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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada em Alvalade. Vencemos por 4-1 - sem margem para discussão - a brava equipa de Barcelos, que ocupa o quinto lugar no campeonato e ambiciona aceder à Liga Europa. Este Gil que tinha vencido em Braga e na Luz, e conseguiu impor um empate no Dragão mesmo a jogar só com dez durante quase toda a partida. Fomos, portanto, o único dos três "grandes" a derrotar este conjunto muito bem orientado por Ricardo Soares - treinador que desta vez não esteve no banco por cumprir castigo. 

 

Do nosso caudal atacante. Dominámos todo o desafio - desde os minutos iniciais, em que entrámos de pé no acelerador. Tivemos posse de bola com qualidade, fazendo-a rolar rumo à baliza adversária, sem a desperdiçar com trocas inconsequentes e estéreis no nosso reduto. No final da primeira parte já tínhamos 12 remates, sete dos quais enquadrados.

 

Do bom registo ofensivo sem ponta-de-lança. Nestes dois últimos jogos, marcámos sete golos dispensando um avançado fixo dentro da grande área. Eficaz ataque móvel, com dinâmica colectiva e constantes rotações de posição funcionaram para baralhar as defesas adversárias. Os resultados falam por si.

 

De Nuno Santos. Excelente exibição do filho da D. Fátima - desta vez os jogadores tinham os nomes das mães estampados nas camisolas - com transbordante energia, impondo-se no seu corredor como extremo à moda antiga, em contínuo desgaste da defesa contrária. Numa das suas movimentações cheias de velocidade, foi derrubado em falta: o lance, aos 20', originou penálti, convertido por Sarabia no minuto seguinte. Destacou-se pela qualidade dos seus cruzamentos - aos 24', 60' e 75' (este a partir do corredor direito). Um desses passes a rasgar, lá na frente, originou autogolo de Lucas Cunha, aos 53'. O nosso terceiro. Mesmo sem marcar, desta vez, destacou-se como melhor em campo.

 

De Porro. O  jovem internacional espanhol está de volta às grandes exibições. O filho de D. Carmen recuperou bolas, ganhou lances divididos, acelerou o jogo na ala direita, fez soberbos cruzamentos aos 26' e aos 51'. Novamente em grande forma.

 

De Adán. Sem culpa no golo sofrido, aos 45'+2, o filho de D. Toni merece destaque por este simples facto: tornou-se ontem no único jogador de todas as equipas utilizado em todos os minutos da Liga 2021/2022, cumprida agora a 32.ª jornada. Demonstração inequívoca da sua extrema utilidade e da sua qualidade entre os postes. Titular indiscutível, a ele muito devemos o facto de o Sporting ser a equipa menos batida do campeonato, com apenas 21 golos sofridos.

 

De Edwards. Não deslumbrou, mas justifica destaque por ter apontado o segundo golo leonino, num remate de ressaca, aproveitando da melhor maneira uma bola que lhe sobrou após defesa incompleta do guardião gilista a cabeceamento de Neto, aos 36'. Um golo importante: foi a estreia do inglês vindo de Guimarães como goleador de Leão ao peito no nosso estádio. 

 

Do regresso de Pedro Gonçalves aos golos. Ganhou um penálti e foi ele a convertê-lo, aos 63'. O filho da D. Maria voltou assim a fazer o gosto ao pé após mais de dois meses de jejum, selando o resultado desta partida após uma primeira parte muito apagada. Os adeptos compensaram-no com fortes aplausos ao ser substituído por Vinagre, ia decorrido o minuto 67.

 

De Rodrigo Ribeiro. Estreia do promissor júnior formado em Alcochete, com 17 anos recém-festejados, como sénior em Alvalade. Rendeu Sarabia aos 84' e correspondeu às expectativas com um remate cruzado muito perigoso a rasar a baliza, aos 86' e uma boa acção individual aos 89', empolgando os adeptos. O filho da D. Mariana tem bom toque de bola, sem margem para dúvida. Valor a ter em conta no Sporting do futuro.

 

Dos remates de meia-distância. Tem havido vários jogos sem um só para amostra, do nosso lado. Desta vez houve pelo menos três. Por Nuno Santos (5'), Porro (32') e Pedro Gonçalves (57'). A merecer destaque pela positiva.

 

De Andrew. O jovem guarda-redes da equipa minhota, com apenas 20 anos, foi uma das figuras da partida. Impedindo o Sporting de avolumar a vantagem. Eis um nome a reter.

 

Do árbitro. Estreia de Miguel Nogueira, aos 28 anos, a apitar um jogo com equipa grande. Merece nota positiva. E votos para que tenha sucesso nesta actividade. 

 

De termos assegurado o segundo maior objectivo da época. Com esta vitória, garantimos o acesso directo à próxima edição da Liga dos Campeões. Segunda presença consecutiva na prova máxima do futebol europeu ao nível de clubes. E mais cerca de 40 milhões de euros a caminho do cofre de Alvalade.

 

De vermos adiada a decisão definitiva do título. O FCP, que jogará com o Benfica na tarde do próximo sábado, queria celebrar por antecipação. O nosso triunfo frente ao Gil Vicente impediu os portistas de concretizarem este sonho. Agora, concentração máxima para o nosso embate. Também no sábado, mas só após o outro jogo: vamos enfrentar o Portimonense.

 

De somarmos agora 79 pontos. Podemos igualar a pontuação da época passada, que nos garantiu o título de campeões nacionais. Faltam dois jogos.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Coates. Com queixas físicas, o nosso capitão desta vez ficou de fora. E fez falta. O Gil Vicente marcou três golos, dois dos quais anulados por foras-de-jogo milimétricos, dando a ideia, sobretudo na primeira parte, que podia desestabilizar o nosso reduto defensivo, ontem desprovido do seu líder natural.

 

Do amarelo a Neto. Capitão em vez do internacional uruguaio, o filho da D. Rosa ficará ausente do próximo desafio por acumulação de cartões. Foi bem sancionado por falta dura - e desnecessária - aos 83'. Mas até podia tê-lo visto mais cedo, noutro lance ríspido que protagonizou.

 

Do 2-1 que se registava ao intervalo. Sabia a pouco.

 

De outro desperdício de Paulinho. Suplente utilizado, o avançado ex-Braga rendeu Edwards aos 56'. Com uma actuação que voltou a saber a pouco. Isolado por Sarabia aos 60' com um primoroso toque de calcanhar, rematou sem a devida acutilância, permitindo a defesa de Andrew a cerca de 6 metros da baliza. De golo "cantado" a golo falhado. As oportunidades perdidas vão-se acumulando no seu currículo.

 

Da fraca adesão dos adeptos. Bancadas demasiado despidas nesta bem disputada partida de futebol. Apenas 25.425 espectadores no Estádio José Alvalade.

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