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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De terminar a época com uma goleada. Vencemos ontem o Marítimo em Alvalade por 5-1. Num desafio em que comandámos do princípio ao fim, em que desenvolvemos um futebol de ataque, solto, alegre, bem ligado. E com frescura física, quase como se a equipa estivesse em início de temporada. Aconteceu a nossa maior goleada da Liga 2020/2021, com um dos mais belos golos da prova, uma das melhores assistências que vimos nos últimos meses e um extraordinário quase-golo que merecia outro desfecho, lá no fundo das redes adversárias.

 

De Pedro Gonçalves. Melhor jogador em campo. Maior goleador do campeonato. Marcou três golos nesta partida (17', 20', 64') e demonstrou a Fernando Santos que merece ser convocado para o Campeonato da Europa: não acredito que o seleccionador o deixe de fora da lista que divulgará mais logo. Chega ao fim da Liga 2020/2021 como autor de mais de um terço dos nossos golos, ultrapassando o benfiquista Seferovic como rei dos artilheiros ao apontar 23 (cinco dos quais nestes dois últimos jogos). É a primeira vez que um médio ofensivo vence a Bola de Prata. E há 25 anos que não era um português a vencer este troféu (o último tinha sido Domingos Paciência, pelo FCP, na temporada 1995/1996).

 

De Jovane. Rúben Amorim desta vez apostou nele como titular - e o jovem caboverdiano correspondeu à prova de confiança do treinador. Foi um dos motores do nosso ataque, partindo os rins aos defesas insulares. Faz duas assistências para golo - o primeiro e o quarto, ambos marcados por Pedro Gonçalves. A última, num passe vertical teleguiado, denota pura classe: se houvesse público, faria levantar o estádio. Como se estivesse em campo um Pirlo.

 

De Antunes. Desta vez foi ele a envergar a braçadeira de capitão - talvez pela última vez no Sporting. Correspondeu à responsabilidade. Desde logo com um disparo de meia-distância logo aos 2' que fez a bola embater com estrondo na trave. Teria sido, sem favor, um dos golos do ano. É também ele a iniciar o lance que dá origem ao primeiro golo, numa boa condução pela ala esquerda.

 

Do golaço de Plata. O equatoriano voltou a ter uma oportunidade, alinhando a partir dos 59' (substituiu João Pereira). E cumpriu, como ala direito, fazendo o vaivém no seu corredor. Exibição coroada com um golo magnífico, o nosso quinto, aos 75', fazendo um chapéu sobre o guarda-redes do Marítimo. A ver e rever: foi um dos grandes golos leoninos desta temporada.

 

Da estreia de André Paulo e Tomás Silva na equipa principal. Amorim concedeu ao terceiro guarda-redes do plantel e ao médio que se tem destacado na B a oportunidade de se sagrarem também campeões nacionais. Entraram ambos ao minuto 66 (o primeiro rendendo Max, o segundo para o lugar de Matheus Nunes) e certamente nunca esquecerão este dia.

 

Da despedida de João Pereira. O veterano lateral, com 40 chamadas à selecção nacional A, concluiu com êxito esta terceira passagem pelo Sporting. Foi dos últimos a chegar ao plantel mas integrou-se bem apesar de já ter 37 anos (mais velho que o treinador, e com o dobro da idade de Nuno Mendes e Tiago Tomás). Ontem foi titular e jogou até aos 59'. Recebeu aplausos prolongados dos colegas, da equipa técnica e dos dirigentes. No final, teve até direito a um vídeo especial: benfiquista de origem, tornou-se sportinguista por adopção e é agora um dos nossos de coração, sem favor algum. Permanecerá em Alvalade, integrado na equipa técnica. Bem merece.

 

De concluir o campeonato com 85 pontos. Foi a nossa segunda melhor pontuação de sempre. Chegamos ao fim com apenas 20 golos sofridos. E absolutamente invictos no nosso estádio. E campeões após um longo jejum que durou 19 anos.

 

 

Não gostei

 

Da hora do jogo. Começou às 21.45 e terminou perto da meia-noite. Horário impróprio, a meio de uma semana de trabalho. Anedótico, patético, quase ofensivo. 

 

Do guarda-redes do Marítimo. Charles tem culpas objectivas em pelo menos dois dos golos. Mas o seu pior momento é aquele que origina o nosso terceiro, num atraso de Karo ao guardião que este não consegue parar com o pé e fica a ver a bola a encaminhar-se lentamente para a baliza. Decorria o minuto 21: este autogolo parecia uma cena para os "apanhados".

 

Do golo sofrido. Aos 89', mesmo ao fechar da cortina, sem culpa para o estreante André Paulo. Mas fica-nos a saborosa sensação de termos visto as nossas redes invioladas em 20 dos 34 jogos disputados neste campeonato.

 

Da ausência de público. Se houve dia em que merecia ter havido espectadores nas bancadas de Alvalade, foi este. Por ser o da despedida de uma época gloriosa, por terminar da melhor maneira com uma exibição de luxo da nossa equipa, pela estreia de dois jovens que poderão singrar ao melhor nível e pela emocionante homenagem a João Pereira. 

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