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És a nossa Fé!

Resgatar a autoridade moral

Não ganhávamos títulos mas éramos exemplares. Estamos há 17 anos sem tomar o Marquês em festa campeã mas sempre dormimos bem. Como justos. Ficamos regularmente em terceiro entre os "três grandes", sim, no entanto, encimámos frequentemente o pódio da verdade desportiva. Não tínhamos no bolso qualquer apito dourado, não escondíamos qualquer toupeira.

Fosse qual fosse o presidente ou direcção, o ponta de lança, lateral, centro-campista ou treinador, fosse qual fosse o plantel, sempre fomos os campeões da abnegação e da paixão ao emblema que idolatramos como referência de valores; todos eles mais valiosos do que ganhar qualquer jogo, qualquer competição.

A dor por que passo, caros sportinguistas, o doloroso destes tempos é tomar consciência de que todos os nossos pergaminhos estão em risco de extinção. E essa, a acontecer, será a nossa mais terrível e pesada derrota alguma vez sofrida.

Do atentado terrorista em Alcochete, à presidência populista, manipuladora, autista, incompetente, danosa, talvez ruinosa, passando pelas suspeitas do crime de corrupção, primeiro no andebol depois no futebol, que recaem sobre altos quadros do SCP, todo este turbilhão avassalador é um ataque sem precendentes à nossa identidade. É isso que verdadeiramente esmaga.

Nunca um jogo me disse tão pouco como o próximo. Uma apatia futeboleira que demonstra o devastado que estou, tendo em conta que é duma final que se trata.

Talvez os nossos joguem pela dignidade e hombridade deles e nós sejamos por isso agraciados. Sinceramente, o que mais quero é que eles ganhem por eles. Merecem-no! Que maravilha seria ganhar com golos saídos da cabeça de ouro que é a do nosso bom gigante Dost. A mesma cabeça que umas dezenas de animais feriram e cuja ferida se espalhou por todos nós. A cabeça dele é a nossa! 

Só juntos sararemos as feridas.

Vamos sair desta crise de rastos. Sempre disse que o presidente, apesar de se encontrar num último estertor, daria luta para sair. Sairá. Não tem hipótese de continuar a destruir o clube. Bateu no fundo e com ele fomos todos.

Votei nele, já aqui o disse por várias vezes, e por muitas e boas vezes o defendi. Mas estes são tempos de reflexão. Devemos perguntar-nos, todos, com instrução académica ou sem ela, devemos pôr a mão na consciência e, contritos, pedir desculpa por termos, em pleno século XXI depois de tanta História vista e revista, de tantos líderes déspotas apresentados ao vivo e nos livros, temos mesmo de reflectir sobre o como e o porquê de termos dado o poder a um populista, permanentemente cego por ele próprio e que só nele pensa.

O Sporting somos nós! Saíremos disto tudo de rastos, mas lavantar-nos-emos e mais fortes. Em nome da verdade desportiva, do saber ganhar e saber perder, da entrega justa à vitóra, da defesa galharda do emblema, da boa vaidade do e no Leão. É isso que nos define e definirá.

Será assim que alcançaremos e viveremos a Glória com os nossos. Com o nosso Sporting.

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