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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso segundo triunfo consecutivo no campeonato. Fomos a Portimão vencer por 2-0 a equipa treinada por Paulo Sérgio - precisamente a mesma marca alcançada na partida anterior, em casa do Paços de Ferreira. Esta vitória, além de nos colocar no já restrito grupo das equipas ainda invictas e sem golos sofridos na Liga 2020/2021, tem ainda o mérito de funcionar como tónico psicológico para a equipa, abalada pela derrota caseira frente ao Lask Linz. Há seis anos que não ganhávamos tão cedo, por esta marca, fora de casa. 

 

Da nossa meia hora inicial. Há muito que não via o Sporting jogar tão bem: velocidade na transição, pressão alta lá à frente, bola trocada ao primeiro toque, organização colectiva, grande mobilidade. Neste período ficou sentenciada a sorte do desafio no Algarve. Com golos marcados bem cedo e gestão de bola no resto da partida, embora sofrendo alguns sobressaltos defensivos na segunda parte.

 

Dos golos. Surgiram cedo - e ambos excelentes. O primeiro, logo aos 4', fruto do esforço individual de Nuno Mendes, que driblou três adversários e fuzilou o guarda-redes após recuperar uma bola junto à ala esquerda. O segundo, aos 11', em consequência de um óptimo lance colectivo que levou Tiago Tomás a servir Vietto, o argentino a cruzar de forma impecável para o centro da área e Nuno Santos a surgir em velocidade ao primeiro poste, marcando de cabeça, à ponta-de-lança.

 

De Nuno Mendes. Estreou-se - com todo o mérito - a marcar pela equipa principal do Sporting. Sendo ainda júnior: tem apenas 18 anos e três meses. Vale a pena rever vezes sem conta este magnífico lance, que faz lembrar um dos mais célebres golos de Pelé: em dribles sucessivos, o jovem formado em Alcochete vai deixando sucessivos opositores para trás e não perdoa no momento de atirar à baliza. Melhor em campo, também com prestação muito positiva no plano defensivo, não tardará muito a ser chamado à selecção nacional dos mais crescidos. 

 

De Coates. Podia ter ficado desgastado em termos psicológicos por ter cometido um penálti e visto um cartão vermelho, prejudicando a equipa, no desafio ocorrido três dias antes contra a equipa austríaca em Alvalade. Mas não se notou nada disso neste jogo de Portimão, em que teve um desempenho irrepreensível no comando da defesa - bem complementado desta vez por Neto, à sua direita. E ainda foi à frente, marcar um golo de cabeça aos 81' que o árbitro entendeu invalidar, usando um critério oposto ao do seu colega que pouco antes arbitrara o jogo Benfica-Farense (3-2) num lance muito semelhante, culminado em golo marcado por Seferovic. 

 

De Adán. Concentração, eficácia, solidez. Três palavras que caracterizam o desempenho do guarda-redes espanhol, vital para garantir que a nossa baliza permanecesse intocável. Boas defesas aos 15', 45' e 88'. Grande intervenção no último minuto da partida, aos 90'+4, evitando um golo. Nota muito positiva.

 

Da primeira parte de Matheus Nunes. Talvez a melhor exibição do jovem brasileiro, desta vez no comando das operações do meio-campo devido à saída de Wendel para o futebol russo. Ousado no passe longo, rápido a tomar decisões, dominando a bola com critério, sem receio de ir ao choque. Caiu no segundo tempo, por notório desgaste físico, à semelhança de alguns colegas, como Vietto e Tiago Tomás.

 

Da aposta contínua nos jovens. Rúben Amorim contou neste desafio com nove jogadores sub-23: Porro, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Pedro Gonçalves (em estreia como titular, ocupando a vaga deixada por Wendel), Tiago Tomás, Daniel Bragança, Gonçalo Inácio, Plata e Tabata (em estreia absoluta de verde e branco, tendo entrado aos 71' para render Vietto). Quatro destes jovens fizeram toda a formação na Academia de Alcochete. 

 

 

Não gostei
 

 

Do critério disciplinar do árbitro. Manuel Oliveira permitiu que os jogadores do Portimonense se sentissem à vontade para fazerem sucessivas faltas destinadas a travar lances do Sporting em momentos cruciais do jogo, deixando-os impunes. Há muitas maneiras de arbitrar mal: ser permissivo com os lances faltosos é uma delas. 

 

De Feddal. Foi claramente o elemento mais intranquilo da linha defensiva a três, faltando-lhe velocidade nas acções de cobertura e precisão de passe na fase de construção, abusando dos chutões para onde estivesse virado. Acabou por dar lugar a Gonçalo Inácio, aos 62', tendo saído com queixas de ordem física.

 

De Tabata. Estreia infeliz de verde-e-branco do extremo que escolheu jogar com o n.º 7 na camisola, em confronto com a sua anterior equipa. Isolado aos 86', em posição privilegiada para fazer o terceiro golo do Sporting, imitou Sporar no jogo contra o Lask: em vez de um remate potente, saiu-lhe um frouxo passe ao guarda-redes. Parece faltar capacidade de finalização ao mais recente reforço da nossa equipa.

 

Das ausências. Não pudemos contar ainda com Jovane (que recupera de lesão muscular) e Palhinha (recém-saído de quarentena por ter sido contagiado com Covid-19). Dois elementos nucleares: qualquer deles tem lugar garantido no onze titular leonino. Faltou ainda Sporar, aparentemente afectado por uma tendinite: nem sequer figurou na ficha do jogo. Esperemos que o mercado de transferências não feche sem recebermos um reforço para o nosso sector mais ofensivo. Há que preencher esta lacuna.

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