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És a nossa Fé!

Serenata à chuva

Estava pouca gente como seria de esperar, após o desaire na Taça de Portugal, mas durante todo o tempo não foi regateado apoio à equipa, à parte uma assobiadela desnecessária à saída para o intervalo por parte da bancada sul. Bancada A, que lá por cima assobiavam-se os assobiadores.

Posso estar a ser um pouco exagerado na apreciação ao jogo, mas arrisco a dizer que foi a exibição mais consistente e conseguida desta época a nível interno.

A equipa falhou inúmeros golos na primeira parte é certo, grande parte deles por manifesto nervosismo (querer entrar com a bola pela baliza "adentro" é reflexo disso), mas esteve sempre por cima do adversário, que tem uma bela equipa e pratica um futebol muito bom.

Parecia que aqueles móveis lá na frente deambulavam em frente à cama (baliza) sem saberem muito bem quem era o guarda-fato, quem era o pexixé, quem era a cómoda, ou quem era a mesa de cabeceira.

Parece-me que o que virou o jogo foi o treinador ter percebido que um dos móveis estava ali a mais e colocando um jogador em cima da cama (o que a gente aqui lhe anda a dizer há "séculos"), fez com que finalmente fosse beijado o véu da noiva. E num ápice, fruto também da alteração táctica do adversário que queria defender o resultado com que vinha do intervalo e jogando no passar do tempo e no consequente nervosismo dos nossos, deixou a ala esquerda da sua defesa mais desguarnecida, que é o que Porro gosta e dali saiu o lance do segundo, um golaço do Nuno Santos e do terceiro, um slalom de Edwards que deu penálti.

Em resumo, na primeira parte houve uma carrada de remates e a ineficácia foi gritante e na segunda em cinco remates, três deram golo e permitiram a reviravolta.

Todos esperamos que seja A reviravolta.

Só três pontos nos separam do lugar de acesso directo à liga dos campeões (vamos ganhar por quatro de diferença ao Porto!), só dependemos de nós para lá chegar, vai haver uma paragem de mais de um mês em Novembro e Dezembro, dará para recuperar física e mentalmente os rapazes. Vamos lá, nada está perdido e com a resposta de hoje e a garra desta segunda parte, só se pode esperar o melhor.

 

Nota final: Não sendo eu um admirador das claques, achei um exagero a carga policial. Eu estou por cima, foi uma coisinha de nada e até agradável à vista e ver a polícia chegar, passados largos minutos do final dos acontecimentos, carregar na "malta", pareceu-me um manifesto exagero. Não vejo isso acontecer no Dragão ou na Luz, mas parece que é moda e dá pica bater no Sporting, seja de que forma for. Esperemos que quem comanda faça o balanço da intervenção e retire conclusões sobre esta disparatada actuação.

Porque hoje é sábado

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E ao contrário da previsão meteorológica está um sol lindo aqui na Ericeira, às vezes temperado com uns pingos de chuva que teima em ajudar-nos neste problema de seca que vivemos. Assim sendo vamos lá falar da seca.

Não da seca da falta de água, mas da "seca" que tem sido assistir aos jogos do nosso clube nos últimos tempos.

De uma pobreza franciscana os dois últimos (derrotas com Benfica em casa, 0-2 e no Porto, 1-0), com exibições a fazer lembrar o meu União de Tomar dos maus momentos, mas também pouco melhor após pelo menos a derrota copiosa com o Manchester City por cinco batatas, aí então com uma prestação a roçar um GD Matrena do meu tempo de jovem.

E como nestas coisas a culpa não pode morrer solteira, há que apontar culpados para este deplorável estado de coisas.

Começando pelo fim, o City, que veio em força a Alvalade demonstrar porque é uma das melhores equipas do Mundo e não nos deu hipóteses de despir o fato de treino, trazendo à tona debilidades que todos nós já vínhamos apontando, nomeadamente na defesa e no ataque. Pena o jogo com o City não ter sido depois do jogo com o Benfica, Amorim teria aprendido com Veríssimo como é que um pequeno pode ganhar a um grande, mas pronto foi antes, nada a fazer. Esta derrota humilhante (porque poderia ter sido por números bastante superiores) parece ter anestesiado alguns dos nossos jogadores que depois disso têm andado com o fantasma dos de Manchester na cabeça sempre que entram em campo a sério porque, segundo o nosso treinador, nos treinos, dentro de quatro paredes portanto, o empenho tem sido inexcedível. Não se percebe é porque depois quando é "a doer" a gente joga sempre com um ou dois a menos (colocando os nomes nos boys, Pedro Gonçalves e Paulinho).

Os jogadores. Como disse atrás, há alguns que, perdoem-me a deselegância, andam a pastar em campo, sendo que só atrapalham os colegas que querem execer a sua profissão com brio e empenho. Se o fazem conscientemente é gravíssimo (não creio que assim seja), se não o fazem conscientemente, alguém deveria tomar mão naquilo. E pelo que se tem visto não tem tomado.

O treinador. Em relação ao treinador eu até sou insuspeito, sempre acreditei que teria sido uma boa contratação (embora em abono da verdade sempre tivesse criticado os números envolvidos) e que faria coisas boas no clube, o que para bem da nossa sanidade desportiva veio a acontecer. Conquistou títulos, o de campeão que nos fugia ia para quatro lustros e trouxe um acréscimo de confiança a toda a "nação" sportinguista, conseguindo unir-nos a todos em torno da equipa. E como isso era e foi difícil, honra lhe seja feita!

Sendo que o Sporting com Amorim entra em todas as competições internas para ganhar, exige-se de Amorim que não defraude as expectativas dos sportinguistas. Para mim isso consiste em motivar a equipa, colocá-la a praticar bom futebol e a também jogar mal quando for necessário, às vezes fechadinhos lá atrás, tipo Benfica, para garantir os três pontos da vitória. Consiste em colocar sempre onze jogadores em campo, i.e. onze rapazes que estejam lá com a cabeça e que sintam e saibam o que estão a fazer, não os que se mostram nos treinos e se escondem nos jogos e Amorim, que tem a idade do meu filho mais velho, já tem idade para perceber isso.

Também tem já experiência e a constatação de que o seu sistema de "para trás e para o lado", revivendo os primeiros tempos do jogo em que não se podia passar a bola para a frente, estão ultrapassados e mais que estudados pelos adversários, tendo que urgentemente procurar um "plano B" para quando este esquema não seja eficaz. O treinador do Benfica usou de um sistema alternativo nos últimos jogos e deu-se bem, basta copiar e quando se copia o que funciona, não é vergonha...

Tem todo o meu apoio no entanto nas questões de liderança do balneário. Quem deve liderar o balneário é o treinador, sob pena de se partir tudo em cacos e grupinhos e grupetas que em menos de um fósforo dão cabo de uma época ou mais. Há ainda assim uma questão importantíssima nesta questão de liderança que me parece (pode ser só impressão e, se for, as minhas humildes desculpas) que deixou de ser o factor primordial na equação: Quando antes não havia "vacas sagradas", i.e. jogadores com lugar cativo, mostrem ou não bom desempenho durante os jogos, o factor justiça, equidade, igualdade de oportunidade foi colocado em causa. E que me perdoe Amorim, se assim foi(r), a culpa é exclusivamente sua! Não conhecendo os contornos do "caso" Slimani não me vou alongar muito, mas que diabo, o gajo que foi o avançado do mês de Março, que marcou 4 golos em 3 jogos, é preterido em detrimento de outro que nem sequer remata à baliza? Até pode, mas tem que ser muito bem explicado, o empenho ou falta dele nos treinos é curto e a gente gostava de saber mais. Já agora e a talhe de foice, lembro alguns jogadores que treinos não era com eles e no campo passeavam magia: Romário, Maradona, os Ronaldos brasileiros, Cruyff, etc. Ok, Slimani perto destes é um pau de sebo, mas é um pau de sebo que as mete lá dentro. Já Paulinho, não!

Não sendo de todo o meu desejo, antes pelo contrário quero ver Amorim ser campeão pelo Sporting pelo menos mais uma vez, as declarações do treinador no final do jogo no Porto colocaram-no como um homem a prazo no Sporting. E não está a prazo pela contestação dos sócios (a minha definitivamente não!), sequer por algum mal-estar da direcção que creio estar satisfeita com o pecúlio até agora alcançado, mas pelo balneário. Recordo o que têm dito alguns ex-jogadores, lembro-me de Maniche por exemplo, que os treinadores só estão nos seus postos enquanto os jogadores quiserem. Fomentar esta espécie de injustiça que é colocar sempre os mesmos, joguem ou não bem, pode ser a "morte" de Amorim no Sporting.

Espero sinceramente que não e que já no dia da Liberdade, mesmo sem ponta de lança, venhamos do Bessa com os três pontos no bornal, para descanso das nossas almas e para a garantia do segundo lugar, que nos dará acesso a milhões que podem ajudar Amorim a ser também melhor.

O capital acumulado por Rúben Amorim no Sporting coloca-o nos patamares mais altos do clube, mas não o isenta de crítica quando é caso disso e parece-me que esta é altura de fazer este reparo. Mais vale cedo que tarde, quando já não houver retorno.

O Soares tem Dias

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Tem dias que prejudica o Sporting.

Tem dias que beneficia o Porto.

Tem dias que é declaradamente peça do polvo.

O título deste post poderia ser também "Se queres ter um bom amigo, dá-lhe porrada". 

Soares Dias ainda sente os calos apertados pelas festas que lhe fizeram num célebre treino e do que o Soares Dias tem preocupação todos os dias, é de que a montra, a sua e a da pastelaria, no final dos dias continue inviolável. Afinal ele lembra-se que anda por aí um que ficou sem dentes...

Tudo a bem da nação, que é como quem diz do clube que diz que é de uma cidade que é uma Nação.

E ainda há por aí quem acredite que eles vão perder pontos.

Esperem sentados.

 

Nota: Neste lance Soares Dias foi avisado pelo VAR de que o cartão a mostrar teria que ser mais escuro que amarelo. O senhor foi ver na televisão e achou que a integridade física do jogador do Boavista não foi molestada. Sabem porquê? Porque quando olhou para o ecran a primeira coisa que lhe veio à memória foi a imagem da montra e o macaco a arrear-lhe. A ele e à montra.

O mestre de pastelaria

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Era uma vez um tipo que tinha uma pastelaria.

Acumulava com uma função arbitral e até havia quem o chamasse de "o melhor".

Um dia, numa reunião com os seus pares, enquanto davam conta do preparo do físico para o exercício da função, saíram-lhe ao caminho um bando de dragões, vomitando fogo.

O tipo, com receio de que tanto calor estragasse as regueifas e como quem tem cu tem medo e como tem morada fiscal na Invicta, por via das dúvidas toca de se acorrentar a um dos bichos e tem andado alegremente a fazer de pagem do dragão.

Ontem lá arranjou mais uns cordeirinhos para dar de comer ao animal.

E a arrogância com que ele enfrenta as vítimas? O Porro e o Adán que o digam, que se aqueles olhos matassem...

Bom, o que interessa é que a montra da pastelaria lá continua intacta e os dragões continuam a encher o papo.

A bem da nação.

 

Nota: Na imagem acima Soares Dias transforma uma agressão a Porro, num penalti contra o Sporting. Um nojo.

Para os negacionistas, parem o vídeo aos 7'' (sete segundos) e vejam quem bate primeiro em quem:

https://www.facebook.com/groups/sportingcp.contratudo.e.todos/posts/508864460662620/

Estão à rasquinha. Ou a mala devolvida...

O Famalicão é uma filial do fcporto. Nada contra, os grandes têm imensas filiais, foi assim no início dos tempos da bola.

Eu próprio fui presidente da direcção de um notável clube de bairro em Caneças que se chama Botafogo (Sociedade Recreativa Unidos ao Botafogo) que adoptou o nome porque os seus fundadores enviaram uma carta a grandes clubes solicitando equipamentos e apenas o Botafogo, lá do Brasil, respondeu afirmativamente enviando dois equipamentos completos e lá temos em Portugal uma filial do Botafogo de Futebol e Regatas. Provavelmente por lá haveria um dirigente nosso patrício com saudades da Pátria e tomou esse gesto bonito. A bem da verdade desportiva, o Botafogo de Caneças nunca fez qualquer favor dentro de campo ao Botafogo original, nem abusando do "doping" antes dos jogos contra os futuros adversários dos patronos, nem "baixando as calças" em jogos entre si. Seria impossível por duas ordens de razão: Primeira, porque os de cá nunca colocariam a honestidade acima de qualquer benfeitoria, nem por um contentor de equipamentos e os de lá suponho que não o exigiriam, já que foram tão desinteressados no início.

Ora em Portugal e com algumas filiais de alguns clubes que não vou nomear, mas que vestem de azul e de vermelho, vai sendo um forrobodó desgraçado. Ora dão o litro, como ontem uns rapazes de Vila Nova de Famalicão e tentam provocar mossa nos jogadores mais preponderantes do adversário, que a seguir vai jogar com a casa-mãe, ora baixam os calções de forma descarada, impúdica diria eu, quando jogam "contra" a sede.

Eu não sei o que levava a mala que enviaram com os equipamentos para o jogo de ontem, mas pelas reacções do Jóta no Twitter, desta vez uma filial vai ter que devolver os equipamentos, mala e restante conteúdo, mesmo suados que eles voaram que nem dragões, que a coisa, apesar do conseguido afastamento do melhor defesa direito a jogar em Portugal do jogo do próximo dia 11, não correu como estava combinado. O gajo do apito ainda colaborou, mas como defende o Jóta, já não teve cara para mandar repetir um penalti que só existiu na cabeça dele e do VAR e que à luz das recomendações, se repetido, seria mais um roubo de igreja.

Quem ainda recentemente foi tão descaradamente beneficiado no Estoril e no Jamor, quem joga em Faro, ou em Portimão, ou antes em Setúbal e com o coiso B-Sad e antes Os Belenenses como se jogasse sempre em casa, publicar um tweet com os defesas do Sporting dez centimetros dentro da área aquando da marcação dum penalti fantasma, só demonstra uma coisa: Estão acagaçados com o próximo jogo! E agora que ficaram sem o GR titular ainda mais acagaçados estão. Esta semana vai ser um fartote de "merda" nos jornais, nas televisões, nas redes sociais. Porque estão à rasquinha.

Não há fruta nem chocolatinhos que lhes valham, vão perder! E por saberem disso, começaram a disparar em todas as direcções. Sem problema, a gente tem um escudo forte, chamado... HONESTIDADE!

Regra de três simples

Eu sempre fui um nabo a matemática, mas aprendi as coisas básicas, por exemplo que um zero à esquerda não tem qualquer valor, se não tiver pelo menos uma vírgula antes ou depois.

Aprendi também uma coisa que em linguagem corriqueira se chama de regra de três simples e que consiste na previsão de um resultado baseado na extrapolação de um já existente (se estiver enganado, os homens das contas que me corrijam se fazem o favor).

Assim com o coiso-SAD com 9 jogadores (depois 8 e depois 7), a lampionagem marcou sete golos, para simplificar as contas, diremos que a média ficará nos 8 (sendo que aqui no meio não esteve qualquer virtude) e assim sendo, cada jogador azul empochou 0,88 de cada golo sofrido naquela cagada a que chamaram um jogo de futebol; Já com o coiso-SAD a jogar com onze e seguindo a mesma lógica e média (0.88 por cada golo sofrido), ontem o Sporting teria ganho por um claro 9,68-1.

Ao contrário, ontem cada jogador azul empochou 0,36 de cada golo sofrido, o que transpondo para o fatídico dia em que o futebol em Portugal sofreu uma machadada enorme na sua credibilidade, a vitória da lampionagem teria sido um contundente 2,52-0, o que como se perceberá não daria jeito para as contas do Darwin Nuñez e o goal-average da equipa.

Calculo que não tivessem percebido nada destas contas, mas eu próprio e milhares de outras pessoas no país e no estrangeiro, também não perceberam como é que aquele jogo se realizou e o que é facto é que se realizou, não foi uma miragem. Com as vantagens inerentes aos números atrás apresentados. O raio da equipa é que teima em embaraçar o Costa e nem com ajuda aquele milhafre descola...

Foi bem!

As joias ficaram todas, o que por si só é já um excelente sinal.

Todos temíamos a saída de Palhinha ou Pedro Gonçalves, ou até o menos exuberante Tabata, mas saíram do núcleo duro "apenas" Tiago Tomás e Jovane Cabral, duas pérolas que por ora apresentavam um brilho mais baço, se me é permitido dizer isto assim.

E com toda a calma do Mundo vieram dois excelentes jogadores, que sem dúvida virão acrescentar ao grupo, um de futuro, Edwards e outro para começar, esperamos nós, já a partir a loiça toda, o nosso Slimani.

Tendo em conta que do outro lado da rua não se deu por nenhuma aquisição de vulto e a norte sem dúvida que saíram os que marcavam a diferença pela positiva, será justo ansiar por uma remontada na classificação geral e voltar a olhar para o bi-campeonato com os mesmos olhos do início da prova. Inch'allah!

Há dias assim

Sporting 1-2 SC Braga: Leões permitem reviravolta e podem ver o FC Porto fugir na liderança

 

Há maus dias.

Hoje foi o dia mau do Gonçalo Inácio. Perdemos muito por culpa dele.

Em São Miguel o Esgaio teve um mau dia. Perdemos muito por causa dele.

Que raio de equipa que tem fama (e o proveito, o proveito durante muitos jogos) de ter uma defesa de ferro e quando um dos seus elementos "dá raia", se esboroa como pão podre?

Há maus dias, sim, mas também para quem lá à frente vai com uma regularidade assombrosa falhando golos atrás de golos.

E também há maus dias para o treinador, que hoje não deu uma para a caixa.

Até há maus dias para o Hugo Miguel e companhia.

Retirando este último parágrafo, pode concluir-se do meu escrevinhar que o Braga mereceu a vitória. E pode concluir-se muito bem!

Lamento dizer isto, mas o Braga, que eu detesto para que conste como declaração de interesse, foi a única equipa em campo que correu. Os nossos também correram, claro, provavelmente até mais, mas nisto da bola há que correr com método e hoje o método andou arredio do nosso jogo.

As substituições que eles fizeram acrescentaram ao jogo da equipa. As nossas pelo contrário, diminuiram. Ver jogadores com os pés trocados era coisa que já não via desde Keiser e sabe-se o que aquilo deu...

E depois Jovane. Nada contra o moço, mas meter em jogo um miúdo que não consegue fazer chegar a bola à área na marcação de um canto, define o que o rapaz ali andou a fazer. Nada!

E como muito bem diz o nosso jpt ali abaixo meio a brincar, há um que também demonstrou não estar bem, neste mês de Janeiro em que já perdemos seis pontos (por "culpa" do Inácio e do Esgaio, lambram-se?), de seu nome Frederico Varandas. A gente sabe que não é ele que joga, que marca, que falha, que treina, mas tem que ser ele, que já resolveu o problema do "treinar", a resolver o problema de "marcar". Não, não é ir lá para dentro fazer companhia ao Coates lá na frente, coitados um e outro, é contratar alguém que para além de libertar Coates desta missão "criminosa" e o deixe ficar onde ele é preciso, que é a evitar golos dos adversários, marque uns golitos de que tanto temos precisão. Isso mesmo, um avançado centro, doutor! Veja lá se consegue rapar o fundo ao tacho e antes que a gente perca o segundo lugar, traga lá alguém que a meta lá dentro sem muitos rodriguinhos, que o Paulinho esta época, vai ganhar o troféu de melhor quase marcador. Antecipadamente grato!

Fogo amigo

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É comum entre militares dizer-se que o fogo amigo mata mais que o do inimigo (se assim não for que me corrijam os militares que por aqui possam passar, incluindo o presidente do Sporting Clube de Portugal, claro).

Ora ontem o fogo do amigo, foi um fogo amigo, numa entrevista morna e sensaborona que Frederico Varandas deu a Rui Santos na CMTV da TVI.

Não me interpretem mal... Na resposta às perguntas feitas pelo entrevistador, o presidente do Sporting esteve bem. Eu diria que esteve até muito bem! Gostei do que ouvi e da forma como as respostas foram dadas. Frederico Varandas foi claro no seu raciocínio e claro também no discurso, o que é uma evolução notável, de modo a que se entendesse bem a sua mensagem.

Ou seja, se aquilo tivesse sido uma entrevista à Caras, passe a publicidade, o objectivo teria sido atingido com mérito. Uma coisa assim em forma de registo monocórdico, num tom intimista, uma conversa de café. E dessa parte eu gostei, confesso.

Faltaram no entanto na entrevista de ontem muitas perguntas que eventualmente poderiam ser inconvenientes e que a maioria dos sócios e adeptos que a estavam a ver gostariam de ver respondidas e essas, ou foi acordado previamente que não seriam feitas, ou Rui Santos estava mal preparado. Provavelmente ambas e seria interessante sabermos o "estado da arte" e o que se propõe fazer para endireitar a casa.

Desta entrevista quero realçar dois aspectos, um positivo e outro negativo, a saber: Positivo, a garantia dada pelo presidente e na qual eu acredito, de que o Sporting não será apanhado nas malhas destes processos que por aí andam a ser investigados; Negativo, a chamada à entrevista, por Rui Santos, de Bruno de Carvalho. Não havia qualquer necessidade (se a pergunta estava no guião, não sendo necessária, a resposta ainda assim foi esclarecedora).

Ficámos a saber que Frederico Varandas se recandidatará, portanto espero que o espírito democrático que apesar de tudo (falo das guerras de guerrilha que se vão mantendo em banho-maria) se vive no clube, permita que a SportingTV cumpra o seu objectivo de informar os sócios e promova debates entre os vários candidatos, esperemos que mais dois ou três e que os próprios se prontifiquem a comparecer, para esclarecimento dos seus programas e linhas de acção.

 

Nota: Este postal não tem a pretensão de fazer um balanço da presidência de Frederico Varandas, antes de "analisar" a entrevista dada pelo presidente a Rui Santos, por quem de comunicação não percebe "um boi"...

Dia de anticiclone

Veio-me à memória Anthimio de Azevedo, cara célebre do "tempo" na RTP, que nos explicava com palavras que todos entendíamos, os letrados e os menos, os segredos do tempo para o dia seguinte.

Aquilo podia dar as voltas que desse, mas lá aparecia sempre o anticiclone dos Açores, que em regra nos trazia vento e chuva, um tempo desgraçado portanto, ainda que a chuva faça muita falta, excepto nas minhas costas, que sem chuva a sério nem vinho de jeito há.

E hoje então, veio-me à memória o anticiclone.

Um anticiclone que deu cabo dos neurónios ao Neto. Ao Esgaio. Ao Pedro Gonçalves. Ao Nuno Santos. Ao Paulinho. Ao Tabata. E quando uma tempestade destas toma conta de uma equipa, e no banco o meteorologista não percebe patavina de prever o tempo, a alta pressão passa a baixa pressão e o facto de ter estado duas vezes acima das nuvens, não foi suficiente para evitar uma enxurrada das antigas.

Mau tempo no (canal)s Açores, diria Vitorino com a sua voz calma e reconfortante.

Mas hoje nem isso, não há bonança que salve esta tempestade.

E sem paninhos quentes, isto não foi apenas uma brisa, foi um fdp dum furacão!

Pensar positivo

Deixando de lado o discurso miserabilista do tipo que perde, mas perde por poucos e que até foi o único que marcou dois golos ao Ajax, o jogo de hoje custou-nos caro em Euros (se porventura tivéssemos ganho ou empatado, o encaixe seria substancial), mas tenho p'ra mim que foi um excelente investimento para o futuro.

À parte algumas paragens cerebrais de Neto, Inácio e Nuno Santos, que nos custaram o encaixe de três golos, numa boa parte do tempo de jogo até nos batemos de igual para igual com os holandeses (eu sou antigo), que jogaram quase na força máxima, ao invés de nós, que abrimos o jogo com um rol de malta que ainda usa cueiros.

A pergunta a fazer é tão simples quanto esta: Valeria a pena jogar na máxima força tentando ganhar o jogo e com isso amealhar, como disse Amorim, o capital que nos permitiria segurar uma pérola - uma aposta incerta - ou dar minutos de jogo a bebés que estão a crescer e que tiveram aqui uma oportunidade de se mostrar no maior palco do Mundo e mais do que isso, de viverem de moto proprio a experiência e com ela evoluirem?

Eu, com Amorim, tendo a pensar positivo e a retirar ilações do que correu bem e do que correu menos bem. E mal, vá... E parece-me que apesar do resultado negativo, não há que escondê-lo, estes "putos" aprenderam mais hoje do que num campeonato da equipa B, ou sub-23 em dois anos.

É também por aqui que se semeia. Para colher.

O derby e a Ómicron

Consta que os casos até agora relatados da nova variante do SARS-Cov2, designada por Ómicron, atingiram 13 elementos do staff da B-SAD, entre eles jogadores.

Perante este cenário, os jogadores que estiveram no Estádio Nacional no passado Sábado a participar naquela pantomima de um jogo de futebol, correm o risco de estar todos infectados.

Deixo aqui o meu apelo veemente ao presidente do Sporting para que, se for o caso de o Benfica só se poder apresentar com 9 jogadores, incluindo dois guarda-redes, um deles a fazer de defesa direito, proponha ele o adiamento do jogo. Bater em "mortos" é que não e o fair play não é definitivamente uma treta!

É cenário pouco provável, mas aposto dobrado contra singelo que não seria necessário Frederico Varandas dar-se a esse trabalho, o Pedro de plástico seria lesto a tratar do assunto.

E tudo o vento levou

Depois da trágica jornada europeia de que já falámos de sobra, fomos a casa do segundo (entretanto relegado para terceiro pouco antes do jogo, na sequência da vitória do Porto) numa noite extremamente ventosa como é costume no Coimbra da Mota, que nos poderia prejudicar.

Não sendo o Estoril o Ajax, mas estando para consumo interno a praticar um futebol muito agradável e consistente e onde pontificam alguns ex-jogadores do Sporting que o treinador soube aproveitar muito bem, Amorim conseguiu em três dias reparar os danos emocionais causados na Quarta-feira e este foi um Sporting mais parecido consigo próprio, apesar da falta que sempre faz a ausência de Pedro Gonçalves, perdoem a redundância.

Ao contrário do que era de esperar, o vento não nos prejudicou e curiosamente, apesar de dominarmos durante todo o tempo de jogo, foi na segunda parte, contra ele, que a equipa esteve melhor e causou mais perigo junto da baliza adversária. Caso para dizer que depois duma bela exibição, com uma vitória escassa para o futebol produzido, a equipa recuperou bem duma situação complicada e que afinal tudo o vento levou.

 

PS: Já encomendei que fosse tirado o cobranto ao Paulinho, que aquilo já lá não vai com patas de coelho e afins. Se correr bem, vão vir charters de golos, vocês vão ver! E se o rapaz merece, caramba.

{ Blogue fundado em 2012. }

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