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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso regresso às vitórias. Enfim, mais de um mês depois, após cinco jogos sem vencer - contra Rio Ave (dois), Boavista, PSV e Famalicão. Triunfo sofrido, frente ao Aves - equipa que está em último lugar no campeonato, entrou em campo desfalcada de quatro titulares e terminou o jogo só com dez jogadores. Por 1-0, com golo de penálti, apontado por Bruno Fernandes quando já estavam decorridos 83 minutos. Uma vez mais, portanto, foi sofrer até ao fim. Mas valeu a pena. Não pela exibição leonina, globalmente muito fraca, mas pelos pontos amealhados

 

Da estreia de Silas. O novo treinador - quinto da era Varandas - começa com o pé direito. O seu antecessor, Leonel Pontes, orientou o Sporting em quatro partidas, com um saldo francamente negativo: um empate e três derrotas. Esta vitória, merecida porque o Sporting foi a melhor equipa em campo num jogo insípido e quase bocejante, revelando maior segurança na posse de bola, foi também possível graças a algo que nos tem faltado noutras jornadas: o factor sorte. De um treinador com sorte se dirá o mesmo que Napoleão dizia dos seus generais: é um requisito fundamental para ganhar batalhas.

 

De Bolasie. O congolês demonstrou ser o mais inconformado. Colocado na frente do terreno, disputou sempre as bolas, procurou abrir linhas de passe, deu trabalho aos defesas adversários. Mesmo com ocasionais lapsos de ordem técnica, mostrou-se sempre muito activo. Podia ter marcado por três vezes (aos 53', 59' e 73'). E é ele quem conquista a grande penalidade que viríamos a transformar em golo, com uma oportuna desmarcação aos 81'. Confirma ser um verdadeiro reforço. Melhor em campo.

 

De Bruno Fernandes. Muito marcado, o nosso capitão teve de refugiar-se com frequência em linhas mais recuadas para criar as suas habituais movimentações ofensivas a partir do meio-campo. Desta vez errou bastantes passes. Mas no momento decisivo, chamado a converter a grande penalidade, não claudicou. E foi logo abraçado por diversos companheiros (Vietto, Wendel, Idrissa, Rosier, Luiz Phellype), numa demonstração inequívoca de que há genuíno espírito de equipa no balneário leonino.

 

De Eduardo. Silas apostou nele como titular, pela primeira vez de verde e branco. Enquanto teve pernas para disfarçar a falta de ritmo competitivo, foi um dos melhores em campo. Autor das duas únicas oportunidades de golo do Sporting nesse período, ambas de remates de longa distância: o primeiro, aos 26', acabou com a bola a embater na trave; o segundo, aos 42', foi travado pelo guarda-redes adversário na melhor defesa da noite.

 

De Acuña. Silas surpreendeu ao deixá-lo fora do onze titular. Mas rendeu-se à evidência no minuto 77, ao mandá-lo entrar para o lugar do apático, sensaborão e medianíssimo Borja. Com o argentino em campo, grande parte do nosso jogo ofensivo passou a ser canalizado pelo corredor esquerdo, onde ele pontifica sem rival à altura. Abanou a equipa no melhor sentido, deu-lhe projecção atacante, revelou atitude digna de um autêntico Leão. Não há que ter dúvidas: merece voltar a ser titular.

 

Da subida na classificação. Estamos a oito pontos do líder Famalicão, e a sete tanto de benfiquistas como de portistas. Mas galgámos dois lugares na tabela classificativa do campeonato, estando agora no quinto posto. À nossa frente, além das equipas mencionadas, mantém-se ainda o V. Guimarães. Esperamos que seja a primeira a ser superada num ciclo ascendente a que todos aspiramos.

 

 

Não gostei

 
 

Do empate a zero que se mantinha ao intervalo. Primeira parte disputada a um ritmo muito lento, com demasiadas hesitações na construção, sem ninguém a querer pegar no jogo. Vê-se que, para certos jogadores, a bola continua a queimar: a preocupação de alguns é libertá-la dos pés tão cedo quanto possível, mesmo que seja para fazer um passe de três ou quatro metros. Silas tem uma tarefa muito dura e nada invejável pela frente. Desde logo no plano psicológico: o estado anímico da equipa está muito longe do ideal para superar grande parte dos obstáculos que urge enfrentar no que resta da época desportiva.

 

De Jesé. Desta vez foi titular. Mas teve um actuação apagadíssima, sujeitando-se à marcação da defesa do Aves, que o neutralizou na esmagadora maioria dos lances. Posicionado no último terço, numa espécie de parceria com Vietto que esteve longe de resultar, acabou por sair aos 60' sem criar uma situação de perigo.

 

De termos jogado uma hora sem ponta-de-lança. Luiz Phellype, remetido inicialmente para o banco, só entrou em campo aos 60', substituindo Jesé. Continua sem marcar, mas pelo menos contribuiu para arrastar marcações, propiciando maior envolvência ofensiva aos colegas de equipa que procuravam furar as linhas mais recuadas do Aves.

7 comentários

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    CAL 01.10.2019

    Pessoalmente, gostaria de compreender como vão articular-se o preparador físico que migra das anteriores equipas técnicas - a quem creio não ser exagerado chamar "homem de confiança do Presidente", já que seu colega aquando do desempenho de funções de médico/"Director Clínico" da equipa/departamento de futebol - e preparador físico trazido por Silas. Quem será a voz de comando? Será excessivo da minha parte considerar que muito bem intencionado seja Gonçalo Álvaro (e demais membros adstritos ao "desempenho" dos atletas), a verdade, é que a forma física apresentada em campo faz pensar que algo de insuficiente se verifica? Insuficiente, mas não ao ponto de justificar o voto (pleno) de confiança no novo preparador físico? Não é ausência de confiança plena no novo preparador físico, nem responsabilidade maior de Gonçalo Álvaro, mas dos demais membros do gabinete de desempenho? Então e, nesta altura, como se articulam intervenções? São-no (agora) de uma exigência tal, que são requeridos dois preparadores físicos?

    Não se prescinde de GA, por não haver vaga na nova equipa médica (que creio ter vindo em bloco do clube árabe), o índice físico apresentado pela equipa, não é sua responsabilidade (directa), justificando-se assim a sua manutenção no cargo, e admite-se o preparador físico da nova equipa técnica? Mas prescinde-se dos préstimos do nosso treinador de guarda-redes - Nelson Pereira - a quem é reconhecido mérito na preparação dos que temos tido? Foi reaproveitado para a formação?

    É muito esdrúxulo considerar que o Presidente Varandas que desde cedo esclareceu que não estaria presente no balneário, tem através de GA essa possibilidade de presença? (Será GA os olhos e ouvidos de FV, no seio da equipa?)

    Li um excerto transcrito por Pedro Correia, que dizia respeito à composição da nova equipa técnica e pensei: "geringonça". Levanta-me, como se vê, várias dúvidas. Pode ser que não seja a única a tê-las.

    SL
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    Luís Ferreira 01.10.2019

    Cara CAL,

    o Ricardo Dinis, que foi o PF da equipa técnica do Silas no Belenenses, não foi apresentado na 6ª feira passada e não está listado entre os membros da nova equipa técnica que o Sporting comunicou à CMVM (https://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/FR73438.pdf). Por isso, a não ser que me esteja a faltar alguma informação (porque no ZeroZero, Ricardo Dinis aparece como sendo PF no Sporting...), o único PF da equipa técnica do Sporting deverá ser Gonçalo Álvaro.

    Quanto às outras questões que levanta, são todas pertinentes - em particular a atual condição física da equipa. A maioria dos treinadores gosta de manter os seus colaboradores. Silas terá aparentemente prescindido do seu PF mas não do seu treinador de GR (Pedro Alves). Porquê, não sei.

    SL
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    CAL 01.10.2019

    Caro Luís Ferreira,

    muitíssimo grata pelo precioso esclarecimento. As considerações que teço, estão ancoradas à leitura de um excerto de uma notícia que o caro Pedro Correia teve a cortesia de partilhar numa caixa de comentários a um texto que, com franqueza, já não consigo recuperar (no imediato). Muito provavelmente, o autor da peça jornalística foi induzido em erro. Ou interpretou erroneamente a informação que recebeu. Talvez ainda venhamos a saber onde está o equívoco (ainda que reconheça a informação enviada para a CMVM, como fidedigna, ou a menos susceptível ao erro).

    Diria que, em todo o caso, e tal como também aponta, o desempenho físico da equipa, justificaria uma informação mais detalhada aos sócios/comunidade.

    Saudações leoninas.

    P.S. Espero ainda localizar o seu comentário a um texto - li ontem, não comentei logo, e perdi-lhe o rasto - em que partilha a sua posição sobre a manutenção de apoio aos actuais corpos directivos - esclarecendo que, tal como eu, votou Benedito - e explanando argumentos nos quais
    a alicerça. Ora, grosso modo, gostaria de dizer que comungo da mesma, ainda que admita já não faltar muito para deixar de reconhecer condições aos actuais corpos sociais. Diria (por favor corrija-me se não se sentir representado) que tal como eu, compreende intimamente e reconhece a importância de, ainda que conscientes das limitações dos actuais corpos sociais, conceder todas as oportunidades de "reorganização positiva do sistema", sobretudo, face a tudo o que de desafiante representa substitui-lo por um novo sistema. Sumário: +1a. :) SL (não sei se é relevante para si "saber que não é o único", para mim, é relevante sair a terreiro de bracinho no ar, a dizer, "eu também".
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    Anónimo 01.10.2019

    Então a equipa está mal fisicamente e substituísse o treinador de guarda redes e não o preparador fisico. Faz sentido.
    Será o SCP um clube de malucos, ou um clube de dirigentes malucos?
    Saudações leoninas
    RC
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    CAL 01.10.2019

    O Sporting é, para mim, o clube mais miscelânea que alguma vez conheci! Muitas particularidades, muitas singularidades, mas, caramba!, a-d-o-r-o_o! 😍 Uma diversidade tão rica presta-se a interpretações descabeladas. Descabeladas, está a ver?

    De volta ao tópico chave: diria que a questão física, merece mesmo um esclarecimento. A manutenção de um 'técnico' que se sabe próximo da chefia máxima da organização, quando há matéria que decorre da sua intervenção directa, que levanta tantas dúvidas, abre espaço à existência de questões nada abonatórias para qualquer das partes.

    SL, caro RC.
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    Anónimo 01.10.2019

    Infelizmente para sabermos isso necessitávamos de um jornalismo em condições, ou que aqueles programas intermináveis de discussões estéreis sobre futebol tivessem interesse em debruçar-se sobre o que realmente interessa.
    O problema de adorar o Sporting é que com aquilo que tem acontecido ultimamente, estou como os treinadores do SCP, já nem me descabelar consigo.
    SL
    RC
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