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És a nossa Fé!

Uma época desastrosa

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O Sporting Clube de Portugal terminou esta época em 4.º lugar do Campeonato, atrás dum clube regional dirigido por um “trolha” mal educado, sem ganhar nenhum troféu, perdendo quase todos os desafios com os 3 primeiros, e o que se pode dizer de mais suave sobre esta época é que foi desastrosa.

Não foi a primeira e não vai ser a última do Sporting. E muitas vezes elas aconteceram depois de épocas de sucesso e de vitórias. Por exemplo, em 73/74 ganhámos Campeonato e Taça, e ficámos por muito pouco fora da final da Liga Europa de então, para logo João Rocha dar cabo daquilo tudo, despedir o grande Mário Lino e ficarmos em 3º lugar com vários treinadores pelo meio sem nada ganhar. Em 81/82 voltámos à dobradinha, para depois o mesmo presidente dar outra vez cabo daquilo tudo, despedir o grande Malcolm Allison, deixar ir Eurico e Inácio, e voltarmos ao 3º lugar. Em 01/02 voltámos à dobradinha com Dias da Cunha para acabar de novo em 3º lugar na época seguinte: dessa vez não foi preciso despedir o treinador, alguém se encarregou de destruir o Jardel. Terceiro lugar esse em que teríamos terminado esta época se o jovem e promissor Matheus Nunes se tivesse alinhado pelo Neto em vez de ter deixado a bota onde deixou, ou se o Uribe não tivesse torcido o joelho quando marcou o golo lá no Porto.

Mas se a última época não nos trouxe outra dobradinha pelo menos trouxe duas taças ganhas ao Porto, aquele mesmo clube que limpou o campeonato deste ano.

Então parece realmente que estamos num clube sem cultura de sucesso, que não sabe agradecer as vitórias e as conquistas quando acontecem, e encontrar nelas motivos para se superar e ir à procura de mais.

Acabámos a época passada a festejar no Jamor, a pôr de joelhos o Porto e reduzir o seu treinador a um imbecil mal-educado. O que fizemos a seguir? Desprezámos o treinador holandês que nos tinha levado lá, andámos a encontrar forma de vender tudo o que mexesse. a começar pela estrela da companhia, e com isso a desestabilizar um balneário que tinha mostrado união e competência. Mesmo com algumas boas ideias e boas intenções pelo meio, nomeadamente ter levado um grupo de jovens talentosos para estágio.

A factura começou na Supertaça, com uma derrota humilhante, e continuou no final do período de transferências, quando um desestabilizado Coates conseguiu cometer três penáltis. O treinador ganhador foi sumariamente despedido para vir o pobre treinador dos sub-23 fazer o seu triste número de losango, e depois vir outro pobre artista sonhador e dado ao improviso, sem unhas para o instrumento. Entretanto lá saiu a estrela da companhia, para logo fazer a diferença num dos grandes clubes do mundo. 

Finalmente o instinto de sobrevivência falou mais forte e veio enfim um treinador a sério, que logo fez a diferença em todos os aspectos - técnico/tácticos, evolução de jogadores, lançamento de jovens - mas que não chegou para limpar toda a porcaria que até então tinha sido feita. Com a ironia de ser a única razão para que o clube de Braga acabasse com os mesmos pontos e nos tivesse retirado o terceiro posto.

Chegados aqui, espera-se que a dupla Varandas-Viana consiga aprender com os erros cometidos e dar a volta ao texto. Falo numa dupla, porque ainda ninguém conseguiu perceber onde começa e acaba o protagonismo dum e doutro nas coisas boas e más que têm acontecido. E é isso mesmo que choca e preocupa. Ninguém é responsável, ninguém dá a cara. Amorim sai da Luz como eu saí de ver o jogo, completamente f...,  Beto nem vê-lo, Viana em parte incerta, Varandas por algum lado. Ficou Coates a dizer o que tinha de ser dito.

E ouvimos e lemos dum Feddal, dum Adan, dum Porro. Bom podemos dizer que serão três Netos, "carregadores de piano", importantes num plantel. Mas então onde estão os novos pianistas? Os novos Mathieus, Coates, Acuñas, Brunos Fernandes, Nanis e Bas Dosts? Estavam lá quando entraram, não estavam? Dois ainda estão, espero que não se lembrem de os despachar.

Apesar disso, a solução não está em destituir quem lá está para entrar outro palerma (ou o que lhe quisermos chamar) qualquer. Também não está com certeza na venda da SAD a algum investidor russo ou chinês, ou no regresso do alucinado ex-presidente para tentar fazer o que nunca conseguiu.

O problema está em encontrar os meios e as condições para recuperarmos o lugar que é nosso, um dos três grandes clubes de Portugal, lutarmos pelo título e voltarmos à Champions.

Soluções, precisam-se.

SL

Crepúsculo da época

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1. Em termos futebolísticos a época 2019/2020 acabou por não correr assim tão mal. Tendo-se conseguido obter mais 6 pontos do que o surpreendente Famalicão (e 5 do que o já veterano Rio Ave), conseguiu-se um até inesperado quarto lugar. Este possibilita mesmo a hipótese de um apuramento para as competições europeias do próximo ano, o que, a concretizar-se, terá efeitos económicos positivos directos (subsídios, bilheteiras, publicidades) e indirectos (hipotéticas valorizações das licenças profissionais dos jogadores). E alegrará a massa adepta, bem como animará o plantel.

2. Em termos de preparação do próximo ano também me parece que as coisas acabaram por correr bem, qual serendipidade. Nos últimos cinco jogos deste tão estranho campeonato, com jogos sem público, o clube empatou dois - com o forte Moreirense e com o aflito mas tão simpático Vitória de Setúbal (meu segundo clube, que muito espero que se safe hoje da descida de divisão) -, e  perdeu os dois "clássicos". Esta inesperada constatação de que o treinador Ruben Amorim afinal não é divino é muito bem-vinda. Pois talvez permita acalmar as hostes sportinguistas, esfriando cabeças e amornando teclas. Assim impedindo que desbragadas expectativas envenenem a próxima época.

O Sporting foi o 4º classificado, com esforço, e para o ano será candidato às competições europeias. Partimos com vantagem para isso: o Rio Ave deixará de ser treinado pelo excelente Carlos Carvalhal, o Braga e o Vitória de Guimarães também mudarão de treinador. E as peculiares características do futebol do Famalicão, plataforma giratória ao serviço de uma empresa de comercialização de licenças desportivas, deixa presumir alguma irregularidade qualitativa na constituição dos seus plantéis futebolísticos. Ou seja, a priori, o Sporting parte com alguma vantagem sobre os mais directos concorrentes, pois mantém a sua equipa técnica. Se houver competência nos sempre necessários ajustes do plantel isso será ainda  mais real.

3. Por outras razões também saúdo esta classificação final. Mesmo que em última análise ela tenha resultado de uma derrota com o sempiterno rival Benfica, como soube nesta madrugada, algo sempre resmungável. É certo que me afiançam ter o clube sido muito esbulhado, pois, há atrasado, li que em Moreira dos Cónegos houve uma grande penalidade favorável que não foi marcada (outros observadores constataram até duas, li relatos de uma violentíssima agressão a Coates dentro da grande área mesmo no final do jogo, para além do infracção sofrida no início por Jovane). E leio também que ontem, no estádio da Luz, logo no início do jogo houve um canto mal assinalado, desfavorecendo o clube. Ainda assim, mesmo com essas inacreditáveis decisões que mostram a sórdida campanha avessa aos interesses do Sporting, decerto que instaurada pelo conluio entre Vieira, Pinto da Costa, Proença e Fernando Gomes, não deixo de saudar este nosso 4º lugar, atrás do Braga. Pois, como escrevi a 4 de Março, poucos dias antes de nos confinarmos: "não há pinga de ética (do tal "sportinguismo" de que tantos fala[va]m) quando a um terço do final do campeonato se vai contratar o técnico do clube rival, com o qual se ombreia na luta pelo terceiro lugar. Esta manobra de Varandas (da qual o arguto Salvador se rirá, de bolsa cheia e sabedor da estrutura que tem em casa, que decerto entende suficiente para alcançar os objectivos que delineou) é uma vergonha, e será uma mácula indelével no historial moral do Sporting Clube de Portugal. Aliás, este tipo de manobras deveria ser proibida pelos organismos que gerem o futebol, tal como o são as contratações a destempo de jogadores."

O Sporting é sempre prejudicado pela malvadez alheia ? Talvez. Mas colocar os túbaros de molho é capaz de ser mais útil. Para que se pense o 2020/2021. E para que nos deixemos - ou seja, que se deixe o clube - de artimanhas. 

O desastre era inevitável

Texto de Luís Ferreira

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Devia existir alguma coisa positiva que se pudesse destacar nesta época que acaba amanhã.

Mas não encontro nada de significativo: o prazer de ainda ter visto Bruno Fernandes com a nossa camisola vestida, alguns bons jogos (com o Portimonense para a Taça da Liga e com o PSV e Basaksehir - que se sagrou campeão turco - para a Liga Europa) e o recente aparecimento de novos jogadores na equipa principal, dos quais destaco Nuno Mendes.

Os maiores erros foram cometidos no final de Agosto e início de Setembro, no fecho do mercado, com a incapacidade de encontrar um substituto para Bas Dost, a vinda de Jesé e de Fernando e a dispensa de Keizer. Recordando que a 31 de Agosto, a cinco minutos do fim do jogo com o Rio Ave em casa, éramos líderes do campeonato.

Mas a seguir à dispensa de Keizer, a cereja no topo do bolo foi a entrega do leme da equipa principal durante quase um mês a Leonel Pontes, que na época anterior tinha descido o Jumilla na 2.ª divisão B espanhola - na prática uma 3.ª divisão. No final de Setembro estávamos de rastos e, viesse quem viesse, o desastre era inevitável.

Em típicos exageros, o início de Rúben Amorim fez com que alguns começassem a pensar em lutar pelo título na próxima época e os últimos dois jogos levaram outros (ou os mesmos) a duvidar se conseguiremos sequer ficar em lugares europeus. Eu, que não sou crente, rezo para que Frederico Varandas e Hugo Viana tenham aprendido com os erros e que a próxima época seja mais bem preparada do que esta. Não é difícil.

A época acaba com o mesmo adversário com que começou. Também não será difícil fazer melhor do que no primeiro jogo. E que ao menos possamos garantir a entrada directa na Liga Europa.

 

Texto do leitor Luís Ferreira, publicado originalmente aqui.

Nunca mais

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Bruno Fernandes inconsolável, no momento da derrota em Alverca

 

Esta é uma época falhada, a vários níveis. 

Falhada a nível da gestão desportiva, com uma calamitosa pré-época, condicionada desde o primeiro instante pela iminente transferência de Bruno Fernandes, afinal não concretizada no mercado de Verão.

Para "manter" o então capitão leonino foram despachados três jogadores: Bas Dost, Raphinha e Thierry Correia. E logo a equipa que vencera dois troféus (Taça de Portugal e Taça da Liga) começou a jogar coxa: o goleador holandês cedeu palco a Luiz Phellype, Raphinha abriu terreno a Plata, Thierry foi rendido por um tal Rosier, entretanto posto fora de combate. No apeadeiro de Alvalade desembarcaram outros, sem a menor qualidade para o Sporting: Eduardo, Jesé, Bolasie, Fernando. O último era tão mau que nem chegou a calçar.

Afinal, no mercado de Inverno, perdemos também Bruno, o que invalidou toda a lógica anterior. Representou o nosso maior encaixe financeiro de sempre, escassas semanas antes da paralisação geral forçada pela pandemia, mas causou um rombo desportivo no futebol leonino até agora irreparável. 

 

Falhada também ao nível dos resultados, com dois instantes calamitosos: a goleada sofrida a 4 de Agosto frente ao nosso mais velho rival, na Supertaça, que custou o lugar a Marcel Keizer, e a humilhante eliminação, a 18 de Outubro, na Taça de Portugal perante o Alverca (equipa do terceiro escalão do futebol pátrio), que logo ditaria o fim de Silas em Alvalade. Ainda mais meteórica foi a passagem do fugaz Leonel Pontes pelo comando técnico da equipa, entre Keizer e Silas. Muito mais surpreendente (e dispendiosa) foi a chegada de Rúben Amorim, no início de Março.

Com tanta rotação no banco dos treinadores, confirmando o Sporting como uma espécie de cemitério desta classe profissional, valeu-nos apesar de tudo ter em campo dois talentos fora-de-série: Bruno (até ao fim de Janeiro) e Mathieu (prematuramente retirado por lesão, em 24 de Junho). Ambos foram disfarçando como puderam as gritantes lacunas no plantel.

 

Mais quatro momentos mancharam o percurso do Sporting nesta terrível temporada em que batemos o recorde das derrotas sofridas:

- 5 de Janeiro, com Silas: queda aos pés do FC Porto, ao perdermos por 1-2 no nosso próprio estádio para o campeonato, algo que há 11 épocas não sucedia com este adversário.

- 17 de Janeiro, com Silas: outro dia traumático, com a vitória imposta pelo Benfica em Alvalade, por 2-0. O SLB ultrapassou-nos em número de vitórias e golos marcados no reduto leonino.

- 21 de Janeiro, com Silas: derrota (e eliminação) frente ao Braga na meia-final da Taça da Liga, troféu de que éramos detentores desde a temporada 2017/2018.

- 27 de Fevereiro, ainda com Silas: eliminação na fase de grupos da Liga Europa, após goleada imposta em Istambul pelo modestíssimo Basaksehir. 

 

Para esquecer? Não: para lembrar. Só assim poderá ser evitada a repetição dos erros cometidos - e foram em quantidade inaceitável, insuportável.

Não queremos mais disto. Nunca mais.

Ainda não acabou

Vamos ser realistas. A derrota de ontem no Porto, apesar de amarga como todas as derrotas, pode considerar-se normal. Jogámos com uma equipa de um outro campeonato, aspirante ao título e até resistimos mais que outras equipas que connosco rivalizam por um lugar na Liga Europa. Também é verdade que outras que lutam para não descer, deram muito mais trabalho ao FCPorto, mas isso é normalmente atípico, os jogadores terem brio e vontade de ganhar. Os nossos ontem tiveram essa enorme vontade de ganhar durante... um minuto, curiosamente o primeiro.

Temos a triste sina de jogar sempre com menos um (às vezes contra 14 o que agrava mais as coisas). Ontem o que costuma desiquilibrar esteve ao nível do jogo anterior e terá ficado nos Carvalhos, não fosse algum andrade louco nas festividades da conquista do título sarapintar-lhe o cabelo de louro. Ah, já tem? Desculpa, Jovane...

E damos por nós, todos, a desejar que o Braga perca seja lá com quem porque é, hoje por hoje, o nosso maior "inimigo".

Claro que isto não é apenas culpa de Frederico Varandas, as coisas já têm anos, o espírito conformista tão característico do sportinguista que se traveste no "perder ou ganhar é desporto", demonstrando depois uma superioridade moral que sendo real e que nos deve orgulhar, não chega para ganhar campeonatos, que é o que nos faz a todos entusiasmar. 

Não começa em Frederico Varandas, mas terá que acabar com Frederico Varandas! Não fisicamente, que aqui não se fazem linchamentos populares, mas acabar com a presidência de Frederico Varandas é imperioso! Deixemo-nos de paninhos quentes, quem não conseguiu fazer nada de jeito, antes pelo contrário e conduziu o clube para um ponto de onde muito dificilmente retornará a breve prazo (temos que ir-nos preparando para esta dura realidade), vendendo todas as jóias da coroa e contratando nulidades, paus de sebo e até, coisa nunca vista, um fantasma, dificilmente arrepiará caminho e fará melhor. E até pode ter vontade, mas já demonstrou que é incompetente para o exercício do cargo! Urge, enquanto não descemos a linha que já é ténue entre nós e Braga e Rio Ave e... Famalicão e Guimarães, que refletamos bem no que queremos para o clube: A continuação de Frederico Varandas e do valete (ou ás de trunfo!) Rogério Alves (os outros pouco contam, apesar de Zenha perceber de excel), ou que venha alguém preparado para o desafio, com conhecimento na área de gestão empresarial, que tenha noções do que é básico no jogo e nos seus meandros e que se saiba rodear de gente capaz, honesta e empenhada, de modo a manter o clube e a SAD financeiramente viáveis e em consequência disso que construa uma equipe que nos orgulhe? E que ganhe!

Temos hoje um grupo de miúdos muito promissores, alguns emprestados que deverão obrigatoriamente regressar, mas iremos confiar em Frederico Varandas e Hugo Viana para irem ao mercado à procura da qualidade e experiência que terá que complementar esta juventude? Não, por mim, definitivamente não! Lá diz o povo e com toda a razão, que quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

Batemos esta época vários recordes negativos e ontem lá apareceu mais um: O maior número de derrotas numa só época. E ainda nos falta ir à Luz. Ainda não acabou o pesadelo.

 

Uma sucessão de trapalhadas

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Há nove meses, chegou a ser aposta de Frederico Varandas para orientar a equipa principal. Agora nem serve para treinar a equipa B, cujo regresso continua a ser dado como garantido. E acaba de receber guia de marcha do presidente, que deixará de contar com ele, apesar de ter contrato até Junho de 2021. Sai lançando nas redes uma mensagem enigmática: «Uma pessoa terá mais probabilidades de aceitar uma ideia e de lutar por ela, se o contexto onde está inserida estiver a fazer o mesmo.»

Uma mensagem que talvez não devesse ter divulgado. Nestas coisas ou se fala com clareza ou mais vale manter o silêncio. As entrelinhas não esclarecem quem lê nem valorizam quem escreve.

 

Leonel Pontes contaria com tudo menos isto quando há quase um ano veio treinar os sub-23 do Sporting, a convite de Varandas, após alguns anos de experiência no futebol estrangeiro. Deu indicações iniciais positivas naquelas funções, mas cometeu o erro de aceitar um desafio suplementar numa péssima ocasião: o presidente leonino apostou nele quando decidiu despedir Marcel Keizer, o holandês que designara como sucessor de José Peseiro - e que, convém lembrar, em Alvalade conquistou duas taças em apenas sete meses.

Tudo isto assentou numa escalada de equívocos que consolidou a má fama do Sporting como cemitério de treinadores: a precipitada saída de Peseiro quando não havia sequer alternativa para o dia seguinte, a contratação de um estrangeiro desconhecido, o afastamento de Keizer já com a época em curso e a proposta lançada a Pontes para pegar na equipa principal numa «missão sem prazo», como na altura declarou o presidente. 

 

O técnico recém-promovido dos sub-23 não era o homem certo para o lugar, como rapidamente se viu. Esteve ao leme do onze principal em quatro jogos oficiais, com registo negativo: um empate e três derrotas -- uma delas, aliás tangencial, contra o PSV para a Liga Europa em partida disputada na Holanda. 

A expressão «sem prazo», no caso dele, significava um mês. Até chegar Silas, que também não aqueceu o lugar. Pontes regressou então aos sub-23, com percurso interrompido pela pandemia. Somou 31 jogos oficiais, com balanço pouco memorável: 14 vitórias, cinco empates e 12 derrotas. A equipa seguia em terceiro na Liga Revelação, a cinco pontos do líder Rio Ave, quando a prova foi interrompida. Agora virá outro treinador, aguardando-se igualmente alguém de novo para orientar a equipa B.

 

Vale a pena meditar nesta sucessão de trapalhadas para se concluir que no futebol profissional é pouco avisado embarcar em experimentalismos. Neste aspecto, a época 2019/2020 tem fornecido ao Sporting abundante matéria de reflexão. Como exemplo do que não deve ser feito, em consecutivas acumulações de erros. 

Leio agora no Record que a saída de Pontes se deve à «degradação da relação entre o técnico e a direcção desportiva» do Sporting. Não é grande novidade. Seria bom, aliás, que esta direcção desportiva não se tornasse - ela também - num foco de instabilidade. Que pode garantir emoção em sessões contínuas a quem vê de fora, mas não é nada gratificante para todos nós, os que estamos dentro.

Os jogadores de Varandas (balanço)

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Luiz Phellype: Dezembro de 2018. Nota 7.

Ilori: Janeiro de 2019. Nota 3.

Borja: Janeiro de 2019. Nota 5.

Idrissa Doumbia: Janeiro de 2019. Nota 4.

Plata: Janeiro de 2019. Nota 8.

Luís Neto: Março de 2019. Nota 6.

Vietto: Maio de 2019. Nota 7.

Rafael Camacho: Junho de 2019. Nota 6.

Rosier: Junho de 2019. Nota 4.

Eduardo: Julho de 2019: Nota 4.

Fernando: Setembro de 2019. Nota 0.

Jesé: Setembro de 2019: Nota 1.

Bolasie: Setembro de 2019. Nota 4.

Sporar: Janeiro de 2020. Nota 7.

 

Média: 4,7

Eis-me a concordar com um benfiquista

INSENSATA, INJUSTA, ASSIMÉTRICA, POPULISTA

«Esta agora considerada e chamada retoma da época futebolística é insensata, injusta, assimétrica e populista. Insensata, porque vai decorrer com tais restrições que é tudo menos o futebol que sempre existiu: treinos multicondicionados, jogos à porta fechada, restrição de campos seleccionados, riscos de aglomeração fora dos estádios, etc. Clamorosamente injusta, porque a falsa rentrée favorece uns poucos em detrimento de todos os outros. (...) Assimétrica, não em função das questões desportivas, mas do todo poderoso dinheiro, com tomada de decisões diferentes para situações desportivas idênticas. Populista, porque é a cedência à excepção por medida, fortemente impulsionada pela simpatia política de dar "coisas boas" ao povo (...).»

 

CASOS SIMILARES, DECISÕES DIFERENTES

«É incompreensível que os desportos colectivos tenham sido dados como concluídos e o futebol não. Bem sei que parte deles - hóquei, andebol, basquetebol, futsal, voleibol - se realizam em recintos fechados, mas nestes casos também seriam à porta fechada. Alguns, por exemplo, como o voleibol até nem têm contacto físico. E há ainda o râguebi ao ar livre, também suspenso, não se compreendendo como é que para casos similares se decide tão diferentemente.»

 

PROFISSIONAIS DE PRIMEIRA E DE SEGUNDA

«Mas a assimetria não é só com outros desportos associativos. É, igualmente, dentro do omnipresente futebol. A FPF decidiu - e bem - dar por terminadas todas as provas, ou seja, o chamado Campeonato de Portugal (3.º escalão), todos os escalões não seniores e o futebol feminino. Agora a Liga resolve dar por concluído o campeonato da 2.ª divisão (desculpem-me, mas nunca sei dizer as novas designações). Mas porquê? Percebo que haja menos condições logísticas para prevenir contaminações, mas, pelos vistos, a decisão foi tomada de chofre, sem se dar uma cabal e completa justificação. Reconhece-se assim que há profissionais de primeira e de segunda, clubes grandes, pequenos e miseráveis.»

 

BATOTA ANTI-REGULAMENTAR

«Tenho lido que se estão a avaliar os campos elegíveis para este torneio, sendo que uma das hipóteses é apenas a de considerar os estádios do Europeu 2004 (dos oito, quatro - Coimbra, Aveiro, Leiria e Algarve - não têm clubes na 1.ª Divisão...) Ora se assim for, estamos perante uma distorção da prova e das regras regulamentares do campeonato. Uma batota apriorística e anti-regulamentar. Ou seja, o conceito de jogar em casa ou jogar fora estará posto em causa, pelo que não há ligação com as 24 jornadas já realizadas. Assim se desvirtuará a verdade desportiva regulamentar. (...) Que grande confusão e contorcionismo para se concluir um agora nado-morto.»

 

Excertos de um artigo de opinião de António Bagão Félix ontem publicado no jornal A Bola. Os subtítulos são da minha responsabilidade.

O FC Porto deve ser proclamado campeão?

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Começa a desenhar-se uma tendência: o coronavírus apressou mesmo o fim das competições futebolísticas europeias.

A 2 de Abril, a liga belga de futebol deixou-se de rodeios e anunciou o fim prematuro da temporada 2019/2020, quando haviam sido disputadas 29 jornadas: o Clube Brugge, que liderava o campeonato com 15 pontos de vantagem, foi declarado campeão, confirmando-se o Gent no segundo posto e consequente entrada na próxima Liga dos Campeões.

A 24 de Abril, foi a vez de a federação holandesa dar por finda a época 2019/2020. Neste caso adoptando um modelo diferente, como eu já tinha anotado aqui: sem atribuição de título de campeão, quando faltavam disputar nove rondas do campeonato. Com Ajax e Alkmaar em igualdade pontual no topo da classificação.

Já ontem, o Governo de Paris dissipou as dúvidas que restavam: o campeonato francês não será retomado, à semelhança de todas as competições desportivas referentes à época 2019/2020. Estádios e pavilhões permanecerão encerrados até Setembro. Não haverá sequer desafios à porta fechada, como a liga francesa de futebol havia sugerido, entre 17 de Junho e 25 de Julho. Ficam por jogar dez rondas, quando o Paris Saint-Germain liderava por larga margem - vantagem de 12 pontos com um jogo a menos - sobre o Marselha, segundo classificado.  

Parece vir a ser diferente o desfecho em países como Alemanha (com o possível regresso do futebol no fim de Maio) e em Espanha (onde as competições talvez possam retomar-se na primeira quinzena de Junho, algo ainda incerto).

Quanto a Portugal, saberemos provavelmente na próxima quinta-feira. Mas nesta fase já poucos se admirarão que as partidas do futebol profissional tenham mesmo chegado ao fim, o que abrirá um rombo financeiro em todos os emblemas desportivos portugueses envolvidos na alta competição.

Como escrevi há mais de um mês no És a Nossa Fé, só antevejo duas opções: ou o FC Porto é proclamado vencedor ou não haverá título de campeão nacional na temporada 2019/2020.

Chegou a altura de vos perguntar qual destes cenários preferem. 

É tempo de fazer estas perguntas

A pandemia em curso veio alterar por completo a vida quotidiana de centenas de milhões de pessoas. Neste momento, 52% da população do planeta é alvo de drásticas quarentenas ou cumpre decretos que obrigam à reclusão doméstica. Os espectáculos desportivos - com destaque para o futebol - sofreram um abalo sem precedentes. As competições estão suspensas, salvo em cinco países

São tempos novos, que exigem soluções diferentes e vieram apanhar desprevenidas as instituições desportivas. Basta referir que a paragem forçada das competições profissionais não estava prevista nos regulamentos federativos ou da Liga de Clubes para efeitos do apuramento do campeão nacional de futebol. Entretanto os prejuízos acumulam-se em cascata, clubes que já não gozavam de boa saúde orçamental temem a derrocada financeira e todos os negócios que giram em torno do desporto-rei - dos equipamentos à publicidade, do abastecimento alimentar às transmissões televisivas - também se encaminham para a falência. 

Um mês depois, chegou a altura de renovar o repto aos leitores: na vossa opinião, o que irá passar-se com o campeonato português? Vêem alguma hipótese de a época 2019/2020 ainda ser cumprida? Admitem a realização de jogos à porta fechada? Em caso negativo, como deverá ser apurado o campeão? 

Joguem à bola, pá!

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Não perdemos, mas foi a pior exibição do Sporting esta época - exceptuando o jogo em Alverca, de péssima memória, que nos afastou da Taça.

O Rio Ave-Sporting terminou apenas com dez da nossa equipa em campo, devido à expulsão (mais uma) do capitão Coates, e um sofrido empate 1-1 graças a um penálti aos 84' bem convertido por Jovane, um dos raros que fugiram à mediocridade.

 

Para se perceber melhor como foi confrangedora a exibição dos pupilos de Silas, vou descrever aqui, detalhadamente, quatro minutos terríficos em que o onze das riscas horizontais - um Sporting quase irreconhecível - acabou por ser protagonista pelos piores motivos.

 

Minuto 2

Filipe Augusto faz um cruzamento longo, da ala direita, a variar o flanco ofensivo. Ristovski, na sua zona de cobertura, falha o tempo de salto permitindo a Al Musrati cruzar para a área. Piazón, totalmente solto à boca da baliza, mete-a lá dentro. Coates estava junto ao primeiro poste, no segundo não havia ninguém. O estático Eduardo Henrique deixou-se antecipar por dois rivais, que baralharam marcações, e Neto limitou-se a ver.

Não tinha ainda decorrido minuto e meio de jogo e já perdíamos em Vila do Conde.

 

Minuto 27

Bolasie, sentindo-se bloqueado na ala direita do nosso meio-campo, atrasa para Ristovski e este endossa a Coates, que lateraliza para Neto. Este tenta progredir mas prefere devolver ao uruguaio, que deixa em Eduardo, com Ristovski desmarcado lá adiante. O ex-Belenenses toca a bola para Idrissa Doumbia, que logo a devolve. Eduardo deposita-a então em Neto, que avança três ou quatro metros antes de deixar em Idrissa, que não tarda a passá-la a Coates, como se ela lhe queimasse as chuteiras. Sem progredir com a bola, o capitão toca-a para Eduardo, que dá para Idrissa. Este, sempre de costas para a baliza, deposita-a nos pés do uruguaio, que volta a tocar para Neto, que torna a despejar para Eduardo.

Com tudo isto passou um minuto inteirinho. O Sporting perdia por 0-1 e mostrava-se incapaz de avançar no terreno.

 

Minuto 34

Neto atrasa para Max, que entrega com o pé a Eduardo. Este, colocado no corredor central, toca para Ristovski, que a restitui ao guarda-redes. Max passa a bola a Neto, que volta a confiá-la à guarda de Eduardo. Incapaz de progredir, o médio que veio de Belém devolve-a a Neto, que a entrega a Camacho, entretanto recuado na ala esquerda. Camacho roda e repõe em Neto, que logo volta a depô-la em Max. O guardião toca para Eduardo, que trota uns metros com ela mas ainda na meia-lua do nosso meio-campo deposita-a nos pés de um adversário. Rápida ofensiva vilacondense conduzida por Nuno Santos, solto no lado esquerdo, com Ristovski perdido lá na frente e Wendel incapaz de fechar o corredor.

O Sporting continuava a perder, mostrando-se totalmente incapaz de uma atitude competitiva. Havia "posse de bola", sim, como Silas tanto gosta. Mas não servia para nada.

 

Minuto 76

O Sporting, ainda a perder, precisa de procurar o empate. Borja, junto à linha já no meio-campo adversário, não consegue melhor do que atrasar para Neto. Este lateraliza para Ristovski, colocado junto à linha divisória do terreno. O macedónio coloca em Wendel, que atrasa para Battaglia. O argentino passa a Borja, que atrasa para Neto, no nosso meio-campo defensivo. O português toca para Wendel, que logo a devolve. Depois coloca-a em Plata, que devolve também. Neto volta a pô-la em Wendel, que insiste em atrasá-la no corredor central, parecendo alheado de qualquer desígnio atacante. Metro a metro, a equipa vai recuando. Neto ensaia então um passe longo, esticando a bola para Sporar, que não consegue dominá-la.

Perdeu-se mais um minuto, perdeu-se mais um lance que se pretendia ofensivo.

 

Para mais tarde recordar

Lembro qual foi o onze inicial escolhido por Silas para este jogo: Max; Ristovski, Coates, Neto, Borja; Idrissa, Eduardo, Wendel; Camacho, Bolasie, Sporar.

Sete destes jogadores já foram contratados pela actual administração da SAD.

Entretanto, no reino do Leão...

joga-se para a Liga Europa.

A partida começa às 17:55 da próxima quinta-feira e é para ganhar. O momento da equipa é o que todos conhecemos. Face ao vazio deixado pelo silêncio institucional na sequência daquela que é globalmente aceite como a pior exibição da época, pergunto, sentimo-nos com vontade de não ficar em casa?

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Imagem, daqui.

Bilhetes à venda, aqui.

Ninguém acertou

A verdade é esta: houve muitos palpites, mas ninguém - mesmo ninguém - conseguiu adivinhar qual seria o onze que Marcel Keizer disporia em campo na Supertaça de má memória, disputada no passado domingo.

E não foi por falta de tentativas, como aqui se comprova.

O que talvez ajude a explicar como é que este triste Sporting do início da época 2019/2020 continua sem visível fio de jogo: custa muito antecipar o onze titular, que está longe de se encontrar estabilizado a três dias do pontapé de saída do campeonato. O que vemos decorridos sete jogos, traduzidos em quatro empates e três derrotas? Uma equipa com notórias fragilidades defensivas, muitas lacunas de ordem táctica e deficiente condição física.

Nada auspicioso, convém reconhecer. Sem palas nos olhos nem a cabeça enterrada na areia.

Gosto pouco de me irritar com a bola

Por isso prescindi, há imenso tempo, de ver jogos de preparação do Sporting.

Uma alegriazinha ao menos, senhores, uma para amostra...

É altura de experiências, de testar várias opções, disso tudo e mais o que quiserem, mas por favor, àqueles que dirigem no banco e aos que estão no campo, lembrem-se de quem estão a representar e o que isso significa. Com todo o respeito pelos adversários, bastante mais modestos, que já defrontámos esta pré-época, que merda é esta?!

Varandas recebe apoio expressivo

O orçamento e o plano de actividades do Sporting para a temporada 2019/2020 foram esta tarde aprovados, por larga maioria, na assembleia geral convocada para o efeito, nos termos estatutários. Com 69% dos votos a favor e 31% contra.

Confortado com mais esta expressiva prova de confiança dos sócios na reunião magna realizada no Pavilhão João Rocha, Frederico Varandas reúne todas as condições para continuar a exercer o mandato que os sportinguistas lhe outorgaram a 8 de Setembro de 2018. O caminho faz-se caminhando.

Sporting 2019-2020 - Algumas ideias para debate

Acabada que foi com relativo grande sucesso a presente época, com um treinador estabilizado e mais adaptado à realidade portuguesa à frente da equipa, que Sporting vamos ter para enfrentar a época que se aproxima, desde logo para ganhar a Supertaça em Agosto?

Algumas ideias sobre o que penso que deveria ser a construção do plantel:

1. Garantir a continuidade dos craques. Temos cinco: Coates, Mathieu, Acuña, Bas Dost e Bruno Fernandes. O último já se percebeu que está de malas aviadas para o futebol inglês, logo se verá para onde. Sobram quatro que não devem mesmo sair porque, por muito caros que sejam, contratar iguais ou melhores ainda mais caro vai ser.

2. Limpar o entulho, jogadores que passaram ao lado da titularidade ou fora do prazo de validade. O Pedro Correia já comentou o assunto, dos que começaram a época, Salin, B. Gaspar, A. Pinto, Jefferson, Lumor, Misic, Petrovic, Diaby, F. Geraldes, Mané e Matheus Pereira podem sair com algum encaixe financeiro. Iuri Medeiros também. Mesmo Battaglia poderá sair porque já tem 27 anos e vai ter uma temporada de recuperação da grave lesão que sofreu. 20 ou 30 M€ no conjunto? Ou mais?

3. Recuperar os jogadores emprestados que mais se distinguiram e que merecem uma nova oportunidade. Mama Baldé, Gelson Dala,  Ivanildo, Domingos Duarte.

4. Recuperar jogadores que custaram bem caro, que se tresmalharam nos empréstimos para uma nova oportunidade. Por exemplo, "el loco" Alan Ruiz: se calhar valerá a pena arriscar no rapaz porque como está não interessa a ninguém. A mesma coisa se aplica a Ryan Gauld.

5. Manter quatro ou cinco dos melhores sub-23 no plantel em posições onde possam ter oportunidades, emprestar para rodar os restantes. Max, Miguel Luís, Jovane, mais um ou outro, entre Daniel Bragança, Thierry Correia, Pedro Mendes ou Pedro Marques.

6. Contratar bons jogadores para as posições mais carenciadas: defesa direito, defesa esquerdo, médio ofensivo, avançado rompedor. Que tragam peso, altura, jogo de cabeça, capacidade de centro e remate ao plantel.

Seria então um plantel do tipo:

GR: Renan, Max, Aquisição1

DD: Aquisição2, Ristovski

DE: Borja, Aquisição3

DC: Coates, Mathieu, Neto, Ilori e Ivanildo

MC: Doumbia, Gudelj, Eduardo, M. Luis, Wendel

MO: Aquisição4, Ryan Gauld, Alan Ruiz

Int/Ext: Acuña, Raphinha, Jovane, Plata, Mama Baldé

Avançados: Bas Dost, Luiz Phellype, Gelson Dala, Vietto, Aquisição5 

Teríamos aqui um plantel de 30 jogadores, com 7 que passaram pela Academia, a tal quota que tenho referido.

Que vos parece?

SL

Precisamos de um novo Leonardo Jardim

960.jpg

 

 

Leio na imprensa notícias que nada me tranquilizam. 

 

Primeira: Bas Dost «pode sair no Verão», o que é desde já justificado com a intenção de «baixar a massa salarial do plantel». O mesmo argumento que levou a estrutura directiva da SAD a despachar Nani e a enxotar Montero, duas referências na linha avançada do Sporting - com o consequente reflexo nas exibições da equipa, que têm piorado de então para cá, como se viu no frustrante desafio em casa frente ao Santa Clara, em que acabámos o jogo na retranca, defendendo aflitos o magro resultado por 1-0, enquanto centenas de adeptos abandonavam o estádio antes do apito final.

 

Segunda: pode celebrar-se mesmo um acordo extrajudicial para pôr fim ao conflito com o Atlético de Madrid, que nos furtou Gelson Martins. Esse acordo, segundo já foi soprado para a imprensa, incidirá em valores inferiores aos 22 milhões de euros mais cerca de 10 milhões adicionais por objectivos que Sousa Cintra rejeitou em Julho. E muito abaixo dos 105 milhões que reclamamos a título de indemnização junto do Tribunal Arbitral do Desporto.

 

Terceira: Para baixar consideravelmente o que nos deve por Gelson, o clube colchonero pretende impingir-nos dois jogadores de duvidoso mérito. Refiro-me ao ex-vimarenense Bernard, que teve uma carreira medíocre desde que rumou a Madrid, tem jogado por empréstimo no Kayserispor da Turquia e se encontra lesionado. E ao argentino Vietto, que nunca foi opção para o seu compatriota Diego Simeone, actuando agora emprestado ao Fulham: no clube inglês não devem estar muito satisfeitos com o desempenho deste avançado, que só marcou um golo em 22 jogos nesta temporada.

 

Enfim, tudo isto me transmite a sensação de que andamos aos saldos. Continuando a preferir frouxas opções estrangeiras enquanto a anunciada aposta na formação é adiada para as calendas e os poucos jogadores que ainda atraem adeptos ao nosso estádio são empurrados para a porta de saída. 

Oxalá me engane, mas não consigo vislumbrar nada de positivo nesta estratégia de aceitar trocos e jogadores que nada acrescentam em qualidade ao plantel leonino pelo resgate de um internacional português formado no Sporting que nos foi surripiado por um dos principais emblemas do futebol espanhol.

 

Recomendaria o regresso ao espírito da temporada 2013/2014: se não há dinheiro, recorre-se à prata da casa. Frederico Varandas acompanhou-a in loco, de fio a pavio, como director clínico. Para isso, como ele bem sabe, há que apostar num treinador jovem, competente, motivador, ambicioso e profundo conhecedor do futebol português.

Precisamos de um novo Leonardo Jardim: esse será o nosso principal reforço para a próxima época.

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