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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

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Gostei

 

Da nossa vitória frente ao Tondela. Superámos um adversário tradicionalmente difícil vencendo por 2-0 em Alvalade. Um golo em cada metade desta partida que fomos dominando mesmo nos períodos em que abdicámos de fazer grande pressão.

 

De Sarabia. O melhor em campo. Movimentou-se muito bem, revelando automatismos na articulação com os companheiros, abrindo linhas de passe e demonstrando a capacidade técnica que o creditou como titular da selecção espanhola. Estreou-se a marcar no nosso campeonato logo aos 10', aproveitando da melhor maneira um atraso dentro da grande área do Tondela. E foi ele a rematar no lance de que resultou o segundo golo leonino, aos 50', nascido da recarga a esse forte pontapé. 

 

De Gonçalo Inácio. Gostei muito de o ver na sua posição natural, como central à esquerda. É aí que o internacional sub-21 deve actuar preferencialmente. Destacou-se não apenas nas missões defensivas mas na precisão do passe longo, um dos seus principais atributos.

 

De Neto. Regresso à titularidade com exibição de grande nível. Completou o trio defensivo com Gonçalo e Coates, transmitindo personalidade e confiança à posição central do lado direito. Momento culminante: aos 25', vindo de trás, faz um corte com precisão cirúrgica, impedindo um possível golo do Tondela. Lance celebrado com calorosa ovação nas bancadas de Alvalade, como se o Sporting tivesse marcado. Luís Neto mereceu escutá-la.

 

De Daniel Bragança. A partida decorria pastosa e mole aos 56', quando Rúben Amorim fez entrar o jovem médio criativo com a missão de empurrar a equipa para diante em ataque organizado. Missão cumprida: o jogo leonino ganhou qualidade e acutilância. Daniel é um dos elementos deste plantel que tratam melhor a bola. E nunca se esquece que uma partida de futebol também pode e deve proporcionar bom espectáculo.

 

De Pedro Gonçalves. Pouco exuberante e menos influente do que já nos habituou, revelou no entanto um pormenor que bem o define não apenas como jogador mas também como colega. Aconteceu aos 50', quando teve o golo nos pés após simulação a um defesa adversário. Viu num fragmento de segundo que Paulinho estava a seu lado e ofereceu-lhe o golo para moralizar o avançado-centro. Prova evidente, para quem tivesse dúvidas, de que no balneário do Sporting se respira companheirismo e saúde anímica.

 

Do regresso de Paulinho aos golos. Custou mas foi, onze jornadas depois. O avançado vindo do Braga marcou o segundo neste campeonato num lance em que bastava empurrar para a baliza - evidenciando mesmo assim dificuldades técnicas: só a custo a meteu lá dentro. Ouviu aplausos, claro. Mas falhou em diversos outros lances com a bola à sua mercê - aos 10', 29', 49' e 55'. Continua sem convencer muitos adeptos. 

 

Da estreia de Nazinho na Liga. Entrou aos 67', rendendo Nuno Santos: outro jovem da formação que Amorim lança no campeonato. Cumpriu no essencial. É assim que as carreiras promissoras começam a ser construídas.

 

Das poupanças do treinador. Amorim deixou de fora Porro, Feddal e Matheus Reis. Provavelmente já a pensar no desafio seguinte, contra o Benfica na Luz. Fez bem.

 

De cumprir outro jogo sem sofrer golos. A nossa excelente organização defensiva continua a fazer a diferença: reforçamos a posição como equipa menos batida do campeonato. Em 12 jornadas, só quatro vezes a bola nos beijou as redes. Uma a cada três partidas, algo notável.

 

De ver as bancadas bem compostas. Desta vez fomos 34.058 em Alvalade, apesar do fim de tarde chuvoso e muito frio. É notória a empatia entre equipa e adeptos, como há muito não se via - característica que se vai acentuando de jogo para jogo.

 

Da nossa 11.ª vitória consecutiva, em várias competições. E de termos cumprido o 33.º jogo seguido sempre a marcar em casa. 

 

De continuarmos lá em cima, na classificação. Em segundo, mas em igualdade pontual com o FC Porto. E um ponto acima do Benfica. Somamos 32 pontos à 12.ª jornada - mais de um terço da prova principal do futebol português já percorrida. Tantos como na época anterior pela mesma altura

 

 

Não gostei

 

Do longo intervalo entre os dois golos. Decorreram 40 minutos - período demasiado longo para quem assistia ao desafio no estádio. Aqui e ali foram-se escutando pequenos sinais de impaciência, felizmente muito esporádicos. É verdade que soube a pouco termos só vencido por 2-0. Mas a melhor "nota artística" é-nos dada pelos pontos que continuamos a amealhar.

 

De Nuno Santos. Desta vez foi titular, com a missão de funcionar como ala e extremo no corredor esquerdo. Mas quase nada lhe saiu bem: falhou numerosos passes e foi incapaz de dar precisão e segurança ao nosso ataque. Ainda tentou o golo, pouco antes de ser substituído, mas o guarda-redes Pedro Trigueira negou-lhe o intento com uma boa defesa. Saiu visivelmente frustrado, com a noção de ter correspondido muito pouco às expectativas do técnico e dos adeptos.

 

Da lesão de Palhinha. O nosso excelente médio defensivo deu lugar ao jovem uruguaio Ugarte a partir do minuto 67. Saiu com queixas físicas: contraiu lesão muscular numa coxa. Todos esperamos que recupere a tempo do desafio frente ao Benfica.

 

Do arraial pirotécnico. Aos 26', da curva sul onde se alinham vários elementos de claques, começaram a ser arremessadas tochas. Com fogo e muito fumo que demorou largos minutos a dissipar-se. Uma vez mais, esta gente lesa gravemente o Sporting, condenado a pagar pesadas multas jornada após jornada. É intolerável que continuem a comportar-se assim.

 
Foto minha, tirada minutos antes do início do jogo

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