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És a nossa Fé!

Sporting: e agora?

A excelente campanha do Sporting na edição 2013/2014 da 1.ª Liga de futebol, culminada com o apuramento directo para a Champions, suscitou de imediato, entre muitos adeptos, o elevar da fasquia para a próxima temporada: «o 2.º lugar não chega, só nos bastamos com o 1.º!». 

Esse desejo foi, aliás, precedido pelo próprio Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, que recentemente anunciou a candidatura do clube ao título da próxima época.

Comum a esse sentimento, está o facto de que, para o adepto leonino, o lugar natural do Sporting é o 1.º lugar, e qualquer outro sentimento de regozijo por um 2.º ou 3.º lugar, desde que dê acesso directo à Champions, significa falta de ambição, o que não se aceita nem se tolera.

Sentimentos à parte, regista a história que o Sporting não vence um campeonato desde 2002. Assinalam também os compêndios sobre futebol que o Sporting não se bate com os melhores clubes do mundo desde 2009. Quer num caso, quer noutro, são demasiados anos.

Os problemas comuns de sucessivas equipas do Sporting nos últimos anos foram, com destaque, a pressa e a impaciência. A pressa em querer fazer dos jovens da academia craques, queimando-se assim etapas do seu desenvolvimento; a pressa em querer dotar a equipa de jogadores estrangeiros com experiência, acabando por se contratar enormes flops (Angulo, Pongolle, Elias); e a impaciência com a falta de resultados imediatos, gerando despedidas de treinadores e muitas entradas e saídas de jogadores.

Finalmente temos um treinador e um conjunto de jogadores que levam muito a sério o símbolo que vestem no fato de treino e na camisola, e que colocam em campo o esforço, a dedicação e a devoção que fizeram do Sporting um clube com glória, à qual todos queremos voltar quanto antes. Mas permanece bem à vista de todos que ainda não temos a melhor equipa de Portugal.

Era bom, portanto, que aprendêssemos com a nossa história recente.

Realisticamente, não sei se 14 anos (campeonato) ou 5 anos (no caso, atingir novamente os oitavos-de-final da Champions) se conseguem recuperar com 2 épocas apenas. Acresce a isso que a concorrência directa não irá facilitar. E acresce também a isso que o paradigma mudou. Se em 2002 os ditos clubes menores ainda faziam frente aos Grandes, de há alguns anos para cá que o fosso entre pequenos e Grandes aumentou consideravelmente e essa tendência muito dificilmente será invertida na(s) próxima(s) temporada(s).

Se não se consegue passar, no espaço de um ano, da pior época de sempre para a melhor época de sempre, não é menos verdade que 2 anos raramente chegam para se passar de um plantel que fez a pior época de sempre para o melhor plantel de todo o campeonato. 

Como tal, parece-me importante que a abordagem à próxima temporada seja feita com realismo e humildade. Não podemos, nem devemos passar directamente de 2001/2002 para 2014/2015. Importa ter bem presente que a equipa de hoje é construída a partir dos destroços que resultaram desse longo intervalo de tempo, e não a partir do conjunto de enorme qualidade que venceu o último campeonato pelo Sporting.

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