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Rescaldo do jogo de ontem

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Jogadores leoninos celebram primeira vitória da época a Norte

(Foto: Manuel Fernando Araújo / Lusa)

 

Gostei

 

Dos três pontos que trouxemos de Famalicão. Vitória sem discussão (1-2), construída no primeiro tempo, num estádio onde não vencíamos há 30 anos. Nas últimas três épocas, com a equipa minhota de regresso ao primeiro escalão do futebol português, empatámos lá duas vezes e perdemos outra. Vale a pena sublinhar isto.

 

De Trincão. Rúben Amorim apostou nele como titular - e fez bem. O vianense foi o melhor em campo. Marcou um golo (o segundo, que lhe foi creditado) aos 42'. Mas já antes se revelara como o mais dinâmico no nosso trio ofensivo. Excelente passe a rasgar para Paulinho (4'). Bola ao poste num belo remate cruzado (10'). É ainda ele quem faz o remate interceptado com o braço por Rúben Lima que origina o penálti e o nosso segundo golo (45'+3).

 

De Pedro Gonçalves. É na linha da frente que deve jogar, como ficou provado uma vez mais. Teve o golo nos pés aos 18': rematou com direcção e força mas a bola foi travada numa boa defesa do guarda-redes Luiz Júnior. Fez cinco passes de ruptura, estatística que o credita como um dos mais influentes neste desafio debaixo de chuva copiosa. E ainda foi ele a marcar o penálti - mesmo no fim da primeira parte - com frieza e competência. Leva 45 golos marcados e 23 assistências em 97 jogos de verde e branco.

 

De Morita. O nosso primeiro golo nasce da pressão que fez, lá na frente, sobre o famalicense Pelé, forçando-o a atrasar a bola. A equipa ganha intensidade competitiva sempre que o internacional japonês - já com bilhete para o Mundial do Catar - se adianta no terreno. Aos 62', marcou um golo (que seria o nosso terceiro) na sequência de um canto que acabou por ser anulado por pretenso fora-de-jogo de 18 cm após análise demoradissíma do vídeo-árbitro. As imagens disponíveis indiciam o contrário. 

 

De Arthur. Entrou só aos 59', substituindo Matheus Reis. Mas voltou a causar boa impressão: mal tocou na bola fez um disparo a rasar o poste. Incute dinâmica à equipa, é combativo, tem técnica muito apurada. Um verdadeiro reforço. Merece jogar mais.

 

Do resultado aos 45'. Em cinco minutos, mesmo antes do intervalo, conseguimos uma vantagem confortável. Na segunda parte, gerimos o resultado já a pensar na longa pausa que vai seguir-se: o campeonato só será retomado daqui a seis semanas, no fim do ano. Era escusado recuar tanto as linhas, concedendo demasiada iniciativa ao Famalicão. Mesmo assim, tivemos sempre o jogo controlado. O primeiro remate enquadrado deles só aconteceu aos 49'. E o golo adversário aconteceu numa carambola fortuita. 

 

Da primeira vitória a Norte. Até agora, nesta temporada, ainda só tínhamos perdido (FC Porto, Boavista, Arouca, Varzim) ou empatado (Braga) nos jogos disputados nessa região do País. Foi quebrado o enguiço

 

De subirmos a média de golos. Com mais estes, temos agora 26 marcados em 13 jornadas da Liga. Média: dois por jogo. Superior à da época passada, quando tínhamos só 22 na mesma fase do campeonato. Bom sinal.

 

De subirmos na classificação. Éramos sextos há duas semanas, vamos agora no quarto posto. Deixando já para trás V. Guimarães e Casa Pia. Próximo passo: ultrapassar o Braga. A equipa minhota vai três pontos à nossa frente, mas ainda terá de jogar em Alvalade - aliás como o FC Porto, que tem mais quatro.

 

 

Não gostei

 

De continuar a ver tanto desperdício lá na frente. Aos 18' já tínhamos três claras oportunidades de golo sem concretizar. Por Paulinho (4'), Trincão (10') e Pedro Gonçalves (18'). Foram-se sucedendo mais quatro, confirmando o nosso principal problema nesta temporada: incapacidade para a meter lá dentro, arrumando os jogos cedo e gerando sofrimento desnecessário.

 

Do golo sofrido, aos 78'. Remate acrobático de Iván Jaime beneficiando de uma tabela no corpo de St. Juste que traiu Adán. Uma carambola, mas suficiente para deixar os nervos em franja a muitos adeptos no quarto de hora final da partida - que ainda teve 8 minutos de tempo extra. Não havia necessidade de tanta angústia. E desperdiçámos mais uma oportunidade de manter intactas as nossas redes.

 

De Paulinho. O treinador aposta com insistência nele, transmitindo-lhe toda a confiança. Mas o avançado ex-Braga persiste em não cumprir a missão principal que levou o Sporting a contratá-lo por preço muito elevado: marcar golos. Continua a revelar problemas de posicionamento que o tornam inofensivo na grande área. Servido por Trincão aos 4', por Porro aos 8', por Matheus Reis aos 20' e por Pedro Gonçalves aos 36', volta a ficar em branco. À jornada 13, ainda só marcou por uma vez. 

 

Da lesão de Matheus Reis. O brasileiro, que tem actuado como central, desta vez alinhou como lateral. Desempenho positivo. Mas viu-se forçado a sair por lesão muscular, aos 59'. Como o habitual titular desta posição, Nuno Santos, também está afastado por lesão, Amorim teve de trocar Matheus por Arthur. E aos 80' acabou por colocar Esgaio como lateral esquerdo, o que volta a demonstrar como este plantel leonino é curto.

 

Do excesso de cartões. Artur Soares Dias brindou sete jogadores nossos com amarelos: Ugarte (21', fica fora do próximo jogo por ter visto o quinto), Gonçalo Inácio (39'), Trincão (41'), Matheus Reis (45'+4), St. Juste (45'+4), Porro (89') e Coates (90'+6). Arbitragem à portuguesa, longe dos critérios internacionais. Não admira que nenhum dos nossos apitadores tenha sido convocado para o Mundial.

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