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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos alcançados num estádio difícil. Vencemos o Moreirense como visitantes, algo que não nos acontecia desde a época 2018/2019. Há dois anos, empatámos ali 0-0 e na época passada - em que fomos campeões - não conseguimos melhor do que outro empate, desta vez a uma bola. Agora foi um triunfo indiscutível, sem qualquer margem de contestação. Por 2-0, resultado construído em dez minutos de domínio avassalador, aos 29' e aos 39'. A segunda parte foi de contenção, com ocasionais concessões de iniciativa de jogo ao adversário mas sem nunca perder o controlo da partida.

 

De Slimani. Soma e segue: três jogos consecutivos a marcar. Volta a ser decisivo, valendo pontos. Foi ele o autor do nosso primeiro, num cabeceamento impecável ao segundo poste, bem servido por Edwards. Merece ser distinguido como melhor em campo, também pela pressão intensa que fez lá na frente, dificultando a saída de bola do Moreirense, e do apoio que nunca deixou de dar aos colegas, nomeadamente nas bolas paradas defensivas. Grande passe aos 67' para Sarabia: podia ter dado golo. Enfim, temos ponta-de-lança.

 

De Porro. Enorme intensidade competitiva: brilhou no primeiro tempo. Dominou na ala direita, impondo a sua técnica superior, aliada à velocidade. O nosso segundo golo resulta de um cruzamento perfeito do jovem internacional espanhol, teleguiado para Paulinho. Deram nas vistas outros centros, aos 28' e ao 34'. Na segunda parte quebrou de rendimento, arriscando menos nas acções ofensivas, mas manteve-se como um dos elementos mais em destaque.

 

Da estreia de Edwards a titular. Reforço de Inverno, o ex-vimaranense está finalmente a demonstrar que merece figurar no onze leonino. Rúben Amorim transmitiu-lhe esta prova de confiança e o inglês correspondeu da melhor maneira, com uma grande exibição no primeiro tempo. Está nos dois golos leoninos: no primeiro, é dele a assistência directa; no segundo, inicia a jogada com um soberbo passe de calcanhar para Porro a justificar nota artística com distinção. Promete tornar-se imprescindível.

 

Do inédito trio de avançados. Pela primeira vez, Amorim desenhou uma equipa titular contando com um triângulo ofensivo composto por Edwards, Paulinho e Slimani - com o argelino em zona mais central. Teste superado com distinção: acertou à primeira. Quem dizia que estes jogadores poderiam não combinar se actuassem juntos estava a ver o filme errado. Deixou de ser necessário inventar expedientes alternativos, como quando Coates tinha de avançar para ponta-de-lança improvisado. Foi assim que perdemos dois pontos em casa contra o Braga.

 

De Neto. Com Gonçalo Inácio ausente, voltou a ser titular como central à direita. Está em grande, confirmando a excelente nota da recente partida de Manchester. Foi o melhor elemento da nossa defesa, com cortes decisivos aos 58' e aos 86'. Competente a construir jogo, não perdeu um duelo. 

 

Dos regressos de João Palhinha e Pedro Gonçalves. Estiveram no banco até aos 64' mas acabaram por entrar - o primeiro para render Ugarte, já amarelado; o segundo para substituir Paulinho. Ambos de volta à equipa: Palhinha não jogava há 27 dias, Pedro permanecia fora desde 20 de Fevereiro. Estão ainda longe da melhor forma, mas já é bom saber que o técnico volta a contar com eles. 

 

De consolidarmos o nosso estatuto de equipa menos batida. Em 26 jornadas da Liga 2021/2022, apenas 16 golos sofridos. Menos três que o FC Porto, líder da prova, e menos oito que o Benfica.

 

Do nosso banco. Desta vez tínhamos como suplentes os seguintes jogadores: Palhinha, Tabata, Nuno Santos, Sarabia, Pedro Gonçalves, Esgaio e Daniel Bragança - além dos guarda-redes. Quase todo o plantel disponível, vale a pena sublinhar. É pouco frequente nesta fase do campeonato.

 

 

Não gostei

 

De alguns períodos da segunda parte. Excessiva retenção de bola, um certo adormecimento talvez ditado pela sensação de que o resultado estava construído (de facto assim era) e escassa ambição para ditar a vantagem alcançada antes do intervalo. Alguns suplentes utilizados pouco adiantaram - como Nuno Santos, que rendeu o amarelado Feddal aos 75'. Felizmente o Moreirense, incapaz de fazer um remate enquadrado nesta etapa complementar do jogo, deu pouca luta.

 

De Matheus Nunes. Pode ser mera coincidência, mas parece uma sombra do que já foi desde que Pep Guardiola lhe fez rasgados elogios na visita a Lisboa do Manchester City, ao considerá-lo um dos melhores médios actuais do futebol europeu. O luso-brasileiro empastelou o jogo, continuou a abusar do individualismo no corredor central e entregou duas vezes a bola ao adversário no minuto 82, dando origem a contra-ataques perigosos. Comportamento a rever.

 

Da imprevista ausência de Gonçalo Inácio. O jovem internacional, titular indiscutível deste Sporting 2021/2022, ficou de fora por estar com gripe.

 

De continuarmos seis pontos atrás do FC Porto. É verdade que ainda há 24 pontos em disputa até ao fim do campeonato, mas deixámos de depender de nós e temos de aguardar por duas derrotas do nosso principal adversário. Esta é a parte má. A parte boa é que nesta jornada ampliámos a vantagem face ao Benfica, agora situados seis pontos atrás de nós, com menos hipóteses de atingir um lugar que dá acesso directo à cobiçada Liga dos Campeões.

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