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És a nossa Fé!

Áustria

Como o sorteio da Liga Europa determinou que iremos jogar em Linz, na Áustria, lembrei-me disto:

«Em 2012 a pequena vila de Fucking, na Áustria, uma vila que fica a 33 quilómetros a norte de Salzburgo, junto à fronteira com a Alemanha, tentou mudar o nome por causa do constante roubo de placas, dos turistas inconvenientes e indiscretos e dos telefonemas anónimos de pessoas de todo o mundo que ligam para qualquer um dos cerca 100 residentes a perguntar: ‘Is this fucking Áustria?’»

In.: Informação Inútil, TSF

Um jogo ranhoso

Passo a explicar:

- Este foi um fim de semana de/em Tomar, com um propósito muito claro, que lá mais para o fim se esclarecerá.

Confesso que vi o jogo um bocado a trouxe-mouxe, mas a ideia com que fiquei, foi que este segundo jogo não teve nada a ver com o primeiro, para melhor, mas logo mais pela fresca, quando o revir na íntegra alapado no sofá a descansar o esqueleto, tirarei as minhas dúvidas.

É certo que ontem, Domingo, numa visita ao café pela manhã passei a vista e vi as gordas dos jornais e foi essa a sensação que tive, que isto de tentar ler o que quer que seja sem as lunetas, já começa a ser tarefa ingrata e até pode levar ao engano. Tão certo como eu ter lido no CM que o melhor de Portugal foi William e o pior foi Moutinho. Só pode ser consequência da minha avançada hipermetropia.

O jogo. Como disse, vi-o en passant, mas vi o suficiente para apoiar o sistema táctico implementado pelo treinador. E confesso que, tendo chegado em frente à pantalha só quando o coro entoava A Portuguesa e a câmara ia mostrando os protagonistas, a minha alma esteve assim a um bocadinho de ficar completamente parva com a argúcia de Fernando Santos. O homem tem um sentido de humor refinadíssimo a que só alguns predestinados, onde de todo não me incluo, têm acesso: Quis ele fazer-nos a partida de que o número da mudança de táctica seria suficiente para mudar tudo e que a malta se riria imenso no final, com este arremedo de stand up. E o que é certo é que com um trinco que trata a bola com uma deferência firme (pode parecer contradição, mas também tenho direito ao meu número) e que consegue, para além de cortar as iniciativas do adversário, fazer com que os companheiros tenham a menina jogável, onde quer que ele os descubra, aquilo corre logo muito melhor. Tal como eu tinha previsto, o "tridente" atacante foi composto por QRN, mas tal previsão estaria ao alcance até de um marciano com as antenas trocadas que tivesse caído na Terra na sexta à tarde; Eu e o presidente do Sporting (numa clara atitude de plágio que um dia destes temos que discutir, eu e ele, que isto não vai ficar assim, ai não não vai, ó Bruninho!) tínhamos previsto a inclusão do meio campo do nosso Clube, numa alusão a WAM. O treinador, que parece ter vindo na companhia do marciano lá de trás, não entendeu nada daquilo-que-a-gente-disse-que-devia-de-ser e voltou a apostar em Moutinho e Gomes. O homem disse logo que não ia haver revoluções! Por ele ainda Marcello Caetano seria presidente do conselho... Bom, mas parece que Gomes até nem jogou mal, tal como no primeiro jogo, em que foi dos menos desorientados, valha-lhe isso!(desculpem os mosquitos, é da placa).

Visto sem a atenção devida, ou talvez por isso, o jogo pareceu-me mais emocionante, e a haver ali um vencedor, teríamos que ser nós. É galo, duas bolas no poste e um ror de defesas do guarda-redes adversário a remates com selo de golo, alguns da autoria do melhor jogador do Mundo, que consta já ter feito mais remates que metade das selecções que estão em França. Pois, parece que os outros já marcaram. Um aparte para dizer que melhor jogador do Mundo, não é sinónimo de o jogador mais infalível do Mundo. Esse foi claramente Moutinho, como está demonstrado aqui

Apenas dois apontamentos finais:

1 - O empate nunca dará o apuramento, por muitas contas que se façam, portanto é ganhar e... ganhar!

2 - Por entre a confecção de uns caracóis com alho e camarão, outros à la guilho, ou com ovos remexidos, ou caracoletas fritas, ou grelhadas, ou até o simples caracol cozido, lá fui tendo tempo para piscar o olho à televisão. Só vos digo, entre duas centenas de quilos do gastrópode e o constante rodar da coluna para o lado da pantalha, estou aqui com umas dores nas cruzes que nem posso. 

Nada que uma vitória na quarta-feira não resolva.

 

A ver o Europeu (3)

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Tanto domínio territorial e tanto remate para tão escassa e deficiente concretização. Nesta frase pode resumir-se o desafio que terminou há pouco no Parque dos Príncipes, em Paris, com Portugal a empatar pela segunda vez. Em dois jogos, apenas um golo marcado - na partida inaugural, frente à Islândia. Esta noite, contra a Áustria, saímos do estádio com um nulo que castiga novamente o desperdício dos nossos jogadores. Sobretudo de Cristiano Ronaldo, a maior decepção da selecção das quinas precisamente no dia em que destronou Luís Figo do posto de jogador português mais internacional de sempre ao vestir pela 128.ª vez a camisola das quinas.

Ronaldo teve cinco oportunidades de marcar, mas não conseguiu concretizar nenhuma. Incluindo um penálti, ao ser derrubado claramente em zona proibida. Por excesso de pressão ou défice de confiança, o astro madeirense rematou ao poste, gorando-se assim a melhor oportunidade portuguesa de todo o jogo. Já antes, aos 29', Nani cabeceara à madeira.

De nada valeu, portanto, Portugal ter sido seis vezes mais rematador do que a equipa adversária, que aliás denotou sempre muitas fragilidade na manobra ofensiva. Mas não falemos em falta de sorte: Ronaldo também esteve mal na marcação dos livres. Foram seis: nenhum levou perigo à baliza austríaca.

É verdade que o meio-campo português esteve mais dinâmico do que no desafio anterior. Para isso muito contribuiu a troca do apático Danilo por William Carvalho, que esticou sempre o jogo com os seus passes longos, permitindo à selecção nacional ganhar vários metros de terreno. O problema principal residiu na zona mais adiantada, onde o 4-3-3 hoje posto em prática por Fernando Santos simplesmente não funcionou. Também por Quaresma - titular desta vez - ter estado vários furos abaixo do que se esperava.

Percebe-se mal a reiterada aposta do seleccionador num João Moutinho sem dinâmica no miolo do terreno. Percebe-se ainda pior a justificação para as substituições tão tardias. Para quê insistir em Éder, um avançado que nunca marcou um golo num jogo oficial pela selecção? Para quê fazer entrar Rafa aos 89', quando o desfecho da partida já estava anunciado?

Questões em que Fernando Santos certamente vai ponderar até quarta-feira, dia em que enfrentaremos a Hungria. Um jogo decisivo, ninguém duvida.

 

Portugal, 0 - Áustria, 0

.................................................

 

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Teve pouco trabalho, mas não deixou de estar atento. Revelou reflexos rápidos quando Pepe lhe atrasou mal uma bola, logo aos 3'. Boa defesa nos momentos iniciais da segunda parte.

 

Vieirinha - Voluntarista e dinâmico, mas continuando a revelar problemas nos cruzamentos em apoio do nosso ataque: foram raros os que lhe saíram bem. Salvou um possível golo aos 41', quase na linha da baliza.

 

Pepe - Muito assobiado nas bancadas, entrou nervoso e desconcentrado. Viu um cartão amarelo aos 40'. Melhorou no segundo tempo, quando foi um dos mais inconformados. Grande recuperação de bola, galgando terreno aos 59'.

 

Ricardo Carvalho - Impecável no sector mais recuado da selecção, onde foi um pilar da nossa organização defensiva. Sem necessidade de recorrer a faltas. Cortes soberbos aos 12' e 82'.

 

Raphael Guerreiro - Voltou a destacar-se pela dinâmica e pela qualidade de passe, superior a Vieirinha no flanco oposto. Protagonizou um dos melhores lances do jogo aos 22', numa excelente tabelinha com Nani.

 

William Carvalho - O seleccionador apostou nele em vez de Danilo. Aposta ganha: William deu mais mobilidade à equipa, colocando bem a bola em passes longos. Muito do jogo central passou por ele. Terá sido o melhor em campo.

 

João Moutinho - Melhorou em comparação com o jogo anterior mas continua aquém do nível a que nos habituou noutras épocas. Falta-lhe intensidade no transporte de bola e maior capacidade de abrir linhas.

 

André Gomes - Pautou-se pela regularidade, embora sem grandes rasgos. Mas é um daqueles jogadores que a todo o momento podem protagonizar um bom lance. Aconteceu aos 29', quando serviu Nani, que rematou ao poste.

 

Nani - Foi o melhor jogador em campo na primeira parte. Com um cabeceamento ao poste e um excelente cruzamento para Ronaldo (35'). Podia ter marcado logo aos 12'. Apagou-se na segunda parte. Substituído por Rafa só aos 89'.

 

Quaresma - Entrou no onze titular - outra novidade nesta partida. Mas não correspondeu às expectativas. Desperdiçou vários cantos e os centros não lhe saíram bem. Cartão amarelo por protestos, aos 31'. Deu lugar a João Mário aos 71'.

 

Cristiano Ronaldo - Vinte remates à baliza. Em vão. Podia ter marcado aos 22', 38', 55' e 56': a bola ou saiu ao lado ou foi defendida. Chamado a converter um penálti aos 79', atirou ao poste. O cansaço de final da época explicará tudo?

 

João Mário - Rendeu Quaresma aos 71' e voltou a dar a sensação de não ter pegado bem no jogo. Rende muito mais do que demonstrou contra a Islândia e nestes 20 minutos contra a Áustria, como bem sabemos.

 

Éder - Entrou aos 83', substituindo André Gomes. Uma substituição inútil. O jogador do Valência, mesmo cansado, rendia mais em campo do que este ponta-de-lança que se tem especializado em não marcar golos.

 

Rafa - Fernando Santos fê-lo entrar aos 89', rendendo Nani. E a verdade é que mexeu com o jogo, protagonizando um dos lances individuais mais vistosos da segunda parte. Que mais poderia ter feito em escassos quatro minutos?

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