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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

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Edwards felicitado pelos colegas após ter marcado o segundo - seu golo de estreia na temporada

Foto: José Sena Goulão / Lusa

 

Gostei

 

De vencer mais um jogo, desta vez contra o Rio Ave. Derrotámos a simpática equipa de Vila do Conde (2-0), com resultado construído ao intervalo em Alvalade. Pela quinta vez consecutiva: desde Setembro de 2019 que dominamos sempre este adversário. Foi o nosso sexto triunfo em sete desafios da temporada em curso. Continuamos invencíveis.

 

Da vitória sem sofrer golos. Mantivemos a nossa baliza inviolada: há três jogos seguidos que não permitimos às equipas adversárias fazerem o gosto ao pé em nossa casa. Mérito absoluto do trio de centrais composto por Coates, Gonçalo Inácio e Diomande.

 

Da primeira parte. Nível muito elevado: talvez os melhores 45' iniciais do Sporting até ao momento nesta Liga 2023/2024. Muita dinâmica, muito jogo colectivo, muita bola trocada ao primeiro toque. Equipa confiante. Jogadores concentrados, solidários. Contínua mobilidade do trio da frente. O rolo compressor leonino funcionou quase na perfeição neste período da partida.

 

De Edwards. Grande partida do inglês, a sua melhor até agora na temporada em curso. Rúben Amorim apostou nele como titular - e fez bem. O ex-Tottenham, acutilante e desequilibrador, participa na construção do primeiro golo e foi ele próprio a marcar o segundo, aos 26' - um golaço, fuzilando o guarda-redes de ângulo muito apertado após fazer um túnel ao defesa que tentava segurá-lo. Estreia a marcar em 2023/2024. O melhor em campo. 

 

De Morita. Pêndulo da equipa. Fôlego impressionante, controlo total do meio-campo em parceria quase perfeita com Morten. Assegura equilíbrios defensivos sem nunca tirar os olhos da baliza adversária. Foi assim que iniciou a construção do primeiro golo, em contra-ataque rápido, sendo ele também a fazer a assistência para Paulinho a meter lá dentro, logo aos 10'. Decisivo.

 

De Paulinho. Abriu o marcador, aos 10', encostando a bola após cruzamento perfeito de Morita. Já leva cinco marcados à sexta jornada - tantos como os que assinou em todo o campeonato anterior. Que diferença.

 

De Nuno Santos. Outra grande partida do nosso ala esquerdo, cada vez mais criativo e acutilante. Quase marcou aos 14' e aos 56' - de trivela, neste último lance. Nunca vira a cara à luta. Incorpora como poucos o espírito leonino. Anda a fazer tudo para ser chamado à selecção.

 

De rever Ugarte em Alvalade. Desta vez só na tribuna, assistindo ao jogo - entre os 34.355 que compareceram no estádio. Mas é um sinal inequívoco da excelente atmosfera no balneário do Sporting sob o comando técnico de Amorim. Sente saudades, deixou saudades.

 

De termos conquistado 16 pontos em 18 possíveis. Mais seis do que na mesma fase do campeonato anterior. Eficácia sem margem para dúvida. Marcámos até agora em todos os jogos. Estamos no topo da Liga, à sexta jornada.

 

De termos cumprido outro jogo sem perder. Se somarmos o de ontem às 14 rondas finais da Liga 2022/2023 e aos desafios das cinco jornadas iniciais deste campeonato, mais o da Liga Europa na Áustria, já levamos 21 sem conhecer o mau sabor da derrota em partidas oficiais. 

 

De ver o Sporting no comando da Liga. Seguimos com os mesmos pontos do que o FC Porto, mas com melhor relação entre os golos marcados e sofridos (12-4 nós, 10-5 eles). A fazer lembrar a nossa dinâmica vitoriosa que nos levou à conquista do título em 2021.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Gyökeres. Após seis jogos a titular, o internacional sueco desta vez ficou de fora. Ainda com queixas musculares originadas no lance do golo que marcou na Liga Europa. O treinador, por precaução, manteve-o no banco de suplentes. Fez bem. De caminho, demonstrou que a equipa não treme sem aquele que tem sido o mais influente dos nossos jogadores.

 

Da lesão de Diomande. O jovem internacional marfinense viu-se forçado a abandonar o relvado com problemas de mobilidade, felizmente mesmo à beira do fim do jogo (90'+2, substituído por Neto). Oxalá não seja nada de grave.

 

Dos desperdícios de Pedro Gonçalves. Foi batalhador, abriu espaços, trabalhou para a equipa, pôs em prática o chamado "jogo invisível". Só pecou na finalização, ao contrário daquilo a que habituou os adeptos. Aos 30', atirou à barra. Isolado por Edwards, falhou por pouco aos 33'. Aos 45'+4 voltou a ser perdulário, rematando por cima (novamente servido pelo inglês). Rasou a trave aos 60'. Queria muito marcar, não conseguiu. Esforço inglório.

 

De Trincão. Outra exibição falhada: ainda não acertou uma na época actual. Substituiu Edwards aos 67', mostrando os defeitos do costume: perde-se em fintas inconsequentes, sem a noção do jogo colectivo, dá sempre um toque a mais na bola, é desarmado com excessiva facilidade, torna-se inofensivo. Até chegou a ouvir assobios num desses lances, aos 86': não havia necessidade.

 

Do golo anulado a Costinha, do Rio Ave. Por 6 centímetros, aos 49' - assim decidiu o vídeo-árbitro Nuno Almeida. Sejamos prejudicados ou beneficiados, direi sempre isto: é ridículo inutilizarem golos por uma distância equivalente ao do tamanho médio de um caracol. São decisões que lesam esta modalidade desportiva que tanto nos apaixona.

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