Sacou da arma, apontou para a própria testa e disparou
Simplesmente inacreditável o que se passou hoje em Alvalade, depois duma primeira parte muito bem conseguida, com Battaglia em grande nível, e onde se poderia ter resolvido o encontro, veio uma segunda parte onde as facturas vieram a pagamento, umas após outras, sem interrupção nem clemência.
A falta da capacidade física do onze, as naturais dificuldades de quem vinha de lesões ou inactividades prolongadas, o jogo europeu de quinta-feira, a ausência de pontas de lança, muita coisa junta.
Mas perante tudo isto, depois do empate, substituir o (duplo do Bruno Fernandes) Vietto pelo (metafísico) Jovane foi mesmo apontar para a própria testa e disparar.
Dizem que é no momento das dificuldade que se conhecem as pessoas. Pois, meu caro Leonel Pontes, hoje foste mesmo um marciano...
PS: O plantel é mesmo uma manta de retalhos. Jogar com cinco médios e um extremo diz tudo o que há para dizer. Losangos e quadrados há muitos, mas não há figura geométrica que substitua o talento de marcar golos, de saber atacar e saber defender.
SL
