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És a nossa Fé!

Rui Patrício

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O problema não são as opiniões, diferentes ou divergentes. São, muito, as formas de argumentar sobre essas opiniões. E o que elas mostram sobre os valores e as manipulações, que alguns pobres julgam estratégias, das argumentações. Há dias aqui critiquei o facto de, se acreditarmos na imprensa, o presidente (que tem sido um bom presidente, insisto) ter atacado Rui Patrício num qualquer "lá porque tens uma estátua não és mais do que os outros". Talvez seja verdade, talvez não seja, é apenas uma linha de jornal. Não o posso afiançar. Mas o que posso afiançar é que nesse postal tive aqui um comentário, de algum sportinguista que, para defender (e muito bem que o defenda) o presidente, considerava que não havia estatutos diferentes entre os jogadores. 

Claro que há. Os jogadores, e outros trabalhadores do clube, têm todos os mesmos direitos e deveres, quando contratualizados (uma espécie de "termos de referência", se noutra linguagem). Mas pelo seu percurso e pela sua personalidade (na política diz-se "gravitas", que se pode traduzir por densidade), pela sua qualidade e competência profissional, adquirem estatutos especiais. O que não lhes reduz obrigações/deveres, até aumenta. O que não lhes aumenta direitos, até reduz. Mas ganham, vão ganhando, um estatuto, interno ao clube e externo, especial. Por vezes até mítico. Como seu representante, como seu símbolo, como incorporando-o até. Para simbolizar, em termos muito mediáticos, um tipo saído dos juniores do Barcelona não tem o mesmo estatuto do que Iniesta. Terá os mesmos direitos e obrigações. Mas não o mesmo "estatuto", peso, densidade. 

O que Rui Patrício fez hoje, mais um extraordinário jogo, num jogador tecnicamente pouco expansivo (nada para "a fotografia"), mostrou não só a sua competência extrema mas também sinalizou o seu estatuto. Capitão porque campeão, porque mestre do ofício e grande profissional e futebolista. Já lenda do clube, a que só a falta de títulos pelo Sporting pode ofuscar. E também porque já tem uma estátua. Uma outra lhe ficámos a dever hoje, num momento tão importante - bem mais importante do que o mero 2º lugar num campeonato, pois derivado deste momento de inflexão do futebol europeu e de desesperada compita no futebol nacional.

Que ele fique no clube, que não encontrará melhor palco para ser ... ídolo. Se as patetas argumentações não o apoucarem, claro.

 

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