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És a nossa Fé!

Wendel, o mais valorizado

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Perguntei há dias aos nossos leitores quais foram os jogadores que terão sido mais valorizados desde a chegada de Marcel Keizer ao Sporting. Houve muitas e variadas respostas: registei todas com agrado.

Chegou o momento de revelar que jogadores foram esses. Fica a tabela com as pontuações obtidas, sabendo-se que os leitores podiam mencionar quantos entendessem. 

 

Wendel                  16 

Luiz Phellype        12

Bruno Fernandes  9

Renan                      7

Gudelj                      6

Raphinha                 5

Acuña                       4

Diaby                        4

Ristvoski                   3

Borja                         2

Idrissa                       2

Coates                      1

Mathieu                    1

 

Principal omissão, também com algum significado: Bas Dost. 

Outros jogadores que não mereceram referência alguma dos leitores: Salin, Bruno Gaspar, André Pinto, Jefferson, Petrovic, Miguel Luís, Francisco Geraldes e Jovane. Por terem sido pouco utilizados ou terem ficado aquém das expectativas.

Há ainda o caso específico de Battaglia, que se lesionou gravemente no início da época e não chegou a actuar às ordens do técnico holandês.

Irritações

Tivessemos nós ido à Luz, ontem, com um sector defensivo e talvez tivéssemos ganho o jogo.

Mas também podíamos ter levado o sector ofensivo e talvez conseguíssemos trazer de lá uma vitória.

Bom, podíamos também ter levado o meio-campo, mas como só levámos meio, ele marcou um golo(aço!), mas não chegou.

Nada a dizer quanto à rotação efectuada por Keizer, era o que se vinha a impor e o que vínhamos aqui defendendo, "escribas" e comentadores, mas o sector onde mais dificuldades e deficiências temos, apesar de 50% alterado, continuou a enterrar a equipa. Claro que a culpa não é exclusivamente da defesa, aqueles que estão imediatamente antes, concretamente Gudelj, voltaram a fazer um jogo miserável e por conseguinte a roubar energias a Bruno Fernandes, que é o abono de família desta equipa, para a missão que lhe estará destinada, que é municiar os colegas da frente. E mesmo tendo que ter um olho no "burro", BF não deixa de dar a melhor atenção ao "cigano" e lá à frente foram aparecendo bolas suficientes para que os colegas fizessem o gosto ao pé, mas, incompetentes, falharam pelo menos dois golos cantados (Wendel) e teve que ser ele, com um pontapé canhão, a fazer a redondinha beijar o véu da noiva..

Em conclusão, Gaspar é uma nódoa, Coates está à beira da exaustão física, Ilori não me parece ser aquilo que precisávamos e Borja deixou bons apontamentos; Apesar de o segundo golo do adversário ter sido pelo seu lado, o portão foi escancarado por Gaspar e nenhum dos centrais, concretamente Ilori, que teve uma eternidade para pensar, afastou a bola.

Já falei de Gudelj, referir o seu nome de novo é dar-lhe a importância que ele não tem na equipa. 

Neste jogo em que apesar de o adversário ter falhado, também ele, pelo menos dois golos feitos, teria bastado um mínimo de competência para trazermos um resultado positivo da Luz e lavado a alma da humilhação caseira, três dias antes. Como diz Bruno Fernandes, "cada um tem que pensar muito bem no que anda ali a fazer". Isto vale para toda a estrutura, de cima abaixo, que ou há empenhamento, ou comem todos.

Salvaram-se BF, obviamente, o único cronicamente inconformado (falha muitos passes, desposiciona-se bastas vezes, mas se um dia estiver em campo unicamente para a sua missão será um caso sério de competência) e Acuña e apesar de tudo Coates, que infelizmente tem andado muito mal acompanhado.

A segunda mão será no início de Abril. A esperança é que a equipa encarilhe até lá e consiga ir à final. Com ou sem Keizer... 

A manta é curta... e quando tapa a cabeça, destapa os pés. (Parte 2)

Em 18/12/2018 dizia eu o seguinte:

 

"Quantidade de qualidade é o que falta ao plantel do Sporting esta época, e que está na raiz dos altos e baixos a que vimos assistindo. Problema esse agravado pelas lesões, se calhar muitas delas derivadas da indigente pré-época que tivemos. Peseiro pagou a factura, Keizer já veio de mansinho deixar o aviso à navegação.

 

Dividindo o plantel em quatro grupos, os "Bons", aqueles que fazem quase sempre a diferença, os craques, os "Suficientes", que justificam plenamente o lugar que ocupam e que fazem a diferença de vez em quando, os "Insuficientes", que por muito esforçados que sejam estão aquém das necessidades, e os "Maus", que estão a fazer número e que nunca se percebeu porque ali foram parar, se por miopia ou comixão, temos o seguinte:

Bons (21%): Acuña, Coates, Mathieu, Nani, Bas Dost, B. Fernandes

Suficientes (36%): Renan, Salin, M.Luís, Jovane, Montero, Raphinha, Gudelj, Diaby, Battaglia, Wendel

Insuficientes (25%): B. Gaspar, Ristkovski, Jefferson, B. César, A. Pinto, Petrovic, Mané

Maus (18%): Viviano, Marcelo, Lumor, Misic, Castaignos

Ora facilmente se constata que pouco mais de metade do plantel reúne condições para ajudar o Sporting a conquistar títulos, todo o restante muito precisa de melhorar ou então ser substituído.

 

Por outro lado, e quanto à origem temos o seguinte:

Da formação:  4

Portugueses contratados: 3

Europeus: 9

Africanos: 2

Sul-americanos: 10

Ou seja, o plantel é dominado por uma verdadeira legião estrangeira (75%), sendo a parcela da formação diminuta. Também aqui o desequilíbrio é gritante.

 

Sendo assim, parece realmente que as expectativas criadas na cabeça de alguns pelos últimos resultados são exageradas, o próprio modelo de jogo desgasta e cria condições para lesões e baixas de forma, e o plantel tem de levar uma volta importante em Janeiro para que possa corresponder às necessidades do Sporting.

Alguns pontos que acho essenciais para essa volta:

1. Despachar pelo menos meia dúzia de estrangeiros que nada acrescentam.  

2. Aumentar a quota dos craques, indo buscar dois ou três jogadores de eleição, altos e pesados, que levezinhos já temos muitos, um defesa direito tipo Mathieu, um trinco tipo William/Danilo e um ponta de lança móvel tipo Slimani.

3. Aumentar a quota da formação, do ADN do Sporting, fazendo regressar jogadores como Adrien e/ou F.Geraldes e/ou Matheus e promovendo jogadores como B.Paz e/ou Thierry.

4. Aumentar a quota dos portugueses contratados, contratando um ou outro rapaz com talento e raça que se tenha destacado nas selecções, como Eustáquio.

 

Até lá temos que ter alguma calma, acho eu, e sempre e em todas as situações, apoiar a equipa e deixar o assobio em casa.

SL "

 

Este post, em que sublinhei algumas frases, foi amplamente debatido no blog, várias pessoas criticaram a classificação, uns pelas designações utilizadas, outros entendendo que tinha sido injusto com um ou outro, A.Pinto à cabeça.

 

Passados quase 2 meses, muitos jogos incluindo Porto, Braga e Benfica (2), uma Taça da Liga ganha (convém não esquecer, por pouco importante que seja a competição) que dizer da classificação e da reestruturação do plantel efectuada ?

 

1. Os Bons (6) continuam bons e continuam lá, mas Mathieu e Nani andam presos por arames e Acuna estará de saida.

2. Os Suficientes (10) continuam suficientes e continuam lá, pese as lesões, uma ou outra exibição menos conseguida ou estarem a jogar claramente fora do seu lugar (Gudelj).

3. Dos Insuficientes (7), 2 sairam e os outros se calhar deviam ter saído também, muitos directamente associados aos golos sofridos e às derrotas do clube. B.Gaspar e A.Pinto no topo. 

4. Os Maus (5)  sairam todos, um para os sub-23.

 

Quanto aos pontos que elencava para a volta necessária no plantel:

 

1. Despachar pelo menos meia dúzia de estrangeiros que nada acrescentam. Foram despachados exactamente 6, 1 para os sub-23.

2. Aumentar a quota dos craques, indo buscar dois ou três jogadores de eleição, altos e pesados, que levezinhos já temos muitos, um defesa direito tipo Mathieu, um trinco tipo William/Danilo e um ponta de lança móvel tipo Slimani. Nada de nada e estamos na iminência de perder Acuña.

3. Aumentar a quota da formação, do ADN do Sporting, fazendo regressar jogadores como Adrien e/ou F.Geraldes e/ou Matheus e promovendo jogadores como B.Paz e/ou Thierry. Vieram Ilori e Geraldes, mas M.Luis deixou de jogar.

4. Aumentar a quota dos portugueses contratados, contratando um ou outro rapaz com talento e raça que se tenha destacado nas selecções, como Eustáquio. Nada de nada.

 

E vieram Doumbia, Luiz Phellipe, Borja e Plata, se calhar para a classe dos Suficientes, ainda é muito cedo para dizer alguma coisa.

 

Resumindo e concluindo, saindo Acuña a manta corre o risco ficar ainda mais curta e vai ser difícil escapar ao 4º lugar na Liga, eliminação na Taça e eliminação numa das eliminatórias seguintes da Liga Europa. E Keizer corre o risco de ter uma passagem "à Vercauteren" pelo Sporting Clube de Portugal. Obviamente espero que esteja redondamente enganado.

 

Não estou com isto a desancar Varandas e as contratações de inverno, parte do trabalho ficou feito. Como dizia o Luís Duque "tragam-me o livro de cheques e a vassoura e eu resolvo o problema", e o livro de cheques ficou perdido algures no assalto terrorista de Alcochete e na actuação alucinada do destituido até ao último dia em que se manteve entricheirado em Alvalade. 

 

SL

Sob Suspeita

Na série Sob Suspeita (talvez a minha preferida de sempre) existia uma Machine que prevenia crimes violentos. Nalguns momentos de apuro, a Máquina simulava os diversos cenários de saída, graduando a probabilidade de êxito de cada um, para melhor aconselhar os passos a seguir do protagonista em causa.

No passado sábado, houve uma Máquina que terá feito o mesmo trabalho a Marcel Keizer quando o encontro se aproximava para o fim.

Os cenários eram vários, incluindo:

- arriscar tudo e acabar o jogo a 5 pontos;

- arriscar tudo e acabar o jogo a 8 pontos;

- arriscar qb e acabar o jogo a 8 pontos;

- arriscar tudo e acabar o jogo a 11 pontos;

- etc.

Desde logo, pelo sentido do jogo e, sobretudo, pela qualidade do oponente, parece-me que o primeiro cenário era o menos provável de todos.

Seja como for, a posição do treinador não era fácil. Fosse qual fosse a opção, dificilmente se livraria de críticas.

Todos gostaríamos de ver o Sporting arriscar com tudo, mas a atitude de peito cheio não pode, nem deve ser a mesma a 17 jornadas do fim, como é quando faltam 5 ou menos jornadas para o termo do campeonato.

A verdade é que ficar a 11 pontos do Porto seria demolidor para a moral das tropas. Por muito que queiramos apontar o 2º lugar como objectivo, temos de entrar jornada a jornada com o 1º lugar na ambição, senão então aí é que nunca chegaremos ao 2º lugar.

Não quero com isto dizer que 8 pontos de distância do Porto seja animador, porque não é, mas permite, em todo o caso, acalentar alguma esperança no arranque da 2ª volta.

Isto é que é a Espanha?

Desde os meus sete anos que passo as minhas férias (agora muito menos que os três meses de antigamente, quando as férias eram grandes) em Cabanas de Tavira. Entretanto cresci e tive filhos e por lá continuo religiosamente todos os verões e outras alturas, que por lá tenho família (já ouviram falar no "Ideal"?). O meu filho mais velho, que fará 35 anos no próximo dia 23, teria à volta dos quatro, cinco anos e era um verdadeiro "índio". Eu e a mãe encontrámos uma forma de evitar que o terror grassasse na ilha junto dos outros, na altura poucos, banhistas. "Portas-te bem e levamos-te a Espanha". Era uma chantagenzinha sem qualquer intenção de ser cumprida, mas um dia ele exigiu! E como era justo,  lá fomos fazer os poucos quilómetros até Vila Real de Santo António e lá esperámos na fila para o ferry (a ponte é posterior), eu munido da minha "Caderneta Militar" (realmente, a gente vivia na pré-história) para ter autorização para sair do país e lá embarcámos nós e o carro (um Opel Corsa, se a memória me não falha) com azimute para Ayamonte.

Quem já fez o percurso, sabe que é relativamente rápido e sabe onde atraca o barco e onde se estaciona. A travessia foi uma animação, é fácil de perceber, mas depois de saírmos do ferry e de estacionarmos, a mãe diz-lhe: "pronto, filho, 'tás a ver, estamos em Espanha". E o Tiago, do "alto" dos seus quatro ou cinco anos respondeu-lhe, indignadíssimo: "isto é que é a Espanha?!".

O que tem isto a ver com o jogo de hoje? Nada. Apenas que se o meu filho Tiago lá estivesse perguntaria com o mesmo tom, talvez não indignadíssimo, mas mais para aquilo que é hoje a sua forma de estar, em tom jocoso, "isto é que é o Porto?".

Responda quem souber

Garantem-me que José Peseiro exigiu à administração da SAD leonina, como reforços de Inverno, um defesa central, um lateral esquerdo e um avançado.

Cada vez percebo menos. Se detectou estas lacunas no plantel, por que motivo o treinador terá autorizado os empréstimos de Demiral e Domingos Duarte em simultâneo? E porque deixou sair Gelson Dala, também por empréstimo, para o Rio Ave? E porque terá vetado o regresso de Fábio Coentrão?

Dado o contexto, estas perguntas impõem-se. Responda quem souber.

Armas e viscondes assinalados: Haraquíri perante o samurai do Barlavento

Portimonense 4 - Sporting 2

Liga NOS  - 7.ª Jornada

7 de Outubro de 2018

 

Salin (2,0)

Noite de extrema desgraça para o guarda-redes francês, até agora titular acidental do Sporting. Pouco fez para evitar o 1-0 e melhor seria se nada tivesse feito para tentar evitar o 2-0, primeiro dos dois golos com que o japonês Nakajima (também autor de duas assistências) destroçou os leões. Salin embateu de forma violenta com a cabeça no poste e saiu de maca, directo para o hospital. Que as consequências sejam menos graves do que aparentam e que a recuperação seja rápida.

 

Ristovski (1,0)

Nada de positivo fez no ataque e a defender tornou-se presa fácil para Nakajima e para Manafá, que ainda há pouco tempo era suplente na equipa B do Sporting. Parece impossível, mas fez com que os adeptos sentissem falta de Bruno Gaspar. Ou de figuras de papelão com o rosto de Piccini ou de Schelotto.

 

Coates (2,5)

No lance do 1-0 ficou mal na fotografia, permitindo a Manafá rematar pelo meio das pernas, e a noite do seu 28.° aniversário fica manchada pela inaudita hecatombe leonina. A seu favor, o verdadeiramente importante (a forma como socorreu de imediato Salin ao ver o estado em que o colega ficara) e o tardio golo de cabeça (já estivera perto disso na primeira parte) que pôs o resultado em 3-2 e permitiu sonhar com o empate ou até com a reviravolta. Mas sempre que o uruguaio é chamado a fazer de ponta de lança - acontecia muito na fase senil do jorgejesuísmo e também sucede na fase inqualificável do peseirismo - coloca-se aquele problema que os físicos designam por impossibilidade de um futebolista ocupar duas posições no terreno ao mesmo tempo.

 

André Pinto (2,0)

Longe de ter cometido os piores erros defensivos, também nada de bom trouxe para juntar ao currículo na aziaga deslocação ao Algarve. O próximo jogo do Sporting será contra o Arsenal, daqui a duas semanas e meia, e é possível que Mathieu já esteja recuperado. 

 

Acuña (2,0)

O extremo portimonense Tabata fez literalmente o que quis dele numa primeira parte em que nada lhe correu bem. Depois de ambos serem amarelados, na sequência de uma rixa junto à bandeirola de canto, libertou-se mais e conseguiu fazer a arrancada que culminou no primeiro golo do Sporting.

 

Battaglia (2,0)

Pouco mais ofereceu do que algum poder de choque, sem demonstrar ter as baterias recarregadas depois de ser poupado aos últimos jogos. Na construção de jogo levou a que os adeptos sentissem falta de William Carvalho e, no limite, até de Petrovic.

 

Gudelj (1,5)

Deu-se pela sua presença em campo a meio da segunda parte, quando teve a hipótese de fazer o 2-2, beneficiando de uma sequência sobrenatural de ressaltos, e em vez disso rematou contra a cara do guarda-redes. Chegou a temer-se pela saúde do agredido, mas até ao apito final este foi espectador privilegiado da incapacidade do duplo pivot do meio-campo leonino para construir jogo e para suster contra-ataques dos seus colegas.

 

Bruno Fernandes (2,0)

Melhorou na segunda parte, ao assumir a esquerda, sem que os deuses responsáveis pela trajectória das bolas rematadas de longe se tenham reconciliado consigo. Talvez não fosse má ideia fugir à convocatória de Fernando Santos e aproveitar as próximas semanas para fazer terapia regressiva. Até à época passada, de preferência.

 

Raphinha (1,5)

Foi uma sombra do extremo decisivo que tem feito sonhar os adeptos e faz salivar os entusiastas de História Alternativa que adivinham o que teria sucedido na época passada se tivesse sido ele a chegar em Janeiro em vez de Rúben Ribeiro. Saiu lesionado ao intervalo, abrindo caminho para o único verde e branco com nota positiva. Que volte depressa e bem.

 

Jovane Cabral (1,0)

Mais uma vez ficou provado que o ainda apenas cabo-verdiano é o tipo de profissional que trabalha melhor com prazos apertados. A titularidade parece não lhe assentar bem nos ombros e os demasiados minutos que esteve em campo foram uma sucessão de disparates para mais tarde recordar. Pior de todos: o remate para as bancadas, tendo a baliza aberta, desperdiçando o melhor cruzamento de Bruno Fernandes.

 

Montero (2,0)

Perdido entre os centrais e rodeado de gente desinspirada por todos os lados, esteve no sítio certo à hora certa na jogada em que assinou o 2-1. O resto da noite foi uma caça aos gambozinos.

 

Renan Ribeiro (1,5)

Estreou-se na equipa devido à lesão de Salin, pouco antes do intervalo. Na segunda parte sofreu dois golos, sem grandes culpas e também sem qualquer intervenção relevante. Talvez tenhamos chegado ao momento de apurar se Viviano é mais do que um sósia de actor de filmes pornográficos ou de apostar de uma vez por todas no jovem Luís Maximiano.

 

Nani (3,0)

Entrou ao intervalo e terminou o jogo com duas assistências para golo, numa jogada de insistência dentro da grande área e num cruzamento em que ludibriou o defesa que o tentava marcar. Nem sempre conseguiu ser o patrão que o meio-campo necessitava, mas foi o único a cumprir com o que se espera de um jogador do Sporting.

 

Diaby (1,0)

Foi tão nulo em 15 minutos quanto Ristovski no jogo inteiro. Na retina ficou apenas uma queda na grande área adversária. Desafio de História Alternativa: e se Marcelo tivesse entrado em vez do avançado maliano, ficando Coates fixo no ataque sem desguarnecer a defesa?

 

José Peseiro (1,0)

Mais um marco histórico ao comando do Sporting, pois sofrer quatro golos do lanterna vermelha não é para qualquer um. Conseguiu não perceber que o duplo pivot do meio-campo foi incapaz ao longo de todo o jogo e das suas declarações depois do desaire não se denota consciência da gravidade daquilo que sucedeu. A seu favor só a pausa nas competições que poderá devolver-lhe Bas Dost e Mathieu. E o elevado salário que torna José Mourinho e Leonardo Jardim sonhos impossíveis.

Até agora

Seis jogos disputados até agora em três competições nesta temporada oficial, sob o comando de José Peseiro.

Cinco vitórias, um empate - na Luz.

Doze golos marcados e quatro sofridos.

 

Registo:

Moreirense, 1 - Sporting, 3 (campeonato)

Sporting, 2 - V. Setúbal, 1 (campeonato)

Benfica, 1 - Sporting, 1 (campeonato)

Sporting, 1 - Feirense, 0 (campeonato)

Sporting, 3 - Marítimo, 1 (Taça da Liga)

Sporting, 2 - Qarabag, 0 (Liga Europa)

 

O caminho faz-se caminhando.

Se a coisa começar mal

Já há desculpa.

Diz o CM que os jogadores que rescindiram e que regressaram, mais o Acuña, estão preocupados com o hipotético regresso de Bruno de Carvalho ao clube.

Esta notícia traz a novidade interessante de não haver cláusula "anti-Bruno" nos contratos dos regressados, o que, a ser verdade, marca pontos a favor de Sousa Cintra. O CM já sabe que a lista de Bruno de Carvalho não será aprovada, o que não é grande furo porque até eu sei que não, mas que a simples aceitação da candidatura está a gerar instabilidade no plantel.

Ó senhores, a sério?

Gostei. Não gostei

Gostei de ver a bola rolar de novo em Alvalade.

Gostei da apresentação.

Gostei dos aplausos aos regressados. Bas Dost merecia-os, mesmo tendo-se ficado pela rescisão. Há que sarar as feridas.

Gostei do jogo, apesar de tudo, contra um adversário daqueles que não é carne nem peixe (nem é bom, nem é mau, antes pelo contrário).

 

Não gostei de não ter visto Xico Geraldes integrado na equipa.

Não gostei que não fossem dispensados os mesmos aplausos aos que ficaram, que aos que rescindiram e voltaram.

Não gostei de ver a braçadeira de capitão em Bruno Fernandes.

Não gostei do frango do Viviano, quase ao nível do frango de Patrício na última jornada da época anterior.

Não gostei da feira de vaidades no camarote presidencial, exalava um cheiro característico.

 

Por fim, fiquei intrigado com a passividade da curva sul, apesar de algumas mensagens, que até pareceram encomendadas, não fosse alguém reparar na falta de crítica.

 

Que role a bola, mas parece-me que até 8 de Setembro vai saltitar muito...

 

Começa a época

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Começou a época. Mais do que nunca é caso para dizer "até que enfim!", tamanho o desatino passado. Há que reconstruir. Vi pouco (e mal) o jogo, num restaurante, pelo topo do olho. E será pouco significativo, o realmente relevante é ter sido o "primeiro dia da nossa vida".

Neste começo de 2018/19 apenas um apontamento, na sequência de críticas à constituição do plantel e aos percursos recentes dos jogadores. Houve uma séria ruptura entre jogadores e clube. Nove rescisões e uma outra, anunciada mas nunca cumprida. Após este malvado defeso o que se vê? Acuña afinal não rescindiu, Battaglia regressa (e estes tinham sido particularmente visados pela grupo avançado do esgoto claqueiro), Bas Dost regressa, Bruno regressa. Quem não regressa? Rui Patrício, William, Gelson, Podence, e, até ver, Rafael Leão (e Ruben Ribeiro, uma patetice de Jorge Jesus, e que presumo que ninguém se importe que vá jogar para a Ásia turca). Todos da formação. Ao mesmo tempo sai um punhado de jogadores também da casa (Geraldes, Domingos Duarte, Palhinha, como antes Tobias Figueiredo, etc.) como outros ainda virão a sair (estou certo que Mané não fará o ano no clube).

Cada um destes jogadores é um caso próprio, desde a expectativa de tentar outros campeonatos à tentativa de encontrar um rumo positivo à carreira. Mas há esta óbvia coincidência. Os jogadores que não regressaram ao clube são os que foram formados no clube; e os jovens (enfim, aos 23 anos um jogador de futebol não é um "jovem") da formação não ficam no clube. Há gente que vem dizer que a culpa é dos jogadores, da "falta de valores" e patacoadas dessas. Uma enxurrada destas mostra o óbvio: os jogadores da casa querem partir, os jogadores vindos de fora querem ficar. Isto mostra uma coisa óbvia: os da casa são pior tratados no clube do que os jogadores que chegam de fora. Não há como enganar, esta é a escancarada verdade.

Para um clube que se vangloria da sua "formação", da sua "academia" e que tem tantos constrangimentos financeiros, esta situação é completamente esquizofrénica. Muito se terá devido a estes últimos anos do projecto "Jesus", avesso a jovens da casa - Jesus merece muitos créditos, e acima de tudo pela forma heróica como sustentou o plantel sob o execrável Bruno de Carvalho e a sua turba de infectos adeptos. Mas o seu projecto no clube estava esgotado. Mas a situação não se reduz a isso, decerto que há muito para mudar na cultura organizacional do futebol profissional para evitar este desequilíbrio.

Vamos lá a ver se a saúde psicológica regressa ao clube. Sem presidentes demenciais, adeptos patológicos. E sem políticas esquizofrénicas de gestão de plantéis. Isto está tudo ligado.

 

Nova época, novos desafios!

No próximo sábado regressarei a Alvalade, se tudo correr a preceito, para a apresentação do plantel leonino para a próxima época. Não é que tenha rescindido com o clube, mas reconheço que estive muuuuuuuito perto!

Após uma final de época de 2017/2018 e um defeso que não desejo ao meu maior inimigo, eis-me mais ou menos preparado para aplaudir, repito e sublinho aplaudir, o novo Sporting.

Mesmo que alguns dos reforços deste ano sejam… os jogadores do ano passado. Pasme-se!

Ora bem, todos temos consciência que os acontecimentos de Maio passado alteraram, e de que maneira, a visão que muitos de nós, sportinguistas, tínhamos do clube. A verdade é que naquele fatídico dia 15 de Maio aconteceu algo na Academia que nunca deveria ter acontecido. Nunca!

Não conta agora para aqui saber quem foi o mandante ou mandantes, se foi premeditado ou não. O que retirei daquela imbecil violência é que todos estamos sujeitos a sermos vítimas involuntárias de gente sem escrúpulos.

Quanto ao plantel saúdo o regresso (sem nunca terem realmente partido!!!) de algumas figuras, caso de Bruno Fernandes e Bas Dost (já confirmadas), sendo que a minha apreensão, no que respeita ao treinador, mantém-se.

Perante as actuais premissas o que espero desta nova equipa para a próxima época?

Acima de tudo que lute, até ao último segundo, pela vitória. O jogo só termina quando o árbitro apita para tal. E isto serve para ganhar jogos atacando ou ganhar... defendendo. A competência tem de estar nos dois extremos.

Quanto a candidatos para o caneco, diria que temos de ser sempre candidatos… a ganhar o próximo jogo. E no final do campeonato far-se-ão as contas.

Termino com um veemente apelo aos adeptos sportinguistas:

- não apupem os jogadores, treinadores ou dirigentes do Sporting;

- não assobiem jogadas menos conseguidas dos jogadores leoninos.

A equipa necessita, essencialmente, de paz.

Sejamos todos nós, sócios e adeptos, a fornecer aos nossos atletas a serenidade necessária, para que possamos alcançar a Glória inscrita no nosso belo lema!

Renovação de contrato

2017-2018.png

Hoje, jornada final de campeonato, antes da final do Jamor, bem depois dos jogos com Barcelona, Juventus e, mais recentes, Atlético de Madrid, e claro que após os clássicos com Porto, Benfica e os jogos com o abnegado "europeu" Braga (uma vitória nos 12 jogos mais difíceis da época), hoje, dizia eu, joga-se o jogo mais importante da época, não só porque é o próximo, como manda a retórica militaresca em voga, mas por causa do acesso à liga dos campeões. Pelas suas repercussões económicas, pelas disponibilidades que permitirá na preparação do próximo ano. E pelo insucesso radical, desportivo e financeiro, que será desperdicar isso para o rival Benfica, que tão mal preparou esta época. E que ainda assim está neste "sprint" final, ombreando.

Há que ganhar ao Marítimo, um jogo de importância verdadeiramente histórica. Mas uma vitória a não esconder que, ainda que lembrando a excelência face ao hepta campeão italiano, a época futebolística tem sido cinzenta. Sobressaltada e engasgada. A partir de logo à noite, pelas 20 horas, e ainda que antes do Jamor, logo se poderá pensar com que ingredientes se poderá temperar a próxima época. Para mim há algo fundamental, é preciso renovar contrato, melhorando-lhe as condições, com o Q. B.

A ver se para o ano isto melhora. 

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