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És a nossa Fé!

Balanço (32)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2017/18, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

6 de Agosto (Aves, 0 - Sporting, 2): GELSON MARTINS

«Nova época com o talento de sempre. O extremo da nossa formação foi o melhor campo. Marcou os dois golos, aos 23' e aos 75', exibindo as qualidades a que nos habituou.»

 

11 de Agosto (Sporting, 1 - V. Setúbal, 0): MATHIEU

«Partida perfeita do internacional francês, que se afirma como um valor seguro no nosso eixo defensivo. Ao ponto de parecer já que faz parceria há longo tempo com Coates, seu companheiro naquela zona do terreno. Confiante, veloz, jogando sempre de cabeça levantada, transportou bem a bola a partir da defesa, abriu linhas de passe no momento ofensivo e nunca deixou desguarnecido o seu reduto, fazendo cortes oportunos aos 42', 67' e 78'. E aos 63' quase marcou, num pontapé acrobático, à ponta de lança.»

 

19 de Agosto (V. Guimarães, 0 - Sporting, 5): BRUNO FERNANDES

«Autor de dois golos à meia-distância, o primeiro marcado logo aos 3', o outro quando iam decorridos 60'. E ainda rematou à barra, aos 80'. Fez toda a diferença, desbloqueando a partida nos minutos iniciais e revelando-se fulcral na manobra ofensiva do nosso corredor central ao preencher da melhor maneira o espaço entre linhas. Foi a grande figura deste desafio, preponderante na construção do jogo leonino.»

 

27 de Agosto (Sporting, 2 - Estoril, 1): BRUNO FERNANDES

«Outra exibição soberba do nosso médio de ataque, coroada com um golo de fazer levantar o estádio na cobrança de um livre, iam decorridos 11'. Um golo de exemplar execução técnica - a ver e rever.»

 

8 de Setembro (Feirense, 2 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«No dia em que festeja o 23.º aniversário, o nosso médio mais avançado voltou a fazer uma grande exibição, revelando-se o melhor jogador em campo. Foi ele a dar o primeiro sinal de perigo, com um fortíssimo remate defendido in extremis pelo guarda-redes, aos 47'. Foi ele também a marcar o canto de que nasce o nosso primeiro golo (62'). Foi ele ainda a marcar o segundo, com um primoroso chapéu, indefensável.»

 

16 de Setembro (Sporting, 2 - Tondela, 0): BRUNO FERNANDES

«Outra excelente exibição do nosso médio ofensivo - talvez o mais vibrante jogador a actuar neste momento no campeonato português. Voto nele como melhor em campo. Não apenas pelo grande golo que marcou aos 72', num fortíssimo remate de meia-distância, mas por ter sido crucial na construção do nosso jogo ofensivo. Leva quatro jogos consecutivos a marcar.»

 

23 de Setembro (Moreirense, 1 - Sporting, 1): RUI PATRÍCIO

«Muito atento e oportuno a sair entre os postes, teve três boas defesas - uma das quais, aos 21', foi vital para evitar que a equipa da casa se adiantasse no marcador. Sem culpa no golo sofrido.»

 

1 de Outubro (Sporting, 0 - FC Porto, 0): RUI PATRÍCIO

«Desempenho irrepreensível do melhor guarda-redes português, único jogador leonino - a par de Mathieu - que esteve ao seu nível. Impediu pelo menos dois golos do FC Porto, um em cada parte. Foi o melhor jogador do Sporting neste desafio.»

 

22 de Outubro (Sporting, 5 - Chaves, 1): BAS DOST

«Regressámos às vitórias e também o nosso artilheiro - que estava sem marcar desde 8 de Setembro - regressou àquilo que melhor sabe fazer. Vinha com fome de baliza, saciada com três golos: o primeiro, aos 6', na sequência de um canto; o segundo, aos 15', coroando um excelente lance de contra-ataque; e o quinto, aos 75', também num ataque rápido e fulminante. Mas o holandês - o melhor em campo - não se limitou a marcar: foi dele a assistência para o quarto golo, aos 58', e é ele quem começa a construir o terceiro, aos 39'. Uma noite de gala.»

 

27 de Outubro (Rio Ave, 0 - Sporting, 1): RUI PATRÍCIO

«Devemos ao melhor guarda-redes português os três pontos que trazemos hoje de Vila do Conde. Rui Patrício, de longe o melhor jogador que actuou nesta partida, fez quatro enormes defesas a remates que levavam o selo de golo. Aos 32', 48', 84' e 90'. Passam os anos e ei-lo sempre a crescer de forma entre os postes, dando inegável segurança à equipa.»

 

5 de Novembro (Sporting, 2 - Braga, 2): BATTAGLIA

«Num jogo em que poucos jogadores do Sporting se destacaram pela positiva, o mais regular foi o médio argentino, que nunca virou a cara à luta e travou parte do ímpeto ofensivo dos bracarenses. Merecia ter sido mais acompanhado nesta batalha desigual.»

 

26 de Novembro (Paços de Ferreira, 1 - Sporting, 2): GELSON MARTINS

«Começou por partir os rins à defensiva adversária, incapaz de o travar senão em falta. Participou sempre com inegável generosidade no processo defensivo. Culminou a sua actuação com um grande golo, aos 75': recebeu bem a bola no centro da área, fez uma magnífica rotação para se libertar de marcação e disparou para a baliza. Foi o seu quarto golo nesta Liga - um golo decisivo, que nos valeu os três pontos.»

 

1 de Dezembro (Sporting, 1 - Belenense, 0): COATES

«Impecável a defender, formando uma sólida parceria com Mathieu, teve o mérito suplementar de procurar empurrar a equipa para a frente sempre que possível. Foi assim num lance individual ao cair do primeiro tempo, foi assim também na segunda parte, quando os assobios já ecoavam no estádio: o internacional uruguaio mostrou ser o mais inconformado. Grande corte aos 11'.»

 

9 de Dezembro (Boavista, 1 - Sporting, 3): MATHIEU

«Grande partida do central francês: também ele se mostrou imune à pressão psicológica que seria normal por ter marcado um autogolo frente ao Barcelona. Jogou e fez jogar. Participou na construção de dois golos leoninos - o segundo, ao rematar ao poste, incentivando a recarga de Bas Dost, e o terceiro, ao ganhar o lance de cabeça, assistindo o holandês. Bons cortes aos 30' e 73'.»

 

17 de Dezembro (Sporting, 2 - Portimonense, 0): PODENCE

«Protagonizou a primeira oportunidade de golo, logo aos 2'. Foi dele a assistência para o golo inaugural, aos 9', desenhando uma diagonal perfeita à qual Bruno Fernandes deu a melhor sequência. Autor de vários cruzamentos para as costas da defesa que levavam o selo de golo - aos 25', para a cabeça de Coates; aos 32', servindo Bas Dost; aos 40', assistindo um disparo de Piccini; aos 45', numa autêntica assistência escandalosamente desperdiçada pelo holandês; aos 52', num centro a régua e esquadro para Gelson; aos 63', isolando o mesmo colega. Saiu ovacionado, aos 67'.»

 

3 de Janeiro (Benfica, 1 - Sporting, 1): GELSON MARTINS

«Uma vez mais fez a diferença. Criou desequilíbrios, colocou a defesa contrária em sentido, venceu vários duelos individuais com Grimaldo. E demonstrou que vai ganhando faro de golo - hoje marcou o seu quinto no campeonato. Pena não ter marcado outro: teve oportunidade para isso aos 42', só com o guarda-redes pela frente.»

 

7 de Janeiro (Sporting, 5 - Marítimo, 0): BRUNO FERNANDES

«Não marcou mas esteve nos quatro golos leoninos. Aos 50' com um soberbo passe vertical isolando Bryan. Aos 74', rasgando a defesa contrária num centro a que bastou Dost encostar o pé. Aos 78', com um disparo fortíssimo para defesa incompleta do guarda-redes e consequente recarga do holandês. Aos 90'+2', com outro tiro de que resultou a recarga vitoriosa de Acuña.»

 

(Conclui amanhã)

Rescaldo neste fim de ciclo.

809.jpg

 

 

Já hoje de manhã o dissera, depois do jogo com o Marítimo pode-se fazer o rescaldo do ano. Dizer isso é afirmar sem rebuço que a Taça é relativamente insignificante. É a "festa do futebol", mas é mais uma sobrevivência de outros tempos, qual visita do circo na aldeia, quando os pequenos lugares tinham assim a oportunidade (sorteada) de receber os ídolos. Honestamente, em tempos de "live streaming", isso já é muito pouco relevante (e muito menos a taça da Liga). Principalmente para os "grandes clubes", os clubes nacionais, e seus adeptos. Estamos na via da globalização futebolística, há anos que se teme a enorme fractura que será a Liga Europeia, o fundamental é jogar o acesso à actual Liga dos Campeões, a qual, com toda a sua crescente disparidade, ainda é relativamente democrática. Relativamente, sublinho. Pois estar presente nela  é não cair na ... III divisão europeia. Este é o contexto do rescaldo, do hoje e do ano.

 

0. Antes de avançar uma nota sobre o quadro mental dos opinadores: leio aqui nos comentários que a equipa perdeu no Funchal e, nisso, o acesso à Liga dos Campeões porque os jogadores quiseram prejudicar o presidente. Comentar num blog, e escrever sobre futebol, não é muito importante, de facto é apenas um placebo que nos ajuda a julgarmo-nos vivos. Mas, ainda assim, convém ter algum tino quando se bota, o qual inexiste quando se pensa que um tipo como Piccini, mais ou menos suplente num médio clube espanhol que vem para o Sporting, onde se valoriza a ponto de ser anunciado o interesse dos grandes do seu país, de repente joga daquela péssima maneira para chatear o BdC; ou que Mathieu, saído sem particular glória do Barcelona para a quase reforma, vai perder a hipótese de prosseguir na liga celebrizada; ou Battaglia, que jogava no Chaves emprestado pelo Braga e que um ano depois já se fala como possível na selecção argentina?, ou Fábio, proscrito em Madrid,  a querer ter que para lá voltar sem qualquer sucesso de relevo, ainda para mais no clube de que é adepto?, ou Acuña, no seu primeiro ano de Europa, a deitar fora um apuramento para a Liga celebrizadora, devido a uma birra?; e etc. É certo que o Sporting jogou muito mal no Funchal, mas atribuir isso a uma má-vontade dos jogadores é estapafúrdio. E as pessoas deviam ter vergonha de opinarem em público de forma estapafúrdia (e é também por isso que tanto me desagrada este velho tique blogal do comentário anónimo. Pois quando as pessoas assinam dizem menos nulidades).

 

1. Este jogo foi o óbvio fim de ciclo de Jorge Jesus. Ele foi contratado por três anos - depois houve um alargamento do prazo contratual. O insucesso é visível. Reconfigurou o plantel à sua medida. E o Sporting tem um futebol limitado, nem atractivo nem vencedor. E deixou de apostar na formação, que era não só o ideário do clube como a perspectiva de salvaguarda económico-financeira. É significante ver que no último derbi com o Benfica quando se gizaram as substituições este lançou três opções que anunciavam rupturas (Salvio, Cervi, Jonas), incomparáveis com o tipo de capital humano que o Sporting tinha no banco. Isto num ano de grandes constrangimentos económicos na Luz e de evidentes erros na construção do plantel. O ciclo de Jesus acabou - eu escrevi-o num texto longo de 4 de Março, que parece tão longínquo tão demenciais foram os tempos que se seguiram. Até porque a relação com os adeptos está gasta, ele já não produzirá a crença em vitórias como o fez nos anos anteriores. Como eu dizia no início de Março, nem uma improvável vitória na Liga Europa comprovaria que o seu modelo (de jogo, de gestão de plantel) se adequa ao necessário para o futuro do clube. E depois há as trapalhadas em campo - hoje foram demasiadas - que maculam o necessário apreço dos adeptos pelo seu treinador. 

Ou seja, Jesus veio por três anos. Razões várias (comunicacionais, congregadoras) fizeram alargar o contrato. Mas elas pereceram. Está no tempo de partir. Ou será qual Wenger no Arsenal. Respeitado, porventura. Mas sofrido.

 

2. Os últimos dois meses (após o tal meu texto que refiro, Jorge Jesus para o futuro?) foram demenciais, devastando a relação do presidente com os jogadores e, decerto, poluindo a tida com o treinador. E alquebrando a quase unanimidade que BdC tinha na comunidade Sporting. Não vou chover no molhado, todos sabemos os inúmeros episódios. Mas, honestamente, este final é catastrófico, e mesmos os mais arreigados defensores do presidente têm que se interrogar. Na sequência destes eventos não é normal que o Senhor seu pai, habitualmente retirado da praça pública, tenha vindo criticar o treinador. Como também não é uma entrevista substantiva, neste contexto ainda para mais, na véspera do jogo decisivo.

Mas o fundamental é a ausência do presidente do jogo no Funchal. Note-se, se BdC fosse um presidente "presidencial", cultor da "gravitas", de uma pose eclética e distanciada, seria aceitável, ainda que algo excêntrico nas décadas que correm, que trocasse o jogo de futebol sénior fundamental para a próxima época por uma final de uma qualquer "modalidade", hóquei em campo, em patins, andebol de 7 ou de 11, natação sincronizada, dressage ...

Mas o futebol masculino sénior é o trampolim do clube, em torno do qual giram as finanças e as economias, e é o grande motor das paixões neste país futebolizado. E BdC foi desde o princípio disso participante, o presidente-adepto que ia para o banco. Incomparecer no jogo decisivo - não sendo por recomendação médica, dado o síndrome vertiginoso que o acometeu há algum tempo e que o impediu de voar - não provocou pior futebol na equipa. Mas mostra a ruptura do presidente com essa fundamental equipa do clube num  momento decisivo. Não há ruptura, dirão alguns. Mas a incomparência mostra-a ou, pelo menos, aparenta-a. É um desastre, em termos presidenciais. Mais um, nestes últimos péssimos meses. E, tal como acontece com JJ, também BdC não conseguirá criar o capital de crença que conseguiu em anos transactos. Por mais que "anime" as claques organizadas, que agite através das "modalidades". Agora já não chegará. É uma estratégia, mas será insuficiente. Por mais que custe a quem tanto creu, o ciclo de BdC também caminha, voa até, para o fim.

 

3. Plantel. O postal vai longo, não me alongarei. O plantel não é curto, é estreito. Escasseiam alternativas, inexistem agentes de rupturas. Seria precioso, será preciso, contratar para poder diversificar o jogo. E teremos a partida de alguns dos melhores jogadores. Com pecadilhos? Com toda a certeza. Mas que têm sido bons profissionais - não há notícias de problemas disciplinares no plantel, e JJ nunca foi conhecido por ser um deixa-andar. Como tal saídas que deveremos lamentar, pois enfraquecerão o plantel, e o seu capital simbólico, a tal "mística". Ora as últimas notícias mostram a realidade, um clube esmagado por constrangimentos económicos - tal como os rivais, mas estes, pelo menos, com o olho nas dezenas de milhões da liga campeã. E com o molde de JJ, com o seu particular filtro contratador, muito duvido que neste contexto se possa contratar a contento do treinador e de molde a "rejuvenescer" o plantel, tornando-o mais polivalente.

 

4. Enfim, para o ano vai ser muito difícil. Tudo parece pior do que para este ano se antevia. E com duas personalidades como JJ e BdC na frente do futebol, não há muito espaço para auto-críticas e mudanças de rumo. O descalabro anuncia-se. O que nos sobra é que no futebol (quase) nunca é como se previra.

Sporting 1 - Belenenses 0

Estádio muito cheio, claro, um dérbi, contra o 4º grande (ó Salvador, atenta bem nisto). Fui com o Miguel, meu afilhado, pastel. Aliás, ele e o cunhado dele, lagarto, levaram-me. É o 1º de Dezembro, cantou-se o hino, foi bonito e esteve bem. A sportinguista sentada exactamente à minha frente, acompanhada do seu pequenote e de uma amiga, é uma jovem senhora lindíssima, casaco branco cintado que lhe fica mais-que-bem, loura acobreada intensa - sim, intimidades que a vizinhança de bancada permite comprovar - que refulge. Raisparta, tivesse eu menos 20 anos (faria nada, claro, mas fica bem dizer isto) ... O Sporting é solidário e os nomes dos jogadores nas camisolas hoje estão em braille. O defesa do Beleneses quis ler o nome do Podence e foi penalti. Golo! Levanto-me e sento-me. Cabeceio na primeira parte - está visto, não devia ter bebido tantas imperiais com a entremeada debaixo do viaduto da segunda circular.  Ai que saudades, ai, ai, do nougat ao intervalo. E da queijadinha de Sintra. O meu querido pastel está há horas a chatear-me com o 1-3 do ano passado, que veio ver. E agora diz-me que os três golos (deles) foram "naquela baliza", a nossa da segunda parte. Joga-se. O casaco branco tão bem cintado agita-se, o cabelo ainda mais refulge. Os jogadores do Belenenses são rapazes jeitosos, esforçados, vindos do Atlético e do Oriental ("e do Olivais e Moscavide", completo), mas não jogam nada, já resmunga o referido pastel, ali ao meu lado. Cabeceio mais, acho que passo pelas brasas, estremunho-me com os assobios aos nossos, regresso ao sono, acho que um dos brunos (o carvalho?) falhou um golo, o brian também, que esse vi, mas mal, já por causa das ramelas. Saímos depressa, eles para um jantar, eu para o metro, para não ver o Porto-Benfica, antes do "até amanhã" o Miguel pede-me desculpa de me ter convidado para um jogo destes, eu respondo que o Sporting merecia ter empatado e que eles mereceram a derrota. Agora é ganhar ao Barça e ninguém nos segura até Kiev. Pois há quanto tempo não temos sorte? Daquela verdadeira sorte? Este Ano É Que É.

Um pequeno balanço até agora

Cada vez me convenço mais que o principal candidato é o Benfica. No futebol a que chegamos hoje, cheio de competições e selecções, os encarnados têm de longe mais soluções em todos os lugares, incluíndo jovens da B que podem subir se for preciso (veja-se este ótimo central que apareceu vindo do nada e que ainda nem teve direito à diarreia de manchetes). 
Para o Sporting lá chegar será necessário um nível de cuidado e concentração altíssimos, sendo que o VAR já nos está a ajudar. Ou, ao contrário, se não houvesse VAR já estaríamos provavelmente na conversa do pró ano é que é. 
Cada jogo é uma final, como se viu em Paços, mas em competição directa com Porto e Braga não conseguimos ganhar. A parte boa é que não perdemos. 
O verdadeiro campeonato começa em janeiro para os três grandes, com as dispensas e contratações (se houver $), e com a gestão física e consolidação das aquisições do início da temporada. 
É bom haver três equipas na competição pelo caneco e esperemos que no fim ganhe o Sporting, o clube que melhor esteve nas aquisições (sem que os críticos e jornais se lembrem disso porque tal implicaria elogiar BdC) e o clube mais favorecido pela existência de VAR (porque era o mais prejudicado pelo erro humano). Mais uma vez sem que os críticos e jornais se lembrem que o VAR foi cruzada de BdC (falando de presidentes de clubes). 
A grande figura do campeonato é para já Conceição, até pelo discurso e pela garra que transmite a todos. Mas é por iso quem tem mais a perder daqui em diante.
Quem tem mais a ganhar é Rui Vitória (porque é quem tem estado pior) e veremos se o Vieirismo o ajuda.
E quem está mais calminho, discreto e a recuperar Coentrão, Mathieu, a ensinar Battaglia e a formar Bruno Fernandes, é o nosso amadorense favorito. 
Como sempre, vivó Sporting e boas festas a todos!

Vudu

Ruiz.png

Esta coisa da reintegração do Bryan Ruiz deixa-me em pânico. Das duas uma: ou é para expulsar a malapata de há dois anos ou é para o homem continuar a funcionar como boneca de vudu. Nem sei o que faço se perdemos o campeonato outra vez por causa dele. Também não sei o que faço se o ganharmos por causa dele.

Este Ano É Que É!

O Jimmy Hagan, o do "no comments", foi campeão sem derrotas. E também o Vilas Boas, que agora anda na árvore das patacas. Mas até eles empataram.

 

A gente tem um bom plantel, "profundo", como se diz agora; houve belas contratações e bom saldo bancário, e tudo feito no tempo devido; não deixámos sair a torto e a direito, e ficou o Ruiz que devia ficar, que tão bom futebol mostrou no final da época passada, e o Iuri não foi lá para a Rússia, que tem muito para nos encantar; o JJ não foi para Paris, como "A Bola" tanto quis, e ainda bem, qu'é meio maluco mas sabe da poda; ganhámos os 6 jogos iniciais, coisa não vista há não sei quanto tempo, e melhor só o bom do grande Marinho Peres, no milénio passado; chegámos-nos (uff!!) à xampions: g'anda jogo em Bucareste e ainda melhor em Atenas; vêm aí os aviões Barça e Juve mas ... será que?, se jogarmos como em Madrid o ano passado porque não?, a equipa concentrada, bem rodada, esmifradinha até, se calhar até passamos; ou então, paciência, que eles também são gigantes, venha a liga Europa; e troféus são necessários, que andamos à míngua, e há muito, venha adi Lucílio e a Nacional (a última foi a do Iordanov, não foi?), e nessas até o filho do Bebeto ( do Romário, pá, ... não, do Bebeto) joga. Este ano é que é! Um gajo empata? É a desgraça, "eu bem dizia", "a mesma merda de sempre", o plantel é curto, estreito como o campo dos Cónegos, o Jesus afinal é Judas ("sempre me pareceu, o gajo a mim nunca me enganou"), o Doumbia é dúbio, o Bas Dost é pior que o Maniche, o original, o Toscanini é tosco, o Mateus é velho, o Battaglia não ganha guerras, o Gelson já se julga Figo, e o pior de tudo é o Bruno, o César que já não pode, o Carvalho que é uma besta, e o Fernandes que se esconde. Ontem vi um jogo. Um campo à antiga portuguesa, bom para jogos rasgadinhos, que o foi; o sempiterno professor Manuel Machado, treinador da bola, e a sua equipa, sem nomes mas com cabeça e alma. E um fiscal de linha (o da esquerda do ecrã) daqueles que "um grande é um grande", que até eu saltei no sofá (que querem?, o Moreirense veste verde e branco, é mais forte que eu) com o fora-de-jogo que lhes inventou, o gatuno (foi a nosso favor? Ok, foi um erro, é humano, só não erra quem não vai a jogo). E vi o Sporting, a jogar à bola, não muito bem bem, mas também é assim, a ir até ao chuveirinho, porque era preciso. Mais um jogo neste caminho desta época, o do(s) título(a). Porque Este Ano É Que É!

Porta giratória

Sai Paulo Oliveira, Adrien parece já uma carta fora do baralho, Domingos Duarte volta a ser dispensado. O mesmo deverá acontecer a Tobias Figueiredo, João Palhinha, Matheus Pereira, Francisco Geraldes e Iuri Medeiros.

Hão-de vir ainda um extremo-esquerdo, um novo defesa central, um lateral direito, um novo médio defensivo e talvez outro avançado. Quase meia equipa, o que torna este estágio na Suíça pouco menos que inútil para criar automatismos e fomentar espírito de grupo.

Eis o Sporting neste início do terceiro ano do reinado de Jorge Jesus.

Os jogadores de €20 milhões

Em tempo de guerra não se limpam armas, mas chegado este intervalo é a hora de fazer o balanço e de afirmar muito do que foi calado durante a época.

No final de um jogo onde alguns dos jogadores da Academia que andaram a rodar para ganhar estaleca deram a melhor conta possível no tempo e espaço que lhes foi oferecido, ouço o nosso treinador, com ar pesaroso e fatalista, a lavrar sentença procurando evangelizar o povo créu na religião da Academia, no sentido de que esta tem tido demasiado peso no plantel e que com ela e sem recorrermos a craques  - como "os outros que contratam jogadores de €20 milhões" - nunca teremos hipóteses de passar do que temos sido ao longo da última década e meia.

Foi há 24 horas e ainda estou de queixo meio caído.

 

Os "culpados"

 

Gelson, Ruben Semedo, Rui Patrício, Adrien, William, Beto, Esgaio mais tarde Podence são dos últimos a que me ocorre atribuir responsabilidades especiais pela má época. A estes juntaria Bruno César, Bas Dost, Alan Ruiz, Coates e Paulo Oliveira.

Junto a isto outro dado que me ocorreu pouco depois de ouvir o nosso treinador: Iuri Medeiros foi o segundo melhor marcador de entre os quadros do Sporting Clube de Portugal, marcou mais um do que Gelson e não se fez rogado em assistências.

 

Afinal porque tivemos uma época tão abaixo das expectativas?

 

Não sou fundamentalista da Academia. De todo.

Sou fundamentalista de ter no Sporting Clube de Portugal os melhores que podemos contratar e manter de forma sustentável. Sou fã de Bas Dost e acho que foi uma excelente aposta. Sei até que é impossível acertar em todas as contratações ou até na maioria. Mas também consigo ver quando a conversa atinge um patamar alheio aos factos.

 

A verdade é que este ano foi um daqueles anos em que mais suspirei por vários jogadores que já são nossos, da Academia e que, ou não estavam ao nosso serviço, ou permaneciam arredados do plantel.

Fi-lo sempre que Castaignos tocou na bola, sempre que no banco ou na bancada via jogadores que nem calçavam - como Meli. Sempre que Bryan Ruiz destruia mais um pouco a excelente imagem que tinha deixado e que o treinador teimava em exibir.

Fi-lo quando Campbell demonstrava que já tinha dado tudo o que tinha para dar e se mantinha entre os eleitos; sempre que Markovic tinha ainda mais uma oportunidade para revelar que já não era o que foi; sempre que Petrovic ocupava posição no meio campo. Sempre que Elias.... Aí cheguei a chorar (tal como quando Schelotto renovou em janeiro). Sempre que Douglas... quem? Sempre que Marvin fazia 10 jogos péssimos por cada um brilhante.

 

Saudades do Futuro

 

Foi uma época dolorosa, amenizada pela perspetiva de termos jogadores que estavam a amadurecer e a dar genuínas provas de que serão excelentes reforços.

Foi uma delícia ver o Francisco Geraldes e ficar com água na boca para o ver jogar mais. Foi muito bom ver Podence a conseguir aproveitar uma rara oportunidade que acabou por ter. É muito bom ver que Palhinha tem lugar nos 23. É muito bom imaginar Iuri a ser o segundo melhor marcador dos quadros do Sporting e a poder marcar os golos com a camisola certa.

Não fazem um plantel completo? Não. Nem todos serão titulares? Não. Mas atirar para fecho de época uma atorda de "ou compras jogadores de €20 milhões ou não chegas lá", também não engulo. Engulo... Faz-me lembrar o Imbula. Valha-me São Sinama-Pongolle!

Quanto investimos na época passada em assinatura, salários e passes de André, Elias, Markovic, Petrovic, Douglas, Campbell, Meli e outros que tais?

 

A camioneta de jogadores

 

Não, o Sporting não tem dinheiro para comprar uma camioneta de jogadores de 5 a 20 milhões cada para ter deles a mesma taxa de sucesso que tivemos este ano (de caras ficam para o ano Bas Dost e Alan Ruiz). Temos que conseguir fazer melhor, muito melhor com o que temos e com o que pagamos à nossa equipa técnica.

 

Bas Dost custou €10 milhões. Slimani €300 mil. Ambos craques, ambos matéria-prima para clubes campeões.

O que interessa não é comprar caro, é comprar bem e escolher bem em cada domingo. 

Enquanto assim não fizermos, e pegando no exemplo da época que termina, hei-de continuar a "chorar pelos meninos".

Saudações leoninas.

O que dói…. 2ª e última parte

 

Continuação daqui.

O que dói é que Bruno de Carvalho tem tanto capital emocional e político investido em Jorge Jesus que dificilmente encarará a hipótese de arrepiar caminho e encontrar um treinador mais adequando às nossas atuais capacidades e interesses. O que dói é que JJ é velho demais para mudar genuinamente, percebendo que os riscos que corre com a canalhada dificilmente se compararão pior do que o que “conquistou” com as escolhas feitas este ano. O Sporting termina a época em terceiro, perto do nível de quarto e dando vários passos atrás. Termina a época com menos titulares indiscutíveis do que no ano passado e com um grande ponto de interrogação para o futuro quanto a qual a estratégia a privilegiar.

O que dói é que a relação com o treinador e o plantel vai ter de cair de podre ou estar inteiramente dependente do tal fator que raramente nos tem bafejado.

Três ou quatro contratações galácticas, aparentemente pouco promissoras (três ou quatro Slimanis para diferentes posições, num acerto de scouting que no ano passado esteve longe de se concretizar), uma conjuntura de maior fragilidade nos adversários que não se adivinha (pelo menos o benfica) e uns milagres altamente improváveis nas competições europeias.

A esperança nunca morre, mas arrisca-se a iniciar a próxima época internada no hospital à espera de um renascimento, talvez lá para o natal.

Está difícil sequer conseguir esfregar as mãos com o “para o ano é que é”.

Dito isto, espero que os próximos meses amenizem este estado de espírito e este balanço e que daqui a um ano estejamos aqui a celebrar. Para já, com o realismo possível de quem “só” sabe o que vê em público, é isto que tenho digerido. Imensas dúvida quanto à razoabilidade de manter a aposta no atual treinador. Imensas.

O que dói… 1ª parte de duas

O que dói é que há um ano terminámos o campeonato a jogar o melhor futebol da liga, derrotados por uma nesga de fortuna mas legitimamente confiantes de que iriamos enfrentar a época seguinte num patamar superior àquele com que tínhamos entrado a época que findava.

Terminar melhor do que se começou, avançando mais do que os adversários é a única forma de nos aproximarmos decisivamente da glória e é a única coisa – juntamente com o apoio dos adeptos – que depende estritamente de nós, naquilo que é uma prova longa, cheia de imponderáveis e até de eventuais cartilhas e encartados.

Sporting

 

Se o que depende de nós não for bem feito, sobra pouco crédito como capital de queixa e entregamos a uma imensa sorte – que raramente nos bafeja – para atingir aquele que será sempre um sucesso improvável.

 

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