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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da conquista de mais três pontos. Desta vez num estádio tradicionalmente difícil, o de Paços de Ferreira. Um recinto de dimensões mais curtas, mas que pareceu ser enorme para a equipa da casa, sem uma oportunidade de golo. Vencemos tranquilamente por 2-0, com o jogo sempre dominado. Somamos oito vitórias seguidas - as três últimas sem qualquer golo sofrido.

 

De Coates. Voltou a dar nas vistas. Foi dele o primeiro remate com muito perigo, de cabeça, na sequência de um canto: o guarda-redes André Ferreira defendeu com dificuldade. Revelou-se decisivo aos 47' com assistência para o primeiro golo, também de cabeça. E ainda marcou (de pé direito) aos 76', mas desta vez não valeu por fora-de-jogo de Nuno Santos nesse lance. Influente na defesa e no ataque. Cumpre uma época ao mesmo nível da anterior.

 

De Gonçalo Inácio. Regressou aos golos. O primeiro foi dele, imitando Coates, com assistência do capitão. Meteu-a lá dentro de cabeça. Até parece fácil, mas não é. Merece a convocatória à selecção nacional sub-21 já anunciada pelo seleccionador Rui Jorge.

 

De Matheus Reis. Vem progredindo de jogo para jogo. Com uma polivalência digna de registo. Eficaz no corte, eficiente na recuperação. Desta vez actuou como central, do lado esquerdo, substituindo Feddal. Cumpriu com distinção, combinando bem com Nuno Santos: aquele corredor foi dominado por esta dupla do princípio ao fim.

 

De Nuno Santos. Ala com a incumbência de actuar também como extremo. Assim fez, empurrando sempre a equipa para a frente: justificou o regresso ao onze titular. Grandes cruzamentos aos 10', 16', 43' e 90'. Falhou por pouco o golo, aos 47'. Parece infatigável. 

 

De Esgaio. Por lesão de Porro, actuou desta vez como titular na ala direita. Cumprindo com distinção a missão que o treinador lhe confiou. Momento alto: a assistência para o segundo golo, num centro medido com régua e esquadro. Serviu da melhor maneira Paulinho (36') e Nuno Santos (47'). Foi dos primeiros a tentar o golo, com um disparo fortíssimo logo aos 10'. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Pedro Gonçalves. Primeira parte apagada. Despertou na segunda, voltando a exibir as qualidades que bem lhe conhecemos. A principal está ao nível do remate, sempre mais em jeito do que em força. Assinou o segundo golo leonino, sentenciando a partida aos 70'. E vão sete, marcados em várias competições nesta temporada, apesar da longa lesão que o afastou dos relvados.

 

De Tabata. Entrou aos 68', substituindo o apagado Sarabia. Apesar de não ser aposta frequente de Amorim para a equipa-base, não parece perder motivação. Pelo contrário: no minuto seguinte, foi dos pés dele que começou a jogada do nosso segundo golo, com um passe certeiro para Esgaio assistir. Aos 90' esteve quase a marcar, num remate desviado para canto pelo guardião pacense.

 

Do nosso bloco defensivo. Irrepreensível, uma vez mais. Domínio total - ao ponto de Adán não ter feito uma só defesa digna desse nome. Estes jogadores (Coates, Gonçalo, Matheus Reis) parecem jogar de olhos fechados, antecipando as movimentações uns dos outros. Com Palhinha a confirmar-se como imprescindível à frente da defesa: o bloqueio das acções ofensivas adversárias começa sempre nele. Em 11 jogos, temos apenas quatro golos sofridos: a nossa melhor marca em 31 anos à décima jornada.

 

Do reencontro com Antunes. O lateral do Paços de Ferreira, campeão nacional pelo Sporting, foi o melhor em campo pela sua equipa. Demonstrando que aos 34 anos mantém intactas várias das qualidades que noutros tempos o conduziram à selecção nacional. Foi bom revê-lo: é um excelente profissional.

 

Do apoio incessante dos adeptos. Na noite fria de Paços de Ferreira, nunca esmoreceram. Melhor assistência do estádio da Capital do Móvel nesta época, com mais de cinco mil nas bancadas. Sportinguistas em evidente maioria. As restrições provocadas pela pandemia ficaram felizmente para trás.

 

De continuarmos lá em cima, na classificação. Em segundo, mas em igualdade pontual com o FC Porto. E um ponto acima do Benfica. Somamos 29 pontos à 11.ª jornada - um terço da prova principal do futebol português já cumprida. Tantos como na época anterior pela mesma altura. O caminho faz-se caminhando rumo ao bicampeonato.

 

 

Não gostei

 

Do empate a zero que se registava ao intervalo. Era decepcionante, atendendo ao domínio total do Sporting em campo. Felizmente foi desbloqueado logo após o reatamento, dois minutos depois. A partir daí o destino da partida estava selado. 

 

De Sarabia. O internacional espanhol esteve muito apagado, acabando por dar lugar a Tabata. Em contraste com a partida de quarta-feira, contra o Besiktas. Estaria já a pensar nos confrontos que irão seguir-se ao serviço da selecção espanhola?

 

De ver Paulinho a claudicar de novo. Sempre incentivado pelos adeptos, o nosso avançado-centro voltou a falhar um golo cantado: isolado face ao guarda-redes, aos 73', desperdiçou esta excelente oportunidade de ampliar a vantagem tentando fazer um chapéu ao guarda-redes que este prontamente neutralizou. Onze jogos, apenas um golo marcado no campeonato.

 

Das paragens. Típico futebol à portuguesa: ao menor toque, os jogadores atiram-se para o chão, ficando a contorcer-se com supostas dores que cortam ritmo ao jogo e vão estragando o espectáculo. Não vemos nada disto nos melhores campeonatos europeus. É tempo de começarmos a pôr fim a estas más práticas, que vão contando com a contemporização dos árbitros.

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