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És a nossa Fé!

Sub-21: os nossos jogadores, um a um

Portugal entrou da melhor maneira nesta fase final do Campeonato da Europa de sub-20, prova em que não comparecíamos desde 2007. Com uma vitória sobre a temível selecção inglesa, candidata à vitória no torneio. Horas depois de a Suécia ter derrotado a Itália, outra favorita.

Tivemos em campo uma equipa madura, com grande disciplina táctica e superioridade técnica durante a maior parte do encontro. Confirmando as boas qualidades reveladas na fase de apuramento, em que obtivemos dez vitórias consecutivas.

Destaque para o bom desempenho dos jogadores do Sporting nesta partida. Paulo Oliveira, totalista na campanha do apuramento para esta fase final na República Checa, foi um pilar defensivo. William Carvalho, vital nas transições ofensivas, revelou-se o melhor em campo. João Mário marcou o golo da nossa vitória.

Também merecem nota positiva Ricardo Esgaio (que alinhou de início como lateral direito), Iuri Medeiros e Carlos Mané (que entraram aos 73' e aos 79', respectivamente).

Inglaterra, 0 - Portugal, 1

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Fica a minha pontuação aos jogadores:

 

José Sá (7). Seguro. Duas grandes defesas a remates de Kane, o astro da selecção inglesa, aos 34' e aos 80'. Voltou a revelar bons reflexos aos 48' e a travar um ataque perigoso aos 90'+2. O guardião do Marítimo só fez três jogos esta época pela equipa principal do seu clube. Mas ninguém diria: está pronto para voos mais altos.

Esgaio (7). Dinâmico. Fez uma boa primeira parte, confirmando a excelente campanha de qualificação, onde foi um dos jogadores mais utilizados. Apoiou bem o ataque, subindo muitas vezes para a linha média. Esteve mais discreto na segunda parte.

Paulo Oliveira (8). Sólido. Não por acaso, foi totalista durante a excelente qualificação dos pupilos de Rui Jorge, seleccionador sub-21. Leu bem os lances. Jogou em antecipação. Soube fazer cortes cirúrgicos. E vulgarizou Kane ao marcá-lo com eficácia.

Ilori (6). Discreto. Combinou bem com Paulo Oliveira no eixo da defesa, mas foi sempre menos exuberante do que o seu colega. Sem nunca comprometer o desempenho global da equipa.

Raphael Guerreiro (6). Irrequieto. Esteve mais retraído no seu corredor do que Esgaio na ala direita. Algo trapalhão no passe, sobretudo no primeiro tempo, foi ganhando estabilidade e revelou-se um elemento de grande utilidade na equipa. Fez um bom remate cruzado aos 56'.

William Carvalho (8). Pendular. Foi o grande estratego da nossa equipa, revelando-se ao melhor nível que tem exibido no Sporting. Bom distribuidor de jogo, eficaz nas recuperações, fundamental no jogo de contenção quando foi preciso segurar o resultado.

Sérgio Oliveira (7). Experiente. O capitão da nossa selecção, vice-campeão mundial de sub-20 em 2011, compensou em maturidade táctica e leitura de jogo algum défice de dinâmica ofensiva. Bom trabalho no lance do golo, iniciado nos seus pés.

João Mário (7). Influente. O médio leonino, jogando como extremo, estava no local certo no momento mais oportuno: foi dele o golo solitário da nossa selecção, aos 57', aproveitando um ressalto da bola que tinha acabado de embater no poste a remate de Bernardo Silva. Com espaço de manobra dentro da grande área, não desperdiçou a oportunidade. Fez a diferença.

Ivan Cavaleiro (5). Inconsequente. Revelou grande mobilidade, demonstrou espírito combativo, mas os remates não lhe saíram com pontaria. Acabou por ser o primeiro jogador a ser substituído, aos 73'.

Ricardo Pereira (6). Lutador. Deu sempre trabalho à defesa inglesa, que se desorganizou mais vezes do que se previa. Protagonista de bons lances individuais, faltou-lhe um pouco mais de espírito colectivo para melhorar o rendimento global da equipa.

Bernardo Silva (7). Acutilante. Embalado pela excelente época no Mónaco, onde marcou dez golos em 45 jogos, foi sempre incómodo para o reduto defensivo inglês. Fez boas trocas posicionais com João Mário, com quem construiu uma parceria muito eficaz. Foi dele o remate ao poste na sequência do qual nasceu o nosso golo.

Iuri Medeiros (6). Criativo. Entrou aos 73', substituindo um já fatigado Ivan Cavaleiro, e conferiu maior dinâmica ao nosso ataque. Pôs em sentido a defesa inglesa e combinou bem com Bernardo Silva. Aos 75' marcou muito bem um livre, com a bola a passar perto do poste. Faltou-lhe por vezes alguma concentração.

Carlos Mané (6). Irreverente. O extremo do Sporting rendeu Ricardo Pereira aos 79'. Foi igual a si próprio, com boa capacidade técnica, bom trabalho nos flancos a flectir para o centro do terreno e variações súbitas de velocidade que baralharam as marcações inglesas. Útil também nas missões defensivas.

Rúben Neves (5). Contido. Substituiu João Mário aos 85'. Entrou com a missão de contribuir para segurar o resultado. Teve êxito nesta tarefa - e mais nada se esperava dele neste jogo.

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