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És a nossa Fé!

Sportingflix

Mesmo acreditando que nós sportinguistas temos bastante de Gauleses, de em muita coisa sermos uma aldeia que resiste às muitas e variadas ameaças que atentam contra a nossa existência de grande clube; o título deste postal nada tem a ver com boleia que apanho da mensagem deixada nas redes sociais por Eduarda Proença de Carvalho. Não me interessa falar de poções mágicas, mas de outras ficções, sim, porque muito mais reais que o líquido de Asterix e companhia.

Posto isto, a baixo explico o flix que acrescento ao Sporting.

A par da Formação, Sportingflix afigura-se-me como emergente negócio do Clube. Pena que não dê retorno financeiro para os cofres de Alvalade, e só entretenimento para os nossos rivais e drama de baba e ranho para nós. Mas se os produtos saídos do Sportingflix dessem dinheiro, se fossem transacionáveis como o passe de um dos craques de Alcochete tenho a certeza que a Netflix já teria ligado ao Jorge Mendes para cá vir recrutar novos argumentistas.

A coisa é mesmo um maná. Produzido sem esforço, no sentido em que o produto surge com a naturalidade do talento, a inspiração para a feitura de histórias suculentas parece inesgotável. Um alucinante ritmo de criação de tramas e dramas que nem por isso deixa de ser acompanhado, ou não fosse sempre voluntariosa e abnegada a entrega de muitos na estrutura directiva, de uma imediata propensão para a realização das “cóboiadas”, dos filmes de terror, das comédias. Um apelativo cartaz que, damos por nós, e num repente está em exibição em todas as salas do país para consumo do grande público. E os sportinguistas estarrecidos, chegado o momento dos créditos, lá vemos o nome do nosso clube a surgir como detentor do argumento, da interpretação, da realização e produção de novo e péssimo filme.

Nos últimos meses, incluindo a pré-temporada, claro, ou não tivesse sido esta uma espécie de curta, o anúncio claro do que se poderia esperar da longa metragem; nestes últimos meses a Direcção do Sporting destruiu toda a margem de manobra que tinha, a esperança que se lhe tinha depositado. Fez asneiras atrás de asneiras, da preparação da época, às saídas e entradas de jogadores, à ausência de explicações, à forma como desconsiderou Bas Dost, destratando-o, mesmo, e, além disso, como não colmatou a saída do nosso melhor ponta-de-lança dos últimos e largos anos.

Disse a dado momento o presidente que não deveríamos estar preocupados, que ele não o estava. Soberba! Desrespeito. Má liderança, é o que lhe digo.

Passado este tempo, desde que a soberba foi daquela forma verbalizada, só com o intuito de arvorar o chefe à altura de quem vê mais longe que os debaixo, passado este tempo, repito, percebemos que tínhamos e temos razões para estarmos preocupados.

O clube estará pela hora da morte financeiramente. Tudo é incomportável. É preciso vender. Vender. Vender. Se não estivéssemos preocupados seríamos inconscientes.

Espero, desejo mesmo que se realize o sucesso de Leonel Pontes no comando da nossa equipa, isso é o que mais quero que aconteça. A vida tantas vezes se nos impõe e esta entrada estava fora do guião previamente escrito. Poderá, reforço, ser a nossa sorte. Pontes é conhecedor do Sporting, da formação de Alcochete, é praticante de futebol de ataque e com recurso de jovens talentos, tudo isto somado bem pode ser a realidade a impor-se à soberba de quem chamou para si o futebol, que se apresentou aos sócios como o candidato presidente/treinador, lembram-se?

A Frederico Varandas e restante Conselho Directivo peço-lhes que se deixem de filmes de má qualidade e de exibi-los nas salas de todo o país. Essas fitas que só vendem pipocas nos outros estádios que não no nosso.

Talvez assim, porque ainda é tempo, no final da época, em vez de um filme de autor incompreensível e hermético, tenhamos um Happy End.

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