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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa vitória clara no Jamor. Goleámos por 4-1 aquela aberração que responde pela sigla B-SAD. Num Estádio Nacional só com adeptos do Sporting. 

 

Da nossa entrada com grande dinâmica ofensiva. Dois golos logo a abrir o jogo. O primeiro aos 11', por Paulinho, o segundo aos 17', por Porro. Ao intervalo, vencíamos por 3-1. A segunda parte começou com mais um golo, aos 47'. A partir daí, imperou a gestão da condição física dos jogadores, mas sempre a mantermos a posse de bola. Deu até para Rúben Amorim esgotar as substituições, ao contrário do que costuma fazer: trocou Porro por Gonçalo Esteves (52'), Matheus Nunes por Daniel Bragança (52'), Pedro Gonçalves por Tabata (58'), Nuno Santos por Vinagre (58') e Sarabia pelo estreante Edwards (71').

 

De Paulinho. Regressou aos golos. E logo a bisar. No primeiro, com Sarabia a construir para ele no lado direito, bastou-lhe encostar. O segundo, a abrir a etapa complementar, foi de excelente execução técnica, com assistência perfeita de Porro: golo de cabeça do avançado leonino. Faz-lhe bem ter a concorrência do recém-regressado Slimani.

 

De Porro. Voltou à titularidade e voltou às grandes exibições. Confirma-se como o melhor ala direito a actuar na Liga portuguesa e um dos melhores que jogaram desde sempre nesta posição no futebol do Sporting. Marcou um extraordinário golo aos 17' - indefensável bomba disparada de meia distância com o seu potente pé direito após assistência de Ugarte. E foi dele o passe para o segundo de Paulinho. Merece ser distinguido como melhor em campo.

 

De Sarabia. É um prazer ver jogar este titular da selecção espanhola, emprestado ao Sporting pelo Paris Saint-Germain. Tem classe, tem categoria, tem excelente técnica, tem apurada visão de jogo. E tem golo: marcou mais um nesta partida - o terceiro, aos 45'+1, após cruzamento de Nuno Santos, no seu terceiro jogo consecutivo a facturar nesta Liga 2021/2022. Já tinha assistido no primeiro, de Paulinho. Outra actuação de grande nível. Soma nove golos e oito assistências no Sporting.

 

De Gonçalo Esteves. Quando Amorim retirou Porro, decidindo poupá-lo a desgaste extra já a pensar na partida de domingo frente ao Famalicão, o miúdo que veio do Porto deu boa conta do recado. Vencendo sucessivos confrontos individuais, confirmando duas características fundamentais: intensidade e velocidade. E nem hesitou em tentar o golo: aos 83', concretizou um belo remate que rasou a trave. Por vezes faz-nos esquecer que ainda é júnior.

 

Da estreia de Edwards. O ex-internacional sub-20 inglês foi brindado com vibrante ovação dos adeptos neste seu jogo inaugural de verde e branco, recém-chegado de Guimarães. É um grande reforço, ninguém duvida. Terá tempo de assimilar os processos de jogo em Alvalade, sob o comando de Amorim. Fez bem o treinador em proporcionar-lhe minutos numa fase em que não pairava a menor dúvida sobre o desfecho desta partida no Jamor.

 

Da grande atitude da equipa. Futebol alegre e vertical, demonstrando que aquele período de mini-crise em que perdemos dois jogos (contra o Santa Clara nos Açores e contra o Braga em casa) está superado. O facto de nos termos sagrado campeões de Inverno, derrotando o Benfica na final da Taça da Liga, ajudou muito.

 

Da nossa regularidade na marcação de golos. Já levamos 35 jogos a facturar nesta época, até ao momento só ficámos uma vez em branco.

 

De termos aumentado a distância que nos separa do Benfica. Os encarnados, ontem derrotados na Luz pelo Gil Vicente (1-2), voltam a estar seis pontos abaixo de nós. E começam a ter o Braga à perna, ameaçando disputar-lhes o terceiro lugar.

 

Do árbitro Gustavo Correia. Deixou jogar, adoptando um critério largo, à inglesa, sem apitar sempre que um jogador se atira para o chão. Ao contrário de vários dos seus colegas, que param o jogo a todo o momento por supostas faltas que noutros campeonatos jamais mereciam o som do apito.

 

 

Não gostei

 

De termos sofrido um golo. Foi aos 21': belo golo de Camará, sem qualquer hipótese de defesa para Adán. Seis minutos depois, o nosso guarda-redes, com uma intervenção oportuníssima, impediu o B-SAD de fazer o 2-2: se tal não tivesse acontecido, o desfecho deste encontro talvez fosse bem diferente. A verdade, de qualquer modo, é que reforçamos a nossa posição como defesa menos batida do campeonato: apenas 13 golos sofridos em 20 jogos.

 

De Pedro Gonçalves. O que se passa com o nosso atacante, que brilhou no campeonato anterior e foi elemento essencial da conquista do título que nos fugia há 19 anos? Anda a rematar frouxo, um pouco perdido no campo, sem a mesma atracção pela baliza. É verdade que foi ele a iniciar o lance do terceiro golo, mas falhou dois que o Pedro Gonçalves de 2020/2021 teria concretizado.

 

De Vinagre. Continua a parecer um corpo estranho na equipa. Joga sempre da mesma forma, correndo colado à linha esquerda, faz sempre a mesma finta de corpo, cruza a bola sempre do mesmo modo e falha por sistema esses centros por ter deficiente noção das movimentações dos colegas na área. Desta vez esteve mais de meia hora em campo mas aproveitou-se pouco do que fez.

 

De mantermos cinco jogadores à bica. Sarabia, Palhinha, Porro, Esgaio e Pedro Gonçalves estão à beira de ser excluídos por acumulação de amarelos. Nenhum deles "limpou" o castigo. Esperemos que não venham a ser amarelados no próximo domingo, frente ao Famalicão, o que os impediria de comparecer no clássico do Dragão, marcado para o dia 11.

 

Deste inenarrável B-SAD. Vai descer de divisão no final da época, seguramente. Mas é penoso continuar a ver em campo onze jogadores que não são de nenhum clube nem formam uma verdadeira equipa, sob contrato de uma entidade sem nome nem emblema nem bandeira nem estádio nem sócios nem adeptos. Um abcesso no futebol português.

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