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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória difícil desta noite. O Sporting foi surpreendido por um Belenenses SAD muito avançado no terreno e que nunca abandonou a pressão atacante. Confronto difícil no Jamor, em noite gelada e com chuva na segunda parte, contra um adversário que há duas jornadas venceu o Braga naquele mesmo cenário. Soube a pouco em termos exibicionais, mas a nossa equipa cumpriu no essencial: venceu por 2-1, amealhando mais três pontos. Isso é o que mais importa.

 

De Tiago Tomás. Rúben Amorim voltou a apostar nele como titular da posição mais avançada. E o jovem cumpriu, actuando com velocidade atrás do bloco defensivo adversário. Foi crucial, em dois momentos, para a construção desta vitória: primeiro logo aos 5', correspondendo da melhor maneira a uma excelente iniciativa individual de Tabata, com boa recepção e óptima finalização para golo após rodar sobre si próprio em posição frontal; depois, ao conquistar a grande penalidade, sem discussão possível, estavam decorridos 23 minutos. Esteve quase a marcar de novo, aos 37'.

 

De Adán. O melhor em campo. Foi crucial para que o Sporting garantisse a vitória. Desde logo ao defender um penálti - pela primeira vez de Leão ao peito - aos 19'. Voltou a fazer duas enormes defesas, aos 28' e aos 39', impedindo golos azuis. Tem muito mérito neste triunfo leonino.

 

De João Mário. Com Palhinha condicionado pela soma de quatro cartões amarelos e o terreno em estado deplorável, coube-lhe uma missão ainda mais difícil do que é habitual, segurando a bola em momento defensivo e distribuindo jogo na construção ofensiva, sempre com qualidade de passe apesar de o Belenenses SAD ter beneficiado de vantagem numérica no corredor central em grande parte do desafio. Mas o seu melhor momento ocorreu na marcação do penálti, aos 24'. Foi o reencontro do campeão europeu com os golos, vestido de verde-e-branco. Algo que não acontecia desde Abril de 2016.

 

De Porro. Em perfeita antítese com o seu colega do lado oposto, venceu a maioria dos confrontos individuais no corredor direito, sacudindo a apatia que se apoderou da equipa ainda no primeiro tempo com jogadas de insistência e passes bem medidos. Roçou o brilhantismo aos 64', protagonizando um lance individual que incluiu um túnel a um jogador adversário e um disparo que saiu a rasar o poste. Por sinal, foi o único sinal de perigo do Sporting na segunda parte.

 

De ver Palhinha poupado ao quinto amarelo. O nosso médio mais recuado actuou desta vez com movimentos bastante contidos e sem tentar sequer meter o pé nas acções de desarme: percebia-se que recebera instruções para evitar um cartão que o impediria de defrontar o Braga. Missão cumprida: iremos contar com ele no próximo sábado. À cautela, Amorim trocou-o por Matheus Nunes ao minuto 78. Melhor assim.

 

De ver Tabata e Gonçalo Inácio como titulares. Ambos em estreia absoluta no onze inicial leonino para jogos do campeonato. O primeiro correspondeu à confiança que nele depositou o treinador, fazendo assistência para golo aos 5', embora tenha caído bastante na etapa complementar. O segundo - que rendeu o lesionado Feddal - teve azar: viu a bola bater nele e trair Adán no lance do golo azul, aos 14', e foi prejudicado pela apatia de Nuno Mendes, o que o forçou a intensificar as dobras para comatar os falhanços do colega. Um e outro, de qualquer modo, merecem palavras de incentivo da massa adepta: são dois jovens com inegável valor.

 

De chegar ao fim de 2020 com o Sporting na frente. Lideramos o campeonato com 29 pontos em 33 possíveis - fruto de nove vitórias e dois empates. Somos a única equipa invicta na principal prova do futebol português, com 26 golos marcados e oito sofridos. Marcámos em todas as partidas disputadas na época em curso. E já somamos 14 jogos sem perder nas competições internas: as 11 do campeonato mais duas da Taça de Portugal (Sacavenense e Paços de Ferreira) e outra referente à Taça da Liga (Mafra). Números que não enganam.

 

 

Não gostei
 

 

Do vergonhoso estado do terreno. Chamar relvado àquilo, só mesmo por sarcasmo. O pantanal do Jamor apresentou-se em condições impróprias para a prática do futebol, sendo potencial factor de lesões graves: isto impediu logo à partida qualquer hipótese de bom espectáculo. A bola não circulava em condições, os jogadores escorregavam a todo o momento, o tecnicismo ficou condenado neste lamentável cenário. Mais grave ainda por ocorrer em instalações pertencentes ao Estado. Incúria e desleixo que confirmam o desamor das instituições públicas pela prática desportiva em Portugal.

 

De Pedro Gonçalves. Onde pára o nosso artista principal? Já na partida anterior, frente ao Farense, quase não se viu o n.º 28 em campo. Este apagão prosseguiu ontem no Jamor: encostado ao corredor esquerdo, sem criar linhas de passe em espaços interiores, o transmontano passou ao lado do jogo  - mesmo quando o técnico o fez desviar para o corredor central, já no segundo tempo. Deu lugar a Nuno Santos aos 68': já saiu tarde.

 

De Nuno Mendes. O ala esquerdo tem sido uma sombra do que foi no final da época passada. Apático, mal posicionado, chegando atrasado às bolas, perdeu sucessivos confrontos individuais com Silvestre Varela (que, aos 35 anos, tem quase o dobro da sua idade) e Calila: em diversas ocasiões ambos viram abrir-se autênticas avenidas à sua frente. O jovem formado na nossa Academia, a dado momento, apontou para a coxa direita, dando a entender que estaria tocado: Antunes acabou por entrar para o seu lugar a partir dos 78'. Compreende-se mal que, estando em suposta debillidade física, Nuno continue a ser chamado para titular da equipa.

 

Do quarto de hora final. O Sporting vencia por 2-1 e o Belenenses SAD estava reduzido a dez unidades, por expulsão de Tomás Ribeiro aos 77'. Mesmo assim, a pressão ofensiva partiu da equipa azul, que nunca cessou de procurar as nossas redes, enquanto os jogadores leoninos se limitavam a "gerir a posse de bola", como agora se diz em futebolês, evitando a baliza adversária. Atitude de equipa pequena apenas vocacionada para segurar a magra vantagem. A verdade é que este objectivo foi conseguido - isso acaba por ser o que mais importa.

 

Do árbitro Rui Costa, fiel à sua imagem de marca. Aos 13'', mal soara o apito inicial, deixou impune um pisão de Yaya sobre Palhinha que poderia ter inutilizado o jogador para esta partida. Aos 18', castigou o Sporting com penálti (e Adán com amarelo) num lance de choque casual com Miguel Cardoso, em que a bola está controlada pelo nosso guarda-redes e nunca devia ter merecido castigo máximo. Felizmente o espanhol defendeu e assim um dos piores apitadores portugueses evitou a acusação de interferir no resultado.

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