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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Das alterações promovidas pelo treinador. Uma forçada, duas por opção técnica. Paulinho, lesionado, cedeu lugar a Edwards no onze titular. Neto foi central à direita, com St. Juste no banco, permitindo a Gonçalo Inácio alinhar à esquerda, sua posição natural. Ugarte foi o médio defensivo inicial, ficando Morita no banco. Três mudanças face ao onze titular que começou na jornada anterior, contra o Braga. Todas resultaram.

 

Da vitória clara contra o Rio Ave. Dir-se-ia que era o adversário ideal para esta nossa estreia nos jogos em casa da Liga 2022/2023. Não teria de ser assim: nos três jogos anteriores, para duas competições, a equipa de Vila do Conde agora regressada à principal divisão do futebol português tinha-nos imposto empates em Alvalade. Desta vez o enguiço quebrou-se. Com triunfo leonino por 3-0.

 

De Pedro Gonçalves. Errante na nossa frente de ataque, começando por integrar o tridente ofensivo pela esquerda, como mais gosta, voltou a ser crucial para nos render os três pontos. Com dois golos: o primeiro à ponta-de-lança clássico, encostando em posição frontal para desfazer o nulo que se mantinha aos 36'; o segundo após tabelinha de luxo com Trincão fixando o resultado aos 75' num toque de classe à mercê de poucos. E ainda mandou uma bola à barra, quatro minutos depois. O homem do jogo.

 

Do golão de Matheus Nunes. A partir dos 20 minutos, dada a dificuldade do Sporting em romper linhas perante a compacta muralha defensiva vilacondense, terá havido instruções expressas do treinador para recorrer aos remates de meia-distância. E assim aconteceu, pondo à prova a resistência adversária e a pontaria dos nossos jogadores. Nenhum tão brilhante como Matheus Nunes, que marcou o segundo - primeiro da sua conta pessoal nesta Liga - num espectacular tiro, absolutamente indefensável, que fez levantar o estádio aos 67'. Candidato desde já a um dos melhores golos do ano.

 

De Edwards. Começou na frente do ataque, como falso ponta-de-lança, mas cedo descaiu para as alas, em movimentos de ruptura, criando desequilíbrios. Em duas dessas situações assistiu para golo. Foi ele a desenhar o primeiro, em brilhante manobra da direita para o centro perto da linha final, limitando-se Pedro Gonçalves a encostar para as redes; foi ele a assistir Matheus, no flanco oposto, para o segundo. Só lhe faltou marcar também para ser o melhor em campo. Sério candidato a manter-se no onze titular.

 

De Trincão. Começa a ver-se aquele que foi o reforço mais sonante deste Sporting da nova temporada. De início algo inconsistente, preso às marcações. Mas foi-se soltando, evidenciando boa técnica individual, neste seu segundo jogo oficial de verde e branco. Aos 26', num pontapé cheio de colocação, desferiu um tiro à trave. E assistiu Pedro Gonçalves no terceiro, em combinação perfeita com o colega. Como se jogassem juntos há vários anos. Mereceu os aplausos escutados aos 80', quando foi substituído.

 

De Ugarte. Regressado de lesão que o impediu de integrar o lote inicial de jogadores na partida contra o Braga, recuperou o lugar no onze. E cumpriu a missão de que Rúben Amorim o investiu: fazer de Palhinha, como primeiro dos nossos defensores, embora uns metros mais à frente pois o Rio Ave fechou-se muito no seu reduto. Foi ele o primeiro a tentar romper a muralha adversária num pontapé de meia-distância, aos 21'. Aos 40', noutro remate, fez a bola rasar a trave. Campeão das recuperações: destacou-se neste domínio. Já amarelado, deu lugar a Morita aos 65'. Missão cumprida.

 

Do nosso domínio absoluto. Desta vez não nos limitámos a exibir "posse de bola": soubemos mesmo o que fazer com ela. Criando oportunidades em série que podiam até ter duplicado o número de golos. Enquanto o Rio Ave não dispôs sequer de uma situação concreta para marcar.

 

De termos mantido as redes imaculadas. Nem uma ameaça séria à nossa baliza: folha limpa após os três sofridos em Braga. Assim é que é.

 

Dos seis golos em dois jogos. Começamos bem neste domínio, revelando capacidade ofensiva superior à da época passada. Há que manter este registo, mesmo sem ponta-de-lança titular. Numa equipa que adoptou como lema «onde vai um, vão todos» a palavra de ordem passa a ser «se um marca, os outros marcam também». 

 

Da arbitragem de Manuel Mota. Com critério largo, sem interromper a partida por tudo e por nada no excelente relvado de Alvalade nem procurar ser ele o protagonista com recurso ao apito, permiitiu que os lances fluíssem. Foi ajudado pelos jogadores, há que reconhecer. O espectáculo saiu valorizado: poucas paragens, 62' de tempo útil de jogo - média muito superior ao habitual. Só assim nos aproximaremos dos melhores parâmetros do futebol europeu.

 

Da sentida homenagem inicial a Chalana. Exemplar desportivismo num estádio com 31.760 espectadores quando se honrou a memória do craque do Benfica - e da selecção nacional - há dias falecido.

 

Do aplauso do estádio a Esgaio. O lateral nazareno entrou aos 80', rendendo Porro. Ocasião apropriada para uma das notas desta noite amena em Alvalade: ovação vibrante ao jogador, que teve um deslize em Braga e foi injuriado pela matilha do costume nas redes ditas sociais. Estas palmas a um brioso jogador da nossa formação funcionaram também como expressiva vaia à tal matilha, letal ao Sporting.

 

 

Não gostei

 

Do resultado ao intervalo. Aquele 1-0 sabia a pouco. E não dava garantias suficientes de que a vitória tangencial pudesse ser mantida num lance fortuito do Rio Ave capaz de encaminhar a bola para a nossa baliza. Merecíamos mais face às oportunidades criadas. 

 

Dos 20 minutos iniciais. Demasiada troca inconsequente da bola, para o lado e para trás, enquanto os de Vila do Conde cortavam com eficácia as nossas linhas de passe. Era preciso romper aquele cerco. O primeiro a lançar o aviso foi Ugarte, de meia distância. Edwards seguiu-lhe o exemplo três minutos depois, aos 24'. Estava dado o mote para o que viria a ser uma vitória que até pareceu demasiado fácil. 

 

De St. Juste. Segundo jogo oficial, novamente relegado para o banco sem integrar o onze inicial. Desta vez, com Gonçalo bem encaixado como central à esquerda, Neto teve prioridade à direita. O holandês entrou só aos 72', claramente para ganhar minutos que possam compensar o facto de quase não ter feito pré-temporada por lesão. Está ainda longe da melhor forma, indiciando que também não será titular na próxima ronda, no Dragão.

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