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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso triunfo esta noite em Alvalade. Espectacular reviravolta conseguida já na segunda parte, depois de termos estado a perder por 0-1 frente ao Portimonense entre os 21' e os 65'. Aos 84', vencíamos por 3-1. Pena termos sofrido um segundo golo, aos 90'+2. Faltava pouco mais de um minuto para terminar a partida. Mas vitória incontestada da nossa equipa.

 

Do nosso segundo tempo. Total domínio leonino, com três golos construídos em transições rápida, sem os momentos de apatia registados nos 45 minutos iniciais. A equipa veio do intervalo com vontade indómita de virar o jogo e manter-se no topo da classificação, aguardando agora o desfecho do FC Porto-Benfica de amanhã. Partimos com vantagem, seja qual for o resultado dessa partida. E temos, para já, garantidas 24 horas no comando isolado do campeonato.

 

De Paulinho. O homem do jogo. Noite de gala para o avançado que fomos buscar ao Braga: nunca tinha marcado sequer dois golos num mesmo desafio vestido de verde e branco. Desta vez marcou três - aos 65', 76' e 84'. Graças a ele, conquistámos mais três pontos: já amealhámos 44 neste campeonato. Tinha anteriormente demonstrado ser muito útil nas movimentações dentro da área, a fazer tabelinhas e a arrastar marcações. Mas desta vez o n.º 21 mostrou aos adeptos aquilo que todos pretendemos dele acima de tudo o resto: instinto goleador. Passou com distinção.

 

De Nuno Santos. Grande partida do nosso ala esquerdo que neste jogo actuou quase sempre como extremo. Tem intervenção directa nos três golos do Sporting - o primeiro com assistência directa. Mentalidade competitiva e pulmão inesgotável. Pena a grande maioria dos cruzamentos dele terem sido desperdiçados por falta de sequência na área do Portimonense. Merece ser titular sem favor algum.

 

De Matheus Reis. Teve um mau momento ao marcar involuntariamente na própria baliza, dando vantagem ao Portimonense, quando tentava ir à dobra de Gonçalo Inácio, batido em velocidade num fulminante contra-ataque. Mas não revelou qualquer fragilidade psicológica decorrente desse lance: pelo contrário, voltou a rubricar outra excelente exibição. É ele a sacar o cartão vermelho a Pedro Sá, que travou à margem da lei do jogo uma perigosa condução com bola do brasileiro. E é ele também a iniciar o lance do golo 2, com um passe vertical muito bem medido. Começa a tornar-se imprescindível.

 

De Daniel Bragança. Saltou do banco aos 55', rendendo Palhinha, e fez a diferença. Com clarividência na condução da bola, exemplar visão de jogo e grande capacidade de queimar linhas, funcionou como talismã da equipa. Com ele em campo, todo o colectivo melhorou. É ele a iniciar o nosso primeiro golo.

 

Da estreia de Geny. O jovem moçambicano, com apenas 20 anos, vestiu pela primeira vez a verde e branca numa partida do primeiro escalão. Confirmando como Rúben Amorim confia nos jogadores formados na Academia leonina. Entrou aos 59' para o lugar de Esgaio, quando a equipa ainda estava a perder, e deu nas vistas com os desequilíbrios que foi criando no flanco direito, apesar de ser esquerdino. Momento alto: o livre directo que conseguiu aos 72'. Descomplexado, mostra confiança na condução da bola. 

 

Do Portimonense. A equipa algarvia deu-nos boa réplica em Alvalade e foi recompensada com dois golos, algo que não sofríamos há oito meses em casa, para o campeonato. Foi uma digna vencida. Convém não esquecer que o onze comandado por Paulo Sérgio já impôs uma derrota ao Benfica, na Luz, nesta Liga 2021/2022.

 

Do árbitro António Nobre. Não quis ser a estrela da partida, adoptou um critério largo na avaliação dos lances, ajuizou bem nos momentos capitais. Em perfeito contraste com o habitual desempenho de muitos dos seus colegas.

 

Da nossa 11.ª vitória consecutiva na Liga. Igualamos um recorde já com mais de 30 anos, alcançado na época 1990/1991, quando Marinho Peres era o nosso treinador. Amorim soma e segue, mantendo-se invicto enquanto treinador do primeiro escalão nas partidas disputadas em casa.

 

De ver o Sporting marcar há 29 jornadas seguidas. É um prazer redobrado ver esta nossa equipa em campo. Segura atrás, criativa a meio, eficaz à frente.

 

De terminar 2021 sob o signo das vitórias. Ano encerrado com dupla chave de ouro: este triunfo contra o Portimonense no futebol e a concludente vitória por 7-2 frente ao Benfica que pouco antes nos havia garantido a 10.ª Supertaça de futsal

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Praticamente não construímos uma oportunidade de golo neste período. Vimos o Portimonense adiantar-se no marcador e ainda desperdiçar um segundo quando Nakajima dispara um petardo muito bem colocado que Adán desviou com brilhantismo, fazendo a bola embater no poste.

 

De Matheus Nunes. Foi talvez o nosso elemento mais apagado. Falhou passes, acusou falta de dinâmica, revelou-se incapaz de fazer a diferença nas acções ofensivas. Muito abaixo do que tem demonstrado noutros jogos.

 

Dos dois golos sofridos. Já não estávamos habituados. Foi a primeira vez que se registou tal facto nas competições internas desta temporada. Com a agravante de o primeiro ter sido autogolo.

 

De só ver cerca de 21 mil adeptos em Alvalade. Consequência directa das mais recentes medidas governamentais, que forçam quem queira ir ao futebol não apenas a apresentar um certificado digital de vacinação completa anti-covid mas também a fazer um teste PCR ou um teste rápido de antigénio antes de comparecer no estádio - além do uso obrigatório de máscara e da medição de temperatura. Tudo conjugado para manter um número máximo de pessoas em casa, evitando que assistam a espectáculos desportivos. Uma vez mais, o futebol como suspeito. Quando não existem normas similares nas fábricas, nos transportes públicos, nas grandes superfícies ou nos centros comerciais. 

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