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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

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Foto minha, ontem, durante o jogo

 

 

Não gostei

 
 

De perder com o Benfica.  Segunda derrota em cinco meses frente ao nosso mais velho rival. Depois da goleada na Supertaça, no estádio do Algarve, ontem perdemos por 0-2 em Alvalade. Sete golos sofridos, nenhum marcado. Com dois treinadores. O da primeira derrota, Marcel Keizer, despediu-se praticamente com aquele péssimo resultado. Resta agora ver quanto tempo Silas irá aguentar.

 

Do onze inicial. Ter Battaglia (enfim recuperado) no banco e preferir Idrissa. Ter Neto já disponível e preferir Ilori. Ter Pedro Mendes enfim inscrito e preferir Luiz Phellype. Incompreensíveis opções do treinador para os titulares deste clássico. Nenhuma resultou.

 

Das péssimas construções ofensivas. Durante quase toda a primeira parte, a nossa saída com bola viu-se gorada em cerca de dois terços das situações devido à pressão alta exercida pelos jogadores do Benfica, obedecendo às instruções do seu treinador, Bruno Lage. Destaque pela negativa, neste capítulo, para Ilori, Wendel e Idrissa Doumbia.

 

Das substituições falhadas. Com o resultado em branco, aos 74', Lage apostou na vitória ao trocar Chiquinho por Rafa - arma secreta que saiu do banco e apontou os dois golos encarnados, aos 80' e aos 90'+9. Silas esperou demasiado para mexer na equipa, limitou-se a ser reactivo nas substituições e esteve mal nas trocas - Bolasie por Plata (79'), Idrissa por Pedro Mendes (86') e Camacho por Borja (90'+2).

 

De Ilori. Definitivamente, este jogador não tem categoria para integrar o plantel do Sporting. Os dois golos que sofremos nascem de erros dele - o primeiro ao propiciar que Rafa se apoderasse da bola numa série de ressaltos em zona proibida, o segundo ao entregá-la com um corte defeituoso. Há sete anos, fez questão de abandonar o Sporting, mostrando extrema ingratidão pelo clube que o formou. Agora somos nós que fazemos questão de que ele saia. Quanto mais cedo melhor.

 

De Idrissa Doumbia. Andou errante no primeiro tempo, parecendo sempre fora de posição, e demonstrou muita dificuldade em receber a bola e distribuí-la com critério. Impressiona, a sua debilidade no capítulo técnico - sobretudo num jogo desta dimensão, contribuindo para a intranquilidade da equipa. Tentou o golo, aos 63', mas sem pontaria.

 

De Wendel. Terá sido ontem o campeão dos passes falhados, em zonas cruciais do terreno. Silas mandou-o posicionar-se em linha com Idrissa na posição de médio defensivo - missão que não parece agradar ao brasileiro. Logo aos 2', numa perda de bola, permitiu que Gabriel se infiltrasse na nossa área. Aos 30', ao desinteressar-se de um lance junto à ala esquerda, foi ele a forçar Acuña a fazer falta para cartão amarelo. Revela défice de combatividade, sobretudo nas situações de bola disputada, em que parece fugir do contacto físico.

 

De Luiz Phellype. Voltou a ser uma nulidade, como já tinha acontecido frente ao FC Porto e ao V. Setúbal. Parece esconder-se do jogo: está sempre onde não é necessário e falha nos momentos cruciais. O cúmulo da sua ineficácia aconteceu aos 34', quando estava em claríssimo fora-de-jogo: procurou desviar a trajectória da bola disparada por Acuña, que foi certeira para o fundo das redes, sem conseguir tocá-la, mas interferindo no lance ao ponto de tornar ilegal o golo. Aos 57', viu um cartão amarelo (que bem podia ter sido vermelho) por uma falta absolutamente desnecessária muito longe de uma zona de perigo. Lento, apático, pesado, é sem dúvida um dos protagonistas deste fracassado Sporting 2019/2020 no terreno de jogo.

 

Do pavor que se apodera da equipa em cada lance de bola parada defensiva. Quase todos os jogadores do Sporting tremem nestas ocasiões, algo absolutamente incompreensível. Apetece perguntar o que fazem nas sessões de treino. E onde estão os especialistas em motivação competitiva e apoio psicológico prometidos pelo presidente da SAD no início da época.

 

Do árbitro Hugo Miguel. Deixou sem punir dois jogadores encarnados em faltas muito duras sobre Bruno Fernandes: primeiro o inimputável Pizzi, aos 38', que travou à margem das leis de jogo uma arrancada do nosso capitão que prometia terminar em golo; depois Gabriel, que agrediu Bruno com a mão no baixo ventre. A impunidade do costume: em termos disciplinares, o Benfica continua a ser um caso à parte, eternamente protegido pela arbitragem portuguesa. O caso só muda de figura quando joga nas competições da UEFA.

 

Da insegurança no Estádio José Alvalade. É inadmissível que os agentes policiais proíbam os espectadores que pagam os seus bilhetes de entrarem com bolos e sandes enquanto fazem vista grossa à entrada de material pirotécnico, como ontem sucedeu, levando à interrupção do jogo durante quase seis minutos e à debandada de muita gente que se encontrava nas bancadas, sobretudo com filhos menores, enquanto o relvado ardia e milhares de pessoas eram forçadas a inalar fumos tóxicos.

 

Da segunda derrota consecutiva em casa. Após termos cedido os três pontos frente ao FCP, aconteceu agora o mesmo contra o SLB. E ainda só estamos na primeira volta. Na segunda, teremos de ir a Braga, a Guimarães, a Vila do Conde, a Famalicão, ao Dragão e à Luz. De momento temos mais derrotas do que Benfica, Porto, V. Guimarães, Famalicão, Gil Vicente, Boavista, Marítimo e V. Setúbal.

 

 

Gostei

 

De Rafael Camacho. Exibição muito positiva do jovem extremo de 19 anos que veio do Liverpool no Verão passado. Desta vez actuou como titular e fez jus à prova de confiança que o técnico nele manifestou. Imperou no corredor direito, sobretudo na primeira parte, destacando-se igualmente em tarefas defensivas. Foi protagonista das duas únicas ocasiões de golo do Sporting: aos 13', levou a melhor no duelo com Ferro e rematou com força, levando a bola a embater no poste; aos 33', cabecou como mandam as regras à boca da baliza, forçando Vlachodimos a uma grande defesa. No segundo tempo, aos 65' e 66', protagonizou excelentes jogadas de ataque do Sporting.

 

De Acuña. Mesmo condicionado por um cartão amarelo quando ainda faltava mais de uma hora de jogo, não esmoreceu nem deixou de se entregar à luta. Foi sempre um dos elementos mais desequilibradores da nossa equipa e um dos raros que se mantiveram em bom nível do princípio ao fim. Merecem destaque uma recuperação de bola aos 6', um cruzamento perfeito para a cabeça de Camacho aos 33' e o golo que chegou a marcar no minuto seguinte, também num centro a partir da esquerda, invalidado por fora de jogo posicional de Luiz Phellype. Infelizmente, o cartão amarelo que o argentino viu nesta partida deixa-o fora da meia-final com o Braga para a Taça da Liga, já na próxima quarta-feira.

 

De Mathieu. Persiste em ser uma das escassas referências de qualidade no onze titular leonino. Destacou-se numa sucessão de cortes providenciais - aos 8', 29', 37', 56', 62' e 79'. Mesmo ao cair do pano, já aos 90'+8, tentou o golo com um remate acrobático que saiu ao lado. O internacional francês bem o teria merecido.

 

De Max. Sem responsabilidade nos golos sofridos, esteve em bom nível ao travar um tiro de Pizzi aos 12' e ao desviar para cima da baliza um cabeceamento de Gabriel, à queima-roupa, na sequência de um canto, aos 21'.

 

De Bruno Fernandes. Terá sido o seu último jogo de verde e branco em Alvalade? Se foi, merecia seguramente outro cenário. Sem tochas arremessadas para o relvado nem incêndios nas bancadas, sem greve aos aplausos promovida pelas duas claques leoninas durante o primeiro tempo, sem as faltas impunes que foi sofrendo ao longo da partida e sobretudo sem este triste resultado, que em nada se coaduna com o seu valor.

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