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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Do ponto que obtivemos com este empate na Luz. Foram os primeiros pontos perdidos pelo Benfica em casa no campeonato, que os encarnados lideram isolados. Este 2-2 soube-nos a pouco, mas foi bem melhor do que termos perdido antes com Boavista, Tondela e Marítimo. 

 

Dos 20 minutos iniciais. Bom jogo leonino, sem complexos frente ao líder da Liga 2022/2023, perante 62.295 espectadores nas bancadas. Equipa  veloz, compacta, com lances ofensivos bem medidos.

 

De ter estado duas vezes em vantagem. Abrimos o marcador aos 27', graças a autogolo de Bah, em bola dividida com Trincão à boca da baliza. Ao intervalo, havia 1-1. Na segunda parte, voltámos a pôr-nos na frente, desta vez de penálti, aos 53', a punir carga de António Silva sobre Paulinho quatro minutos antes. O árbitro, Artur Soares Dias, teve dúvidas: alertado pelo vídeo-árbitro Tiago Martins, considerou grande penalidade. As imagens comprovam o acerto da decisão.

 

De Porro. Exibição muito positiva do internacional espanhol, que só não foi ao Mundial do Catar por absurda incapacidade do seleccionador Luis Enrique (já afastado dessas funções) de perceber que está ali um dos melhores laterais direitos do futebol europeu. Marcou de forma exemplar um livre directo, aos 6', forçando Vlachodimos a voar para a defesa da noite. E é ele a iniciar o nosso primeiro golo numa primorosa abertura de pé esquerdo para Edwards que depois centraria de pé direito. Com sucesso.

 

De Pedro Gonçalves. Relegado para o meio-campo, fora da zona de tiro que o notabilizou no Sporting, desempenhou a missão com abnegação e espírito de sacrifício, transportando bem a bola, sem virar a cara à luta. Aos 4', já arrancava um amarelo a Otamendi. E aos 53', bem à sua maneira, converteu de modo irrepreensível o penálti. Agora com dez golos na temporada, recupera o estatuto de maior goleador leonino.

 

De Ugarte. Missão de sacrifício do jovem internacional uruguaio, que se bateu como verdadeiro Leão contra os adversários no corredor central. Recuperações e cortes de bola providenciais. Apoiou a defesa sem descurar a construção ofensiva. Um poço de energia do princípio ao fim do jogo. Voto nele como o melhor dos nossos neste clássico.

 

Da estreia de Chermiti. Surpresa total: Rúben Amorim promoveu outro miúdo da formação à equipa principal. E logo num jogo desta responsabilidade, substituindo um fatigado Paulinho aos 78'. A verdade é que o jovem açoriano, de 18 anos, teve o golo da vitória nos pés, mesmo ao cair do pano (90'+2). Recebeu muito bem um passe longo, livre de marcação, mas pecou pela deficiente finalização ao rematar por cima. Esperemos que seja o primeiro de muitos jogos de Leão ao peito entre os "adultos". E que nos próximos  demonstre pontaria mais afinada.

 

De termos disputado este clássico só com um titular habitual de fora. A excepção foi Morita, que embora já regressado há mais de um mês do Catar, onde alinhou pela selecção do Japão no Mundial, ainda não atingiu os níveis de recuperação muscular necessários para a competição no campeonato português. Todos os outros estavam aptos, sem lesões nem castigos.

 

 

Não gostei

 

De termos alcançado pior resultado do que há um ano. Na época passada, vale a pena recordar, fomos vencer por 3-1 à Luz. Num jogo que dominámos por completo.

 

De termos sido incapazes de segurar a vantagem. Duas vezes adiantados no marcador, deixámo-nos empatar. Repetiu-se o padrão que já havia sucedido no início do campeonato, quando empatámos (3-3) em Braga, estando sempre em vantagem que acabaria por ser anulada. 

 

Da nossa defesa. Desconcentração, falta de comunicação, lapsos individuais (Gonçalo Inácio voltou a comprometer), incapacidade para travar o melhor ponta-de-lança actual do futebol português: Gonçalo Ramos movimentou-se como quis na nossa área e pôde assim marcar por duas vezes, aos 37' e aos 64'. Nem parecia que estávamos a jogar com três centrais rotinadíssimos. Este foi ontem, de longe, o pior sector da nossa equipa.

 

De Trincão. É verdade que pressionou no lance do primeiro golo, provocando o erro de Bah que nos adiantou no marcador. Mas voltou a ter uma exibição abaixo dos níveis de exigência de uma equipa com o perfil competitivo do Sporting - algo bem espelhado na forma inacreditável como, com a frente ganha, se deixou antecipar por António Silva, que vindo de trás lhe roubou a bola (e o golo) aos 38'. Substituído só aos 89' por Jovane, já saiu tarde.

 

De termos perdido outros dois pontos. Vemos o segundo lugar cada vez mais distante (o Braga está com mais oito que nós e o FC Porto tem mais sete). E até podemos perder o quarto lugar no campeonato se o Casa Pia vencer hoje o Estoril. 

 

Dos 19 pontos perdidos à 16.ª jornada. Ainda antes de concluída a primeira volta, estamos já pior do que estivemos em todo o campeonato anterior, quando concluímos as 34 rondas com apenas 17 pontos desperdiçados. A diferença é brutal.

 

Do nosso péssimo registo nos jogos fora. Já sofremos 14 golos em terreno adversário neste campeonato. Só os dois últimos, Marítimo e Paços de Ferreira, sofreram mais que nós.

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