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Sporting: ingénuo e romântico

«Carácter e Cromos

O pior que pode acontecer a uma equipa é perder o seu carácter. Não me refiro ao «espírito ganhador ou perdedor», porque no fundo todas têm o primeiro, mais ou menos desenvolvido. Trata-se do carácter do qual se projecta esse espírito, do estilo e do ânimo com que se aspira ao triunfo, que em cada caso são diferentes. Perder esse carácter é, por outro lado, muito difícil em clubes que têm cerca de um século de vida. É preciso que decorram muitos anos em que o torpedeiam sistematicamente para que aconteça esse disparate, na realidade é uma tarefa pouco menos que impossível e disso se queixam frequentemente os treinadores e os presidentes, que queriam equipas mais aguerridas, ou mais «assassinas», ou mais broncas, ou mais ufanas, ou mesmo mais clementinas. Assim o carácter do Barcelona foi sempre artístico e frágil (…). O Valência é simultaneamente fanfarrão e inibido, isto é, inibe-se demasiado quando a fanfarra emudece (e não há nenhuma que dure um campeonato inteiro). O Athetic de Bilbao é temerário e obstinado e um pouquinho atormentado, como se jogasse a sua própria Liga contra o passado; a Real Sociedad é nobre e ingénua, parece surpreender-se sempre com as suas vitórias. A Juventus é muito fina e julga-se aristocrática, o Bayern de Munique é arrogante e pretensioso, o Ajax optimista e confiado e por isso improvisa, o Liverpool é voraz e impiedoso.

O [Real] Madrid é heroico e altaneiro e também artístico (…).» (*)

 

Como se extrapola esta caracterização para a realidade portuguesa?

A minha leitura é esta:

O Sporting é ingénuo e romântico.

O Benfica é batoteiro, quando ganha, e choramingas, quando perde.

O Porto é arruaceiro e colérico.

 

E vocês, como olham para os três principais clubes do futebol português?

 

 

(*) In.: MARÍAS, Javier - Selvagens e sentimentais : histórias do futebol. 1ª ed. Lisboa : Dom Quixote, 2002. pp. 77-78

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