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És a nossa Fé!

Árbitro detido

Trata-se do mesmo que num célebre jogo Torreense-Anadia marcou uma grande penalidade inexistente a favor da equipa da casa, expulsou dois jogadores do Anadia e ainda mandou repetir os penáltis até que a bola entrou... à terceira. A coisa foi de tal maneira escandalosa que acabou suspenso pelo Conselho de Arbitragem.

Falta acrescentar: este árbitro actuou quatro épocas na I Liga (2000-2001, 2007-2008, 2008-2009 e 2009-2010).

 

Agora está detido. Por peculato e falsificação de documentos.

Os restantes delitos, cometidos de apito na boca por este e outros, continuam impunes.

Da arte de furtar

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Críticas unânimes dos especialistas de arbitragem a Nuno Almeida, que ontem, em Alvalade, deixou por marcar um penálti cometido por Ricardo Costa sobre Plata - de pitons em riste, num lance em que poderia ter inutilizado o jovem equatoriano para a prática do futebol - e manteve o sarrafeiro impune em campo, sem lhe mostrar o mais que merecido cartão. Da cor do Ferrari do apitador. *

 

Duarte Gomes (A Bola): «Penálti por assinalar, por infracção clara de Ricardo Costa sobre Gonzalo Plata. A entrada tem velocidade, intensidade e perigo para a integridade física do jogador leonino. O central devia ter sido expulso.»

Fortunato Azevedo (O Jogo): «Grande penalidade por assinalar. Ricardo Costa, ao atacar a bola de lado com uma das pernas, com força excessiva, pôs em perigo a integridade física de Gonzalo Plata. Falta grosseira, para cartão vermelho directo.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Ricardo Costa projectou-se a alguma distância com a sola da bota e atingiu o pé de Gonzalo Plata. Conduta violenta justificadora de grande penalidade que não foi assinalada

Jorge Faustino (Record): «Ricardo Costa, num tackle em salto e de sola, acertou no pé de Plata de forma perigosa (por acaso também tocou na bola). O VAR chamou, mas o árbitro, mal, não aceitou. Ficou penálti por sancionar

José Leirós (O Jogo): «Nuno Almeida errou ao ver no campo e voltou a errar ao ver as imagens no VAR. Ricardo Costa foi à bola e ao adversário, atingindo Gonzalo Plata e derrubando-o. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Ricardo Costa entra de forma negligente sobre Plata na tentativa de jogar a bola. Árbitro é alertado pelo VAR que, após visionar as imagens, assinala pontapé de canto. Penálti por assinalar e cartão amarelo por exibir.»

Rogério Azevedo (A Bola): «Penálti claro por assinalar por falta de Ricardo Costa sobre Plata. O VAR chamou a atenção de Nuno Almeida, mas este insistiu no erro. Caiu, assim, em duplo erro. Aliás, triplo: Ricardo Costa deveria ter sido expulso.»

 

* À atenção do Sr. Rui Santos, que na SIC Notícias tem insistido, com base em critérios pseudo-rigorosos, que o Sporting é o clube «mais beneficiado pelas arbitragens».

Elas (Toupeiras) "Andem" Aí

Rui Costa (o árbitro, não o funcionário de Vieira) não veio ontem a Alvalade arbitrar.

Veio fazer pouco dos sportinguistas. Fazer muito pouco, mesmo.

É, aliás, algo em que se vem especializando há longos anos:

Mostrando ao que vinha, sem rodeios, em apenas 30 minutos de jogo, conseguiu perdoar dois amarelos ao Maritimo - falta violenta sobre Sporar e entrada por trás a Bruno Fernandes.

A falta sobre Luiz Phyllipe que causou lesão (grave)? nem sequer foi falta, pois claro.

Primeiro cartão do jogo? Para o Sporting, como não podia deixar de ser (Neto, na primeira falta que faz).

Já na segunda parte, com visão de toupeira, lá foi rebuscar no VAR um motivo para anular o 1-0.

De recordar que ficamos sem Vietto para os jogos com o SLB e final da Taça da Liga depois de uma autêntica sessão de 90 minutos de pancadaria contra os nossos jogadores em Setúbal - https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/a-lesao-de-vietto-que-o-obrigou-a-ser-substituido-no-v-setubal-sporting

Sessão de pancadaria essa de que, curiosamente, saímos com apenas menos um cartão do que o Vitória - https://www.zerozero.pt/jogo.php?id=6958650. O ridículo cartão a Coates só pode ser percebido como destinado a impedir que o central jogasse contra o SLB. 

Interessante também recordar que, apesar da violência de ontem e de Setúbal, o único jogador expulso nos últimos jogos do Sporting foi nosso - Bolasie, em Braga, após um choque que nem sequer amarelo valeria para Ruben Dias (SLB) ou Pepe (FCP). 

Nada disto é propriamente novo. Luís Filipe Vieira escolhe árbitros, há muitos anos:

E nada lhe aconteceu. Aliás, a sua influência só tem vindo a aumentar, de dia para dia. 

O SLB, aliás, tem 60 anos disto. 

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Mas isso era no tempo em que se irradiavam árbitros. Hoje, não há corrupção. Há toupeiras e padres.

E acontece-lhes... nada. "Andem" aí. É um lamaçal completo, em que dirigentes (e os Paulos Gonçalves da vida) apanhados em flagrante continuam na maior impunidade. E espera-se que nós, que gostamos de futebol, nos conformemos. Ou desistamos.

Assim se leva as pessoas a afastar-se dos estádios e da Liga. Conheço muitos que, sem paciência para um jogo viciado, passaram a seguir a Premier League ou La Liga.

E a direcção do Sporting no meio disto tudo? Zero, ou quase. De vez em quando lá aparece Beto a refilar, como em Braga, e é tudo.

É para o lado que os que viciam o jogo dormem melhor. E vão sonhando com as "reconquistas" e "hegemonias".

A manifesta incompetência

Podemos confiar nos "especialistas da arbitragem" para deslindar lances polémicos que ocorrem durante os jogos? Nem por isso.

Basta reparar naquilo que o País inteiro já viu, com base na repetição das imagens televisivas: o golo do Paços de Ferreira, na noite de quinta, foi marcado por um jogador chamado Tanque que confunde futebol com andebol. A tal ponto que usou o bracinho para introduzir a bola dentro da nossa baliza. Como as imagens elucidam para lá de qualquer dúvida recorrendo à câmara lenta de que eles (e o vídeo-árbitro) dispõem.

É verdade que o lance é muito rápido e algo confuso pois envolve a movimentação simultânea de vários jogadores dentro da grande área leonina, o que terá baralhado o árbitro Rui Costa. Mas os supostos especialistas são colaboradores remunerados dos jornais precisamente para mostrarem o que valem nestas ocasiões. E, valha a verdade, demonstraram valer muito pouco - ou quase nada.

 

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Recapitulemos o que escreveram estes senhores nas folhas-de-couve onde costumam perorar.

Duarte Gomes:

«Douglas Tanque foi o autor do golo dos visitados, não de cabeça como pareceu à primeira, mas (aparentemente) com o ombro esquerdo. A bola não parece ter resvalado para o braço, o que tornaria o lance ilegal. Benefício da dúvida para Rui Costa.» (A Bola)

Fortunato Azevedo:

«Não há irregularidade, boa decisão da equipa de arbitragem em validar o golo. Houve dúvidas inicialmente, mas estas foram desfeitas depois.» (O Jogo)

Jorge Coroado:

«Apesar do braço fora do plano do corpo, a bola terá sido jogada pela parte superior do ombro. Nesta circunstância, não há infracção.»  (O Jogo)

Jorge Faustino:

«Muitas dúvidas sobre se a bola bateu no braço, o que faria anular o golo, ou no ombro. As imagens não são esclarecedoras quanto ao local desse contacto. Assim, benefício da dúvida para a decisão de validar o golo.» (Record)

José Leirós:

«Não houve qualquer infracção em toda a jogada. Rui Costa, atento e com a confirmação do VAR, correctamente validou o golo.» (O Jogo)

Marco Ferreira:

«Golo do Paços levanta dúvidas no local onde a bola bate antes de entrar na baliza. Fica a dúvida: braço ou ombro. O árbitro valida o golo e sendo um lance em que as imagens não são claras, o VAR não deve intervir. Aceito a decisão.» (Record)

 

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Ao contrário do que estas sumidades presumiam, o escândalo foi de tal ordem que o vídeo-árbitro Carlos Xistra vai ser castigado. E só não foi maior ainda devido ao segundo golo do Sporting, caso contrário deixaríamos dois pontos em Paços de Ferreira nesta Noite de Bruxas em memória do campeonato 2006/2007 que nos foi roubado pela famigerada mão de Ronny. Validada por um apitador chamado João Ferreira.

Quanto aos tais especialistas, ficamos definitivamente conversados sobre o mérito de todos eles: padecem de manifesta incompetência. Visual e anatómica.

Merecem ir para a jarra. Todos.

Precisamos de árbitros como estes

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Precisamos de um árbitro como Rui Costa (e do vídeo-árbitro Vasco Santos), que no jogo Portimonense-FC Porto assinalou um penálti inexistente, confundindo o peito com o braço do defesa Jadson, permitindo assim que os azuis e brancos se adiantassem no marcador. E no fim, estando o desafio empatado 2-2, prolongou-o durante oito minutos suplementares até que surgisse o golito que valeu três pontos à equipa de Pinto da Costa.

Precisamos de um árbitro como Carlos Xistra (e do vídeo-árbitro António Nobre), que no jogo FC Porto-V. Guimarães expulsou Tapsoba, um defesa visitante, aos 40 segundos, exibindo-lhe um vernelho directo por suposta falta sobre o mergulhador Marega que nunca existiu. Mesmo assim, a equipa da casa só conseguiu vencer quando já jogava contra nove (cortesia de Xistra, que expulsou mais um).

Precisamos de um árbitro como Luís Godinho (e do vídeo-árbitro Rui Oliveira), que ontem, no FC Porto-Santa Clara, poupou Uribe a uma expulsão, indiferente à agressão deste digno sucessor de Paulinho Santos a um avançado açoriano que ficou a jorrar sangue, estendido na grande área. Nem o facto de o portista ter aberto o sobrolho a Fábio Cardoso com uma trancada de cotovelo levou o apitador a mostrar-lhe o vermelho e a marcar penálti contra o FCP.

 

Este ano a equipa que está a ser levada ao colo é a do FC Porto. Obviamente, depois da derrota inicial frente ao Gil Vicente, havia que lhe dar a protecção adequada para evitar traumas psicológicos no Dragão. Aí a temos, protagonista dos mais escandalosos casos de arbitragem desta ainda embrionária Liga 2019/2020: três, em seis jornadas. Agora, ao contrário do que sucedia na década de 90, nem é preciso recorrerem aos préstimos do guarda Abel.

Com VAR ou sem VAR, a verdade desportiva emigrou para parte incerta. Dão-se alvíssaras a quem a encontrar. Talvez num beco de má fama.

Um árbitro nocivo ao futebol

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Foi uma indignidade (com a inconfundível marca de Jorge Sousa) vermos Bruno Fernandes, o melhor jogador do futebol português e também o mais fustigado por  lances à margem das leis do jogo, receber um cartão amarelo, e o consequente vermelho - algo inédito, até agora, na sua carreira como profissional -, pela primeira falta que fez, já no tempo extra, após ter sido ceifado oito vezes no mesmo jogo (incluindo uma falta que devia ter dado um penálti ao Sporting e à qual o apitador fez vista grossa). Sem que nenhum desses adversários que o derrubaram em lances promissores tivesse recebido sanção disciplinar, como se impunha.

 

Revi o jogo e contabilizei essas faltas.

Minuto 13: Bruno é derrubado sem bola pelo ganês Ackah sobre a linha do meio-campo. Falta óbvia, não-assinalada.

Minuto 19: Bruno vence um lance dividido na grande área do Boavista. Ricardo Costa, chegando atrasado, agride o capitão leonino, golpeando-o com o braço nas costas. Falta que ficou por assinalar: devia ter sido marcado penálti contra a equipa da casa.

Minuto 20: Bruno é desarmado em falta por Ackah, próximo da meia-lua defensiva. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

Minuto 25: Bruno desarmado em falta por Ackah, na mesma zona do terreno. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

Minuto 36: Bruno derrubado à margem da lei por Ackah no início da construção de um lance ofensivo. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

Minuto 45: Bruno sofre um toque de Fabiano por trás quando estava na posse de bola já no meio-campo do Boavista. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

[No minuto 49, Bruno Fernandes vê um cartão amarelo por protestar junto do árbitro auxiliar contra um cartão da mesma cor exibido ao colega Acuña.]

Minuto 73: Bruno é derrubado por trás quando construía lance ofensivo. Entrada de Stojiljković, claramente à margem da lei, ficou por assinalar.

Minuto 86: Bruno é derrubado por trás quando transportava a bola no meio-campo adversário. Falta de Carraça, assinalada. Mas sem sanção disciplinar.

 

À beira do fim da partida, o senhor Sousa - demonstrando uma chocante dualidade de critérios - entendeu expulsar Bruno Fernandes por uma falta ofensiva, idêntica a muitas cometidas por jogadores axadrezados que distribuíram "fruta" ao longo de toda a partida sem terem recebido qualquer sanção.

Não contaremos, portanto, com o nosso capitão no próximo jogo. A disputar em casa, frente ao Famalicão.

Árbitros como Jorge Sousa, que penalizam os jogadores com maior talento e deixam os sarrafeiros por castigar, prejudicam o espectáculo desportivo. São nocivos ao futebol.

A Liga dos árbitros

O Sporting hoje mostrou uma nova cara. Dominador, coeso, sem dar espaços ao adversário. Seria um justo vencedor. Quem não mostrou uma cara nova foi a arbitragem. Desde o primeiro minuto a proteger a equipa que fazia anti-jogo (o Boavista). Entretanto, Faltas atacantes inacreditáveis marcadas a Bolasie e Acuña, eliminando jogadas de perigo para o SCP. O corolário é a expulsão de Bruno Fernandes, que sofreu faltas violentas (a roçar a agressão) todo o jogo. Na sua (que tenha contado) 1a falta leva amarelo e é expulso (o outro cartão foi por protestos...). Incrível que o BFC acabe este jogo com 10. Que seja o Sporting a ter um jogador expulso é ultrajante, sobretudo da maneira que foi. As arbitragens este ano têm sido autênticos enxovalhos, retirando pontos ao Sporting. E como vai a direcção reagir à enormidade que foram estas últimas arbitragens de jogos do SCP?

"Não é normal", diz.

«Não é normal os árbitros virem aqui e o Sporting ser sempre desfavorecido. Ao mínimo toque, para as outras equipas é falta e para nós nunca acontece nada. As equipas, supostas pequenas, queixam-se muito da arbitragem mas hoje não o podem fazer. Não falo só dos penáltis nem falo só quando perdemos. O futebol português tem uma mentalidade pequena e tem de a mudar. É por isso que na Europa não fazemos a diferença», sentenciou o capitão [Bruno Fernandes] dos leões à Sport TV.

Nem pensar em tal coisa

Foi uma vergonha, a arbitragem do Argentina-Brasil, jogo da meia-final da Copa América. O árbitro (do Equador) e o vídeo-árbitro (do Uruguai) tudo fizeram para desequilibrar o campo a favor da selecção canarinha, que disputará a final este domingo, frente ao Peru - que derrotou o Chile por 3-0.

Na partida disputada em Belo Horizonte, o Brasil venceu por 2-0. Acontece que os dois golos brasileiros foram precedidos de faltas (uma das quais na grande área defensiva da canarinha) a que o homem do apito e o seu comparsa dos monitores televisivos fizeram vista grossa. Dani Alves distribuiu sarrafada como quis e quando quis sem ter visto o cartão vermelho que fez por merecer. E na recta final da partida registou-se um derrube claríssimo de Otamendi dentro da grande área brasileira, por Arthur - outra falta que ficou impune.

Não escrevo estas linhas por torcer pela Argentina, longe disso, apesar de o nosso Acuña ser titular do onze alviceleste. Quando Portugal não joga, sinto-me sempre "brasileiro". Assinalo o que ocorreu no Mineirão como nova advertência contra aqueles que insistem em ter árbitros estrangeiros a apitar jogos nacionais. 

Por mim, nem pensar em tal coisa.

Máxi-Ronaldo entre os pigmeus

Uma vez mais, aqueles patuscos que nas pantalhas e nas colunas de alguns jornais defendem a importação de árbitros para o futebol português terão de meter a viola no saco. 

O desempenho daquele senhor alemão de apito nos beiços - e do vídeo-árbitro que tão má assistência lhe deu - foi inenarrável. Ao inventar ontem um penálti contra nós: só isso permitiu à selecção visitante marcar no Portugal-Suíça, que permaneceu empatado até aos 88'. Se não contássemos com Cristiano Ronaldo - que aos 34 anos teima em ser o melhor jogador do mundo e em dois minutos cruciais, ao cair do pano, fixou o resultado em 3-1 - talvez não chegássemos à final desta pioneira Liga das Nações, a disputar domingo que vem contra a Inglaterra ou a Holanda. Mais um desempenho superlativo do nosso melhor de sempre traduzido em três golos. Já soma 88 só na selecção.

Deixem lá os estrangeiros do apito: se há matéria-prima que não necessitamos de importar é a incompetência, que por cá abunda. Mal por mal, antes os de Portugal. Que, pelo menos, entendem os nossos insultos.

E, já agora, poupem-nos a outro disparate: não desatem a inventar putos-maravilha prontos a destronar CR7. Nenhum míni tem pedalada para se equiparar ao máxi. O trono é de Ronaldo - conquistado à custa de muito suor, talento e mérito, e não de manchetes fofinhas do jornal A Bola.

O árbitro estragou a festa

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A final da Liga dos Campeões, que ontem à noite opôs em Madrid o Liverpool ao Tottenham, foi das mais fracas que tenho visto. Numa demonstração clara de que o futebol inglês já não é o que era. Desde logo porque a esmagadora maioria dos jogadores nem são ingleses: dos 22 que iniciaram a partida, só havia seis súbditos de Sua Majestade ontem em campo, três para cada lado. E também porque um treinador inglês vai-se tornando raridade: o Liverpool é orientado pelo alemão Jürgen Klopp e o clube londrino tem como técnico o argentino Mauricio Pochettino. 

Confesso que torcia pelo Tottenham: basta ser o clube actual do nosso Eric Dier para tomar esta opção, embora Pochettino tenha deixado no banco o excelente defesa (agora mais médio defensivo) formado em Alvalade: quando entrou para render Sissoko, aos 74', já a sorte do jogo parecia quase lançada - ainda assim, correspondeu ao melhor período da sua equipa, que viria a sofrer o segundo golo em contra-corrente, aos 87', marcado por Origi. Também me pareceu demasiado tardia a entrada de Lucas Moura, um dos melhores brasileiros a actuar em Inglaterra.

Outro brasileiro, o guarda-redes Alisson, foi a figura da noite ao defender pelo menos dois disparos dos spurs que levavam selo de golo - primeiro do coreano Son, depois do dinamarquês Eriksen. Outra estrela em foco foi o holandês Virgil van Dijk, a quem o Liverpool muito deve nesta final: é talvez hoje o melhor central do mundo. Mas foi quase sempre uma partida muito táctica, em diversos momentos bastante mal disputada, com a bola sempre no ar, num desmentido vivo da festa do futebol. Uma partida em que o Tottenham teve a posse do esférico durante cerca de dois terços do tempo, o que desmente (uma vez mais) aqueles que adoram analisar os jogos apenas em função das estatísticas.

Uma festa que começou a ser estragada aos 28 segundos, quando o árbitro esloveno Damir Skomina assinalou grande penalidade contra o Tottenham por bola na mão (e não mão na bola) de Sissoko. Chamado a convertê-lo, o egípcio Salah não falhou. O destino compensou-o após a final do ano passado em que se viu forçado a abandonar mais cedo devido à lesão que lhe foi provocada pelo sarrafeiro Sergio Ramos no confronto com o Real Madrid.

Fica a lição para todos aqueles que em Portugal suspiram pela importação de árbitros estrangeiros. Como se lá fora não houvesse roubos de catedral nos campos de futebol. 

Árbitros: estes são os piores

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Perguntei há dias aos leitores quais seriam os árbitros que mereciam ser riscados mais rapidamente da lista de apitadores no futebol nacional.

Houve muitas respostas, várias delas com adjectivos nada abonatórios para os visados, como se compreende. 

Do que me foi chegando resultou a lista que se segue, devidamente pontuada.

 

Bruno Paixão    10

Fabio Verissimo  7

Manuel Mota      5

Rui Costa             5

João Capela         4

Nuno Almeida     3

Luis Ferreira        3

Carlos Xistra        3

Hugo Miguel       2

Soares Dias         2

Tiago Martins      1

Vasco Santos       1

Helder Malheiro  1

Manobras de diversão

O crucial não é discutir se houve ou não penálti a favor do Rio Ave. O crucial seria discutir o evidente fora-de-jogo de João Félix no segundo golo do Benfica.

 

O vídeo-árbitro funcionou como manobra de diversão. Ora vejamos a sequência: há uma jogada polémica na grande área do Benfica, o árbitro deixa seguir e, logo depois, o Benfica marca um golo em fora-de-jogo. Aí, o árbitro manda interromper o jogo para que se possa consultar o vídeo-árbitro. Pensei que ele queria examinar o lance do golo. Mas não! Ele quis clarificar a jogada anterior!

 

Na verdade, a jogada é dúbia. Mesmo com a repetição das imagens, é difícil de dizer se realmente o penálti se justificaria, por isso, não se pode verdadeiramente censurar o árbitro por não o ter assinalado. Mas não era isso que importava a Hugo Miguel. Importou, sim, desviar as atenções de um golo marcado de forma irregular.

 

A discussão à volta da existência, ou não, da grande penalidade é outra manobra de diversão, alimentada pelos media, a desviar do essencial.

Nunca mais

Ao que consta, a Federação Portuguesa de Futebol prepara-se para "pôr na jarra" vários árbitros que tiveram actuações lamentáveis ou mesmo vergonhosas nesta época 2018/2019. 

Caso se confirme, isto merece à partida o meu aplauso.

E aproveito para lançar um repto aos leitores: quais os três árbitros que deveriam constar no topo desta lista para que nunca mais apitem jogos do campeonato nacional de futebol?

Este senhor não serve

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Raras vezes, como os leitores saberão, abordo aqui questões de arbitragem - e muito menos de forma fulanizada.

Mas neste caso não pode haver contemplações nem falinhas mansas: o Sporting tem de reagir energicamente, considerando Tiago Martins persona non grata em Alvalade. Um árbitro que vacila perante todas as artimanhas da equipa do Marítimo na prática do antijogo, permitindo que o tempo útil de futebol corrido nesta partida não chegasse sequer aos 60 minutos, é alguém que contribui para o desprestígio da modalidade em Portugal. 

Pior: está já comprovado que este árbitro expulsou sem a menor justificação o nosso treinador holandês, que não fala português e terá proferido em inglês as palavras "porcaria" e "anedota". Isto é um sinal inequívoco de inaceitável prepotência: usar um apito num jogo oficial de futebol não pode ser sinónimo de valer tudo.

 

Acontece, como circunstância agravante, que a postura anti-Sporting de Tiago Martins não vem de agora. Já na época passada este mesmo senhor deu ordem de expulsão a Petrovic num lance do Sporting-Moreirense em que não se registou sequer a mais remota falta.

Como recordo no texto imediatamente abaixo deste, o juízo negativo quanto à actuação deste cavalheiro não é só meu - é de todo o painel de comentadores da arbitragem portuguesa, em deliberação unânime.

E aproveito, agora com motivos acrescidos, para reafirmar o que aqui escrevi faz hoje um ano: «É indispensável apontar aqui o nome deste árbitro e a extrema injustiça da sua intervenção, que inclinou de imediato o campo a favor do Moreirense. Tiago Martins - um dos tais surgidos da famigerada "proveta" de Vítor Pereira - não tem categoria para apitar jogos da primeira Liga portuguesa.»

 

Os responsáveis leoninos têm de dizer isto, as vezes que for preciso: este senhor não serve. Porque já lesou e continua a lesar o Sporting.

Que não lhe doa a voz, presidente Frederico Varandas.

Tiago Martins: o primado da incompetência

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O árbitro Tiago Martins expulsou Petrovic no Sporting-Moreirense. Sem motivo, mostrando-lhe um segundo cartão amarelo, num lance em que não houve qualquer falta. E que, estranhamente, fica fora dos poderes atribuídos ao vídeo-árbitro - algo que devia ser revisto com carácter de urgência.

Este foi, de resto, o veredicto unânime de toda a crítica da arbitragem na imprensa desportiva portuguesa.

 

Qual foi o juízo dos ex-árbitros?

Duarte Gomes (A Bola): «Erro grave do árbitro ao exibir o segundo cartão amarelo a Petrovic, pois o jogador leonino não faz falta sobre Zizo, num lance a meio do meio-campo do Moreirense.»

Fortunato Azevedo (O Jogo): «Erro grave do árbitro, dado que Petrovic nem falta comete sobre o adversário. Mesmo que existisse falta, ela teria sido feita numa zona do terreno em que não trava um ataque prometedor do adversário.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Petrovic não cometeu qualquer falta. Zizo escorregou e a punição ter-se-á assinalado devido à pressão do banco do Moreirense ou a errada informação vinda de outro lado.»

Jorge Faustino (Record): «Mesmo aceitando que possa ter havido falta de Petrovic sobre Zizo, não há justificação para a exibição do cartão amarelo ao jogador do Sporting. Benefício da dúvida para a falta. Erro disciplinar claro.»

José Leirós (O Jogo): «Demorou muito a usar o apito, nem sequer foi hesitação. Talvez tenha ouvido algo no seu aparelho. No entanto, Petrovic nem sequer tocou no adversário. Mal punido com cartão amarelo e consequente expulsão.»

Marco Ferreira (Record): «Petrovic tenta disputar a bola e não comete infracção sobre Zizo. Árbitro assinala infracção incorrectamente e exibe o cartão amarelo e respectivo vermelho por acumulação. Nesta situação, o VAR não pode intervir.»

 

É indispensável apontar aqui o nome deste árbitro e a extrema injustiça da sua intervenção, que inclinou de imediato o campo a favor do Moreirense. Tiago Martins - um dos tais surgidos da famigerada "proveta" de Vítor Pereira - não tem categoria para apitar jogos da primeira Liga portuguesa.

Ficaremos atentos ao seu percurso.

Sobre Bruno Paixão

Janeiro de 2015: um penálti oferecido ao Benfica em Paços de Ferreira:

«Se o critério Paixão fizesse lei geral no futebol, a partir de agora os jogadores teriam de jogar com mãos amputadas dentro da grande área defensiva. Só assim evitariam que uma bola disparada a um metro de distância lhes fosse bater inesperadamente na mão, como ontem sucedeu ao defesa Ricardo perante um remate de Jonas. Paixão "viu" nisto um penálti - que embalaria o Benfica para uma vitória tranquila logo aos 18 minutos. Mas já não vislumbrou uma evidente falta de Luisão sobre Cícero, ocorrida na grande área benfiquista cinco minutos antes, nem a claríssima rasteira de Eliseu dentro da grande área encarnada, aos 89 minutos, numa jogada desenrolada escassos metros à sua frente.»

 

Agosto de 2017: um penálti perdoado ao Setúbal contra o Sporting:

«Todos os especialistas em arbitragem, sem excepção, sublinham hoje na imprensa desportiva que o árbitro Bruno Paixão deixou ontem por marcar um claríssimo penálti favorável ao Sporting por derrube de Coates dentro da área sadina quando iam decorridos 33 minutos. À segunda jornada, foi o primeiro neste campeonato. Todos sabemos desde já que estará muito longe de ser o último.»

Prognósticos antes do jogo

Depois de um relance pelo paupérrimo desempenho de outras equipas, voltemos a falar de coisas relevantes, como o nosso próximo desafio do campeonato nacional. É o Paços de Ferreira-Sporting, que se disputa a partir das 18 horas deste domingo, com a 12.ª jornada a ser assegurada pelos habituais árbitros de turno, já superada a maré de "perturbações psicológicas" que parecia tê-los afectado no início da semana.

Eles falam, falam, falam, mas no fim o dinheirinho proporcionado pelo apito é que conta. Assim ninguém consegue levá-los a sério, como há dois dias aqui escrevi.

Mas isso agora não interessa nada. Vamos ao que importa: quais são então os vossos prognósticos para este jogo?

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