Nunca mais

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Bruno Fernandes inconsolável, no momento da derrota em Alverca

 

Esta é uma época falhada, a vários níveis. 

Falhada a nível da gestão desportiva, com uma calamitosa pré-época, condicionada desde o primeiro instante pela iminente transferência de Bruno Fernandes, afinal não concretizada no mercado de Verão.

Para "manter" o então capitão leonino foram despachados três jogadores: Bas Dost, Raphinha e Thierry Correia. E logo a equipa que vencera dois troféus (Taça de Portugal e Taça da Liga) começou a jogar coxa: o goleador holandês cedeu palco a Luiz Phellype, Raphinha abriu terreno a Plata, Thierry foi rendido por um tal Rosier, entretanto posto fora de combate. No apeadeiro de Alvalade desembarcaram outros, sem a menor qualidade para o Sporting: Eduardo, Jesé, Bolasie, Fernando. O último era tão mau que nem chegou a calçar.

Afinal, no mercado de Inverno, perdemos também Bruno, o que invalidou toda a lógica anterior. Representou o nosso maior encaixe financeiro de sempre, escassas semanas antes da paralisação geral forçada pela pandemia, mas causou um rombo desportivo no futebol leonino até agora irreparável. 

 

Falhada também ao nível dos resultados, com dois instantes calamitosos: a goleada sofrida a 4 de Agosto frente ao nosso mais velho rival, na Supertaça, que custou o lugar a Marcel Keizer, e a humilhante eliminação, a 18 de Outubro, na Taça de Portugal perante o Alverca (equipa do terceiro escalão do futebol pátrio), que logo ditaria o fim de Silas em Alvalade. Ainda mais meteórica foi a passagem do fugaz Leonel Pontes pelo comando técnico da equipa, entre Keizer e Silas. Muito mais surpreendente (e dispendiosa) foi a chegada de Rúben Amorim, no início de Março.

Com tanta rotação no banco dos treinadores, confirmando o Sporting como uma espécie de cemitério desta classe profissional, valeu-nos apesar de tudo ter em campo dois talentos fora-de-série: Bruno (até ao fim de Janeiro) e Mathieu (prematuramente retirado por lesão, em 24 de Junho). Ambos foram disfarçando como puderam as gritantes lacunas no plantel.

 

Mais quatro momentos mancharam o percurso do Sporting nesta terrível temporada em que batemos o recorde das derrotas sofridas:

- 5 de Janeiro, com Silas: queda aos pés do FC Porto, ao perdermos por 1-2 no nosso próprio estádio para o campeonato, algo que há 11 épocas não sucedia com este adversário.

- 17 de Janeiro, com Silas: outro dia traumático, com a vitória imposta pelo Benfica em Alvalade, por 2-0. O SLB ultrapassou-nos em número de vitórias e golos marcados no reduto leonino.

- 21 de Janeiro, com Silas: derrota (e eliminação) frente ao Braga na meia-final da Taça da Liga, troféu de que éramos detentores desde a temporada 2017/2018.

- 27 de Fevereiro, ainda com Silas: eliminação na fase de grupos da Liga Europa, após goleada imposta em Istambul pelo modestíssimo Basaksehir. 

 

Para esquecer? Não: para lembrar. Só assim poderá ser evitada a repetição dos erros cometidos - e foram em quantidade inaceitável, insuportável.

Não queremos mais disto. Nunca mais.

Ainda não acabou

Vamos ser realistas. A derrota de ontem no Porto, apesar de amarga como todas as derrotas, pode considerar-se normal. Jogámos com uma equipa de um outro campeonato, aspirante ao título e até resistimos mais que outras equipas que connosco rivalizam por um lugar na Liga Europa. Também é verdade que outras que lutam para não descer, deram muito mais trabalho ao FCPorto, mas isso é normalmente atípico, os jogadores terem brio e vontade de ganhar. Os nossos ontem tiveram essa enorme vontade de ganhar durante... um minuto, curiosamente o primeiro.

Temos a triste sina de jogar sempre com menos um (às vezes contra 14 o que agrava mais as coisas). Ontem o que costuma desiquilibrar esteve ao nível do jogo anterior e terá ficado nos Carvalhos, não fosse algum andrade louco nas festividades da conquista do título sarapintar-lhe o cabelo de louro. Ah, já tem? Desculpa, Jovane...

E damos por nós, todos, a desejar que o Braga perca seja lá com quem porque é, hoje por hoje, o nosso maior "inimigo".

Claro que isto não é apenas culpa de Frederico Varandas, as coisas já têm anos, o espírito conformista tão característico do sportinguista que se traveste no "perder ou ganhar é desporto", demonstrando depois uma superioridade moral que sendo real e que nos deve orgulhar, não chega para ganhar campeonatos, que é o que nos faz a todos entusiasmar. 

Não começa em Frederico Varandas, mas terá que acabar com Frederico Varandas! Não fisicamente, que aqui não se fazem linchamentos populares, mas acabar com a presidência de Frederico Varandas é imperioso! Deixemo-nos de paninhos quentes, quem não conseguiu fazer nada de jeito, antes pelo contrário e conduziu o clube para um ponto de onde muito dificilmente retornará a breve prazo (temos que ir-nos preparando para esta dura realidade), vendendo todas as jóias da coroa e contratando nulidades, paus de sebo e até, coisa nunca vista, um fantasma, dificilmente arrepiará caminho e fará melhor. E até pode ter vontade, mas já demonstrou que é incompetente para o exercício do cargo! Urge, enquanto não descemos a linha que já é ténue entre nós e Braga e Rio Ave e... Famalicão e Guimarães, que refletamos bem no que queremos para o clube: A continuação de Frederico Varandas e do valete (ou ás de trunfo!) Rogério Alves (os outros pouco contam, apesar de Zenha perceber de excel), ou que venha alguém preparado para o desafio, com conhecimento na área de gestão empresarial, que tenha noções do que é básico no jogo e nos seus meandros e que se saiba rodear de gente capaz, honesta e empenhada, de modo a manter o clube e a SAD financeiramente viáveis e em consequência disso que construa uma equipe que nos orgulhe? E que ganhe!

Temos hoje um grupo de miúdos muito promissores, alguns emprestados que deverão obrigatoriamente regressar, mas iremos confiar em Frederico Varandas e Hugo Viana para irem ao mercado à procura da qualidade e experiência que terá que complementar esta juventude? Não, por mim, definitivamente não! Lá diz o povo e com toda a razão, que quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

Batemos esta época vários recordes negativos e ontem lá apareceu mais um: O maior número de derrotas numa só época. E ainda nos falta ir à Luz. Ainda não acabou o pesadelo.

 

Uma sucessão de trapalhadas

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Há nove meses, chegou a ser aposta de Frederico Varandas para orientar a equipa principal. Agora nem serve para treinar a equipa B, cujo regresso continua a ser dado como garantido. E acaba de receber guia de marcha do presidente, que deixará de contar com ele, apesar de ter contrato até Junho de 2021. Sai lançando nas redes uma mensagem enigmática: «Uma pessoa terá mais probabilidades de aceitar uma ideia e de lutar por ela, se o contexto onde está inserida estiver a fazer o mesmo.»

Uma mensagem que talvez não devesse ter divulgado. Nestas coisas ou se fala com clareza ou mais vale manter o silêncio. As entrelinhas não esclarecem quem lê nem valorizam quem escreve.

 

Leonel Pontes contaria com tudo menos isto quando há quase um ano veio treinar os sub-23 do Sporting, a convite de Varandas, após alguns anos de experiência no futebol estrangeiro. Deu indicações iniciais positivas naquelas funções, mas cometeu o erro de aceitar um desafio suplementar numa péssima ocasião: o presidente leonino apostou nele quando decidiu despedir Marcel Keizer, o holandês que designara como sucessor de José Peseiro - e que, convém lembrar, em Alvalade conquistou duas taças em apenas sete meses.

Tudo isto assentou numa escalada de equívocos que consolidou a má fama do Sporting como cemitério de treinadores: a precipitada saída de Peseiro quando não havia sequer alternativa para o dia seguinte, a contratação de um estrangeiro desconhecido, o afastamento de Keizer já com a época em curso e a proposta lançada a Pontes para pegar na equipa principal numa «missão sem prazo», como na altura declarou o presidente. 

 

O técnico recém-promovido dos sub-23 não era o homem certo para o lugar, como rapidamente se viu. Esteve ao leme do onze principal em quatro jogos oficiais, com registo negativo: um empate e três derrotas -- uma delas, aliás tangencial, contra o PSV para a Liga Europa em partida disputada na Holanda. 

A expressão «sem prazo», no caso dele, significava um mês. Até chegar Silas, que também não aqueceu o lugar. Pontes regressou então aos sub-23, com percurso interrompido pela pandemia. Somou 31 jogos oficiais, com balanço pouco memorável: 14 vitórias, cinco empates e 12 derrotas. A equipa seguia em terceiro na Liga Revelação, a cinco pontos do líder Rio Ave, quando a prova foi interrompida. Agora virá outro treinador, aguardando-se igualmente alguém de novo para orientar a equipa B.

 

Vale a pena meditar nesta sucessão de trapalhadas para se concluir que no futebol profissional é pouco avisado embarcar em experimentalismos. Neste aspecto, a época 2019/2020 tem fornecido ao Sporting abundante matéria de reflexão. Como exemplo do que não deve ser feito, em consecutivas acumulações de erros. 

Leio agora no Record que a saída de Pontes se deve à «degradação da relação entre o técnico e a direcção desportiva» do Sporting. Não é grande novidade. Seria bom, aliás, que esta direcção desportiva não se tornasse - ela também - num foco de instabilidade. Que pode garantir emoção em sessões contínuas a quem vê de fora, mas não é nada gratificante para todos nós, os que estamos dentro.

Os jogadores de Varandas (balanço)

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Luiz Phellype: Dezembro de 2018. Nota 7.

Ilori: Janeiro de 2019. Nota 3.

Borja: Janeiro de 2019. Nota 5.

Idrissa Doumbia: Janeiro de 2019. Nota 4.

Plata: Janeiro de 2019. Nota 8.

Luís Neto: Março de 2019. Nota 6.

Vietto: Maio de 2019. Nota 7.

Rafael Camacho: Junho de 2019. Nota 6.

Rosier: Junho de 2019. Nota 4.

Eduardo: Julho de 2019: Nota 4.

Fernando: Setembro de 2019. Nota 0.

Jesé: Setembro de 2019: Nota 1.

Bolasie: Setembro de 2019. Nota 4.

Sporar: Janeiro de 2020. Nota 7.

 

Média: 4,7

Nunca nenhum Presidente teve tanto tempo para preparar planteis

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Quando Frederico Varandas é eleito Presidente do Sporting Clube de Portugal, já o plantel da época 18/19 estava fechado e preparado por Sousa Cintra. Se retiramos os erros de gestão do ex-Presidente leonino, com dispensas ridículas e com outras trapalhadas, nomeadamente no processo das rescisões, a época do futebol profissional foi muito razoável. Frederico herdou, por isso, uma equipa minimamente competitiva. No entanto, desde a primeira hora, apontou o seu foco para a época seguinte (19/20).

Foi-nos prometida uma temporada de sucesso, pensada ao mais ínfimo pormenor. Infelizmente, apesar de previsível, Frederico Varandas não conseguiu honrar a sua palavra, e a equipa principal do clube está a fazer uma das mais desastrosas épocas da sua história. Se não fosse a COVID-19, a época teria acabado ontem, o que significaria que daqui a dois meses estaríamos a começar um novo campeonato. No entanto, na melhor das hipóteses, a época 2020/2021 só se iniciará em finais de Setembro/inícios de Outubro, ou seja daqui a quatro ou cinco meses. Frederico tem, por isso, ainda mais tempo de trabalho. Não se comreenderá que um presidente, que teve 19 meses para preparar duas épocas, não consiga montar uma única equipa competitiva. A invasão de Alcochete não poderá ser a desculpa eterna para disfarçar a incompetência.

 

Tempos de preparação de época:

Época 19/20 – de Setembro 2018 a Agosto 2019 (11 meses)
Época 20/21 – de Fevereiro 2020 a Outubro 2020 (8 meses)

Tempo de Paz?

A propósito de João Palhinha, António de Almeida reafirmava, no dia de ontem, a sua posição face ao desempenho da actual Direcção, da qual comungo plenamente:

«Frederico Varandas não pode continuar autista, ou percebe os sócios, ou tem de sair. Pela minha parte, não lhe quero dar mais benefício da dúvida, já lhe demos tempo mais que suficiente, ou mudamos de rumo, ou mudamos de presidente.»

Temo, contudo, que enquanto socialmente procuramos um novo equilíbrio no meio do caos trazido pelo coronavírus, a urgência que encontro (amos?) no esclarecimento da posição dos sócios, se esbata fatalmente. Estaremos, no Sporting, em paz? No rumo certo?

Há um rumo, sugerido por Tomás Froes, em artigo de opinião publicado no jornal Record que defende, aberta e frontalmente, a venda da SAD:

«Um caminho que se deverá iniciar com a venda da maioria do capital da SAD a um grupo de investidores, nacionais, que o deverão fazer por paixão clubística e simultaneamente como acionistas e gestores de um negócio que exige investimento (alto), competência (muita) e ADN (‘cheiro’ a futebol). Com um modelo de governance que deverá ser liderado por profissionais com elevado grau de experiência no futebol profissional. Sem olhar a nacionalidades ou preferências clubísticas, mas apenas e só aos seus CV e competência. Com um plano de investimento focado em talento, competência e profissionalismo, neste caso fora e dentro das quatro linhas. E com um plano financeiro que deverá estar comprometido com um plano estratégico a cinco anos e sustentado em três eixos. Portugal, formar! Europa, competir! Mundo, projetar.»

Há quem - para sempre parte desta casa - se oponha à venda da maioria da SAD, falo-vos de Pedro Azevedo que, de resto, já se assumiu disponível para encabeçar lista em futuras eleições para os órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal.

«Simplesmente, sou frontalmente contra a perda de maioria da SAD por parte do Sporting. Desde logo porque seria um atestado de menoridade a todos os sócios do clube, também porque o Sporting que me deram a conhecer não é esse nem essa era a filosofia dos fundadores do clube, finalmente porque a simples mudança de mãos da gestão não significaria à partida a garantia de qualquer melhoria. Aliás, o que provocaria certamente seria maior endividamento e , caso a política desportiva continuasse no seu percurso de Titanic, seria o naufrágio total. E depois? Pedia-se ao Estado para nacionalizar o Sporting

Há, quero eu crer, quem mais no universo de adeptos, simpatizantes e sócios do Sporting Clube de Portugal, esteja disponível para constituir alternativa e sinta premência em agir.

Enquanto procuramos um novo equilíbrio no meio do caos trazido pelo coronavírus, há quem, muito legitimamente, use os instrumentos ao seu dispor para demarcar território. É neste espírito, que vos peço, Sportinguistas, que reflictam de forma fundamentada e que se posicionem. Muito para além desta caixa de comentários. No espaço cibernético de jornais desportivos. Em telefonemas para os Sportinguistas que reconheçam como alternativas válidas, às aqui enunciadas (projectos e pessoas). Para aquele jornalista realmente amigo, disponível para dar voz mediática à alternativa Pedro Azevedo. Através do envio de e-mail para os jornais desportivos, na qualidade daquilo que são, leitores atentos e interessados em ver consideradas todas as propostas apresentadas a favor do Sporting Clube de Portugal. Chamem-se os proponentes Pedro Azevedo ou John Doe.  

Não sei se os sócios decidirão ser tempo de PAz. Sinto, contudo, que a aparente paz que se vive, está podre.

O Sporting? Pela parte que me toca, estará de pedra e cal.

O recuar final? Absolutamente estratégico, acreditem. Típico leoa sabida: marco posição e, logo de seguida, deixo-te acreditar que quem manda, és tu, querido. 

Eis-me a concordar com um benfiquista

INSENSATA, INJUSTA, ASSIMÉTRICA, POPULISTA

«Esta agora considerada e chamada retoma da época futebolística é insensata, injusta, assimétrica e populista. Insensata, porque vai decorrer com tais restrições que é tudo menos o futebol que sempre existiu: treinos multicondicionados, jogos à porta fechada, restrição de campos seleccionados, riscos de aglomeração fora dos estádios, etc. Clamorosamente injusta, porque a falsa rentrée favorece uns poucos em detrimento de todos os outros. (...) Assimétrica, não em função das questões desportivas, mas do todo poderoso dinheiro, com tomada de decisões diferentes para situações desportivas idênticas. Populista, porque é a cedência à excepção por medida, fortemente impulsionada pela simpatia política de dar "coisas boas" ao povo (...).»

 

CASOS SIMILARES, DECISÕES DIFERENTES

«É incompreensível que os desportos colectivos tenham sido dados como concluídos e o futebol não. Bem sei que parte deles - hóquei, andebol, basquetebol, futsal, voleibol - se realizam em recintos fechados, mas nestes casos também seriam à porta fechada. Alguns, por exemplo, como o voleibol até nem têm contacto físico. E há ainda o râguebi ao ar livre, também suspenso, não se compreendendo como é que para casos similares se decide tão diferentemente.»

 

PROFISSIONAIS DE PRIMEIRA E DE SEGUNDA

«Mas a assimetria não é só com outros desportos associativos. É, igualmente, dentro do omnipresente futebol. A FPF decidiu - e bem - dar por terminadas todas as provas, ou seja, o chamado Campeonato de Portugal (3.º escalão), todos os escalões não seniores e o futebol feminino. Agora a Liga resolve dar por concluído o campeonato da 2.ª divisão (desculpem-me, mas nunca sei dizer as novas designações). Mas porquê? Percebo que haja menos condições logísticas para prevenir contaminações, mas, pelos vistos, a decisão foi tomada de chofre, sem se dar uma cabal e completa justificação. Reconhece-se assim que há profissionais de primeira e de segunda, clubes grandes, pequenos e miseráveis.»

 

BATOTA ANTI-REGULAMENTAR

«Tenho lido que se estão a avaliar os campos elegíveis para este torneio, sendo que uma das hipóteses é apenas a de considerar os estádios do Europeu 2004 (dos oito, quatro - Coimbra, Aveiro, Leiria e Algarve - não têm clubes na 1.ª Divisão...) Ora se assim for, estamos perante uma distorção da prova e das regras regulamentares do campeonato. Uma batota apriorística e anti-regulamentar. Ou seja, o conceito de jogar em casa ou jogar fora estará posto em causa, pelo que não há ligação com as 24 jornadas já realizadas. Assim se desvirtuará a verdade desportiva regulamentar. (...) Que grande confusão e contorcionismo para se concluir um agora nado-morto.»

 

Excertos de um artigo de opinião de António Bagão Félix ontem publicado no jornal A Bola. Os subtítulos são da minha responsabilidade.

O FC Porto deve ser proclamado campeão?

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Começa a desenhar-se uma tendência: o coronavírus apressou mesmo o fim das competições futebolísticas europeias.

A 2 de Abril, a liga belga de futebol deixou-se de rodeios e anunciou o fim prematuro da temporada 2019/2020, quando haviam sido disputadas 29 jornadas: o Clube Brugge, que liderava o campeonato com 15 pontos de vantagem, foi declarado campeão, confirmando-se o Gent no segundo posto e consequente entrada na próxima Liga dos Campeões.

A 24 de Abril, foi a vez de a federação holandesa dar por finda a época 2019/2020. Neste caso adoptando um modelo diferente, como eu já tinha anotado aqui: sem atribuição de título de campeão, quando faltavam disputar nove rondas do campeonato. Com Ajax e Alkmaar em igualdade pontual no topo da classificação.

Já ontem, o Governo de Paris dissipou as dúvidas que restavam: o campeonato francês não será retomado, à semelhança de todas as competições desportivas referentes à época 2019/2020. Estádios e pavilhões permanecerão encerrados até Setembro. Não haverá sequer desafios à porta fechada, como a liga francesa de futebol havia sugerido, entre 17 de Junho e 25 de Julho. Ficam por jogar dez rondas, quando o Paris Saint-Germain liderava por larga margem - vantagem de 12 pontos com um jogo a menos - sobre o Marselha, segundo classificado.  

Parece vir a ser diferente o desfecho em países como Alemanha (com o possível regresso do futebol no fim de Maio) e em Espanha (onde as competições talvez possam retomar-se na primeira quinzena de Junho, algo ainda incerto).

Quanto a Portugal, saberemos provavelmente na próxima quinta-feira. Mas nesta fase já poucos se admirarão que as partidas do futebol profissional tenham mesmo chegado ao fim, o que abrirá um rombo financeiro em todos os emblemas desportivos portugueses envolvidos na alta competição.

Como escrevi há mais de um mês no És a Nossa Fé, só antevejo duas opções: ou o FC Porto é proclamado vencedor ou não haverá título de campeão nacional na temporada 2019/2020.

Chegou a altura de vos perguntar qual destes cenários preferem. 

É tempo de fazer estas perguntas

A pandemia em curso veio alterar por completo a vida quotidiana de centenas de milhões de pessoas. Neste momento, 52% da população do planeta é alvo de drásticas quarentenas ou cumpre decretos que obrigam à reclusão doméstica. Os espectáculos desportivos - com destaque para o futebol - sofreram um abalo sem precedentes. As competições estão suspensas, salvo em cinco países

São tempos novos, que exigem soluções diferentes e vieram apanhar desprevenidas as instituições desportivas. Basta referir que a paragem forçada das competições profissionais não estava prevista nos regulamentos federativos ou da Liga de Clubes para efeitos do apuramento do campeão nacional de futebol. Entretanto os prejuízos acumulam-se em cascata, clubes que já não gozavam de boa saúde orçamental temem a derrocada financeira e todos os negócios que giram em torno do desporto-rei - dos equipamentos à publicidade, do abastecimento alimentar às transmissões televisivas - também se encaminham para a falência. 

Um mês depois, chegou a altura de renovar o repto aos leitores: na vossa opinião, o que irá passar-se com o campeonato português? Vêem alguma hipótese de a época 2019/2020 ainda ser cumprida? Admitem a realização de jogos à porta fechada? Em caso negativo, como deverá ser apurado o campeão? 

Joguem à bola, pá!

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Não perdemos, mas foi a pior exibição do Sporting esta época - exceptuando o jogo em Alverca, de péssima memória, que nos afastou da Taça.

O Rio Ave-Sporting terminou apenas com dez da nossa equipa em campo, devido à expulsão (mais uma) do capitão Coates, e um sofrido empate 1-1 graças a um penálti aos 84' bem convertido por Jovane, um dos raros que fugiram à mediocridade.

 

Para se perceber melhor como foi confrangedora a exibição dos pupilos de Silas, vou descrever aqui, detalhadamente, quatro minutos terríficos em que o onze das riscas horizontais - um Sporting quase irreconhecível - acabou por ser protagonista pelos piores motivos.

 

Minuto 2

Filipe Augusto faz um cruzamento longo, da ala direita, a variar o flanco ofensivo. Ristovski, na sua zona de cobertura, falha o tempo de salto permitindo a Al Musrati cruzar para a área. Piazón, totalmente solto à boca da baliza, mete-a lá dentro. Coates estava junto ao primeiro poste, no segundo não havia ninguém. O estático Eduardo Henrique deixou-se antecipar por dois rivais, que baralharam marcações, e Neto limitou-se a ver.

Não tinha ainda decorrido minuto e meio de jogo e já perdíamos em Vila do Conde.

 

Minuto 27

Bolasie, sentindo-se bloqueado na ala direita do nosso meio-campo, atrasa para Ristovski e este endossa a Coates, que lateraliza para Neto. Este tenta progredir mas prefere devolver ao uruguaio, que deixa em Eduardo, com Ristovski desmarcado lá adiante. O ex-Belenenses toca a bola para Idrissa Doumbia, que logo a devolve. Eduardo deposita-a então em Neto, que avança três ou quatro metros antes de deixar em Idrissa, que não tarda a passá-la a Coates, como se ela lhe queimasse as chuteiras. Sem progredir com a bola, o capitão toca-a para Eduardo, que dá para Idrissa. Este, sempre de costas para a baliza, deposita-a nos pés do uruguaio, que volta a tocar para Neto, que torna a despejar para Eduardo.

Com tudo isto passou um minuto inteirinho. O Sporting perdia por 0-1 e mostrava-se incapaz de avançar no terreno.

 

Minuto 34

Neto atrasa para Max, que entrega com o pé a Eduardo. Este, colocado no corredor central, toca para Ristovski, que a restitui ao guarda-redes. Max passa a bola a Neto, que volta a confiá-la à guarda de Eduardo. Incapaz de progredir, o médio que veio de Belém devolve-a a Neto, que a entrega a Camacho, entretanto recuado na ala esquerda. Camacho roda e repõe em Neto, que logo volta a depô-la em Max. O guardião toca para Eduardo, que trota uns metros com ela mas ainda na meia-lua do nosso meio-campo deposita-a nos pés de um adversário. Rápida ofensiva vilacondense conduzida por Nuno Santos, solto no lado esquerdo, com Ristovski perdido lá na frente e Wendel incapaz de fechar o corredor.

O Sporting continuava a perder, mostrando-se totalmente incapaz de uma atitude competitiva. Havia "posse de bola", sim, como Silas tanto gosta. Mas não servia para nada.

 

Minuto 76

O Sporting, ainda a perder, precisa de procurar o empate. Borja, junto à linha já no meio-campo adversário, não consegue melhor do que atrasar para Neto. Este lateraliza para Ristovski, colocado junto à linha divisória do terreno. O macedónio coloca em Wendel, que atrasa para Battaglia. O argentino passa a Borja, que atrasa para Neto, no nosso meio-campo defensivo. O português toca para Wendel, que logo a devolve. Depois coloca-a em Plata, que devolve também. Neto volta a pô-la em Wendel, que insiste em atrasá-la no corredor central, parecendo alheado de qualquer desígnio atacante. Metro a metro, a equipa vai recuando. Neto ensaia então um passe longo, esticando a bola para Sporar, que não consegue dominá-la.

Perdeu-se mais um minuto, perdeu-se mais um lance que se pretendia ofensivo.

 

Para mais tarde recordar

Lembro qual foi o onze inicial escolhido por Silas para este jogo: Max; Ristovski, Coates, Neto, Borja; Idrissa, Eduardo, Wendel; Camacho, Bolasie, Sporar.

Sete destes jogadores já foram contratados pela actual administração da SAD.

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