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És a nossa Fé!

O mais invejado do mundo

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Ser o maior do mundo provoca efeitos secundários: Cristiano Ronaldo é também o futebolista mais invejado do mundo.

Que o seja pelos próprios compatriotas, já não estranho: sempre tivemos uma certa tendência para a autoflagelação. E a clubite aguda leva muitos benfiquistas e alguns portistas a detestá-lo só por ter sido formado na Academia leonina.

Lamentável? Claro que sim. Nunca vi, por exemplo, um argentino falar ou escrever contra Messi.

 

Acontece que CR7 volta a ser notícia. Não por motivos fúteis mas por contestar um gravíssimo erro da equipa de arbitragem no Sérvia-Portugal que lhe anulou um golo limpo no último lance da partida, disputada em Belgrado. Este erro - que alguns pretendem menorizar - pode custar-nos o apuramento para o Mundial de futebol.

As imagens do protesto deram a volta ao mundo. Cristiano, tão bom a comunicar como a jogar, sabia o efeito que produziria. Assim aquele erro indesculpável tornou-se notícia em todos os continentes. Não reparou a injustiça de que fomos vítima, mas deu-lhe projecção universal. 

 

Fez ele muito bem ao proceder como procedeu: assim o roubo não passou despercebido. E ou muito me engano ou o gesto do capitão da equipa das quinas traçará uma linha de fronteira: a FIFA passará finalmente a incluir a tecnologia de linha de baliza e o vídeo-árbitro nas competições para o apuramento do Mundial.

Acontece que por cá, nas redes sociais e nos meios de informação, muita gente ferveu de indignação ao vê-lo atirar a braçadeira ao chão mal saiu de campo. Dizem-me (não vi) que nessa mesma noite um canal de televisão dedicou duas horas (!) ao tema. Com intervenientes escandalizados, não com o roubo mas com o gesto de Cristiano. 

Preferiam talvez que comesse e calasse.

Como se o roubo de catedral que tanto nos prejudicou não devesse ter sido assinalado com fúria e frustração.

Como se fizessem tábua rasa desta sabedoria popular que nos devia servir de lema: quem não se sente não é filho de boa gente.

 

ADENDA: O VAR é uma conquista civilizacional do futebol. Como é possível duvidar-se disto? Que a mais elevada instância da modalidade prescinda deste instrumento já utilizado nas competições internas para analisar os lances polémicos na fase de apuramento do Mundial é algo que roça o escândalo.

Roubados

Falamos nós dos árbitros portugueses, apontando o dedo acusador à incompetência desses senhores de apito.

E há até quem defenda que os jogos do nosso campeonato devem passar a ser arbitrados por estrangeiros.

Recomendo a todos estes que reparem no roubo de catedral que hoje aconteceu em Belgrado. Um assalto do árbitro holandês à nossa selecção, anulando um golo limpo de Cristiano Ronaldo, que ao cair do pano nos daria a vitória por 3-2 frente à Sérvia na campanha para a qualificação do Mundial-22. 

Não faço ideia como se diz ladrão em holandês. Mas de uma coisa tenho a certeza: árbitros estrangeiros em Portugal, nem pensar. É mais patriótico quando são portugueses a roubar-nos.

 

ADENDA: Magnífico passe de Nuno Mendes assistindo no golo limpo de Ronaldo que o apitador anulou. Não entendo como Fernando Santos o retirou hoje do onze titular após exibição muito positiva do nosso ala esquerdo frente ao Azerbaijão.

Vão lá derramar-se para outro lado

Penálti oferecido pelo duo Oliveira & Oliveira que deu um pontinho ao Braga em Famalicão

 

Alguns bitaiteiros acampados nas pantalhas derramam-se em entusiásticos elogios ao Braga. Uns tantos costumam até balbuciar que a equipa minhota «é a que pratica melhor futebol em Portugal».

Estas bacoradas, vindas de ondem vêm, não espantam ninguém. Mais estranho é perceber que supostos adeptos do Sporting as papagueiam nas redes sociais com a intenção deliberada de desvalorizar a nossa equipa. 

Coitados: sabem lá o que dizem. Esta noite a turma braguista foi vulgarizada no desafio com o Famalicão, penúltimo classificado do campeonato. Os de Braga arrancaram um empate a ferros (2-2) mas mereciam ter perdido: a segunda parte foi toda da equipa anfitriã, que marcou um golaço (por Heriberto) e teve mais três flagrantes oportunidades, uma das quais com a bola a embater no poste. E só um brinde escandaloso do árbitro Manuel Oliveira, que inventou um penálti contra os da casa após mergulho do piscineiro Ricardo Horta, permitiu ao Braga embolsar um pontinho em Famalicão. Num grosseiro atentado à verdade desportiva validado pelo vídeo-árbitro Rui Oliveira, que necessita de consulta urgente no oftalmologista.

 

Mesmo levado ao colo pelo duo Oliveira, o Braga acaba de descer ao terceiro posto. Tem agora, à 23.ª jornada, menos 11 pontos que o Sporting.

Digam lá aos tais bitaiteiros qual é a melhor equipa de futebol em Portugal. Eles que se vão derramar para outro lado.

Muita atenção a este senhor

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Qual o "cadastro" deste senhor vestido de azul, que apitará o clássico de sábado?

Enumero apenas três casos, um deles bem recente.

 

- Inventou um penálti contra nós num Sporting-Rio Ave (Setembro de 2019), validando um mergulho de Taremi - agora no FC Porto - sem sequer visualizar as imagens. Um jogo em que marcou três castigos máximos a favor dos visitantes, aos 4', 83' e 86'. Justificando a pergunta: algum árbitro português se atreveria a marcar três penáltis ao Benfica na Luz ou ao FC Porto no Dragão? Neste mesmo desafio, fez vista grossa a um derrube de Raphinha, empurrado pelas costas na grande área leonina: grande penalidade que ficou por assinalar.

 

- Expulsou Bolasie por um alegado estalo que nunca existiu, forçando a nossa equipa a jogar toda a segunda parte só com dez jogadores num Portimonense-Sporting para a Taça da Liga (Dezembro de 2019). Nesta mesma partida, fingiu não ter visto duas agressões à bofetada contra Coates e Bruno Fernandes ocorridas dentro da grande área da turma da casa.

 

- No Sporting-Braga deste campeonato (Janeiro de 2021), tendo à sua disposição - enquanto vídeo-árbitro - todos os ecrãs disponíveis na chamada "cidade do futebol", não viu um empurrão de Rolando a Feddal, uma mão na bola de Fransérgio e um derrube de Tiago Tomás, sem bola, na grande área braguista. Três penáltis que ficaram por assinalar - dois dos quais, o primeiro e o terceiro, sem qualquer margem para dúvida.

 

Chama-se João Pinheiro.

Um nome que já foi mencionado em abundantes notícias de jornais.

Um nome que convém não esquecer.

Chama-se Vítor Ferreira

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Este senhor de azul apitou o Marítimo-FC Porto.

O senhor que validou um golo dos portistas, aos 14', iniciado com a marcação irregular de um livre. Um golo ilegal, portanto.

O senhor que fez vista grossa a um pisão de Corona, aos 17', poupando-lhe um quinto cartão amarelo que impediria o mexicano de alinhar no clássico contra o Sporting.

O senhor que fingiu não ver duas agressões de Manafá, aos 33' e aos 41', isentando o defesa do FCP do merecido cartão vermelho que o afastaria do Dragão no próximo sábado.

Fixemos-lhe o nome: Vítor Ferreira. Convém não esquecer.

Um treinador à Porto

Mais uma vez ontem o treinador do Porto foi expulso, mais uma vez justificaram a perda de pontos com a arbitragem, mais uma vez tiveram um penalti mais que duvidoso assinalado. Esta forma de estar naquele clube não é nova. Todos sabemos, uns por que o viveram, outros pelos registos que ficaram, a forma como este clube conseguiu conquistar a grande maioria dos troféus que expõe no seu museu. A táctica sempre consistiu no que se vê, a ameaça, a vitimização, a coacção a todos os árbitros. Para quem comanda o Porto desde a década de 80 do século passado, vale tudo, mesmo tudo para ganhar. Que se lixe a ética, que se lixe o desportivismo e a seriedade. O actual treinador do Porto é a imagem perfeita desta forma de estar, agressivo, conflituoso, mal educado, sem qualquer respeito pelos outros clubes, pelos jogadores e treinadores. Nunca tem a culpa de nada, há sempre uma teoria da conspiração que o impede de ganhar. Quando perde um jogo foi por culpa do sistema que está contra o seu clube, quando ganha foi apenas pelo seu mérito. O ódio que transparece no seu olhar ameaçador revela-nos uma pessoa agressiva, sem respeito por quem o rodeia. Era assim como jogador, é assim como treinador.

Encaixa na perfeição no adn daquele clube.

O corporativismo de Marco Ferreira

Texto de Sol Carvalho

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Marco Ferreira na edição impressa do Record de hoje [ontem]:

«EMPURRÃO. João Palhinha empurra o adversário com o braço direito no momento em que este se preparava para rematar à baliza. Livre directo e cartão amarelo bem exibido.»

O mesmo árbitro no fórum on-line do mesmo jornal esta tarde [ontem à tarde]:
«Em relação a este lance em particular, a infracção técnica não é motivo para amarelo, foi um empurrão imprudente e nada mais.»

 

O mais incrédulo é o texto a seguir a este último:

«O amarelo foi exibido porque o árbitro entendeu que era uma jogada prometedora, sendo uma questão de interpretação eu acompanho sempre a decisão tomada em campo. Realço que qualquer decisão disciplinar seria sempre acompanhada por mim, exibir ou não o amarelo.»

 

Ou seja, para Marco Ferreira, ele escreverá sempre "certo" o que o árbitro decidir sobre cartões amarelos MESMO QUE NÃO CONCORDE! E agora que o Fábio Veríssimo disse que se tinha enganado... como é que vai ser?

TRAPALHADA: Por aqui se vê: corporativismo mesmo quando despromovidos... E são estes os árbitros chamados a dar opinião especializada em jornais de referência?

Defender o indefensável

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Duarte Gomes, sempre ele. Na tentativa desesperada de salvar a face dos árbitros mais incompetentes e mais impróprios para o futebol de qualidade que ambicionamos ter em Portugal, surgiu na edição de ontem do jornal A Bola elogiando em título o desempenho do seu colega Tiago Martins, que teve uma actuação péssima na final da Taça da Liga. «Tecnicamente bem» é a sentença do ex-juiz do apito.

Gomes precisa de reler o que escreve quando chega a hora de pensar num título. Sucede que, na análise de um desses lances em que Martins revelou todo o esplendor da sua incompetência, o articulista d' A Bola assinala que o lance foi «mal avaliado tecnicamente». E sem discussão: Jovane viu o amarelo aos 24' quando foi ele a sofrer a falta.

Como é que um «mal avaliado tecnicamente» se transforma no «tecnicamente bem» do título? Mistério. Talvez Duarte Gomes, um dia destes, não se importe de esclarecer.

Os árbitros deviam prestar contas

Texto de João Gil

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No primeiro lance [do Sporting-Braga] há uma dupla falta, já que Raul Silva depois da falta sobre Feddal também intercepta a bola com o braço, na disputa do lance. Nesse lance, o árbitro [Fábio Veríssimo] está a olhar para a jogada, a poucos metros dos protagonistas, e é legítimo duvidar que não tenha visto nada. É o mesmo que dizer que é legítimo duvidar da intenção por detrás da marcação da falta ofensiva, que pura e simplesmente não existe nem se concebe, mesmo por bondade, como o árbitro a descobriu.

Como os árbitros não são obrigados a explicar-se, ficam sempre com o benefício. E o benefício é o de poderem continuar a ganhar dinheiro prejudicando terceiros com as suas actuações incompetentes. Ainda por cima pagos com o dinheiro gerado pelos clubes, treinadores e jogadores, que são quem verdadeiramente cria o negócio e gera a riqueza de que beneficiam os senhores árbitros profissionais de futebol. Se calhar não faria mal que árbitros, tal como treinadores e jogadores, fossem obrigados a apresentar-se em conferências de imprensa após os jogos para explicarem as suas actuações e decisões nas partidas e sujeitarem-se logo ali ao contraditório das imagens e das perguntas dos jornalistas contra os seus próprios relatórios de jogo.

Uma alteração de regulamento que provavelmente deveria ser estudada, em benefício da transparência e da elevação do papel da arbitragem. Ser profissional implica prestar contas. Prestar contas, na arbitragem, não pode ser ver ex-árbitros a defenderem nas televisões as actuações dos árbitros em funções de acordo com as suas preferências clubísticas, mesmo sob a capa do óbvio superior conhecimento técnico que naturalmente possuem sobre o público em geral.

Aqui fica a ideia, portanto.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Levados ao colo

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Benfica-Portimonense, anteontem, minuto 76: Vlachodimos derruba Beto, da turma algarvia, na grande área encarnada. 

Em vez de marcar penálti contra o SLB, o árbitro Tiago Martins assinala simulação, brindando o jogador derrubado com cartão amarelo. Nesse preciso momento, para azar do onze de Portimão, o vídeo-árbitro Bruno Esteves dormia uma retemperadora soneca na chamada "cidade do futebol".

Graças ao duo Martins-Esteves, o Benfica arrancou três pontos nesta partida, vencendo aflitivamente por 2-1.

O que escreveram ontem sobre este lance os especialistas em arbitragem na imprensa desportiva?

 

Duarte Gomes: «Beto não simulou qualquer falta. Foi rasteirado na área do Benfica, no pé direito, pelo joelho de Vlachodimos. O árbitro errou em campo e o VAR devia ter corrigido em sala.» (A Bola)

Fortunato Azevedo: «Vlachodimos aborda tarde a bola e de forma negligente, com o joelho direito, atinge a perna direita de Beto, que estava assente no terreno do jogo. Penálti, claro, não assinalado. E pergunta-se: por que razão o VAR não actuou?» (O Jogo)

Jorge Coroado: «Beto jogou a bola e colocou o pé no solo, em antecipação. Vlachodimos chegou tarde e, com o joelho direito por baixo do corpo, atingiu o avançado, contribuindo para a sua queda. Penálti que ficou por sinalizar e mal decidido o amarelo ao avançado por simulação.» (O Jogo).

Jorge Faustino: «Vlachodimos, ao deslizar pela relva - e apesar de recolher os braços -, tocou com o joelho direito no pé direito de Beto. Lance difícil de observar em campo e queda exagerada terão sido as razões do erro. Penálti por sancionar. (Record)

José Leirós: «Um exemplo em que o VAR devia solicitar ao árbitro para ir ver as imagens. Beto não se deixou cair nem simulou. Mal exibido o amarelo: era penálti porque Beto foi tocado no pé de apoio pelo joelho do guarda-redes.» (O Jogo)

Marco Ferreira: «Vlachodimos tenta antecipar-se a Beto mas acaba por atingir com o joelho o pé do avançado. Pontapé de penálti por assinalar. (Record)

 

Refira-se ainda a honestidade intelectual do treinador Álvaro Magalhães, ex-jogador do Benfica e assumido adepto encarnado, ao escrever estas linhas no diário A Bola, sobre o mesmo lance: «Nota final para o lance aos 76' na área do Benfica em que fico com a sensação de Vlachodimos ter feito falta para penálti sobre Beto. A ser marcado o penálti, o Benfica sofreria, por certo, muito mais e arriscava-se mesmo a não vencer o último jogo de 2020.»

 

Limpinho, limpinho - como costuma dizer um ilustre pensador do futebol. 

Uns valem outros não

Olha, olha... viram o primeiro golo do fêquêpê contra o Paços? Então não derrubaram o guarda-redes antes da bola sobrar para o Sarr? A jogada foi válida só porque o Coates não entrou nela, é?
Percebe-se, ao minuto 73' o resultado ainda estava a zeros, havia que desbloquear. Cá está a justa medida da malandragem arbitral contra o Sporting. Registe-se.

Apregoar mentiras por verdades

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O "colinho" de que beneficiou o Benfica no Funchal, tal como aconteceu no Braga-Farense

 

Vai por aí uma celeuma enorme, alimentada pelos comentadores mais hipócritas e tendenciosos, a propósito do primeiro golo do Sporting no confronto com o Moreirense, devido a um prévio ressalto da bola, que bateu na coxa de Pedro Gonçalves e lhe roçou no cotovelo antes de o jogador a ter encostado para a baliza. Houve até pelo menos um canal de televisão que, segundo me garantem amigos que o frequentam, dedicou grande parte de um serão "informativo" a debater tão magna questão.

Onde andam agora os tais comentadores e os tais canais depois de o vídeo-árbitro Vasco Santos ter induzido em erro o árbitro António Nobre no Braga-Farense ao mandar anular um golo limpo da equipa algarvia por alegada deslocação de Ryan Gauld que nenhuma imagem comprova? Se esse golo tivesse sido validado, como inicialmente foi, os braguistas ficariam com um empate  em vez da vitória tangencial por 1-0 conseguida nesse jogo.

Onde andam agora os tais comentadores e os tais canais depois de o árbitro Manuel Mota (nosso velho conhecido...) ter assinalado como livre favorável ao Benfica um pisão de Gabriel a Jean do qual resultou o golo solitário dos encarnados frente ao Marítimo? Golo que permitiu ao SLB sair da Madeira com três pontos, vencendo por um fraudulento 2-1, e habilitou o treinador encarnado a exibir o seu baixo nível, insultando o treinador do Marítimo, o Elvas-Clube Alentejano de Desportos - que já lhe deu resposta apropriada - e uma repórter da Sport TV.

Não bastava o campo estar inclinado durante os jogos. Cada vez mais se vai inclinando também depois dos jogos, quando entram em cena os comentadores televisivos do "critério duplo", capazes a todo o momento de apregoar mentiras por verdades.

Mais que incompetência

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Já poucas coisas me surpreendem. Mesmo assim, confesso: abri a boca de espanto ao ver ontem o Paços de Ferreira-FC Porto, jogo dominado do princípio ao fim pela turma da casa. Não havia público, visto não se tratar de uma competição de fórmula 1, mas a equipa de arbitragem funcionou como "12.º jogador" dos portistas, puxando de forma inequívoca pelo onze visitante. Que mesmo assim saiu derrotado.

Valha a verdade: o desaire dos azuis-e-brancos - que já perderam oito pontos à sexta jornada - não aconteceu por culpa do árbitro. Nem do vídeo-árbitro. Ambos fizeram o que podiam para que o FCP saísse vitorioso da Capital do Móvel. O primeiro, assinalando um penálti contra o Paços que nunca existiu. O segundo, mandando o primeiro invalidar um golo limpo quando os da casa já venciam por 1-0. 

Mesmo assim, com um penálti sofrido sem qualquer base legal e tendo visto anulado um golo marcado de forma irrepreensível, o Paços de Ferreira conquistou os três pontos. Merece parabéns redobrados.

 

Em qualquer outro país supostamente civilizado, estes dois senhores não voltariam a apitar jogo algum.

Refiro-me ao nosso velho conhecido árbitro Nuno Almeida, mais conhecido por Ferrari Vermelho (e que a partir de agora pode ficar a ser conhecido também por Porsche Azul), e ao vídeo-árbitro André Narciso, um alegado "jovem promissor" do apito que há três dias, em Alvalade, amarelou Palhinha aos 36 segundos e exibiu cartões a Feddal sem que o defesa leonino tivesse sequer tocado no adversário e a Sporar por hipotética "simulação" que nunca existiu.

Mas de uma coisa podemos estar certos: estes dois continuarão a andar por aí. Cometendo atentados à verdade desportiva.

 

Nestas ocasiões, em tempos mais recuados, sentia a tentação de atribuir tudo isto à pura incompetência. Mas quando verifico que o FCP, em seis jornadas, foi escandalosamente favorecido em quatro (contra Sporting, Braga, Marítimo e Paços) e que metade desses seis desafios terminou com treinadores adversários expulsos (Rúben Amorim, Lito Vidigal e agora Pepa), tenho de concluir que se trata de algo mais. Não pode ser só incompetência.

Ontem à noite, não sei porquê, lembrei-me daquelas palavras de Frederico Varandas: «Um bandido será sempre um bandido.»

Ladrão que rouba a ladrão... tem 100 anos de perdão

É realmente comovedor ouvir o Sérgio Conceição, mais a corte de comentadeiros e paineleiros afectos, lamentar-se de tudo e mais alguma coisa, da qualidade do árbitro, da protecção aos poderosos, ao fim e ao cabo dum resultado falseado. Na terminologia introduzida pelo saudoso José Maria Pedroto, dum roubo de igreja.

Também ele, Conceição, se queixa agora da pressão do Pepe Guardiola e do banco do Manchester City sobre a arbitragem.

Se calhar o Sérgio expressou-se mal... o que ele queria era exprimir a sua indignação pelo Godinho não ter sido o árbitro e o Tiago Martins o VAR. Não entende porque é que o Fontela Gomes e a APAF não mandam na UEFA. 

Realmente, não se compreende...

SL

Vale tudo

O FC Porto, campeão nacional, foi ontem ao tapete: perdeu (pela primeira vez na sua história) em casa, por 2-3, contra o Marítimo.

Humilhado no Dragão, à terceira jornada da Liga 2020/2021. Mas não por falta de ajuda da arbitragem e da vídeo-arbitragem. O apitador de turno, um tal Rui Costa, validou o primeiro golo portista, marcado por Pepe mas precedido de evidente falta ofensiva cometida por Danilo. Fez vista grossa a uma grande penalidade cometida por Sérgio Oliveira. E ofereceu de bandeja um penálti à equipa da casa, transformando uma falta ofensiva de Marega em castigo máximo contra o Marítimo. Que Alex Telles não conseguiu converter.

Como se tudo isto não bastasse, o tal apitador ainda proporcionou dez minutos(!) de tempo extra, quando o FCP perdia por 1-2, apesar de nada no jogo justificar mais que cinco minutos para além dos 90. Surpresa: nesse período os visitantes ampliaram a vantagem. Ao minuto 99 os jogadores comandados por Sérgio Conceição lá conseguiram reduzir, mas foram incapazes de evitar a derrota, mesmo com tantos brindes do árbitro.

E a tudo isto o que disse o VAR? Rigorosamente nada: deixou andar. Nome deste incompetente? Luís Ferreira.

A coisa promete: já se percebeu que vai valer tudo. Este ano o campo começa a ficar inclinado demasiado cedo. Sempre para o lado dos mesmos. Aqueles que há anos andam a manchar a verdade desportiva e a conspurcar o futebol em Portugal.

A voz do leitor

«Em abono da verdade se diga que a grande maioria dos árbitros não segue padrões tão reles: a grande maioria rouba (dentro do campo) porque, consciente ou inconscientemente, sabe que, se não o fizer, será despromovido/castigado/banido da carreira (uma situação que, curiosamente, piorou com a profissionalização) ou porque os nomes/contactos/moradas/fotos da família, amigos, amigas, parceiras, estavam (estão?) no disco do computador de Paulo Gonçalves.»

 

António C, neste meu texto

A mãezinha dele até pode ser uma senhora muito digna

Só pude ver o jogo de ontem na Ucrânia. O comentador lá ia arrastando a voz ao ritmo tropeçante e pastoso do desafio. Uma partida em que para dar tempo a uma substituição o guarda-redes atira-se lesionado para o chão o tempo necessário a que o suplente dispa o fato de treino e oiça as indicações do treinador. E o "árbitro" ou lá o que era aquilo nada insatisfeito com a cena. 

Mas no final, quando Coates sofre um penalty do tamanho da Catedral de Santa Sofia de Kiev, mesmo não percebendo nada do que dizia o comentador percebia-se tudo o que queria dizer pela excitação em que entrou. Como foi possível ter ido ver ao vídeo e não ver o que toda a gente via? Era isto de certeza que dizia o comentador ucraniano no tom claramente intrigado e surpreendido com que falava.

Como não percebo nada da língua ucraniana, nem dos costumes locais, não sei se o comentador terá chamado gatuno e filho da puta ao árbitro - não  posso jurar, mas fazia sentido.

Árbitro detido

Trata-se do mesmo que num célebre jogo Torreense-Anadia marcou uma grande penalidade inexistente a favor da equipa da casa, expulsou dois jogadores do Anadia e ainda mandou repetir os penáltis até que a bola entrou... à terceira. A coisa foi de tal maneira escandalosa que acabou suspenso pelo Conselho de Arbitragem.

Falta acrescentar: este árbitro actuou quatro épocas na I Liga (2000-2001, 2007-2008, 2008-2009 e 2009-2010).

 

Agora está detido. Por peculato e falsificação de documentos.

Os restantes delitos, cometidos de apito na boca por este e outros, continuam impunes.

Da arte de furtar

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Críticas unânimes dos especialistas de arbitragem a Nuno Almeida, que ontem, em Alvalade, deixou por marcar um penálti cometido por Ricardo Costa sobre Plata - de pitons em riste, num lance em que poderia ter inutilizado o jovem equatoriano para a prática do futebol - e manteve o sarrafeiro impune em campo, sem lhe mostrar o mais que merecido cartão. Da cor do Ferrari do apitador. *

 

Duarte Gomes (A Bola): «Penálti por assinalar, por infracção clara de Ricardo Costa sobre Gonzalo Plata. A entrada tem velocidade, intensidade e perigo para a integridade física do jogador leonino. O central devia ter sido expulso.»

Fortunato Azevedo (O Jogo): «Grande penalidade por assinalar. Ricardo Costa, ao atacar a bola de lado com uma das pernas, com força excessiva, pôs em perigo a integridade física de Gonzalo Plata. Falta grosseira, para cartão vermelho directo.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Ricardo Costa projectou-se a alguma distância com a sola da bota e atingiu o pé de Gonzalo Plata. Conduta violenta justificadora de grande penalidade que não foi assinalada

Jorge Faustino (Record): «Ricardo Costa, num tackle em salto e de sola, acertou no pé de Plata de forma perigosa (por acaso também tocou na bola). O VAR chamou, mas o árbitro, mal, não aceitou. Ficou penálti por sancionar

José Leirós (O Jogo): «Nuno Almeida errou ao ver no campo e voltou a errar ao ver as imagens no VAR. Ricardo Costa foi à bola e ao adversário, atingindo Gonzalo Plata e derrubando-o. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Ricardo Costa entra de forma negligente sobre Plata na tentativa de jogar a bola. Árbitro é alertado pelo VAR que, após visionar as imagens, assinala pontapé de canto. Penálti por assinalar e cartão amarelo por exibir.»

Rogério Azevedo (A Bola): «Penálti claro por assinalar por falta de Ricardo Costa sobre Plata. O VAR chamou a atenção de Nuno Almeida, mas este insistiu no erro. Caiu, assim, em duplo erro. Aliás, triplo: Ricardo Costa deveria ter sido expulso.»

 

* À atenção do Sr. Rui Santos, que na SIC Notícias tem insistido, com base em critérios pseudo-rigorosos, que o Sporting é o clube «mais beneficiado pelas arbitragens».

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  141. O
  142. N
  143. D