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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De mais uma vitória. Derrotámos esta noite o Farense, talvez a equipa que nos deu mais luta até agora no campeonato em curso. Vitória escassa, por apenas 1-0, e conseguida após se ter esgotado o período regulamentar de jogo, já em tempo de prolongamento. Mas é quanto basta para seguirmos na frente da Liga 2020/2021, que comandamos há cinco jornadas consecutivas, desde 1 de Novembro. Quase 20 anos depois, voltamos a ser líderes isolados no Natal: a última vez foi em 2001/2002, quando fomos campeões.

 

De Tabata. Após dois jogos consecutivos a marcar, manteve-se fora do onze inicial. Mas ao saltar do banco, aos 57', fez a diferença: incutiu dinâmica à equipa, acentuou a vertente ofensiva, colocou em sentido a defesa adversária. Sacou livres perigosos aos 67', 75' e 85'. Fez um passe teleguiado para Pedro Gonçalves aos 74', colocando-o em situação de golo. Ele próprio esteve prestes a marcar num cruzamento em arco apontado ao segundo poste que levou Defendi a fazer a defesa da noite. Voto no jovem internacional olímpico brasileiro como melhor em campo: ninguém desequilibrou como ele.

 

De Sporar. Afastado desta vez do onze titular, dando lugar a um Tiago Tomás muito intranquilo, entrou aos 79, rendendo João Mário, quando o técnico leonino desmanchou o seu habitual dispositivo táctico com três centrais, trocou Neto por Plata e ordenou à equipa que subisse no terreno. O esloveno só teve uma acção influente nos 18 minutos que esteve em campo, mas foi precisamente essa que nos garantiu os três pontos: a conversão de um penálti, castigando faltas sobre Feddal e Coates dentro da área do Farense aos 86'. Chamado à linha dos 11 metros, o ponta-de-lança leonino não vacilou. Marcando o seu quarto golo desta época.

 

De Palhinha. Uma vez mais, foi um dos nossos jogadores mais influentes, irrepreensível do ponto de vista táctico, ocupando muito bem o espaço que lhe está confiado, junto à linha divisória no corredor central, e dotado de excelente visão de jogo. Não se limita a recuperar bolas: adianta-se com critério. E foi praticamente o único a tentar rematar de meia-distância num jogo em que os nossos elementos mais avançados se revelaram demasiado contidos.

 

Do Farense. Há 18 anos que a turma algarvia não vinha a nossa casa: na última vez, em 2002, ainda existia o velho estádio José Alvalade. Neste regresso tardio apresentou-se bem arrumada, muito organizada e com um sistema defensivo quase intransponível. Destaque para o seu melhor jogador, Ryan Gauld, que esteve quatro anos sob contrato do Sporting mas foi desperdiçado, actuando apenas cinco vezes na nossa equipa principal. Ele, como tantos outros que não quisemos, brilha agora noutros clubes.

 

Do resultado. Foi bastante melhor do que a exibição. Sobretudo na frouxa e lenta primeira parte.

 

De termos cumprido mais um jogo sem sofrer golos. Levamos 12 seguidos sem perder, continuamos invictos nas competições internas, já temos 38 golos marcados nesta época e apenas sofremos quatro nos últimos oito desafios. Pormenor muito importante: o Sporting, até agora, marcou em todos os jogos efectuados.

 

 

Não gostei
 

 

Do zero-a-zero que se verificava ao intervalo. E menos ainda de ver o empate nulo prolongado até aos 90'+1. Muitos adeptos já pensavam certamente que veríamos voar dois pontos, o que felizmente não aconteceu. Mas foi até agora o golo mais tardio do Sporting em 2020/2021, naquele que terá sido o nosso jogo com exibição mais pálida ao nível das competições internas.

 

De ver três jogadores tapados com amarelos. Num jogo que foi mais de 40 vezes interrompido pelo apito, Palhinha, Coates e Nuno Santos (além de Tiago Tomás, em estreia) viram o árbitro exibir-lhes cartões. Qualquer deles já soma quatro, ficando portanto à bica para um jogo de suspensão. Oxalá isso não ocorra num daqueles desafios que acabam por decidir um campeonato, como os confrontos com o Braga e o Benfica.

 

Da primeira parte de Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Os dois médios interiores estiveram anulados durante este período do jogo pelo eficaz sistema defensivo adversário: nenhum deles conseguiu fazer a diferença. O primeiro acabou por render bastante mais ao passar a ala esquerdo: substituiu Nuno Mendes a partir do minuto 57', dando mais profundidade ao corredor. Já Pedro Gonçalves mal conseguiu superar a marcação cerrada que lhe fizeram. Dispôs de duas oportunidades, aos 52' e aos 63', mas desta vez não fez a diferença.

 

De Nuno Mendes. Saiu aos 57', por aparente opção técnica que surtiu efeito. Enquanto esteve em campo o nosso corredor esquerdo quase não funcionou. Vários passes falhados, solicitações de colegas que ficaram sem resposta, inexistência de eficácia ofensiva. Preso de movimentos, algo apático, o jovem lateral leonino não atravessa um bom momento. Foi bem substituído.

 

Da ausência de Rúben Amorim. O treinador cumpriu o terceiro - e último - jogo de castigo que lhe foi aplicado na sequência da expulsão pelo árbitro Luís Godinho à beira do intervalo do Famalicão-Sporting. Um castigo injusto, que no entanto parece ter motivado ainda mais o colectivo leonino: esses três jogos, para competições diferentes, resultaram em três triunfos: 3-0 ao Paços de Ferreira para a Taça de Portugal, 2-0 ao Mafra para a Taça da Liga e agora 1-0 ao Farense para o campeonato. Seis golos marcados, nenhum sofrido.

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