Rita Rita melão
Instado pelos remoques do Pedro Correia dispus-me a ver a dissertação de Joaquim Rita. Que manancial, que acutilância, que luz!
A tese central da Teoria Ritístico-futebolística assenta na inviolável e sólida premissa: "o Sporting apesar disso." E a dialética argumentativa é alavancada pelo rigoroso critério do "chamemos-lhe assim." Com este fulgor epistemológico Rita poderia intervir num congresso sobre a fissão do átomo sem mudar uma linha da sua filosofia. Aliás a sisudez e a circunspecção da sua pose, qual Acácio queiroziano, não deixam dúvidas de que se trata de um especialista idóneo e sapiente.
Esta semana Rita sobrelevou que em Alvalade o Paços do Pepa e o Pepa do Paços se manifestaram indubitavelmente como a maior das maravilhas do mundo sub-lunar. Chupa Amorim que andas por aí armado em invicto, embrulha Carvalhal que até já puseste o Borja a marcar golos decisivos. Para a semana ficaremos a conhecer esse colosso injustamente subestimado que é o Portimonense, equipa da qual é esperado que venha a desmascarar as enormes limitações deste ilusório Sporting.
Que pena só faltarem mais 15 jornadas para desfrutarmos do banho lustral que Rita semanalmente nos proporciona.
