Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Nem pensar em tal coisa

Foi uma vergonha, a arbitragem do Argentina-Brasil, jogo da meia-final da Copa América. O árbitro (do Equador) e o vídeo-árbitro (do Uruguai) tudo fizeram para desequilibrar o campo a favor da selecção canarinha, que disputará a final este domingo, frente ao Peru - que derrotou o Chile por 3-0.

Na partida disputada em Belo Horizonte, o Brasil venceu por 2-0. Acontece que os dois golos brasileiros foram precedidos de faltas (uma das quais na grande área defensiva da canarinha) a que o homem do apito e o seu comparsa dos monitores televisivos fizeram vista grossa. Dani Alves distribuiu sarrafada como quis e quando quis sem ter visto o cartão vermelho que fez por merecer. E na recta final da partida registou-se um derrube claríssimo de Otamendi dentro da grande área brasileira, por Arthur - outra falta que ficou impune.

Não escrevo estas linhas por torcer pela Argentina, longe disso, apesar de o nosso Acuña ser titular do onze alviceleste. Quando Portugal não joga, sinto-me sempre "brasileiro". Assinalo o que ocorreu no Mineirão como nova advertência contra aqueles que insistem em ter árbitros estrangeiros a apitar jogos nacionais. 

Por mim, nem pensar em tal coisa.

Máxi-Ronaldo entre os pigmeus

Uma vez mais, aqueles patuscos que nas pantalhas e nas colunas de alguns jornais defendem a importação de árbitros para o futebol português terão de meter a viola no saco. 

O desempenho daquele senhor alemão de apito nos beiços - e do vídeo-árbitro que tão má assistência lhe deu - foi inenarrável. Ao inventar ontem um penálti contra nós: só isso permitiu à selecção visitante marcar no Portugal-Suíça, que permaneceu empatado até aos 88'. Se não contássemos com Cristiano Ronaldo - que aos 34 anos teima em ser o melhor jogador do mundo e em dois minutos cruciais, ao cair do pano, fixou o resultado em 3-1 - talvez não chegássemos à final desta pioneira Liga das Nações, a disputar domingo que vem contra a Inglaterra ou a Holanda. Mais um desempenho superlativo do nosso melhor de sempre traduzido em três golos. Já soma 88 só na selecção.

Deixem lá os estrangeiros do apito: se há matéria-prima que não necessitamos de importar é a incompetência, que por cá abunda. Mal por mal, antes os de Portugal. Que, pelo menos, entendem os nossos insultos.

E, já agora, poupem-nos a outro disparate: não desatem a inventar putos-maravilha prontos a destronar CR7. Nenhum míni tem pedalada para se equiparar ao máxi. O trono é de Ronaldo - conquistado à custa de muito suor, talento e mérito, e não de manchetes fofinhas do jornal A Bola.

O árbitro estragou a festa

skysports-damir-skomina-champions-league_4668846.j

 

A final da Liga dos Campeões, que ontem à noite opôs em Madrid o Liverpool ao Tottenham, foi das mais fracas que tenho visto. Numa demonstração clara de que o futebol inglês já não é o que era. Desde logo porque a esmagadora maioria dos jogadores nem são ingleses: dos 22 que iniciaram a partida, só havia seis súbditos de Sua Majestade ontem em campo, três para cada lado. E também porque um treinador inglês vai-se tornando raridade: o Liverpool é orientado pelo alemão Jürgen Klopp e o clube londrino tem como técnico o argentino Mauricio Pochettino. 

Confesso que torcia pelo Tottenham: basta ser o clube actual do nosso Eric Dier para tomar esta opção, embora Pochettino tenha deixado no banco o excelente defesa (agora mais médio defensivo) formado em Alvalade: quando entrou para render Sissoko, aos 74', já a sorte do jogo parecia quase lançada - ainda assim, correspondeu ao melhor período da sua equipa, que viria a sofrer o segundo golo em contra-corrente, aos 87', marcado por Origi. Também me pareceu demasiado tardia a entrada de Lucas Moura, um dos melhores brasileiros a actuar em Inglaterra.

Outro brasileiro, o guarda-redes Alisson, foi a figura da noite ao defender pelo menos dois disparos dos spurs que levavam selo de golo - primeiro do coreano Son, depois do dinamarquês Eriksen. Outra estrela em foco foi o holandês Virgil van Dijk, a quem o Liverpool muito deve nesta final: é talvez hoje o melhor central do mundo. Mas foi quase sempre uma partida muito táctica, em diversos momentos bastante mal disputada, com a bola sempre no ar, num desmentido vivo da festa do futebol. Uma partida em que o Tottenham teve a posse do esférico durante cerca de dois terços do tempo, o que desmente (uma vez mais) aqueles que adoram analisar os jogos apenas em função das estatísticas.

Uma festa que começou a ser estragada aos 28 segundos, quando o árbitro esloveno Damir Skomina assinalou grande penalidade contra o Tottenham por bola na mão (e não mão na bola) de Sissoko. Chamado a convertê-lo, o egípcio Salah não falhou. O destino compensou-o após a final do ano passado em que se viu forçado a abandonar mais cedo devido à lesão que lhe foi provocada pelo sarrafeiro Sergio Ramos no confronto com o Real Madrid.

Fica a lição para todos aqueles que em Portugal suspiram pela importação de árbitros estrangeiros. Como se lá fora não houvesse roubos de catedral nos campos de futebol. 

Árbitros: estes são os piores

79195308-stock-illustration-classic-red-coaches-wh

 

 

Perguntei há dias aos leitores quais seriam os árbitros que mereciam ser riscados mais rapidamente da lista de apitadores no futebol nacional.

Houve muitas respostas, várias delas com adjectivos nada abonatórios para os visados, como se compreende. 

Do que me foi chegando resultou a lista que se segue, devidamente pontuada.

 

Bruno Paixão    10

Fabio Verissimo  7

Manuel Mota      5

Rui Costa             5

João Capela         4

Nuno Almeida     3

Luis Ferreira        3

Carlos Xistra        3

Hugo Miguel       2

Soares Dias         2

Tiago Martins      1

Vasco Santos       1

Helder Malheiro  1

Manobras de diversão

O crucial não é discutir se houve ou não penálti a favor do Rio Ave. O crucial seria discutir o evidente fora-de-jogo de João Félix no segundo golo do Benfica.

 

O vídeo-árbitro funcionou como manobra de diversão. Ora vejamos a sequência: há uma jogada polémica na grande área do Benfica, o árbitro deixa seguir e, logo depois, o Benfica marca um golo em fora-de-jogo. Aí, o árbitro manda interromper o jogo para que se possa consultar o vídeo-árbitro. Pensei que ele queria examinar o lance do golo. Mas não! Ele quis clarificar a jogada anterior!

 

Na verdade, a jogada é dúbia. Mesmo com a repetição das imagens, é difícil de dizer se realmente o penálti se justificaria, por isso, não se pode verdadeiramente censurar o árbitro por não o ter assinalado. Mas não era isso que importava a Hugo Miguel. Importou, sim, desviar as atenções de um golo marcado de forma irregular.

 

A discussão à volta da existência, ou não, da grande penalidade é outra manobra de diversão, alimentada pelos media, a desviar do essencial.

Nunca mais

Ao que consta, a Federação Portuguesa de Futebol prepara-se para "pôr na jarra" vários árbitros que tiveram actuações lamentáveis ou mesmo vergonhosas nesta época 2018/2019. 

Caso se confirme, isto merece à partida o meu aplauso.

E aproveito para lançar um repto aos leitores: quais os três árbitros que deveriam constar no topo desta lista para que nunca mais apitem jogos do campeonato nacional de futebol?

Este senhor não serve

20908015_FHse6.jpeg

 

 

Raras vezes, como os leitores saberão, abordo aqui questões de arbitragem - e muito menos de forma fulanizada.

Mas neste caso não pode haver contemplações nem falinhas mansas: o Sporting tem de reagir energicamente, considerando Tiago Martins persona non grata em Alvalade. Um árbitro que vacila perante todas as artimanhas da equipa do Marítimo na prática do antijogo, permitindo que o tempo útil de futebol corrido nesta partida não chegasse sequer aos 60 minutos, é alguém que contribui para o desprestígio da modalidade em Portugal. 

Pior: está já comprovado que este árbitro expulsou sem a menor justificação o nosso treinador holandês, que não fala português e terá proferido em inglês as palavras "porcaria" e "anedota". Isto é um sinal inequívoco de inaceitável prepotência: usar um apito num jogo oficial de futebol não pode ser sinónimo de valer tudo.

 

Acontece, como circunstância agravante, que a postura anti-Sporting de Tiago Martins não vem de agora. Já na época passada este mesmo senhor deu ordem de expulsão a Petrovic num lance do Sporting-Moreirense em que não se registou sequer a mais remota falta.

Como recordo no texto imediatamente abaixo deste, o juízo negativo quanto à actuação deste cavalheiro não é só meu - é de todo o painel de comentadores da arbitragem portuguesa, em deliberação unânime.

E aproveito, agora com motivos acrescidos, para reafirmar o que aqui escrevi faz hoje um ano: «É indispensável apontar aqui o nome deste árbitro e a extrema injustiça da sua intervenção, que inclinou de imediato o campo a favor do Moreirense. Tiago Martins - um dos tais surgidos da famigerada "proveta" de Vítor Pereira - não tem categoria para apitar jogos da primeira Liga portuguesa.»

 

Os responsáveis leoninos têm de dizer isto, as vezes que for preciso: este senhor não serve. Porque já lesou e continua a lesar o Sporting.

Que não lhe doa a voz, presidente Frederico Varandas.

Tiago Martins: o primado da incompetência

1OK8ZUXP.jpg

 

O árbitro Tiago Martins expulsou Petrovic no Sporting-Moreirense. Sem motivo, mostrando-lhe um segundo cartão amarelo, num lance em que não houve qualquer falta. E que, estranhamente, fica fora dos poderes atribuídos ao vídeo-árbitro - algo que devia ser revisto com carácter de urgência.

Este foi, de resto, o veredicto unânime de toda a crítica da arbitragem na imprensa desportiva portuguesa.

 

Qual foi o juízo dos ex-árbitros?

Duarte Gomes (A Bola): «Erro grave do árbitro ao exibir o segundo cartão amarelo a Petrovic, pois o jogador leonino não faz falta sobre Zizo, num lance a meio do meio-campo do Moreirense.»

Fortunato Azevedo (O Jogo): «Erro grave do árbitro, dado que Petrovic nem falta comete sobre o adversário. Mesmo que existisse falta, ela teria sido feita numa zona do terreno em que não trava um ataque prometedor do adversário.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Petrovic não cometeu qualquer falta. Zizo escorregou e a punição ter-se-á assinalado devido à pressão do banco do Moreirense ou a errada informação vinda de outro lado.»

Jorge Faustino (Record): «Mesmo aceitando que possa ter havido falta de Petrovic sobre Zizo, não há justificação para a exibição do cartão amarelo ao jogador do Sporting. Benefício da dúvida para a falta. Erro disciplinar claro.»

José Leirós (O Jogo): «Demorou muito a usar o apito, nem sequer foi hesitação. Talvez tenha ouvido algo no seu aparelho. No entanto, Petrovic nem sequer tocou no adversário. Mal punido com cartão amarelo e consequente expulsão.»

Marco Ferreira (Record): «Petrovic tenta disputar a bola e não comete infracção sobre Zizo. Árbitro assinala infracção incorrectamente e exibe o cartão amarelo e respectivo vermelho por acumulação. Nesta situação, o VAR não pode intervir.»

 

É indispensável apontar aqui o nome deste árbitro e a extrema injustiça da sua intervenção, que inclinou de imediato o campo a favor do Moreirense. Tiago Martins - um dos tais surgidos da famigerada "proveta" de Vítor Pereira - não tem categoria para apitar jogos da primeira Liga portuguesa.

Ficaremos atentos ao seu percurso.

Sobre Bruno Paixão

Janeiro de 2015: um penálti oferecido ao Benfica em Paços de Ferreira:

«Se o critério Paixão fizesse lei geral no futebol, a partir de agora os jogadores teriam de jogar com mãos amputadas dentro da grande área defensiva. Só assim evitariam que uma bola disparada a um metro de distância lhes fosse bater inesperadamente na mão, como ontem sucedeu ao defesa Ricardo perante um remate de Jonas. Paixão "viu" nisto um penálti - que embalaria o Benfica para uma vitória tranquila logo aos 18 minutos. Mas já não vislumbrou uma evidente falta de Luisão sobre Cícero, ocorrida na grande área benfiquista cinco minutos antes, nem a claríssima rasteira de Eliseu dentro da grande área encarnada, aos 89 minutos, numa jogada desenrolada escassos metros à sua frente.»

 

Agosto de 2017: um penálti perdoado ao Setúbal contra o Sporting:

«Todos os especialistas em arbitragem, sem excepção, sublinham hoje na imprensa desportiva que o árbitro Bruno Paixão deixou ontem por marcar um claríssimo penálti favorável ao Sporting por derrube de Coates dentro da área sadina quando iam decorridos 33 minutos. À segunda jornada, foi o primeiro neste campeonato. Todos sabemos desde já que estará muito longe de ser o último.»

Prognósticos antes do jogo

Depois de um relance pelo paupérrimo desempenho de outras equipas, voltemos a falar de coisas relevantes, como o nosso próximo desafio do campeonato nacional. É o Paços de Ferreira-Sporting, que se disputa a partir das 18 horas deste domingo, com a 12.ª jornada a ser assegurada pelos habituais árbitros de turno, já superada a maré de "perturbações psicológicas" que parecia tê-los afectado no início da semana.

Eles falam, falam, falam, mas no fim o dinheirinho proporcionado pelo apito é que conta. Assim ninguém consegue levá-los a sério, como há dois dias aqui escrevi.

Mas isso agora não interessa nada. Vamos ao que importa: quais são então os vossos prognósticos para este jogo?

Cobardolas

É absurdo que uma classe profissional investida da responsabilidade de tomar decisões corajosas dentro das quatro linhas seja incapaz de transportar essa suposta coragem para a defesa dos seus interesses socio-profissionais. Os árbitros cobrem-se de ridículo com a estrambólica avalanche de "pedidos de dispensa" de apitarem jogos na próxima jornada do campeonato nacional, alegando "falta de condições psicológicas". Apenas três em 76 se demarcaram desta indefensável manobra colectiva disfarçada de incómodo pessoal.

Só uns poltrões e uns cobardolas agem assim. Quem tem brio, determinação e galhardia assume a greve e decreta sem sofismas o boicote aos desafios da Liga. Gostava que estes senhores agissem dessa forma. Mas, pelo andar da carruagem, já percebi que terei de esperar sentado.

Hoje giro eu - APAF de apito mudo ou Liga de ouvido surdo?

Ponto de partida: a Comunicação Social tem vindo a citar fontes da arbitragem que mostram o desconforto sentido pelo sector pelo facto de a Liga portuguesa há muito não melhorar as condições salariais dos árbitros.

Analisando os dados disponíveis na internet sobre esta matéria, obtive a seguinte informação:

1) um árbitro internacional (existem 9) recebe um valor fixo mensal de 2500 euros/mês;

2) por cada jogo da 1ª Liga, um árbitro recebe 1342 euros/mês, valores pagos em recibos verdes;

3) por cada jogo da 2ª Liga, um árbitro recebe 939 euros/mês, valores pagos em recibos verdes;

4) um árbitro internacional que apite por mês 2 jogos da 1ª Liga e 2 jogos da 2ª Liga tem um vencimento de 7062 euros;

5) por cada jogo da Champions ou da Liga Europa, um árbitro recebe 4800 euros, 5800 euros a partir dos quartos-de-final.

6) o Presidente da República recebe cerca de 6700 euros/mês.

 

Agora, os Leitores tirem as suas conclusões...

 

O árbitro não é o protagonista do jogo. As vedetas são os jogadores e ainda há pouco tempo vi na imprensa noticias que davam conta de salários de cerca de 2000 euros/mês pagos por clubes da segunda metade da tabela em termos de orçamento.

Ponderando estes dados e tendo em conta o valor relativo dos vencimentos, conclui-se que os árbitros são bem pagos.

 

Vem tudo isto a propósito das recentes declarações do presidente da APAF, senhor Luciano Gonçalves, anunciando que os árbitros iriam pedir dispensa dos jogos da Taça da Liga a serem disputados em Novembro e Dezembro, algo que a imprensa conotou com um braço-de-ferro entre a classe e Pedro Proença relacionado com a ausência de aumentos dos vencimentos dos árbitros nos últimos anos.

Luciano Gonçalves, no entanto, apenas referiu as declarações de dirigentes e comentadores sobre a arbitragem, bem como perseguições a que os árbitros estariam a ser sujeitos por parte de desconhecidos, tais como telefonemas anónimos para as suas residências, visitas às escolas dos filhos e aos empregos das mulheres, e outro tipo de pressões.

É evidente que estes factos são simplesmente abomináveis e que qualquer cidadão responsável deve repudiá-los e deles demarcar-se. As forças policiais têm a obrigação de proteger as pessoas e as familias deste tipo de acontecimentos e devem agir com prontidão. 

Por outro lado, é público e notório que a emotividade enerente às declarações dos dirigentes diminuiu bastante nos últimos tempos pelo que o timing desta escusa em apitar jogos surpreende. Esta é apenas uma face da moeda. A outra metade, onde não se nota evolução ao longo dos tempos, é que os dirigentes associativos do sector continuam a não entender o essencial. Para acabar a suspeição, é fundamental separar o trigo do joio. Nem todos os árbitros serão competentes, nem todos os árbitros saberão afastar as pressões e desempenhar o seu papel com equidade. Um árbitro pode dar mau nome a todos os outros se não houver a capacidade de o expurgar, algo aliás transversal a todos os sectores de actividade do país. Não compreender isto é de um corporativismo bacoco.

O próprio presidente da APAF já deu mostras de alguma falta de bom senso quando alegadamente pediu bilhetes baratos para um jogo do Benfica, em nome de uma instituição de beneficiência da qual é membro da Assembleia Geral, salvo erro. E isso foi notório porque não é possível a quem é líder associativo da arbitragem despir essa qualidade em qualquer momento, mais a mais atendendo o clima que se vive. Também porque, a serem verdadeiros os emails, logo o Benfica viu uma oportunidade no pedido, relacionando a oferta dos bilhetes com um processo onde Luciano Gonçalves seria testemunha de interesse.

Há uma investigação do Ministério Público e da Policia Judiciária em curso. Os alegados emails mostram uma clara preferência por determinados árbitros por parte de indivíduos que as autoridades deverão escrutinar que tipo de relação têm (ou não) com um determinado clube. O momento deveria exigir contenção, é o tempo da Justiça, e os bons árbitros deveriam compreender isso. Há que criar condições para que não haja pressões sobre a arbitragem, mas só vejo a classe indignar-se com o que é feito a jusante, as declarações de descontentamento dos dirigentes, nem tanto com toda a construção que permite que os árbitros possam ser condicionados (ou se auto-condicionarem) a montante, antes de o jogo principiar, algo visível nos alegados emails, onde se podem vislumbrar pedidos de ajuda a dirigentes com suposto poder, figurinhas tipo empresário do árbitro, etc.

Se não tiver estado suficientemente alerta que me desculpem, mas não vejo o presidente da APAF indignar-se com uma suposta lista com informações sobre a vida amorosa dos árbitros, um pedido de esclarecimento sobre o papel de ex-árbitros e sua relação com os clubes e os actuais árbitros, o papel de um ex-nomeador dos árbitros ou as avarias do VAR que prejudicaram a imagem de Nuno Almeida. Também não o vejo indignar-se com a UEFA ou a FIFA, por não termos tido árbitros portugueses nas fases finais das últimas grandes competições internacionais por selecções...

Este não é o momento de reivindicações. Este é o momento para limpar definitivamente o sector, criando um conjunto de regras e procedimentos - o tal Código de Ética do agente desportivo - que permita aos árbitros estarem tranquilos, poder decidir em consciência e prestigiarem-se perante a opinião pública. Que se proíbam todas as situações de conflito de interesses - especialmente que se esteja atento ao papel de observadores e delegados ou ex-delegados da Liga - e que quem as infrinja seja severamente punido, seja quem fôr, seja de que clube fôr. Mas, sobre isto, Luciano Gonçalves nada diz... 

 

Fontes:http://www.maisfutebol.iol.pt/liga-afinal-quanto-ganham-os-arbitros

http://apitonacional.com.br/noticias/salario-arbitros-europa.html

https://tvgolos.pt/quanto-ganha-um-arbitro-futebol-portugal/

Hossanas do cartilheiro (5)

19981613_zGt3S[1].jpg

 

 

«Em que estado de direito é que o Porto pode usar e abusar correspondência do Benfica?!»

 

«De todos os e-mails até hoje presentes ao público, nenhum indicia aquilo que Porto e Sporting queriam que indiciasse.»

 

«Quando oiço que vão ser divulgados mais e-mails no Porto Canal, eu digo assim: "Onde é que eu estou a viver?"»

 

«Eu acho eticamente reprovável estar a divulgar a correspondência do meu vizinho, nem que eu garanta que me deixaram a correspondência à porta. Eu não abdico dos princípios éticos!»

 

«Uma parte daqueles árbitros [mencionados em e-mails entre Pedro Guerra e Adão Mendes], eu conheço directamente. A simples insinuação sobre esses árbitros é uma infâmia. É uma calúnia!»

 

 

Carlos Janela, ontem, em tempo de antena na CMTV

CR7 versus Messi

Estou cada vez mais convicto que a UEFA quer “à força toda” uma Final da Liga dos Campeões com clubes espanhóis de maior relevo. Isto é, um duelo europeu entre Cristiano e Messi. E esta intenção tem muuuuuuuuitos anos.

Os (poucos) interesses desportivos e os (muitos, demasiados) interesses financeiros estão obviamente na origem desta férrea vontade do órgão máximo do futebol europeu. Não calculo sequer os valores assombrosos que andariam à volta de um jogo destes. Mas não só...

Acredito que a UEFA deseja afincadamente esta final para finalmente colocar Messi num pedestal mais elevado que Cristiano.

Mas para tal aquele órgão necessita que ambos os clubes consigam chegar à dita final. Ora em anos anteriores tanto o Real como Barcelona têm chegado às semifinais e às finais mas curiosamente nunca ambos no mesmo ano.

Tudo isto para explicar o quê?

Ontem estive em Alvalade com mais 48.274 adeptos e vi um Sporting a ser massacrado por um árbitro que, enquanto a equipa blaugrana não marcou, não deixou de atemorizar os nossos jogadores. Mal tocava num jogador da cidade condal, qualquer atleta leonino era logo admoestado com a cartolina amarela. Um manual de como não se deve arbitrar.

Fiquei ainda com maior impressão quando após o golo do Barcelona o árbitro deixou de apitar tanto. Geralmente nunca perco a cabeça no estádio, todavia ontem perdi as estribeiras, pois jamais vi um juiz preceder desta forma. Comentei que, a ser daquela maneira, o Sporting não acabaria com os onze jogadores. Mas Coates teve aquele azar e a partir daí tudo acalmou.

Nem imagino sequer o que faria novamente o árbitro se Bas Dost ou Bruno Fernandes tivessem marcado o golo do empate.

Tudo isto para explicar que se ontem estivesse no campo um juiz competente, provavelmente não estaria a escrever este texto.

E o Barça poderia não estar em primeiro!

 

Também aqui

 

Ver e ter medo de apitar

A decisão ontem conhecida do conselho de disciplina em não castigar Eliseu adequa-se. Foi esta época disponibilizada mais uma ferramenta para auxiliar a equipa de arbitragem a tomar as melhores decisões em casos específicos. Assim, como as imagens plenamente demonstram, Eliseu teve uma entrada violenta sobre um jogador do Belenenses. Tanto o árbitro principal, junto do lance, como o árbitro que analisava as imagens da inequívoca agressão, decidiram que naquele caso nada de anormal se havia passado. Aliás, a jogada prosseguiu com um lançamento lateral a favor do Benfica. Este caso onde uma tão evidente agressão é branqueada por uma equipa de 5 juízes prova de forma clara que há árbitros em Portugal que se sentem condicionados em tomar decisões que penalizem o Benfica. É incompreensível para todos que aquela entrada não fosse de imediato sancionada, seja pelo árbitro principal, fosse com intervenção do árbitro que tinha acesso às imagens das diversas câmaras. Os detractores do VAR, curiosamente na sua maioria adeptos e dirigentes do Benfica, exultam com esta decisão, não vendo o óbvio: Não foi o sistema do vídeo-árbitro, que eles tanto contestam e abominam, que falhou. Quem falhou de forma escandalosa foi quem estava a analisar as imagens e quem no campo não foi capaz de “ver” aquela agressão. Este condicionalismo em decidir contra o Benfica, que afecta a grande maioria dos juízes no activo, vai esta época, com a ajuda do VAR, ser ainda mais evidente. E o problema, um de muitos, do futebol português está aqui, nesta vantagem significativa que aquele clube tem em relação a todos os outros.

Vasco Santos, o árbitro que esteve em Vila do Conde a analisar as imagens em directo, foi um dos árbitros referidos nos e-mails divulgados.

Jorge Sousa, Duarte Gomes, Paulo Costa, etc., etc., etc. ...

Sobre o triste episódio do arbitro Jorge Sousa, já foi aqui dito o essencial pelo Pedro Azevedo, Pedro Correia e Pedro Boucherie Mendes. Subscrevendo integralmente o disseram e recordo os episódios do Duarte Gomes e do Paulo Costa, nos quais encontro similitudes com este mais recente.

Face a estes tristes episódios, coloco a mesma questão que o leitor JMelo deixou no texto do Pedro Correia:

«Só pergunto uma coisa, se o jogador em causa vestisse de encarnado ou riscas azuis e brancas, este árbitro teria o mesmo comportamento?»

Parece brincadeira

Ouvi ainda agora, ia almoçar, no carro, que o árbitro para quarta-feira é o turco Çakir.

E dei comigo a pensar que aquilo de termos sido cabeças de série e ter a possibilidade de algum tubarão ser desde já posto borda fora da CL, foi apenas um acidente de percurso.

Este senhor Cüneyt Gama Çakir (provavelmente terá tido um antepassado português ), deixou apenas três penaltis por marcar, a nosso favor, no jogo de Lisboa com o CSKA, que apesar de tudo haveríamos de vencer por 2-1.

A UEFA mudou? Não me parece...

Ou quer redimir-se. Quem sabe?

Já podemos falar do tal árbitro mal criado?

Curioso que jornaleiros e comentadeiros sempre prontos a repetir o eco não tenham sabido bem o que fazer no caso do árbitro que falou com o jogador como se fosse um pateta. Claro que o azar do árbitro foi ter os microfones da Sport Tv ali apontados, mas quero lá saber. Não se fala assim com ninguém em lado nenhum. Nem os pais com os filhos, nem os guardas prisionais com os detidos, nem os pastores com as ovelhas, quanto mais um árbitro com jogadores profissionais. O árbitro provou não saber estar. Demonstrou que só sabe exercer autoridade ameaçando. Abusou da autoridade. Intimidou. Foi um fraco. É sempre assim? Pior ainda! Substituam-se estes ditadorzecos de meia tigela que enchem os bolsos com as suas insígnias FIFA, UEFA e mais não sei quê, que agora pelos vistos são contratados pela media para dizerem banalidades ou exportados para a Grécia. Melhor fariam os jornais e os programas se fizessem um top semanal de quanto andam a receber os árbitros pelos jogos, incluindo (oh sim, incluindo…) ajudas de custos, alcavalas e quilómetros e senhas de refeição…
Esta muito portuguesa tendência para amochar até se perceber para onde sopra o vento, esta cobardia da maioria, este talento invulgar para assobiar para o ar até que passe o mau cheiro é um defeito terrível e infelizmente estruturante deste país. É o que o árbitro está à espera, em vez de pedir desculpas públicas e garantir que vai rever o seu procedimento. E o chefe dos árbitros? Que espera para anunciar que vai dar formação em liderança aos homens e mulheres do apito? Não basta os olhos fechados às negociatas e às transferências, agora também temos de fechar os olhos ao que se passou, fingindo que este árbitro continua digno de andar a ganhar muito dinheiro às custas dos clubes, dos adeptos e patrocinadores?

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D