Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver o Sporting ganhar. É certo que foi em casa, e o triunfo ocorreu pela margem mínima, mas é um facto que vencemos o Portimonense (2-1) num jogo em que dominámos praticamente do princípio ao fim embora só na segunda parte a nossa equipa tenha demonstrado aquilo que realmente vale, mesmo com Bruno Fernandes já fora do plantel.

 

De Mathieu. É, aos 36 anos, o maior baluarte do onze leonino, como ontem voltou a confirmar-se em campo. Sobretudo pelo grande golo que marcou - de livre directo, com o seu potente pé esquerdo, num remate muito bem colocado e totalmente indefensável - e ajudou a desbloquear a partida, aos 32', recolocando o empate no marcador e abrindo caminho ao triunfo. Mas também pela forma como comandou o nosso reduto defensivo, embora Silas - com o seu permanente experimentalismo, sempre a alterar o sistema táctico - tenha ajudado pouco ou nada. O internacional francês foi o melhor em campo. Resta ver se poderemos contar com ele na próxima partida, pois saiu do campo lesionado.

 

De Max. A administração da SAD, acumulando erros sobre erros na gestão do futebol, sonha agora trazer um guarda-redes sueco. Precisamente a última posição em que estamos carenciados. O jovem Luís Maximiano, aos 21 anos, dá bem conta do lugar, como voltou a demonstrar neste embate contra o Portimonense. Com grandes defesas aos 28' e aos 88'. No próprio lance do golo adversário, em que Jackson Martínez remata aos 26' com excelente colocação para o poste mais distante, ainda chega a tocar na bola, embora sem possibilidade de a desviar. Não teve muito trabalho, mas voltou a evidenciar técnica e segurança.

 

De Jovane. A partida arrastava-se monótona e triste, após uma penosa primeira parte, quando Silas decidiu enfim alterar o onze-base. Mandou entrar Jovane logo no início do segundo tempo - e logo o jovem formado em Alcochete agitou o ataque, tornando-o mais vertical, veloz e acutilante. Aos 72', num destes lances, nasceu o nosso golo da vitória, quando o cabo-verdiano foi recuperar uma bola junto à linha final, no lado esquerdo, e centrou na medida certa: só faltava encostá-la para as redes, o que viria a ser feito em autogolo por Jadson, antecipando-se a Sporar, que se encontrava a um metro de distância, pressionando-o.

 

De Plata. Também foi remetido ao banco, ficando fora do onze inicial. Mas Silas recorreu a ele aos 60', mandando sair Camacho. Ao contrário do colega, o equatoriano jogou bastante colado à linha, fazendo funcionar enfim o corredor direito do Sporting. Daí nasceram vários lances perigosos, nomeadamente aos 81' e 86'. No primeiro, Plata quase marcou à meia-volta, forçando o guardião do Portimonense à defesa da noite.

 

Da subida do Sporting na classificação. Recuperámos o lugar no pódio do campeonato a que temos direito, beneficiando da goleada sofrida pelo Famalicão em casa frente ao V. Guimarães (um vergonhoso 0-7), e vendo o Braga empatar também em casa perante o Gil Vicente (2-2). Estamos isolados no terceiro posto.

 

 

Não gostei

 
 

Das oscilações tácticas de Silas. O técnico insistiu num sistema inicial alheio à tradição leonina: 3-5-2, percebendo-se mal o que o levou a preparar uma linha de cinco em processo defensivo quando jogava em casa contra o penúltimo da tabela. Isto forçava criativos como Rafael Camacho a encarrilar o jogo pelo corredor central, com manifesta falta de resultados. Ao intervalo, Silas alterou o xadrez táctico, mandando sair Neto e regressando ao processo clássico no Sporting, com dois flanqueadores que servissem jogo ao elemento mais avançado (Sporar). Este foi, sem coincidência, o melhor período da equipa, que terminou a partida num autêntico vendaval ofensivo, só não se traduzindo em golos por azar ou inépcia dos jogadores.

 

Do irritante conceito "construção em posse" definido pelo técnico.  Silas privilegia a organização do processo defensivo a partir de trás, com sucessivas trocas de bola no nosso meio-campo. Processo alheio à tradição leonina e entorpecente para o espectáculo desportivo, além de não proporcionar vantagem no terreno. Isto agrava-se por não termos a meio-campo um verdadeiro distribuidor de jogo desde a saída de Bruno Fernandes - Wendel, está visto, não tem vocação para tal tarefa, que exige disponibilidade constante e concentração máxima.

 

Do 1-1 ao intervalo. Consequência directa do que ficou escrito nos parágrafos anteriores, este desolador resultado que se registava aos 45'. E o empate apenas tinha conseguido ser desfeito, seis minutos após o golo inicial da equipa de Portimão, num lance de bola parada, graças à mestria de Mathieu - digno sucessor de Bruno Fernandes na cobrança de livres.

 

Das hipóteses perdidas. Pelo menos em duas ocasiões tivemos possibilidade de marcar, o que só não sucedeu devido à falta de perícia ou excesso de nervos dos jogadores. Na primeira aos 66', quando Vietto se isolou mas permitiu a defesa ao guarda-redes. Na segunda aos 86', quando Sporar, igualmente em excelente posição para marcar, atirou para fora, sem nexo.

 

Da lesão de Mathieu. O francês saiu aos 78', a passo, com queixas físicas - dando lugar a Idrissa Doumbia enquanto Silas fazia recuar Battglia para segundo central, ao lado de Coates, até ao fim. Esperamos que Mathieu recupere a tempo do próximo embate, que será muito difícil, frente ao Rio Ave, no próximo sábado. Um jogo em que não contaremos com Vietto, por acumulação de amarelos.

 

Dos insultos nas bancadas. Estavam decorridos apenas cinco minutos quando, do local do costume, começaram a ouvir-se gritos contra o presidente do Sporting, misturados com insultos e apelos histéricos à demissão dos órgãos sociais. Quando a equipa precisava de apoio, estes jumentos da curva sul voltaram a dar alento à turma adversária - como já haviam feito em Alvalade quando ali jogaram Porto e Benfica. É óbvio que isto desestabiliza os nossos jogadores, que actuam em casa sempre sobre brasas, numa atmosfera de guerrilha permanente. Que a grande maioria dos adeptos está contra isto voltou a ficar bem demonstrado ao escutarem-se sonoras vaias à jumentude.

29 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D