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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

 

Não gostei

 

Da derrota no Funchal. O Sporting naufragou ontem frente ao Marítimo, num estádio que nos traz más recordações. Após sete vitórias consecutivas em duas competições, tropeçámos frente à equipa local. Esta derrota (0-1) é ainda mais frustrante por ser contra o penúltimo classificado do campeonato, a segunda equipa com pior defesa e que até agora não tinha registado qualquer vitória em casa. 

 

Da falta de atitude competitiva. Se vencêssemos o Marítimo, como era nossa obrigação, reforçávamos o quarto lugar na Liga, ficando a dois escassos pontos do FC Porto - que ontem empatou com o Casa Pia - e a três do Braga. Passávamos a depender só de nós para atingir um posto com acesso à próxima Liga dos Campeões - o terceiro ou mesmo o segundo, pois braguistas e portistas ainda terão de vir a Alvalade. Esta derrota torna esse objectivo cada vez mais distante. Decepção total.

 

De Rúben Amorim. Perdeu o jogo do ponto de vista táctico antes de o perder no relvado. Ao ver a nossa equipa encurralada no meio-campo defensivo, sem conseguir sair com a bola (só aos 17' chegámos pela primeira vez à frente), devido à pressão altíssima da turma de casa, não desfez o previsível sistema habitual nem mexeu no onze titular - a primeira substituição foi aos 57', mal sofremos o único golo do desafio, de penálti. Com os nossos alas condicionados e o meio-campo aturdido face ao domínio maritimista, a passividade do treinador só acentuou o problema.

 

De Trincão. Quase todos os nossos jogadores - vindos de dez dias sem competição, demasiado relaxados e desconcentrados - estiveram mal. Mas o extremo canhoto passou por completo ao lado da partida. Incapaz de fazer a diferença num só lance enquanto esteve em campo. Perdeu bolas, entregou-as ao adversário, falhou emendas - enfim, um desastre.

 

De Paulinho. O avançado que é ainda o melhor marcador da Taça da Liga parece não ter entrado no estádio dos Barreiros. Vimos, isso sim, aquele Paulinho a que já estamos familiarizados: a pecar na finalização. É certo que a única verdadeira oportunidade de golo foi dele, aos 17', em posição frontal - a que o guarda-redes adversário Marcelo Carné, em estreia no Marítimo, correspondeu com a defesa da tarde. Mas dois minutos depois falhou um golo cantado que lhe foi oferecido por Arthur, ao calcular mal a impulsão para cabecear. Apanhado em fora-de-jogo nuns lances e posicionando-se de forma errada noutros, teve exibição fraquíssima.

 

De Mateus Fernandes. Partida infeliz do jovem médio leonino, lançado apenas pela segunda vez como titular na equipa A, em inédita parceria com Ugarte. Vem habituado a jogar num meio-campo a 3 no Sporting B e parece ainda mal adaptado ao sistema de Amorim. Não conseguiu estancar o fluxo ofensivo do Marítimo e teve algumas decisões disparatadas - com maior destaque para o penálti totalmente desnecessário cometido aos 53'. Daí nasceria o golo solitário do Marítimo, aos 56'. E mais três pontos perdidos para nós.

 

Da falta de banco. É cada vez mais gritante a ausência de suplentes qualificados, como há meses vimos alertando aqui. Na ausência de dois habituais titulares (desta vez Pedro Gonçalves, a cumprir castigo, e Morita, lesionado) o onze nunca consegue ser o mesmo. Sem reforços nesta janela de Inverno, restar-nos-á uma temporada medíocre em perspectiva. A qualidade paga-se. E a falta de qualidade também.

 

De Rochinha e Jovane. O Sporting quer pô-los no mercado tão cedo quanto possível. E a exibição de ambos neste jogo só confirma que estão a mais no plantel. Rochinha, em campo desde o minuto 65, voltou a ser incapaz de fazer a diferença: o seu desempenho é sempre irrelevante. Jovane, que entrou aos 75', parece irremediavelmente perdido para o futebol leonino: teve até um pormenor patético, digno dos "apanhados", quando marcou um canto directamente para fora.

 

Da substituição de Coates. Amorim deu-lhe ordem de saída aos 75', aparentemente com receio de que ele visse um amarelo no quarto de hora final, afastando-o da próxima jornada no estádio da Luz. Mas o capitão leonino - o elemento de  maior estatura da equipa - saiu precisamente no momento em que mais falta nos fazia lá na frente, tentando marcar em lance aéreo ao menos o golo do empate. Ninguém compreendeu.

 

Do penálti perdoado ao Marítimo. Um empurrão óbvio nas costas de Porro, derrubado em falta na grande área aos 50', passou despercebido ao árbitro Helder Malheiro e ao respectivo árbitro auxiliar - decisão errada que o vídeo-árbitro Cláudio Pereira decidiu não reverter. Inclinando o campo claramente a favor da equipa da casa.

 

Dos cartões por protestos. É inconcebível vermos cenas destas repetirem-se, com prejuízo óbvio para a nossa equipa. Ontem, mais três: Porro, Matheus Reis e Esgaio viram amarelos por este motivo. O caso de Esgaio roça o absurdo: amarelado por protestar no banco de suplentes, do qual não saiu. A falta de atitude competitiva de uma equipa também se nota nestes aspectos.

 

Da classificação. Vemos agora - à 15.ª jornada - o Benfica já com mais 12 pontos. E temos o Casa Pia apenas um ponto abaixo de nós, ameaçando ultrapassar-nos no modesto quarto lugar.

 

De 2023. Começou da pior maneira para o Sporting. Com uma derrota logo ao primeiro jogo. É a quinta que sofremos neste campeonato: um terço dos desafios foram perdidos.

 

 

Gostei

 

Do Marítimo, agora com novo treinador. O onze insular, que passou a ser orientado por José Gomes, mereceu esta vitória. Foi superior ao Sporting do princípio ao fim.

 

De Porro. O menos mau dos nossos. Atitude combativa nunca lhe faltou. E teve um adversário directo à altura: o brasileiro Leo Pereira, recém-chegado ao Funchal - eis um verdadeiro reforço. O internacional espanhol voltou a servir bem os colegas pelo menos em três cruzamentos - aos 17', 81' e 90'+2. Mereciam ter sido aproveitados.

 

De Gonçalo Inácio. Desempenho também acima da média do jovem central leonino, que voltou a fazer duas posições: à direita, até à saída de Coates; e ao centro na fase final (com St. Juste, há muito afastado, enfim de regresso). Grandes cortes, em lances perigosos, aos 70' e aos 78'.

 

De Nuno Santos. Fora do onze inicial para acautelar um eventual quinto amarelo que o pudesse deixar fora do próximo desafio, frente ao Benfica, o ala esquerdo acabou mesmo por entrar, rendendo Arthur aos 57'. Dois bons cruzamentos: um pelo ar (67'), outro rasteiro (89'), infelizmente desaproveitados.

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