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És a nossa Fé!

2014 em balanço (10)

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FRASE DO ANO: "ESTAMOS EM CASA"

A frase que mais acompanhou os adeptos do Sporting durante grande parte de 2014 não foi proferida nem pelo presidente nem pelos treinadores nem por qualquer outra figura do clube: foi o slogan televisivo do nosso canal, enfim inaugurado com sucesso em 17 de Julho de 2014, dando cumprimento a uma das promessas eleitorais de Bruno de Carvalho.

Na posição 35 dos canais disponíveis no cabo, a Sporting TV foi um dos acontecimentos mediáticos do ano que passou. Acompanhando os sócios e simpatizantes leoninos em emissões de 24 horas diárias conduzidas por Nuno Graça Dias - transferido da SIC Notícias - e outros profissionais. Uns da chamada "velha guarda", com destaque para Fernando Correia, prestigiado decano do relato futebolístico. E outros da "novíssima guarda", a que pertence uma bela galeria de leoas telegénicas: Catarina Cardoso, Patrícia MarquesFilipa Mendes e Sara Silveira, por exemplo. Além dos mais diversos comunicadores do universo leonino, como Diogo Beja ou José de Pina. E comentadores qualificados, como Joaquim Melo e Luís Vilar, que nos ajudam a ver melhor cada jogo.

A frase rapidamente passou a entrar-nos nos ouvidos: «Estamos em casa». Uma frase que de imediato associamos à Sporting TV. Vamos continuar a escutá-la ao longo de 2015.

 

Frase do ano em 2013: «O Sporting é nosso outra vez»

2014 em balanço (9)

 

GOLO DO ANO

As imagens deste golo fabuloso, que começa a ser construído muito antes do remate final, foram vistas um pouco por toda a Europa. Aconteceu a 25 de Novembro, em Alvalade, na nossa vitória frente ao Maribor (3-1), para a Liga dos Campeões.

É um golo que apetece rever. Porque constitui um exemplo soberbo do sortilégio do futebol. Um golo bem demonstrativo do talento ímpar de um campeão de 28 anos formado na Academia de Alcochete chamado Luís Carlos Almeida da Cunha. O grande Nani.

Um golo construído com 11 toques sucessivos na bola em sete segundos. Um golo em que sete elementos da barreira defensiva adversária vão sendo fintados, um a um, pela requintada técnica do nosso nº 77.

Todos os que tivemos o privilégio de acompanhar ao vivo este segundo golo da nossa vitória frente à equipa eslovena, aos 35' do Sporting-Maribor, poderemos sempre dizer, um dia mais tarde: eu estava lá e vi. Eternamente gratos à grande arte de Nani.

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

                                                                                                 

2014 em balanço (8)

 

VITÓRIA DO ANO: ELIMINAÇÃO DO FCP NO DRAGÃO

Uma data que vale a pena reter na temporada em curso: 18 de Outubro de 2014. Dia de tira-teimas para a Taça de Portugal, quando o Sporting foi ao Dragão vencer o FC Porto, eliminando-o da segunda mais importante prova futebolística do calendário nacional. Venceu por 3-1 e convenceu, com uma exibição de classe num estádio onde já não ganhávamos desde 17 de Março de 2007.

Foi também um desafio que demonstrou a superioridade estratégica de Marco Silva sobre o técnico portista, Lopetegui, ao fazer jogar a nossa equipa em pressão contínua no meio-campo adversário com um meio-campo de luxo formado por William Carvalho, Adrien e João Mário.

 

Nani - o melhor em campo - deu o mote logo ao primeiro-minuto, rematando ao poste. Viria a marcar o segundo golo aos 38', participando ainda na construção do terceiro, aos 83', marcado por Carrillo a passe de Slimani. O primeiro resultou de um autogolo de Marcano após cruzamento de Jonathan Silva. Quebrava-se assim aquilo que já parecia tradição: desde Maio de 2011 nenhuma equipa marcara três golos ao FC Porto no seu estádio.

O Sporting, que já vencia 2-1 ao intervalo, foi sempre o melhor onze em campo neste jogo em que Rui Patrício defendeu um penálti.

 

Enfim, um dia de festa verde e branca que silenciou os adeptos portistas: muitos abandonaram o estádio ainda antes do apito final. Irritados e decepcionados com a derrota, sem dúvida. E por terem visto a sua equipa jogar só com estrangeiros enquanto o Sporting vencia com sete portugueses no onze inicial: Rui Patrício, Cédric, Paulo Oliveira, William Carvalho, Adrien, João Mário e Nani.

 Foi um segundo triunfo neste desafio de boa memória. O triunfo da nossa formação.

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

2014 em balanço (7)

 

 

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DERROTA DO ANO: 3-4 CONTRA O SCHALKE 04

Nenhuma derrota no ano que terminou nos doeu tanto como o jogo em Gelsenkirchen contra o Schalke 04, em 21 de Outubro, na mais disputada eliminatória que travámos esta época para a Liga dos Campeões.

Nenhuma derrota foi tão amarga. Nem tão injusta.

O Sporting bateu-se nesta partida com verdadeiro espírito leonino. Abrindo o marcador, por Nani. E restabelecendo a igualdade, com dois golos de Adrien (um dos quais de penálti), quando perdíamos por 1-3.

Foi um desafio com pormenores épicos que lembraremos durante muitos anos. Até porque jogámos só com dez desde o minuto 33 devido à expulsão de Maurício.

Foi um desafio que não merecíamos ter perdido, como toda a crítica da especialidade sublinhou - incluindo a da imprensa alemã. E que só perdemos por intervenção directa da equipa de arbitragem russa ao inventar uma grande penalidade favorável à turma alemã patrocinada pela Gazprom na última jogada do encontro quando tudo levava a crer que o resultado final seria 3-3.

Bastaria esse ponto que nos foi roubado para o Sporting ter seguido em frente na Liga dos Campeões. A propósito: roubar, em russo, escreve-se украсть.

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

2014 em balanço (6)

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DESPEDIDA DO ANO: LEONARDO JARDIM

Em Maio, confirmava-se a notícia que muitos receavam: Leonardo Jardim, o treinador que Bruno de Carvalho escolheu para reabilitar o débil futebol do Sporting, após a pior temporada de sempre, deixava o clube, dando lugar a Marco Silva. Partia, após ter passado apenas uma época em Alvalade, mas com a sensação do dever cumprido: deixava a equipa em segundo lugar no campeonato, com acesso automático à Liga dos Campeões, e à frente do FC Porto. Partia deixando um plantel valioso, muito valorizado pela sua intervenção.

O treinador madeirense, que nunca escondeu a ligação afectiva ao Sporting, iniciou no Verão um percurso internacional, assinando contrato com o Mónaco. Os cofres leoninos acabaram por ganhar com esta transferência: cerca de três milhões de euros. Números inéditos na história do nosso clube: nunca a saída de um treinador rendera algo semelhante.

No principado, e apesar de ter encontrado um plantel desfalcado em relação às promessas que lhe haviam feito, sem contar com Falcão e James Rodríguez, Leonardo Jardim não virou a cara ao desafio. E tem revelado sucesso. Não só no campeonato francês, onde segue em quinto lugar, com quatro vitórias consecutivas a fechar 2014, mas também na Liga dos Campeões, onde conquistou acesso aos oitavos de final, ao contrário do que sucedeu com o Zenit e o Benfica.

Mesmo à distância, mantém a popularidade incólume entre os sportinguistas. Já perto do fim do ano, deu uma extensa entrevista ao Record em que deixou palavras de grande elegância e notório respeito pelo Sporting e o presidente que o contratou.

Enfim, um técnico muito competente que deixou saudades. E um cavalheiro, como vai havendo poucos no futebol.

 

Despedida do ano em 2012: Polga

Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

2014 em balanço (5)

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DECEPÇÃO DO ANO: ERIC DIER

Era um dos mais promissores defesas formados na última década em Alcochete. E ascendeu mais cedo do que se previa à formação principal do Sporting, pela mão do efémero treinador Vercauteren, em Novembro de 2012. A tal ponto que o elegemos aqui como promessa do ano. Sob a batuta de Jesualdo Ferreira, chegou a dizer-se que o Sporting jogava com ele "e mais dez", o que era um manifesto exagero.

Eric Dier - jovem de nacionalidade inglesa mas residente desde criança em Portugal - trocou inesperadamente Lisboa por Londres, fazendo accionar uma cláusula a seu favor que constava do contrato que o ligava ao nosso clube. À luz dessa cláusula, um clube inglês que quisesse contar com ele teria apenas de pagar cinco milhões de euros ao Sporting.

Conclui-se agora que Dier nunca devia ter sido lançado na primeira equipa sem a anulação daquela cláusula contratual que lesou os interesses leoninos. Bruno de Carvalho tentou modificar o contrato, mas esbarrou sempre com a recusa do pai de Eric, que funcionava como seu agente e pretendia afinal colocar o filho na Premier League.

Assim sucedeu, no Verão passado: o Tottenham pagou os cinco milhões e o jovem voou para Londres sem bilhete de regresso. Desperdiçando assim, aos 20 anos, uma excelente oportunidade de se afirmar sob o comando de Marco Silva como titular no eixo da nossa defesa (o que nunca sucedeu com Leonardo Jardim), colmatando a vaga que se abriria com a partida de Rojo também para Inglaterra - a segunda maior transferência na história do Sporting. Pouco depois deu uma lamentável entrevista ao Record em que se queixava de ter sido "muito maltratado" em Alvalade, onde estava desde os oito anos.

Eric estreou-se da melhor maneira no campeonato inglês, marcando o golo da vitória tangencial do Tottenham frente ao West Ham, a 16 de Agosto. Mas foi-se apagando com o decorrer das jornadas. De titular passou a suplente. De defesa central - sua posição preferida - passou a defesa direito. Nos últimos dois meses só jogou 155 minutos. A imprensa britânica já admite que venha a ser cedido por empréstimo em Janeiro.

Aconteceu a Eric o que sucedeu a outros antes dele: sonhou demasiado alto demasiado cedo. A estas horas arrependeu-se certamente de ter dito que o Sporting o maltratou.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma 

2014 em balanço (4)

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: JOÃO MÁRIO

Sportinguista de formação e de coração, João Mário Eduardo foi um dos jogadores que mais deram nas vistas ao longo de 2014. Inicialmente com o estatuto de emprestado, ao serviço do Vitória de Setúbal, onde teve uma das melhores prestações individuais da segunda volta do campeonato 2013/14. Depois, no regresso a Alvalade, onde viria a ser aposta do treinador Marco Silva - primeiro como suplente mas logo de imediato como titular do nosso meio-campo, tendo-se estreado nessa condição a 21 de Setembro, em Barcelos, com três assistências para golo na vitória folgada do Sporting contra o Gil Vicente.

Dias depois, a 11 de Outubro, outro marco na carreira de João Mário: a estreia ao serviço da selecção nacional, num desafio particular frente à França, substituindo Cristiano Ronaldo aos 75'. Foi uma aposta deliberada do novo seleccionador, Fernando Santos, que certamente contará com ele durante a campanha destinada ao nosso apuramento para o Campeonato da Europa de 2016.

Revelando rara maturidade para os seus 21 anos, este médio polivalente - que tanto joga na posição 8 como na posição 6, podendo também actuar como avançado criativo, nas laterais ou no centro do terreno - tem uma enorme margem de progressão. Não por acaso, o contrato que o liga ao Sporting foi renovado em Agosto até 2018, com uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.

Os aplausos de sócios e adeptos pela sua prestação são unânimes. Mas em 2014 ninguém ficou tão satisfeito como o irmão mais velho de João Mário, Wilson Eduardo - também jogador do Sporting, agora emprestado ao Dínamo de Zagrebe: «Sempre disse que a qualidade está lá, bastava ele ter a oportunidade para a demonstrar.»

Nada melhor do que este elogio como remate do ano em que João Mário passou de promessa a certeza.

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Os grandes troféus de 2014

Prémio Gabriel Alves 2014:

Os relatos e as digressões de Freitas Lobo durante o Mundial. O futebol feito desejo, o orgasmo feito bola.

 

Prémio Duquesa de Alba 2014:

As observações clínicas na especialidade de cirurgia plástica, os doutos pareceres psicológicos e as teses antropológicas na área das interacções humanas, proferidos pela bateria de insuspeitos analistas até então disfarçados de repórteres da bola, em relação à fisionomia de Marco Silva no Guimarães-Sporting de 29-12-14.

 

Prémio Fundação Filantrópica Alphonse Capone 2014:

A eleição de Luís Duque para Presidente da Liga de Futebol.

 

Prémio da Associação de Produtores de Melão de Almeirim 2014:

A Selecção Nacional segundo Paulo Bento.

 

Prémio Kompensan 2014:

O denodado Joaquim Rita que insiste em deslocar-se aos estúdios para comentar os jogos apesar das terríveis cólicas renais que lhe atrofiam o rosto em esgares.

 

Prémio Poesia Experimental Portuguesa 2014:

De novo Joaquim Rita pela repetição incansável do mantra “o Sporting precisa de repensar a estrutura” cada vez que Montero falhava um golo; ex-aqueo com Rui Santos pelas dissertações em fascículos sobre “o que está mal no Sporting” sempre que Carrillo faz um centro defeituoso.

 

Prémio da Associação de Amizade com o Estado Islâmico 2014:

O pacto Pinto & Vieira - Allahu akbar! 

2014 em balanço (3)

Carlos Mané tem-se vindo a evidenciar na equipa do Sporting  Fonte: Record

 

PROMESSA DO ANO: CARLOS MANÉ

Às vezes os melhores reforços estão no próprio clube. Carlos Mané foi demonstrando isto ao longo de todo o ano de 2014, tornando-se desde já uma das mais sólidas promessas do futebol leonino. Poderá até, como alguns vaticinam, tornar-se um novo Nani: basta-lhe aperfeiçoar as qualidades que evidencia, trabalhar cada vez mais e nunca perder aquele fundo de humildade que costuma caracterizar os verdadeiros campeões.

Produto integral da formação do Sporting, este jovem extremo - nascido há 20 anos em Portugal, de origem guineense - chegou a capitão da nossa equipa de juniores, onde já dava nas vistas pela inegável destreza técnica, grande velocidade e boa leitura de jogo. A lembrar outros talentos oriundos da academia de Alcochete, como Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma. 

A 6 de Outubro de 2013, Leonardo Jardim lançou-o pela primeira vez na equipa principal, frente ao Vitória de Setúbal: jogou apenas nove minutos e causou logo boa impressão junto daqueles que só então o viram actuar.

Ainda na temporada 2013/14 e já depois, com Marco Silva, Carlos Mané foi mantendo presença regular no primeiro escalão. A estreia como titular ocorreu da melhor maneira, a 14 de Janeiro de 2014, com um golo marcado ao Marítimo. Perto do fim do ano, a 26 de Novembro, outro registo a ter em conta: o primeiro golo que marcou numa competição europeia, na partida em casa contra o Maribor.

Etapas de uma carreira em crescendo que todos esperamos ver coroada com títulos no Sporting. Carlos Mané tem qualidades mais do que suficientes para concretizar o sonho de ser campeão. E goza do raro privilégio de estar num clube que sabe aproveitar os valores que forma.

Não custa apostar que estamos perante mais um.

 

Promessa do ano em 2012: Eric Dier

Promessa do ano em 2013: William Carvalho

2014 em balanço (2)

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TREINADOR DO ANO: MARCO SILVA

Rei morto, rei posto. Mal Leonardo Jardim optou por rumar ao Mónaco, um ano mais cedo do que o previsto no termo do contrato, numa transferência que rendeu cerca de três milhões de euros aos cofres leoninos, Bruno de Carvalho apresentou aos sócios o sucessor. Era Marco Silva, uma escolha aplaudida por unanimidade.

O jovem técnico que no dia 21 de Maio de 2014 surgiu ao lado do presidente de cachecol verde e branco, com apenas 36 anos, o cartão de sócio nº 108.079 e um contrato vinculando-o ao clube por quatro épocas, fora uma figura em destaque na Liga 2013/14 ao conduzir com sucesso o Estoril - que tirara dois anos antes da segunda divisão - ao quarto lugar, com 54 pontos e acesso directo à Liga Europa. O Estoril foi, aliás, a única equipa a derrotar o Sporting em casa, na última jornada do campeonato.

Apesar das contingências financeiras no clube, resultado das desastrosas gestões anteriores, e de orientar um plantel que não escolhera, Marco não tardou a mostrar resultados. Recuperou Carrillo, um jogador que parecia perdido havia três épocas em Alvalade e se tornou um dos mais valorizados da nova temporada. Trouxe Montero de regresso aos golos. Apostou em João Mário como pedra nuclear no meio-campo. E conferiu um cunho mais ofensivo à equipa, reeditando o padrão clássico do Sporting no relvado.

Conquistou a Taça de Honra em Julho, derrotando o Benfica na final. Enfrentou com êxito os encarnados na Luz, já para o campeonato, trazendo de lá um empate quase com sabor a vitória. Empatou com o reforçadíssimo FCP em Alvalade. E, na Taça de Portugal, impôs uma derrota aos portistas no Dragão, estádio onde o Sporting não vencia desde Março de 2007 e não marcava três golos desde Outubro de 1975.

Conduziu a equipa numa campanha digna na Liga dos Campeões, de onde só fomos afastados por escandalosa intervenção do quarteto de arbitragem, capaz de transformar um empate frente ao Schalke 0-4, na Alemanha, em derrota tangencial. Mas o Sporting prossegue o percurso internacional, desta vez na Liga Europa. Singra na Taça da Liga. É favorito à conquista da Taça de Portugal, que não vence desde 2008. E mantém intactas as aspirações de revalidar o bom segundo lugar alcançado no campeonato da época passada.

Nos últimos dias do ano, Marco Silva superou com sucesso o verdadeiro teste à sua popularidade que tem sido o até agora incompreensível conflito com Bruno de Carvalho. Os adeptos confiam nele para se manter ao leme da equipa. E esperam que o presidente que nele apostou há sete meses saiba entender estes sinais.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

2014 em balanço (1)

 

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JOGADOR DO ANO: NANI

Foi dia de festa em Alvalade. O estádio vibrava de emoção. Eu fui um dos largos milhares de sportinguistas ali presentes, aplaudindo sem reservas o campeão europeu formado na nossa academia que como filho pródigo voltava a pisar um relvado onde já fora feliz.

Não esquecerei esse dia 23 de Agosto de 2014 em que Luís Carlos Almeida da Cunha, o nosso Nani, voltou a equipar de verde e branco, jogando em casa contra o Arouca, na segunda jornada do campeonato. Vinha para ajudar o Sporting a ser campeão, como confessou na altura. E a emoção foi tão grande, nesse jogo do regresso, que até falhou um penálti que fizera questão de marcar.

Houve quem resmungasse só por isso: nunca faltam resmungos nas bancadas de Alvalade. Mas à medida que as jornadas se sucediam, não só a nível nacional como nas competições europeias, o segundo melhor jogador português do momento demonstra ter regressado em plena forma. De tal modo que os adeptos do Manchester United já criticam o treinador Van Gaal por ter dado luz verde ao empréstimo, reclamando o jogador de volta.

Em Manchester, Nani não jogava. No Sporting tem sido titular indiscutível. Chegou a título de empréstimo por uma temporada, sem encargos para o Sporting, naquela que foi uma das medidas mais aplaudidas da gestão do presidente leonino. Como na altura salientou Aurélio Pereira, o maior garimpeiro de jovens talentos da nossa academia, «o seu regresso só foi possível graças a Bruno de Carvalho, que se bateu como um leão para o trazer de volta».

Nani correspondeu aos aplausos e às expectativas com o seu futebol de excepção, mostrando que sabe ser operário e sabe ser artista conforme as circunstâncias exigem dele. Registo: sete golos em 17 jogos, além de cinco assistências. Um dos golos - magnífico, contra o Maribor em Alvalade - foi visto e admirado um pouco por toda a Europa.

Teve influência decisiva na eliminação do FC Porto da Taça de Portugal, num desafio disputado no Dragão, onde o Sporting não vencia há mais de sete anos. E foi o melhor em campo em diversas outras partidas.

Em Dezembro, recebia uma justíssima distinção ao ser eleito o melhor jogador da Liga portuguesa nos meses de Outubro e Novembro. Prelúdio de novas vitórias e novos troféus? Ninguém duvida. E nós, adeptos, menos que ninguém. Perde o United, ganha o Sporting. 

 

Jogador do ano em 2012: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Não passa de...

Quando a conversa chega ao Sporting, o hábito é dizer que o clube ano após ano não passa de Outubro, Novembro ou Dezembro. A média deve ser Novembro. A moda provavelmente é Dezembro e a mediana deve dar-nos um valor a puxar para fins de Outubro. Isto tudo a olho, à bom merceeiro e recorrendo à ainda-por-estudar memória do adepto de futebol. No ano passado, mal tinha acabado Setembro e Patrício era habitué nas grande áreas adversárias no período pós-80'. Estou em crer que este ano ainda não tivemos essa imagem alkmariana nos nossos jogos. As coisas estão a mudar. Mais, o Sporting passou Setembro a mostrar que vinha diferente, Outubro a gerar confusão na dianteira (e também na mioleira dos comentadores), Novembro a chegar-se ao primeiro e em Dezembro instalamo-nos no topo. A questão que vamos tendo na mente é até onde vai este Sporting? Já ouvi por aí que não passamos de Fevereiro quando formos a Carnide (não sei se quem mo disse era parente do Duarte Gomes ou andou na escola com o garoto que aldrabou apitou o jogo com o Nacional). Sinceramente é difícil fazer uma previsão que não tenha a credibilidade do tarot, mas tendo passado Dezembro (o mês fatídico, para mim) podemos acreditar que vamos longe, pelo menos mais longe do que é hábito. Pessoalmente, gostava de não passar de Maio após chegar a casa às 9h da manhã ainda com o zumbido das buzinas e da gritaria nos ouvidos. Sendo quiçá um delíro, vou colocar isto na minha "New Year's Resolution" e para materializar um pouco mais vou reservar já no iCal do computador todos os sábados e domingos de Maio com a habitual classificação Noite de Sporting

2014

E assim acabámos o ano sem ter ganho aos da luz ou ao fêquêpê. Desiludido? Nem por sombras. Olhando para trás é impressionante o que se conquistou nos últimos cinco meses, mas olhando para a frente impressiona ainda mais o que nos falta alcançar.

Como este ano, curiosamente, os periódicos não brandiram alto e bom som o título de "campeão de Inverno", vá-se lá saber porquê, cabe ao Sporting orgulhar-se do título de campeão do fair play. Ou seja, o Sporting é, incontestavelmente, o clube mais civilizado de Portugal, aquele que não sofre de cólicas tremendas por ter o rei na barriga, nem se mancha em diarreias de fruta podre. Um Sporting que faz tudo para ganhar em campo e deixa à sorte do jogo os resultados, em vez de os confeccionar nos bastidores. Assim, fica cada vez mais exposto o banditismo das arbitragens, o favoritismo das cúpulas futebolísticas, para as quais o Sporting é um penetra, pois dá jeito que os parcos recursos dos direitos sejam partilhados apenas a dois, e a venalidade das folhas de couve "desportivas" desde há muito trespassados ao preço da uva mijona aos interesses comerciais dos agentes, dado que as vendas de papel e de publicidade não permitem a sutentabilidade do negócio.

Temos obstáculos formidáveis pela frente, mas, a continuarmos assim, 2014 pode vir a ser o princípio de qualquer coisa decente. É preciso muita paciência a qual não nos há-de faltar se em campo virmos tãos bons resultados de um esforço diário.

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