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És a nossa Fé!

Silas, o clube de malucos, e o Natal que temos

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Nas mãos de Jorge Silas, Frederico Varandas colocou não apenas um plantel com a confiança reduzida a cacos, mas também o seu próprio futuro como presidente da direcção. E, mais importante do que tudo, o futuro do Sporting Clube de Portugal, num momento de cada vez mais profundas fracturas internas. Como se a situação já não fosse delicadíssima, o Dr. Varandas, bem ao seu confuso estilo, resolveu dar uma entrevista (à Teresa...) para vincar que Silas era uma segundíssima escolha e que só não conseguia melhor porque o Sporting é um "clube de malucos". Traduzido por miúdos, foi à TV dizer "foi o que se arranjou".

Nunca me pronunciei sobre a escolha de Silas por três razões: primeiro, porque respeito a coragem de ter aceite uma missão dificílima; segundo, porque é sportinguista; terceiro, porque acho que toda a gente de bem merece uma oportunidade. E Silas sempre me pareceu uma pessoa de bem.

Se Silas chegasse a Fevereiro sem conseguir fazer o clube chegar aos primeiros lugares da tabela, se caísse nas taças e na Liga Europa, seria varrido, seguramente. E teríamos um final de época semelhante ao de 2013. Algo que nenhum sportinguista, certamente, deseja voltar a viver.

Chegados ao final do ano, o balanço de Silas é o seguinte:

- Terceiro lugar no campeonato (e ainda ao alcance o 2º e a pré-eliminatória da Champions; em 2021, Portugal voltará a ter dois acessos à pré-eliminatória);

- Qualificação na Liga Europa (primeiro lugar do grupo escapou, entre trapalhadas de Renan e más escolhas do treinador);

- Qualificação na Taça da Liga (depois de uma segunda parte com raça contra o Portimonense, ontem);

- Eliminação na Taça de Portugal (Alverca).

Apesar do desastre de Alverca, o balanço tem de ser positivo. A equipa tem vindo a crescer e fez bons jogos com o PSV (4-0) e Santa Clara (4-0). Os níveis de confiança são visivelmente maiores. E, ainda que estejamos fora da luta pelo título e eliminados na Taça, podemos terminar a época com acesso à Champions, uma Taça da Liga e uma carreira interessante na Liga Europa. 

Sobretudo, há um elogio que me dá imenso prazer fazer: Silas conseguiu lançar dois jovens da formação - Max e Rafael Camacho. Se Max era óbvio, e a prova é que já é titularíssimo, Camacho foi uma aposta algo criticada -  e o ex-Liverpool respondeu ontem às críticas com um golaço a lembrar Ricardo Quaresma. O próximo deverá ser Pedro Mendes.

No melhor cenário possível para esta época (acesso à Champions, Taça da Liga e oitavos ou quartos de final da LE), o clube escaparia ao descalabro financeiro que se avizinha com a quebra a pique das assistências em Alvalade a que temos vindo a assistir.  

Melhor, só mesmo se o desastre de Alverca não tivesse acontecido. Contudo, há que agradecer a Silas pelos resultados alcançados. E alcançados nas circustâncias que se sabe - um plantel desequilibrado (com falta de qualidade em várias posições, e várias contratações falhadas) e desmotivado; um conflito permanente entre direcção e claques, que deverá prolongar-se indefinidamente. 

Seguramente, não será já esta uma época à Sporting Clube de Portugal. Mas podia ser bem pior, sobretudo quando a direcção começa uma temporada colocando a fasquia baixo, a falar do um título de campeão como uma coisa distante - e planeia a temporada como tal, deixando sair jogadores titulares (Raphinha, Bas Dost, Thiery), já com a época em andamento. E arranja tempo para dar entrevistas a passear-se em limusines na Suíça, entre auto-elogios confrangedores.

No meio de tanta confusão, há que deixar aqui um valente obrigado ao nosso capitão, Bruno Fernandes, por fazer o impossível, em cada jogo. A Mathieu, que tem sido um verdadeiro leão na defesa. A Max, por mostrar que da Academia continuam a sair grandes valores - com Valores à Sporting. E a Silas pela confiança.

Há razões para acreditar neste Sporting. Não acreditar cegamente, porque a crença sem exigência e sem trabalho é apenas tolice.

Em 2020, queremos mais e melhor.

O meu primeiro voto é que acabem de uma vez por todas as divisões entre sportinguistas. Que fiquem na década passada os adjectivos qualificando este ou aquele como apoiante desta ou daquela direcção. Deixem-se de ódios nas caixas de comentários - e nas bancadas. Vamos, de uma vez por todas, olhar para a frente. Dignificando sempre o Sporting Clube de Portugal - que é maior que qualquer jogador, qualquer direcção, qualquer adepto. Em nome dos sportinguistas do futuro - para que ergam eles mais títulos do que nós.

Feliz Natal a todos. 

SPORTING SEMPRE 

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